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Junho 2006

Vendo Artigos de: Junho , 2006

O Dicionário de Capoeira, publicado pelo jornalista Mano Lima será reeditado

O Dicionário de Capoeira, publicado em 2005 pelo jornalista Mano Lima, teve excelente repercussão. A primeira tiragem se esgotou rapidamente. A obra resulta de pesquisas bibliográfica, eletrônicas (sites) e oral (com mestres e pesquisadores) de vários estados sobre termos e expressões usadas na capoeira.
 
Com 1030 verbetes, 23 dos quais conceituam a palavra capoeira, o Dicionário é um estudo em construção, que está sendo aprimorado e vai incorporar críticas, sugestões e recomendação que o autor recebeu durante sua divulgação. A 2ª. edição revista e ampliada, terá cerca de 1700 verbetes e circulará em 2006. A obra foi lançada em importantes eventos de capoeira como, os realizados pelo grupo Candeias (Mestre Suíno/GO), Abadá (Mestre Camisa/RJ), Liga Niteroiense de Capoeira (Mestre Paulão/RJ) e Liberdade (Mestre Chocolate/RS).
 
O autor participou, ainda do Festival Internacional de Capoeira, promovido por Mestre Xexéu, na cidade de São Vicente, em Cabo Verde (Africa), de 5 a 10 de Dezembro. Na ocasião o autor participou de um debate sobre história da capoeira, numa universidade local, juntamente com os mestres Xexéu e Renê, da Bahia.
 
A matéria foi gentilmente cedida pela revista Capoeira em Evidencia Ano X – N° III . 12/2005, ao Jornal Mundo Capoeira –  www.jornalmundocapoeira.com
 
Maiores informações 
Contatos e encomendas: 
(61) 8407 – 7960   /   3435 – 6673
E-mail: dicionariocapoeira@gmail.com

Irmãos Guerreiros: Mestre Baixinho Comemora seu 60º aniversário

Venha celebrar conosco essa data querida de um grande nome da Capoeira em São Paulo 
 
De 13 a 15 de julho de 2006 o Grupo de Capoeira Angola Irmãos Guerreiros realizará mais um encontro de capoeiras para homenagear dessa vez um de seus fundadores, Mestre Baixinho, que nesse mês comemora seu 60º aniversário. 
Para uma data tão especial convidamos Mestre Francisco 45, nosso querido Mestre Bigo, outro grande nome da Capoeira para completar esse momento conosco.
 

Mestre BaixinhoContamos com a sua presença e participação na programação das atividades que preparamos para essa semana:
Quita-feira, dia 13/06, a partir das 19h – aula simultânea Mestre Baixinho e Mestre Bigo
LOCAL: CEPIM (R. José Maciel, 708 – Jd. Maria Rosa – Taboão da Serra/SP)
Sexta-feira, dia 14, a partir das 19h – nossa tradicional roda na Senzalinha
LOCAL: Núcleo Senzalinha (Rua Arlindo Genário de Freitas, 692 – Jd. Saporito -Taboão da Serra/SP)
Sábado, dia 15, a partir das 14h – aula simultânea Mestre Baixinho e Mestre Bigo
Após a aula será realizada uma roda e a festa de confraternização dos 60 anos
LOCAL: CEPIM (R. José Maciel, 708 – Jd. Maria Rosa – Taboão da Serra/SP)
Contatos:
Fones: 4137-7259 / 3744-0818 / 9735-2593 
Apoio: Prefeitura Municipal de Taboão da Serra / Divisão de Cultura.

SP: GNCA comemora 11 Anos!!!

O Grupo Negaça de Capoeira Angola está completando 11 anos…  Mestre Cavaco, Ratão, Gaucho, Zelão e toda a família Negaça estão abrindo as portas do  Barracão da Fábrica para uma roda de comemoração muito especial…
Fica aqui todo o meu respeito e admiração pelo trabalho sério e responsável do Grupo Negaça e que outras e outras volta ao mundo sejam dadas…
 
Parabéns meus camaradas!!!
Luciano Milani


VADIAÇÂO NO BARRACÃO DA FÁBRICA DO MESTRE CAVACO
 
CONVITE PARA FESTA DE 11 ANOS
 
 Negaça
Devido a Copa do Mundo estamos TRANSFERINDO nossa Roda que seria
dia 01/07 para 22/07 para que todos possam estar presente.
 
Data: 22 / 07 / 2006 – Sábado
Horário: apartir das 16:00h
Rua: Marieta da Silva 197 – Vila Guilherme – SP
Fone: ( 55 11 ) 6901-1365
 
Após a Roda iremos servir Sarapatel para quem estiver presente.
A Bebida cada Pessoa deverá trazer a sua.
 
