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Julho 2007

Vendo Artigos de: Julho , 2007

Bauru: Com ginga e votos, Casa da Capoeira é destaque

Prestes a completar 1 ano, ONG ganha arrancada em eleição do BOM DIA

Arte, jogo, esporte, dança, luta, festa. A capoeira é um pouco de tudo. E seus adeptos são rápidos no gatilho: prestes a completar um ano, a Casa da Capoeira aparece em terceiro lugar na lista das maravilhas de Bauru em eleição promovida pelo BOM DIA desde domingo.

“É até uma surpresa para nós”, diz o responsável pela casa, Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho, 42 anos. “O trabalho é recente, mas muito promissor.”
Todos os dias, parte dos 50 associados-praticantes vão até o local para treinar. Seis deles estarão competindo nos Jogos Regionais de São Manuel, abertos ontem à noite.
“Agora queremos ter sócios-mantenedores, com participação direta de empresas e instituições”, acrescenta Sobrinho.
Ex-bancário, nascido em Pernambuco, ele deixou para trás uma carreira bancária em São Paulo e chegou a Bauru há 14 anos.
A poupança dos tempos de banco foi empregada na casa, hoje uma ONG (Organização Não-Governamental) fundada em 1º de Agosto, dia do aniversário de Bauru. Também professor de educação física, Sobrinho joga capoeira desde os 12 anos e é enfático: “A capoeira só vai sair da minha vida no dia em que a vida sair de mim.”
 
Projeto pioneiro
 
Advogado prestes a prestar concurso para delegado no Paraná, o professor de capoeira Danilo Zarlenga Crispim votou na casa.
 
“É, sim, uma maravilha porque se tornou um espaço pioneiro no Estado”, explica. “É difícil achar um espaço que concentre treino e difusão da cultura afro-brasileira ao mesmo tempo.” Crispim se refere ao acervo de livros do local, com 50 títulos específicos sobre capoeira. Um deles é raro, de 1933. Medalhista em jogos regionais, Crispim lembra que começou a gostar de capoeira influenciado por amigos. “Hoje, também ajudo a levantar essa bandeira. Até porque a capoeira só pode fazer bem, inclusive para manter a forma.”
 
Pelo celular
 
Não há telefone na Casa da Capoeira, mas informações sobre como participar dos treinos podem ser obtidas pessoalmente à rua Sebastião Pregnolatto, 4-86, Jardim do Contorno. Ou pelo telefone celular: (14) 9711 8798.
 
‘Batista é a rua do progresso’
 
Um dos pontos destacados por José Alberto de Souza Freitas, o Tio Gastão, é a Batista de Carvalho, que para ele deve ser considerada a “rua do progresso”. “Ela começa na Praça Machado de Melo e desemboca na Praça da Matriz. No passado, o seu coreto, o lago, as árvores com suas belezas naturais e até animais, como bicho preguiça, encantavam as famílias”, diz. Já Ana Maria Pinho diz que Bauru tem coisas boas que muitas vezes não são lembradas. “A oportunidade de eleger as maravilhas de Bauru é uma forma de pensarmos nisso.”
 
Top 20
As mais votadas
 
* Vitória Régia – 13,01%
* Zoológico – 9,09%
* Casa da Capoeira – 8,84%
* USC – 8,21%
* Estação Ferroviária – 6,94%
* Centrinho – 6,57%
* Automóvel Clube – 4,55%
* Templo Tenrikyo – 4,29%
* Jardim Botânico – 3,54%
* Confiança Max – 3,41%
* Praça da Paz – 3,03%
* Aeroclube – 2,78%
* Noroeste – 2,78%
* Bauru Shopping – 2,65%
* Bosque Comunid. – 2,40%
* Calçadão – 2,40%
* Av. Nações Unidas – 2,40%
* Praça Portugal – 2,02%
* Teatro Municipal – 1,77%
* Bar do Dito – 1,39%
 
Classificação atualizada às 18h de ontem. Até agora, 105 maravilhas receberam indicações.
Já estão computados 792 votos.
 

Capoeira apresentada para Turistas no PAN 2007

MTur apresenta atrações culturais ao turista do Pan 
Mais de 100 mil pessoas visitaram a Praça das Medalhas, em Copacabana, no primeiro final de semana dos Jogos Pan-americanos, atraídos pela programação cultural das regiões brasileiras.  Turistas e cariocas tiveram a oportunidade de assistir a apresentações de grupos locais de capoeira; de Boi-Bumbá, vindo especialmente do Amazonas e representando o festival folclórico de Parintins, e o conjunto de forró Naurêa, formado por nove músicos de Sergipe.  A Praça é uma realização do Ministério do Turismo em parceria com o CO-Rio e apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro.
 
