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Junho 2007

Vendo Artigos de: Junho , 2007

A CAPOEIRA É DO BRASIL? A CAPOEIRA NO CONTEXTO DA GLOBALIZAÇÃO

Introdução
 
Este artigo analisa o processo de globalização da capoeira no contexto da reestruturação produtiva do capitalismo. O campo empírico das investigações concentrou-se em experiências com capoeira em seis países da Europa (Portugal, Itália, Espanha, Inglaterra, Polônia e Noruega). A investigação se materializou a partir de um estágio de doutoramento, realizado entre 05 de abril e 31 de agosto de 2003, no Instituto de Ciências Sociais (ICS), da Universidade de Lisboa.
Ao longo dos últimos anos, a capoeira vem se inserindo vertiginosamente nos mais diferentes espaços institucionais das médias e grandes cidades do Brasil e em vários países do exterior, consolidando um avanço histórico controvertido. Se, por um lado, à época da escravidão, era associada às lutas de negros escravizados em busca da liberdade, por outro, atualmente, ela tem sido vinculada majoritariamente à lógica do mercado.
 
O desenvolvimento da capoeira apresenta contradições importantes que se expressam pela visível expansão e deslocamentos que ela vem operando no contexto nacional e internacional. Nos últimos anos, constatamos a saída de expressivo número de capoeiras para o exterior em busca de melhores condições de sobrevivência que, além de contribuírem, efetivamente, com o seu processo de expansão no mundo, influenciam também na inversão dos fluxos migratórios. No exterior propagam apaixonantes discursos que realçam a capoeira à condição de prática “exótica”, “tropical”, “brasileiríssima”.
 
Objetivo
 
O principal objetivo desse artigo é analisar o processo de internacionalização da capoeira a partir de experiências sistematizadas em seis países da Europa.
 
Metodologia
 
Foi adotada uma combinação de observações participantes com entrevistas semi-estruturadas, através das quais procuramos interagir e compartilhar com o cotidiano dos sujeitos, observando e registrando suas ações. Foram observadas aulas práticas e teóricas, intercâmbios, comemorações, exibições e confraternizações. Foram entrevistados os líderes de grupos que já desenvolvem trabalhos sistematizados no exterior há mais de três anos. 
Ciente da complexidade do processo de análise de dados qualitativos, convém destacar que procedemos a análise e a interpretação dos dados numa perspectiva não-linear, atentando para os critérios relativos à credibilidade, transferibilidade, consistência e confirmabilidade, durante toda a investigação, através de teorizações progressivas em um processo interativo com a coleta de dados.
 
A Internacionalização da Capoeira: De Símbolo de Brasilidade a Patrimônio Cultural da Humanidade
 
Quando muitos capoeiras brasileiros começaram a sair do país, a partir do início da década de 1970, para trabalhar em grupos folclóricos no exterior, em busca de apoio e reconhecimento, não tinham idéia da magnitude que esse fenômeno viria a ter três décadas mais tarde. No início, tudo era muito difícil e a rua era, freqüentemente, o único espaço que eles encontravam para expressar sua arte ou para manter contatos com outros artistas do cotidiano, como palhaços e malabaristas das mais diversas origens.
 
O principal motivo da saída do Brasil de uma avalanche de mestres, professores e iniciados em capoeira para o exterior é determinado por fatores econômicos e está relacionado com a busca de melhores opções de trabalho, reconhecimento e prestígio. Se, no Brasil, a mensalidade para se fazer aulas de capoeira três vezes por semana oscila em torno de R$ 30,00 (trinta reais, o equivalente a US$ 10 – dez dólares), nas principais cidades americanas e européias este valor corresponde a apenas uma hora de atividade. Para fazer uma aula de capoeira na Academia Alvin Alley Ballet, em Nova York, com a Mestra brasileira Edna Lima, o interessado tem que pagar US$ 20 (vinte dólares) (SANTANA, 2001, p. 7).
 
Esse movimento de expansão traz conseqüências inusitadas para a capoeira e é visto, por muitos, como algo sedutor, embora venha causando inquietações por parte de alguns preocupados com a “manutenção” das suas tradições. Se, por um lado, muitos alegam que isso vem contribuindo para um certo distanciamento dos princípios e valores que delegaram à capoeira um emblema de “luta de resistência” contra a exploração, por outro, muitos consideram que esse processo está contribuindo para a valorização das referências culturais africanas e para despertar um interesse maior pelo Brasil e pela cultura brasileira.
Muitos analistas apregoam que, nos EUA, a capoeira tem contribuído, também, para revitalizar o elo entre os negros americanos e a África, cuja relação foi abalada pelo processo violento de segregação desencadeado em séculos passados. Na busca desse “elo perdido”, muitos americanos vêm para o Brasil com o objetivo de “beber na fonte” e procuram conhecer os mestres mais representativos desta arte-luta.
 
Convém destacar que o grande interesse dos estrangeiros pela capoeira se desdobra imediatamente em dois desejos, conhecer o Brasil e falar o português. Muitos mestres e professores que ministram aulas no exterior, em busca de um apelo ao mais “tradicional”, fazem questão de se expressarem no idioma português. Falar português nas aulas de capoeira é um requisito que opera como uma espécie de “selo de qualidade” e vem contribuindo para abrir campos de trabalhos antes impensáveis. O Hunter College, uma das mais tradicionais faculdades de Nova York, já oferece cursos regulares de português, em decorrência da demanda provocada pela capoeira (Nunes, 2001, p. 3).
 
O movimento de difusão da capoeira no contexto mundial é mais visível e intenso em direção aos Estados Unidos e à Europa. Com raras exceções, comprometidas politicamente em desenvolver trabalhos de “retorno” dessa arte-luta à África, a maioria das iniciativas se destina aos países centrais do capitalismo.
 
Essa exportação não convencional (na forma de um símbolo étnico), que se expressa pelo movimento de saída de capoeiras do Brasil para trabalharem em outros países, assume dimensões complexas e controvertidas.
 
Neste movimento complexo, a capoeira vem se inserindo de forma cada vez mais abrangente em vários setores da comunidade internacional. Como conseqüência, algumas “bandeiras” cultivadas e defendidas por seus precursores, como a oralidade, o improviso, a “mandinga”, a resistência cultural, são subestimadas, para darem lugar a outras categorias mais “sintonizadas” com o momento atual, tais como: “mercadoria étnica”, “folia de espírito”, “malhação” e “espetacularização” etc. (VASSALLO, 2003).
 
O abandono de determinados rituais considerados “tradicionais” é outro aspecto que intriga experimentados capoeiras incomodados com os lampejos de modernidade que, freqüentemente, desconstroem procedimentos rudimentares, mas que, para muitos, exercem um poder simbólico muito eficiente nesse contexto.
 
Estamos presenciando a construção de uma diáspora brasileira, e a capoeira insere-se, indubitavelmente, como um dos carros chefes desse processo. O fato é que ela vem se expandindo em escala geométrica por todo o globo, e o incremento desse movimento de internacionalização tem ocorrido em comunhão com outros símbolos da cultura brasileira, como o carnaval, o samba, o pagode etc. É possível afirmar que essa diáspora brasileira se constrói sob os ditames da “globalização econômica” que produz uma brasilidade idealizada, construída por cima e ao largo das gritantes diferenças culturais e econômicas que moldam a realidade concreta do povo brasileiro.
 
