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Dezembro 2006

Vendo Artigos de: Dezembro , 2006

Crônica: A Sabedoria do Povo do Brasil

"A Capoeira é sabedoria do povo do Brasil." É assim que o Mestre Angoleiro (Prof. J. Bamberg), discípulo do Mestre Bimba, conta como ele definia a Capoeira. Hoje em dia, o Mestre também tem se incomodado muito com as "novas tradições" da Capoeira… Uma figura e tanto!!

Há um tempo atrás chegou num evento, foi apresentado e depois desse momento, quando pra começar a roda, abriu tocando seu berimbau viola. Para seu espanto, o responsável pela roda disse: "-Mestre, aqui está o gunga para o senhor!". O Mestre Angoleiro insistiu no seu berimbau viola e aí veio o comentário: "– Aqui no grupo o gunga é que "comanda" a roda, e como o Senhor é o mestre mais antigo, TEM QUE tocar o gunga".  O Mestre gingou um pouco… (sem entrar na roda), não tocou nem um, nem outro, esperou o desenrolar do evento educadamente, não “comandou” nada e… Ao fim do evento agradeceu a todos e foi-se embora.
 

Parece que as pessoas afiadas de pensamento, como o Mestre, atraem esse tipo de situação, e o interessante é a forma como esse pensamento afiado trás sempre uma reflexão importante e óbvia sobre o acontecido.  E mesmo sendo uma reflexão óbvia, a maioria das pessoas não havia percebido o mesmo… No caso do Mestre foi um comentário muito interessante: “-Só na cabeça desses “oligofrênicos” é que uma “coisa” (no caso o berimbau gunga) pode substituir o conhecimento de um Mestre do saber popular!”. Oligofrênico é o “apelido” carinhoso do Mestre para a galera cheia de músculos e vazia de conhecimentos.
 

Essa passagem na vida do Mestre é só mais um entre tantos acontecimentos que mostram como a re-invenção de tradições (para validar as “heranças culturais”) e a repetição desses rituais podem levar a um processo de alienação em que as pessoas, a Educação e o verdadeiro sentido da Capoeira – Sabedoria do povo do Brasil, são colocados em segundo plano. Para essas pessoas, o mais importante é mostrar o quanto se sabe, ou em algumas ocasiões, o quanto o outro não sabe a respeito das “tradições” (re-inventadas) de determinada escola de capoeira… 
 

Assim, tradições e rituais que deveriam servir para manter viva nossa Cultura Popular, nossa sabedoria, acabam por reforçar a prática da Capoeira dentro de um contexto competitivo, exclusivo e opressor. Sempre dando mais valor as supostas diferenças entre as escolas e grupos de Capoeira, do que ao que temos de mais importante e em comum – somos todos seres humanos, todos Capoeiras.
 

Como o Mestre Angoleiro costuma dizer: “– Isso é `Capoeira de Prateleira´, rapaz! A Capoeira não é isso não!”. Ele também conta que esses rituais rígidos, essas regras generalizadas que estão chamando de “tradição” e de “fundamento”, são na verdade re-invenções, são parte de um processo de “re-tradicionalização” da Capoeira. Um movimento criado por algumas pessoas para justificar sua rigidez, seus recalques e tentar herdar um legado cultural construído pelos verdadeiros Mestres do saber popular. Estes últimos sim, eram capazes de ensinar com simplicidade, compromisso e devoção. Eles, com certeza, tinham seus rituais e seus métodos, cada um a seu modo e sempre com o compromisso de passar adiante sua sabedoria – a Capoeira, para seus semelhantes.
 

O finado Mestre “Iziquiel” levava a roda cantando suas chulas e tocando seu pandeiro, hoje em dia, Mestre João Pequeno leva sua roda tendo como instrumento só uma baqueta na mão, o Mestre João Grande usa uniforme branco na sua academia e não mais o preto e amarelo do Ipiranga do Mestre Pastinha. Todos eles são Grandes Mestres respeitadíssimos que formaram suas tradições e rituais durante anos de compromisso ensinando sua sabedoria aos seus iguais. O conhecimento, a dedicação, os rituais e tradições que eles têm são instrumentos de libertação que vem de sua ancestralidade cultural.
 

Tenho certeza que essas pessoas maravilhosas que fizeram da Capoeira um ofício (não uma profissão!), jamais colocariam seus rituais, suas tradições acima da Educação e dos bons modos para com o próximo. Mesmo o berimbau sendo um instrumento sagrado, concordando com o Mestre Angoleiro, penso que não podemos substituir a figura do verdadeiro Mestre, a Educação e o bom senso por um conjunto de “tradições re-inventadas”! A educação deve estar em primeiro plano. Antes de qualquer ritual, tradição ou fundamento, deve vir o respeito ao próximo e os bons valores. O conhecimento na Capoeira deve servir a todos, deve libertar os oprimidos, incluir os excluídos, deve estar à cima de tudo a serviço da solidariedade!
 

Entretanto, existe mais um motivo que sustenta esse radicalismo, esse “engessamento”, essa re-tradicionalização da Capoeira por alguns seguidores desse comportamento: A adequação ao mercado! O “conhecimento” fica na mão de poucos e com isso o poder e o dinheiro em um circuito fechado. Fora desse circuito, existe uma quantidade imensa de jovens professores esperando por um reconhecimento, uma aceitação, que nunca virá! Por um simples motivo, esses milhares de jovens professores são o maior mercado desses poucos radicais, que por interesses financeiros, fecham as passagens que um dia eles próprios usaram. “-Lástima! Assim eles estão queimando seus próprios rastros…”, como diz o Mestre Angoleiro.
 

Precisamos nos cuidar! Hoje, grande parte do mundo da Capoeira está sofrendo mudanças para se adequar a um mercado que só visa o capital. Não podemos esquecer de nos perguntar: – Que Mercado é esse que estamos nos adaptando?! E, quais são nossos objetivos, verdadeiros, ao ensinar/praticar a Capoeira?
 

