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Junho 2005

Vendo Artigos de: Junho , 2005

Capoeira, Comunidade, Instituição, Sociedade e Indíviduo

 Capoeira, Comunidade, Instituição, Sociedade e Indíviduo

Nos capoeiristas, no Brasil e em todo mundo, somos na maioria,trabalhadores da construção, professores, estudantes, esposas, maridos,doutores, advogados, banqueiros, administradores, desempregados, músicos,artistas, etc. Em resumo, fazemos parte ?desta coisa? que chamamos SOCIEDADE. Logo, vivemos e seguimos muitas ou a maioria das práticas que esta sociedade possui. Somos, inevitavelmente, o elemento básico que constitui a sociedade; ela existe porque estamos nela. Mas ao mesmo tempo, não somos absorvidos ou assimililados a força por esta sociedade e, pessoalmente, acredito que é ai que nos capoeiristas, como qualquer outro grupo na sociedade, podemos fazemos diferença, pois, cumprimos com o que nos cabe como parte desta sociedade, contudo, tem uma outra parte das nossas vidas que simplesmente não se "enquadra" dentro desta mesma sociedade que seguimos.

Somos, por natureza e/ou por escolha, um tipo diferente de indivíduos: desejamos a liberdade no nível mais profundo de nosso ser. Um Homem disse uma vez: "Se você deseja ser livre, você tem apenas que começar a ser livre." A liberdade é um estado mental e não um estado do corpo. Nós somos e continuaremos a ser parte desta sociedade, contudo, nao de forma passiva, pois, devemos também continuar a aumentar o que temos de melhor dentro dela. Nenhum sistema ou sociedade pode engolir o que um indíviduo tem de melhor, uma vez que este tenha tomado consciência destas suas virtudes. Por isso o conceito de institucionalização da Capoeira não cresceu tão profundamente dentro da maioria das comunidades de adeptos desta arte, especificadamente nas comunidades de Capoeira Angola. O estilo de vida da Capoeira é música para os nosso ouvidos, porque criamos o nosso próprio espaço com esta sociedade da qual fazemos parte, mas que muitas vezes desprezamos.

A Capoeira, como Mestre Pastinha disse, é tudo que a boca come. E como o ar, sabemos que está lá, respiramos e precisamos dele; contudo, não podemos capturá-lo. A Capoeira não pode ser limitada a um grupo de praticantes, por uma organização formal e muito menos por um grupo de Mestres que clamam o monópolio sobre ela. A Capoeira vai além de todos nós. Nenhuma sociedade, comunidade, ou indivíduo jamais irá controla-la.

Então, se praticamos a capoeira para nos afastarmos daquilo que ha de tradicional e repressivo dentro da sociedade e que desaprovamos tão fortemente, porque quereriamos institucionaliza-la? Nos parece um tanto contraditorio, já que institucionalização significa seguir profundamente todos os protocolos e leis detalhadas da sociedade para que nos enquadremos nos esquemas administrativos e corporativos com alguma prática e sentido reais: independência fiscal, oportunidades de doações, coesão administrativa e grupal, etc. Grupos diferentes de Capoeira, dentro da história e mais ainda nesta útimas décadas, tentaram criar uma instituição ou organização paralela somente para a Capoeira, e se tornaram tão restritas e repressivas como a instituição original da qual eles haviam tentado se afastar.

Em todas as partes do mundo nós vemos a corrupção e escandalos que instituições e indivíduos fazem. O sistema controla vários setores da sociedade com um número pequeno de pessoas tendo o monopólio absoluto sobre estes. Se olharmos para o Brasil como exemplo, vemos o carnaval e outras manifestações criadas pelo povo que foram institucionalizadas.
O povo que originalmente os criou foram os que mais perderam com isso.

Antes de pensarmos em institucionalização da Capoeira, nós temos que perguntar porque querem nos ?organizar?? Porque quereriamos uma instituição para controlar o nosso estilo de vida? Quem vai ganhar com isso? A Capoeira? O capoeirista? Os burocratas? Será que estas instituições são realmente necessárias? Quem as controlara? Porque elas tem que ser tam repressivas, elitistas e ditatoriais? Podemos confiar nestas instituições e nos seus líderes moralmente, financeiramente, fisicamente e espiritualmente? O que é que nós queremos? Nós queremos a institucionalização da Capoeira, ou uma comunidade de Capoeira que trabalhe com "o sistema"para obter honestamente o que precisamos sem nos inclinarmos para o que este sistema tem a nos oferecer?

