Blog

Novembro 2006

Vendo Artigos de: Novembro , 2006

Política, Cooperação, Instituição & CAPOEIRA

Nas últimas semanas muito tem se falado sobre capoeira como um bem cultural de extrema importância para o nosso País (isto é fato!), tem se falado sobre as ações governamentais, dentre elas o Projeto Capoeira Viva, que saiu para o “jogo” através de duas vertentes: 

  • Chamada pública, que beneficiou diversos projetos que abordam o desenvolvimento, pesquisa, divulgação e criação de acervos, etc… (ver matéria com o RESULTADO DO PROJETO CAPOEIRA VIVA).
  • Conselho de Mestres e Academia de Mestres:  Os mestres escolhidos, por sua história de vida, sua participação na preservação da capoeira, na formação de outros mestres e importância regional, recebem bolsas de estudo para que, através de oficinas e palestras, possam dar seus depoimentos, subsidiando estudos e publicações futuras sobre a capoeira

Estamos vivendo um momento de extrema importância dentro do universo da capoeiragem, visto que as instituições governamentais, assim como entidades e empresas privadas começam a apostar na CAPOEIRA.
 
Podemos ainda refletir sobre a inclusão da nossa “arte luta” nas instituições de ensino formal e por que não refletirmos também sobre a crescente “esportização”, os campeonatos e até os “figths” de “capoeira” a lista é extensa assim como é complexa e multifacetada a nossa capoeira.
 
No Acre, representantes de entidades, empresas, secretarias e pessoas que incentivam a prática da capoeira, receberam um certificado – como forma de reconhecimento ao apoio cedido aos projetos de extensão da modalidade.
 
No Rio de Janeiro, o Museu da República e o Acervo Cultural de Capoeira "Artur Emídio de Oliveira" da EEFD-UFRJ fortalecem o time da capoeira.
 
Em Brasília, Mestre Gilvan organizou o ENCA, Encontro Nacional de Capoeira, que já vem em sua 16ª edição e vem ano após ano colhendo bons frutos.
 
No Norte do Brasil, aconteceu a I Semana de Capoeira da Amazônia e o III   Encontro Internacional Ecológico de Capoeira do Amazonas. Ambos os eventos trataram de questões importantes para a nossa capoeira, o primeiro discutiu as praticas culturais e os saberes no contexto das politicas publicas (fica aqui o comentário sobre um outro importante evento, o SENECA, que aconteceu no Sul do País, onde também foi abordado o tema "Políticas Públicas.) O segundo evento, sobre a supervisão de Mestre Squisito, tratou de assuntos importantes, tais como a "capoeira, o eco-turismo e a ecologia" inseridos em uma região de infinitas possibilidades.
 
No Sul, o MIC – Mosaico Integrado de Capoeira e a Semana Municipal de Capoeira de Porto Alegre surpreendem pela integração e colaboração inter-grupos.

Recentemente na Bahia, aconteceu um encontro muito importante onde grandes nomes da “Velha Guarda” participaram e compartilharam seus conhecimentos, numa iniciativa do Forte da Capoeira em Parceria com a ABCA.

No Brasil e no mundo, fervilham atividades, eventos, encontros, seminários, etc… (vejam: Agenda de Eventos do Portal Capoeira). Toda esta demanda, esta oferta de atividades está gerando um movimento de difusão e fortificação muito interessante a nível mundial.

O momento é positivo, a expectativa é grande mais é preciso “pisar devagarinho…”
Construir um alicerce sólido e confiável é uma missão dura, mas não impossível, que cabe a cada um de nós, mas que já vem de muito tempo atrás…
 
Devemos todos abraçar este desejo e este momento, “gingando” no ritmo da cooperação e cidadania somando sempre dentro de um espírito de união para fortalecermos ainda mais a nossa capoeira!

 

Acre: Incentivadores da Capoeira recebem certificado

I Amigos da Capoeira se reúnem no Theatro Hélio Melo
 
Incentivadores do esporte ganham certificado de reconhecimento
 
Representantes de entidades, empresas, secretarias e pessoas que incentivam a prática da capoeira no Estado, estiveram reunidos na manhã de ontem no teatro Hélio Melo para participar do I Amigo da Capoeira. Na oportunidade, foram entregues certificados – como forma de reconhecimento ao apoio cedido aos projetos de extensão da modalidade.
 