Pois bem, para conseguir mudar alguma coisa, não podemos mais aceitar as “verdades” que nos “ensinam”, ou melhor, que nos vendem como Capoeira! Precisamos ouvir, estudar e praticar verdades muito mais coerentes! Como diz o Mestre Cláudio Danadinho (Professor Arq. Cláudio Queiroz, um dos fundadores do Grupo Senzala): “-A Capoeira é um método de preparo para a vida, um caminho para felicidade universal.” Para o Dr. Ângelo Decânio (um dos discípulos mais antigo do Mestre Bimba), a Capoeira é um instrumento de cidadania cristã!
 

A Capoeira é nossa ferramenta para melhorar o mundo a nossa volta! Mas para isso precisamos conhecer bem nosso instrumento, tirar dele todas as possibilidades de ensino-aprendizagem. E, nesse sentido, vale à pena conhecer a fundo, saber praticar e ensinar a capoeira de Mestre Bimba, de Mestre Pastinha, dos Mestres Valdemar, Traíra, Paulo dos Anjos e tantos outros. Ao dizer do Mestre Suassuna: “-Precisamos praticar uma Capoeira sem rótulos!”.
 

É preciso construir um futuro tendo em mente a vida que levamos em nossa sociedade. Precisamos ensinar/praticar uma Capoeira que possa, ao mesmo tempo, criticar e avaliar nossos enganos e trazer valores mais humanos. Ensinar/praticar uma Capoeira que traga valores mais dignos, que eduque, inclua e liberte, de verdade. Precisamos pesquisar o passado, fundamentos e tradições não para nos aprisionar, mas como forma de nos preparar melhor como Mestres do Saber Popular na Capoeira, construindo assim uma sociedade melhor.
 

Eurico Neto / Contra-Mestre da Associação Cordão de Ouro Brasília
Academia Cordão de Ouro – Instituto Volta por Cima
CLN 107, Bloco "A", Ap. 208 CEP 70743-510 Brasília DF, Brasil
+55 61  3443.8450 – 8111.0647
www.cordaodeouro.org

Nota de Falecimento: Mestre Marquinhos – Brasilia capoeira

Salve camaradas…
 
Venho por meio dessa para informar triste fato acontecido com um querido amigo da maioria dos capoeiras…
Um mestre na verdadeira concepção da palavra, um ser humano acima de qualquer outra coisa , amigo verdadeiro e camarada nas rodas da vida…
Faleceu mestre Marquinhos (Brasilia capoeira) Um dos unicos formados por mestre Adilson, aconteceu em um acidente automobilistico em direção a Porto Seguro, Domingo 31/12/06.
 
Haverá uma roda em sua homenagem na torre de tv a partir das 10 hs. Não deixem de ir prestar sua homenagem.
 
Com muito pesar…
 
Mestrando Léo Bombeiro
Um pouco mais da história de Mestre Marquinhos:
 
Nascido em 21 de Julho de 1966, no Estado do Rio de Janeiro (RJ), no Bairro de Botafogo.
 
Marcus Vinicius S. Gomes veio para Brasília em 1976. Com Formação em Tecnologia em Processamento de Dados, cursando Ed. Física e atualmente Direito, trabalhou na área de processamento de dados durante 8 anos, como Analista de Sistemas Sênior, formado a Faixa Preta 2º Dan pela Confederação Brasileira de Judô, tetra CampeãoBrasiliense ( 81 a 83), Centro-Oeste (83), Campeão Brasileiro em 84 e Vice em 85/86 (Juvenil).
 
Ingressou na Capoeira em 1985, no SESC da 913 Sul, com o Mestre ADILSON. "Após percorrer diversas academias, fui ver uma roda no SESC, a convite de vários amigos que treinavam lá, quando terminou a roda tive certeza de que não poderia treinar em outro lugar, era exatamente como falavam, a melhor, incomparável".
 
Em 1989 começou a ministrar aulas em diversas academias em Brasília, em 92 no CEUB e no Colégio JK (como prática de Ed. Física), em 1993 foi convidado para representar o Brasil no Festival Mundial de Folclóre em Kiell na Alemanha, em 1994 fez uma temporada de 4 meses com show's no Teatro e TV Espanhola, em 1995 fez outra temporada de 8 meses por toda a Europa, ministrando Cursos, participando de Show's e Eventos Internacionais de Capoeira. Tendo oportunidade de fazer uma apresentação ao Comitê Olímpico Internacional (COI), onde recebeu uma carta de indicação para representar o Brasil na Olimpíada Cultural em Sidney 2000 (evento que acontece paralelo à Olimpíada oficial). Desde então participa de eventos Internacionais por toda a Europa, EUA, e América do Sul, além de eventos Nacionais.
 
Em 200 fez uma turnê pela América do sul, em 2002 fez outra turnê na Europa e Oriente Médio, em 2003 ao Chile e Peru, em 2005 New York e Cunectcut. Todas as turnês ministrando cursos e participando de eventos de capoeira.
 
Em 1998 foi graduado à MESTRE pelo MESTRE ADILSON.
 
O CENTRO CULTURAL E FOLCLÓRICO BRASÍLIA CAPOEIRA estava sob a coordenação do Mestre Marquinhos, formado pelo Mestre ADILSON.

Campo Mourão: Encontro Interno de Capoeira

O grupo de capoeira Maculelê, de Campo Mourão estará realizando hoje o 2º Encontro Interno de Capoeira, na praça central da cidade. O evento terá início às 16 horas e vai reunir cerca de 100 capoeiristas de toda a região, além de mestres renomados na modalidade. Entre os mestres presentes estará Valmir Fernandes de Lima, o mestre "Azulão", de Foz do Iguaçu.
Ele já chegou na quinta-feira em Campo Mourão para fazer uma espécie de atualização da capoeira. "Estou sempre visitando as cidades de todo o País, para fazer uma atualização e um resgate dos movimentos mais antigos da capoeira para aquelas pessoas que estão pegando corda (iniciando na modalidade)", diz o mestre Azulão.
 
