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Abril 2005

Vendo Artigos de: Abril , 2005

Batizado do Cativeiro em Bath, Inglaterra


O Grupo Cativeiro de Capoeira – BATH
convida a todos para o Batizado será realizado no
Estúdio do YMCA – Bath, dias 14 e 15 de maio de 2005
 

PROGRAMAÇÃO
 
Sábado (14 de maio)
Aula na academia (Phase One Gym, Upper Bristol road, Bath),
Da 14h00 as 15:30; se o tempo estiver bom será realizada roda na rua
A noite será feita uma REGGEZEIRA a partir das 20h00 no WESTON PUB, Upper Bristol Road – Bath.
 
Domingo (15 de maio)
Das 13h00 às 15h00 – Workshop com Mestre Miguel Machado, um dos Fundadores do Grupo Cativeiro Capoeira
 
Após o Workshop será realizado o Batizado, seguido de Rora Aberta para convidados e alunos
Convidados confirmados: Mestre Paulo Sorriso (Alemanha), Mestre Carlos(London), Mestre Israel(London), Contra-Mestre Luis Negão(Oxford),
Professor Caju(London), Professor Pedreiro(London)
 
E muitos outros vindo de toda UK e Europa.
 
Estagiário Paraná – +0 7763 301341 
 
 

Roda de Angola – Prof. Lambari

 
Professor Lambari, Butantã, São Paulo, convida para Roda de Capoeira no próximo sábado (30/abril).
 
RODA DE ANGOLA
O Professor Lambari estará realizando Roda de Capoeira Angola neste final de semana, dia 30 de Abril, à partir das 11h00 da manhã.
 
O endereço:
Rua EDIWADI CAMILO, 840
"Cidade Balneário Mario Moraes"
Próximo ao bairro Jardim Ferreira, Butantã-SP

 
Para chegar, seguir pela Rua Eliseu de Almeida, sentido Taboão. Passar pelo MACRO, e em seguida pelo Farol; Virar a Direita.

Qualquer informação adicional, ligar para (11) 3751-2034.

Foto por Luiz Carlos Big: Mestres Pinguim, Careca & Lambari – Out2004
 

Campeonato Goiano 2005

O Campeonato Goiano 2005, será realizado nos dias 29, 30 de abril e 1 de maio de 2005, no Ginásio do Lyceu de Goiânia, Rua 21, Centro.
 
Poderão competir os capoeirista filiados.
O resultado é valido para o programa de Bolsa Esporte Estadual e Federal.

Mestre Ilustre

Programação:

29/04 – Recepção e Abertura – a partir das 18 horas.
30/04 – Congresso técnico, concurso de cantigas, trabalhos teóricos, conjunto e duplas
01/05 – Competições individuais e premiação.

Realização:
Sistema Desportivo da Capoeira de Goiás:
Federação, Ligas Regionais e Municipal, AACG, APCG

APOIO:
Governo Estadual – (AGEL)
Governo Municipal de Goiânia (SEMEL)
Câmara Municipal de Goiânia
Sistema CONFEF/CREF7-Seccional de Goiás

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:

Mestre Neguinho – Presidente da CBC

Mestre Bené – Pres. Federação do DF

Mestre Paulão – Representante da ABPC

Mestre Gilvã – Ass. Ladainha

Mestre Cabeça e o Grupo Capoeira Brasil – 1º Batizado de capoeira à Lyon – FR

 Do 13 ao 15 de maio o instrutor Cacique sobre à supervisão o Mestre Cabeça e o grupo capoeira brasil, estaram organizando o primeiro batizado de capoeira à lyon.
 
Na programação cursos de capoeira regional, percussão, barimbau, maculelê, samba, floreio.
Estaram presentes o formando Azul Mestre Cabeça Aracaju Seg, Suissa, Formando Caxias USA, professor Dengoso Lyon France, Professor Caudio Basilio Paris france, professor Molejo grupo candeias TouLouse France, Intrutora Sapeca Lyon France, instrutor Tiago toulouse France, Instrutor Espanto St Laurent du Maroni Guyane Française, Graduado Peruca e Moçanba Belém Para brasil.
 


