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Janeiro 2007

Vendo Artigos de: Janeiro , 2007

Nota de Falecimento: Gilberto Alves de Andrade Oscaranha (Mestre Oscaranha)

Missa de sétimo dia em memória do prof.Oscaranha na Capela São Pedro de Alcântara – Palácio Universitário da Praia Vermelha – FCC/UFRJ
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Lamentamos informar o falecimento  do Mestre Oscaranha  o enterro será no cemitério de Irajá, capela n° 4 às 16:00 hs.
att, Mestre Narizinho.
Professor Gilberto Alves de Andrade Oscaranha (Mestre Gilberto Oscaranha)
Coordenador do Acervo Cultural da Capoeira
Escola de Educação Física e Desportos – UFRJ
Rio de Janeiro, Brasil
 
Mestre Oscaranha, era sem dúvida um dos grandes articuladores da capoeiragem carioca e por que não dizer mundial… Organizava eventos, encontros, era o coordenador de vários projetos onde a capoeira estava envolvida, um dos percusores da incersão da capoeira em outras frentes como por exemplo o teatro… Mestre Oscaranha, um grande ser humano, capoeirista cheio de luz, repleto de idéias e atitudes.
 
Muita paz, axé e harmonia!!!
 
Fica aqui a homenagem do Portal Capoeira:
 
Festival de capoeira lota o ginásio de lutas da UFRJ
 

Mariana Elia e Mariana Granja
 
Miscigenação, cultura, dança, harmonia, integração. Essas palavras resumem o VIII Festival de Capoeira, ocorrido dia 1 de junho, no Ginásio de Lutas da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD), da UFRJ. Trazendo diversos grupos de Capoeira e de dança do país, o VIII Festival, organizado por Gilberto Andrade Oscaranha, do departamento do lutas da EEFD, lotou o ginásio com estudantes, pais, capoeiristas e admiradores da arte esportiva.
Diversos grupos de Capoeira do Rio de Janeiro estavam presentes, como o Terra, a Associação de Capoeira Brasil-África e os Libertadores Capoeira, além de grupos de danças brasileiras, como o Brincando na Roda.
 
Importantes mestres assistiram e participaram das apresentações do jogo. Entre eles, destacam-se Mintirinha, Gilberto da Barra e o próprio Oscaranha.A velha guarda da Capoeira foi homenageada com medalhas e certificados de agradecimentos ao longo do evento.
Apresentações, como a promovida pelos capoeiristas da EEFD, organizado pela professora Rosângela Rufato, com crianças portadoras de necessidades especiais, impressionaram os presentes. O grupo Brincando na Roda se apresentou, mostrando o Maracatu, dança típica brasileira, porém ainda desconhecida por muitos. Outros demonstraram suas habilidades, com movimentos rápidos e acrobacias altas, jogando em harmonia com integrantes de grupos de capoeira.
 
O grupo Herança Negra, que somente acolhe crianças com bom desempenho escolar, trabalha com Jongo, Maracatu e Bumba-meu-boi. De acordo com o coordenador do grupo, Mestre Baiano Rasta, a apresentação “Missa dos negros”, representou a relação entre os negros e Igreja, na qual os primeiros aprenderam ritos da segunda para se defenderem das mazelas impostas durante a era colonial. Sobre o Festival, Mestre Baiano Rasta diz que “é muita emoção ver as crianças se apresentando para os grandes nomes da Capoeira na universidade. O que eu disser será ainda pouco para o que sinto, não há palavras”.Para Amanda Pinheiro, do Mara Brasil, esse tipo de evento é importante para divulgar a cultura negra. O grupo e mais quatro companhias dançaram o Jongo do Rio de Janeiro e o Tambor da Crioula do Maranhão (um dos rituais mais populares da cultura afro).
O reitor Aloísio Teixeira esteve presente, assim como Eliane Frenkel, da Pró- reitoria de extensão (Pr-5), Francisco Strauss, representando o Centro de Ciências da Saúde (CCS), Sônia Castilho, sub-secretária de Esporte do estado do Rio de Janeiro, e Alexandre Mello, diretor da EEFD, para quem a escola, por sua competência, aborda diversas áreas do esporte, tanto científicas quanto culturais e antropológicas. E a Capoeira é um dos bens mais valiosos do povo, pois busca a integração
 
Opinião essa partilhada com o professor Oscaranha: “esse festival abre as portas da Universidade para a cultura popular. Aproxima a sociedade da universidade, cumprindo sua função, que é a integração”.
 
Oscaranha foi o primeiro professor de Capoeira em uma universidade no mundo. A UFRJ foi pioneira na valorização da luta, instaurando como obrigatória a disciplina de Capoeira na EEFD.
 
 
Homenagem de mestre André Lacé
 
Nota de Falecimento: Gilberto Alves de Andrade Oscaranha (Mestre Oscaranha)Professor da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) da Universidade Federal do Rio de Janeiro e defensor da inclusão da Capoeira nas atividades acadêmicas, Oscaranha (foto por Marco Fernandes) foi o primeiro professor universitário de Capoeira do Brasil.
Homem de visão, dentro da própria EEFD criou o Acervo Cultural de Capoeira Arthur Emídio de Oliveira (ACCAEO), por ele considerado, com toda razão, “pólo de resistência cultural dentro da universidade”. Em minha opinião, esse Acervo pode ser considerado uma das mais sérias realizações na área da Capoeiragem, senão a mais séria.
O Acervo (CCAEO) já possui invejáveis registros, nas formas mais variadas – quadros, filmes, livros, artigos, monografias, teses e dissertações, discos, CDs, Cd-rom, DVds, instrumentos musicais, partituras, roupas típicas e uniformes etc – à disposição de todo e qualquer interessado pelo cada vez mais fascinante Mundo da Capoeiragem.  Através do ACCAEO, Oscaranha organizou oito festivais de Capoeira na EEFD, tendo o mais recente, em julho de 2006, reunido cerca de 1500 pessoas, em suas quatro horas de realização.
Professor Joel Pires Marques, ex-aluno da EEFD, amigo leal do grande mestre Oscaranha (que o orientou em sua monografia – Capoeira: jogo atlético brasileiro – cuja leitura recomendo), acredita que, “quando um mestre morre (dia 29 de janeiro), a Capoeira não perde um guerreiro, e sim, ganha mais adeptos e cultuadores de seus ritos, fundamentos e segredos”.
Assim, os que apoiavam as idéias, ideais e realizações de Mestre Oscaranha, certamente continuarão apoiando o Acervo Artur Emídio de Oliveira, sem dúvida, relevem a repetição emocionada, uma das mais importantes iniciativas de todos os tempos no campo da Capoeiragem.