Mestre Azulão está de viagem agendada para os Estados Unidos, onde vai ministrar cursos e divulgar as novidades do grupo Maculelê. "A mensagem que deixo é que as pessoas tenham um pouco mais de consciência quando fizerem o batizado. Pensem mais no futuro da capoeira e tenham humildade. Sempre digo que com humildade, malícia e razão, a gente entra e sai em todos os locais do mundo", completa.
 
O capoeirista mourãoense Ronaldo Aparecido Ramos, um dos organizadores do evento em Campo Mourão disse espera a participação também de pessoas que ainda não conheceram a capoeira. "Deixo o convite a todos, inclusive para aquelas pessoas que já fizeram capoeira mas que por um motivo de força maior tiveram que desistir. Esse encontro tem por objetivo também divulgar capoeira, pois muitas pessoas nem sabem que existe essa modalidade em Campo Mourão", finaliza. O evento marcará a troca de corda de alguns capoeiristas e o batismo de outros.
 
http://www.tribunadointerior.com.br

Inscrições para Bolsa-Atleta começam dia 1º de janeiro

Os esportistas sem patrocínio poderão se inscrever no programa Bolsa-Atleta de 1º de janeiro a 31 de março, através do site do Ministério do Esporte.
 
Na categoria estudantil, o valor mensal da bolsa é de R$ 300. É preciso que o atleta esteja matriculado em instituição de ensino, pública ou privada. Na categoria nacional, a bolsa é de R$ 750 e o atleta precisa estar filiado à federação ou confederação de sua modalidade. Existem ainda as categorias internacional (R$ 1.500) e olímpica e paraolímpica (R$ 2.500).
 
O objetivo do programa é dar aos atletas de alto rendimento condições de se dedicar ao treinamento e participar de competições.
 
GloboEsporte.com
 
Como Participar
 
Roteiro Procedimental
 
Os atletas interessados em participar devem verificar se atendem a todos os pré-requisitos determinados em Lei para a sua categoria de Bolsa-Atleta.
 
Categorias de Bolsa-Atleta:
 
I – Bolsa-Atleta Categoria ESTUDANTIL
 
Valor mensal: R$ 300,00
 
Pré-Requisitos:
 
– Maior de 12 anos.
– Estar regularmente matriculado em instituição de ensino, pública ou privada.
– Não possuir qualquer tipo de patrocínio, entendido como tal a percepção de valor pecuniário, eventual ou permanente, resultante de contrapartida em propaganda.
– Não receber salário pela prática esportiva.
– Ter participado de competição no ano imediatamente anterior àquele em que está pleiteando a Bolsa, tendo obtido a seguinte classificação:
 
a. Esportes Individuais (classificado de 1º a 3º lugar nos JEBs e JUBs – Jogos organizados pelo Ministério do Esporte).
b. Esportes Coletivos (Estar entre os 24 melhores atletas selecionados).
 
Documentos necessários:
 
– Cópia de documento de identidade e do Cadastro de Pessoa Física do Ministério da Fazenda;
– Declaração da Instituição de Ensino atestando que o atleta:
 
a. Está regularmente matriculado, com indicação do respectivo curso e nível de estudo;
b. Participou, representando a instituição, nos Jogos Escolares ou Universitários Brasileiros organizados pelo Ministério do Esporte, no ano imediatamente anterior ao pleito do benefício, indicando o resultado obtido que o habilita ao pleito; e
c. Participa regularmente de treinamento para futuras competições.
 
II – Bolsa-Atleta Categoria NACIONAL
 
Valor mensal: R$ 750,00
 
Pré-Requisitos:
 
– Maior de 14 anos.
– Estar vinculado a uma entidade de prática desportiva (clube).
– Não possuir qualquer tipo de patrocínio, entendido como tal a percepção de valor  pecuniário, eventual ou permanente.
– Não receber salário pela prática esportiva.
– Ter filiação à Entidade de Administração de sua modalidade, tanto Estadual (Federação) como Nacional (Confederação).
– Ter participado de competição no ano imediatamente anterior àquele em que está pleiteando a Bolsa, tendo obtido a seguinte classificação:
 
a. De 1º a 3º lugar no evento máximo nacional organizado pela Entidade Nacional de Administração de sua modalidade ou
b. De 1º a 3º lugar no ranking nacional por ela organizado.
 
Documentos necessários:
 
– Cópia de documento de identidade e do Cadastro de Pessoa Física do Ministério da Fazenda;
– Declaração da entidade de prática desportiva atestando que o atleta:
 
a. Está regularmente vinculado a ela; e
b. Participa regularmente de treinamento para futuras competições nacionais ou internacionais.
 
– Declaração da entidade regional atestando que o atleta está regularmente inscrito junto a ela.
– Declaração da entidade nacional de administração do desporto da respectiva modalidade atestando que o atleta:
 
a. Está regularmente inscrito junto a ela; e
b. Participou da competição esportiva máxima de âmbito nacional no ano imediatamente anterior àquele em que pleiteia a concessão do benefício e indicando o resultado obtido que o habilita ao pleito.
 
