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Abril 2008

Vendo Artigos de: Abril , 2008

Brasileiros mostram Axé no Festival Latino em Boston

 

O grupo Afro Brazil apresenta-se na sexta-feira, 11, às 21 horas, no Jorge Hernández Cultural Center e é peça fundamental da série de performances latinas do “Café Teatro”, da temporada da primavera 2008. A Casa de La Cultura/ Center for Latino Arts e Inquilinos Boricuas en Acción (IBA) adicionaram no festival a diversidade da música e da dança herdada da cultura afro-brasileira.

A apresentação, intitulada AXÉ, inclui, além da batucada mágica do Afro Brazil, a Capoeira Camará Angola do Centro Cultural Brasileiro da Nova Inglaterra. E os organizadores fazem questão de pontuar: “AXÉ significa a origem de todas as coisas, a fonte da vida, a energia da vida”.

Se o nome do festival por si só promete uma onda eletrizante de energia boa, a cultura peculiar do Brasil é ótima referência. O show inclui expressões artísticas nascidas da religião e do folclore popular e contemporâneo da comunidade africana do Brasil como Candomblé, Maracatú, Ijexá, Capoeira, Forró e ritmos do carnaval.

“Essa festa mostra a riqueza da nossa cultura. O próprio brasileiro conhece novas expressões e os estrangeiros se encantam com tanta variedade vinda de um só país”, garante Marcus Santos, percussionista e diretor artístico do Afro Brazil.
Os artistas que participam do AXÉ também fazem uma matinê para as crianças das escolas do South End no mesmo dia.
O Jorge Hernández Cultural Center fica no 85 West Newton Street, South End, Boston.

Para mais informações, visite www.claboston.org ou ligue 617-927-1717

Fonte: Brazilian Voice – http://www.brazilianvoice.com/

 

Editora Record e Portal sorteiam obras de Nestor Capoeira

O Portal Capoeira fechou uma parceria com a área de Marketing do grupo Editorial Record. Por meio delas, serão disponibilizadas obras do Nestor Capoeira, lançadas pela Record: “O pequeno manual do jogador”, publicado em 1998 e hoje em sua 8ª edição; e “A Balada de Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada”.

Durante a campanha, os parceiros sortearão 10 exemplares de cada um desses livros. Nestor é doutorando em Comunicação Social e foi iniciado na capoeira pelo Mestre Leopoldina, um dos grandes nomes da capoeira fluminense, falecido recentemente. Em 1969, recebeu a graduação máxima do grupo Senzala. Além de dedicar-se ao ensino da capoeira. O capoeirista é compositor e ator. Estrelou o filme “Cordão de ouro”, quando exibiu sua perícia nas telas. Estreou na literatura capoeirística, com o clássico “Capoeira, os fundamentos da malícia”. Por curiosidade, esse primeiro livro foi publicado primeiramente no exterior, antes de chegar ao Brasil. É de sua lavra, ainda, “Capoeira, o galo já cantou”.

A vasta produção literária de Nestor está nos Estados Unidos, com as obras “The little capoeira book” (Berkeley: North Atlantic Books, 1995), “Capoeira, roots of the dance-fight-game” (Berkeley: NAB, 2001), “Capoeira, the streetsmart song” (Berkeley: NAB, 2005); na França, com “Le petit manuel du jouer de capoeira” (Paris: Budo/L’Eveil, 2003), na Dinamarca, com BORGHALL, J. Capoeira, kampdans og livsfilosofi fra Brasilien. (Odense (Odense Universitetsforlag, 1997); na Holanda com “Capoeira, een handboek voor speeler” (Holand: Elmar, 2003); na Alemanha, com “Capoeira, Kampfkunst und Tanz aus Brasilien” (Berlim: Weinmann, 1999) e na Polônia, com “Capoeira” (Wroclaw: Purana, 2005).