A iniciativa é da Universidade Federal do Acre (Ufac), que por meio do professor do departamento de Educação Física da instituição, Carlos Roberto, desenvolve desde 2004 o Projeto Calafate, que incentiva a prática da capoeira no bairro, resgatando tradições culturais e promovendo a auto-estima de crianças e adolescentes.
 
Roberto conta que este é um projeto multidisciplinar, que envolve acadêmicos, coordenadores e professores de vários cursos da Ufac. “Nós levamos as experiências teóricas que são aprendidas dentro da faculdade para serem aplicadas no aspecto prático, em benefício do Projeto Calafate”, ressalta.
 
Ele revela que o programa atinge atualmente 80 crianças do bairro, porém, mas de 600 jovens já passaram pelo projeto e a cada ano aumenta o alcance da iniciativa.
 
Para o secretário Extraordinário do Esporte, José Alicio, um dos agraciados com o certificado, a parceria entre governo do Estado, prefeitura de Rio Branco e Ufac em prol da modalidade é essencial. “Com este programa de inclusão social, as crianças e adolescentes do Calafate são beneficiados com educação, saúde e cidadania, o que reflete no afastamento destes jovens, que possivelmente estariam no mundo das drogas e da prostituição”, ressalta.
 
Ao todo, mais de 20 certificados foram distribuídos aos incentivadores da capoeira no Acre.
 
Página 20 – Rio Branco, Acre – http://www2.uol.com.br/pagina20

A dívida da República com a capoeira

Repercussão: I Seminário do Projeto Capoeira Viva
 
Os principais mestres brasileiros de Capoeira estiveram reunidos nesta terça-feira, dia 21 de novembro, durante o I Seminário do Projeto Capoeira Viva, no Museu da República, no Rio de Janeiro.
O seminário faz parte do projeto que repassará R$ 930 mil para iniciativas qualificadas que procuram fazer o reconhecimento da capoeira como uma das mais importantes manifestações culturais do país. Idealizado pelo Ministério da Cultura, com coordenação técnica do Museu da República e patrocínio da Petrobrás, o projeto apóia oficinas, pesquisas, acervos culturais, e atividades que usam a capoeira como instrumento de cidadania e inclusão social. O Capoeira Viva é o primeiro programa oficial de valorização e promoção da capoeira como bem cultural brasileiro.
 
O mediador dos debates foi o professor titular e coordenador do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da qual já foi diretor, e presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Muniz Sodré, que é autor do livro Um Vento Sagrado, que narra a trajetória de Agenor Miranda Rocha, professor e líder do Candomblé. A primeira palestra versou sobre A formação do mestre, ontem e hoje, com a participação do mestre Camisa (José Tadeu Carneiro Cardoso), fundador do Grupo Abadá-Capoeira e criador do CEMB, onde se desenvolve o projeto Capoeira Ecológica, que dividiu a mesa com mestre Moraes (Pedro Moraes Trindade), presidente fundador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho e com o mestre Suino (Elto Pereira de Brito), presidente-fundador do Grupo Candeias. No período da tarde, a palestra De arma da vadiagem a instrumento de educação reuniu a mestra Janja (Rosangela Costa Araújo), fundadora do Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e Tradições Educativas Banto no Brasil (Incab); mestre Luiz Renato (Luiz Renato Vieira), membro do Grupo Beribazu e do Centro de Capoeira da UnB; mestre Zulu (Antonio Batista Pinto), autodidata em Capoeira e Educação Física, pesquisador e autor do livro Idiopráxis de Capoeira.
 
O investimento quase milionário do projeto Capoeira Viva justifica-se também pela sua vertente sócio-econômica. A importância da capoeira hoje transcende a questão cultural, mostrando-se também importante bem econômico, que gera emprego e renda para muitos, além de abranger uma crescente indústria de artefatos relacionados à sua prática em escala planetária. Para se ter idéia de sua disseminação pelo mundo, e o conseqüente potencial econômico global, há grupos de capoeira espalhados por todos os países membros da ONU, a grande maioria deles com mestres brasileiros ou com mestres que estudaram com brasileiros. Há federações de capoeiras em vários países desenvolvidos, como França e Eua, por exemplo. Assim, além de importante elemento de identidade cultural brasileira, que cada vez mais se espalha pelo mundo, a capoeira brasileira tem gerado riqueza no Brasil e no exterior.
 