Na apresentação de capoeira, com músicas típicas, alunos do Rio de Janeiro representaram vários mestres locais. O presidente da Confederação Brasileira de Capoeira, Gersonilto Heleno de Sousa, disse que é importante a participação na Praça das Medalhas para divulgar o esporte, já reconhecido pelo Comitê Olímpico Brasileiro. No Brasil, a Confederação estima em seis milhões o número de praticantes e onze milhões nos 116 países onde há praticantes. A capoeira também está organizada em 64 países.
"A capoeira é patrimônio cultural brasileiro e agora pretendemos que seja reconhecida pela Organização Desportiva Pan-americana (Odepa). Aqui no País, vamos participar do projeto Ginga Brasil, para levar o esporte às comunidades carentes. A capoeira ajuda a divulgar o turismo brasileiro, porque é esporte, é cultura e é social", afirmou Mestre Neguinho, como Gersonilto é conhecido.
O grupo Boi-Bumbá, de Parintins (AM), fez uma apresentação plural, pois cantou músicas dos blocos "Caprichoso" e "Garantido", conhecidos pela rivalidade no maior festival de música da Amazônia.  Há doze anos no grupo, o vocalista Prince afirmou que a experiência de cantar na Praça das Medalhas foi emocionante, pela participação do público, e interessante, por mostrar as toadas e o ritmo da música regional que representa a Amazônia, um dos destinos mais procurados por brasileiros e estrangeiros.
 
O show do grupo sergipano de forró Naurêa – "na orelha" -, foi bastante aplaudido pelo público. O vocalista Márcio de Dona Litinha contou que o grupo mescla três elementos do forró – a zabumba, o triângulo e a sanfona – mais três elementos do samba – o cavaquinho, o surdo e a percussão, além dos acordes da guitarra e do baixo. O conjunto "Cantos do Brasil" também animou a festa do primeiro dia de homenagens da Praça da Medalha. Nesta segunda-feira (16/07), os grupos de capoeira, o grupo "Boi Bumba" e o conjunto "Naurêa" voltam a se apresentar.
 
Fonte: Mesrcado e Eventos – http://www.mercadoeeventos.com.br

Évora: Mestre Umoi, Capoeira & “Nosso Encontro”

Nome do evento: VIII Oficina Internacional de Capoeira – Évora 2007 – “Nosso Encontro”

Data: 07, 08 e 09 de Setembro de 2007

Local: Piscinas Municipais de Évora

Convidado palestrante: Mestre Beija-Flor – Capoeira Paname – Paris

A OFICINA INTERNACIONAL DE CAPOEIRA, um fantástico encontro repleto de muita energia positiva, carinhosamente batizado de “Nosso Encontro”, acontece pelo oitavo ano consecutivo em Évora, região do Alentejo Português, para o qual tive a honra de ser convidado pela segunda vez para atuar como responsável pela comunicação social e é claro capoeirar bastante, é um deste acontecimentos únicos que marcam a nossa caminhada dentro do universo da capoeiragem…

A cidade de Évora, cercada por uma beleza medieval e ao mesmo tempo contemporânea, é um lugar convidativo e hospitaleiro, de clima agradavel que irá se transformar durante os tres dias do “Nosso Encontro” na CASA DA CAPOEIRA.

“uma experiência fantástica e uma grande honra poder estar com pessoas que tem trabalhado com afinco e com o coração pela nossa arte capoeira e acima de tudo uma grande satisfação ter reencontrado grandes irmãos e conquistado novos amigos…”
Um encontro de PAZ e UNIÃO e muita CAPOEIRA!!! É assim que defino o “NOSSO ENCONTRO”

Acesse o site do evento e garanta a sua participação: www.nossoencontro.net

Luciano Milani

Mestre Umoi Souza, Grupo União na Capoeira, coordenador e mentor da Oficina Internacional de Capoeira, convida a toda a comunidade capoeirística para a oitava edição deste grandioso acontecimento.
“Caros capoeiristas,
Axé a todos vocês.
Pelo oitavo ano consecutivo venho anunciar que nos preparamos para mais uma jornada de três dias de capoeira em Évora.
O Nosso Encontro, antes de ser um evento, é um conceito que tentamos partilhar com a capoeiragem que aparece para uma vadiação.
Não temos convidados. Temos o espaço aberto para a promoção da capoeiragem e do capoeirista aluno, professor, contramestre ou mestre.
Estes últimos são as grandes estrelas que fazem brilhar o nosso encontro. Integram um quadro de profissionais que durante o evento divide com todos nós seu conhecimento teórico-prático nos domínios da capoeiragem e dignifica o capoeirista menos experiente presente em momentos de formação, devidamente organizados pelos três dias.
Évora 2006: Mestre UmoiSendo assim, o nosso encontro não se torna um evento destinado a um mestre especial, a um grupo seleto de participantes ou a um seguimento de capoeira. Mas promove espaços onde capoeiristas de várias correntes possam se sentir à vontade para se expressar sob um clima de camaradagem e respeito recíprocos.
Nossas regras de participação são bem simples e fáceis de serem seguidas, pois fazem parte do cotidiano de todo cidadão equilibrado física e emocionalmente.
Na esperança de poder conhecer novos capoeiras e rever bons amigos, fica o desejo de um bom encontro para todos nós.
Axé.”
Umoi Souza
Coordenador

Mestre João Pequeno de Pastinha em Aveiro – Portugal

1º FESTIVAL DE CAPOEIRA ANGOLA
Academia de Capoeira Angola de Mestre João Pequeno de Pastinha

Temos o enorme prazer de convidar a toda a comunidade capoeiristica para este evento imperdível que estará acontecendo no final de julho em Aveiro – Portugal.
 
