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Julho 2007

Vendo Artigos de: Julho , 2007

“Gingando em Londrina” realiza encontro de capoeira

Com o objetivo de integrar e fortalecer a capoeira na cidade, o projeto cultural Gingando em Londrina, por meio da Rede Cidadania da Secretaria Municipal de Cultura, realiza nesta sexta-feira (06) um encontro de capoeira. O evento está marcado para as 20h, no Centro Cultural Lupércio Luppi.

A programação do encontro inclui a apresentação de vídeo, a entrega do roteiro das atividades marcadas para 2007 em Londrina e rodas de capoeira com os participantes. O encontro visa integrar os grupos de capoeira que existem na cidade, incentivando-os a participar das atividades culturais com as quais o projeto se envolve.

Gingando em Londrina

De acordo com informações do N.Com da Prefeitura, o trabalho desenvolvido pelo Gingando em Londrina oferece 12 diferentes oficinas, gratuitas, nas cinco regiões da cidade, e ainda nos distritos rurais Warta e Irerê. No total, 450 pessoas, entre crianças, adolescentes, adultos e idosos, são atendidos pelo projeto.

 

Bondenews
Redação Bonde
Londrina

PAN 2007: Tocha será recebida com capoeira em Parati

A Superintendência de Igualdade Racial está organizando o revezamento da tocha pan-americana no Quilombo Campinho da Independência, em Parati, na Região da Costa Verde e o objeto será recebido, no dia 9 de julho, com jongo e capoeira.
A grande justificativa da chegada da tocha inclui oficialmente a participação dos afro-descendentes fluminenses na competição e chama a atenção para as comunidades quilombolas do Estado do Rio.
 
Segundo a superintendente de Igualdade Social, a atriz Maria Ceiça, a chegada da tocha contará com apresentação de jongo e capoeira, além de promover um encontro entre comunidades quilombolas no Rio de Janeiro.
 
"É um privilégio para nós participarmos do Pan com este evento. Os tambores vão tocar neste dia. A tocha chegará às 9h (de Brasília), mas antes já estaremos divulgando a cultura negra no quilombo. Muita gente desconhece o número de comunidades quilombolas no Estado", explicou.
 
"Este evento será uma forma de mostrar a importância destas áreas que preservam a cultura afro-brasileira. Além disso, é uma maneira de inserir oficialmente a comunidade negra nos Jogos Pan-americanos", afirmou.
 
No dia 17 de abril, o governador Sérgio Cabral reafirmou o compromisso do governo do Estado com a igualdade racial, assinando uma série de convênios em parceria com o Serviço Nacional da Indústria (Sesi), a Federação das Indústrias do Estado (Firjan) e a Associação de Quilombos do Rio de Janeiro.
 
Os termos de cooperação técnica para a realização de um censo escolar, entre jovens e adultos, e a implementação de cursos de educação básica e de alfabetização, além da implantação do projeto "Cozinha Brasil", de segurança alimentar e nutricional nos quilombos, foram algumas das propostas acertadas.
 
Outro grande passo em prol da promoção da igualdade racial no Estado foi a assinatura de termo de cooperação que estabelece a elaboração do Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial, que permitirá um diagnóstico da condição de vida do negro em relação ao acesso a bens públicos e perfil econômico, por exemplo.
 
"A elaboração do Plano Estadual de Igualdade Racial é muito importante. Só por meio dele, poderemos fazer um mapeamento no Estado do Rio sobre os afro-descendentes. Nós não temos políticas públicas para o negro no Estado, isso é feito, na maioria das vezes, por organizações não-governamentais. O plano é a concretização de uma proposta de política pública efetiva do governo estadual", disse.
De acordo com Maria Ceiça, o termo de cooperação também permitirá que a superintendência sensibilize os 92 municípios do Rio a participar do Fórum Intergovernamental de Igualdade, espaço de articulação entre os governos federal, estaduais e municipais.
 