 Maiores Informações: gcbneyboc@hotmail.com

II Encontro de Capoeira Angola em Campinas

 
Capoeira Angola em Campinas-SP
 
A Academia de João Pequeno de Pastinha promove o II Encontro de Capoeira Angola em Campinas, nos dias 7 à 10 de Julho de 2005.
Na ocasião serão realizados "Workshops" com os mestres:
Pé de Chumbo, Bahia, Francisco 45, Zequinha e Roxinho.
 


 
Mais informações pelo e-mail: topetecapoeira@hormail.com,
ou pelo telefone (19) 9139 2618, com Trenel Topete
 
 Fredy Alencar Peres Colombini:  fredyapc@gmail.com

Capoeira Paulista se Reune para discutir Jogos Regionais

O Governo do Estado de São Paulo convoca entidades representativas da Capoeira Paulista com o intuito de estabelecer critérios para os Jogos Regionais
São Paulo reúne ENTIDADES DE REPRESENTAÇÃO ESTADUAL DA CAPOEIRA
 
De parabéns São Paulo, pela iniciativa e, sobretudo, pelos bons resultados.
Iniciativa da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer, bons resultados obtidos graças à coordenação hábil do Sr. Antonio Carlos Pereira,  Divisão de Esporte da Coordenadoria de Esporte e Lazer da mencionada  Secretaria.
Ainda não foi desta vez, entretanto, que a Capoeira começou a ser discutida em seus aspectos mais transcendentais.  Mas, temos certeza, que este momento não tardará.
Entendemos até, é importante que fique claro,  que a estratégia do Governo está muito certa:  pautar apenas um assunto,  no caso a presença da Capoeiragem nos Jogos Regionais.
À medida que as lideranças da capoeira forem aprimorando suas propostas e  a capacidade de bem discutir em assembléia, aí sim, o Governo do Estado poderá até coordenar reuniões mais abrangentes, onde todos os ricos aspectos desta fascinante e multifacetada Arte Afro-Brasileira da Capoeiragem serão discutidos.
Vários excelentes subprodutos, tenho certeza, surgirão nesta segunda fase, inclusive, a elaboração e lançamento itinerante, pelo Estado a fora, de um  "Álbum dos Mestres e Capoeira em São Paulo". "Álbum" que, na realidade, será um grande Diagnóstico da Capoeira em São Paulo, sem um diagnóstico desse, vale sempre lembrar,  todo e qualquer projeto de capoeira, por definição, será sempre casuístico, capenga e efêmero.
 
Voltemos à reunião.
Além do Professor Antonio Pereira, Coordenador de Esporte e Lazer, dois assessores da Secretaria de Estado da Juventude Esporte e Lazer, as seguintes entidades capoeirísticas se fizeram representar: 1. Federação Internacional de Capoeira,  FICA (Doutor-Mestre Sergio Vieira, presidente);  2. Federação de Capoeira do Estado de São Paulo,  FECAESP (Mestre Tim); 3. Federação Paulista de Capoeira, FPC (Mestre Valdenor);    4. Liga Nacional de Capoeira (Mestre Marcial);  5. Órgão Supremo Administrativo da Capoeira,  OSACABRAC (Mestre Marquinhos);   6. Sindicato do Capoeira  (Mestre Da Bahia); 7. Associação Brasileira da Capoeira, ABRACAP (Mestre Helinho); 8. Ricardo Urbano Saliba (Grupo Candeias) e o Jornal do Capoeira (Editor: Miltinho Astronauta).
 