Sob a organização do Mestre Pé de Chumbo, este fantástico acontecimento irá nos proporcionar uma oportunidade singular de conviver e estar perto de um dos maiores ícones da capoeira, Mestre João Pequeno de Pastinha.
 
Também estarão presentes os Mestres Rosalvo e Deraldo, convidados de renome internacional para abrilhantar ainda mais este festival.
 
Ao invés de apenas publicitar o EVENTO, resolvi fazer uma singela homenagem a João Pereira dos Santos, aluno de mestre Gilvenson e depois discípulo de Mestre Pastinha, de quem se tornou continuador, é hoje o mais "velho" discípulo VIVO de Mestre Pastinha. Integrou em 1966 a delegação brasileira no Premier Festival des Arts Nègres, em Dakar (Senegal). Hoje, ainda mantém Academia de Capoeira, no Forte Santo Antônio (centro histórico de Salvador) e continua dissiminando pro todo o mundo os ensinamentos e as "manhas" de seu professor. Em dezembro de 2003 a Universidade Federal de Uberlândia outorgou o título de doutor honoris causa pelo seu conhecimento em capoeira angola.
 
Em 1970, Mestre Pastinha assim se manifestou sobre ele e seu companheiro João Grande: "Eles serão os grandes capoeiras do futuro e para isso trabalhei e lutei com eles e por eles. Serão mestres mesmo, não professores de improviso, como existem por aí e que só servem para destruir nossa tradição que é tão bela. A esses rapazes ensinei tudo o que sei, até mesmo o pulo do gato".
 
Retirado de "http://www.portalcapoeira.com/wiki/index.php?title=Jo%C3%A3o_Pequeno"
 
Não percam esta oportunidade, eu estarei lá e voce? 

 

Mestre João Pequeno de Pastinha

 Para ver o cartaz em tamanho real, clique aqui.


Local: 
Pavilhão Municipal – Avenida Mário Sacramento, Ílhavo – Aveiro

Contato:
Mestre Pé de Chumbo – mestrepedechumbo@bol.com.br
Estudante Russo: +351 916009479


Segue um dos mais belos textos que já li sobre Mestre João Pequeno

 

AS TRÊS ESTRELAS DE ANGOLA

Por A. A. Decanio Filho – Mestre Decanio
 
Mestre Caiçara certamente cantaria:
 
Céu de Angola tem três estrelas!
Todas três entrelaçadas!
Uma é "Grande"!
Outra é "Pequeno"!
A "Primeira" está no Alto…
Onde mora "O Brilho Maior"!
 
Acostumado a assistir do anonimato das galerias, às rodas e exibições do Centro Esportivo de Capoeira Angola, onde pontificavam as figuras de Pastinha e seus principais seguidores, desde logo aprendi a admirar o jogo expressivo dos dois "Joãos", diferenciados em "Grande" e "Pequeno’ em paralelo físico, apesar de idênticos na lisura, elegância, disciplina e beleza gestual.
 
João Pequeno, na realidade não era tão pequeno, o cognome sendo apenas relacionado ao físico avantajado do "Grande". No jogo ambos se agigantavam e equivaliam.
Calado, ele ensinava aos mais novos pela exibição de seus movimentos elegantes, desenvolvidos dentro do ritmo como exigido pelo ritual da capoeira, sempre mantendo o respeito pelo parceiro do jogo, seja no plano físico, seja no moral.
Cantando, falava a linguagem tradicional dos capoeiristas na roda, louvando a tradição, exaltando suas origens, acentuando as qualidades da terra e de seu povo, num jogo elegante e ritmado de frases poéticas.
 
Vivendo, transmitia um exemplo de humildade serena e liderança inconteste, impondo-se pelo carisma a todos que dele se aproximavam.
Na intimidade, revelava-se um pai extremoso, devotado à preservação dos valores espirituais da família e zeloso no provimento das necessidade materiais dos seus.
 
Ao completar a oitava década, continua o mesmo de sempre: calmo, humilde, apaixonado pela capoeira; jogando capoeira e liderando um dos grupos mais expressivos da nossa terra, embora cultuado como um dos monstros sagrados da nossa e reconhecido internacionalmente como um dos marcos mais importantes na história da nossa arte-e-manha de São Salomão.
 