III – Bolsa-Atleta Categoria INTERNACIONAL
 
Valor mensal: R$ 1.500,00
 
Pré-Requisitos:
 
– Maior de 14 anos.
– Estar vinculado a uma entidade de prática desportiva (clube).
– Não possuir qualquer tipo de patrocínio, entendido como tal a percepção de valor pecuniário, eventual ou permanente.
– Não receber salário pela prática esportiva.
– Ter filiação à Entidade de Administração de sua modalidade, tanto Estadual (Federação) como Nacional (Confederação).
– Ter participado de competição no ano imediatamente anterior àquele em que está pleiteando a bolsa, tendo obtido a seguinte classificação:
 
a. De 1º a 3º lugar em Campeonatos Mundiais de sua modalidade;
b. Jogos ou Campeonatos Pan-americanos e Parapan-americanos ou
c. Jogos ou Campeonatos Sul-americanos
 
Documentos necessários:
 
– Cópia de documento de identidade e do Cadastro de Pessoa Física do Ministério da Fazenda;
– Declaração da entidade de prática desportiva atestando que o atleta:
 
a. Está regularmente vinculado a ela; e
b. Participa regularmente de treinamento para futuras competições nacionais ou internacionais.
 
– Declaração da entidade regional atestando que o atleta está regularmente inscrito junto a ela.
– Declaração da entidade nacional de administração do desporto da respectiva modalidade atestando que o atleta:
 
a. Está regularmente inscrito junto a ela; e
c. Participou em competição esportiva de âmbito internacional no Brasil ou no exterior no ano
imediatamente anterior àquele em que pleiteia a concessão do benefício e indicando o resultado obtido que o habilita ao pleito.
 
– No caso do atleta que pleiteia o benefício ter obtido classificação nos Jogos Sul-Americanos, Pan-americanos ou Parapan-americanos, deverá apresentar declaração do Comitê Olímpico Brasileiro ou do Comitê Paraolímpico Brasileiro, respectivamente, atestando sua participação na delegação brasileira que representou o País na última edição do evento, indicando o resultado obtido que o habilita ao pleito.
 
IV – Bolsa-Atleta Categoria OLÍMPICA E PARAOLÍMPICA
 
Valor mensal: R$ 2.500,00
 
Pré-Requisitos:
 
– Maior de 14 anos.
– Estar vinculado a uma entidade de prática desportiva (clube).
– Não possuir qualquer tipo de patrocínio, entendido como tal a percepção de valor pecuniário, eventual ou permanente.
– Não receber salário pela prática esportiva.
– Ter filiação à Entidade de Administração de sua modalidade, tanto em nível Estadual (Federação) como Nacional (Confederação).
– Ter integrado na qualidade de atleta a delegação brasileira na última edição dos Jogos Olímpicos ou Paraolímpicos.
 
Documentos necessários:
 
– Cópia de documento de identidade e do Cadastro de Pessoa Física do Ministério da Fazenda;
– Declaração da entidade de prática desportiva atestando que o atleta:
 
a. Está regularmente vinculado a ela; e
b. Participa regularmente de treinamento para futuras competições nacionais ou
internacionais.
 
– Declaração da entidade regional atestando que o atleta está regularmente inscrito junto a ela.
– Declaração da entidade nacional de administração do desporto da respectiva modalidade atestando que o atleta:
 
a. Está regularmente inscrito junto a ela; e
b. Declaração do Comitê Olímpico Brasileiro ou do Comitê Paraolímpico Brasileiro, respectivamente, atestando sua participação na delegação brasileira que representou o País na última edição do evento.
 
Mais Informações:
 

Endereço Ministério do Esporte:

Esplanada dos Ministérios, Bloco A
Cep: 70.054-906 – Brasília – DF
Telefone: (61) 3217-1800 — Fax: (61) 3217-1707

Pernanbuco: Bloco do Berimbau e homenagem aos 100 anos do Frevo.

O PRIMEIRO BLOCO DE CAPOEIRA DO MUNDO (BLOCO DO BERIMBAU)
 
O bloco foi fundado em 05/05/2002 pelo Mestre ULISSES CANGAIA do GRUPO DE CAPOEIRA LUA DE SÃO JORGE. Saindo no domingo de carnaval  às 09:00 h. da frente da Igreja do Rosário dos homens pretos de Olinda. Pelo 5º ano consecutivo, o bloco desfila pelas ruas de Olinda com mais de 100 berimbaus e mais de 300 capoeiras de vários grupos de Pernambuco e de outros estados, arrastando multidões e contagiando o povo por onde passa com o som dos instrumentos e cantigas do Mestre ULISSES.
Neste ano de 2007 o BLOCO DO BERIMBAU homenageará os 100 anos do FREVO, lembrando que dos passos da capoeira que surgiu o frevo, e essa homenagem não poderia deixar de ser feita.
Os capoeiristas e os passistas de Pernambuco têm grandes motivos para se orgulharem: ter O PRIMEIRO BLOCO DE CAPOEIRA DO MUNDO (BOLCO DO BERIMBAU) e o frevo ter nascido da capoeira em Pernambuco.
 
Os ensaios irão acontecer todas as sextas feiras, iniciando em janeiro até a última sexta antes do carnaval.
 
Local: na sede do bloco em Cidade Tabajara, proximo ao antigo posto da polica rodoviária PE 15 OLINDA DAS 19:30 ÁS 21:00
Você de outro Estado ou País que vem passar o carnaval em Olinda entre em contato conosco para participar do 1º BLOCO DE CAPOEIRA DO MUNDO, Vai ser uma experiência muito legal e você vai ficar na historia, participando de um bloco como esse.
 
Bloco do Berimbau

Paraná: Capoeira de Terra Roxa recebe apoio de alemães

Os participantes do Grupo de Capoeira Condão de Contas fecharam o ano com mais um motivo para comemorar. O grupo desenvolve um trabalho social com apoio da administração municipal junto à sociedade terra-roxense, proporcionando aos jovens a oportunidade de uma opção saudável de lazer e entretenimento.
 
O trabalho desenvolvido pelo grupona comunidade de Terra Roxa despertou a atenção de um grupo de profissionais alemães. A seriedade e a importância da ação realizada pelo projeto, oferecida pelos professores de capoeira, foi reconhecida pelos empresários, os quais vêm prestando seu apoio.
Na última segunda (18), todos os capoeiristas foram homenageados com um almoço especial e uma cesta de natal. Os presentes foram entregues pelo representante alemão Dieter Euler.
 