Lançado Edital para O Monumento Zumbi em Salvador

O MINISTÉRIO DA CULTURA – MinC, através da Fundação Cultural Palmares – FCP, publicou hoje no Diário Oficial da União o edital de concurso público nacional para escolha do projeto para o Monumento Zumbi dos Palmares, em Salvador (BA). A proposta é de criação de uma estátua de bronze a ser instalada na Praça da Sé, marco histórico da cidade, com altura de 2,20m e largura aproximada de 1m, para ser exposta sobre um pedestal em granito com cerca de 1,50m de altura. As inscrições começam no dia 30 de janeiro e vão até 15 de março, por meio da ficha de inscrição disponível a partir do dia 30 no site da Fundação Palmares (www.palmares.gov.br). A premiação, a ser entregue na cerimônia de divulgação dos resultados no dia 30 de março, será de R$ 60 mil (R$ 30 mil para o vencedor, R$ 20 mil para o segundo colocado e R$ 10 mil para o terceiro). O concurso é promovido em co-responsabilidade com a ONG baiana A Mulherada.

A coordenação geral do certame ficará a cargo de uma Comissão Organizadora formada por Afonso Luz, consultor do programa Monumenta/MinC; e Zulu Araújo, presidente interino da Fundação Cultural Palmares. Poderão participar do concurso pessoas físicas e jurídicas brasileiras, mediante apresentação de estudo gráfico devidamente cotado e em escala de escolha compatível com o mapa e as fotografias da praça – ambos também disponíveis no site da FCP a partir do dia 30. Os concorrentes deverão enviar à comissão uma apresentação descritiva e justificativa do memorial; um projeto para a implantação deste; vistas de quatro lados e superior do monumento proposto; e espeficações genéricas dos materiais a empregar e dos serviços a serem executados.
 
Entregues em envelope lacrado, os projetos serão abertos logo após o fim do prazo de entrega dos projetos para julgamento. O julgamento do concurso ficará a cargo de uma Comissão Julgadora, formada por Afonso Luz, consultor do programa Monumenta/MinC; Zulu Araújo, presidente interino da Fundação Cultural Palmares; Márcia Genesia Santana, direitora do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN); e Jorge de Souza Conceição e Lázaro Duarte representantes da ONG A Mulherada. São critérios de julgamento, sem distinção de peso: a qualidade estética do monumento proposto; a clareza da proposta; a exeqüibilidade e viabilidade da tecnologia e materiais propostos; o apelo simbólico compatível com o vulto histórico de Zumbi dos Palmares e com a valorização do espaço público e cultural da Praça da Sé, visto que a unidade de referência encontra se inserida em área tombada pelo Governo Federal; e a indicação, no Memorial Descritivo, das referências a estudos e pesquisas relativas à vida, trajetória e características pessoais de Zumbi dos Palmares.
 
Encerrados os trabalhos da Comissão Julgadora, a ONG A Mulherada montará uma exposição dos trabalhos entregues, com destaque aos eleitos para premiação pela Comissão Julgadora. A exposição será aberta em Salvador, no dia 30 de março, mesma data da divulgação dos resultados do concurso.
 
Terreno da Antiga Sé da Bahia (erguida em 1553 e demolida em 1933), a Praça da Sé é um dos principais pontos de lazer de Salvador. O Monumento a Zumbi dos Palmares será instalado no pedestal anteriormente ocupado pelo monumento ao primeiro-governador do Brasil, Thomé de Souza, transferido em 2005 para a praça de mesmo nome, em frente à Prefeitura de Salvador. A estátua fará companhia ao Memorial das Baianas; ao Monumento a D. Pero Fernandes Sardinha, primeiro Bispo do Brasil; e ao monumento Cruz Caída, de autoria do artista plástico Mário Cravo.
 
Fonte: Capoeira CBC

Filme homenageia Mestre João Pequeno

O mestre baiano, doutor em capoeira angola pela UFU, tem história recontada

Mestre João Pequeno é baiano de nascença. Foi em Salvador que aprendeu tudo o que sabe sobre o bailado de origem africana e, de lá, se tornou referência mundial do jogo meio dança, meio luta. Mas parte de seu coração tem um quê de uberlandense. Afinal, foi da Universidade Federal de Uberlândia que recebeu o título de doutor honoris causa pelo seu conhecimento em capoeira angola em dezembro de 2003, um sonho do mestre que foi realizado aqui. E este ano Uberlândia atravessa mais uma vez a vida deste ex-servente de pedreiro que é o mestre de capoeira mais velho do mundo. Começam hoje as gravações do documentário “Doutor Mestre João Pequeno: a história do negro no Brasil através da capoeira angola”, um projeto do professor Guimes Rodrigues Filho, coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFU.
As filmagens acontecem, num primeiro momento, em São Carlos (São Paulo). Durante um encontro de capoeira, as lentes vão captar esta memória viva em ação. Mestre João Pequeno não está na ativa fisicamente, mas a mente ensina como ninguém aos mais jovens. Depois a equipe composta pelo próprio professor Guimes Filho, o diretor Gilson Goulart Carrijo (professor do curso de Cinema do Unitri), os roteiristas Pedro Paulo Freitas Braga (graduando em História) e Karla Bessa (também professora do curso de História na UFU) vão para Salvador, possivelmente em março, para reconstruir os passos do doutor desde sua morada até os locais onde treinava com o mestre Pastinha, um dos que mais contribuíram para difundir a capoeira angola no Brasil. “Vamos passar pela construção no Pelourinho que era a antiga academia de mestre Pastinha, onde João Pequeno tudo aprendeu, do forte para onde a academia se mudou. Enfim, todos os seus passos”, explica Guimes Filho.
Em todos os locais, depoimentos de discípulos de mestre João Pequeno vão ratificar sua importância para o mundo da capoeira, como o do próprio ministro da Cultura, Gilberto Gil, que está programado para abril. Se João Pequeno recebeu do ministério a comenda da Ordem de Mérito Cultural, ninguém melhor que o próprio ministro baiano, que conhece profundamente os mestres de capoeira, para falar de João Pequeno pela visão de quem trabalha com a cultura.

A cena final está programada para acontecer em Uberlândia. Falta ainda uma aprovação oficial, mas a intenção é inaugurar a sala do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UFU com o nome de Mestre João Pequeno. “Seria uma honra tanto para nós quanto para ele, que ficou emocionado com o título de doutor e com o documentário. Afinal alguém precisa se lembrar de eternizar a memória daqueles que transmitem o conhecimento via oral. Porque mestre João Pequeno é praticamente uma biblioteca viva da capoeira angola”, aponta o professor.

Serão entre 30 e 40 minutos de documentário, que será distribuído nas várias entidades como o Museu da República, todos os ministérios, Museu da Imagem e do Som e, posteriormente, veicular na televisão em rede nacional. Tudo possível graças ao programa Capoeira Viva, uma iniciativa do Ministério da Cultura, Petrobras e Museu da República que destinou R$ 20 mil ao projeto uberlandense. “Como foi a UFU que lembrou de homenagear este mestre tão importante para a cultura popular, resolvi inscrever meu projeto para que este conhecimento sobre a capoeira angola não se perca com o tempo. Além de ser uma oportunidade de contar a trajetória do negro no Brasil tomando João Pequeno como exemplo”, finaliza Guimes Filho.