A evolução da capoeira a partir de 1943 vem acompanhando o trajeto duma estrela gêmea, cujos focos são os dois Mestre Maiores, Bimba e Pastinha, sob a luz dos quais temos que forçosamente examinar e entender os fatos.
Pólos opostos, porém complementares, os dois grandes lideres, se completam, unindo a modernidade à tradição.
Somente graças à visão de Pastinha, manifestada na sua adorada Capoeira de Angola, pôde o verdadeiro jogo da capoeira conservar sua pureza original e sobreviver ao impacto da histórica tormenta desencadeada pela criação da Luta Regional, antípoda do Jogo de Capoeira, porta aberta para intromissão dos teóricos modernos e as conseqüentes deformações conceptuais da capoeira baiana original, "sempre elegante, bela e gentil com Deus a concebeu", nas suas palavras.
Pastinha proclamou nos seus manuscritos a estrita obediência aos três erres fundamentais do jogo capoeira : Ritmo, Ritual e Respeito, sem os quais a prática se transforma em luta feroz, de bestas ensandecidas.
 
João Pequeno, após o retorno do Velho Mestre aos planos mais elevados, toma do cetro e vem dirigindo com serena humilde, o barco da tradição, de portaló aberto ao progresso e à evolução, sem perda de objetivo e rota.
Enfim, João Pequeno faz jus à frase do Mestre Pastinha … "o famoso o povo lhe diz" …
 
Deus salve o Mestre João Pequeno!
Oxalá o cubra com seu alá…
e resguarde das artimanhas dos exús…
nas encruzilhadas da vida!
 
 
Nota final:
Pessoalmente, desejo alcançar os "oitentinhas" assistindo suas brincadeiras e exibições de habilidade nas rodas da "Academia de João Pequeno de Pastinha do Centro Esportivo de Capoeira Angola".

Crônica: O MESTRE DE CAPOEIRA

"…a cobra não tem braços,
  não tem pernas, 
  não tem mãos e não tem pés,
  e como ela sobe e não subimos nós…." 1.     
Aquela era uma noite de festas  um tanto profano, um tanto religioso: a antepenúltima noite  das esmolas do Divino. Os presentes em tudo variado: das distâncias;  das idades; dos cabedais. Mestre Benicio buscava  conversas entremeadas de filosofia e misticismo  – para agradar, atrair e alegrar a  todos. Pediram-no para falar da última viagem, da Capoeira  em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro – dos feitos dos Mestres.
 
– “O Mestre de Capoeira antes não dependia das cidades, pós-libertação é necessariamente urbano-periférico. Analfabetos ou pouco letrados, assumem o domínio do povo – dos “capoeira” aos presentes, passando pelos da circunvizinhança. Quase todos vivem num ambiente limitado: numa visão missionária; há os que imprimem viagem mundo afora. Conforto restrito, quase de pobreza material absoluta; de tão absoluta a compensa no seu imaginário pela fama, também absoluta – adquirida num encanto intelectual não se sabe de que origem; mas encanta, cativa, prende os praticantes, como os presentes quaisquer que sejam”.
 
– “A Capoeira não tem fim,  não teve começo. Já mestre – é  a primeira distinção conferida a uma pessoa em reconhecimento
pelo  fazer, ensinar e disciplinar – do plantio  ao cultivo; da caça à pesca; da dança às crenças”. Mestre Benício, professor, cantador e “contador”, negro de família forra, alforriada pelos Castro Alves”, como gostava de dizer. Dizia para enfatizar os valores de ser livre, conversava em zigue-zague, assim atraia a atenção de todos, e a todos satisfazia.
 
Ainda noitinha, frio de maio cortando, vento soprando leve mas constante, fogueira já com labaredas altas ajudando o clarão da lua. O anfitrião despacha mais uma rodada de licores em doses e espécies variadas – jenipapo, caju, mangaba, até de “pau-ferro” – “iche Maria!”.
 
Aduziu mais algumas considerações a este perfil  e contou-nos da simbiose homem-arte-crença. – "Adquire  ele todo o orgulho do seu estado, da sua condição. Recebe  dos seguidores, dos freqüentadores,   uma marca de superioridade do seu meio; uma marca de elevação, de supremacia, de predomínio, que nem um outro ser humano  consegue.
 
Mestre Benício a nada definia a tudo comparava. Como todo bom “capoeira”, quer trazer todos para o centro da conversa, precisa provocar uma discussão, dá margem à participação, dar a si a vaidade da contenda:
 
– “Toda relação de obediência pressupõe uma troca que traga um ganho ou afaste um medo”. Muitos dos presentes aproveitaram para cada um dar uma pitada. Platéia variada, uns lidos e corridos, outros nem tanto, conversa solta…
 