Segundo Euler, o objetivo principal é proporcionar a cada capoeirista a oportunidade de um Natal mais feliz. Para o Professor Gilmar, instrutor do grupo, o apoio recebido é indispensável no sucesso das atividades desenvolvidas junto à comunidade.
O prefeito Donaldo Wagner e a Secretária de Educação, Cleonilda Maria Tonin Farcas, acompanharam a entrega dos presentes e destacaram o valor social que o grupo de Capoeira representa para Terra Roxa.
 

Fonte: Umuarama Ilustrado – Umuarama,PR – http://www.ilustrado.com.br

 

Petrobras destinará R$ 90 milhões a projetos prioritários apresentados pelo Ministério da Cultura

Ação Extraordinária Petrobras-Ministério da Cultura
Os novos editais deverão ser publicados a partir de janeiro de 2007, no Portal do MinC
 
A Petrobras e o Ministério da Cultura (MinC) anunciaram hoje, 20 de dezembro, o conjunto de projetos que será contemplado pela Ação Extraordinária Petrobras – MinC 2006, com verba total de R$ 90 milhões. Parte expressiva dos resultados financeiros da empresa obtidos neste exercício fiscal (2006) será destinada aos projetos prioritários e estruturantes trazidos pelo ministério. A relação abrange editais públicos para diferentes áreas, incluindo segmentos de cultura indígena e negra e restauros de patrimônio edificado.
Maior incentivadora da cultura no Brasil, a política de patrocínio cultural da Petrobras segue o Planejamento Estratégico da Companhia, que, ao lado da rentabilidade, ressalta o compromisso com a responsabilidade social e com o crescimento do país. "A Ação Extraordinária está alinhada à política de patrocínio da empresa e complementa o Programa Petrobras Cultural, cuja Edição 2006/2007 foi lançada no dia 6 de dezembro", explica a gerente de Patrocínios da Petrobras, Eliane Costa.
 
Entre as novidades, está o edital de Segurança do Patrimônio, formulado em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com objetivo de estruturar sistemas de segurança em bibliotecas e museus para proteção contra roubos. Também foi lançado um edital para patrocínio de projetos culturais em universidades públicas, além de um prêmio para projetos com foco em pessoas idosas.
 
Nas ações de restauro de patrimônio, a Petrobras anunciou o aterramento da fiação elétrica nas cidades históricas de Olinda (PE) e de Ouro Preto (MG), entre outros projetos. No evento, foi assinado o protocolo de intenções com a Prefeitura de Ouro Preto.
 
Além do apoio a novas ações, a empresa confirma a continuidade a projetos já patrocinados como o Pixinguinha – retomado em 2004 pela Funarte com patrocínio da Petrobras -, os Prêmios Myriam Muniz, Klaus Vianna e Carequinha de fomento ao teatro, à dança e ao circo, editais como o Viva Capoeira e o de Culturas Indígenas e o apoio à Escola Nacional de Circo.
 
O evento, realizado no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, contou com as presenças do ministro da Cultura, Gilberto Gil; do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo; da prefeita de Olinda (PE), Luciana Santos; e do prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo de Araújo Santos. Após a cerimônia, participam da coletiva de imprensa a gerente de Patrocínios da Petrobras, Eliane Costa, e o presidente do IPHAN, Luiz Fernando de Almeida.
 
A parceria, que cresce a cada ano, bate seus próprios recordes – em 2005 foram investidos 35 milhões -, o novo valor divulgado é quase três vezes maior, R$ 90 milhões. "A quantidade e a qualidade destas realizações são muitas. Elas estão na rua neste exato momento, e estarão renovadas – nos equipamentos culturais – a partir de 2007", declarou o ministro Gil. Leia o discurso.
Editais de cultura indígena e de capoeira foram incluídos, pela primeira vez, no ano passado. Hoje consolidados, mostram resultados e serão contemplados pelo segundo ano consecutivo. Além disso, o fomento ao teatro com o Prêmio Myriam Muniz e à dança com o Prêmio Klauss Vianna, ambos na 2º edição, receberão R$ 10 milhões para as duas áreas.
 

Os novos editais deverão ser publicados a partir de janeiro de 2007, no Portal do Ministério da Cultura. Dentre outros, compõem esse pacote:
 
Edital de Prêmio Funarte Myriam Muniz
Edital de Prêmio Funarte Klauss Vianna
Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo – 2007
Edital Pixinguinha
Pautas Funarte 2007
Sala de Multilinguagem Palhaço Carequinha Escola Nacional de Circo
Programa de Restauro de Filmes da Cinemateca 2007
Edital de Divulgação Patrimônio Imaterial na TV Pública: conteúdos de grupos culturais e filmes de registro imaterial para TV Pública
Edital em Parceria com o Fórum de Pro-Reitores de Cultura e Extensão
Edital de Culturas Indígenas 2007
Edital Prêmio de Projetos Culturais para Pessoas Idosas
Projeto Concertos Didáticos nas Escolas
Projeto Circulação de Música de Concerto
Edição de Partituras para Bandas
Painéis Funarte de Regência Coral
Edital Conexão de Artes Visuais
Edital de Festivais de Música Independente
Edital para Exposições de Acervos de Artes Visuais 2007
Edital Capoeira Viva – valorização da Capoeira como patrimônio imaterial
CTAv – Reserva Técnica e Preservação
Arquivo de Matrizes II – Cinemateca Brasileira
Encontro Teia II – tema Cultura e Educação
Prêmio Cultura Viva II
Inventário do acervo memória – Fundação Biblioteca Nacional
Hemeroteca Brasileira: A Biblioteca da Mídia Impressa
(Letícia Alcântara)
(Comunicação Social/MinC)

Forte de de Santo Antônio Além do Carmo: Cultura recuperada

O dia em que o Forte renasceu para a capoeira
 
No ponto de vista pessoal, a data 18/12/2006 ficou marcada na história da capoeira como sendo o dia em que o poder público mostrou preocupação em reformar um espaço adaptado perfeitamente à cultura da capoeira. A resistência dos grupos dos mestres Moraes e João Pequeno em permanecerem ensinando há anos, e promovendo rodas de capoeira num local em estágio avançado de depredação, foi consagrada na reforma com salas novas, bem iluminadas e entregues aos seus respectivos responsáveis, cedendo uma sala para o representante da capoeira regional, o mestre Nenéu, salas para auditório, exposições, sanitários e vestiários. Uma infra-estrutura completa foi criada para acolher a capoeira, não descaracterizando o aspecto arquitetônico do Forte de Santo Antônio Além do Carmo.
 