– nosso calendário – Calendário das Rodas 2006 –
 
 
Abraço a todos: Mestre Cavaco / Trenel Ratão

Portugal, Nordeste Transmontano: A roda da vida

Uma ótima surpresa foi ler a matéria publicada no Mensageiro de Bragança, repeitado jornal da região do Nordeste Trasmontano, onde descubro maravilhado a presença de um camarada que está desenvolvendo o seu trabalho nesta isolada região. António Faria, natural do Recife e conhecido nas rodas capoeiristicas como “Pernalonga”, é o nosso mais novo vizinho e companheiro de capoeiragem.
Acredito que este é um fator muito positivo para a capoeira e para os praticantes desta região, pois todos sabemos a importancia do intercambio e das vivências inter grupos para o crescimento sadio e natural do capoeirista.
 
Seja bem vindo Pernalonga, muito sucesso, paz e saúde!!!
 
Luciano Milani

Nordeste Transmontano
A roda da vida 
 
Batem palmas, cantam em português histórias do passado e do presente, ao ritmo do som do berimbau, do atabaque e também da pandeireta, numa dança e luta que “não está na moda, está na vida” 
  
Mais do que uma luta, a capoeira é hoje também dança, música e história. É uma arte desportiva genuinamente brasileira que, de dia para dia, cativa cada vez mais jovens brigantinos, passando uma mensagem de vida, tal como ela é, na luta do dia-a-dia.
Aproximadamente há cinco anos, António Faria, natural do Recife e conhecido nas rodas capoeiristicas como “Pernalonga”, decidiu implantar em Portugal a arte da capoeira, trazendo consigo toda uma cultura brasileira. O norte do país foi o escolhido para criar a Associação Arte Nossa, uma associação sem fins lucrativos, com sede no Porto e filiais em várias cidades. Bragança foi uma das escolhidas, no ano passado, para implantar a capoeira, sobretudo pelo intermédio de “um aluno que falou na cidade”.
 
Ao fim de um ano, a resposta dos brigantinos foi claramente positiva. A falta de oportunidades, a nível desportivo, assim como a distância, em termos de acessibilidades, às grandes cidades, ajudam a compreender a motivação dos brigantinos para a prática da capoeira. Mas não se esgotam nesses argumentos.
“Aqui, no Nordeste Transmontano, as pessoas são muito calorosas e alegres, mais do que no sul de Portugal. Têm um espírito algo semelhante ao do povo brasileiro”, explicou Jhony Lima, conhecido por “Avestruz”, também natural do Recife e a viver há um ano na cidade.
 
Talvez por isso, Bragança seja também das cidades onde a Associação Arte Nossa tem mais praticantes, cerca de 50. O elevado número de praticantes foi motivador da organização de um festival de capoeira na cidade, realizado no fim-de-semana passado. Ao mesmo tempo serviu para promover o intercâmbio entre alunos e realizar os baptismos de capoeira. A Associação escolheu ainda a cidade como palco para a gravação de um DVD didáctico sobre a capoeira.
 
Durante dois dias, vieram de todo o Norte capoeiristas que mostraram a arte a toda a cidade, pese embora as dificuldades de patrocínios, já que as entidades ainda não estão “sensibilizadas para as potencialidades deste desporto”.
“Para quem assiste, de facto, a capoeira pode parecer algo violenta e complexa de praticar, mas não é assim”, explica o contra-mestre.
A luta está sempre presente, até pelas suas origens – desenvolvida pelos escravos do Brasil como forma de resistir aos opressores, praticada em segredo e recorrendo à “ginga”, movimento que lembra a dança e à música, para assim “enganar” os patrões.
“Respeito, malícia, disputa, brincadeira” são elementos presentes durante o jogo onde as canções são marcadas ao ritmo do berimbau. Quem entra na roda para jogar, sabe que é uma luta de resposta e contra-resposta, em golpes que podem ter graves consequências, mas que, actualmente, são apenas marcados e não concretizados. Ainda assim, diz-nos quem pratica que “é melhor apanhar na roda do que na rua”, já que tudo começa e acaba entre amigos, com um aperto de mão.
 
Hoje, seguindo a tradição, ao som do berimbau, do atabaque e do pandeiro, cantando histórias do passado e do presente, os capoeiristas ensinam aos alunos mais do que um desporto, uma filosofia de vida, levando a língua portuguesa a todo o mundo.
“A capoeira não está na moda, está na vida, é uma lição de vida”, diz-nos “Pernalonga”. O respeito por cada pessoa, a transmissão de valores, de cultura, e de regras, são algumas das características inerentes a este desporto, “ideal para ser praticado por qualquer pessoa”.
 
Nas rodas não há diferenças, “pobre ou rico, negro ou branco, na capoeira é tudo pé no chão”. É onde muitos jovens encontram apoio e carinho para ultrapassar as dificuldades da vida.
 
