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Fevereiro 2007

Vendo Artigos de: Fevereiro , 2007

A Capoeira no Labirinto das Possibilidades

A Capoeira no Labirinto das Possibilidades
Historia, símbolos, significados e significantes.
Em um mundo de dualidades e dialéticas, tentaremos discutir algumas questões para além do certo e errado, preto e branco, sol e lua, dia e noite, bem e mal. Propomos uma "trialética" nas possibilidades, pois queremos dialogar com uma terceira lógica (polilogica) que acrescente sem inviabilizar ou sobrepor as anteriores, queremos cantar “cantando” de improviso ou tocar no improvável de um rítimo que ainda não pertença a ‘melodia” da vida cotidiana, inalterada e sistematizada pela repetição burocrática dos fazeres pensantes desde Aristóteles.
 
Para esclarecer o intuito deste trabalho, sugiro que imaginemos uma simples árvore, que ao ser olhada por um agricultor desperta o interesse por sua capacidade produtiva, já para homem faminto desperta a perspectiva de alimento por seus frutos, num marceneiro despertaria a idéia de construção de móveis e no cupim despertaria o alimento pela sua madeira, ou seja, mesmo um símbolo simples como uma árvore poderá despertar diferentes possibilidades de desejos e interpretações a partir dos significados dados a mesma por variados significantes.Trazendo para o mundo da capoeira, se pensarmos no berimbau, símbolo máximo da capoeiragem, logo entenderemos, pois o mesmo não fez sempre parte da capoeira, mas hoje é impossível pensar na capoeiragem sem ele, portanto, o que teria sido dessa necessária associação, se quando o primeiro berimbau que fosse introduzido na capoeira, alguém falasse: Epa…. Isso não pode, pois esse instrumento não faz parte das tradições da arte..?  Talvez um outro instrumento ocupasse o lugar do berimbau, ou não, mas a questão principal não é essa e sim, que em dado momento histórico o novo foi aceito, modificando as regras e sendo resignificado diante de uma comunidade, portanto pensar hoje em produção de conhecimento em capoeira passa necessariamente por reconhecer a mudança num contexto de significados e significantes.
 
Como arqueiro de nossa história tencionarei  o arco e flecha da vida, puxando a seta do saber para “traz” e apontando-a para frente, flecharei no futuro algumas possibilidades a partir de interlocuções com o passado e seus diferentes contextos. Pergunto-me se Bimba hoje teria uma Regional de sistematização tão próxima dos métodos de ginástica, mesmo sabendo que atualmente não estamos tão influenciados pelos mesmos nem vivemos uma ditadura facista  que nos obrigue a criar um método com a “cara” de nossa sociedade?  Ou consideraremos puro acaso esses acontecimentos?  Recuso-me e pela negação desses acasos proponho nos dias de hoje a “Polilogica”, ou seja, uma possibilidade de analise da capoeiragem que ultrapasse o certo e errado, tradicional e moderno, proponho partirmos para o funcional legitimado pelos atores sociais diretamente implicados nessa arte, defendendo o diálogo para os combinados palpáveis no cotidiano e não as tradições empoeiradas dos livros da estante ou de cabeças do mundo de “Peter pan”, que não admitem crescer, transformando suas práticas em verdadeiras “terras do nunca”.
 
Ainda temos a Regional de Bimba, Angola de Pastinha ou os berimbaus de Waldemar? Arrisco-me a dizer que não, e isso pelo simples fato de ter sido impossível para Bimba remontar a capoeira de Bentinho ou Pastinha à de Benedito, pois os tempos mudam as pessoas e as pessoas mudam os tempos, sendo a dinâmica cultural impossível de ser congelada ou “xerocada” em sua totalidade.  Quem se considerar “Capoeira XEROX” que atire a primeira pedra…
 
Quero deixar claro que não faço aqui apologia a essas aberrações vendidas por aí com o nome de capoeira, pois não estou defendendo a lógica de que qualquer mudança e necessária e justa, e sim que são legítimas as mudanças adaptativas da capoeira há nosso tempo, desde que as mesmas tenham referencias na ancestralidade histórica e funcional da arte.
 
Uma preocupação que não devemos deixar passar desapercebida e que não podemos confundir as mudanças funcionais adaptativas com a subserviência aos ditames do capital, ou seja, não podemos ingenuamente pensar que a dita capoeira “contemporânea” representa a modernidade, o estilo mais moderno e todo resto e coisa do passado, pois os elementos metodologicos dessa forma “bizarra” de capoeira não possuem nada de “novo”, haja vista, que ainda utilizam processos de estímulo-resposta, macro ginástica, adestramento e seqüências idiotizantes, como os velhos métodos de ginástica da década de trinta, sendo assim, o que existe de moderno nessa “nova-velha” capoeira? Talvez seja a aparência superficial ou o significado dado por um significante alienado e desprovido de elementos teóricos para identificar os equívocos do método hora mascarado pela falsa modernidade.
 
