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Fevereiro 2008

Vendo Artigos de: Fevereiro , 2008

Campo Grande – MS: Cinema – Maré Capoeira

Cinemarco e Cinemoreninhas terão sessão de cinema

Campo Grande (MS) – Neste domingo (2/3), a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul promove mais uma sessão de cinema no Cinemarco e no Cine Moreninhas, os mais novos pontos de difusão audiovisual de Campo Grande. No Cinemarco, localizado no Museu de Arte Contemporânea de MS (Marco), a exibição será às 15 horas, e no Cine Moreninhas, localizado no Centro Comunitário das Moreninhas I e II, a sessão é às 18h30. A entrada é gratuita.

O CineMarco vai exibir o filme “Terra Estrangeira”, dirigido por Daniela Thomas e Walter Salles, o mesmo diretor de Central do Brasil. Terra Estrangeira conta a historia de Paco, um jovem estudante paulista que vê com o confisco do dinheiro do governo Collor e a morte de sua mãe o fim do sonho de ser ator. Decide sair do país e, para isso, aceita levar um objeto contrabandeado para Lisboa. Lá conhece Alex (Fernanda Torres) e se envolve numa trama policial surpreendente e apaixonante. O filme foi premiado nos festivais de Sundance, Paris, Bergamo, Bruges, Rotterdam, Londres, San Francisco e San Sebastian.

Já o Cine Moreninhas vai apresentar quatro filmes de curta-metragem infantis, em uma seleção na verdade capaz de agradar qualquer idade. São histórias que vêm do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, cada uma com seu sotaque e suas particularidades culturais.

“Maré Capoeira” é narrado pelo garoto Maré, começando com uma roda de capoeira que se torna o centro da narrativa. O curta mistura a história da família de Maré, uma linhagem de capoeiristas, e sua amizade com a menina Tatuí, que também participa da roda, com preciosas informações sobre a origem e a história da capoeira no Brasil.

“Caçadores de Saci” brinca com a lenda brasileira do Saci Pererê, em uma divertida história que se passa no interior de Minas Gerais. O saci, ou melhor, cinco deles, infernizam a vida da família de um pequeno lugarejo na roça, fazendo o feijão queimar, o milho da pipoca não estourar, o café ficar salgado… A família resolve contratar um famoso caçador de sacis e todos partem, sob suas ordens, para a caçada bem-sucedida. “Dona Cristina Perdeu a Memória” aborda as dificuldades que uma pessoa idosa enfrenta quando começa a ter problemas de memória.

Fonte: Última Hora – Campo Grande

 

 

Ribeirão Preto – SP: Projeto Iê Ação Cultural

 

Projeto Iê Ação Cultural: Oficinas de Capoeira e Percussão

Oficina de Capoeira: 

 Todas segundas e quartas-feiras das 19:00 às 21:00 horas

Oficina de Percussão:

Todas segundas-feiras das 19:00 às 21:00 horas

 

Local:

Memorial da Classe Operária – UGT

Rua José Bonifácio, 59 – Centro (ao lado da loja SBS Motos)
Ribeirão Preto – SP

projetoieacaocultural@yahoo.com.br

Zarattini apresenta projeto de regulamentação da profissão de capoeirista

O Deputado Carlos Zarattini apresentou dia 19/02, o PL 2858/08 que dispõe sobre a regulamentação da atividade de capoeira e cria o Dia Nacional da Capoeira e do Capoeirista além de declarar a capoeira bem de natureza imaterial.

Na justificativa do projeto, Zarattini lembra que "um dia a arte da capoeira já foi considerada criminosa e sua prática banida até 1937, quando, por iniciativa do Presidente Getúlio Vargas, a capoeira foi descriminalizada e reconhecida como esporte autenticamente nacional. Tendo em vista a importância da capoeira como patrimônio de nossa cultura e sua disseminação como esporte, dança, cultura popular, lazer e meio de inserção social, propomos o presente Projeto de Lei como forma de regulamentar e incentivar a capoeira no Brasil".

 

PROJETO DE LEI N° 2858, DE 2008
(Do Sr. Carlos Zarattini)

Dispõe sobre a regulamentação da atividade de capoeira e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º.É livre o exercício da atividade de capoeira em todo território nacional.