A situação, todos reconheceram, é no mínimo curiosa, um órgão Internacional  ("FICA")
realizando funções que seriam mais adequadamente alocadas a um órgão estadual ou, no máximo, a um órgão federal. Por acaso a sede deste órgão internacional fica em São Paulo, mas, apenas para demonstrar o absurdo, institucional e gerencial desta "ingerência",  bastará o leitor imaginar a FICA coordenando diretamente um evento em Viterbo, na Itália. Ora, se Viterbo tem, como tem, várias academias de capoeiras, se a Itália tem, como tem,  uma Federação Italiana de Capoeira, não caberá jamais a um órgão internacional se intrometer em tais eventos. Cabe sim, a FICA exercitar uma intensa interação com as entidades a ela filiadas, quais sejam, as federações nacionais.  A menos que se queira violentar um dos mais consagrados princípios da Administração " o alcance de controle. Por oportuno, colocamos este Jornal a disposição da FICA para que ela publique o que, até hoje ninguém sabe com muita precisão:  os nomes, os endereços e a diretoria de todas as federações nacionais formalmente filiadas a FICA, com o registro público de cada uma dessas federações.
A principal consenso, tanto por parte do Governo Estadual, quando por parte das entidades ali representadas, é que é necessário a realização de um Congresso Técnico para elaborar um novo Regulamento que contemple a visão de todos os representantes. De modos que o regulamento não seja exclusivamente "com a cara" da FICA/CBC. E, é claro, que para que este novo regulamento seja proposto, não haja necessidade de filiação por parte das demais entidades à FICA e Confederação Brasileira de Capoeira.
A despeito desta situação inusitada, a reunião admitiu que, ainda este ano, a FICA estará à frente dos Jogos Regionais, especialmente no que tange a treinamento de árbitros. O que, seguramente, levantará uma questão muito razoável: e a Confederação Brasileira de Capoeira,  não "apitará" nada?
Não que haja um consenso sobre ela (a Confederação Brasileira de Capoeira), mas, nos demais esportes,  se me permitem uma linguagem de esquina, "é assim que a banda toca".
Enfim, todos os caminhos e, sobretudo, todos os problemas, apontam na direção da necessidade de se fazer um grande Diagnóstico da Capoeiragem em São Paulo e no Brasil.
Relevem a repetição. De parabéns está o Governo Estadual por abrir este canal de diálogo entre as diversas entidades de representação da Capoeira no Estado de São Paulo.
 


Miltinho Astronauta
 
Jornal do Capoeira, abril – 2005  – www.capoeira.jex.com.br

A HISTORIA DA CAPOEIRA NO BRASIL.

Ao abordarmos a historia da prática da Capoeira no Brasil, devemos antes de tudo resgatar a História da escravidão no Brasil do século XVI, XVII, XVIII e XIX, quatrocentos anos de horrores e serviços forçados, para alimentar uma elite rica e gananciosa que vivia para o acúmulo de capitais.

Nesses quatrocentos anos as pessoas viveram o nascimento, crescimento e expansão do Capitalismo. O Pré-capitalismo, uma das primeiras fases da formação do capitalismo, também conhecido como Mercantilismo, prática econômica baseada na compra e venda de produtos, visando um maior acúmulo de capitais e ter uma balança de comercio favorável, ou seja, vender mais que comprar, aumentava a riqueza da burguesia, a burguesia atraves dos impostos aumentava a riqueza da nobreza e do Rei. Era o nascimento das Monarquias Nacionais do fortalecimento do poder central nas mãos do Rei.

Com as Monarquias Nacionais as leis são unificadas, a moeda é unificada, pesos e medidas são unificados, todos os tribunais são submetidos a autoridade do Rei, dessa forma o comércio pode se expandir e crescer.

Quanto mais o comércio crescia, mais se investia em conhecimento e ciencia dando origem a expansão marítima e consequentemente a descoberta da América.

Logo os europeus perceberam que estavam na vanguarda de muitos conhecimentos em relação a outros povos do planeta. Com esses conhecimentos e sua habilidade guerreira, experiência adquirida em séculos de Cruzadas com os povos mulçumanos, o europeu passa a diversificar a prática mercantilista estimulando o Colonialismo e é essa pratica econômica que nos leva a escravidão.