A capoeira contemporânea carioca propõe seqüências de ensino de mandinga, negarças e até mesmo de posturas para se colocar numa roda, ou seja, seria como tentar reproduzir em serie, seqüências, a poesia de Caetano Veloso, as pinturas de Rugidas, as composições de Chiquinha Gonzaga ou o canto de Paulo dos Anjos. Impossível, pois no máximo o que conseguem é fazer cópias mal feitas de uma coisa “Denorex”, que parece, mas não e…  A nossa capoeira não cabe nessa “industrialização de homens”, e isso não só pela minha vontade, mas por sua referencia histórica repleta de uma ancestralidade que em seu método, de ensino-aprendizagem, denota um caminho no sentido contrário ao positivismo dessa ciência “gelada” e dos ditames técnicos-metodologicos alienantes da classe dominante.
 
E necessário, portanto um processo de investigação da realidade que possa desnudar as contradições do modo de produção, revelando historicamente as ingerências do capital na maior parte de vida humana, incluindo a capoeiragem, ou seja, precisamos verificar criticamente o que chamamos hoje de capoeira e qual seu impacto na formação humana e que projeto de sociedade esta sendo defendido na sua prática diária, pois a falácia da capoeira “moderna” poderá facilmente se transformar facilmente na mentira que vira verdade por ter sido dita muitas vezes.
 
Sendo assim precisamos com certeza entender que a cultura e dinâmica e como tal transforma e sofre transformações, sendo assim, a capoeira de hoje deverá certamente ser diferente da de ontem, e não podemos temer ou resistir a isso, desde quando estejamos atentos as referências históricas da arte, sua base filosófica ancestral e as necessidades reais de construção de uma sociedade mais justa, autônoma, crítica e criativa.

O Encontro

UM CAPOEIRA SÓ SABE QUEM É O OUTRO QUANDO SE ENCONTRAM NO JOGO,NA RODA.
ALI DESTROEM-SE MITOS,
CONSTROEM-SE SEGREDOS,
COISAS QUE A RODA NÃO VIU.
MAS QUEM JOGOU SENTIU.
CAPOEIRA É ESTÓRIA E HISTÓRIAS
NÃO TEM MENTIRA NEM VERDADES,
TEM REALIDADES QUE SÓ QUEM VIVEU,
E VAI VIVER, PODE CONTAR.
METÁFORAS COMPORTAMENTACIONAIS,
DIRETAMENTES PROPOSTAS, AO INVERSO
DO COEFICIENTE DO SUJEITO OCULTO
DO OBJETO DIRETO, ONDE A RAIZ QUADRADA
DO NADA, É A ESSENCIA DO TODO.
 
 
Mestre Alexandre Batata

Portugal: Meeting Internacional de Capoeira Primavera em Faro

Um dos grandes eventos da capoeira em Portugal irá acontecer na primavera, início de Abril, em Faro. A organização é da Companhia de Capoeira Contemporânea sob a batuta do carismático e ímpar Mestre Alexandre Batata, figura única, complexa e um dos grandes cantadores da capoeira.
O bom humor, a alegria e o prazer do encontro e da camaradagem estão garantidos, pois para este ano o Meeting tem uma extensa lista de convidados especiais.
 
Uma excelente oportunidade para aumentar a bagagem, papoeirar e capoeirar muito!!!
Não perca este encontro, eu estarei lá e voce?
Luciano Milani
O Meeting Internacional de Capoeira Primavera em Faro, organizado pela C.M Faro e a Associação Companhia de Capoeira Contemporânea, tem como objectivo reunir os capoeiras para um convívio de três dias, onde todos os presentes, desde os mais inexperientes aos mais vividos no mundo da capoeiragem tenham oportunidade de jogarem muita capoeira, trocarem experiências e serem felizes.
 
Levar à sociedade não capoeirista a sensação de alegria do povo brasileiro, além de informações sobre a grande “Embaixadora da Língua  Portuguesa” a Capoeira .
 
Este ano, o Meeting acontecerá no Sporting Clube Farense, Cidade de Faro, Portugal. Onde acontecerão exposições, apresentações de Capoeira e Danças folclóricas brasileiras (Maculelê, Samba de roda ,puxada de rede e outras mais)pelos grupos  presentes (fotos, vídeos, história de sua formação, livros etc…),tudo aquilo que possa ilustrar os caminhos já percorridos e a percorrer.
Faremos também, uma feira com venda dos mais diversos materiais utilizados na capoeira (o lucro das vendas será todo revertido para o expositor do material) para que isto ocorra, é necessário, a colaboração e empenho do maior número de participantes possível., lembrando, que a região do Algarve nesta época do ano tem um fluxo muito grande de turistas.
 
Meeting Internacional de Capoeira Primavera em FaroAs rodas de capoeiras acontecerão ininterruptamente durante todo o evento, sendo que este ano, serão rodas dirigidas por Mestres que as conduzirão de acordo com as suas “verdades de fundamentos”( formação da bateria ,formas de canto, palmas ,estruturas de jogos) resultando  assim num intercâmbio de informações.
Contamos mais uma vez com a presença de Suas Exªs. o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Faro, o Sr. Embaixador do Brasil e o Sr. Governador Civil de Faro , Realizaremos, na Sexta dia 06 as 20.00hs , uma passeata pela cidade com todos os capoeiras tocando seus instrumentos .
TRAGA O SEU BERIMBAU!
 