Art. 2º. A atividade de capoeirista aplica-se a todas as modalidades em que a capoeira se manifesta, seja como esporte, luta, dança, cultura popular e música.

Art. 3º. A capoeira, em todas as suas modalidades, é declarada bem de natureza imaterial, na forma do art. 216 da Constituição Federal, devendo o Poder Executivo tomar as providências necessárias para proceder ao seu registro e divulgação.

Art. 4º. É livre a atividade de capoeira nas modalidades de esporte, luta, dança, cultura popular e música, devendo ser incentivadas e apoiadas pelas instituições públicas e privadas.

Parágrafo único. A capoeira nas modalidades luta e esporte é considerada como atividade física e desportiva, podendo ser exercida na forma lúdica, amadora e profissional.

Art. 5º. Ficam reconhecidas como profissão as atividades de capoeira nas modalidades luta e esporte.

Parágrafo único. Ficam reconhecidos como Contramestre e Mestre os profissionais com dez anos ou mais na profissão.

Art. 6º. É privativo do capoeirista profissional:

I – o desenvolvimento com crianças, jovem e adultos das atividades esportivas e culturais que compõem a prática da capoeira em estabelecimentos de ensino e em academias;

II – ministrar aulas e treinamento especializado em capoeira para atletas de diferentes esportes, instituições ou academias;

III – a instrução acerca dos princípios e regras inerentes às modalidades e estilos da capoeira;

IV – a avaliação e a supervisão dos praticantes de capoeira;

V – o acompanhamento e a supervisão de práticas desportivas de capoeira e a apresentação de profissionais;

VI – a elaboração de informes técnicos e científicos nas áreas de atividades físicas e do desporto ligados à capoeira.

Art.7º. Fica a cargo do Poder Executivo a criação dos Conselhos Federal e Regionais dos capoeiras.

Art.8º. As unidades de ensino superior que ministrem cursos de graduação em Educação Física manterão em sua grade curricular a formação em capoeira nas modalidades luta e esporte.

Art.9º. As unidades de ensino fundamental e médio integrarão em sua grade curricular a prática da capoeira nas modalidades de luta, dança, cultura popular e música.

Art.10. Fica instituído o Dia Nacional da Capoeira e do Capoeirista a ser comemorado anualmente no dia 12 de setembro.

Art.11. Compete aos órgãos públicos de educação, esporte, cultura e lazer promover atividades que explorem as origens culturais e históricas da capoeira, bem como sua prática nas diversas modalidades referidas nesta lei.

Art. 12. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

A capoeira é uma expressão cultural que mistura esporte, luta, dança, cultura popular e brincadeira, desenvolvida por descendentes de escravos africanos trazidos ao Brasil, além de representar a resistência dos negros à escravidão.

Poucos se lembram, mas um dia a arte da capoeira já foi considerada criminosa e sua prática banida. Estávamos no início do período republicano e uma das providências do Presidente Marechal Deodoro da Fonseca foi editar um decreto (Decreto-Lei nº 487, de 1890) determinando que todo capoeirista pego em flagrante seria desterrado para a Ilha de Fernando de Noronha. A criminalização durou até 1937, quando, por iniciativa do Presidente Getúlio Vargas, a capoeira foi descriminalizada e reconhecida como esporte autenticamente nacional.

Desde então a capoeira vem crescendo no Brasil e se espalhando pelo mundo. Tendo em vista a importância da capoeira como patrimônio de nossa cultura e sua disseminação como esporte, dança, cultura popular, lazer e meio de inserção social, propomos o presente Projeto de Lei como forma de regulamentar e incentivar a capoeira no Brasil.

A capoeira é inequivocamente um traço cultural indelével de nossa identidade cultural, expressando-se como arte, ofício e alternativa profissional para muitos brasileiros.

A capoeira tem estrutura bem diferenciada, conseguindo, a um só tempo, manifestar-se como luta, jogo e dança, além de configurar um eficiente sistema de autodefesa genuinamente brasileiro.