O espaço foi reinaugurado para os seus frequentadores, no entanto nasceu um novo nome para representar a cultura que ali se instalou, originando o Forte da Capoeira. O evento de reinauguração iniciou-se por volta das 16:30h, com a presença de autoridades públicas do estado da Bahia, inclusive o seu atual governador Paulo Souto, que após cerimônia permanceu no local apreciando as homenagens e as rodas de capoeira que ali se formaram sob a coordenação do Dr. Leal. Após homenagens, mestre Nenéu iniciou uma roda de capoeira regional ensinada pelo mestre Bimba, com a participação de alguns de seus discípulos, seguida por uma roda de capoeira angola, comandada pelo mestre Moraes, com o jogo de mestres da capoeira angola e encerrada com os mestre Moraes e João Pequeno vadiando.
 
Eulálio e Evanilda Cohim
Trenel Cruzeiro de São Francisco
Aluna Formada Lua Nova
Aconteceu: INAUGURAÇÃO DO FORTE DA CAPOEIRA
O governador Paulo Souto inaugura amanhã, às 17h, a restauração do Forte do Santo Antônio Além do Carmo, que agora abriga o Forte da Capoeira, Centro de Estudos, Pesquisa e Memória da Capoeira. Em seguida, o governador abre a mostra comemorativa aos 25 anos do museu Abelardo Rodrigues, no Solar Ferrão (Pelourinho). A restauração do forte foi feita pela Secretaria de Cultura e Turismo com o acompanhamento do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac). No local funcionarão oito salas de aula, memorial dos mestres da capoeira, biblioteca, oficina de instrumentos e auditório. A mostra aberta no Solar Ferrão apresenta 250 obras barrocas selecionadas do acervo de 850 peças do museu, projeto patrocinado pela Secretaria da Cultura e Turismo, através do Fundo de Cultura (Funcultura) e realizada através de parceria entre a Secretaria da Cultura e Turismo e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), através da Diretoria de Museus.
 
 
Associação Brasileira de Preservação da Capoeira tem a honra de convidar V.Sª. para a inauguração das novas instalações do Forte de Santo Antônio Além do Carmo – FORTE DA CAPOEIRA, Salvador-Bahia-Brasil, no dia 18 de Dezembro de 2006.
Programação:
16:30h – Abraço ao Forte de Santo Antônio Além do Carmo pelos capoeiristas.
17:00h – Ato Solene com a presença do Exmº. Sr. Governador do Estado da Bahia, Paulo Ganem Souto.
18:00h – Roda dos Mestres 2006
Endereço: Largo de Santo Antônio Além do Carmo, s/nº, Santo Antônio, Salvador – BAHIA – BRASIL
www.fortedacapoeira.org.br
De Trincheira a Forte da Capoeira 
 
INAUGURAÇÃO DO FORTE DA CAPOEIRAO Forte de Santo Antônio Além do Carmo está situado no local da extinta “Trincheira Baluarte de Santiago”, construída pelo arquiteto Francisco Frias, por ordem do governador Diogo Luiz de Oliveira, chegado à Bahia em 1626.
 
A “Trincheira Baluarte de Santiago”,  foi levantada em 1627 após a expulsão dos holandeses de Salvador. Em 1638, no período que antecedeu a segunda Invasão Holandesa na Bahia, o Conde de Bagnoli mandou reerguê-la às pressas. Nesse mesmo ano, quando Maurício de Nassau tentou expugnar a praça de Salvador, encontrou fortificada a posição da “Trincheira Baluarte de Santiago”, que lhe ofereceu tenaz resistência e da qual nunca conseguiu passar.
 
Uma inscrição lapídea existente no edifício dá conta de que, no Consulado de Francisco Barreto e sob reinado de D. Afonso VI, foram feitas reformas que terminaram no ano de 1659. Continuou, entretanto, sendo uma construção de terra, porém de boa qualidade.~
 
A construção de pedra e cal situa-se entre o final do século XVII e início do século XVIII.
 
Na sua História Militar, Mirales atribui o início da sua construção a D. João de Lencastro, sendo a obra concluída na gestão de D. Rodrigo da Costa (1702 – 1705).
 
Em decorrência de fortes chuvas no dia 1º de Julho de 1813 verificou-se um grande desabamento de terras na montanha contígua ao baluarte setentrional.
 
Em 1828, o major Francisco de Paula foi designado administrador da fortaleza, onde passou a morar com sua família. Seis anos depois, em  05 de Setembro de 1841, o Forte de Santo Antônio recebeu um novo hóspede: Xisto de Paula Bahia, quinto filho do major Francisco de Paula e D. Tereza de Jesus Maria do Sacramento Bahia.
 
Esse hóspede veio a ser o importante compositor, músico, cantor e ator baiano do século XIX, Xisto Bahia.
 