– “Mesmo a nossa obediência para com Deus requer  troca. Troca pela vida eterna; a volta da saúde  meio abalada…” Chamando
mais para o centro da Roda, provocando bem ao feitio de quem melhor conhece a alma humana – “para com  o  f e i t i c e i r o”, falou pausado – “dono de forças situadas entre o divino e o temporal; entre o ético e o safado –  a obediência está na base de trocas de mesmo calibre  – à volta da mulher traidora, safada, porém gostosona;  o namoro com o filho do vizinho; a traição com o primo, paixão de meninice, com quem não se casou impedida pelos pais.” Certa inquietação. Agora sim, chegou a hora! –  “Quem mais recorre ao feiticeiro é a mulher, quem mais faz promessas a todos os santos – é a mulher, quem antes enjoa do cônjuge é a mulher…” – provocou, para completar – “O Mestre de Capoeira encerra em si  o nível de obediência mais sadio, a mais voluntária das  obediências entre pessoas, fora das relações estritamente familiares. Entre ele e os seus não há um apelo, uma oferta, uma promessa. Na maioria das vezes ele, o Mestre, é o mais pobre do seu meio”.
 
Diante do sorriso geral, um cuxixo e outro,   prosseguiu impassível, não diria sádico, mas sem um  gesto de dó:
 
– "Na sua grande maioria, como que errantes, e os são; esguios pelos exercícios estafantes e o mau passadio;  nutrem-se como agentes da consciência do prestígio; dos  valores da inteligência voraz, iletrada  – a construir  uma FAMA  que o alimenta – apoiados na reverência dominadora, de um lado; de outro na crença que só é possível em quem julga ser responsável por uma banda do Mundo". Depois de tecer explicações do caminho percorrido, completa – "No passado muitos eram sapateiros, estivadores e tantos ferreiros, com forjas ordinárias no quintal acanhado da casa rota; alguns alfaiates – Mestres de Capoeira são vaidosos, gostavam de ostentar “as mãos finas”;  hoje,  tantos são pedreiros, serventes, pequenos comerciantes, carpinteiros; tantos meros biscateiros. Os que têm (tinham) meios de vida, afora a Capoeira, a tudo abandonam, se um projeto lhe surge – viagens noutras paragens, no estrangeiro, nos navios, para "levar a tradição".
 
Depois   de longo silêncio, João Pequeno, garimpeiro não negro, deu uma pitada: "Homens contaminados pela magia poderosa da música; pela perspectiva a que a luta vencida nos conduz; pela vaidade da exibição física; pela nobreza com que nos afaga o poder intelectual.”. Pedindo desculpas devolve a palavra ao Mestre Benício, que vai falando, agora dos seus receios –”.
 
– “De quanto ganha, pouco se sabe. O que se vê – é  ser muito inferior ao valor do  trabalho efetivo  realizado. Sempre pronto a acudir em  cada biboca. De concreto é que tudo faz pela arte, os elogios, pela admiração do povo; após cada luta,  cada apresentação continua como antes. Eu nunca quis saber  como chega em casa, de mãos vazias, a cada dia. Como patrimônio ou consolo – sempre querido, cercado; trilhando soberbo e doce. Na morada, afora grande acervo de áudio,  vídeo e escritos variados – nada tem que passe de um mocambo. Muitos viveram assim; muitos vivem ainda assim”.
 
– Dona Vitória Gama, mulher negra, professora, garimpeira, cantadeira e rezadeira, sempre pronta a ajudar a Mestre Benício com as datas e os nomes dos autores de cada feito, mantinha-se calada e sentada. Em nada coubera uma data, um nome, conversa genérica. Temperou a guela e interveio:
 
– “A superioridade cria inimigos, este é o mais geral princípio da guerra”. Consentida a intervenção, com gentilezas e mesuras pelo Mestre e  interesse pelos presentes, vai explicando o que conhece bem, estudos variados – Guerra e Revolução.
 
– “Não pensem que as relações na Capoeira são mornas. Não. São estremecidas. Não raro ao extremo. Nos encontros entre
 
Mestres, os mimos não duram mais que poucos minutos e  já surgem as alfinetadas –  tão maliciosas, sutis, para atingir a fama do outro; quanto cuidadosas, para zelar da pessoa.  A fama é o objeto da contenda. Esta é das diferenças entre guerra e Revolução: a renúncia à  superioridade faz a Revolução; a luta pela superioridade, causa a guerra”. (2)
 
– “Embora toda cultura seja conservadora, sendo a capoeira extremamente conservadora, pelo seu caráter igualitário  eu diria ser a Capoeira a única ação revolucionária no Brasil. A que avança, embora lentamente, como soe ser”. E finalizou –  “ao “capoeira” para com seu Mestre – nada lhe é mais de ofício que  engrandecer-lhe;  que ouvir de outros referências elogiosas”. E alfinetando, para manter a tradição –  “Eu gosto é de elogios e não de crítica, por isto procuro fazer bem feito, proclama cada Mestre”, finalizou.
 