Embora estejamos abertos para crescermos no espírito e conhecimento da Capoeira, queremos evitar a imposição de valores de um grupo de pessoas e burocratas que já tenham criado as suas próprias escalas de valores. Queremos uma comunidade que celebre e encoraje a individualidade e a cooperação entre seus membros; uma comunidade mundial de capoeira que respeite diferentes valores, crenças, pontos de vista, práticas, etc; em resumo, o que queremos e uma comunidade que respeite as nossas diferentes estórias e histórias, as nossas vidas diferentes e o nosso crescimento em direções variadas para o seu próprio fortalecimento. Pois, e isto o que nós todos teremos para oferecer através do entedimento e do amor sob a prática e o espírito da Capoeira.

Mestre Cobra Mansa

mestrecobramansa@yahoo.com.br

Ps: Por favor nao altere o sentido desse texto e mande para todos os
capoeiristas e individuo que acreditar na liberdade e em uma sociedade
alternativa e mais justa.

RODÃO DOS BAMBAS

DOMINGO 03/07/2005 HAVERÁ, RODA , AULAS COM CONVIDADOS, AULÃO DE AFRO E MUITO BATE PAPO COM UMA GALERA SHOW DE BOLA
PARTICIPE !!!

 
END. AV. 14 DE DEZEMBRO 265 CENTRO CAIEIRAS, SP
REALIZAÇÃO: C. MESTRE TOCO, INSTR. TURBINA E INSTR. CANGURÚ
FONES: 4442- 4063 ACADEMIA – 94599929 TURBINA – 8273-1184 CANGURU

Site www.capoeirista.com.br FORA DO AR

Salve Meus amigos,
 
Infelismente estamos tendo alguns problemas com o serviço de hospedagem do nosso site (WWW.CAPOEIRISTA.COM.BR).
Devido a inumeras quebras de serviço… e inadivertidamente a empresa responsavel pelo hosting de nosso site nos tirou fora do ar, alegando que o capoeirista.com.br estava causando problemas ao servidor…
 
Como deve ser do conhecimento de todos, o site é gerenciado pro mim, Luciano Milani e pelo Wellington Fernandes (Rabo de Arraia), e ambos temos uma postura bastante seria e carinhosa em relação ao site… portanto não podemos permitir abusos por parte da empresa contratada para hospedar o serviço!
 
Imediatamente o Wellington contratou outra empresa, que nos prometeu um atendimento e um serviço muito melhor.
 
Pedimos a todos os membros do site e a todos os visitantes que tenham mais um pouquinho de paciencia pois tudo esta sendo resolvido e pretendemos retornar a roda o mais breve possivel!!!
 
Um grande axé!!!
Paz e União na capoeira.
Equipe Capoeirista.com.br
 

Primeiro CD da ECAMAR

Mestre Roxinho da ECAMAR lança CD com participação especial de Mestre Jaime de Mar Grande
 
Mestre Roxinho (Ediesel Miranda), responsável pela "Escolas de Capoeira Angola Mato Rasteiro" – (ECAMAR), realizou em Rio Claro, interior paulista, entre os dias 10 e 12 de Junho de 2005, a Festa das Culturas Afro. Com um dos resultados daquele evento, foi gravado, ao vivo, o Volume 1 do CD da ECAMAR, cujo tema principal é a Capoeira Angola – Cultura e Resistência – África Brasil.
 
        Na Capoeira angola é comum se perguntar: "qual linhagem você pertence!?". Nem todos os praticantes de Capoeira Angola nos dias atuais se preocupam muito com isto, pois algumas linhagens são arranjadas. Outras se consideram superiores (mercado & marketing!). Algumas não são reconhecidas, mas os trabalhos seguem sendo feitos com elevada qualidade, respeito às tradições, aos fundamentos, à angola e à africanidade. Mestre Roxinho, por exemplo, vem de uma linhagem até certo tempo pouco comentada no mitiê capoeirístico angoleiro moderno. Vem da família de Mestre Espinho Remoso, linhagem esta preservada por seu filho Mestre Virgílio.
 