Acompanhando e Analisando Experiências Significativas de Capoeira pela Europa
 
Por ocasião das nossas investigações, visitamos importantes instituições de ensino e pesquisa, em especial, faculdades de Educação Física em diferentes países. Em algumas delas, existem trabalhos sistematizados de capoeira que funcionam como projetos de extensão ou como atividades extracurriculares, em que professores brasileiros são contratados por tempo determinado para ministrarem atividades aos que se interessarem. Geralmente, os discípulos pagam taxas que oscilam entre vinte e cinqüenta euros por mês (que corresponde entre sessenta e cento e cinqüenta reais) e, é do montante dessas taxas que provém o pagamento do professor de capoeira, como é o caso dos projetos do Estádio Universitário da Universidade de Lisboa, da Universidade de Varsóvia e da Universidade de Oslo.
 
O primeiro trabalho de ensino sistematizado de capoeira na Europa foi empreendido pelo reconhecido Mestre Nestor Capoeira . Embora alguns capoeiras brasileiros tenham realizado espetáculos pela Europa desde 1951, foi Nestor Capoeira quem iniciou o processo de ensino sistematizado desta manifestação na Europa, na London School of Contemporary Dance, Inglaterra.
 
A partir do Mestre Nestor Capoeira, milhares de workshops e oficinas pipocaram por toda a Europa. Em entrevista, o referido Mestre declarou que, embora tenha sabido da passagem de Mestre Artur Emídio pela Europa, para participar de shows e ministrar oficinas, foi ele que, em 1971, começou a ministrar aulas sistemáticas de capoeira no Velho Continente.
 
Ao longo dos últimos trinta anos, o movimento da capoeira na Europa intensificou-se significativamente, fazendo com que ela adquirisse expressiva densidade, mas no começo, tudo era muito difícil pela falta de informação sobre o que realmente significava esse misto de dança-luta-jogo.
 
O depoimento do Mestre Barão, que desenvolve um conhecido trabalho de capoeira em Porto, ao norte de Portugal, serve para ilustrar esse complexo e conflituoso movimento:
Eu nasci perto de Aracaju (capital do estado de Sergipe-Brasil), em Itaporanga da Juda, lá no meio do mato, numa família humilde, mas honesta também. Depois fomos para Santos-SP, morar lá no Nova Sintra, no morro. A gente morava numa casinha humilde, morava num quarto onde todo mundo dormia junto. Depois eu ia estudar, depois das aulas eu ia vender doce no ponto final dos ônibus, em Santos. Vender bananinha para ajudar minha família, né. Depois eu parei de vender doce e fui trabalhar com um português, carregando lavagem nas costas de domingo a domingo. Depois fui trabalhar na oficina, aprender a função de mecânico. Aí, estudei. Depois fiz um concurso, entrei nas docas. Aí, ganhei uma passagem e vim cair aqui em Portugal. Cheguei aqui em 1994. Tenho nove anos aqui. E faço também um trabalho social porque eu gosto de ajudar as crianças mais carentes porque é importante você fazer uma criança sorrir, não só no Natal, mas também no ano todo (…) (Mestre Barão, comunicação pessoal, 08 de junho de 2003).
 
Mestre FalcãoMestre Umoi, que há treze anos reside em Portugal, destacou que, no início, teve que dar aula na rua para convencer as crianças a fazerem capoeira. Dizia que iria ensiná-las a “dar pernadas”. Segundo ele, precisou utilizar dessa possibilidade para levar os “miúdos” a se interessarem pelas “pernadas do Brasil”.
Quando eu cheguei aqui, em agosto de 1990, pelo menos na região da Grande Lisboa, onde eu me instalei, não tinha capoeira. Ninguém tinha conhecimento do que era capoeira e, claro, eu vim pra cá na tentativa mesmo de ensinar a capoeira. Comecei a procurar as academias aqui e a primeira reação dos donos das academias geralmente era que não queriam nada com galinheiros aqui em Portugal, porque capoeira aqui em Portugal significa galinheiro. Então isso dificultou muito o início do trabalho aqui (Mestre Umoi, comunicação pessoal, 27 de junho de 2003).
 
 Os trabalhos dedicados e ininterruptos de muitos mestres e professores deram continuidade à iniciativa implementada por Nestor Capoeira e contribuíram para que essa manifestação adquirisse grande densidade, diversidade, visibilidade e prestígio social.
 
Na Europa, essa densidade expressa-se pelo rico acervo cultural embutido nos seus gestos, cantos e história, que extrapolam as referências de sua baianidade e edificam uma brasilidade, embora idealizada, à medida que não leva em consideração as evidentes diferenças culturais (e econômicas) presentes neste país de dimensões continentais. Essa “desbaianização” e “brasilização” concomitante da capoeira é resultado dessa mobilidade visível que se expressa pela saída de capoeiras das mais diferentes cidades brasileiras, em direção ao Velho Mundo e à América do Norte. Esse movimento contribui para ampliar as referências culturais dessa manifestação e ornamentar esse carimbo de brasilidade. Um professor norueguês nos afirmou que: “hoje em dia, as pessoas já conhecem bem o que é a capoeira e querem a capoeira (…) Quem procura a capoeira já tem uma idéia que é uma coisa brasileira e querem isso!” (Professor Torcha, comunicação pessoal, Oslo, Noruega, 18 de agosto de 2003).
 
O fato é que a capoeira, com esse “carimbo” de Brasil, embutido em suas cantigas, comportamentos, ramificou-se e expandiu-se significativamente e tem servido, atualmente, como veículo de agregação de povos de vários cantos do mundo, adquirindo, assim, uma identidade supra-nacional. O Mestre Umoi, já citado, nos afirmou:
A capoeira está quebrando a barreira do oceano que divide o Brasil, a África, a Europa, a América do Norte. A capoeira é do capoeirista. E a gente já tem muitos bons capoeiristas aqui na Europa. Você vê muito angoleiro alemão jogando uma Angola tão boa e até melhor do que muito capoeirista que nunca saiu de Salvador, que nunca saiu do Brasil. Aí você fala. Ah!  é porque é alemão? Não, é porque é capoeirista (Mestre Umoi, comunicação pessoal, Amsterdã, 18 de agosto de 2003).
O que movimenta milhares de europeus nas rodas de capoeira, em suas mais diversas formas, são os sistemas de representações significativas, construídos e usufruídos coletivamente em relação ao que se convencionou chamar de “fundamento” da capoeira. O alimento para esses sistemas de representações pode ser encontrado nos uniformes, nas estampas das camisetas, nos sítios da internet, nas cantigas ecoadas nas rodas etc.
 
Ao fazer análise das experiências dos capoeiras em Paris, Vassallo (2003) afirma que esse fundamento está articulado com o que consideram ser a cultura brasileira. Essa articulação incluiria “o domínio da língua portuguesa, bem como as danças, o ritmo e, sobretudo, a visão de mundo característicos daqui” (VASSALLO, op. cit., p. 8 e 9).
Sem considerar que muitos professores mudam de país com certa freqüência, contabilizamos, no primeiro semestre de 2003, a presença de 35 (trinta e cinco) professores, entre mestres, contramestres e instrutores de capoeira, em atividade sistemática, somente em Portugal. 
 
A maioria dos mestres e professores de capoeira que atua na Europa é proveniente do Nordeste Brasileiro, em especial, das cidades de Recife e Salvador, mas existem professores de praticamente todos os estados brasileiros trabalhando com esta manifestação no Velho Continente.
 