Convidados:
 
MESTRES
Umoi, Nininho, Nilson(Nilsão), Chapão, Pantera, Maclau, Cota,Bailarino, Tucas, Nino Alves, Jerusa, Sanhaço, Barão,Bolão(mestrando),Birrila, Chocolate, Saulo, Gege, Will, Sombracelha, Canhoto, Ulisses, Leonan, Pitbull, etc …
 
CONTRAMESTRES
Marco Antonio, Betão, Zé Gotinha, Pernalonga(Alemanha), Nagô, Leozinho, Pernalonga (Portugal), ET, Coruja.Nilso
 
ESPECIAIS
Professora Fada, Meline e Ariranha (Alexandre também)
 
PROFESSORES
Macaúba, Mussum, Arroz-doce, Papagaio, Bokazul, Tito, Bola, Conde, Kojak, Tico-Tico, Birita, Cogumelo, Guerreiro, Fada, xié, Skank, Brancão, Luciano Milani e Pacheco.
 
Monitores,estágiarios e profissionais de capoeira:São todos bem vindos.
 
Equipe de DANÇAS FOLCLÓRICAS BRASILEIRA DO GRUPO ALTO ASTRAL.
 
OS MESTRES CONTRAMESTRES E PROFESSORES DA LISTA DE CONVIDADOS SÃO AQUELES QUE JUNTOS JÁ FIZERAM OS OUTROS MEETING,SENDO QUE 80% JÁ CONFIRMOU PRESENÇA.
 
"QUEM NÃO GOSTA DE ALGUÉM,NÃO PRECISA AGREDI-LO,BASTA IGNORAR O ÓDIO E CONVIVER COM QUEM GOSTA"
 
Se por acaso me esqueci de alguem me digam.
E todos os Capoeiras que quiserem participar.
 
CONVIDADOS ESPECIAIS MAIS DO QUE ESPETACULARES
SPECIAL GUEST:
OS ALUNOS,OS ALUNOS,OS ALUNOS,OS CAPOEIRAS E VC!
 
Mestre Alexandre Batata
 
Meeting Internacional de Capoeira Primavera em Faro 
 
Meeting Internacional de Capoeira Primavera em FaroASSOCIAÇÃO COMPANHIA DE CAPOEIRA CONTEMPORÂNEA
 
e-mail: ciacapoeiracontemporanea@gmail.com  
 
Mestre Batata – Telf.00351 91 682 85 88
 
 
Programação e Inscrição: Acesse o link para maiores informações:
 
http://meetingcapoeirafaro2007.pt.vc/
 

CAPOEIRAGEM, A VERDADE DE CADA UM

Fórum Virtual, março, 2007
 
A terceira edição, em português, do meu “cordel” Capoeiragem no Rio de Janeiro, no Brasil e no Mundo será lançada em Abril. Com nova capa (que logo será plagiada como as anteriores) e várias outras alterações.
Acrescento nova Apresentação que, tenho certeza, reacenderá boas e saudáveis polêmicas. Acrescento, também, mais dois extraordinários mestres – Camaleão e Pedrinho de Caxias. No primeiro caso, reparo grave injustiça, pois, Seu Camaleão deveria estar presente desde primeira edição, vez que acompanho o seu bom trabalho há muito tempo, e tenho respeitável acervo fotográfico comprobatório.
Tanto assim que, na revisão final, tratei de substituir a foto tirada no Museu do Louvre, junto ao intrigante trabalho de Borghese (foto que poderia ter entrado no Código da Vinci…) por uma outra, onde Papai Camaleão (Marselha, França!) aparece com sua linda recém-nascida filhinha, Mademoiselle Yara Marisa. Que Deus abençoe especialmente essa família!
Quanto ao Pedrinho, atualmente brilhando na Espanha, deixa sempre, em suas andanças pelo mundo,
as portas abertas para voltar. Como constatei recentemente, em Buenos Aires, conversando com duas lindas ex-alunas do jovem Mestre.
 
Mestre  CamaleãoComo não poderia deixar de ser, dei mais relevância ao espaço de Mestre Marujo que tão prematuramente resolveu nos deixar. Para tanto tive que sacrificar o espaço de Mestre Chaminé, excelente figura, meu vizinho, o que lamento muito. Corte que me dá oportunidade de reafirmar a limitação do meu “Cordel”, que não pode, em hipótese alguma, ser avaliado como se fosse um Atlas da Capoeiragem no Rio de Janeiro. Projeto que idealizei e elaborei há mais de quatro décadas e que, finalmente, em vários estados, começa a sair do papel. Esses ATLAS ESTADUAIS, sim, poderão e deverão contemplar todos os mestres que estão ou passaram por cada estado.
 
Meu cordel, que nem chega a ser um cordel de verdade, como tão bem fazem os paraibanos (tanto assim que vários deles inspiraram e inspiram cantigas de capoeira), apenas cita uns poucos mestres. Utilizei, sobretudo, critérios jornalísticos, procurando ao mesmo tempo dar espaço para alguns extraordinários capoeiras que desconhecem ou não podem usar esquemas marqueteiros quase diabólicos (como alguns fazem).
O que aumenta a Torre de Babel dentro da Capoeira, as versões e as polêmicas excessivamente apaixonadas, onde o fanatismo e mercantilismo se unem para vencer a corrida a qualquer preço.
É “a verdade de cada um”, que só pode ser combatida, pacientemente, utilizando-se o genial entendimento de Pirandelo (“Assim é, se assim lhe parece”) e, de modo firme e sereno, continuando a luta pela verdade verdadeira. Mostrando as incongruências de certas versões e, sobretudo, mostrando provas irrefutáveis sobre a verdadeira História da Capoeiragem no Brasil.
 