        Fundada a seis anos, a ECAMAR desenvolve um trabalho que conquista o respeito e admiração dos Capoeiras paulistas. Salvo engano, Mestre Roxinho "adentrou" para São Paulo via o município de Lins (noroeste do Estado), e logo depois passou a ensinar e estender seu grupo por outras cidades. Vejamos: atualmente mestre Roxinho concentra seus ensinamentos na cidade de Rio Claro (na UNESP), com aulas de segunda a quinta-feira, onde conta com seus discípulos para fortalecer o trabalho: Rafael Fragoso – o Mandinga; Bruno Formágio – o Dracena; Josifer Matheus – o Buiu (que já o segue por quatro anos, desde Lins); Camila – a Olheira; Daniel; André Magaldi e Rafael (Confusão). Em Lins, quem segura o gunga por lá é o Trenel Herman (Gustavo Leal);  Anselmo Ribeiro (Ratinho) está em Araçatuba-SP, Gabriel (Fumo) em Salvador-BA e Ari Soares (Treinel Bocca), na Catalunha-Espanha.
 
        Pelo que percebo Mestre Roxinho, a todo momento, está sendo requisitado para ministrar oficinas e workshops. Dia 19 de Junho esteve em Brasília, no ENCA (Mestre Gilvan!); dia 24 foi ao evento de Mestre Alex Carcará (DF); dias 27 a 29 de Junho vai para Belo Horizonte; Dias 30 de Junho à 02 de Julho é a vez de Timótio (MG); Entre 7 e 10 de Julho estará em Campinas; de 12 a 16 de Julho faz aporta em Salvador; chega em Belém (PA) dia 21 de Julho, onde fica até o dia 26.
        Só então terá merecido descanso com a Família, em Salvador, BA. Haja energia. É, somente um Berimbau Gunga bem tocado pra recarregar-se as baterias, acompanhando de um bom Jogo de Angola, é claro.
 
        Falando um pouco mais do CD, ele foi gravado ao vivo na cidade de Rio Claro, em parceria do o Prof. Dr. Luiz Normanha, e com a participação especial de Mestre Jaime de Mar Grande. Interessados em mais informações, ou mesmo adquirir este primeiro registro oficial da ECAMAR (Capoeira Angola de Itaparica!), podem entrar em contato com Mestre Roxinho pelo e-mail roxinhoangola@yahoo.com.br, ou então pelos seguintes telefones: (19) 9127-1696 ou (71) 3303-7426.


 
            Capoeiristicamente,
                Miltinho Astronauta (Jun-05)
                www.capoeira.jex.com.br

Jornal do Capoeira – Nova Seção: O Canto do Capoeira-Poeta

Estamos inaugurando no Jornal do Capoeira mais uma seção, carinhosamente batizada por "O Canto do Capoeira-Poeta". É um espaço para que os Capoeiras-Leitores apresentem suas produções independentes, que podem ser tanto em termos de músicas (ladainhas, corridos, quadras etc), com também poemas e versos sobre as Culturas Afro-brasileiras, especialmente, é claro, a Capoeira.
O Canto do Capoeira-Poeta: Contribuições são benvindas.

Escola de semba

Nas ruas de Luanda, os angolanos reaprendem sua cultura depois de 40 anos de guerra civil.
e redescobrem seus laços com o Brasil
 
 
 
 
texto e fotos: Ricardo Beliel, de Luanda
publicado: Edição 158


 
 
Os inúmeros mercados ao ar livre de Luanda, a capital angolana, há sempre um pequeno grupo de músicos cantando, em seus próprios dialetos, canções de terras distantes e esquecidas. Um desses músicos é o ex-soldado Tomás Dalakutola, que ficou cego após a explosão de uma granada num combate em Kalandula, no norte do país.
 
 
Feito a mão
Não é raro que músicos façam seus
instrumentos, como os tambores
ngoma
(acima), moldados a partir de troncos de
árvores, ou as marimbas (abaixo).