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Veja, aqui, uma pequena sinopse da obras dessa campanha promocional:

“O pequeno manual do jogador”:

É o segundo livro de técnicas lançado por Nestor pela Editora Record. Consciente da importância de passar seu conhecimento a novas gerações de capoeiristas, Nestor coloca a filosofia e a técnica da capoeira ao alcance de todos.
Nesta obra, o autor apresenta uma visão ampla da história, do ritual, da música e da filosofia do jogo da capoeira, além de um método prático de ensino ilustrado por mais de 300 desenhos e um capítulo dedicado ao ensino das crianças, trabalho pioneiro do autor.

“A Balada de Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada”

Este romance empolgante e bem brasileiro marca a estréia de Nestor no terreno da ficção. Na virada dos anos 70, o jovem carioca Toninho Ventania começar a jogar capoeira, mesmo contra a vontade de seus pais. Aprende não apenas uma forma de luta, mas uma nova filosofia e maneira de viver que o mete em aventuras inacreditáveis.

Circula pela noite, nos morros, no submundo, na alta sociedade. E faz amizade com dois mestres da capoeira: Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada. Os três se envolvem em crimes, conspirações internacionais e na introdução dessa arte afro-brasileira no exterior.
Com linguagem coloquial e ao mesmo tempo inteligente e instigante, o livro mistura sexo, drogas, violência, política e berimbau. E misticismo, pois a capoeira de seus personagens não é só luta, mas, também, a extremidade visível da cultura afro-brasileira que se envereda por terreiros de macumba, quadras de escola de samba e, é claro, todos os cantos da Bahia, de onde vem o principal personagem.

Serviço:

* o autor é jornalista, colunista do Portal Capoeira e autor do Dicionário de Capoeira (3a. edição revista e ampliada, 2008) e editor da revista Capoeira em Evidência.

Resultado: Capoeira Viva 2007

 

1.286 projetos inscritos e 122 projetos contemplados

O ministro da Cultura interino, Juca Ferreira, anunciou, no dia 4 de abril, os vencedores do Edital Capoeira Viva 2007. A solenidade aconteceu na Sala dos Espelhos do Palácio Rio Branco, em Salvador.

Nesta edição, o total de recursos oferecidos foi de R$ 1,2 milhão, distribuído em quatro categorias, para as quais foram selecionados 122 dos 1.286 projetos inscritos.

Com o apoio do MinC, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a iniciativa tem o objetivo de fomentar políticas públicas para a valorização e a promoção da Capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro. Também visa incentivar ações relacionadas à manifestação por meio de atividades socioeducativas, pesquisas e constituição de acervos e produção de mídias e suportes digitais, eletrônicos e audiovisuais (filmes, vídeos, exposições, instalações, sítios, portais e jogos eletrônicos, software livre, dentre outros recursos).

Idealizado pelo Ministério da Cultura e promovido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), com patrocínio da Petrobras, o projeto Capoeira Viva tem como objetivo fomentar políticas públicas para a valorização e promoção da capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro, apoiando uma das diretrizes da política cultural da atual gestão do Ministério da Cultura.

Esta chamada pública, de promoção e fomento, tem âmbito nacional, garantindo aos interessados de todo o País a mais clara e ampla possibilidade de acesso aos recursos financeiros captados junto à Petrobras e destinados a cada uma das modalidades de apoio. Permitirá, ainda, o mapeamento de diferentes experiências e iniciativas ligadas à capoeira em todas as regiões brasileiras e, eventualmente, no exterior.

Para mais informações, visite o site do Capoeira Viva: www.capoeiraviva.org.br

 

Lista dos projetos contemplados

 

 

Resultado: por categoria

Categoria Apoio a Ações Sócio-educativas
Total do Fomento: R$ 561.935,00

INSCRIÇÃO

NOME DO PROJETO

RESPONSÁVEL

CIDADE

UF

PRÊMIO (R$)

35873

Encontro e Vivência – Capoeira um Veiculo Educacional 3ªedição

Antonio Cesar de Vargas

Rio de Janeiro

RJ

6.000

35911

Tem Capoeira na Praça !!!