Um presente de 90 anos ao mestre

MANOEL SERAFIM

Momento melhor não há para homenagear João Pequeno. Nascido João Pereira dos Santos, o mestre completa em dezembro 90 anos com o orgulho de ter percorrido o mundo todo para difundir a capoeira angola. Depois de ser servente de pedreiro e tocador de boi, aos 25 anos se encantou com uma roda de capoeira que há poucos anos havia sido liberada no Brasil. A história conta que, em 1850, um decreto-lei proibira a prática da capoeira que, durante o império, era utilizada pelos escravos como forma de acabar com a repressão dos senhores. Considerada violenta e que dava poder aos negros, a luta era reprimida com prisão e açoitamento até que, na era Getúlio Vargas, o presidente se rendeu ao jogo dançado dos negros numa rua da própria Salvador e liberou a prática nas academias.

Foi numa destas que João Pequeno se encontrou com mestre Pastinha, um ícone da capoeira angola no Brasil. Dele foi discípulo e faz questão de mostrar sua arte em todos os cantos do mundo até hoje. A única decepção era não ser reconhecido pelo seu saber, o que mudou quando, finalmente, foi chamado de doutor. “Quando era criança, seu pai o chamava de doutor. E ele nem o colocou para estudar. Já na capoeira, ele é doutor pela sua importância no mundo todo. Um reconhecimento mais que merecido”, conclui Guimes Rodrigues Filho.

Correio de Uberlândia – MG, Brasil

http://www.correiodeuberlandia.com.br

São Paulo: Capoeira no feriado do dia 25

Parque da juventude tem programação especial para o feriado do dia 25
Viver no Parque comemora os 453 anos da Capital com o vento São Paulo, Meu Amor
SÃO PAULO – O Projeto “Viver no Parque”, realizado no Parque da Juventude, preparou uma programação especial para comemorar os 453 anos da cidade de São Paulo. O evento São Paulo, Meu Amor! oferecerá várias atividades gratuitas – inclusive um baile público. Serão 10 oficinas de lazer e cultura, com mil vagas, distribuídas em dois turnos: das 9 às 13 horas e das 14h30 às 17h30.
 
As atividades do dia 25 de janeiro terão início às 9 horas com as oficinas culturais. Às 10 horas, haverá o hasteamento da bandeira de São Paulo, confeccionada pelos alunos da turma de Arte Sucata sob orientação do professor Carlos Gomes. Às 11 horas será a vez da galera da oficina de Dança de Rua , com o professor Dudu, apresentar o resultado do seu trabalho. Além disso, durante todo o dia, um caricaturista presenteará os freqüentadores do parque com seus divertidos desenhos.
 
Os apaixonados por dança de salão poderão requebrar a vontade no “Baile Público”, coordenado pelo professor Matheus Leisnoch, a partir das 16 horas, na Marquise do Parque da Juventude. Quem quiser participar é só escolher o par e sair dançando os diversos ritmos.
 
Sexta-feira
Vale lembrar que na sexta-feira (26/01), haverá as aulas de Tai Chi Chuan, que integram a programação da semana: das 8 às 9 horas e das 9 às 10 horas.
 
Oficinas de Fim de Semana
 
No sábado e domingo, as atividades retornam ao Parque da Juventude, nos turnos das 9 às 13 horas; e das 14h30 às 17h30. São duas mil vagas, divididas nas oficinas de: Contador de Histórias, Noções de Jardinagem, Recreação Circense, Dança (de salão, rua e urbana), Arte Sucata, Construindo o Lazer, Teatro de Fantoches. Também há aulas abertas de Capoeira e Yoga, no sábado; e Tai chi chuan no domingo. As inscrições gratuitas são feitas na hora, basta comparecer ao local. Confira a programação:
 
Contador de Histórias: não são apenas as crianças que mergulham no mundo mágico das histórias. Os adolescentes que participam das atividades também podem se transformar em futuros criadores e contadores de histórias.
 
Teatro de Fantoches: proporciona o acesso a uma das formas mais antigas de teatro, além de ministrar aulas para a construção de bonecos. Esta oficina também trabalha a cultura popular e o estímulo aos movimentos de dedos, mãos e braços.
 
Recreação Circense: são oferecidos exercícios de aquecimento e experimentação dos materiais específicos desta arte, com o objetivo de desenvolver a expressão corporal.
 
Vem Dançar: ensina várias modalidades: Dança de Rua, Danças Urbanas e Dança de Salão. T em como objetivo exercitar o corpo através da dança, resultando na desinibição e auto-confiança, além do bem estar fisico e mental. Integrando o público de todas as idades, as oficinas ministradas rendem coreografias em diversos ritmos.
 
Jardinagem: além das noções de jardinagem, esta atividade trabalha questões básicas, como a conscientização do jovem e o apoio à manutenção dos espaços verdes do Parque da Juventude, incentivando a preservação ambiental e a prática da cidadania.
 
Arte Sucata: o aproveitamento de materiais descartáveis e novos usos como elementos artísticos ou utilitários são algumas das propostas desta oficina, além de estimular a consciência ecológica entre os participantes durante o desenvolvimento das aulas.
 
Construindo o Lazer: lições e práticas para a construção de brinquedos, jogos e instrumentos musicais, entre outros, são alguns dos destaques desta oficina, que trabalha com o aproveitamento de materiais descartáveis, lidando com o lúdico e a conscientização.
Capoeira: mistura de dança e luta nascida nas senzalas, a capoeira serve de instrumento para o resgate cultural das raízes afro-brasileiras e exercício de cidadania.
Tai Chi Chuan: através de movimentos circulares e respiratórios, a atividade busca auxiliar o alongamento do corpo e a ativação da circulação do praticante, relaxando os músculos e oferecendo uma melhor qualidade de vida.
 
Yoga: por meio de exercícios de relaxamento, busca a tranqüilidade mental, concentração, clareza de pensamento e percepção interior juntamente com o fortalecimento do corpo físico e o desenvolvimento da flexibilidade dos participantes.
 
Projeto Viver no Parque
 
Fruto da iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, realizado em convênio com a entidade ECO – Associação para Estudos do Ambiente, o projeto oferece atividades gratuitas de arte-educação, lazer, cultura e cidadania. O objetivo é dar aos jovens e moradores da região que freqüentam o Parque da Juventude a oportunidade de vivenciar experiências e se desenvolver por meio de elementos de cultura. Desde sua implantação em dezembro de 2005, o projeto já beneficiou aproximadamente 50 mil pessoas.
 
Serviço:
 
PROJETO VIVER NO PARQUE – São Paulo, Meu Amor!
 