 
Ele seus amigos Joaquim Leovela e Pedro Salvador fugiram da guerra na província do Malanje para cantar as histórias de seu povo nas ruas da capital. As músicas são interpretadas por Tomás numa viola de três cordas, a kambanza, enquanto os outros dois ditam o ritmo com garrafas, zagaias e tambores ngoma. Longe dos fuzis e morteiros, os três dividem um pouco da esperança de resgatar a cultura popular oculta pela fumaça dos combates por décadas. Uma cultura que começa finalmente a ecoar na viola de Tomás e na bateria das "escolas de semba". Sim, semba, com "e" mesmo, o ritmo que ganha cada vez mais as ruas do Carnaval angolano e deixa à mostra os inegáveis laços desta terra com o Brasil.
 
O resgate da cultura angolana é um fenômeno em evidência. Como Tomás, muitos deixaram as agruras da guerra na província do Malanje para tentar a sorte na música pelas ruas da capital.
 
São quase sempre histórias dramáticas, como a do quarteto de adolescentes Tunjila Tuajokota, que faz sucesso nas transmissões da Rádio Nacional de Angola. Dois deles perderam a visão em conseqüência do sarampo contraído numa fuga pela savana que durou dois anos.
Adotados durante a guerra pelo diretor musical Dumay Missete, os garotos descobriram o sucesso, mas não perderam as raízes: o repertório no estilo diémbe só é executado depois de aprovado por um grupo de anciãs de uma comunidade de migrantes malanjinos na favela de Palanca.
Oficialmente terminada em 2002, a guerra civil angolana durou 40 anos, deixou 1 milhão de mortos e provocou danos, muitos deles irreversíveis, na diversidade cultural do país. Embora unidos pelo português, kikongos, kimbundus, umbundus, lunda côkwes, mbundas, nyaneka-humbis, helelos, ociwambos e khoisans falam cada um seu dialeto e mantêm tradições próprias. Para fugir da guerra, muitos desses grupos abandonaram suas terras ancestrais, mas não sem antes perder grande parte da população adulta nos combates. Por pouco, diversas manifestações centenárias da cultura oral não foram pelos ares numa explosão de minas.
 
Em Luanda, há sempre um pequeno grupo de músicos nos diversos mercados ao ar livre
 
Preocupado em salvar esse tesouro, um grupo de voluntários liderados por Amarildo da Conceição criou o Núcleo Nacional de Recolha e Pesquisa da Literatura Oral. Eles saem à procura dos mais velhos nas comunidades de refugiados caçando endas, contos, narrativas genealógicas, receitas medicinais e espirituais, danças, músicas e até mesmo poemas guardados há gerações. "Os depoimentos são colhidos a mão, sob o risco de perda de várias passagens desse sábio discurso", lamenta Amarildo. Embora não seja realizado um censo desde 1981, calcula-se que 60% dos 11 milhões de angolanos sejam analfabetos.
 
Os axiluandas, moradores da Ilha de
Luanda, vivem da pesca e cultivam
tradições como a festa de Kianda,
semelhante à nossa Iemanjá



 
 
 
No bairro Operário, o som do batuque anuncia
o ensaio do Grupo Experimental de Dança Tradicional Kilandukilo. Dançarinos e músicos deixam a casa branca de esquina e colocam uma grande marimba sobre um tapete de palha estendido no chão de terra e enchem as ruas com seus tambores ngoma. Sob as ordens de Maneco Vieira Dias, fundador e diretor do grupo, os dançarinos exibem a seus vizinhos as coreografias baseadas em tradições tribais. Aos poucos, platéia e dançarinos confundem-se numa grande festa. Por um momento a guerra é esquecida e são todos tomados por uma nostalgia única de suas origens. A saudade de um tempo em que viviam em paz nas florestas do Kwanza Norte e do Malanje ou nas savanas do Huambo e do Bié. Luanda é hoje uma cidade de imigrantes – só que são todos angolanos.
 