O que era o Colonialismo ? Simples. Baseava-se na prática de se obter matérias primas a troco de nada, transforma-las em manufaturas ou seja, mercadorias e vende-las bem caro na Europa, foi assim que a “mazela” de diversos povos começaram, pois, não foi só o Negro que foi escravizado, mais o silvícola americano, os asiáticos e diversos outros povos passaram (e ainda passam, por incrivel que pareça !) por essa horrivel experiência… As colônias perteciam aos Reis e suas terras não eram distribuídas e sim arrendadas o que diminuia muito a possibilidade de qualquer plebeu ser dono de terras nos novos mundos. E quem, em perfeito juízo, deixaria seu país, sua terra, para ser servo na América, Africa ou Asia ? Então, os brancos que por ventura apareciam por aqui, eram grandes senhores de terra ou eram degredados, fugitivos, condenados pela inquisição que fugiam da perseguição religiosa em seus países, eram cristãos novos, judeus recem convertido que a igreja muito rígida na epóca vivia a perseguir, muitos migravam por não ter mais nada a perder.

No caso do Brasil os portugueses precisavam cocretizar sua efetiva colonização, pois, ingleses e franceses viviam a contrabandear as riquezas do Brasil, o que na cabeça do Rei de Portugal era uma ofensa gravissíma, afinal, ele acreditava que as terras do Brasil eram dele o que configurava em roubo contrabandear tais riquezas.

A colonização efetiva do Brasil começa trinta anos depois de sua “descoberta” em 1500 por Pedro Alvarez Cabral, hoje motivo de certa controvérsia, pois, existem teorias que comprovam a estadia do navegador Duarte Pacheco em terras brasileiras no ano de 1498, mas isso é uma outra história.

Após o iniciar o processo de colonização, os portugueses passaram a explorar nossas riquezas e criar outras, o caso da cana de açúcar, dentro desse processo, podemos dizer que passamos por três ciclos econômicos diferentes:

Ciclo do Pau-Brasil :

Consistia puramente em cortar e armazenar a madeira e levá-la para Europa, onde era usada de várias formas. Porém, nesse primeiro Ciclo não precisou de trabalho escravo, já que os silvícolas americanos, faziam esse trabalho por algumas quinquilharias como, contas, pedrinhas de vidro, espelhinhos, faca…

Ciclo da Cana de Açúcar:

Aqui começa a história das senzalas, da escravidão e da Capoeira, quando chegam os primeiros negros para serem usados no trabalho escravo. O Negro chegou para substituir o americano o “Negro da Terra”. Para a Coroa de Portugal era difícil controlar o aprisionamento e a venda do Americano, pior, o americano conhecia a região podia fugir para mata com facilidade, já o Negro era mais fácil de controlar. O comércio era feito de continente para continente de um país distante do outro lado do mar a Africa. Ao entrar nas colõnias os escravos negros eram contados e contabilizados, dessa forma o Rei podia fiscalizar muito melhor o tráfico. Este por sua vez se tornava bem mais rentoso que o o tráfico do americano.

O escravo negro não conhecia a terra e nem os dialetos falados aqui, a região, o clima, animais, plantas, nada disso ele conhecia, separado da família e dos amigos, o Negro tinha um só direitro, trabalhar, trabalhar e apanhar…Nesse ambiente nasce o espirito de camaradagem entre os escravos de várias culturas diferentes e é dessa forma, dessa mistura de culturas africanas nasce a Capoeira, nasceu brinquedo, dança, jogo. Ajudava aos escravos matar a saudade da terra atraves da música, do batuque e das histórias contadas nas rodas era um momento de alegria, um dos poucos…

Ciclo da Mineração:

O ciclo do ouro trás várias mudanças na sociedade colonial, como o ouro era uma riqueza de fácil acesso, requer só uma batéia (teoricamente), era fácil encontrar homem livre e ate mesmo escravo que enriquecia com a descoberta do ouro.

Nessa época houve uma mudança significativa na vida social da colônia, nasce uma classe média que crescia conforme crescia, a exploração do ouro, afinal os mineiros precisavam comer, beber, dormir, morar, ou seja a extração do ouro possibilitou o nascimento de uma classe social que sze sustentava prestando serviços aos mineradores de então.