Mestre  CamaleãoPerco, aqui e ali, uma batalha, mais ao final, não tenho dúvida, sobreviverá apenas a história verdadeira. Aonde, aliás, todos ficam muito bem.
Praticamente todos novos livros e trabalhos a universitários já estão dedicando espaços, cada vez maiores, à Capoeira Utilitária de Sinhozinho, e à importância da capoeiragem do Rio Antigo na formação da capoeira contemporânea etc.
Começa-se a discutir, também, agora com seriedade, o que será, final, “eficácia na capoeira”?
Tais temas, fundamentais, já podem ser encontrados, como adiantei, em trabalhos acadêmicos recentes, como é bom exemplo a monografia “Capoeira: Jogo Atlético Brasileiro (EEFD/UFRJ)”, do Professor Joel Pires Marques, Diretor Cultural da Federação Fluminense de Capoeira, bacharel em Direito e contramestre de capoeira.
Quem estiver interessado em ler o trabalho bastará acessar http://www.capoeirajogoatletico.com/.
 
Mestre  CamaleãoOutro bom exemplo, embora ainda embrionário, é o trabalho de pesquisa que o Professor Ricardo Lussac, Mestre Teco, está fazendo para a cadeira História do Esporte (Professor Doutor e Orientador Professor Doutor Manoel José Gomes TUBINO). Dentro do tema geral da pesquisa – “Aspectos Filosóficos e Sociais do Esporte” – Ricardo Teco escolheu o mote: Irradiação & Atração Sócio-Cultural, Esportiva e Econômica das Cidades Maiores – Mestre Sinhozinho no Rio de janeiro”.
 
Em suma, a preocupante mesmice na qual os livros e artigos estavam se atolando, começa a ser eliminada. Isso será extremamente benéfico para a Capoeiragem e para os capoeiras.
 
Em seguida ao Cordel, estarei lançando meu primeiro livro de literatura pura, no Iate Clube do Rio de Janeiro, mas isso, concordo com vocês, não tem nada a ver com a nossa querida Capoeiragem.
Ou tem?

Fundação AlphaVille promove batizado de capoeira do grupo Renascer

Capoeira pode ser luta, dança, esporte, jogo, defesa pessoal, ginástica, folclore, arte, educação física, brincadeira, arte marcial, dentre outras definições. Berimbau, pandeiro, atabaque, reco-reco, agogô são os instrumentos usados para ritmar este bailado que era praticado, escondido, nas senzalas como uma brincadeira de Angola, e atualmente é uma manifestação da cultura brasileira, uma forma bonita e alegre de expressão física e intelectual. A capoeira é também fator de transformação social e isto será comprovado, amanhã, 24 de fevereiro, às 18h00, no Centro de Referência Sócio Ambiental e Cultural Cuiabano da Fundação AlphaVille, braço social da AlphaVille Urbanismo. 
     
Num clima de alegria a comunidade assistirá o primeiro batizado da turma de capoeira do bairro Renascer. O grupo foi formado no ano passado para atender uma das reivindicações da população da região, durante o Fórum de Desenvolvimento Local realizado pela Fundação AlphaVille. 
     
Miriam Sewo, agente de Desenvolvimento do Centro de Referência Sócio Ambiental e Cultural Cuiabano, disse que o grupo foi formado em novembro do ano passado e conta com 20 integrantes entre adultos, jovens e crianças. “A capoeira foi muito bem aceita por todos no bairro. Neste curto período de atuação, já percebemos mudanças positivas nas atitudes dos integrantes, mais comprometimento, respeito e integração”, ressalta. 
     
O batizado de capoeira é uma festa de integração do calouro, é sua estréia na roda de capoeira. Durante o batizado do grupo Renascer os alunos jogarão com o mestre de Mirassol do Oeste, Valmir Salustiano – Jacaré, e o professor José Sidney Gonçalves de Oliveira que irão “batizá-los”, com a faixa da primeira graduação.
     
      Toques & instrumentos 
     
O toque dos instrumentos comanda o ritmo e as características do jogo. Entretanto, nem todos os toques que dizem ser da capoeira são utilizados nas rodas com jogos específicos para eles. Os toques têm uma característica interessante. Muitos deles têm nomes de santos católicos, como é caso do São Bento Pequeno, São Bento Grande, Santa Maria e Ave Maria. 
     
O Berimbau, instrumento africano, é o principal utilizado na capoeira, dita o ritmo do jogo, é ele que comanda o toque a ser executado. O pandeiro é uma evolução do adufe, um instrumento de proveniência mourisca e de termo árabe, e chegou no Brasil através dos portugueses. O Atabaque, é instrumento oriental muito antigo entre os persas e árabes, já era usado na poética medieval e era um dos preferidos dos reis, que o utilizavam em festas, jograis e nos conjuntos musicais. 
      