INAUGURAÇÃO DO FORTE DA CAPOEIRAO Forte de Santo Antônio Além do Carmo, além das funções de guardião de defesa da Cidade teve, desde os primórdios, uma vocação histórica para ser prisão e, ainda como fortificação, abrigou, no melancólico mister de cárcere, muitos prisioneiros ilustres, tais como:
 
– 1711: Sebastião de Castro Caldas, capitão general de Pernambuco, donde vinha fugido dos efeitos da Guerra dos Mascates;
– 1713: José Correa de Castro, ex-governador da possessão Africana São Tomé e Príncipe;
– 1720: Luís Lopes Pegado Serpa, procurador mor da Fazenda Real do Estado do Brasil;
– 1817: José Inácio de Abreu e Lima, futuro General do Exército de Simon Bolivar;
– 1835: Homens Negros da Revolta dos Malês.
 
Em 1830, a Secretaria de Estado de Negócios da Justiça cedeu o imóvel ao Município para servir de Casa de Correção.
 
Entretanto, segundo Silva Campos, conforme relatório de 1847, o Presidente da Província fala de consertos no edifício para aquartelamento da Guarda Nacional, considerando igualmente, que a transformação da fortificação em presídio ( Casa de Correção ) só vai acontecer, efetivamente, a partir de 1863.
 
Consta ainda que, em período incerto do século XVIII serviu de prisão para loucos indigentes.
 
No ano de 1861, foram removidos para o Forte os presos civis que se encontravam no Ajube.
 
Em 1949, o intendente municipal Joaquim Wanderley de Araújo Pinho, efetuou várias reformas na Fortaleza, tanto no interior como no exterior, remodelando a frontaria e construindo nova parte entre os dois antigos baluartes.
 
No início da década de 50, a fortaleza foi transformada em Casa de Detenção da Cidade de Salvador, tendo sido desativada em 21 de Outubro de 1976.
 
INAUGURAÇÃO DO FORTE DA CAPOEIRANa história mais recente, abrigou muitos presos políticos do regime Militar instaurado em 1964, alguns deles muito conhecidos, como os irmãos Santana: Marcelo, Sérgio e Yeda; os economistas Albérico Bonzan e Maria Lúcia Carvalho; o advogado José Pugliesi; Carlos Marighela; os engenheiros: Luiz Contreiras e Marco Antônio Medeiros; o físico e professor da UFBA Roberto Max Argolo; o administrador de Empresas Nidalvo Quinto dos Santos, entre outros.
 
No inicio de 1979, o monumento passou a ser ocupado pelo Bloco Carnavalesco “Os Lord´s” e a partir de 1981 sofreu intervenções físicas, a fim de abrigar o Centro de Cultura Popular, inaugurado em 20 de Agosto de 1982, cuja implantação teve o apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia – IPAC, Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB e da Prefeitura Municipal de Salvador.
 
No período de 1975 a 1981 foi desenvolvido o ante-projeto elaborado pelo técnicos: Vicente Deocleciano Moreira, Jéferson Bacelar e Maria Conceição Barbosa de Souza, cujo objetivo era a ocupação social do monumento.
 
No período de 1982 a 1988 o Bloco Afro Ilê Ayiê realizou seus ensaios no pátio interno da fortificação.
 
Em 1990 as atividades do Centro de Cultura Popular foram praticamente desativadas, a exceção de dois expressivos símbolos de resistência em defesa do Forte, ou seja, duas escolas de Capoeira: Centro Esportivo de Capoeira Angola, do Mestre João Pequeno de Pastinha e o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho, do Mestre Moraes.
 
Populares ocuparam e depredaram as instalações da fortaleza, cuja culminância foi a degradação do monumento, que ficou em estado de ruína.
 
Em 1997, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia – IPAC, promoveu os meios para a fortaleza ser desocupada, iniciando novos estudos para a sua restauração e reativação.
 
Em Setembro de 2003, o Centro de Referencia Cultural da Secretaria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia, iniciou um novo projeto de restauração e ocupação da fortificação, elaborado pelas arquitetas Vivian Lene de Correia Lima e Costa e Luciana Diniz Guerra Santos.
 
Após a recuperação da edificação a sua ocupação está prevista com a implantação do Centro de Referência, Estudo, Pesquisa e Memória da Capoeira – Forte da Capoeira.
 
As obras de restauração foram iniciadas em 22/03/2006 e sua conclusão está prevista para Dezembro de 2006.
 
Forte da Capoeira
http://www.fortedacapoeira.org.br

Goianos participam de competição nacional de capoeira

A delegação goiana de capoeira, composta por 85 atletas, que  viajou ontem à noite para Aracaju, capital de Sergipe,  disputa a partir de hoje  o IX Campeonato Brasileiro de Capoeira. O evento segue até domingo, 17. A Agência Goiana de Esporte, cedeu dois ônibus para transporte dos atletas. Dentre eles, 18 são beneficiários do programa Bolsa Esporte. Os goianos estão confiantes e pretendem repetir o resultado alcançado no ano passado, quando a delegação sagrou-se campeã.

Outras informações (62) 9212-0912 ou (62) 3218-1377.

Crônica: A lei, ora a lei!

Imaginem todos os nossos Mestres
de Capoeira obrigados a fazerem faculdade de Educação
Física para poderem nos ensinar!
No Brasil há leis que são escritas, votadas e, no entanto, "não
pegam", como o artigo V de nossa Constituição: "Todos são iguais
perante a Lei". Por outro lado existem as que, apesar de nunca terem
sido escritas, se tornam a expressão da pretensa "malandragem
brasileira", do "jeitinho brasileiro", e todos querem seguir, como a
"Lei de Gerson", jogador de futebol campeão do mundo (Copa de 70) que,
ao divulgar determinada marca de cigarros, proferiu o slogan "O
importante é levar vantagem em tudo, certo?". "Certo!", concordaram os
"espertos". Afinal, priorizar os próprios interesses em detrimento do
coletivo passou a ser uma postura "legítima" do individualismo,
acirrada na atualidade pelo avanço do neoliberalismo.
Para podermos refletir sobre a questão acima se torna necessário
fazermos algumas considerações sobre a Lei 9696, de 1998 que pretendia
subordinar a prática da Capoeira e de outras manifestações culturais à
fiscalização dos profissionais de Educação Física, subordinados ao
CONFEF (Conselho Federal de Educação Física).
 