O folclorista Francisco Pereira da Silva assevera que:

“Nenhum fato relacionado com a cultura popular brasileira terá suscitado tanto e tão prolongado debate quanto a Capoeira. Sua procedência, a origem do nome, as implicações na ordem social determinaram discussões que até tempos recentes incitaram os espíritos. Etimologistas, antropólogos, folcloristas, historiadores, têm participado na pugne literária com os seus pareceres, testemunhos ou palpites. Enquanto isso, ia a polícia ‘contribuindo’ com o argumento velho do chanfalho e pata de cavalaria…”

A ilustre Deputada Alice Portugal, em seu Projeto de Lei nº 1.271, que "Acrescenta parágrafo único ao art. 2º da Lei nº 9.696, de 1º de setembro de 1998", tece profundas e pertinentes ponderações sobre a capoeira, razão pela qual pedimos a devida vênia para incluir aqui parte de sua justificação dessa valiosíssima atividade cultural nacional:

“A Capoeira já foi motivo de grande controvérsia entre os estudiosos de sua história, sobretudo no que se refere ao período compreendido entre o seu surgimento – supostamente no século XVII, quando ocorreram os primeiros movimentos escravos de fuga e rebeldia – e o século XIX, quando aparecem os primeiros registros confiáveis, com descrições detalhadas sobre sua prática.

Tem ela uma história acidentada, pontilhada de episódios vexatórios e truculentos. Perseguida desde o começo, no caldeirão que misturou as várias etnias que formam o nosso povo, ganhou fama de má prática, coisa de “malandros”, “vadios”. A perseguição durou até a década de 1930, quando, graças principalmente ao trabalho de Mestre Bimba – “Grande Mestre da Capoeira” – e seus discípulos, inaugurou-se a fase de efetiva sistematização do ensino da capoeira e de seu reconhecimento social, assim como o de todas as outras manifestações culturais de matriz africana.

O nome “CAPOEIRA” deu-se em função do seguinte: os Escravos ao fugirem para as matas tinham no seu encalço os famigerados Capitães do Mato, enviados pelos senhores. Os escravos em fuga reagiam e os atacavam, nas clareiras de mato ralo, cujo nome é capoeira, com pés, mãos e cabeças, dando-lhes surras ou até mesmo matando-os. Os que sobreviviam voltavam para os seus patrões indignados. Estes perguntavam: “Cadê os negros? e a resposta era: “Eles nos pegaram na capoeira”. Referindo-se ao local onde foram vencidos.

A Capoeira no meio das matas era praticada como luta mortal. Já nas fazendas, era praticada como brinquedo inofensivo, pois ela estava sendo feita sob os olhares dos Senhores de Engenho. Naquele momento se transformou em dança. Para disfarçarem a luta utilizavam a ginga, a base de qualquer “capoeirista”; e é dela que saem todos os golpes. Esse disfarce foi fundamental para a sobrevivência dos escravos, pois a Capoeira é, principalmente, na sua origem, uma luta de resistência.

A capoeira reúne todos estes componentes originais, o que lhe outorga uma excepcional riqueza artística, melódica e dinâmica; um enorme potencial evolutivo e finalmente, uma gama intensa de aplicações esportivas, coreográficas, terapêuticas, pedagógicas etc., que abrange desde o simples jogo às franjas das artes marciais e da defesa pessoal.”

Pelo exposto, peço aos nobres pares o apoio necessário para a aprovação da matéria.

CARLOS ZARATTINI
Deputado Federal – PT/SP

Sala das Sessões, em 19 de fevereiro de 2008.

Fonte: Luiz Renato Vieira – luizrenatovieira@uol.com.br

Aconteceu: Belém-PA – Mestre Pelé da Bomba

A capoeiragem de Belém-PA estes dias, de 17 a 24.02.07, foi brindada com a presença do Mestre Pelé da Bomba o Gogó-de-ouro-internacional e sua Contramestre que conheço por Dona Neca.  Ele minstrou aula de movimentos, cantoria, ritmo e, principalmente, mostrou, pelo exemplo, como devem ser conduzidos trabalhos de Capoeira.

Não bastasse isso,o Prof. Luiz Augusto Pinheiro Leal apresentou seu recém lançado livro "A política da capoeiragem". Mais informações podem ser vistas no "Jornal do Feio":

Mas não pararam por aí os momentos de alegria da galera da Capoeira de Belém-PA. Durante minha presença lá foram realizadas atividades de convivência com os Mestres Romão e Bezerra, pioneiros, além de Mestres da geração que os segue: Walcir, Laíca, Silvério, Bimba, Carlinhos, Paulo, Docinho, Ferro-do-Pé, Romildo, Fernando Rabelo e outros que não pude identificar.