Neste contexto urbano nasce uma nova Capoeira que agora sai das senzalas e chega as ruas, as praças e aos largos das principais Capitanias da Colônia, pela primeira vez, encontramos uma classe média atuante na Colônia. O ouro gerou uma riqueza muito grande que foi utilizada na urbanização das cidades, estas atraia todo tipo de gente, aumentando muito a diversidade cultural o que contribuiu para a expansão da Capoeira.

Aprendia-se a Capoeira jogando e observando as rodas nas festas religiosas das praças, ainda não era vista como prática criminosa, porém era vista como jogo de negros, o que a tornova extramente marginalizada pela sociedade branca das cidades.

I REINADO

No Primeiro Reinado a Capoeira já era proibida, mas ainda não fazia parte do código penal, porém era reprimida e punida com chicotadas e trabalhos forçados era praticada por negros escravos, livres, mulatos, mamelucos, brancos e estrangeiros.

Nas cidades a pratica da Capoeira era controlada pelas Maltas que se espalhavam por todas as grandes cidades e eram divididas pelos bairros, esses eram controlados por maltas de capoeiristas rivais. Na verdade isso é fácil de entender, em um país onde a maioria era negra, controlados por uma minoria branca, claro que teremos uma parte enorme da sociedade que vai viver a margem da mesma, levando a formação das maltas que seriam a organização dos excluídos pelo sistema da época. Durante todo I Reinado não houve nenhuma lei que trata-se dos negros com dignidade, pelo contrário, as leis so favoreciam a Elite “pensante” da epoca.

II REINADO

No segundo reinado por pressões inglesas, o Governo brasileiro começou a criar algumas leis em prol do negro, porém algumas beneficiaram muito mais aos Srs do que aos próprios negros, leis como:

Lei do Ventre-livre, essa é muito boa! A partir da promulgação desta lei todo o escravo nasceria livre, mas, teria que ficar na fazenda do seu Sr. Até ser de maior e poder viver sua vida, enquanto esperava a sua maioridade trabalhava para o Sr., sem ganhar nada é claro…

Lei do sexagenário, também muito boa! Após os sessenta anos todo escravo era livre. Imagine que um escravo tinha uma média de vida de 25 a 30 anos, chegar aos sessenta era um mérito! Porém, essa lei vai beneficiar muito mais aos Srs, aos sessenta o escravo já esta velho e cansado para não ter que alimenta-lo sem que ele trabalhasse era só recorrer a essa lei e pronto, lá estava o Sr. Livre do escravo.

Lei Aurea 13/05/1888. Concordo, libertou finalmente os escravos, mas sem política pública nenhuma o que manteve o negro a margem de nossa sociedade.

Enquanto esses eventos políticos aconteciam a Capoeira crescia, evoluia, tornava-se arma das pessoas que viviam nas ruas, não era só o negro praticante da Capoeira, como já escrevi, o praticante era, mulato, mameluco, negro, branco, todos essas raças contribuiram para moldar a Capoeira moderna de hoje.

A partir da segunda metade do sec. XIX o berimbau passa a figurar nas rodas de Capoeira. Até então as rodas eram marcadas pelo ritmo do atabaque, pandeiro e outros instrumentos de percurssão, com a entrada do berimbau começamos a ver surgir a Capoeira moderna de Pastinha e Bimba.

As Cidades do Rio de Janeiro, Salvador e São Luís, eram os maiores focos da prática da Capoeira urbana, onde havia concentração de pessoas, lá estava a Capoeira. Nessa epoca ela ainda não era ensinada em academias e se aprendia a Capoeira jogando a Capoeira, nas ruas no dia à dia, observando os outros a jogar, era essa a única maneira de se aprender a tão temida Capoeira.