Certa feita, (como ele mesmo diria) em uma palestra em Florianópolis,
quando indagaram a respeito de sua opinião sobre a possibilidade de
cumprir-se essa Lei, o Mestre Lua de Bobó, depois de coçar o seu
cavanhaque e de muito pensar, respondeu: "pega todos os mestres
velhinhos, entre os quais eu me incluo, e manda matar todos eles. Quem
estaria agora, aqui ensinando Capoeira para vocês?Seriam os
catedráticos? E eles, iriam aprender com quem? Se hoje estou aqui
agradeço a esses mestres, pois foi através da capoeira que eles me
ensinaram, que eu tenho a oportunidade de conhecer outros países como
os EUA, a França, a Espanha, etc."
 
Um profissional de Educação física, nada tem a ver com as
características da capoeira. Ele ficaria inteiramente perdido se
tivesse que ensinar a tocar berimbau; ou que tivesse que esclarecer o
que é a mandinga, que exige vivência e conhecimento que transcende a
sua competência de educador físico. Mesmo a ginga, que é a base de
qualquer capoeirista, e os outros golpes que derivam dela, regem-se
por princípios inteiramente diferentes dos exercícios de ginástica.
Além disso, há a parte histórica, que todo bom capoeirista deve
dominar, e não seria o profissional de educação física quem melhor
poderia transmitir esse tipo de conhecimento.
 
Não há, portanto, como subordinar essa atividade holística que é a
capoeira, caracterizada por uma metodologia que procura associar
música (cantar e tocar instrumentos diversos) com movimentos do corpo,
com conhecimento histórico e que exige pressupostos filosóficos
(posturas diante da vida) aos parâmetros da educação física e
submetê-la à fiscalização de profissionais que não detém sequer noções
dos fundamentos desta atividade.
 
É do nosso conhecimento que existem capoeiristas que são formados em
Educação Física, assim como há capoeiristas que são professores,
historiadores, filósofos, engenheiros, médicos, etc., no entanto
nenhum desses profissionais dispensam o conhecimento, a técnica que a
dedicação de toda uma vida a esta arte, proporcionou aos Mestres de
Capoeira.Com outras palavras, mas com a mesma preocupação é que se
pode ler no Projeto de Lei no 7370, de 2002, de autoria do deputado
Luiz Antônio Fleury Filho:"{…}Porém, esta lei não autoriza o CONFEF
a intervir em outras áreas de expressão artístico-cultural, espaços
próprios e há muito consagrados pela ação e memória dos diferentes
grupos formadores da sociedade brasileira{…}"
 
Sendo assim, esse Projeto acrescenta Parágrafo Único ao artigo 2o da
referida lei, dispondo: "não estão sujeitos à fiscalização dos
Conselhos previstos nesta Lei os profissionais de dança, capoeira,
artes marciais, yôga e Métodos Pilates, seus instrutores e academias."
 
A relatora desse projeto de Lei, deputada, Alice Portugal, considera
que antes de dar o seu parecer, esse tema foi alvo de inúmeros debates
e discussões no âmbito da Comissão de Educação e Cultura. Foi dentro
deste contexto e acatando os argumentos tanto dos grupos envolvidos
como o do próprio deputado, ( que cita a nossa Constituição) que ela
votou a favor da emenda, relatando: "{…}excluindo no âmbito de
fiscalização do Confef as atividades desenvolvidas pelos profissionais
de Dança, Capoeira, Artes Marciais, Yôga, a quem fica assegurada a
possibilidade de definir, de maneira autônoma, a melhor forma de
estruturar suas próprias organizações e de fiscalizar os seus
profissionais{…}"
 
Dentro deste contexto é que a relatora passa a fazer uma análise das
peculiaridades de cada uma das atividades, ofícios e manifestações
culturais e artísticas às quais o CONFEF reivindica a tutela de sua
fiscalização, acreditando que assim seria possível por termo à
questão.
 
Destacamos aqui a capoeira, por ser objeto de nossos estudos e de
nossa prática. De acordo com o documento a capoeira é uma manifestação
cultural popular, originariamente brasileira, além de ser um
excepcional sistema de auto-defesa constitui-se em um misto de
luta-jogo-dança, símbolo da resistência dos negros à escravidão e uma
afirmação de suas origens.
 
Muito antes de haver profissão de educação física, a capoeira já era
praticada em nosso país, particularmente na Bahia, como um gesto de
identidade cultural que serve aos afro-descendentes e aos cidadãos
brasileiros como arte, ofício e importante meio de inclusão social.
 
Citando os elementos históricos que fizeram da capoeira,
principalmente, na sua origem, uma luta de resistência, a autora
estabelece ainda que essa atividade ao reunir todos os elementos que a
tornam única possui: "{…} uma excepcional riqueza artística,
melódica e dinâmica; um enorme potencial evolutivo e, finalmente, uma
gama intensa de aplicações esportivas, coreográficas, terapêuticas,
pedagógicas, etc., que abrange desde o simples jogo às franjas das
artes marciais e da defesa pessoal."
 
Diante disso, torna-se muito clara a autonomia da capoeira, que com
sua especificidade se impõe como área do conhecimento, com pessoas
autorizadas e aptas a definir e conduzir seus próprios destinos (por
isso são chamados de Mestres) e determinar parâmetros para avaliar a
competência de seus praticantes.
 
 
Por Luisa Helena Stipp Malusá
Graduada em História e Ciências Sociais
Mestre em Filosofia da Educação
Autora do livro "Abrindo Caminhos, História,
Comunicação e Arte"
 
Fonte: http://www.meninodearembepe.org/portugues/Lei.html
 
Enviado por: Teimosia