Desde o início da década de 1970, Paris vem recebendo muitos capoeiras de diversos grupos brasileiros. A professora Úrsula, há mais de dez anos radicada na França, argumenta que, quando lá chegou, poucas pessoas conheciam a capoeira. Atualmente, apesar de muitos “caloteiros” que chegam lá dizendo que são mestres, sem nunca terem passado por uma academia, a capoeira já é bastante difundida e, freqüentemente, “as mulheres são maioria nas aulas” (CARVALHO, 2002, p. 17).
É fato inconteste também, que os capoeiras, na Europa, caminham para uma espécie de “profissionalização” moldada por trabalhos freqüentemente desregulamentados, instáveis, dispersos e ocasionais. Essa condição laboral precária, freqüentemente clandestina, em que se inserem os brasileiros responsáveis pela disseminação da capoeira no exterior,  diferencia-se, frontalmente, das carreiras previsíveis, de rotinas estáveis que, até pouco tempo, caracterizavam os postos convencionais de trabalho.
 
A luta pela sobrevivência e o desejo de reconhecimento a partir de novas experiências são os principais motivos que levam tantos professores de capoeira a deixar o Brasil e a se “jogar” em promessas incertas de “vida boa” no exterior. Entretanto, o que eles freqüentemente encontram são opções de trabalhos dispersos, desregularizados, fluídos e “invisíveis”, tal como os fiddly jobs (expressão de MACDONALD apud MACHADO PAIS, 2001, p. 21), ou como free lancer, que se caracterizam como vias alternativas para “ganhar a vida”.
 
 A chegada dos professores de capoeira na Europa, geralmente, é marcada por muita frustração e dificuldade. O depoimento do Mestre Matias, mineiro, que se mudou para a Suíça em 1989 e, atualmente, desenvolve trabalhos em várias cidades daquele país, faz coro com muitas outras experiências de mestres e professores que se “jogaram” em busca de melhores horizontes.
Foi muito dura a chegada na Suíça, ralei muito, toquei berimbau na neve, nas estações de trem, entendeu, porque os capoeiristas que tinham lá não faziam roda de rua. Eu ia para a rua sozinho, às vezes tocava o meu berimbau, tentava saltar, às vezes fazia coisas malucas e também era um modo de me libertar. O berimbau era o meu companheiro. Era o modo de eu me livrar daquela angústia, daquela saudade, daquela vontade de estar no Brasil, no meio dos alunos, dos colegas. Aquele país frio, você chega e toma aquele choque, não conhece ninguém, porque a língua é outra. Então foi uma barra enorme que eu enfrentei, mas, graças a Deus, eu superei tudo isso e hoje eu não vou dizer que falo perfeito o alemão, porque eu moro na parte alemã, mas falo bem (Mestre Matias, comunicação pessoal, Madrid – Espanha, 29 de junho de 2003).
 Com as novas e severas leis adotadas pelo serviço imigratório dos países europeus, passar pela alfândega é uma vitória aclamada em conversas de bastidores de eventos. Geralmente, os professores imigrantes chegam nos aeroportos com vistos de turistas e muitos apetrechos de capoeira (berimbau, pandeiros, uniformes etc.) que, via de regra, causam desconfiança da polícia alfandegária.
 
Para aqueles que conseguem passar por essa primeira barreira, se deparam com outras dificuldades similares a do Mestre Umoi, cujo depoimento explicita uma atribulada realidade.
 
Então, foi assim. No início foi uma fase muito negativa que eu tive aqui em Portugal. Porque juntou tudo. O meu pai morrendo lá no Brasil, eu aqui desempregado, vivendo sem dinheiro e veio aquela fase que eu já te contei ontem – a do pãozinho com água. Que foi uma fase que hoje em dia eu conto isso com piada, com graça, porque, realmente, é uma escola, é um exercício de humildade. Mas, aqui em Portugal, eu comi pão com água! Não era água com açúcar porque não tinha açúcar. Era pão com água mesmo. Mas, assim… acreditando que essa bodega podia um dia dar certo (Mestre Umoi, comunicação pessoal, Lisboa – Portugal, 27 de junho de 2003).
 
O fato é que, a despeito de freqüentes desesperos e até deportações, muitos professores de capoeira vislumbram a possibilidade de conquistar, no exterior, o status e o reconhecimento que provavelmente jamais conseguiriam no Brasil. “Eu sou um pássaro”, “ninguém me segura”, “já me sinto lá”, eram frases prontas, freqüentemente proferidas por um dinâmico professor recifense, que, apesar de ter sido deportado pelo serviço alfandegário de Portugal, retornou, via Espanha, para as terras lusitanas, e vem levando a vida como uma grande aventura mesclada de flutuações e incertezas nebulosas, mas com muita arte e alegria contagiante.
 
O que me tirou do Brasil foi a violência, não foi a falta de dinheiro. A violência da política, a violência da televisão, a violência das drogas, a violência da rua. Foi isso que me afastou do meu país. Não foi pra buscar dinheiro aqui na Europa não, porque o dinheiro você ganha lá também. Tem pessoas superfelizes com capoeira no Brasil dando aula que não precisaram sair do Brasil para ir a lugar nenhum. Hoje eu estou aqui, ando para todos os lados, não tenho preocupação com nada. Se eu vou acordar amanhã bem ou mal. Mas é isso ai… O que me fez vir par Europa foi justamente isso. No Brasil, a gente anda muito inseguro, dentro do ônibus, dentro do cinema, dentro do shopping, numa praia. Aonde você vai, você tem insegurança. E aqui na Europa você tem total segurança e liberdade. É só isso. (Instrutor ET,  comunicação pessoal, Lisboa – Portugal, 25 de agosto de 2003). 
 
Na Europa, os capoeiras brasileiros “querem ser mais brasileiros do que são”. Assim afirmou uma capoeira italiana que fez intercâmbio no Brasil,  “apaixonou-se” pela arte e está, atualmente, fazendo uma tese no campo da Antropologia, sobre o “espírito” da Capoeira Angola. É bem verdade que no exterior, os professores brasileiros terminam essencializando o Brasil a partir da supervalorização de “fundamentos brasileiros” da capoeira, contribuindo, dessa forma, para promover, além das clássicas hierarquias já presentes no universo da capoeira (graduações), uma hierarquia entre os praticantes não brasileiros, baseada no domínio dos nossos símbolos. Em busca desses fundamentos, alguns são criticados por se arvorarem a falar sua língua nativa com sotaque abrasileirado. 
 
Para Vassallo (2003), essa naturalização da brasilidade da capoeira é discriminatória, e o aprender capoeira se transforma num ideal inatingível, já que os brasileiros conteriam os seus “fundamentos” no sangue. A capoeira não seria, portanto, uma construção social, mas uma substância naturalizada nos corpos e no sangue dos brasileiros.
 