Foguetes no alto do Morro Azul, (absurdo) o mais vermelho dos lajedos –  estão chegando, as esmolas, a bandeira, o Divino…
 
O velho Mestre vai arrematando da última viagem – “felizmente vi, soube e até conversei, com alguns Mestres doutores, de anel no dedo e tudo,  e olhe que todos novos, 30 a 40 e poucos anos.  Não me lembra de ninguém já nos 50 anos. Tem tantos já escrevendo livro, quem diria?”. E tacou nas notícias que o empolgavam – “Mestre dando aula na Inglaterra – ensinando mesmo, especializações diversas, nas Universidades, para formar doutores também”. E completa – “soube também de muitos “capoeiras”, entrando nas universidades;  como vi, eu próprio, muitos das universidades entrando na Capoeira…", parou, voz impostada. Notava-se um fio de esperança naquele negro “de família forra”, como dizia –  “Meu Deus, cinco séculos de escravidão e descaso!!!
 
 
Nota do autor: Validando as últimas afirmações de Mestre Benício, neste semestre, julho/agosto, o meu Mestre João Coquinho, Mestre do Grupo Berimbau Brasil, 42 anos de idade,  e quase isto de Capoeira; de muita luta e igual quantum de dificuldades, botará anel no dedo, bacharelando-se em Ciências Contábeis, aqui em São. Em data ainda não acertada.
 
 1 Canção de domínio público, africana;
 2 “Os Jacobinos Negros”,  CLR James.

Abadá e Mestre Cobra em Cabo Verde

Abada recebe mestre "Cobra" em Cabo Verde  
 
A Associação Abada Capoeira de Cabo Verde, que é filiada na maior associação de capoeira do mundo com mais de 60 mil praticantes em 33 países e ainda representantes em todos os estados brasileiros, realiza até ao próximo dia 16 de Julho um festival de capoeira, com a presença de mestres e professores internacionais, pelas ilhas. É assim que depois de Santiago, Sal e Santo Antão, São Vicente prepara-se para receber a partir de hoje, sexta-feira, 13, três professores de capoeira brasileiros, sendo que um deles reside actualmente em Portugal e um mestre de capoeira conhecido no meio por “Cobra”.
 
A vinda desses especialistas brasileiros de capoeira a Cabo Verde para participar no festival internacional de verão da Abada, que marca o arranque da campanha contra a violência, é a acção mais visível desta actividade que terá a duração de um ano. “Estivemos 10 dias na ilha de Santiago, dois dias no Sal e dois dias em Santo Antão. A partir de hoje, sexta-feira, 13, vamos estar em São Vicente, ilha onde iremos realizar uma seria de actividades até a próxima segunda-feira, data do término do festival”, explica António Marques, ou melhor ‘Patcha’, responsável do Abada em Cabo Verde.
 
Esta campanha contra a violência, de acordo com o professor de Abada Pacha, vem na sequência de uma campanha idêntica realizada em 2006, nessa ocasião a favor da água. Esta campanha arrancou em princípios de Junho com a distribuição de folhetos em escolas do Ensino Básico Integrado de São Vicente e foi levado às principais ilhas do país, com a realização de actividades nas ilhas de Santiago, Sal, Santo Antão e São Vicente. “Estamos a passar uma mensagem muito educativa. Em simultâneo, estamos a distribuir folhetos com informações sobre as formas de combater a violência, a conversar com as crianças e, claro, a utilizar a capoeira para passar a nossa mensagem de paz e amor”.
 
Esta mensagem, mesmo depois do término do festival internacional de capoeira, indica Pacha, está presente em todas as actividades realizadas pelas diversas filiais da Abada Capoeira ao longo do ano de 2007. Pacha destaca ainda o facto de, nesta altura, o país estar a ser procurado com regularidade por grandes empreendimentos turísticos que vêm a Cabo Verde sobretudo por causa da tranquilidade que essas ilhas oferecem.
 
Foi com esse propósito que, em cada uma das ilhas visitadas, o Abada Capoeira realizou uma série de localizadas com a presença de capoeiristas nacionais e dos convidados especiais, os três professores de capoeira e do mestre Cobra, que se encontram em Cabo Verde. “Sabemos do impacto da capoeira, sobretudo entre os jovens e estamos a utilizá-la como chamariz”, admite este responsável, que aproveita para informar que todo esse trabalho do Abada está a ser desenvolvido em parceria com a Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC) e dos órgãos de comunicação social.
 
 
Constânça de Pina
A Semana online
http://www.asemana.cv

CAPOEIRA NA CHEGADA DA TOCHA OLÍMPICA AO RIO DE JANEIRO

Paraty, 09 de Julho de 2007.
O dia começou com uma linda alvorada de fogos ao som de berimbaus e da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel. O sol ainda nem tinha saído e o coro já estava comendo no Quilombo Independência do Campinho, em Paraty. Tudo isso para receber a chama olímpica do PAN 2007 do Rio, que, carregada pelo atleta Olímpico Robson Caetano, chegaria dentro de duas horas ao Quilombo.
E a capoeira estava lá, representada pela presença de mais de 30 mestres e  alunos, além dos presidentes da Confederação Brasileira de Capoeira e das Federações de Capoeira de diversos estados do Brasil. Apos um Café da Roça, preparado e servido pelos anfitriões, os moradores do primeiro Quilombo do Brasil a ser  legalizado, a vadiação começou. E a capoeira se juntava à bateria da Mocidade, numa roda inimaginável.
 