Dia 25 de janeiro (quinta-feira), das 9h00 as 17h30
 
Inscrições gratuitas para todas oficinas no local.
 
Oficinas de lazer e cultura: 2.000 vagas sábados e domingos
Horários: sábados e domingos, das 9h às 13h; e das 14h30 às 17h30.
 
Capoeira (sábado): 10 às 12h. Yoga (3ª, 5ª e sábado) e Tai chi chuan (4ª, 6ª e domingo): 8h às 9h e 9h às 10h.
 
Parque da Juventude
 
Av. Zaki Narchi, 1309 – Santana (Metrô Carandiru)

I Seminário do Painel de Documentação sobre a capoeira baiana em Salvador & Memorial do Mestre Bimba

Neste seminário, aberto ao público, será apresentado o resultado parcial das recentes pesquisas sobre a capoeira baiana na década de 1940 e o memorial de Mestre Bimba, premiadas pelo Projeto Capoeira Viva. A partir da documentação levantada nos principais jornais da época serão abordados os seguintes temas: a afirmação da cultura afro-descendente no universo político-social da capital da Bahia; a institucionalização da capoeira e a expansão da sua vertente regional; as discussões e controversas sobre a origem da capoeira; as disputas entre as capoeiras baiana e carioca; os debates sobre a eficiência da capoeira regional e as outras lutas e a relação entre a capoeira  e o partido comunista do Brasil. Na ocasião, serão exibidas fotografias, notícias da época, e filmes. Este seminário contará com a presença de Jair Moura, Mestre Nenel, Frede Abreu e Adriana Albert. O objetivo principal do evento é trocar conhecimento e compartilhar com os estudiosos e praticantes da capoeira e o público em geral informações sobre a capoeira baiana deste período.
 
I Seminário do Painel de Documentação sobre a capoeira baiana em Salvador & Memorial do Mestre Bimba nos anos de 1940
 
O seminário será realizado no dia 25 de janeiro às 18hs na Casa da Mandinga.
 
Rua: Comendador José Alves Ferreira, n.160, Garcia.
 
Organização: Instituto Jair Moura, Grupo de Estudos Mestre Noronha e Fundação Mestre Bimba.
 

Fórum discute Lei de Diretrizes e Bases da Capoeira

Pressionar o governo federal e o Congresso Nacional para a elaboração de políticas públicas de fomento à capoeira é o objetivo do IX Fórum de Capoeira, que acontece de 18 a 21 de janeiro, em Salvador (Bahia). Promovido pela Confederação Brasileira de Capoeira (CBC), o evento reúne representantes de federações e ligas de capoeira dos estados da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Amapá, Rio Grande do Sul, Goiás, Pará, Amazonas, Rio Grande do Norte e Espírito Santo. Dirigentes de entidades do Distrito Federal, Santa Catarina, Maranhão, Paraná, Tocantins, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco também participam do encontro, realizado em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e Ministério dos Esportes. O Fórum tem a presença, ainda, de representantes do Governo da Bahia, da prefeitura de Salvador e da OAB Bahia.
De acordo com Gersonilto Heleno de Souza (Mestre Neguinho), presidente da CBC, o encontro acontece num momento afirmativo. “A capoeira tem digital brasileira e DNA africano, mas para consolidá-la temos o desafio de implantar definitivamente a Lei de Diretrizes e Bases da Capoeira (LDBC) como instrumento de garantia de nossos direitos e princípios”, destacou Neguinho.
 
No segundo dia do Fórum acontecem as mesas temáticas que nortearão a elaboração da LDBC. O anteprojeto da lei que cria a Política Nacional de Capoeira, a ser debatido entre os participantes do Fórum, tem oito eixos temáticos: educação; desporto; ação social; meio ambiente; saúde; cultura; organização institucional; e mitos, preconceitos e igualdade racial. No dia 21 a CBC realiza Assembléia Geral Ordinária para escolher os novos vice-presidentes da entidade. O fórum termina com uma roda de capoeira na Lagoa do Abaeté.
 
Ginga Brasil
 
Em seu discurso, a Ministra-Interina da Seppir, Maria do Carmo F. da Silva (Cacá), anunciou a realização do programa Ginga Brasil no decorrer do segundo mandato do presidente Lula e saudou a iniciativa da CBC. “Este Fórum acontece num momento de particular importância em que a Seppir e o Fórum Interministerial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Fippir) buscam garantir a transversalidade das políticas de fomento à capoeira e a outras manifestações da cultura afro-brasileira”, destacou a ministra.
Para Benedito Cintra, assessor especial da Seppir, a capoeira precisa se transformar numa demanda permanente e efetiva. “A organização das entidades de capoeira é fundamental para potencializar a inclusão da capoeira no âmbito das políticas públicas nacionais”, alertou Cintra. Segundo Januário é preciso que haja o reconhecimento e a valorização profissional dos capoeiristas para evitar que a evasão de mestres para o exterior continue. “Somente com o resgate da nossa importância social poderemos consolidar um campo de trabalho que permita aos capoeiristas permanecerem no país e contribuírem para a preservação do patrimônio cultural brasileiro”, afirmou.
 
Luto e protesto
 
Falando em nome dos angoleiros durante a mesa de abertura, Mestre Marinheiro sugeriu um minuto de silêncio em homenagem ao Mestre Antonio Helói dos Santos (Cassarandongo), falecido no final de 2006. Mestre Augusto Januário executou o toque fúnebre de iúna. Representando a capoeira regional, Mestre Saci, presidente da Federação Baiana de Capoeira, destacou o preconceito racial que os negros continuam sofrendo no país. “Mestre Bimba não fez a capoeira regional para a Bahia, mas para o mundo, mas embora a capoeira tenha se expandido internacionalmente, nem tudo são flores. É difícil a gente fazer as coisas do negro no Brasil”, desabafou Saci. Os Mestres Camisa Rôxa e Pelé também prestigiaram o evento.
 
Literatura e artesanato
 
Durante o Fórum divulguei a 2ª. Edição do Dicionário de Capoeira e fiz o lançamento do livro infantil “Eu, você e a capoeira”, ambos de minha autoria. E Mestre Marinheiro expôs sua criativa coleção de berimbaus e artigos de capoeira.
 