Na pronvíncia de Huila,
as mulheres pastoras
mumuilas indicam seu
status social pelo
número de colares
que ostentem



 

  
 
 
Luanda lembra a Salvador baiana. Tem também sua Cidade Baixa. Aqui, num velho sobrado construído pelos portugueses no século 19, reúne-se o mais antigo grupo de capoeira do país, o Abadá. Ao contrário do que possa parecer, a capoeira não nasceu em Angola. Foi trazida para cá pelo mestre brasileiro Camisa em 1996, quando fundou o grupo. Mas Cabuenha, Galo, Zinga, Catorze, Zindungo, Índio e Muxi, os decanos do Abadá, reconhecem na capoeira brasileira as influências de lutas seculares praticadas por seus ancestrais – como a ginga da bassula, da Ilha de Luanda, o jogo da kambangula e o n’golo, ambos de Benguela. O berimbau é idêntico ao que se toca no Brasil, embora por aqui eles o chamem de hungo.Samba, cafuné, canjica, capoeira, cuíca, farofa, fubá, ginga, jongo, quilombo e macumba são todas palavras que têm origem em Angola. Foram trazidas até nós nos porões dos navios negreiros, embarcadas com os escravos comprados no porto de Luanda há quatro séculos. Se mais de 5 mil quilômetros de Oceano Atlântico não conseguiram apagar a vigorosa e mágica influência da cultura bantu dos angolanos em nosso país, 40 anos de guerra civil também não puderam exterminar uma diversidade de manifestações culturais que na Angola de hoje continuam quase idênticas às da época em que navegaram os mares da escravidão.
Poemas, cantigas e lendas estão sendo gravados e anotados por voluntários na tentativa de manter viva a cultura
 
É também na Baixa que acontece o Carnaval de Luanda. Durante três dias, diversos grupos desfilam ao longo da Avenida Marginal, ladeada por um belo casario colonial. O ritmo preferido é o semba – que, como o nome propõe, é a origem do nosso samba. Há quem já sugira o nome de "escola de semba" a essas agremiações, embora o Carnaval angolano seja na verdade regado a uma verdadeira democracia de ritmos: kabetula, kazukuta, ndimba, varina, cidrália, dizamba e, é claro, o semba. Grupos como o Unidos do Caxinde, a União Operária Kabocomeu e a União Mundo da Ilha chegam a desfilar com mais de mil integrantes, acompanhados por uma pequena bateria composta por tambores, dikanza (reco-recos), cornetas, bumbos de lata, chocalhos e puítas (cuícas).
Os primeiros registros do Carnaval angolano datam de 1857, segundo um boletim oficial do Governo Geral. O documento chamava a atenção para a festa popular dos kimbundus que ocorria em Luanda e nas cidades de Cabina, Malanje, Benguela e Lobito. Por influência dos portugueses, os personagens principais da festa são reis, rainhas, princesas, condes, vice-condes e comandantes. Todos negros e com o semba no pé. As mulheres que dançam vestidas com panos multicoloridos são, em geral, peixeiras da Ilha de Luanda ou das comunidades de Samba Grande e Corimba ou quitandeiras dos bairros de Sambizanga e Kilamba Kiaxi. Mas há também mulheres no meio da bateria. Uma delas é Luciana Pedro, do União 54, que começou a tocar com a mãe na década de 40. Ela diz sentir-se satisfeita entre os homens. "Sem o som da banheira (uma espécie de bacia) que toco, eles não conseguem extrair bem a batida do batuque, porque a banheira serve para dar ritmo ao semba."
Passados os sangrentos anos de guerra civil, o Carnaval de Luanda ganha sabor de festa e se reaproxima cada vez mais da alegria dos carnavais de Salvador ou do Rio. Enquanto redescobrem o prazer de festejar, os angolanos também restauram os laços históricos com o Brasil. Lampejos de memória já surgem no país inteiro. Na Ilha de Luanda, 50 mil pescadores homenageiam em setembro as yanda, as sereias do mar, num culto que lembra muito a festa de Iemanjá. 
 
No passado, Angola influenciou a cultura e a língua no Brasil; hoje importa a capoeira e o amor pela música
 
 
Os reis e rainhas dos
grupos carnavalescos
remontam aos tempos
da colônia



 
 
 
 
 
No Arquivo Nacional estão guardados os registros de venda de escravos para o Brasil, com nomes que podem dar pistas da árvores genealógica de muitas famílias brasileiras. Na Baía do Mussulo fica o misterioso Museu da Escravatura, no mesmo lugar onde por três séculos levas de cativos eram vendidos e embarcados em navios negreiros rumo ao outro lado do Atlântico. Os músicos cegos do Malanje talvez nunca tenham lido as palavras do escritor angolano José Eduardo Angalusa. Mas certamente eles concordariam com o trecho em que ele afirma: "O passado é como o mar; nunca sossega".
 