É importante destacar que os professores de capoeira que saíram do Brasil para trabalhar na Europa encontram-se numa condição menos desconfortável em relação aos demais imigrantes, vez que não disputam com os “nativos” um posto de trabalho. Terminam gozando de reconhecido prestígio, à medida que são possuidores de uma habilidade, de uma especialidade “made in brazil”, que funciona como um selo de qualidade muito requisitado pelos jovens europeus, em geral. São portadores, portanto, de saberes “exóticos” e “culturais” que, de certa forma, desafiam os modos tradicionais de entrada no campo produtivo e terminam redefinindo o sentido do trabalho, atualmente caracterizado por turbulência, flexibilidade e instabilidade.
Alguns poucos conquistam certa segurança, a partir de contratos com instituições públicas e privadas sólidas. Um mestre que trabalha em Portugal relatou-nos, durante um evento na Noruega, que se sente muito valorizado como “professor de capoeira” de uma instituição pública. Na oportunidade em que ele demonstrava o seu orgulho, mostrando a carteira que lhe concedia essa habilitação, ele questionava: “Será que no Brasil eu teria condições de ter uma carteira dessas?” Ele mesmo responde: “Jamais!”. E complementa, ressentido: “no nosso país, a cada esquina, tem uma roda de capoeira, em cada esquina tem um mestre de capoeira, mas que, infelizmente, não têm valor. Morrem de fome, morrem na pobreza e são esquecidos”. (Mestre Ulisses, comunicação pessoal, Oslo, Noruega, 17 de Agosto de 2003).
 
Outro aspecto a destacar a partir das experiências dos capoeiras brasileiros na Europa diz respeito ao fato desta manifestação cultural aglutinar, por intermédio dos concorridos eventos, pessoas oriundas de diferentes camadas sociais em um mesmo espaço de convívio. Em geral, um mestre ou professor alterna trabalhos em espaços nobres com os chamados “trabalhos sociais”. Via-de-regra, nos finais de semana, ou nos eventos, os integrantes desses diferentes “espaços” encontram-se e se confraternizam em movimentadas rodas.
 
O mestre Barão transita, com suas aulas de capoeira, em universos aparentemente inconciliáveis da Cidade do Porto, no norte de Portugal.
Eu dou aula no bairro Lagarteiro, um bairro bem complicado. É um bairro social que o pessoal chama aquilo lá de inferno. Dou aula também para ciganos num outro bairro também complicado do Porto. Eu estou lá fazendo um trabalho social com eles. Saio desse bairro social e vou para um ginásio que treina só ricos, que é só empresários (Mestre Barão, Comunicação pessoal, 08 de junho de 2003).
 
Constatamos que o processo de mundialização do capital não elimina “símbolos tradicionais”, mas incide sob suas formas de tratamento e explicita a heterogeneidade e a diversidade cultural que caracterizam as sociedades complexas. 
O fato é que nesse movimento, a capoeira, com todas as implicações que uma manifestação cultural engendra, afirma-se como manifestação de expressiva densidade à medida que, mestres e professores “ensinam” os seus “fundamentos” para pessoas provenientes das mais diferentes origens e culturas e, com isso, vêm contribuindo para a quebra de tabus e estereótipos construídos no interior do seu próprio movimento histórico. Se a capoeira “é brasileira”, se “está no nosso sangue”, como ela pode ser ensinada a pessoas que não têm o sangue brasileiro nas veias? Travassos (1999, p. 266) questiona: “Como se poderia ensinar algo que está inscrito no sangue, nos corpos e nas mentes de uns e não de outros?”
 
Conclusões
 
Da análise desse intrincado e rico movimento de internacionalização da capoeira, é possível formular três considerações fundamentais: a) a capoeira adquiriu, nos últimos dez anos, grande densidade, visibilidade e poder simbólico, e se transformou em um dos principais cartões postais do Brasil no exterior; b) o significado que os sujeitos apreendem de suas práticas, emocionalmente compartilhadas, está vinculado com a intensidade das interações e com a plenitude da experiência. Nessas práticas intersecionam as dimensões ético-políticas, históricas, culturais e econômicas da vida em sociedade, e c) a capoeira insere-se no modelo cultural capitalista e está sujeita, portanto, a estratificação social própria de uma sociedade dividida em classes, expressando-se em possibilidades diversificadas de acordo com as classes sociais onde está inclusa.
 
 Pudemos verificar que, tal como outras práticas significativas, a capoeira é condicionada por valores e regras sociais que podem transformá-la em heroína ou vilã. Como construção social, que permanentemente se manifesta, e como manifestação cultural que permanentemente se constrói, ela é influenciada pelo tempo histórico em que se situa, mas também, edificada a partir dos interesses e das ações dos sujeitos que, através dela, atuam e disputam poder na sociedade.
 
Embora uma parcela significativa da capoeira a trate como símbolo étnico (capoeira é brasileira! capoeira é africana! capoeira é afro-brasileira!), esta análise nos leva a pensá-la como uma manifestação com status de patrimônio cultural da humanidade e, por esse motivo, um direito social inalienável de qualquer ser humano que se sinta atraído pelo seu “axé”. Nessa perspectiva ela não teria pátria, embora carregaria símbolos de sua inquestionável brasilidade.
As análises aqui efetuadas nos levam a depreender que os dilemas particulares engendrados numa determinada prática relacionam-se com os dilemas mais amplos presentes na sociedade. A principal luta do capoeira, nos dias de hoje não deve ser contra um determinado feitor, individualmente, como acontecia antigamente, nem tampouco, contra outros praticantes de capoeira; a luta da capoeira deve coletiva e emplacada contra todo e qualquer tipo de opressão, discriminação e pela construção de uma sociedade universal efetivamente justa, livre e democrática.
 
Referências
 
CARVALHO, L. C. Na roda com a mulher. Revista Praticando Capoeira. São Paulo, ano II, n. 17, 2002.
MACHADO PAIS, J. Ganchos, tachos e biscates: Jovens, trabalho e futuro. Âmbar: Porto, 2001.
NUNES, V. Capoeira made in NYC. Correio Braziliense. Brasília-DF, Caderno Coisas da Vida, p. 1 e 3, 13 mar. 2001.
SANTANA, J. Velhos mestres. Correio da Bahia. Salvador: Caderno Correio Repórter, p. 1-7, 15 abr. 2001.
TRAVASSOS, S. D. Negros de todas as cores: capoeira e mobilidade social. In: BACELAR, J. & CAROSO, C. (Orgs.). Brasil: um país de negros? Rio de Janeiro: Pallas; Salvador-BA: CEAO, p. 261-271, 1999.Mestre Falcão
VASSALLO, S. P. A transnacionalização da capoeira: etnicidade, tradição e poder para brasileiros e franceses em Paris. In: Anais da Quinta Reunião de Antropologia do Mercosul.  Florianópolis-SC, 30 de novembro a 03 de dezembro de 2003.
 
Endereço do autor:
 
JOSÉ LUIZ CIRQUEIRA FALCÃO
Servidão das Vassouras, nr. 65, Canto da Lagoa
00862-272 – Florianópolis-SC
Fone (48) 234 7558
falcaox@cds.ufsc.br

Pernanbuco: 10 anos do Centro de Capoeira São Salomão

Quinta-feira (28/06) a partir das 19h00 terá início a mostra de 10 anos do Centro de Capoeira São Salomão na Torre de Malakof. Haverá também uma roda comemorativa com os integrantes do centro e convidados. A mostra ficará até domingo dia 01/07 aberta ao público.
 
Sexta-feira (29/06) a partir das 21h30 teremos um grande arraial no nosso Centro, com o Trio Estrela do baião, um forró pé de serra autêntico para ralar o bucho até de manhã… A entrada é um quilo de alegria (FREE).
 