O autor é colunista dos sites www.portalcapoeira.com e www.jornalmundocapoeira.com.br. Edita a revista “Capoeira em Evidência” e é repórter do programa de TV “Caderno Educação”. É autor das obras “Dicionário de Capoeira” e “Eu, você e a capoeira” (infantil)
 
manolima@portalcapoeira.com
(55 61)  8407 7960 e 3435 6673

Capoeira no cinema e nos quadrinhos

Durante o lançamento do filme "Mestre Bimba, a capoeira iluminada" em Portugal, o Portal Capoeira fará o sorteio de exemplares do livro infantil "Eu, você e a capoeira", a mais nova estória em quadrinhos sobre a capoeira, escrita pelo Jornalista Mano Lima.
Quem não for contemplado, pode comprar um exemplar com os organizadores do evento ou encomendar pelo correio.
A obra é do jornalista Mano Lima e foi publicada pela Conhecimento Editora. Enquanto aprendem a jogar capoeira, os personagens "Zumbinho", "Natalie", "Pastinho", "Mariana" e "Bimbo" estudam temas como a escravidão e a origem da capoeira nas aulas de história da "Professora Letícia".  A publicação é inspirada na Lei Federal  10.639/2003 que tornou obrigatório o ensino da História e da Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio do Brasil. O gibi é colorido, impresso em papel couchet e inclui um caderno de atividades, com o "ABC da Capoeira" e atividades lúdicas onde a criança interage com a história.
 
Concebido como material pára-didático, pode ser usado por professores de capoeira e de História, Língua Portuguesa e Artes. "Eu, você e a capoeira" marca a estréia do autor na literatura infantil.
 
Mano Lima é autor do "Dicionário de Capoeira" e editor da Revista Capoeira em Evidência.
Escreve para os sítios www.portalcapoeira.comwww.jornalmundocapoeira.com  e  www.temnoticia.com.br.

Santos: Projeto Capoeira Escola agita Mercado Municipal

A apresentação de alunos do projeto Capoeira Escola, desenvolvido pelo professor de educação física, Márcio Santos , movimentou o Mercado Municipal na Vila Nova, na tarde do último sábado (13). O evento atraiu a atenção de moradores que procuravam se informar sobre as aulas abertas à comunidade, que serão ministradas gratuitamente no local, aos sábados, das 14 às 17 horas.
 
O professor ressalta que o objetivo do projeto é contribuir para a revitalização do Centro Histórico, resgatando a cultura e desenvolvendo valores humanos, da educação infantil à terceira idade. Como exemplo dos benefícios do esporte, cita um de seus alunos Cláudio Marcos Coletti, que mesmo sendo portador de deficiência, está no sétimo ano de capoeira e hoje o auxilia nas aulas.
 
Após a mostra de capoeira, houve apresentação do mestre-sala e da porta-bandeira do Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba Vila Nova, fundado em 2001, abrindo os festejos do Carnaval no bairro. Enquanto o samba tomava conta do Mercado, comerciantes realizaram o desmonte da árvore e do presépio natalinos feitos com material reciclável.
 
Inscrições – As inscrições para as aulas podem ser feitas no Mercado Municipal (Praça Iguatemi Martins s/nº, Vila Nova), com a presença dos pais ou responsáveis, no caso de menores de idade. Podem participar crianças acima de quatro anos, adultos (incluindo a terceira idade) e pessoas com deficiência. A iniciativa tem apoio da Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria de Governo.
 
Mais informações no site www.capoeiraescola.com ou pelo telefone 9772-0996
 
http://www.clicklitoral.com.br/03228.html

Lançamento do Filme: Mestre Bimba a Capoeira Iluminada em Portugal

LANÇAMENTO ESPECIAL DO FILME:
MESTRE BIMBA A CAPOEIRA ILUMINADA EM PORTUGAL

Caros Mestres e Capoeiristas

Na esperança de um novo ano repleto de realizações, muita capoeiragem, paz e união, estamos propondo um Encontro de Amigos, onde será exibido em seção especial de lançamento, o filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA com a presença do Diretor Luiz Fernando Goulart, que nos brindará com uma fantástica palestra sobre todo o processo de criação e desenvolvimento do filme e toda a magia que cerca a figura "iluminada" de Manoel dos Reis Machado.

O Encontro, que contará com a presença de diversos grupos de capoeira será uma ótima e única oportunidade em Portugal para mostrarmos a força e a UNIÃO da capoeira e darmos a ela uma grande visibilidade nas mídias nacional e internacional.

Convocamos todos os capoeiristas que nesse período possam estar em Portugal para que compareçam às sessões do filme. Será um excelente momento para levarmos ao mundo a mensagem dos Grandes Mestres do passado, representados no filme pelo inesquecível MESTRE BIMBA.

Depois da exibição do Filme teremos uma grande
RODA DE CAPOEIRA DE MESTRES E PROFESSORES
É fundamental para o sucesso deste evento a participação e cooperação de todos.
Mestres, Contra Mestres e Professores: Organize grupos e ganhe o seu convite!
O filme será exibido nos dias :

19 – Janeiro de 2007 (Sexta-Feira) 19:00 horas – Porto:

Auditório da Paróquia do Padrão da Légua
Travessa Padre Manuel Bernardes, 20 – Padrão da Légua
São Mamede de Infesta
Mapa do local (Versão para impressão)

20 – Janeiro de 2007 (Sábado) 16:00 horas – Lisboa:

Auditório Natália Correia
Rua Rio Cavado, nº3 – Bairro Padre Cruz – 1600-702 Lisboa
Autocarros Carris: 29, 47, e 115
Mapa de Localização (Google Earth)
Programação:

Abertura
Exibição do Filme: Mestre Bimba A Capoeira Iluminada
Palestra com o Diretor – Luiz Fernando Goulart

Debate / Mesa Redonda com o Diretor do Filme e Mestres presentes
Roda de Encerramento (Mestres, Contra mestres e professores)

 

Mestre Bimba a Capoeira IluminadaMestre Bimba a Capoeira IluminadaMestre Bimba a Capoeira Iluminada

Clique nas imagens para ampliar…
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Mestre Bimba a Capoeira Iluminada
Um forte abraço em meu nome, no de toda a equipe do filme e do Portal Capoeira e até lá,
Luiz Fernando Goulart e Luciano Milani
Trechos do discurso “Brasil, Paz no Mundo” proferido em Genebra, na ONU em 19 DE AGOSTO DE 2004,
pelo Ministro da Cultura do Brasil Gilberto Gil :
O nosso país celebra a arte do encontro, da resistência cultural e da fraternidade. É por isso que trago hoje à ONU capoeiristas de todo o mundo para homenagear a Sérgio Vieira e seus companheiros e companheiras. Afinal, ninguém luta só, ninguém dança só. Capoeira é atitude brasileira que reconhece uma história escrita pelo corpo, pelo ritmo e pela imensa natureza libertária do homem frente à intolerância.
(…)
Anunciamos aqui, neste palco da Organização das Nações Unidas, as base de um futuro Programa Brasileiro e Mundial da Capoeira. Agora, quem dá a “volta por cima” é o Estado brasileiro, que vem ao mundo reconhecer a capoeira como uma das mais nobres manifestações culturais. O Ministério da Cultura do governo do presidente Lula passa a reconhecer essa prática como um ícone da representatividade do Brasil perante os demais povos.