REPÚBLICA

Em 1892 a Capoeira passa a fazer parte do código penal artigo 402, até então ela já era proibida, porém só a partir dessa data que ela passa a fazer parte do código penal. A pessoa que fosse pega jogando a Capoeira era preso e mandado para a Ilha de Fernando de Noronha para fazer trabalhos forçados durante 4 à 6 meses.

Só no primeiro ano de vigência da lei o Chefe de Polícia do Rio de Janiero, Sampaio Ferraz mandou para Fernando Noronha cerca de 400 capoeiristas, sendo que desses 400, 65% foram considerados brancos, 20% estrangeiros e apenas 15% de negros, como se vê ela já era muito utilizada por diversas raças diferentes, pois não impotava a raça em si e sim a situação soçial da pessoa, pobre e marginalizado era capoeirista na certa ! Porém isso não impediu que muitos homens ricos praticassem a Capoeira, sendo que a maioria desses homens eram boêmios, da noite, conheciam a malandragem popular e sabiam usa-la a seu favor quando precisavam.

A partir da década de 1920, passa a surgir um sentimento nacionalista nas artes, política e cultura do Brasil, era a Semana da Arte Moderna de 1922, que sacudiu o Brasil com seu resgate a cultura genuinamente Nacional, surge então com força total a Capoeira, agora como Ginástica Nacional Brasileira, idealizado por Burlamarqui, Mestre Zuma, que em 1928, formou o primeiro manual da Capoeira sem Mestre, método didático, onde o leitor atraves do livro tinha conhecimento da Capoeira como jogo, como luta.

Nessa epoca Mestre Bimba e Mestre Pastinha já são famosos como Mestres bahianos em 1923, Mestre Bimba, cria a Capoeira Regional da Bahia, uma ramificação da Capoeira de Angola, que até então era chamada, apenas de Capoeira e só, quando Mestre Bimba colocou o nome Regional, Pastinha então chamou a dele de Angola, para diferenciar uma da outra, conhecida nos meios da Capoeira como a Capoeira Mãe, pois, Mestre Bimba, tentando transformar a Capoeira mais objetiva para a luta acrescentou vários golpes de outras artes marciais na Capoeira de Angola o que prova que a Capoeira continuava a evoluir e acompanhar o seu tempo.

Em 1933, após uma apresentação de Mestre Bimba e seus alunos para o então interventor da Bahia a Capoeira é finalmente liberada, deixando de fazer parte do código penal e dando início a uma nova era para a Capoeira no Brasil.

Em 1950 o mesmo Mestre Bimba faz outra apresentação, dessa vez para o próprio Getúlio Vargas, o que faz a Capoeira bahiana ainda mais famosa.

A partir de Bimba e Pastinha a Capoeira passa a ser ensinada nas academias, com metodologia propria e qualquer uma pessoa passa a ter acesso a Capoeira.

Nas décadas de 1960, 70, 80 e 90, a Capoeira se torna uma profissão, uma realidade para muitos Mestres e Professores brasileiros que passam a ensinar hoje em grandes grupos dentro e fora do Brasil.


Prof. Luiz Eduardo: luizeduardoalmeida@bol.com.br

DESENVOLVIMENTO DE FLEXIBILIDADE

(TREINAMENTO 3 s)

Ter uma boa flexibilidade é sumamente importante para o desenvolvimento do praticante da capoeira, por motivos óbvios, porém que merecem ser lembrados:

– Um atleta com maior índice de flexibilidade tem menor chances de se machucar.

– Melhora consideravelmente sua técnica.

– Sua agilidade e coordenação ganham com isto.

– A prevenção e alívio da sensação tardia de dor muscular que por vezes sobrevém após atividades a que não estamos habituados. É preciso lembrar que não devemos confundir as dores musculares relativas à nossa sensação de desconforto com as advindas de lesão. Um músculo lesionado não deve ser alongado, e por isso deve tomar cuidado quando da identificação das causas da dor.

– A própria essência do jogo da capoeira pede que o seu executante seja flexível, ao contrário de outras artes marciais, embora atualmente exista um consenso geral da importância do trabalho de flexibilidade em qualquer atividade física.
 

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