Estiveram presentes, também, contramestres, mais de uma centena de alunos e alunas, outros docentes e simpatizantes. Enfim, uma grande festa.

O evento teve como tema "Homenagem aos Educadores da Capoeira" e foi realizado pelos grupos:

Asociação de Capoeira Senzala – Assocase – Mestre Walcir;
Associação Aruã Capoeira – Mestre Silvério;
Centro Cultural e social Zambo Capoeira – Mestre Laíca.

Slogan do evento: "Paz e união para todos"

Abraço

Fernando Rabelo

Aconteceu: II Mosaico Integrado de Capoeira – II MIC

II Mosaico Integrado de Capoeira  (II MIC)

Florianópolis 15 a 18 de novembro de 2007

Foi realizado em Florianópolis-SC, entre 15 e 18 de novembro de 2007, o II Mosaico Integrado de Capoeira (II MIC). Durante o evento foram realizadas oficinas, rodas, espetáculos e outras atividades ligadas à capoeira. O evento aconteceu em diversos locais da cidade. O Teatro da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi palco para o belo espetáculo cultural e para a realização da cerimônia de graduação e formatura dos grupos Beribazu, Cordão de Ouro e Gunganagô. Todas as atividades foram gratuitas e abertas ao público.

Segundo seus coordenadores (Mestre Falcão, Mestre Kadu e Contramestre Habibis) a  realização do II MIC, em Florianópolis, consolida o processo de integração que vem sendo implementado por diversos grupos de capoeira da cidade. O evento mobilizou um expressivo número de praticantes de capoeira e contribuiu para democratização das relações entre grupos, abrindo possibilidades para novas formas de integração cultural.

II Mosaico Integrado de Capoeira  - II MIC

O II MIC promoveu, de fato, a integração e o intercâmbio entre praticantes de capoeira de diversos grupos da cidade e seus convidados. A partir de ações de organização coletiva, colaboração, tolerância e solidariedade, tão necessárias para a realização de atividades com essas características, os grupos organizadores do II MIC se imbuíram em superar uma lógica que vem segmentando a capoeira cada vez mais em que grupos se tornam rivais pelo excesso de concorrência em busca de prestígio e reconhecimento.

Notas sobre os Grupos que integraram o II MIC

O Grupo de Capoeira Beribazu

O Grupo de Capoeira Beribazu foi fundado em 11 de agosto de 1972, no Distrito Federal pelo Mestre Zulu. Atualmente possui núcleos espalhados pelo país e em diversas regiões do mundo. A estimativa é de que o Grupo Beribazu tenha hoje cerca de 2.000 integrantes. Em Florianópolis, o responsável pelo Grupo Beribazu é o mestre Falcão, professor da UFSC.

O Grupo Cordão de Ouro

O Grupo Cordão de Ouro foi fundado em 1967 por Mestre Suassuna, em São Paulo. É um dos grupos de capoeira mais antigos do mundo. Em 2007 completou 40 anos de existência. Tem núcleos em vários países do mundo e em Florianópolis é coordenado pelo contramestre Habibis.

O Grupo Gunganagô

O Grupo Gunganagô foi criado em 2005 pelo Mestre Kadu, que reside em Florianópolis desde 1994. Tem trabalhos desenvolvidos em diversos bairros da cidade. Desenvolve uma significativa experiência de capoeira com cegos e possui núcleos em outras cidades do Estado de Santa Catarina.

 

UMA EXPERIÊNCIA BASTANTE POSITIVA

As atividades desenvolvidas durante o II MIC foram muito empolgantes e envolveram cerca de 30 docentes de capoeira entre mestres, contramestres e professores de várias regiões do Brasil. Contou também com a formatura de um professor argentino, integrante do Grupo Beriazu.

II Mosaico Integrado de Capoeira  - II MICII Mosaico Integrado de Capoeira  - II MIC

No espetáculo cultural houve apresentações de maculelê, puxada de rede, seqüência do Mestre Bimba, samba de roda, orquestra de berimbau e a execução acompanhada de diversos instrumentos (berimbau, violinos, violão selo, contra baixo, pandeiro e atabaque) da música ‘Berimbau’ de Vinícius de Moraes e Baden Power.  Todas as atividades atraíram grande público e foram muito elogiadas.