Na sede da Associação, no Porto, “Pernalonga” conseguiu implantar o que se designa por terapia através da capoeira – “capoterapia”, com o Centro de Reabilitação da Granja.
A representante do centro, presente no festival, reuniu mesmo, a título informal, com o representante do Centro de Educação Especial de Bragança, testemunhando os casos de sucesso com jovens problemáticos que a capoeira conseguiu reabilitar.
A espectacularidade dos movimentos e a própria complexidade do desporto podem criar barreiras nos que estão de fora, mas são vários os exemplos dos benefícios da prática da capoeira.
“Pernalonga” fala-nos, a título de exemplo, de um jovem proveniente de uma família toxicodependente, que, actualmente, é “um excelente desportista, integrado novamente em sociedade e já conseguiu emprego numa empresa”.
Não só com jovens problemáticos, mas também com pessoas com necessidades especiais, a nível físico ou mental, a capoeira, garante Pernalonga, “é uma terapia de vida”.
“Os tetraplégicos, por exemplo, podem praticar este desporto, jogando com as cadeiras e exercitando a parte superior do corpo”.
Já a nível pessoal, a capoeira é um desporto que, por ser praticado em grupo, ajuda a vencer a timidez e determinados receios psicológicos que possam existir na relação com os outros.
 
A arte como profissão é outra das vertentes que está desaproveitada em Portugal. “Pernalonga” conta que actualmente tem “importado” do Brasil pessoas que possam ensinar capoeira, mas a meta é investir ao máximo no aluno.
“A dificuldade é que a capoeira requer muito tempo e treino intensivo de no mínimo seis anos”, conta, baseado na própria experiência de 18 anos de prática que apenas lhe permitem a hierarquia de contra-mestre.
Para já, a próxima meta da Associação Arte Nossa na cidade passa pela implementação da capoeira nos centros de reabilitação e nas juntas de freguesia para que “todos possam ter a oportunidade de praticar um desporto que trabalha o corpo, a alma e o coração”.
 
 

Itu: Aulas de capoeira beneficiam mais de 500 crianças

Cidade de Itu em São Paulo, "O Bom Exemplo".
Numa parceria com a rede pública de Itu, o Professor de capoeira Flavio Rodrigues, está beneficiando mais de 500 crianças e as colocando na estrada da capoeiragem…
É a capoeira se fazendo presente nos primeiros anos de vida dos cidadãos de Itu. A comunidade agradece pois as aulas estão sendo ministradas a custo ZERO!!!
 
Desejamos ao camarada Flavio, muita saúde e sucesso nesta jornada…
 
Luciano Milani

500 crianças, de três a seis anos de idade da rede pública municipal de Itu, estão sendo beneficiadas com as aulas de capoeira ministrada em 11 centros infantis.
 
As aulas, que estão sendo realizadas pelo segundo ano consecutivo sem nenhum custo para a população, são ministradas pelo professor de capoeira Flávio Wesley Rodrigues, de 23 anos.
 
A capoeira incentiva a criança através do esporte com cantos, jogos e brincadeiras, proporcionando convivência em grupo, disciplina, coordenação motora, melhoria na atenção em sala de aula e criatividade.
 
As aulas de capoeira são promovidas pela Secretaria Municipal de Educação. Confira a programação semanal das aulas:
 
Segundas-feiras
Horário: das 13h às 14h15
Local: Centro Infantil “Itu Brasil”
Endereço: Rua Mairinque, s/n, Cidade Nova 1.
 
Terças-feiras
Horário: das 13h15 às 14h15
Local: Centro Infantil “Maria Terezinha”
Endereço: Rua Dom M. S. D’Elboux, 221, Jardim Novo Itu.
 
Horário: das 13h30 às 15h30
Local: Centro Infantil “Santa Rita”
Endereço: Jardim das Rosas
 
Quartas-feiras
Horário: das 13h30 às 14h30
Local: Centro Infantil “Lucy Franco Montoro”
Endereço: Avenida Ulysses de Moraes, 236, Jardim São Judas.
 
Quintas-feiras
Horário: das 13h15 às 14h15
Local: Centro Infantil “Nossa Senhora Aparecida”
Endereço: Rua Gabriel Leite Carvalho, 104, bairro Nossa Senhora Aparecida.
 
Horário: das 14h30 às 15h30
Local: Centro Infantil “Criança Feliz”
Endereço: Rua Capitão Evandro Mureb, 44, Vila Progresso.
 
Sextas-feiras
Horário: das 13h às 14h10
Local: Centro Infantil “Abriza D. Assaf”
Endereço: Rua José Carlos Moreno, 88, Vila Progresso.
   