 
A tocha chegou às 8:30 em ponto e a emoção tomou conta de todos, inclusive dos dois Ministros de Estado e dois Secretários Estaduais presentes, atores e atrizes, lideres dos movimentos pela igualdade racial e dos moradores do Quilombo da Independência. E a capoeira fazendo bonito o tempo todo, sem parar a roda. Foi emocionante.
 
Após a passagem da tocha, que foi conduzida dentro do Quilombo por representantes dos moradores locais, a festa parecia não acabar mais, com o som da Sandra de Sá e do Toni Garrido, da bateria da Mocidade e muito, muito Maculelê e capoeira. Tudo isso com a presença de mais de 50 repórteres e cinegrafistas da mídia de todo o Brasil.
 
CAPOEIRA NA CHEGADA DA TOCHA OLÍMPICA AO RIO DE JANEIRO
 
CAPOEIRA NA CHEGADA DA TOCHA OLÍMPICA AO RIO DE JANEIRO
 
CAPOEIRA NA CHEGADA DA TOCHA OLÍMPICA AO RIO DE JANEIRO
 
CAPOEIRA NA CHEGADA DA TOCHA OLÍMPICA AO RIO DE JANEIRO
 
CAPOEIRA NA CHEGADA DA TOCHA OLÍMPICA AO RIO DE JANEIRO
 
CAPOEIRA NA CHEGADA DA TOCHA OLÍMPICA AO RIO DE JANEIRO

Mestre Nininho: Festival de Música e Encontro de Capoeira

No último final de semana, no evento de Mestre Cotta (evento que em breve estaremos publicando uma matéria especial), em Benavente, uma Vila da região do Ribatejo, tive a oportunidade de estar novamente em contato com Mestre Nininho, um grande capoeirista, um lutador, um guerreiro de personalidade forte que "marca sua presença" conquistando a todos a sua volta com seu apurado senso de humor e alegria (apesar de sua cara amarada e feições sérias), que já havia conhecido em Lisboa durante o lançamento europeu do filme: Mestre Bimba a Capoeira Iluminada.
 
Na ocasião conversamos muito sobre a capoeiragem, as tendências e novas possibilidades, conversamos sobre grandes "mestres" do passado e do presente… mais acima de tudo trocamos informações buscando sempre uma maior interação inter-grupos no interesse da "nossa arte/luta".
 
No próximo final de semana (13 / 14 de Julho, Mestre Nininho, estará organizando em Portugal, um festival de música e encontro de amigos da capoeira, para o qual tive a honra de ser convidado para fazer parte da comissão julgadora.
 
Uma ótima oportunidade de convivência, troca e aprendizado!!!
Grupo AGBARA Capoeira
 
Festival e Encontro de Capoeira
13 / 14 De Julho
 
 

• Para participar do evento será cobrada uma taxa de 20 €, e no dia a taxa será de 25€;
 
• As inscrições para o encontro e o festival devem ser feitas com antecedência, para que todos tenham direito ao alojamento e alimentação;
 
• O prémio do festival de música será em dinheiro;
 
• Sua presença é muito importante para o êxito desse evento, venha participar com os seus alunos, quem sabe você não poderá ser um dos vencedores do festival de música de capoeira.
 
• As músicas podem ser Chulas, Ladaínhas, Quadras, e Corridos.
 
 
Informações/Inscrições:
 
Mestre Nininho: 91 773 84 69
 
Sininho: 91 947 59 45 / 96 334 09 26 –  catia.sininho@netcabo.pt
 
* Obs: Trazer saco cama

Mestre Cobra Mansa, Lázaro Farias & Documentário sobre Capoeira

Depois do sucesso do Mandinga em Manhattan (DOCTV*), Mestre Cobra Mansa e o cineasta Lázaro Farias** estão convidando todos os capoeiristas para "somarem e colaborarem" em um novo projeto denominado: "Roda do Mundo".
 
O projeto visa documentar a expansão da capoeira pelo mundo através de uma viagem por diversos países onde a capoeira está presente.
 
Um dos grandes trunfos deste documentário é a abordagem "multi-geração e desfragmentada" que o realizador pretende dar ao enredo deste projeto:
 
"Através do olhar de 3 gerações de capoeiristas , o documentário registrará a realidade da capoeira nesses lugares , a interação entre mestres e alunos das academias locais , que contarão como a capoeira chegou nessas cidade e como lá se estabeleceu, quem foram os pioneiros e qual é a situação da capoeira hoje, cada vez mais global. Mostrando assim a Mandinga, a malícia, o gingado e a luta de uma dança que se tornou símbolo de resistência."
 