 
Museu da Escravatura onde funcionou o
mercado de escravos que iam para o
Brasil

Pastinha… da Bahia à África – 1966


 
Capoeiristas que representaram o Brasil em 1966, no 1º Festival de Arte Negra em Dakar, sob o comando de Mestre Pastinha.
 
Na foto: Mestre Pastinha, Mestre Gato, Mestre Jõao Grande, Mestre Gildo Alfinete, Mestre Roberto Satanás, e Camafeu de Oxoossi.


Artigo da revista Praticando Capoeira Especial, Ano1 – Nº4
letts@uol.com.br
 

Arquivo: Gildo Alfinete 

Festa de Jongo em Guaratinguetá

Dia 02 de Julho de 2005, acontecerá em Guaratinguetá, Vale do Paraíba, São Paulo, grande FESTA DE JONGO em comemoração de São Pedro. Haverá ônibus saindo de São Paulo para Guará à custos subsidiados


ACONTECE NO DIA 02/07/05 – SÁBADO
COMEMORANDO O DIA DE SÃO PEDRO
 
A cidade de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba (quilômetro 62 da Via Dutra), festeja no próximo dia 02/07/05 a Festa de São Pedro, no bairro do Tamandaré. A festa tradicional de Jongo costuma reunir praticantes e grupos de jongo de todo o Brasil.
 
O Jongo de Tamandaré. Trata da comunidade de jongueiros, uma das poucas sobreviventes no País, do bairro de Tamandaré, em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, em São Paulo. Trabalho de imensa importância, elaborado com cuidado respeito, conhecimento de causa.
 
Ignorada pela municipalidade, a comunidade jongueira continua fazendo a festa, que dura a noite toda, na qual se come a canja, na madrugada, para fortalecer o corpo, cachorro quente e pipoca e se bebe a infusão de cravo, canela, erva doce, cachaça, para animar o espírito.
 
Ninguém paga pela comida. A festa inicia-se as 20h00 com REZA. À partis das 23h00, GRANDE RODA DE JONGO que vai até o amanhecer.
 
Deslocamento São Paulo – Guaratinguetá:
 
Para quem for de São Paulo, a saída está prevista para o dia 02/07 – SÁBADO – as 18h00, Vd Major Quedinho, sn – Centro – SP (ao lado do Bar Estadão), o mesmo local da saída do Quilombo São José, com retorno previsto ao amanhecer. O investimento será de R$ 25,00 (IDA E VOLTA), sendo que a viagem será de 2 horas até o local. (nota: na Rodoviária sairia por R$ 45,20).
 
Lembretes:
 
1o. A organizadora do evento em Guará, cedeu um espaço no grupo escolar da comunidade. Portanto, podemos levar barracas, colchonetes, cobertores e travesseiros.
 
2°. Não esquecer de caprichar no KIT JONGUEIROS DE PLANTÃO : Agasalhos, sanduichinhos e garrafas de água para espantar o frio e a larica.
 
3°. Interessados entrar em contato com Angela, pelos telefones 011- 9294-7207 e 011-6263-9915 (residência), ou então por email:  negragattta@hotmail.com
 
4°. É importante confirmar e pagar até o dia 29/06.
 

2º FESTIVAL MUNDIAL CAPOEIRA GERAIS

data: quarta-feira, 3 de agosto de 2005
hora: 09:00
local: matriz do grupo
cidade: Belo Horizonte 
  
2º FESTIVAL MUNDIAL CAPOEIRA GERAIS   
Evento do Grupo Capoeira Gerais, do Mestre Mao Branca.
 
Maiores informações no site www.capoeira.esp.br
O evento está aberto a todos que queiram participar.

Aulão de dança Afro, no SESC Tijuca

Aulão de dança Afro!!!!

TOTALMENTE GRATUITO!!!!!!!!!!!!!!!!!

Galera não percam tão grande oportunidade!!!!!

Aulão de Afro, Samba e Oludum (danças)com Mestre Edvaldo Baiano.
 
Com percussão ao vivo e a cores!!!
Dia 03 de Julho de 2005(domingo)
Na Casa rosa do SESC Tijuca
A partir das 13hs