Horário: das 14h20 às 15h20
Local: Centro Infantil “Monteiro Lobato”
Endereço: Rua Arturo Ianni, s/n, Vila Ianni

Video: O pagador de promessas

Continuando com a publicação de mais videos disponibilizados pela camarada Teimosia, agora é a vez do Cinema Nacional (1962).
Um pequeno trecho do filme "O pagador de promessas" (primeira versão, 1962), onde há uma roda de capoeira na porta da igreja.
Entre os participantes do filme estão Mestres Canjiquinha, Paraná, Gigante e Zoião.
 
O pagador de promessas.
 
 {youtube}PJpKawSXlG4{/youtube}
 
Cortesia: Bruno Souza

Africa: Mestre Cobra Mansa em Viagem de pesquisa

Prezados senhores.,no dia 2 de julho eu juntamente com o professor Mathias, estaremos viajando para Angola.Aonde faremos algumas pesquisas sobre as danças e as lutas que influenciaram a capoeira, assim como as várias diversidades de instrumentos usados.,( berimbáus e outros)…
 
Gostaríamos de contar com a colaboração deste órgão,principalmente; e de todos que estejam envolvidos diretos ou indiretamente nesta área, e esperamos que os mesmos estejam nos contactando com informações precisas para que possamos enriquecer "Nossa Pesquisa".
 
Ficaremos em Angola por um mês, entre 2 Julho e  5 Agosto/2006.
Estaremos recebendo informações por e-mail, e por outros instrumentos de comunicações que estaremos disponibilizando há época de nossa viajem.
 
Na certeza de um breve retorno, desde já agradecemos a atençao que este órgão sempre dispensa aos pesquisadores da cultura Angolana…..
 
Mestre Cobra Mansa.
As raizes da capoeira Angola /The Roots of Capoeira Angola
 
Este projeto foi aprovado pelo Research Promotion Fund da Universidade de Essex em maio de 2005. O apoio consiste no financiamento de uma viagem de um mês para Angola de dois pesquisadores, Mestre Cobra Mansa (Fundação Internacional de Capoeira Angola) e Dr Matthias Röhrig Assunção (Departamento de História da Universidade de Essex).

Na Capoeira, sonhos e vidas de gente humilde

É crescente o número de notas, artigos e matérias que estão sendo veiculados no circuito da informação sobre a capoeira e sua tendência natural de contagiar as pessoas com a sua magia e principalmente através dos elementos lúdicos, esportivos e sociais… enfim… mais uma vez reintegramos o que falamos no início desta semana na matéria: Terra Roxa: Capoeira, Cidadania e Comunidade… é pena que ainda existam muitos capoeiristas que somente enchergam a capoeira como inicio, meio e fim nela mesma…
 
Luciano Milani

Essa é uma entre milhares formas que poderíamos descrever a realidade do Distrito ecoporanguense de Santa Luzia do Norte e em especial do Grupo de Capoieira Senzala Patrimônio dos Pretos.
Formado por pessoas humildes e simpáticas Santa Luzia do Norte consegue conservar toda a simplicidade de localidade interiorana sem se tornar apático as inúmeras portas abertas pela globalização, e encontrou na capoeira o seu marco cultural, social e até mesmo financeiro.
 
O grupo Senzala Patrimônio dos Pretos (nome atribuído antigamente também ao Distrito) formado em 12 de outubro de 1988 tem conseguido façanhas difíceis de serem imaginadas por localidades do mesmo porte. Uma delas, ter levado em junho de 2000, 10 atletas entre 11 e 14 anos a representar Santa Luzia e o Brasil no Projeto “Crianças de hoje, músicos de amanhã” realizada na França contando com a participação de comunidades de 15 países.
 
Acompanhadas de perto por Mestre Rafael fundador do grupo, até hoje as aulas que acontecem três vezes por semana no Centro Cultura Patrimônio dos Pretos preservam as tradições da capoeira descende do tradicional Grupo Senzala surgido em 1966 no Rio de Janeiro e coordenado por Mestre Rafael e seu irmão Paulo, ex-alunos de Mestre Bimba nome de peso na história da capoeira no Brasil. Mestre Rafael busca ainda usar a capoeira com incentivo a escola cobrando dos alunos um bom comportamento e rendimento escolar.
Reconhecida mundialmente a capoeira de Santa Luzia promove a cultura, o social e até mesmo o financeiro com a fabricação de atabaques e berimbaus (instrumentos musicais usados nas rodas de capoeira), vendidos em outras regiões do Brasil e em países como França, Alemanha e Holanda. Um outro fato importante é de Santa Luzia muitos Mestre ali formados atuam na capoeira local, de outros estados e até pelo mundo. São exemplos destes, Serginho (já atuou na França), Kanja e Bigú em Ecoporanga, Nailton no estado da Bahia e Marivaldo em Rondônia.
 
Um dos orgulhos de Ecoporanga, assim é Santa Luzia do Norte, pequena nos aspectos territorial e populacional, mas um gigante em dignidade.
 
Aloisio Mendes e Ebber Menezes
http://www.redesim.tv.br/