Até então, o Estado do Rio ainda não havia assumido com o governo federal o compromisso de participar das discussões sobre a situação do negro no Brasil.
 
Com informações do jornal O Dia

Da Marginalidade ao Sucesso Internacional – Capoeira: Infância, Atividade & Saude

Da Marginalidade ao Sucesso Internacional a Capoeira vem cada vez mais se expandindo e ganhando adeptos pelos 4 cantos do mundo…
 
Há menos de um século a capoeira era considerada prática marginal e hoje esta mesma "forma de expressão", esta "arma da cidadania", este nossa "arte malandra", ganhou relevância, se expandiu… Conquistou os sete mares… é claro que todo este processo foi sendo desenhado, forjado e articulado em "nossa" história recente… Através de figuras importantes dentro do universo capoeiristico e por que não dizer dentro do universo sóciol cultural brasileiro… Apenas com carater ilustrativo irei fazer menção a alguns nomes (sem desmerecer os que aqui não figurarem), são eles: Waldemar da Paixão, Daniel Coutinho, Vicente Ferreira Pastinha, Manuel dos Reis Machado, José Ramos Do Nascimento, Washington Bruno da Silva, Rafael Alves França, Annibal Burlamaqui, Agenor Sampaio, entre outros…
 
Fica como sugestão de leitura e pesquisa a importancia da globalização no processo de dissiminação da capoeira pelo mundo e a introdução no ambiente acadêmico (escolas e universidades), vale ainda ressaltar dentro deste contexto as palavras do grande Mestre Decanio: "A Capoeira é um ESCOLA de CIDADANIA"
 
Segue matéria recolhida do Jornal O Dia Online, do Rio de Janeiro, onde a CAPOEIRA é citada de forma muito positiva no processo de desenvolvimento infantil.
Luciano Milani
Criança ativa e com mais saúde
 
A prática de esportes não serve só para perder peso: é boa para a auto-estima e favorece a convivência social
 
Rio – Em tempos de Orkut e videogame, a garotada parece não querer mais saber de bola e bicicleta. Mas, apesar de toda a tecnologia, ainda não inventaram uma pílula que substitua os benefícios da prática esportiva. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), cerca de 50% dos meninos e 25% das meninas em idade escolar fazem atividades físicas.
 
“Estudos revelam que crianças e adolescentes ativos transformam-se em adultos não-sedentários. Com isso, eles ficam menos sujeitos a doenças, como obesidade, hipertensão e diabetes”, afirma o diretor do Grupo de Trabalho em Pediatria e Medicina Desportiva da SBP, Ricardo Barros.
 
Segundo especialistas, a prática de atividades esportivas é recomendada para crianças de todas as idades. Algumas modalidades, como natação, chegam a ser indicadas inclusive para bebês, a partir dos seis meses.
 
“A natação ajuda a desenvolver a musculatura, a melhorar a coordenação motora e a aumentar a capacidade pulmonar do indivíduo”, enumera o pediatra Antonio Carlos Turner, do Hospital Balbino, em Olaria. Para ele, a atividade deve ser escolhida de acordo com a aptidão da criança e ser praticada por 40 minutos, duas ou três vezes por semana.
 
APRENDENDO A PERDER
 
Tão importante quanto praticar uma atividade física, ressalta Ricardo Barros, é gostar da modalidade escolhida. Principalmente no caso dos mais novos. “Toda atividade física deve ser divertida e relaxante. Por isso, a escolha deve ser feita pelos futuros ‘atletas’ com o objetivo de sentir prazer e não de obter resultados”, salienta.
 
Mas os benefícios proporcionados vão além da prevenção de futuras doenças. “Através da prática de esportes, crianças aprendem a conviver umas com as outras e a dividir erros e acertos. Assim, passam a entender que regras existem para protegê-las e que, por isso, precisam ser respeitadas”, avalia a psicóloga Márcia Sampaio, do Hospital Memorial, no Engenho de Dentro.
 