As atividades do II MIC estão disponibilizadas em DVD e podem ser adquiridas mediante contato com os coordenadores do evento.

Mestre Falcão – mestrefalcao@beribazu.com.br

Mestre Kadu – mestrekadu@superig.com.br

Contramestre Habibis – habibis@uol.com.br

Meu Pai, Meu Mestre – um documentário sobre a Capoeira Angola

Exibição do Trailer no Festival de Filmes Latino Americano em Sidney

Meu Pai, Meu mestre explora as profundezas do relacionamento pai e filho / mestre e discípulo entre Mestre Virgilho da Fazenda Grande e Mestre Roxinho.

Master Virgilio pertence a uma das mais tradicionais linhagens de Capoeira Angola.
Seu filho adotivo, Mestre Roxinho, atravessou o oceano para chegar a Austrália, onde luta pela dignidade de seu pai e da Capoeira Angola.

My Father, My Master – a documentary on Capoeira Angola. Trailer screens at the Sydney Latin American Film Festival

CHAUVEL CINEMA – 10 MARCH – 6:30pm – screening of 7′ trailer + filmmaker intro

SYNOPSIS – watch 3′ trailer

My Father, My Master explores the depths of a father-son, master-disciple relationship.
Although 65 year-old Master Virgilio belongs to one of the most traditional lineages of Capoeira Angola and has lead a weekly practice for almost 50 years, foreign interest in Capoeira took most of his students abroad and he is losing the drive to continue. His adoptive son Master Roxinho crosses the oceans to Australia and fights for the dignity of his father and their shared practice: Capoeira Angola.

CAPOEIRA – more on the history of Capoeira Angola

Capoeira is fight within a dance, a ritual of resistance created in the 18th century by African slaves in Brazil. The music of Capoeira draws on the history and religions of Africa – an expression of physical and spiritual survival. The two main styles of Capoeira are Regional and Angola. Capoeira Angola is the practice that connects the two main characters of our story.

SUPPORT THE PROJECT (tax deductible)- details

MY FATHER, MY MASTER is a self-funded documentary shot with the support of companies, friends and volunteers. There has been no finance or grants from any kind directed to the project. I have invested my savings into the shooting of 60 hours of footage.

Now, in order to finalize this film I will need at least two months full time work – this means I can’t work for money. Your support is essential to the continuation of this project. Supporters will be credited in the documentary and a copy of the final film will be posted to them.

Once post-production is concluded and the supporting copies posted, a portion of any future sales will go towards the Capoeira Angola Cultural Centre.

BOOK IN ADVANCE – Sydney Latin American Film Festival tickets are selling out – click for details 

Paulo Alberton
director/producer

11/69 Broome St – Maroubra – NSW – 2035 – Australia
H: 02- 9311-3335  M: 0439 960 748
Email: paulo@vidiola.com
Website: www.vidiola.com

Nota de Falecimento: Mestre Azeite

Aos amigos Capoeiristas,

Infelizmente, foi embora mais um grande amigo e um histórico capoeirista.

Faleceu hoje, MESTRE AZEITE, do Grupo Senzala, formado em 2006 por Mestre Peixinho.

Saudades de um grande amigo… Sem palavras!!!

 

Mestre Ramos

São Paulo: Mestre Ananias, Garoa do Recôncavo & Samba Chula de São Braz

 

O samba de roda Mestre Ananias e “Garoa do Recôncavo” recebe a visita do “Samba Chula de São Braz”, distrito de Santo Amaro da Purificação / BA, em São Paulo.

Tanto para a capoeira quanto para o samba paulistano será uma chance de refletir e vivenciar parte das influências que desenvolveram a cultura popular paulistana.

É um momento imperdível: um encontro de um remanescente do Recôncavo Baiano, responsável pela difusão desse legado em São Paulo, com seus conterrâneos que mantiveram essa cultura na sua forma original.

Moças arrumem suas saias e mostrem “o que é que a paulistana tem!”