Queremos louvar a atitude e a postura do realizador e de Mestre Cobra Mansa pela chamada pública, mais ao mesmo tempo levantar uma questão de grande relevância para manter o contexto e a seriedade desta proposta que visa fomentar a cooperação e a participação inter grupos/paises.
 
É fundamental manter a comunicação unilateral, incluindo nas pesquisas um verdadeiro sentido de inserção cultural, buscando através da enorme diversidade de elementos (grupos/mestres/trabalhos/países) abordar o maior número de possibilidades, para validar a verdadeira essência da "Chamada Pública" e criar um roteiro original e desprovido de "vaidades" e "verdades absolutas".
Abaixo segue convite de Mestre Cobra Mansa:
 
 
Lázaro FariasEstamos convidando a  todos os capoeiristas a participar de mais um documentário do grande diretor Lázaro Farias
Depois do sucesso do Mandinga em Manhattan estamos mais uma vez tentado fazer o nosso próximo documentário que se chamara a Roda do Mundo e  pretende documentar a expansão da capoeira pelo mundo através de uma viagem por mais de 20 países onde a capoeira se estabeleceu e conquistou a população local
 
Gostaríamos de manter  contato com pessoas de capoeira de vários estilos sem discriminação queremos envolver todos que desenvolvam  trabalhos em diferentes países, para que possamos desenvolver e mostrar todas as faces da capoeira.
 
 
As pessoas interessadas devem por favor entrar em contato com a nossa equipe de produção
 
Mestre Cobra Mansa
 

* O DOCTV é um programa pioneiro de fomento à parceria entre a TV pública e a produção independente desenvolvido pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, a TV Cultura e a Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais — ABEPEC. Criado em 2003, seu objetivo é promover a regionalização da produção de documentários, articular um circuito nacional de teledifusão através da Rede Pública de Televisão, e propor um modelo de negócio que viabilize mercados regionais para o documentário brasileiro.
 
 
** Lázaro Faria é um importante diretor, produtor e diretor de fotografia de cinema, vídeo e filmes publicitários, além de profundo conhecedor do espírito do povo baiano. Desde o início da sua carreira, dirigiu, produziu e fotografou mais de 1.000 comerciais em película para importantes clientes como: Telebrás, Correios e Telégrafos, Governo da Bahia e de Pernambuco, Fundação Roberto Marinho, dentre inúmeros outros clientes e já arrebatou muitos prêmios, como por exemplo: Prêmio Profissionais do Ano, da Rede Globo, em 1988, 1989 e 1990.

Rio Grande do Sul: Lançamento do Portal da Negritude Gaúcha

ESTÁ NO AR O PORTAL DA NEGRITUDE GAÚCHA: www.ccnrs.com.br
 
Toda a equipe do Portal Capoeira esta extremamente feliz com mais esta "força" que se junta para somar em prol da Cultura, Cidadania e Negritude.
 
Aproveitamos a oportunidade para agradecer a incersão de nosso Portal em vossa galeria de Links, o que certifica a importância deste trabalho.
Ficamos a vossa inteira disposição para ajudar a dissiminar informações, oportunidades de conhecimento e vivências.
 
Um grande axé e muito sucesso em vossa caminhada!
 
Luciano Milani
O lançamento foi no último dia 20, com auditório lotado, no Memorial do Rio Grande do Sul
 
No ar desde o dia 20, a Campanha do Portal do CCN – Centro de Cultura Negra do RS (www.ccnrs.com.br) estará sendo veiculada por 20 dias em busdoors colocados em ônibus de Porto Alegre, das regiões norte e sul. Atualizado semanalmente, o objetivo do portal é a divulgação da variedade de ações dos afro-gaúchos, mostrando ao público em geral as potencialidades da negritude do Sul.
 
A abertura do portal traz uma marca sonora, uma "Assinatura Musical", de autoria do músico Telmo Martins, ilustrada com imagens de negros e negras do Rio Grande do Sul, com duração de 30 segundos.
 
Entre os destaques do conteúdo está a seção de busca, que traz um mapa do Estado com o percentual de negros/as e informações relacionadas às cidades do Rio Grande do Sul.
 
O portal oferece relevantes matérias sobre os afro-brasileiros, sejam elas sobre as religiões, o samba, o Hip Hop, os mais de 120 quilombos do Estado, os 53 Clubes Sociais Negros, os CTG’s criados por negros, o 20 de novembro celebrado pela primeira vez em 1971, em Porto Alegre, bem como temáticas da negritude.
 
Para o Conselheiro do CNPIR – Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial da Seppir no RS, Oliveira Silveira, o portal é um grande passo, somando-se à histórica valorização da cultura afro-brasileira protagonizada pelo Movimento Negro gaúcho. O Portal do CCN significará um espaço virtual para o Centro de Cultura Negra do RS (CCN), que está sendo criado pela sociedade civil, em parceria com os Governos Estadual e Federal.
 
Sátira Machado
DRT 8417
satiramachado@ccnrs.com.br
Fone (51) 9227-4760