Saldando uma dívida histórica
 
O Museu da República foi escolhido pelo Ministério da Cultura para sediar este projeto pelo caráter simbólico que o ato promove. Na história da República no Brasil, o respeito aos princípios republicanos não foi a máxima adotada em vários períodos da vida política de nosso país. A Capoeira é um triste exemplo do não respeito à cultura brasileira, principalmente a dos mais pobres e dos negros, cidadãos do Brasil.
 
Dança, jogo, luta e expressão cultural dos negros escravos, foi perseguida pela Polícia do Estado Republicano, considerada ato criminoso, e associada a uma infinidade de preconceitos e atos discriminatórios. O Museu da República, que foi a sede da Presidência da República do Brasil, de 1897 a 1960, resgata esta dívida republicana e reconhece a Capoeira como uma expressão brasileira de valor imprescindível para o Patrimônio Cultural Nacional.
 
Países com tradições bem mais antigas, como a China em relação ao Kung Fu, por exemplo, já incorporaram à sua identidade cultural o que era tido, in illo tempore, como uma potencial ameaça à firmação de alguma forma de Estado. Na antiguidade deste país, os exércitos reais formados por praticantes de artes marciais estavam sempre no encalço de bandos de também lutadores que ofereciam algum tipo de desobediência, fosse brandamente na bandidagem, fosse ostensivamente na oposição direta ao Estado com a formação de grupos mercenários. Mesmo séculos mais tarde, durante a implantação da Revolução Cultural, os mestres e discípulos de artes marciais foram mantidos sob estreita vigilância pela Guarda Vermelha de Mao Tsé Tung. Hoje, os mestres vivos são considerados, pelo Estado, jóias da cultura chinesa.
 
No Brasil, tardou esta integração que agora parece definitivamente alavancada pelo projeto Capoeira Viva. Ficaram famosos bandidos românticos que lutavam capoeira e rodavam navalha, como o famigerado Madame Satã. Mas isso em um tempo em que, para eles, as armas possíveis eram só essas. Hoje, com AR-15s a garnel nos morros e vales, a capoeira já não assusta como há um século. Está pronta para libertar-se de vez do preconceito que a acompanhou e ganhar mais espaço no cotidiano brasileiro. Espera-se vê-la, cada vez mais, em áreas livres nas cidades, campos e praias, em estudos e publicações a seu respeito, nos grupos que se ramificam por todo planeta, no imaginário dos livros e filmes, nas matérias jornalísticas da grande imprensa e em todos os lugares em que ela possa ser, enfim, reconhecida como um tesouro imaterial de nosso povo, uma das jóias negras de nossa identidade.
 
"Esse projeto é pioneiro. O viés dessas ações servem para entender exatamente a matriz da constituição brasileira, e foi uma surpresa para nós quando verificamos que a capoeira é um bem cultural muito maior do que se imagina", diz o coordenador responsável pelo projeto, Rui Pereira. "A capoeira não é só um jogo, uma luta, uma roda, uma dança. Ela serve de link para a tradição da cultura negra se manifestar. Em muitos lugares, o único veículo de informação sobre ancestralidade é a capoeira, então, percebemos que ela é positivamente o embasamento para a raiz da cultura"
 
Segundo ele, o projeto favorece os capoeiristas, que encontram incentivo para ampliar e divulgar a capoeira, além de beneficiar o próprio povo brasileiro, que passa a compreender a importância das rodas de capoeira como bem cultural.
Fontes:
 
Portal Capoeira
 
Ministério da Cultura
www.cultura.gov.br
 
Folha de Sambaiba – Tocantins
http://www.folhadesambaiba.com.br/Noticia332.htm

Capoeira ganha novo “GIBI”

"Eu, você e a capoeira" é o título da mais nova estória em quadrinhos sobre a capoeira. Enquanto aprendem a jogar capoeira, os personagens "Zumbinho", "Natalie", "Pastinho", "Mariana" e "Bimbo" estudam temas como a escravidão e a origem da capoeira nas aulas de história da "Professora Letícia". A obra é do jornalista Mano Lima e foi publicada pela Conhecimento Editora.

Clique na imagem para ampliar

A publicação é inspirada na Lei Federal 10.639/2003 que tornou obrigatório o ensino da História e da Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio do Brasil.