 

Local:

Praça do Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195
Dia 23 e 24 de fevereiro (sábado e domingo)
Das 16h às 17h

Gratuito

O Brincar na 1ª Infância: Subsídios para sua aula de capoeira infantil

Nas atividades da educação infantil, devemos respeitar e utilizar as sugestões das crianças! São especialistas neste assunto. Esta afirmação é constatada nas mais diversas literaturas e apoiada pelos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. A criança de fato é fonte de sabedoria em brincar, propor atividades e além de tudo explicar esta atividade. Fenômeno ocorrido normalmente dentro do ambiente escolar.

Muitas vezes o professor leva certo tempo tentando esclarecer sobre um jogo ou atividade que irá ser realizada, enquanto a criança consegue expressar de maneira mais clara e objetiva o que se quer propor. E já que a ação do professor na Educação Física Infantil, como citado anteriormente, é decorrente do conhecer e saber sobre o “mundo” das crianças, porque não entrarmos neste universo estando sempre prontos a brincar e falando a língua universal à todos “pequenos” ; a ludicidade.

KISHIMOTO (1998) em relação à brincadeira diz que; se brincar é essencial é porque é brincando que a criança se mostra criativa. Brincar é visto como um mecanismo psicológico que garante ao sujeito manter uma certa distância em relação ao real, fiel, na concepção de FREUD, citado por KISHIMOTO (1998) que vê no brincar o modelo do princípio de prazer oposto ao principio da realidade.

Ou seja, brincar é unidade fundamental para ensinar na primeira infância. É nele que a criança transcende o seu cotidiano e transforma o natural, o simples em maravilhoso e belo. Não precisa de recursos tecnológicos ou modernos programas de computadores, precisa é de sucata, bola de meia, um anel, material reciclável e às vezes não precisa de material algum, somente de uma criança.

Segundo FROEBEL, citado por KISHIMOTO (1998), a brincadeira é a atividade espiritual mais pura do homem neste estágio e, ao mesmo tempo, típica da vida humana enquanto um todo da vida natural interna no homem e de todas as coisas. Ela dá alegria, liberdade, contentamento, descanso externo e interno, paz com o mundo. A criança que brinca sempre, com determinação auto-ativa, perseverando, esquecendo sua fadiga física, pode certamente torna-se um homem determinado e capaz de auto-sacrifício para a promoção do seu bem e de outros. Como sempre indicamos, o brincar em qualquer tempo não é trivial é altamente sério e de profunda significação.

FREIRE (1996) destacando o poder que a criança possui em relação as suas experiências, pergunta: Por onde poderíamos começar, senão pelo conhecimento que a própria criança possui ao entrar na escola? Não é isso o que dizem a respeito da alfabetização Emilia Ferreiro, autora que conquistou a admiração de muita gente.

O que se vê, na maioria das vezes, é uma quase total desconsideração, por parte da escola, do conhecimento que toda criança com certeza possui.

Além de constituir um importante alicerce para a cultura adulta, as atividades culturais infantis, comportam um espaço livre de pressões adultas para o exercício de componentes não “bem aceitos” pelos mais velhos. Tratam-se especialmente, daqueles aspectos de ordem afetiva e sexual, como os que se vêem nos brinquedos de “casinha” ou “papai e mamãe”, camuflados num cenário de ingenuidade infantil. Em relação a outros aspectos, como o cognitivo ou o motor, basta saber ver o envolvimento em brincadeiras como amarelinha, garrafão ou mãe da rua, por exemplo. Bem mais que a escola, o brinquedo infantil tem cumprido a importante missão de aperfeiçoar o acervo motor, elevando-o ao nível necessário para se dar conta das solicitações, que o ingresso no mundo de amplas relações sociais da escola exige.

E sendo a criança, o melhor engenheiro deste brinquedo, as possibilidades de construção e opiniões que se transformam em realidades são imensas. Basta ao professor, respeitar os conhecimentos do aluno e garantir a sua participação efetiva neste sentido. Abrindo o espaço para oficinas de brinquedos, utilizando-se de sucatas e materiais recicláveis e também trazendo para as aulas, simples materiais como um cabo de vassoura que certamente se transformará num cavalo mágico ou num avião.

A concepção do Brincar de FROEBEL se amarra aos princípios da abordagem construtivista que enxerga no brincar e no lúdico um caminho de sucesso para o desenvolvimento pleno da criança nas aulas de educação física escolar. Com base nestas frentes que enfatizam o lúdico, podemos ainda pensar em diferentes possibilidades como fontes inesgotáveis de possibilidades recreativas. Em manifestações culturais e folclóricas que se tornaram, com o passar da história, objetos de estudo dentro do universo do aprendizado e também do saber.