Levem seus amigos, suas bebidas e comidas. Todos serão muito bem vindos… até lá!
Mestre Mago

Mestre Tonho Matéria, Capoeira & Escolha do tema do carnaval de Salvador

De Salvador, Mestre Tonho Matéria, um grande guerreiro e capoeirista versátil (Tonho Matéria é mestre de Capoeira, compositor, cantor, produtor cultural e artista popular da Bahia. Escreve para sites e revistas especializadas em Capoeira) não poupa esforços para ver a CAPOEIRA como tema principal do Carnaval da Bahia… Até agora o sucesso desta empreitada esta sendo refletido na votação online no Portal do Carnaval, da Emtursa.
 
Desejamos que o resultado da votação seja favorável a capoeiragem, e desta forma iremos angariar mais um importante elemento nesta luta incessante da valorização e da dissiminação da nossa CAPOEIRA e da nossa CULTURA.
Luciano Milani
Termina na próxima sexta-feira, dia 29 de junho, o prazo para que internautas e outros interessados possam participar a escolha do tema do carnaval 2008, que será realizada de votação popular no Portal do Carnaval (www.carnaval.salvador.ba.gov.br), da Emtursa.
 
Três sugestões foram inicialmente apresentados ao Conselho Municipal do Carnaval: Capoeira, Revolta dos Búzios e Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil.
 
Além dessas é possível sugerir outras idéias para tema da folia do próximo ano. Até o momento o tema Capoeira está liderando a votação com 86% dos votos. Em seguida vem a Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, com 8% e como terceira opção está a revolta dos Búzios com 6%. O Conselho Municipal do Carnaval e a Emtursa estão empenhados em agilizar os preparativos de nossa maior festa popular, uma vez que o evento, em 2008, será bem cedo, de 31 de janeiro à 5 de fevereiro. 
 
Votação para o tema do Carnaval 2008 chegou ao fim!
 
Total de votos 96.531
 
Capoeira; – 56,3%
Revolta dos Búzios; – 43,4%
Chegada da Corte Portuguesa no Brasil; – 0,2%
Outros; – 0,1% (Maior índice para o Candoblé)
 
* Fonte Emtursa
O Carnaval de Salvador
 
 
O Carnaval de Salvador é a maior festa de participação popular do planeta. Criado e mantido pelo povo, trata-se de uma manifestação espontânea e livre, onde o carnal, o lúdico e o físico se misturam com a emoção e a ginga dos baianos que conseguem renovar a folia a cada ano.
O som eletrizante do trio é a deixa para que nos três circuitos (Osmar (Avenida), Dodô (Barra-Ondina) e Batatinha (Centro Histórico)) haja uma verdadeira explosão de alegria. Os blocos afro, com seus tambores e o som orientalizado dos afoxés são um contraponto para essa festa plural – porque rica de ritmos, estilos e manifestações artísticas – e singular porque única.
O Carnaval de Salvador atrai multidões. São mais de dois milhões de foliões – baianos e turistas) e cerca de 227 entidades (16 afoxés, 41 afros, 15 alternativos, 45 blocos de trio, 03 especiais, 02 de índios, 07 infantis, 17 pequenos grupos, 33 de percussão, 06 orquestras, 12 de travestidos e 30 trios independentes) cadastradas na Emtursa – Empresa de Turismo S/A, que organiza a festa.
A Cidade do Carnaval ocupa uma área de 25 quilômetros, abrigando camarotes, arquibancadas, postos de saúde, postos policiais, além de toda uma infra-estrutura especial montada pelos diversos órgãos municipais, estaduais e federais. Nos seis dias, como nos remete a própria marca da festa, “O coração do mundo bate aqui”, Salvador recebe gente de todo o estado da Bahia, de todo o país e dos quatro cantos do mundo que se unem numa mesma emoção.
Em 2007, a folia baiana faz uma homenagem ao samba e começa oficialmente no dia 15 de fevereiro (quinta-feira), no bairro da Liberdade, onde o prefeito João Henrique entrega as chaves da cidade ao Rei Momo, rainha e princesas. Em seguida, o séqüito real vai a Cajazeiras – o maior bairro da capital – onde tem Carnaval próprio, assim como em Itapuã, Periperi e Pau da Lima.
 
 
 
Origem do nome Carnaval
 
São varias as versões sobre a origem da palavra Carnaval. No dialeto milanês, Carnevale quer dizer " o tempo em que se tira o uso da carne ", já que o carnaval é propriamente a noite anterior à Quarta-Feira de Cinzas. No Brasil, o evento é a maior manifestação de cultura popular, ao lado do futebol. É um misto de folguedo, festa e espetáculo teatral, que envolve arte e folclore. Na sua origem, surge basicamente como uma festa de rua. Porém, na maioria das grandes capitais, acaba concentrado em recintos fechados, como sambódromos e clubes.
 
 
Viagem no Tempo
 
A origem do Carnaval vem de uma manifestação popular anterior à era Cristã, tendo se iniciado na Itália com o nome de Saturnálias – festa em homenagem a Saturno. As divindades da mitologia greco-romana BACO e MOMO dividiam as honras nos festejos, que aconteciam nos meses de novembro e dezembro.
 
 
 
O grande Carnaval de 1884
 
O ano de 1884 é considerado como o marco decisivo para o carnaval da Bahia. Embora a festa já possuísse considerável porte – principalmente nos salões – é nesse ano que teve início a organização dos festejos de ruas e os desfiles de clubes, corsos, carros alegóricos e de vários populares. A partir daí ocorre a intensificação da participação do povo e aclamação do carnaval de rua, que até hoje caracteriza esta festa na Bahia.
 
 
 
O primeiro Afoxé
 
Em 1895, os negros nagôs organizaram o primeiro afoxé, denominado "Embaixada Africana", que desfilou com roupas e objetos de adorno importados da África.
 
 
 
Surge o Trio Elétrico
 
Em 1950, surgiu, então, a famosa dupla elétrica. Após observarem o desfile da famosa "Vassourinha", entidade carnavalesca de Pernambuco que tocava frevo na rua Chile, e empolgados com a receptividade do bloco junto ao público, a dupla elétrica formada por Adolfo Antônio Nascimento – o Dodô e Osmar Álvares de Macêdo – Osmar resolveu restaurar um velho Ford 1929, guardado numa garagem. No Carnaval do mesmo ano, saiu às ruas tocando seus "paus elétricos" em cima do carro e com o som ampliado por alto-falantes. A apresentação aconteceu às cinco horas da tarde do domingo de Carnaval, arrastando uma multidão pelas ruas do centro da cidade.
 
 
 
Anos 70
 
Os anos 70 fizeram com que o apogeu do Carnaval de Salvador fosse a Praça Castro Alves, onde todas as pessoas se encontravam e se permitiam fazer tudo. Foi a época da liberação cultural, social e sexual.
 
 
 
Anos 80
 
No início dos anos 80, a transformação do Carnaval de Salvador se intensificou mais ainda e coube ao bloco "Traz Os Montes" introduzir algumas inovações, tais como a montagem de um trio elétrico com equipamentos transistorizados, instalação de ar condicionado para refrigerar e manter os equipamentos em temperatura suportável, retirada das bocas de alto-falantes, instalação de caixas de som de forma retangular, eliminação da tradicional percussão que ficava nas partes laterais do trio e inserção de uma banda com bateria, cantor e outros músicos em cima do caminhão.
 