O gibi foi impresso em papel couchet e inclui um caderno de atividades, com o “ABC da Capoeira” e atividades lúdicas onde a criança interage com a história. Concebido como material pára-didático o livro pode ser usado por mestres e instrutores de capoeira e por professores de História, Língua Portuguesa e Artes.

“Eu, você e a capoeira” marca a estréia do autor na literatura infantil e foi lançada oficialmente no Rio de Janeiro, em novembro, em eventos promovidos pelo Acervo de Capoeira Artur Emídio da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pelo Programa de Desenvolvimento da Consciência Negra e pela Federação de Capoeira Desportiva do RJ.

Mano Lima é autor do “Dicionário de Capoeira” e editor da Revista Capoeira em Evidência. Escreve para a revista Nossa e para os sítios www.portalcapoeira.com, www.jornalmundocapoeira.com e www.temnoticia.com.br.

Como adquirir?

Para receber o livro em casa envie um e-mail para manolima@portalcapoeira.com ou telefone para (61) 3435 6673 e 8407 7960. Em seguida, deposite R$ 15,00 (livro+despesa de correio) na conta do autor, no Banco do Brasil, agência 1231-9, conta 21.987.8. A encomenda será postada em seguida.

 

Ministro da Cultura quer inclusão de “mestres sem diploma” em ensino formal

Rio, 25 (AE) – O Ministério da Cultura está atuando junto ao Ministério da Educação para que "mestres sem diploma", de "saberes informais", como por exemplo a capoeira , sejam reconhecidos e tenham a possibilidade de trabalhar no sistema formal de ensino.
 
O próprio ministro Gilberto Gil transmitiu a informação hoje durante a conferência de abertura do Fórum Cultural Mundial no Rio, com o tema "Arte e Cidadania".
 
Gil lembrou que a capoeira brasileira tem praticantes em diversos países e é "uma das razões por que (nós, brasileiros )somos amados" . O não reconhecimento dos capoeiristas "e mestres de tantas outras áreas da cultura brasileira" pelo sistema formal de educação "é uma limitação de cidadania, direitos e práticas reais", considera. Com o reconhecimento, essas pessoas poderiam "envelhecer transmitindo seus conhecimentos aos mais jovens".
Gil quer maior aproximação entre os dois Ministérios. "Penso que há coisas agora cujo avanço dependem de podermos reatar velhos laços com o Ministério da Educação e o sistema educacional do País, de construir pontes e corrigir os danos conseqüentes e inconseqüentes, ao mesmo tempo, de um divórcio que deixou muitos órfãos", disse. "O direito à cultura deve ser pensado como acesso à formação e à articulação como tal", afirmou também.
 
Depois, ao falar da cultura indígena, do convívio dos índios com a natureza, o ministro colocou como um desafio fazer com que "a produção de riqueza advinda dos conhecimentos ligados à biodiversidade ajudem a criar emprego e renda entre as populações que lhe deram origem". Argumentou: "onde está o valor senão na alta tecnologia imaterial desses conhecimentos (indígenas)?"
O ministro informou que o Ministério da Cultura está criando "formas de registrar os saberes e os sabores brasileiros e todo esse mundo criativo fora das escolas". Também está "flexibilizando as formas de registro autoral" que, de acordo com ele, por serem rígidas demais, acabam limitando o direito dos artistas.
 
"Hoje o reconhecimento dos saberes informais como tecnologia avançada começa a impulsionar um redesenho do próprio Estado brasileiro", disse. "Esses saberes desafiam uma redefinição da economia, da própria cultura, dos conceitos da propriedade intelectual e de valor", disse. 
 
Adriana Chiarini
Jornal do Estado – Curitiba, PR – Brasil
http://www.jornaldoestado.com.br 
 
 
Gil ressalta a Arte como “assimilação da cultura como cidadania”
Fonte: FCM
 
Neste sábado (25/11), na conferência de abertura da edição 2006 do Fórum Cultural Mundial, no Centro Cultural Ação da Cidadania, o ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil Moreira, presidente de honra do FCM 2006, afirmou que “Arte e Cidadania têm uma relação muito mais ampla do que se pode imaginar”. Gil conceituou Arte como uma das vertentes da Cultura, representando a assimilação da Cultura como Cidadania.
 