Escravos, Capoeira, capoeiragem

O escravo Felipe Angola caminhava sozinho pelas vielas do Rio de Janeiro. Naquele 10 de setembro de 1810, estava longe dos olhos do seu senhor, o comerciante Francisco José Alves, mas era observado de perto. De repente, foi surpreendido por uma patrulha da Guarda Real.

Emboscado, tentou uma manobra que dominava: atacou os guardas com um movimento de pernas. Sua habilidade e força não bastaram para conter os três policiais, que o levaram preso.

Ø      Felipe se tornou o primeiro escravo a ir para trás das grades no Rio de Janeiro por ser capoeirista.

o       A arte marcial (ainda) não era um crime.

§        Só o suficiente para transformar seus adeptos em criminosos em potencial, para uma polícia que agia à revelia da lei.

Praticada por negros de diversas origens africanas, a capoeira não era proibida no início do século 19. A elite carioca, entretanto, se sentia ameaçada pela presença marcante dos capoeiristas (ou "capoeiras") nas ruas.

Enquanto as gangues de lutadores usavam sua arte marcial para disputar território e se defender da polícia, os brancos assistiam a essa agitação temendo que os escravos resolvessem se rebelar para valer. Esse medo tinha sido potencializado pelas notícias da revolta ocorrida no Haiti em 1791. Na ilha caribenha, os escravos tinham abandonado as plantações de cana, destruindo engenhos e massacrado proprietários de terra e colonizadores franceses.

Entre os cariocas, a proporção de escravos não parava de aumentar. Em 1808, quando a família real portuguesa chegou ao Rio fugindo dos exércitos de Napoleão, houve uma explosão demográfica na cidade.

Os mais de 15 mil portugueses que deixaram Lisboa para acompanhar o rei dom João VI fizeram crescer a demanda por cativos.

Em 1821, os escravos eram 46 mil, metade da população do Rio.

Ø      Nas freguesias onde viviam, muitas vezes isoladas pela geografia carioca, os capoeiras passaram a se reunir em "maltas". Essas gangues, formadas por negros africanos e brasileiros, escravos e alforriados, quando se encontravam lutavam até sangrar.

Ø      "As maltas viviam uma rivalidade crônica, o que era esperado em uma sociedade regida pela violência, e não pela harmonia entre as raças", diz o historiador Carlos Eugênio Líbano Soares, autor de A Capoeira Escrava e Outras Tradições Rebeldes no Rio de Janeiro (1808-1850).

o       Graças aos arquivos policiais que documentavam as prisões dos capoeiras[1], historiadores como Soares reconstituíram o que ocorria nas ruas daquela época.

§        Os registros da polícia também ajudaram a entender o nascimento da arte marcial. Como a maioria dos escravos brasileiros ficava na zona rural, durante muito tempo chegou-se a acreditar que a capoeira teria nascido em senzalas ou quilombos.[2]

Ø      "A capoeira aparece nos documentos do século 19 como hegemonicamente urbana", afirma Soares, que considera o Rio como um dos berços da luta, no século 17.

o       Nos documentos históricos em que Soares fez sua pesquisa, há apenas um caso em que a palavra "capoeira" é mencionada sem se referir à luta.

§        Esse era o nome de um tipo de cesto de palha usado pelos escravos para carregar mercadorias na zona portuária do Rio[3].

·        Esses estivadores [4] negros foram os primeiros a exibir as técnicas da arte marcial, competindo entre si nas praias [5] para ver quem era o mais hábil.

§        O nome "capoeira" teria passado dos cestos para os escravos e para seus movimentos de ataque e defesa. [6]

o       Quando saiu das praias, a capoeira deixou de ser apenas diversão e passou a arma de combate. As disputas se espalharam pelas ruas que hoje formam o centro histórico da cidade. Os escravos eram obrigados a cruzar a cidade para realizar suas tarefas diárias, e as brigas entre os capoeiras costumavam ocorrer quando rivais se encontravam ao longo do caminho.

A maioria dos escravos urbanos tinha como rotina fazer compras em armazéns e quitandas, livrar-se do lixo e, principalmente, trazer água limpa para uso doméstico.

Ø      "Não havia água encanada e era preciso buscá-la todos os dias. Assim, para manter seu domínio informal, escravos de uma determinada área tendiam a repelir cativos de outros lugares", diz Soares.

o       As fontes da cidade estavam sempre rodeadas de gente. O maior reservatório público ficava no largo da Carioca. Seu chafariz, construído em 1723 (e demolido em 1925), assistiu a exibições dos capoeiras.

A ausência de leis que proibissem a capoeira não impediu que os castigos contra seus praticantes se tornassem cada vez mais severos, principalmente após a chegada da família real portuguesa. Para as autoridades, qualquer manifestação cultural dos negros passou a ser malvista. [7]

A capoeira era alvo das patrulhas mesmo quando não provocava desordem. Em 31 de maio de 1815, por exemplo, dez escravos de uma mesma malta foram presos pela Guarda Real sob a alegação de que estavam praticando "capoeiragem".

 

Chibatadas e servidão

A prisão foi apenas a primeira punição para os capoeiras, que passou a ser acrescida de castigos corporais.

Ø      Um edital oficial de 6 de dezembro de 1817 estabeleceu a pena de 300 chibatadas aos praticantes da arte presos em flagrante.

o        Em abril de 1821, o intendente geral de polícia, Paulo Fernandes Viana, recomendou ao governo que as festas de negros (palco de prática de capoeira) fossem banidas.

No Brasil de dom Pedro I, os capoeiras detidos pela polícia do Rio de Janeiro ganharam um destino certo: os trabalhos forçados, que haviam se tornado comuns no fim da colônia, combinados às chibatadas.

Em agosto de 1824, começou a ser erguido um dique para o conserto de grandes navios na ilha das Cobras, próxima à orla carioca (a construção só ficaria pronta em 1861).

Ø      A necessidade de mão-de-obra fez com que muitos dos capoeiras presos no Arsenal da Marinha (então a maior casa de detenção do Rio) fossem obrigados a trabalhar lá[8].

o       Seus senhores ficavam indignados. Não necessariamente por razões humanitárias,  os cativos eram vistos como propriedades caras que não deviam se desgastar trabalhando de graça para o Estado.

O africano Francisco Congo foi um dos que receberam a pena de três meses de trabalhos forçados no dique da ilha das Cobras. Às 5 da tarde de 29 de setembro de 1824, foi preso com outros três escravos por praticar capoeira no cruzamento das ruas do Sabão e da Vala (atual rua Uruguaiana, no centro do Rio).

O senhor de Francisco, Domingos José Fontes, apelou ao imperador para que tivesse seu escravo devolvido. Alegou que o cativo lhe servia há mais de dez anos. Ao pedido escrito, Fontes anexou uma certidão médica dizendo que Francisco não podia com trabalhos pesados. Lamentou em vão a falta do escravo, que seguiu à disposição do Arsenal da Marinha e ainda recebeu 200 açoites, conforme estipulado por uma nova lei daquele ano.