O Reco-Reco é feito de gomo de bambu com sulcos transversais sobre o qual se passeia uma haste. Existe um outro Reco- Reco, industrializado, de metal, mas seu som não serve para a capoeira. O Agogô é instrumento musical de percussão de ferro, entrou no Brasil por via africana. É bastante utilizado nos folguedos populares, no samba e nas cerimônias religiosas. 
     
A música também é um importante ingrediente numa roda, estimula os jogadores, agita o público e transmite mensagens através de suas letras. A capoeira é a única luta do mundo que tem acompanhamento musical. Atualmente os capoeiristas estão cada vez mais criativos. Na disputa de um novo mercado, o das gravações de CDs, muitas músicas têm surgido com temas bastante variados.

Rio: 13º Conferência da Fundação Internacional de Capoeira Angola

A FICA-RIO tem o enorme prazer de convidá-lo para 13º Conferência da Fundação Internacional de Capoeira Angola com o tema: Homenagem aos cultos africanos, a realizar-se no Rio de Janeiro / Brasil, no período de 26 a 29 de julho deste ano.
 
Para maiores informações entre em contato conosco pelo site www.ficario.org ou envie-nos um e-mail para folhadeangola@yahoo.com.br
 
cordialmente,
 
Contramestre Rogério Teber.

Guga conhece crianças do BERIMBAU e elogia Projeto

GUGA CONHECE CRIANÇAS DO BERIMBAU E ELOGIA PROJETO 
 
Costa do Sauípe (BA) – O tenista Gustavo Kuerten fez a alegria de 150 crianças que integram o Programa Berimbau, criado para estimular o desenvolvimento do potencial da comunidade da Costa do Sauípe. O tricampeão de Roland Garros conversou, no final da tarde deste sábado, com os meninos, recebeu uma rápida "aula" e se arriscou no berimbau, além de assistir à uma roda de capoeira improvisada em sua homenagem.
 
Apoiado pela Fundação Banco do Brasil, o Programa Berimbau oferece aos moradores a oportunidade de aprender informática, corte e costura, educação ambiental, música e artesanato, entre outras atividades. Após o encontro, Guga tirou fotos com as crianças, distribuiu autógrafos e elogiou o projeto.
"Acho muito importante esse tipo de iniciativa, isso aumenta a auto-estima das crianças e dá a oportunidade para que elas desenvolvam seu potencial. Foi muito interessante conhecer esse projeto e aprender um pouco sobre o que essa molecada está fazendo. Adorei a roda de capoeira e o som berimbau", disse Guga, que ganhou o instrumento de presente. "Fiquei feliz de saber também que eles trouxeram as crianças para assistir aos jogos do torneio, alguns disseram que viram meus jogos e torceram por mim".
Além das atividades que já são desenvolvidas no Programa Berimbau, os idealizadores do projeto pretendem criar em breve pólos para a revitalização da cadeia produtiva de pesca, além de uma usina de reciclagem de lixo.
 
DGW Comunicação – Daniela Giuntini/ Wagner Prado/ Sérgio du Bocage e Flávia Tavares
Foto João Pires
 
http://www.tenisvirtual.com.br/noticias/dgw/2007/BraOpen/34a.html

Santos – SP: Prefeitura abre mais de 800 vagas para modalidades esportivas

Prefeitura de Santos abre mais de 800 vagas para modalidades esportivas
A Prefeitura de Santos vai abrir inscrições para diversas modalidades esportivas no próximo dia 26, nos equipamentos da Secretaria Municipal de Esportes. Só o Complexo Esportivo Rebouças abrirá 800 vagas para basquete, capoeira, ciclismo, dança de salão, dança do ventre, emagreça dançando, futsal, ginástica, ginástica rítmica, handebol, hidroginástica, judô, caratê, musculação, natação e vôlei. As primeiras 200 inscrições são para pessoas acima de 50 anos e serão distribuídas senhas no local (Praça Eng. José Rebouças s/nº, Ponta da Praia).
 
Mais informações: 3261-1980.
 
Já o Centro Esportivo Manoel Nascimento Júnior (Rua João Fracarolli, s/nº, Bom Retiro, Zona Noroeste) terá uma novidade este ano: a Escola de Esporte, destinada a crianças de seis a nove anos, com o objetivo de trabalhar com diversas modalidades esportivas de iniciação. Há vagas abertas também para o basquete, handebol e vôlei, para crianças e jovens de 10 a 16 anos; e futsal, futebol e pólo aquático (sete a 16 anos). Para praticar o pólo aquático é necessário ter noções de natação. Informações: 3203-3802.
 
A Semes Praia terá vagas para as seguintes modalidades: ginástica, tênis de praia, capoeira, tamboréu, tai-chi-chuan e canoagem. A unidade fica no Posto 2 (José Menino). Informações: 3251-9838. Já a quadra esportiva Adalberto Mariani abre inscrições no dia 27 para futsal, basquete e vôlei, para crianças e jovens de sete a 16 anos.  
O endereço é Av. Pedro Lessa, 2.880, no Embaré. Informações: 3271-0652. Os documentos necessários para as inscrições de todas as unidades são: duas fotos 3×4, cópia do RG, ou certidão de nascimento, comprovante de residência e atestado médico. As inscrições serão realizadas até o preenchimento de todas as vagas.