Falando a uma platéia integrada por pessoas de mais de 40 países, Gil registrou ainda que o crescimento da ação dos meios de comunicação eletrônicos, com ênfase para aqueles baseados na informática, como a internet, tem contribuído de forma significativa para a aceleração do processo de globalização, fato que interfere fortemente nos diversos ambientes culturais.
 
O ministro brasileiro assinalou que cada pessoa é um criador de arte em potencial. E chamou a atenção para a necessidade de os governos se transformarem em motores da cultura, apoiando e estimulando a criação artística, em todas as áreas, a fim de evitar que essa globalização provoque o fim de tradições culturais importantes para cada sociedade específica.
 
Além de Gilberto Gil, participaram da Conferência de Abertura "Arte e Cidadania" a professora Heloísa Buarque de Hollanda, como moderadora; o escritor indiano Vikram Seth; o chairman do BASA (Business and Arts South África, órgão de fomento à cultura da África do Sul), Ivan May; o secretário executivo do Convênio Andrés Bello, na Colômbia, Francisco Huerta Montalvo; e o criador do Teatro do Oprimido, Augusto Boal.
 
Foi de Boal, aliás, uma das melhores definições do encontro, merecedora de longos aplausos, ao abrir seu discurso dizendo que “palavras são meios de transporte, como o trem, a bicicleta e o avião; a palavra Cultura é um enorme caminhão que suporta qualquer carga”.

Crônica: Criativa como CAPOEIRA

Capoeira Confiante Construindo Com Carinho!!!

Camarada Capoeira.
 
Costumamos caminhar contra crises, contratempos, complicações, confluências, constrangimentos, contrariedades. Contudo colocamos capricho, carinho, conquistas, companheirismo, conhecimento, consciência, cooperação, contribuição como cuidados com capoeirandos. Convictos, conversamos com controle consertando costumeiros confrontos. Capacitamos constantemente consciências consternadas. Criamos contatos confiáveis consolidados com compaixão, carisma, conduta. Como capoeiras; cambamos, caímos, cometemos criancices, covardias, comodidades. Contudo, consternados…calamos!
 
Conscientes, combatemos controvérsias convivendo com constância, coragem, consonância. Contornamos catástrofes completamente coerentes com “caminhos caquéticos”. Continuamos confiando! Construímos castelos confiando, clamando camaradagem. Costumeiramente colocamos cara, coragem, carreira, conquistas como calço. Cambaleamos cordialmente, concluindo confusos como calar-se, camuflar-se consegue comprometer caminhos consistentes. Corremos como campeões canalizando correntes coesas. Conhecemos colegas, compadres, comadres, crioulos, caucasianos, cooperadores, cafajestes, crucificados, crianças, cretinos, caiporas, caipiras, convencidos, conterrâneos, corporativistas, companheiros, credores.
 
 
Curamos crueldades colocando como contrapartida capacidades corrompidas. Criamos confiança, confluência, condolência; conscientizando cabeças cansadas. Corrupiamos com cautela conhecendo calmamente capoeiras corretos, contrários, contemporâneos, classificados, calculistas, companheiros, coroados, corruptos, capacitados. Clamamos companheiros construindo calabouços completamente camuflados congregando cambadas. Como convulsões, castelos caem contrariando confiança, companheirismo, camaradagem. Com cadência, continuamos capoeirando, confiantes como caciques cobertos com cocares coloridos. Comparamos capoeira constantemente com caminhos congruentes. Caminhos condutores com capacidades completamente concretas. Capazes categoricamente, com classe cardeal. Capoeira cai, contorna, continua conduzindo canais compatíveis. Capoeiramos, capoeirastes, capoeirás!
 
Continuamos como costumeiramente corrigindo cabeças confusas. Com cabeçadas conseguimos cambar capoeiristas. Compreensíveis, concluímos: cambamos como caxinguelês. Com cutiladas conquistamos cargos. Contudo criamos cobras.
 
Calma! Capoeiras clamam camaradagem. Compartilham companheirismos, confraternizações, contatos. Concluo confirmando com clareza: Capoeira congrega, constrói, cativa, comove, carrega confiança, cautela, companhia; compromissos, camaradagens. Capoeira caminha comigo, contigo, conosco, convosco!
 
Cordialmente
 
Capoeira Comum.
 
Colega capoeira, comente com C.
 
Professor Beija-Flor
 
http://bfcapoeira.vilabol.com.br
 
Nota: Em homenagem ao poeta GOG, inspirador e criativo.
 