A cultura é inesgotável, fonte de águas límpidas e que mexe com os sentimentos não só de pesquisadores e historiadores, mas também, e podemos afirmar que; principalmente das crianças.

Ao relatarmos alguns pontos, que consideramos relevantes, dentro da Educação Física Infantil, procuramos nos situar para então dar início nas pesquisas de nosso objeto de estudo: o ensino da capoeira para crianças, especialmente em idade de primeira infância (02 à 06 anos); misto de dança, jogo, e luta. Cultura, arte, expressão, sentimento e paixão declarada na face de seus praticantes.

capoeira infantilSegundo Vicente Ferreira Pastinha, o Mestre Pastinha, um dos principais mestres de capoeira de todos os tempos, o seu princípio não tem método e seu fim é inconcebível ao mais sábio dos mestres. Algo mutável, conforme a própria realidade nos aponta. Começou nos engenhos ou porões dos navios negreiros e hoje é disciplina em universidades, objeto de estudos, e ferramenta de trabalho para muitos educadores. Já implantada por diversas instituições de ensino e utilizada para se abrir, uma série de outras possibilidades de vivenciar a cultura através da herança dos africanos, trazidos para o trabalho escravo no Brasil.

São estas possibilidades citadas, o maculelê1, o samba de roda2 , a puxada-de-rede3 as danças regionais como o carimbó4, a catira5 e o maracatu6, enfim; uma série de temas trabalhados juntamente com a herança cultural dos africanos e levando ao professor um “arsenal” de brincadeiras e possibilidades.

Propondo tais atividades, o educador poderá adaptar as tradições de danças regionais e o folclore dos índios e escravos, jogos e brincadeiras dentro do universo da educação infantil. Assim, as crianças vivenciam possibilidades de conhecimentos múltiplos dentro de temas culturais, passam a adquirir um caráter crítico e analítico das situações, pois, vão construir os seus pensamentos em relação às atividades propostas e não irão receber algo pronto a acabado, pois; a cultura é inesgotável, abrindo a possibilidade de novas vivências e “pesquisas” sobre o assunto.


1- Dança realizada com bastões simulando a cana-de-açucar e os combates entre capitães-do-mato e escravos dentro dos canaviais; oriundo de rituais indígenas praticados também pelos escravos.
2- O início do samba, também chamado de semba e realizado sempre em rodas em razão das tradições da cultura indígena e escravocrata.
3- Manifestação do povo caiçara que relata o sofrimento e a alegria dos pescadores voltando do mar.
4-5-6- Danças regionais praticadas principalmente no Estado do Maranhão .BR.

SUGESTÕES DE LITERATURA

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O brincar e suas teorias- São Paulo:Pioneira,1998

FREIRE, João Batista; SCAGLIA, José Alcides. Educação como Prática Corporal – São Paulo: Scipione, 2003

COSTA, Caio Martins ;SILVA, Marcelo Barros. Parâmetros Curriculares Nacionais
Ministério da Educação e do Desporto – Secretaria de Educação Fundamental
Terceiro e Quarto Ciclo do Ensino Fundamental

RICARDO AUGUSTO COSTA (PROFESSOR BEIJA-FLOR)
SÃO BERNARDO DO CAMPO/SP

Maiores informações sobre capoeira infantil e adaptada
http://bfcapoeira.vilabol.com.br
ou e-mail
beijaflor@portalcapoeira.com

 

Limoeiro do Norte: Capoeiristas participam do Crescer Cidadão

EM LIMOEIRO DO NORTE, os jovens aprendem noções de cidadania ao mesmo tempo em que dominam os passos da capoeira
O projeto Crescer Cidadão é uma das iniciativas que recebem apoio da ONG Ashoka no Interior do Estado

Limoeiro do Norte. O empreendimento social vai além da busca de geração de renda, e um impacto social de boas ações pode refletir na promoção econômica de jovens da periferia. “Estudar para poder praticar” virou lema para grupos de jovens que participam de atividades esportivas paralelo à sala de aula. Jovens que praticam capoeira no Interior, em várias cidades, levando o mesmo nome da Fundação Arte Brasil de Capoeira, treinam por conta própria e têm dificuldade para arrumar equipamentos.