 
 
Cronologia do Trio Elétrico
 
Existia em Salvador um conjunto musical, criado por Dorival Caymmi, que animava algumas festas e reuniões de fim de semana, e que se apresentava nas estações de rádio. Começava, então, a fazer sucesso na Bahia o grupo Três e Meio, cujos integrantes eram o próprio Caymmi, Alberto Costa, Zezinho Rodrigues e Adolfo Nascimento – o Dodô. Em 1938, com a saída de Caymmi, o grupo reestruturou-se e passou a contar com sete componentes, incluindo Osmar Macêdo.
 
 
 
Axé Music 20 anos de sucesso!
 
Tudo começou com o som vindo dos tambores das entidades carnavalescas de origem africana em meados da década de 70. Nesta época, a Bahia via surgir o bloco afro " Ilê Ayiê " e o afoxé " Badauê " e acompanhava ainda o renascimento do afoxé " Filhos de Gandhy " – depois, vieram os blocos afros " Olodum e o Muzenza ".
 
 
Leia Mais sobre este tema: http://www.carnaval.salvador.ba.gov.br/historia.asp
 

PARA O CARNAVAL DE 2008:
O BLOCO AFRO MANGANGÁ EM SEU PRIMEIRO ANO, ESTARÁ NA AVENIDA NA (QUINTA-FEIRA) DESFILANDO. O TEMA DO BLOCO É CAPOEIRA
POR ISSO O MANGANGÁ ESTARÁ LEVANDO TODO BRILHO, ALEGRIA, ENERGIA E A PAZ DO CAPOEIRISTA PARA A RUA.
 
VENHA FAZER PARTE DESTE ESPETÁCULO!!!
 
BLOCO AFRO MANGANGÁ:
 
O BLOCO SEGMENTADO PARA QUEM É CAPOEIRISTA OU QUEM TEM A CAPOEIRA NO CORAÇÃO
 
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CONTATOS: 071- 81269333 tonhomateria@hotmail.com
 

Curitiba: Capoeira ajuda a evitar evasão escolar

Cerca de 400 crianças, alunas da Associação de Capoeira Arte e Raça, com idade de quatro a 15 anos, foram "batizadas" na capoeira no último fim de semana. A cerimônia, que reuniu 2.200 pessoas no Clube Cultural Portão, foi a primeira da associação criada em janeiro deste ano e dirigida pelo mestre de capoeira Emílio José Alves de Andrade. O grande número de formandos se deve ao trabalho em conjunto com a Prefeitura de Curitiba, que estimula o treino das crianças no contraturno escolar, em creches, ginásios escolas municipais, ou nas sedes das associações de moradores.
Mestre Andrade diz que esse trabalho conjunto contribui para a redução de evasão escolar e na prevenção às drogas e à violência. O município também estimula as comunidades carentes atendidas pelos Centros de Referência da Assistência Social, mantidos pela Fundação de Ação Social.
 
"A cerimônia tem significado especial para os alunos, porque concluíram o primeiro estágio de aprendizado, o que corresponde à formatura de escolares do ensino básico", diz Andrade.
 
O batizado é o primeiro passo para que o aluno de capoeira aprenda as regras esportivas que poderão transformá-lo em professor-estagiário, em uma academia, a partir dos 18 anos de idade.
 
Também participaram da formatura professores e alunos de academias de capoeira de Foz do Iguaçu, Assis Chateaubriand, Cascavel e Toledo, e também da cidade catarinense de Joinville.
 
Bondenews – Londrina,PR – http://www.bonde.com.br/bondenews
Luiz Costa/SMCS
Redação Bonde
Londrina

Capoeira Carioca: Articulação & Movimento Capoeira é PAN

Capoeira também faz parte do Pan
25/06/2007 – GloboEsporte.com
 
Um grupo de 20 idosos capoeiristas do programa Farmácia Popular, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, irão participar dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. Eles não são atletas, mas farão um evento paralelo, no dia 18 de julho, no Circo Voador, na abertura do “Capoeira é Pan 2007”. Promovido pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio de Janeiro, o evento acontecerá também na Leopoldina, na zona portuária da cidade e na praia de Copacabana, onde haverá um aulão de capoeira, com palestras, oficinas, shows e telões com filmes sobre o tema. Para a maioria, a capoeira é mais do que um divertimento, é uma verdadeira terapia.
 
– Além dos efeitos físicos e clínicos, a capoterapia melhora a auto-estima e socialização do idoso – afirma o professor Renato Bastos, o mestre Baiano, da Federação de Capoeira do Rio de Janeiro.
Os idosos, que fazem aulas três vezes por semana, foram convidados para carregar a tocha pan-americana em Parati no dia 9 de julho. 
 
 
Capoeira Carioca: Articulação & Movimento Capoeira é PAN
 
Aguardando o momento dos XV Jogos PAN-AMERICANOS do Rio de janeiro, no período de 13 a 29 de julho de 2007, aqui na cidade maravilhosa, a capoeira articula-se para bem representar, como bela anfitriã que é, a nossa cultura tão multifacetada e que mostra por demais a cara e o jeito do povo brasileiro. Não é que a capoeira queira ser a mais representativa das manifestações folclóricas, longe de disso, pois seus integrantes também atuam em outras frentes de resistências culturais, mas é que somos ousados e gostamos de dar saltos e floreios à frente das manifestações oficiais organizadas pela classe dominante e, como festeiros que somos, estamos a nos organizar para mostrar a beleza exuberante de uma das muitas manifestações folclóricas (e que também é manisfestação desportiva quando quer) que este nosso país tem a apresentar para o mundo se maravilhar.
 
Os integrantes desta reunião de caráter organizador do evento CAPOEIRA É PAN, estipularam o período de 18 a 22 de julho de 2007, dentro da ebulição dos Jogos Pan-americanos, para a realização da programação que está sendo elaborada.
 
Locais de importâncias históricas e culturais estão disponibilizados por seus administradores para a comissão se servir deles da melhor maneira para que o público local e turístico possa se sintonizar e se harmonizar e aprender mais sobre o nosso passado e o que o Rio de Janeiro representa para a capoeira e vice-versa.
 
CAPOEIRA É PAN 2007A mídia da Secretaria de Cultura e da Secretaria de Esporte e Lazer da Cidade do Rio de Janeiro está à disposição deste grandioso evento capoeirístico dentro do PAN, bem como a Casa Rosa da Rua Alice em Laranjeiras e o Ponto de Cultura Estação Barão de Mauá, lá na reunião, através de seus administradores, se disponibilizaram para o evento.
 
A próxima reunião para andamento e fechamento das propostas será agendada pela comissão organizadora, composta pela Federação de Capoeira Desportiva do Estado do Rio de janeiro (a centralizadora junto às entidades governamentais ), Federação de Capoeira do Estado do Rio de janeiro, Federação Fluminense de Capoeira, Grupo Muzenza de Capoeira, Grupo Capoeira Brasil e Centro Cultural Senzala.
 
Depois então todos serão convidados a compor uma numerosa assembléia para discutir e aprovar (ou não) os pontos de pauta apresentados pela comissão organizadora.
 
 
Evento e Passeata
 
CAPOEIRA É PAN 2007 (considerado de : PRÉ PAN DA CAPOEIRA). 
 