A estudante Fernanda Madasi, de 13 anos, admite que mudou muito desde que começou a praticar CAPOEIRA, aos 10. “Antes de conhecer a capoeira, era muito tímida e preguiçosa. O esporte me deu disposição para fazer ainda mais exercício”, conta.
 
Já para Marcos Vinícius Passos, 8 anos, a prática do caratê serviu como válvula de escape. Ele diz que o pai resolveu matriculá-lo no curso porque sempre foi muito agitado e, pior, vivia implicando com a irmã mais velha, Jéssica. “Essa garotada tem uma energia que precisa ser canalizada. O mais impressionante é que o caratê melhora até o rendimento na escola”, afirma o mestre Genival Ferreira.
 
Quando o assunto é competição, porém, os pais precisam estar atentos para não exagerar na cobrança. “Os adultos devem estimular as crianças a melhorar o desempenho esportivo sem acirrar demais a competitividade”, explica Márcia Sampaio. Para ela, os pais devem ajudar os filhos a lidar com as frustrações.
 
Aos 10 anos, Marcelo Kogut já participou de dois torneios de tênis: perdeu um e ganhou outro. Embora reconheça que a derrota tenha sido ruim, não desanimou. “Fiquei triste quando perdi, mas, mesmo assim, treinei bastante para a outra disputa”, lembra. Para a mãe, Marta Kogut, a participação em um torneio, mais do que a fazer aces e voleios, ensinou o pequeno Marcelo a administrar vitórias e derrotas.
 
Em excesso, exercícios podem ser até prejudiciais
 
A prática de atividades físicas em excesso pode ser prejudicial à saúde dos mais jovens. “Criança também precisa ter tempo para ser criança. Se for da vontade dela, também é saudável passar um certo tempo sem absolutamente nada para fazer”, ressalta a psicóloga Márcia Sampaio.
 
Para que a criança possa recuperar a energia gasta, é recomendável que a prática de atividades esportivas não exceda duas ou três vezes por semana. O pediatra Ricardo Barros salienta que pais e médicos devem ficar atentos ao comportamento dos mais novos.
 
“Fadiga, sono excessivo, falta de apetite, alteração de humor, recusa em ir à escola e queda da performance no esporte são sinais de que o exercício pode estar sendo maléfico à saúde”, alerta.
 
A escolha da atividade pelos pais, e não pelas crianças, também deve ser evitada. “Às vezes os adultos influenciam os filhos e isso não costuma fazer bem porque o grau de exigência é grande, com objetivos pré-determinados. Nesses casos, a criança acaba abandonando o exercício”, diz Ricardo.
 
Apesar da pouca idade, Louise Vieira, 7 anos, se orgulha de ter escolhido a natação. Hoje, ela nada pelo menos três vezes por semana. “Ela pode até faltar à escola, mas não aceita faltar à natação de jeito nenhum”, brinca sua mãe, Graça Vieira.
 
Para Ricardo, alimentação saudável e ingestão de líquidos também são fundamentais para evitar danos à saúde. A prática de esportes deve ser sempre acompanhada de segurança e os limites individuais de cada criança, respeitados pelos pais.
  
FAIXA ETÁRIA
 
Cada criança tem características físicas e psicológicas próprias. Mas, de modo geral, algumas atividades são indicadas para determinadas faixas etárias.
 
ATÉ OS 6 ANOS
Atividades que envolvem brincadeiras e lazer. Não deve haver cobrança dos pais sobre aprendizado do esporte praticado.
 
DOS 6 AOS 8 ANOS
Atividades de iniciação para reforçar as habilidades específicas de cada criança. Natação, corrida, salto, futebol, capoeira, surfe e ginástica são algumas das atividades indicadas.
 
DOS 9 AOS 12 ANOS
Adequado para atividades que requisitam velocidade. Recomenda-se a prática de ciclismo e atletismo.
 
APÓS OS 13 ANOS
A partir dessa idade, os torneios e as competições já estão liberados. É necessário, porém, que haja prevenção contra lesões físicas e traumas psicológicos.