Crônica: Capoeira, um caminho para a vitória pessoal

Todos nós trazemos "marcas" emocionas, advindas de nossas experiências corpóreas. Na jogo da capoeira, estas vivências ajudam a moldar a nossa personalidade e a desenvolver nossas emoções. É através de desafios, fantasias, aventuras e competições que conhecemos a tão almejada vitória ou a frustrante derrota, duas vertentes da qual vivenciamos a cada "volta ao mundo" e que é responsável pela formação da nossa poderosa representação mental.

O jogo da capoeira alimenta as nossas emoções, proporcionando a mente uma idéia viva e concreta de conquista, quando conseguimos dar um salto, fazer uma parada de mão ou quando simplesmente jogamos capoeira, desenvolvemos soberanamente um verdadeiro êxtase de crença em nossa capacidade de realização e habilidade, assim impregnamos em nossa mente e materializamos, através do corpo físico, alicerces emocionais para o sucesso e a vitória. Porém não devemos esquecer o outro lado, onde fracassos e derrotas também ficam gravados. A derrota se bem administrada pode ser o nosso trampolim para a vitória, já que é através dela que podemos perceber e refletir sobre as nossas dificuldades e assim trabalhar para que elas sejam sanadas e nossos objetivos sejam alcançados. Assim estaremos encontrando soluções para que a tão gratificante e almejada vitória seja alcançada.
 
Tudo que vivenciamos no jogo da capoeira fica arquivado em nossa mente. Podemos utilizar este arquivo a qualquer momento, percebendo as experiências vitoriosas que obtivemos através das conquistas obtidas pelo corpo durante a prática da capoeira. Estas vivências com certeza alimentam e reforçam a nossa capacidade de acreditar em nós mesmos e são transferidas para outros contextos como trabalho, escola, família etc. Se eu consigo me esquivar de uma meia lua de compasso em alta velocidade, fica fácil se esquivar de pessoas mal intencionadas ou de qualquer forma de opressão que venha anular a nossa capacidade de conquista, se eu canto e me expresso na roda de capoeira, fica fácil falar em público e transmitir minhas idéias, se eu coopero com meu parceiro de jogo eu coopero nas minhas relações pessoais, se eu perder o emprego, não irrei ficar depressivo e desistir dos meus objetivos, pois aprendemos que levar uma rasteira pode parecer uma derrota, mais ensina a grandeza de cair sem se machucar e a levantar com elegância e continuar o jogo.
                             
Além disso, a riqueza de movimentos da capoeira, é de relevante importância para o desenvolvimento da nossa inteligência, durante o jogo adquirimos o conhecimento de espaço, tempo, distância, visão espacial e agilidade de raciocínio. Para conseguirmos realizar todas estas façanhas, exigimos mais do nosso cérebro, resultando na dilatação e ampliação da nossa mente.
 
Como isto acontece: nós capoeiristas somos privilegiados, já que a capoeira é um dos poucos “esportes” considerados individual e coletivo ao mesmo tempo, recebendo os benefícios de ambos. A Capoeira como prática individual fornece a crença e a perseverança, gerada através da luta solitária e pela busca da auto-superação, assim é reforçada a capacidade de acreditar em si. Esta capacidade é materializada para o plano emocional, fazendo com que venhamos a apreender a lidar com os problemas de nossas vidas e a resolvê-los da melhor maneira possível. Como prática coletiva a capoeira é extremamente eficaz para a integração social, uma roda de capoeira é uma aula de sociedade, onde existem regras, e leis. Todos se revezam em suas funções, em quanto uns cantam outros batem palmas, outros jogam ou tocam, assim nos submetemos a um grupo, a um ritual e desta forma nos aprimoramos como ser social
 
Dento deste contexto o mestre de capoeira deve perceber e valorizar o talento individual de cada um. Promovendo, estimulando e reforçando cada conquista obtida pelo aluno, por menor que seja. A prática do elogio faz com que o aluno reconheça que uma pequena evolução, é uma grande vitória. Enfim, é durante muitas “voltas ao mundo”, e jogando com diversos capoeiristas que construiremos o nosso caráter e desenvolveremos a nossa personalidade.
 
Devemos apenas tomar cuidado para que a capoeira não se torne uma vilã, sendo responsável pela construção de homens sem valores, e sem o sentido intrínseco de educação. E pior, fazer com que ela deixe de ser sinônimo de alegria, festa, saúde, brincadeira e poesia, visando apenas à competição e a vitória a qualquer custo. Portanto, a capoeira deve se tornar um meio para que venhamos a explorar o extraordinário potencial humano que existe em cada um de nós.
 
Um grande Axé a todos.