Alethéia Silva Fernandes

Rio de Janeiro

RJ

4.000

35918

Projeto Maculelê

Genival Soares dos Santos

Nova Olímpia

MT

5.000

35946

Projeto Afro Brasileiro

Flavio Ramos da Silva

Montes Claros

MG

4.000

35948

Malungo No Quilombo

Valmir Moreira Goulart

Guimaraes

MA

8.000

35949

Comunidade Capoeira

Walter dos Santos Dias

Teresina

PI

10.000

35991

Projeto Cultural e Social "Nossas Raízes"

Aldeci Gomes da Silva

Cachoeiro de Itapemirim

ES

4.000

35993

Roda Grande Capoeira nos Bairros

Luiz Carlos Ataide de Faria

Aparecida de Goiânia

GO

5.000

36000

Projeto Cultural A Arte de Ser Feliz

Maria Helena Zago Bragueto Moreira

Iracema do Oeste

PR

7.000

36029

Santa Capoeira

Sergio Augusto Sacramento

Rio de Janeiro

RJ

4.000

36040

Casa Mestre Ananias – Centro Paulistano de Capoeira Tradicional, Convivência e Cidadania

Rodrigo Bruno Lima

São Paulo

SP

8.000

36095

Ginga & Dança Capoeira

Eliseu Riscarolli

Tocantinopolis

TO

5.000

36125

Crescer Gingando

Wellington Carlos de Almeida

Belo Horizonte

MG

6.000

36174

Casa da Capoeira De Araguaina

Francisco Felix dos Anjos Carreiro

Araguaina

TO

7.000

36208

Educando Na Capoeira

José Maria Medeiros das Neves

Pesqueira

PE

8.000

36209

Projeto Resgantando A Cultura Afro-Brasileira – Instrumento de Inclusão Social

José Rodolfo Carrinho Viana

Canoas

RS

4.000

36215

Arte de Capoeirar

Rejane Maria de Sousa Pereira Oliveira

Palmas

TO

5.000

36240

Vem Capoeirar II

Valdernilson de Lima Gomes

Tarauacá

AC

7.000

36241

Projeto Capoeira no Morro das Pedras

Armando Maciel Pereira

Belo Horizonte

MG

4.000

36253

A Capoeira Como Objeto Educacional para A Inclusão e Diversidade

Leandro Ferreira Tomé

Janduís

RN

8.000

36256

Capoeira: Dança, Música, Arte e Educação

Heleno Emiliano da Silva Neto

Janduís

RN

8.000

36265

Projeto Cultural Renascer Capoeira Angola

Rubens Bezerra Oliveira

Brasília

DF

6.500

36275

Ginga Brasileira – Coquinho Baiano

Geusa Roberta Pinto

Campinas

SP

12.000

36315

Gingando no Itapoã

Reinaldo Ferreira Lima

Sobradinho

DF

7.935

36342

Construindo Cidadãos

José Leopoldo Ribeiro da Silva

Janaúba

MG

6.000

36343

Quilombo de Angola

Gustávio da Silva Pinheiro

Goiás

GO

6.500

36344

Projeto Capoeira No Campo

Francikelly Silva Andrade

Timon

MA

7.000

36347

Projeto Capoeira E Formação Cidadã

Marco Antonio Santos da Silva

Maceió

AL

5.500

36374

Capoeira É Nossa Cor: O Berimbau e O Caxixi

Maria Luisa Bastos Pimenta Neves

Lauro De Freitas

BA

6.500

36397

Escola de Capoeira "Manoel de Hilário"

Idelmar Gomes Cavalcante

São Francisco Do Piauí

PI

5.000

36429

Projeto Imagem Comunitária – Resgate da História E da Cultura de Povo Através da Capoeira

Josiane Soares Cardoso

Porto Alegre

RS

7.000

36446

Gingando Pela Paz

José Carlos Almeida Santos

Laranjeiras

SE

8.000

36487

Projeto-Sócio Cultural Quilombola "Capoeirando com As Crianças e Adolescentes"