CAPOEIRA É PAN 2007Esse evento vai homenagear:
MESTRES DA CAPOEIRAGEM,TERÁ PRESENÇA DE AUTORIDADES, PALESTRAS E DEBATES, OFICINAS DE INTRODUÇÃO, PARA OS ADMIRADORES DE COMPETIÇÕES, TERÁ COMPETIÇÕES NA MODALIDADE, CONJUNTO E DUPLAS, AULÃO NA AVENIDA ATLANTICA, COM UMA GRANDE PASSEATA DA CAPOEIRAGEM, TENDO A PRESENÇA DE MESTRES E DISCIPULOS E ADMIRADORES, CONTAREMOS COM A PRESENÇA DA BATERIA DA ESCOLA DE SAMBA ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA.
 
Mestre Arerê

CapoWiki – Projeto Documental: “MESTRES DE CAPOEIRA”

Caro Mestre de Capoeira,
 
O Portal Capoeira – www.portalcapoeira.com , está dando inicio a um projeto documental que visa elaborar uma base de dados sobre os "MESTRES DE CAPOEIRA" sua história, biografia e trabalhos realizados dentro do universo da capoeiragem.
 
Para implementarmos este projeto, iremos usar uma poderosa ferramenta de gestão de informações, chamada "CAPOWIKI", baseada no modelo da WIKIPÉDIA (www.wikipedia.com ).
O que é a CapoWiki?
 
CapoWiki é uma enciclopédia capoeirística escrita de modo colaborativo (Enciclopédia Democrática da Capoeira) por muitos de seus leitores e capoeiristas.
Entre nesta roda, compre o jogo, edite o artigo abaixo* e ajude a construir e tornar a CapoWiki uma importante fonte de informações, além de escrever seu nome na história.
 
Participe, colabore… A capoeira só tem a ganhar!
 
Instruções para preencher e editar o artigo:
 
1 – Substituir as INTERROGAÇÕES (?) pelo seu nome.
 
2 – Substituir os símbolos de CARDINAL (#) por seus dados: Data de Nascimento/Grupo/Cidade
 
3 – Substituir os símbolos de EXCLAMAÇÃO (!) por sua: Biografia/História/Curriculum
 
4 – Não altere mais nada (NÃO APAGUE as aspas ('''), os asteriscos (*), os traços (—-) e a parte final do artigo: [[Categoria: Mestres]])
 
5 – Se preferir envie uma fotografia (a foto será exibida junto ao artigo)
 
6 – Envie estas informações (ARTIGO) para o Portal Capoeira, utilizando o seguinte e-mail: mail@portalcapoeira.com 
 
* Artigo:
'''Mestre ?????????????'''
 
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* Nome Completo: ###############
* Data de Nascimento: ##/##/####
* Grupo: #######################
* Cidade: ######################
 
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* Mais Informações:
 
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!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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[[Categoria: Mestres]]
Exemplo de preenchimento:
 
 
'''Mestre de Capoeira'''
 
—-
 
* Nome Completo: Antonio Francisco Silva Conceição da Cruz
* Data de Nascimento: 01/01/1955
* Grupo: Grupo de Capoeira
* Cidade: São Paulo – SP
 
—-
 
 
* Mais Informações:
 
… Mestre de Capoeira iniciado na capoeiragem pelas mãos de mestre ???!!!??? criou a escola de capoeira e atualmente, etc… (sua: Biografia/História/Curriculum) 
 
 
[[Categoria: Mestres]]
 
 
Para ver um artigo já publicado na CAPOWIKI: http://www.portalcapoeira.com/wiki/index.php?title=Categoria:Mestres 
Envie estas informações (ARTIGO) para o Portal Capoeira, utilizando o seguinte e-mail: mail@portalcapoeira.com  

Instituto Volta Por Cima: Capoeira por uma sociedade melhor

Instituto Volta por Cima promove encontro de três dias para mostrar que a capoeira é um belo elemento de inclusão social.
 
Começa nesta quinta-feira (21), às 19h, e vai até do dia 23/6 o Festival Cultural Cordão de Ouro. O Instituto Volta Por Cima – Capoeira Educação e Cultura e a Academia Cordão de Ouro realizam o Festival. A programação do evento contará com palestras, aulas de dança folclórica e de Capoeira, além de Batizado de Capoeira e exibição para convidados.
O maior objetivo dos organizadores é difundir a cultura brasileira e levá-la até jovens carentes que vivem em situação de risco como opção de fulga da violência e da marginalidade, promovendo a inclusão social através do esporte.
"A nossa ONG desenvolve trabalhos desde 2001, procuramos promover um contato maior dos jovens com a identidade brasileira. A história da capoeira está ligada a história do Brasil e de seu povo. Esperamos em torno de 300 pessoas para os três dias evento", conta Eurico Lopes Barreto, Mestre de Capoeira e participante da ONG Cordão de Ouro.
 
Mestre Cláudio Danadinho, professor de Arquitetura da UnB, abre o Festival com palestra sobre sua tese de doutorado que aborda a capoeira e a arquitetura como sistemas culturais de suma importância para a cultura mundial.
 
Quem comanda a Oficina de Capoeira Regional é o Mestre Onça Negra, reconhecido e respeitado por quem entende de capoeira. E não é para menos, Onça Negra é filho de Mestre Binha, primeiro mestre a metodizar o ensino do esporte. A Oficina de danças Folclóricas fica por conta do professor Ferpa, que veio de Campinas, SP, especialmente para o Festival.
 
O Instituto Volta Por Cima coordena o Programa de Intercâmbio Brasil Suécia – que fomenta a prática da Capoeira na Suécia  e o Projeto Social Aprendendo com a Cultura Brasileira – que atende crianças e jovens em situação de risco em Brasília.
 
Com um número cada vez mais significativo de praticantes no estrangeiro, a Capoeira hoje está presente em mais de 156 países. Só o trabalho do Grupo Cordão de Ouro em Israel, conta com 5.000 alunos. Na Suécia, o número de praticantes no grupo passa dos 100.
 
No Brasil, a capoeira vem sendo utilizada com sucesso como instrumento de arte-educação e inclusão social. É o caso do projeto social “Aprendendo com a Cultura Brasileira” desenvolvido pelo Instituto Volta Por Cima em parceria com a Academia Cordão de Ouro. Em funcionamento desde 2002, o projeto atende a 60 jovens e crianças abrigadas e/ou em situação de risco no DF.
 
A abordagem do Projeto utiliza a identidade cultural brasileira como forma de educação e inclusão social. O impacto positivo é comprovado pelo depoimento das “mães sociais” que atestam a melhoria nos âmbitos familiares e escolar.

Portugal – Mestre Cotta: “3º Campeonato Internacional de Floreio dentro do Jogo da Capoeira”

A Capoeira é hoje uma modalidade desportiva que tem vindo a ganhar uma expressão significativa em todo o mundo. A língua que os portugueses levaram para o Brasil, percorre hoje o mundo inteiro através da capoeira: pelas músicas na roda, pela história, pela ânsia de saber mais sobre a língua e a cultura destes dois países.
A Associação de Capoeira é um dos grandes percursores desta modalidade, desenvolvendo já um trabalho Internacional com atletas formados espalhados por toda a parte.
Com uma grande tradição na organização de Campeonatos, a Associação de Capoeira Raiz do Brasil pretende com estes prestar um serviço de evolução à modalidade. A Competição força a uma dedicação muito grande por parte dos atletas, aproxima estes do profissionalismo e ainda permite todo um convívio e intercâmbio entre estes.
A Associação vem assim este ano realizar uma vez mais o “Campeonato Internacional de Floreio dentro do Jogo da Capoeira”, um campeonato cujo objectivo é dentro de um jogo de capoeira explorar ao máximo as capacidades acrobáticas dos atletas.
 