Tudo é do próprio suor, do berimbau às calças “boca-larga” típicas dos capoeiristas. Material simples e barato, mas que sai caro quando vem de jovens que, além de não terem emprego, são de famílias muito humildes, para quem o maior “luxo” é ter “o de comer todo dia”. Mas os capoeiristas fazem questão de dizer que a capoeira transforma a vida, “porque ajuda a dar mais responsabilidade e disciplina”, comenta Rafael Eduardo da Silva, o “Tição”, que coordena os capoeiristas do projeto Crescer Cidadão, idealizado por ele e aprovado por pessoas especialistas em empreendimentos social juvenil, em Fortaleza.

“Levamos o nosso projeto, foi bem aceito. A gente tem pouco apoio, apesar de a capoeira ter conquistado mais respeito. A grande vantagem é que, com o dinheiro do Geração Muda Mundo (GMM), poderemos comprar nossos abadas, nosso uniforme para as apresentações. O projeto deu um estímulo, a gente espera aumentar o número de integrantes (hoje são 50) e expandir o trabalho”, afirma, otimista, o capoeirista Rafael, autor do projeto Crescer Cidadão.

A dúvida do grupo é saber quando receberão os R$ 1.500 de “semente”, como define a Ashoka Empreendimentos Sociais. O ativista Marcelo Castro, um dos coordenadores do Centro de Estudos Aplicados da Juventude (Ceaj), esclarece que houve um pequeno atraso no repasse devido à prorrogação das reuniões dos projetos e pela mudança na forma de recebimento, que não será em cheque, mas em conta bancária.

“Sabemos que existem riscos, temos a preocupação de se os jovens farão realmente bom uso do dinheiro, por isso promovemos palestras, damos esclarecimentos. Só não podemos ficar parados. A intenção é justamente mostrar aos jovens que eles tem potencial, que podem fazer algo que dê certo”, explica a cientista social Bárbara Diniz, sobre os garotos cujos projetos pretendem “mudar o mundo”, mais do que a fronteira do bairro da comunidade, os limites das idéias e do empreendedorismo.

A demanda de projetos enviados da região jaguaribana tem ampliado os trabalhos do Ceaj, que realizou mais uma reunião com grupos aprovados no último sábado, em Limoeiro do Norte. E na mesma cidade lançará, na semana que vem, uma sede regional da associação. Ainda neste mês, os jovens empreendedores serão orientados sobre os próximos passos para receber o investimento.

Um pré-requisito é a existência de aliados, pessoas que se comprometam a apoiar o projeto, sendo incentivador e apoiador. É o caso do projeto “Em Busca do Tesouro Perdido”, que trabalhará a musicalidade com crianças no Interior. Terá como aliado o artista-educador Talvanes Moura, da Orquestra Carnaubeira de Arte e Educação, de Russas. Este grupo já tem uma tradição e o reconhecimento no trabalho com crianças e jovens do Estado.

O termo Ashoka significa, em sânscrito, “ausência de sofrimento”. Também foi o nome do imperador que dominou a Índia no século III a.C. e é lembrado como um dos maiores inovadores sociais do mundo. As empresas e organizações não governamentais que queiram apoiar os projetos da Ashoka devem preencher formulário que pode ser disponibilizado no site da ONG: www.ashoka.org.br

O Centro de Estudos Aplicados da Juventude (CEAJ) recebe idéias e projetos de jovens no Interior. Qualquer município pode participar.

SAIBA MAIS

Imperador

Valorização
O geração Muda Mundo, lançado no Brasil em 2006, é uma iniciativa da Ashoka com a intenção de valorizar o jovem entre 14 e 24 anos, que possam ter autonomia para concretizar idéias de impacto social.

Passos
Os trabalhos no Ceará existem há poucos meses e está concluindo a fase de avaliação-aprovação de projetos. Os próximos passos são o investimento financeiro e acompanhamento logístico.

Site
As empresas e organizações não governamentais que queiram apoiar os projetos da Ashoka devem preencher formulário no site da ONG: www.ashoka.org.br

Projetos
O Centro de Estudos Aplicados da Juventude, com sede em Fortaleza, recebe idéias e projetos de jovens de todos os municípios do Interior.