Em poucos anos de Império, a arbitrariedade na aplicação das penas aos capoeiras parecia sem limite. O forro Manoel Crioulo, por exemplo, foi sentenciado a dois anos de trabalhos em obras públicas e mandado ao Arsenal da Marinha em 14 de maio de 1827, por ter dado "uma bofetada de mão aberta".

Ø       Mesmo sendo considerados marginais e desordeiros pelo Estado, os capoeiras acabaram sendo solicitados para manter a ordem[9].

o       Em junho de 1828, as tropas estrangeiras do Exército Imperial, formadas principalmente por irlandeses e alemães, ameaçaram um levante militar por conta do atraso no pagamento de seus soldos.

o       Armados, com o apoio das autoridades, escravos e capoeiras formaram milícias e conseguiram conter a agitação dos mercenários amotinados.

Uma demonstração de poder e tanto!

 

Guerra nas ruas

O ano de 1831 foi marcado pela oposição dos liberais ao reinado de dom Pedro I, que acusavam o imperador de discriminar os brasileiros e cometer abusos.

Em contrapartida, portugueses defendiam a manutenção do monarca e de antigos privilégios.

Os ânimos andavam exaltados.

Em 11 de março os portugueses enfeitaram janelas e sacadas de suas casas e comércios na região da Candelária. Saudavam o imperador, que chegava de uma viagem a Minas Gerais.

Quando passeava pela rua da Quitanda, o sapateiro negro José Antônio foi insultado por um grupo de lusos, que exigiam que ele e suas duas acompanhantes tirassem do braço os laços que ostentavam, com as cores da pátria brasileira.

Ø      Os três se recusaram e se queixaram à polícia sobre a agressão. [10]

A partir daquele momento, o acirramento entre portugueses e brasileiros entrou numa escalada sem volta.

Durante o dia 13, enquanto militares se insurgiam contra o "imperador tirânico", um grupo de negros armados de paus ocupou as ruas ao redor do largo da Carioca bradando "constituição" e "independência". Os monarquistas saíram a campo com o apoio de marinheiros e caixeiros portugueses.  Os xingamentos deram lugar a pedras, cacos e garrafas. Capoeiras[11] distribuíam golpes certeiros enquanto os brancos se defendiam como podiam. Foram feitos disparos de pistolas e pelo menos dois negros caíram mortos. A multidão se dispersou, temporariamente.

O temporal que caiu sobre a cidade naquela noite acalmou os ânimos, mas os conflitos seguiram. Já era madrugada do dia 15 quando uma patrulha da polícia evitou que mais de mil homens armados se digladiassem em pleno Paço Imperial.

  • A sorte de dom Pedro, contudo, foi selada por esses episódios, conhecidos como "as noites das garrafadas".[12]
    •  A elite brasileira e o Exército seguiram pressionando por mudanças no regime, até que, em 7 de abril de 1831, o monarca abriu mão do trono em favor do filho de 5 anos. Como o menino era jovem demais, os liberais assumiram o governo, no período chamado Regência.

Ø      O apoio dado pelos capoeiras [13] à queda do imperador, entretanto, não garantiu a eles nenhum privilégio.

o       Pelo contrário: o sucesso de sua atuação nos conflitos de rua acabou sendo interpretado pela elite como uma ameaça.

§        Afinal, se voltassem a agir juntas, as gangues de escravos do Rio representariam um sério perigo para os senhores.

Dessa forma, os primeiros anos do período regencial foram marcados pela expectativa de um levante da chamada "gente preta". O temor acabou se traduzindo em repressão, mas a Polícia da Corte não fez uso só da força. Com táticas de espionagem e delação, ela sufocou uma a uma todas as agitações promovidas sob a liderança dos capoeiras.

A pior ocorreu em1835, com a repercussão da Revolta dos Malês, iniciada em 25 de janeiro, em Salvador. Contida na Bahia em dois dias, a insurreição acabou não chegando ao Rio.

Os poucos negros que tentaram insuflá-la foram detidos.

Nos anos posteriores, as gangues não conseguiram atuar de forma coesa; Isoladas, eram presas fáceis para as autoridades e não tinham força para articular um movimento que exigisse direitos e liberdade.

Ø      "Os cativos não representavam um grupo social coeso. A população escrava brasileira era fragmentada", afirma o historiador Soares.

o       "Se aqui tivesse havido uma suposta unidade racial, pensamento só vigorante a partir do fim do século 19, a escravidão teria sido eliminada em dias, como ocorreu no Haiti."

§        Nem mesmo a abolição da escravidão e a proclamação da República serviram para acabar com a repressão contra os capoeiras. Em 11 de outubro de 1890, foi promulgado o código penal do novo regime. Em seu artigo 402, ficou estabelecida uma pena de dois a seis meses de prisão para quem praticasse a arte marcial nas ruas.

·         Para os chefes das maltas, essa punição seria aplicada em dobro, enquanto os reincidentes poderiam ficar presos por até três anos.

Ø      A capoeira, finalmente, havia se tornado crime, para o alívio da elite que vivera amedrontada por quase um século.

 

O escravo Felipe Angola caminhava sozinho pelas vielas do Rio de Janeiro.

Naquele 10 de setembro de 1810, estava longe dos olhos do seu senhor, o comerciante Francisco José Alves, mas era observado de perto.

De repente, foi surpreendido por uma patrulha da Guarda Real.

Emboscado, tentou uma manobra que dominava: atacou os guardas com um movimento de pernas.

Sua habilidade e força não bastaram para conter os três policiais, que o levaram preso.

Ø      Felipe se tornou o primeiro escravo a ir para trás das grades no Rio de Janeiro por ser capoeirista. A arte marcial (ainda) não era um crime. [14]

o       Só o suficiente para transformar seus adeptos em criminosos em potencial, para uma polícia que agia à revelia da lei.

Praticada por negros de diversas origens africanas, a capoeira não era proibida no início do século 19.

A elite carioca, entretanto, se sentia ameaçada pela presença marcante dos capoeiristas (ou "capoeiras") nas ruas.

Ø      Enquanto as gangues de lutadores usavam sua arte marcial para disputar território e se defender da polícia, os brancos assistiam a essa agitação temendo que os escravos resolvessem se rebelar para valer.

o       Esse medo tinha sido potencializado pelas notícias da revolta ocorrida no Haiti em 1791. [15] Na ilha caribenha, os escravos tinham abandonado as plantações de cana, destruído engenhos e massacrado proprietários de terra e colonizadores franceses.

Entre os cariocas, a proporção de escravos não parava de aumentar.

Em 1808, quando a família real portuguesa chegou ao Rio fugindo dos exércitos de Napoleão, houve uma explosão demográfica na cidade.