Com criatividade, cabeça e coração o camarada Beija Flor, contribui com esta crônica… Gingando com C de CAPOEIRA, CORAÇÃO, COMPANHEIRISMO, CAMARADAGEM E CIDADADANIA.

Aconteceu: 1º MIC – Mosaico Integrado de Capoeira

Em Santa Catarina, Sul do Brasil, aconteceu um evento de grande importância para a comunidade capoeiristica, não pela grandeza, não pelos Mestres de renome e não pela quantidade de pessoas envolvidas e participantes… Mais sim pelo espírito de confraternização e pela vontade de integração e cooperação inter-grupos.
 
Os grupos envolvidos acertaram na escolha do nome, bastante sugestivo e criativo, assim como também ousaram na fórmula, pois o principal objetivo, segundo Mestre Kadu, um dos organizadores do evento era: "…mobilizar os jovens capoeiras para a democratização cultural e possibilitar novas formas de exercitar a cultura, numa perspectiva de formação para a cidadania a partir da integração entre vários grupos de capoeira da comunidade…"
 
O Portal Capoeira, em apoio a todo tipo de iniciativa positiva e inovadora que vise somar, divulgar, difundir e democratizar a nossa "Arte ", a nossa CAPOEIRA, abre espaço e ginga junto para que outros "grupos", outras "iniciativas" usem o nosso espaço para dar conhecimento a toda a comunidade capoeiristica, espalhada pelos 4 cantos do globo… navegando pelos 7 mares… possa usar este site que dia a dia… vem se tornando uma importante referencia na internet e que neste mês ultrapassou a barreira de 1.475.000 visitas
 
Luciano Milani
Segue email enviado pela organização do MIC e um link para ver a galeria de fotos deste evento:
Caro Luciano Milani.
 
Saudações.
Estou lhe escrevendo, pois gostaria de lhe comunicar um fato acontecido, extremamente importante, para a Capoeira de Santa Catarina e porque não dizer, para a Capoeira em sua totalidade. Entre outras coisas, foi importante no sentido de ter como objetivo de construção de um único evento e a integração de diferentes grupos de Capoeira. 
 
Trata-se do 1° MIC (Mosaico Integrado de Capoeira), que realizou-se nos dias 02, 03 e 04 de novembro deste ano, em Florianópolis, dirigido pêlos grupos Gunganagô (Mestre Kadu), Beribazu (Mestre Falcão) e Cordão de Ouro (Contramestre Habibis) e organizado pela Confraria Catarinense de Capoeira.
 
A programação que se desenvolveu foi a seguinte: No dia 02/11 aconteceu o encontro feminino, com a participação de mais de 150 capoeiristas de diversos grupos e estados, este encontro foi organizados e dirigidos exclusivamente por mulheres, com a participação complementar de mestres, contramestres e professores, organizadores do MIC.
 
No dia 03 realizou-se o Simpósio Nacional Universitário de Capoeira (SNUC), um Espetáculo Cultural e uma Cerimônia de Formatura de mestres, contramestres e professores pertencentes a estes grupos, com a presença de mestres como Bené (BA), Leo Borges (BSB), Ponciano e Zé Antonio (SP), Kincas (PN), Carson e Delmar (RS) e Pop, Kblera, Nanã e Cronos (SC). Também os Contramestres, Boca Rica (BH), Pepê, Kibe e Morena (SP), Chiquinho, Fabinho, Tonho e Demetrius (SC) Fabinho (RS) e diversos professores de vários estados e da região.
 
No dia 04 aconteceu pela manhã uma Oficina do Projeto “Capoeirarte” de Capoeira Especial, ministrada pelo mestre Ponciano (Cordão de Ouro-SP) e na parte da tarde a Cerimônia de Batismo e Graduação de Capoeiristas.
 
Um dos objetivos da idealização deste MIC era o de mobilizar os jovens capoeiras para a democratização cultural e possibilitar novas formas de exercitar a cultura, numa perspectiva de formação para a cidadania a partir da integração entre vários grupos de capoeira da comunidade, o que foi considerado alcançado com sucesso, não só pelos organizadores, mas por todos os convidados presentes no evento.
 
Acreditamos assim termos dado um grande passo para uma nova perspectiva de construção de eventos, com o objetivo de fomentarmos a reconstrução da antiga comunidade da capoeira.
 