Professor Renato e DavidRenato Bendazzoli é Professor de CAPOEIRA do Grupo Mar de Itapuã, iniciou nos mistérios dessa arte, em 1994, com MESTRE PEQUENO, vindo a se formar, em 1998. Em 1999 começou a lecionar, em 2003 se formou em Educação física. Durante todos esses anos de dedicação a capoeira, à atividade física e ao esporte, atendeu a muitos alunos, colocando em prática meu método de ensino, que utiliza o corpo como ferramenta para o desenvolvimento físico, intelectual e emocional. Assim, procura implementar o potencial de cada pessoa que passa por suas mãos. Atualmente, leciona capoeira em colégios, academias e treinamento individual.
Contato:
renato.prof@uol.com.br

Capoeira na televisão francesa em 1963

Nesta matéria, Lucia Palmares & Pol Briand, responsaveis pela Associação de capoeira Palmares em Paris, trazem sob a luz do "lampião" um video de uma apresentação do grupo de capoeira de Mestre Pastinha, gravado em 1963 na Bahia. Os autores fazem uma abordagem bastante interessante ao filme e a forma como ele foi disponibilizado pelo INA ( Instituto Nacional de Aúdio Visual Frances), fazem também uma analise detalhada do vídeo, inclusive comentando a narrativa usada pela equipe francesa que demonstrava "curiosidade, mas não respeito" sobre a arte. Se o desrespeito – ou a falta de conhecimento – incomoda aos que falam francês, a nós resta a alegria de poder ver o Mestre Pastinha tocando berimbau, e de poder ouvir o Mestre João Pequeno cantado e jogando.
 

Para saber mais leia a materia retirada do Site:
www.capoeira-palmares.fr – Association de capoeira PALMARES de Paris.
 
Luciano Milani e Teimosia
Em 1963, a televisão francesa mostra uma apresentação do grupo de capoeira de mestre Pastinha na praia deserta perto do farol de Itapoan, próximo de Salvador, Bahia. Agora podem baixar o vídeo de 5 mn La Capoera do site do Institut National de l'Audiovisuel (www.ina.fr)
 
Em pleno carnaval de 1963 chegou no Rio uma pequena equipe da televisão francesa dirigida por Henri Carrier, a fim de filmar reportagens para o programa mensal Les Coulisses de l'Exploit (Os Bastidores da Façanha), que apresentava fatos considerados como excepcionais, sejam estes esportivos, militares ou proficionais. Não perdeu tempo; a ediçao de vinte de março já mostrava cinco minutos de "Carnaval de Rio" com narração pela voz do apresentador Claude Thomas, que ficara na França. Em 15 de maio, outros cinco minutos enfocaram LA CAPOERA, narrado por Georges de Caunes.
 
O Institut National de l'Audiovisuel (INA), encarregado, na França, da l'arquivagem e da conservação dos programas de televisão (entre outras missões), começou em junho 2006 a botar em linha porções do seu arquivo (http://www.ina.fr/archivespourtous/index.php), entre quais reportagens e documentários sobre o Brasil dos anos 1960.
 
Baixar La Capoera
(http://www.ina.fr/archivespourtous/index.php?vue=notice&from=fulltext&full=capoeira&num_notice=1&total_notices=1)
 
LA CAPOERA
 
5 mn, preto e branco. Programa Les Coulisses de l'Exploit, edição do 15 maio 1963. Direção: Henri Carrier. Imagens por Bernard Taquet et Serge Ehrler. Som e montagem não creditados. Narração: Georges de Caunes. Programa dirigido por Jacques Goddet e Raymond Marcillac. Produção da Radio-Télévision Française e da Pathé Cinéma. Difusão pela Radio-Télévision Suisse Romande no 13 de maio e pela Radio-Télévision Belge Francophone no 16 de maio.
 
Georges de Caunes discursa quase o tempo todo do programa, sobre um fundo de música de capoeira pelo grupo de mestre Pastinha.
 
Uma primeira sequência de um minuto e meio mostra igrejas e transeuntes nas ruas do centro de Salvador, para o narrador concluir que São sobretudo os bastidores que nos interessam.
 
La Capoeira - 1963A parte principal, de aproximadamente 3mn 20s, mostra uma apresentação de capoeira pelo grupo de mestre Pastinha, na praia deserta perto do farol de Itapoan, onde o equipe também filmara os pescadores em reportagem divulgada na edição de 21 agosto 1963 do mesmo programa. Um reco-reco, dois pandeiros e dois berimbaus, um dos quais nas mãos de Mestre Pastinha, compunham a orquestra. Quatro capoeiristas completam o grupo; dois jogam o tempo todo da reportagem, até que no último plano dois outros, até este momento ficando do lado direito da orquestra, os substituem.
 
Exceto o mestre e um jovem, todos vestem o uniforme do grupo. Cada camiseta tem um desenho diferente, mostrando dois capoeiristas no jogo, da mão do mestre Pastinha.
 
A reportagem montra a apresentação de vários pontos de vista. A équipe deslocou bravamente na areia, debaixo do sol de meio-dia, o pesado tripé para que a câmera fique sempre estável. O que escuta-se da música, apesar da narração, deixa pensar que foi gravada em outro lugar, sem o barulho de vento e das ondas do mar na praia.  Portanto, o som nunca sincroniza-se à imagem, e pode-se livrar de um comentário de espírito francês e pretensioso, que aliàs comporta erros e confusões manifestos, e assistir à reportagem acompanhanda do som de um disco de capoeira, por exemplo aquele gravado, alguns anos mais tarde, pelo próprio mestre Pastinha.
 