Visite o site oficial do EVENTO: http://www.raizdobrasil.net/
 
Programação:
 
6 de Julho (Sexta-Feira)
18:00 – Recepção dos convidados
19:00 – Roda de Abertura
20:00 – Jantar
23:00 – Encerramento
00:30 – Roda de Rua (Vila Franca de Xira)
 
7 de Julho (Sábado)
08:00 – Pequeno-almoço
10:00 – Workshops com os Mestres Convidados
12:00 – Almoço
14:00 – Apresentação das Equipas
14:30 – Inicio do Campeonato
20:00 – Jantar
21:00 – Troca de Graduações e Baptizado
22:00 – Roda (livre)
22:30 – Entrega de Prémios
23:00 – Encerramento
23:30 – Festa de confraternização (Local a Designar)
 
8 de Julho (Domingo)
08:00 – Pequeno-almoço
10:00 – Roda de Encerramento
12:00 – Almoço de Convívio
Pack´s
 
Pack Completo
Camisa, Alojamento, Workshops, Refeições(Sábado) e Campeonato – 35€
 
Pack Desportivo
Camisa, Alojamento, Workshops e Campeonato – 25€
 
Pack Visitante –
Camisa, Alojamento e Workshops – 15€
 
Pack Atleta
Camisa e Campeonato – 10€
 
Pack Público
Camisa – 5€
Inscrições até às 13:00 do dia 8 de Julho
Alojamento – Centro de Estágios de Benavente
(10 minutos a pé do local do evento)
• Cama
• WC
• Sala Convivio
 
Refeições (cada)- 10€
Pequeno Almoço (Galão ou Sumo + 1 Sandes) – 2€
Observação:
As marcações para as refeições (Pequeno-Almoço, Almoço e Jantar)
serão efectuadas antecipadamente.
 
Local:
 
Pavilhão Gimnodesportivo da Escola Secundária de Benavente
• Balneários
• Bancadas
• Bar
• Posto Médico
• Estacionamento
 
Observação:
O espaço reservado ao evento (Campeonato, Workshops, Rodas) é expressamente proibido o uso de calçado não apropriado.
Confirmação de Presença:
A Associação de Capoeira Raiz do Brasil, vem assim convidá-lo a estar presente neste evento, para tal agradeciamos a confirmação da sua presença.
Contamos com a sua presença e para garantir a sua melhor estadia, agradeciamos a sua confirmação de presença. Qualquer dúvida ou outro assunto, não hesite em contactar-nos.
 
Mestre Cotta
Telem.  +351 963764912

Portugal - Mestre Cotta: 3º Campeonato Internacional de Floreio dentro do Jogo da Capoeira A Associação de Capoeira Raiz do Brasil, vem este ano a realizar o "3ºCampeonato de Floreio dentro do Jogo da Capoeira", contamos a com a presença de todos os atletas desta modalidade.
 
Caso esteja interessado em fazer sua inscrição com antecedência e assim garantir a sua vaga no Campeonato, Alojamento e T-Shirt do evento, agradecemos que entre em contacto afim de receber o nosso NIB e proceder à inscrição via e-mail.
 
• Não é necessária a participação do Campeonato para participar no evento em geral
• Inscrições com antecedência, solicitar NIB
• É expressamente proibido filmar total ou parcialmente o evento
• Todo o Capoeirista interessado em participar mas que tenha alguma dúvida, não hesite em contactar-nos
• Agradecemos a todos os Professores e Mestres que avisem atempadamente a estimativa de atletas presentes e tamanhos para as T-Shirts
Suely Costa – Monitora Fada
Telem. +351 963468604

Fórum de Capoeira – com Mestre Nenel, filho de “Mestre Bimba”

Mais uma fantástica oportunidade para toda a comunidade capoeirística europeia!!!
 
Com o apoio do Instituto Português da Juventude, do Portal Capoeira e da FUMEB – Fundação Mestre Bimba, Mestre Nenel estará abordando diversas temáticas sobre a Luta Regional Baiana e difundindo dentro da mais verdadeira essência o método de seu Pai.

 
Fórum de Capoeira – com Mestre Nenel, filho de "Mestre Bimba"
1 a 8 de Julho de 2007
 
19 às 21 horas,  IPJ – Instituto Português da Juventude
Delegação Regional de Lisboa
 
Via de Moscavide 47 101 – Lisboa
1988 LISBOA EXPO
 
Na zona Norte da EXPO a 300m da Estação Gare do Oriente
Comboio: Saída em Moscavide | Autocarros: 5, 10, 25, 44, 114 e 208
 
 
 
"O MESTRE NENEL" 
 
Fórum de Capoeira - com Mestre Nenel, filho de Mestre BimbaManoel Nascimento Machado, Mestre Nenel, nasceu em 26 de setembro de 1960, no bairro do Nordeste de Amaralina, cidade do Salvador, Bahia. É filho de Manoel dos Reis Machado, Mestre Bimba, o criador da Capoeira Regional, e de Berenice da Conceição Nascimento, D. Bena, mas foi criado pela yalorixá Alice Maria da Cruz, Mãe Alice.
 
Desde criança, levado por sua mãe de criação, frequentou o Centro de Cultura Física e Regional da Bahia, escola de capoeira do seu pai, localizada na Rua Francisco Muniz Barreto no1, Antiga Laranjeiras onde iniciou o seu aprendizado, se formou em 1967 na sede do bairro do Nordeste de Amaralina, juntamente com seu irmão Dermeval, Formiga, Luiz Anum, Bobó, Beto Chorão e Toinho. Uma turma só de meninos. Era o Mestre Bimba inaugurando uma nova prática social de capoeira como serviço educacional para crianças e adolescentes. Prática, hoje, bastante usual pelos mestres, considerada nobre e recomendada por instituições educacionais de vanguarda, tendo em vista a comprovada capacidade que ela possui de socializar e (re)socializar crianças e adolescentes. 
 
 
Temáticas teórico-práticas:
 
Método
A Ginga | Exame de Admissão | Sequência de Movimentos Básicos
Cintura Desprezada | Ritmos de Jogos
 
Os Movimentos:
Traumatizantes | Desequilibrantes | Projecção | Ligados
Curso de Especialização
 
Tradições:
Pegar na mão para gingar | A cadeira | A Xaranga (um berimbau
e dois pandeiros) | As quadras
 
Ritmos:
São Bento Grande | Banguela | Iuna |O batizado (cair no aço)
A festa de batizado | A formatura | O esquenta banho
 
Princípios:
Gingar sempre | Esquivar sempre | Jogar sempre próximo ao parceiro Todos movimentos devem ser objectivos  | Conservar no mínimo uma base ao solo | Obedecer o ritmo do berimbau | Respeitar as guardas vencida
 
Condições de participação:
 

Preenchimento das fichas de inscrição do Fórum Capoeira
Inscrições disponíveis no Portal Capoeira – www.portalcapoeira.com
Entrega personalizada por E-mail -(solicitar) trapezio.anima@gmail.com
Aquisição de Bilhetes junto ao seu professor de Capoeira"