Ø      Os mais de 15 mil portugueses que deixaram Lisboa para acompanhar o rei dom João VI fizeram crescer a demanda por cativos.

o       Em 1821, os escravos eram 46 mil, metade da população do Rio.

§        Nas freguesias onde viviam, muitas vezes isoladas pela geografia carioca, os capoeiras passaram a se reunir em "maltas". Essas gangues, formadas por negros africanos e brasileiros, escravos e alforriados, quando se encontravam lutavam até sangrar.

Ø       "As maltas viviam uma rivalidade crônica, o que era esperado em uma sociedade regida pela violência, e não pela harmonia entre as raças", diz o historiador Carlos Eugênio Líbano Soares, autor de A Capoeira Escrava e Outras Tradições Rebeldes no Rio de Janeiro (1808-1850).

Ø      Graças aos arquivos policiais que documentavam as prisões dos capoeiras, historiadores como Soares reconstituíram o que ocorria nas ruas daquela época.

o       Os registros da polícia também ajudaram a entender o nascimento da arte marcial.

§        Como a maioria dos escravos brasileiros ficava na zona rural, durante muito tempo chegou-se a acreditar que a capoeira teria nascido em senzalas ou quilombos. [16]

Ø      "A capoeira aparece nos documentos do século 19 como hegemonicamente urbana", afirma Soares, que considera o Rio como um dos berços da luta, no século 17.

o       Nos documentos históricos em que Soares fez sua pesquisa, há apenas um caso em que a palavra "capoeira" é mencionada sem se referir à luta.

o       O nome de um tipo de cesto de palha usado pelos escravos para carregar mercadorias na zona portuária do Rio. Esses estivadores[17] negros foram os primeiros a exibir as técnicas da arte marcial, competindo entre si nas praias para ver quem era o mais hábil. O nome "capoeira" teria passado dos cestos para os escravos e para seus movimentos de ataque e defesa.[18]

Quando saiu das praias, a capoeira deixou de ser apenas diversão e passou a arma de combate. [19]

As disputas se espalharam pelas ruas que hoje formam o centro histórico da cidade.

Os escravos eram obrigados a cruzar a cidade para realizar suas tarefas diárias, e as brigas entre os capoeiras costumavam ocorrer quando rivais se encontravam ao longo do caminho.

A maioria dos escravos urbanos tinha como rotina fazer compras em armazéns e quitandas, livrar-se do lixo e, principalmente, trazer água limpa para uso doméstico.[20]

"Não havia água encanada e era preciso buscá-la todos os dias. Assim, para manter seu domínio informal, escravos de uma determinada área tendiam a repelir cativos de outros lugares", diz Soares.

As fontes da cidade estavam sempre rodeadas de gente. O maior reservatório público ficava no largo da Carioca. Seu chafariz, construído em 1723 (e demolido em 1925), assistiu a exibições dos capoeiras.

A ausência de leis que proibissem a capoeira não impediu que os castigos contra seus praticantes se tornassem cada vez mais severos, principalmente após a chegada da família real portuguesa.

Ø      Para as autoridades, qualquer manifestação cultural dos negros passou a ser malvista.

o       A capoeira era alvo das patrulhas mesmo quando não provocava desordem.

Ø      Em 31 de maio de 1815, por exemplo, dez escravos de uma mesma malta foram presos pela Guarda Real sob a alegação de que estavam praticando "capoeiragem[21]".

 

Chibatadas e servidão

A prisão foi apenas a primeira punição para os capoeiras.,que passou a ser acrescida de castigos corporais.

Ø       Um edital oficial de 6 de dezembro de 1817 estabeleceu a pena de 300 chibatadas aos praticantes da arte presos em flagrante.

Ø       Em abril de 1821, o intendente geral de polícia, Paulo Fernandes Viana, recomendou ao governo que as festas de negros (palco de prática de capoeira) fossem banida[22]s.

No Brasil de dom Pedro I, os capoeiras detidos pela polícia do Rio de Janeiro ganharam um destino certo: os trabalhos forçados[23], que haviam se tornado comuns no fim da colônia, combinados às chibatadas.

Em agosto de 1824, começou a ser erguido um dique para o conserto de grandes navios na ilha das Cobras, próxima à orla carioca (a construção só ficaria pronta em 1861).

A necessidade de mão-de-obra fez com que muitos dos capoeiras presos no Arsenal da Marinha (então a maior casa de detenção do Rio) fossem obrigados a trabalhar lá. Seus senhores ficavam indignados. Não necessariamente por razões humanitárias, os cativos eram vistos como propriedades caras que não deviam se desgastar trabalhando de graça para o Estado.[24]

O africano Francisco Congo foi um dos que receberam a pena de três meses de trabalhos forçados no dique da ilha das Cobras.

Às 5 da tarde de 29 de setembro de 1824, ele foi preso com outros três escravos por praticar capoeira no cruzamento das ruas do Sabão e da Vala (atual rua Uruguaiana, no centro do Rio).

O senhor de Francisco, Domingos José Fontes, apelou ao imperador para que tivesse seu escravo devolvido. Alegou que o cativo lhe servia há mais de dez anos.

Ao pedido escrito, Fontes anexou uma certidão médica dizendo que Francisco não podia com trabalhos pesados.

Lamentou em vão a falta do escravo, que seguiu à disposição do Arsenal da Marinha e ainda recebeu 200 açoites, conforme estipulado por uma nova lei daquele ano.

Em poucos anos de Império, a arbitrariedade na aplicação das penas aos capoeiras parecia sem limite. O forro Manoel Crioulo, por exemplo, foi sentenciado a dois anos de trabalhos em obras públicas e mandado ao Arsenal da Marinha em 14 de maio de 1827, por ter dado "uma bofetada de mão aberta".

Ø      Mesmo sendo considerados marginais e desordeiros pelo Estado, os capoeiras acabaram sendo solicitados para, manter a ordem.

Em junho de 1828, as tropas estrangeiras do Exército Imperial, formadas principalmente por irlandeses e alemães, ameaçaram um levante militar por conta do atraso no pagamento de seus soldos.

Ø      Armados, com o apoio das autoridades, escravos e capoeiras formaram milícias e conseguiram conter a agitação dos mercenários amotinados.

Uma demonstração de poder e tanto!


[1] Grifo AADF

[2] Idem

[3] Idem

[4] Observe-se que esta é uma atividade da população portuária. Grifo e observação de AADF.

[5] Idem

[6] Capoeira como sinônimo de capoeirista. Nota AADF

[7] Grifo AADF

[8] Idem

[9] Idem

[10] Grifo AADF

[11] Idem

[12] Idem

[13] Capoeirstas.Nota AADF

[14] Grifo AADF

[15] Idem

[16] Idem

[17] Idem

[18] Por metonímia. Nota AADF

[19] Idem

[20] Grifo AADF

[21] Idem

[22] Idem

[23] Idem

[24] Idem