La Capoeira - 1963O produto do trabalho de proficionais tem por vantagem uma boa qualidade técnica. A boa formação e a experiência madurecida em anos de prática fazem evitar as armadilhas nas tomadas de vista improvisadas. Os proficionais, além de dominar o enquadramento e a iluminação, sabem pedir das pessoas que eles filmam aquilo que sabem que será útil para a futura montagem. Por exemplo, pedem retomar os movimentos onde eram antes de um deslocamento da câmera, para que a ação aparece como contínua. Infelizmente, apenas uma pequena aristocracia de proficionais pode livrar-se de uma série de normas, metodos e preconceitos que constituem o saber coletivo do seu meio. Os produtores de televisão, angustiados no seu objetivo de atingir o público popular, aquele que segundo eles "só se pode influençar pela televisão porque não lê" (etc…), tem uma espécie de fóbia para com os planos que demoram mais de uns poucos segundos, qualquer seja o seu conteúdo. Por isso, as tomadas de vistas para a televisão sofrem sempre de cortes excessivas. Os mesmos preconceitos levam a variar por sistema e sem necessidade a grossura dos planos. Infelizmente as vistas do jogo de capoeira que mostram os corpos girando de perto demais acabam trazendo apenas uma idéia: que não dá para entender. A imagem chega assim a faltar de respeito ao sentido das ações das pessoas que apresenta-se no programa, para quem, na filmagem, não se sinta respeito nem simpatia, apenas curiosidade. Assim aparece o aspeto negativo da produção de proficionais que fazem questão de poder tratar de qualquer assunto, como jornalista de televisão, com conhecimentos sobre todo, capaz de passar do hockey sobre gelo à guerra em Corea de um dia para outro (Georges de Caunes a Max Favarelli, Samedi et Compagnie, televisão francesa, 14 juin 1969).
 
Técnica
 

La Capoera
http://www.ina.fr/archivespourtous/index.php?vue=notice&from=fulltext&full=capoeira&num_notice=1&total_notices=1
 
Original: 16 mm preto e branco 25 ips, 5 mn
Vídeo internet: 576×432 encodificado DiVX 1000kbps, som mp3 128kbps.
Tamanho do ficheiro: 43MB.
 
Preço para baixar: 1,5 euros.
 
Condições restritivas impostas pelo INA
Sob o termo de venda o INA concede uma licença para um computador e uns toca-DVD capaz de ler o arquivo DiVx, sem limite de tempo.
 
Para ver os vídeos do arquivo, precisam obrigatoriamente dispor de um computador sob Windows.
 
Precisam:
 
Primeiro baixar (gratuitamente) o programa DivX player.
Pagar ao INA. Se por engano encomendam duas vezes o mesmo programa, por exemplo por não ter conseguido baixar ou por ter mal entendido as instruções (em francês ou em inglês) pagaram duas vezes, apesar de receber uma vez só um programa que voceis não podem passar para outro.
Baixar o arquivo do seu interesse.
Para assistir o programa, sempre com DivX player, precisará de uma conexão internet ativa; o programa checa a sua licença.
 
Não poderam:
 
Copiar o programa para tocar em outros aparelhos (entretanto, se compraram o programa, poderam declarar tocadores certificados DivX e gravar DVD para tocar nestes.
Ligar o seu computador na televisão.
Assistir em cámera lenta ou imagem por imagem.
Capturar cópia de ecrão.
Se voceis não dispunham de um computador sob Windows, o INA aceita o seu dinheiro, mas voceis não podem baixar o programa, pois somente se faz através de DivX player. A venda de um produto (programa de televisão) não deveria ficar subordenada à compra de outro de qual nã depende (sistema de computador), mas é desse jeito.
 
Estas condições decorrem da aplicação de leis francesas e européias, cuja hostilidade ao público, em defesa dos interesses dos editores, é das mais marcadas, e ainda foi reforçada em junho de 2006.
 
Não pretendemos entrar aí nas complexidades da discussão sobre o financiamento da produção audiovisual. O INA vende os seus programas no preço da longa-metragem de ficção apesar deles ter custado dez vezes menos caro; e, no que toque a nosso assunto predileto, nenhum capoeirista faz parte dos detentores de direitos, ao contrário dos herdeiros do autor de uma narração da qual o menos que se pode dizer é que se pode dispensar. O INA trata piratas os copiadores privados, mas o Instituto explora o produto de viagem de captura de imagens em paises exóticos por parte de times de televisão muito parecidos aos dos piratas em terras americanas do século, dizesete, ao comparar com a fraternal troca de informação de igual para igual através do internet. Achamos portanto fraca no plano moral a posição do INA, mesmo que seha razoável no plano legal e até talvez comercial, embora esta política custar em termos de construção de servedores. Mesmo que tenham, pelos procedimentos técnicos que usam, despido o usuário de direitos a ele reconhecido pela lei, tem eles, pelo menos, o mérito de não ter conservado os archivo no segredo dos seus cofres.
 
Lucia Palmares & Pol Briand
3, rue de la Palestine 75019 Paris
Tel. : (33) 1 4239 6436
Email : polbrian@capoeira-palmares.fr