Por tanto, seria para nós de extrema importância, se esta grande iniciativa fosse evidenciada pelo Portal Capoeira, exatamente pela proposta democrática e educativa que este Portal tem objetivado fundamentalmente à nossa comunidade capoeirística.
 
Agradecemos dês de já sua atenção.
 
Mestre Kadu, Mestre Falcão e Contramestre Habibis.
 
Organizadores de 1º MIC

II Festival Internacional da Capoeira no Mindelo

Perto de quinhentos capoeiristas são esperados na segunda edição do festival internacional de capoeira da Academia Liberdade Expressão, evento que decorre de hoje a 2 de Dezembro, na cidade do Mindelo.
A abertura do festival acontece na Rua de Lisboa, com um espectáculo de ritmo e expressão corporal envolvendo centenas de capoeiristas ao longo da avenida. “O espectáculo vai contar a história da escravatura. Vamos colocar em evidência as diversas facetas da capoeira: o lado cultural, a dança, a luta… A capoeira é uma cultura homogénea mas, quando se expõe, torna-se heterogénea”, explica Xexéu.
 
Para este encontro internacional, a Academia já assegurou a presença do Mestre China, Mestre Jó, Professor Boca d’Peixe, Professor Jurado, Professor Adílio e de um instrutor que virá de Portugal. Paralelamente, a organização conta com um número expressivo de alunos que virão de determinados países europeus, especialmente das Canárias e da Espanha. Os convidados chegaram a S. Vicente ontem e logo nessa noite houve uma Roda do Galo, que se prolongou pela madrugada dentro.
 
“A expectativa é que este encontro sirva para a troca de informação e de experiência. Existe a minha filosofia, a filosofia dos outros e a verdadeira. É necessária a troca de ideias e ninguém deve ter medo de ser questionado”, defende Carlos Xexéu.
 
O programa do festival inclui actividades ao ar livre, destinadas à comunidade, e outras internas, viradas somente para os capoeiristas. Em princípio, uma centena de alunos será baptizada durante o evento e outros cento e cinquenta vão fazer a troca de graduação. Segundo Xexéu, o evento vai envolver workshops, rodas, palestras além de uma noite dedicada à cultura negra presente em Cabo Verde. A Academia vai ainda aproveitar o festival para lançar um DVD, colocar à venda os primeiros postais fotográficos da capoeira cabo-verdiana e inaugurar o site da associação Liberdade Expressão.
 
A Semana online – Portugal – http://www.asemana.cv

O GCAP é “Forte”. O “Forte” é Memória…

O Grupo de Capoeira Angola Pelourinho – GCAP, dirigido pelo Mestre Moraes, estará realizando um evento, no período de 11 a 14 de janeiro de 2007, em homenagem ao Forte Santo Antônio Além do Carmo, sede do grupo há 23 anos, recém restaurado e transformado em Forte da Capoeira.
 
O evento intitulado " O GCAP É FORTE. O FORTE É MEMÓRIA…" irá destacar a história da fortaleza enquanto um espaço de memória da cidade de Salvador e de resistência do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho.
 
O evento contará com palestras e oficinas de Capoeira Angola ministradas pelo Mestre Moraes.
 
Programação:
 
Local: Forte Santo Antonio Além do Carmo –Salvador- Bahia
 
Quinta-feira:
18:00 h. – Credenciamento
19:00 h. – Mesa redonda: O Forte Santo Antônio Além do Carmo e o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho: espaços de memória e resistência Palestrantes: Pedro Moraes Trindade (Mestre Moraes) (GCAP/UFBA) Cláudia M. Trindade (GCAP/UFBA) e Patrícia Pereira (UFBA)
 
Sexta-feira:
9:30h às 11:30h – Oficina de Capoeira Angola ( Mestre Moraes)
14:00h às 16:00h – Relato de experiência do trabalho do núcleo do GCAP de São Luiz do Paraitinga. – Palestrantes: José David Evangelista (GCAP/SLP) e Mestre Moraes
18:00h às 20:00h – Roda de Capoeira
 
Sábado:
9:30h às 11:30h – Oficina de Capoeira Angola
14:00h às 16:00h – Palestra
18:00 às 20:00 h – Roda de capoeira
 
Domingo:
9:00 às 11:00 – Roda de encerramento
 
Valor de inscrição R$ 50,00 que em breve poderá ser feita em nosso site www.gcap.org.br