Valdemiro Pereira Filho

Florianopolis

SC

7.000

36496

Projeto Educando Através do Esporte

Aloisio de Souza Piton

Curitiba

PR

5.000

36503

Capoeira de 8 A 80

Edeltraut Edith Rueckl

São Bento do Sul

SC

7.000

36515

Projeto Gente Feliz

Odete Rigato Mioto

Ji-Parana

RO

5.000

36521

100%Capoeira Cultura Brasileira

Eveton Alfaia Moraes

Belém

PA

5.000

36525

Capoeira Angola, Roda Mundo em Jogo de Rodas Vivas: Ancestralidade, Educação e Cultura

Jaime Martins dos Santos

Salvador

BA

6.000

36542

Capoeira Angola Mabaça

Carlos Alberto Martins Alves

Goiânia

GO

8.000

36544

Vivenciando a Capoeira para um Novo Mundo Melhor

Mariza Maia Guimarães

Senador Canedo

GO

5.000

36560

Potencial Capoeira

Denivan Costa de Lima

Maceió

AL

8.000

36571

Ventos de Liberdade

Francisco Flávio Pereira Barbosa

Fortaleza

CE

7.000

36586

Capoeiragem Mirim: e do pequeno que se faz o grande

Augusto Bonatto Alves de Sousa

Belo Horizonte

MG

6.000

36597

Capoeira pela Vida

Raimundo Inaldo Alves Araujo

Missão Velha

CE

5.000

36610

Capoeira no Bom Pastor II

Marcelo de Lima Schitz

Caxias do Sul

RS

4.000

36612

Projeto Social "Capoeira Na Roda da Vida"

Douglas Martins

São José

SC

7.000

36624

Palmares em Nós

Ivanildes Teixeira de Sena

Salvador

BA

6.000

36629

Muzenza, Capoeira pra Todos

Elias Sebastião da Silva

Paulista

PE

5.000

36633

Capoeira Angola – Estudos e Prática

Jorge Estevão Ferreira

Olinda

PE

5.000

36635

Grupo Aún Chibata de Capoeira

José Wanderson Nascimento Saraiva

São Luis

MA

5.000

36641

Capoeira ART-VIDA

Jeime Gleidso do Nascimento Soares

Morada Nova

CE

8.000

36642

Capoeira No Quilombola: Contribuindo com o Resgate da Cultura Crioula a Partir da Capoeira Na Escola

Flaviano Ribeiro da Silva

João Pessoa

PB

6.000

36654

Projeto de Educação e Cultura – "Terra Brasil"

Raphael Alves Vieira da Silva

Palmas

TO

6.000

36683

Preservarte Capoeira Viva

Estela Maris Casara

João Neiva

ES

6.000

36690

Grupo Cultural Esquiva de Capoeira

Joao Alves de Souza

Lapão

BA

6.500

36737

Capoeira Cidadã

Valter da Rocha Fernandes

Rio de Janeiro

RJ

6.000

36739

Meninos da Ilha de Mar Grande

Gilson Fernandes

Salvador

BA

12.000

36749

O Brilho Tem Capoeira

Eduardo André Silva dos Santos

Palmeiras

BA

12.000

36750

Capoeirando e Educando

Odailton Pollon Lopes

Osasco

SP

8.000

36757

Capoeira – Instrumento de Cidadania

Josefa Marlene Dantas Souza

Macaiba

RN

5.000

36799

Capoeira: Um Salto Para O Mundo

Cleyton José Da Silva

Olinda

PE

5.000

36811

Capoeira Integração Social Ma Capuava

Cecilia Maria Borges

Goiânia

GO

5.000

36816

Capoeira – Resistência, Tradição e Preservação

Evangivaldo Palma Azevedo Filho

Vera Cruz

BA

6.500

36817

Capoeirança

Lindomar Dantas da Silva

Aparecida

PB

5.000

36830

“O Futuro Depende de Nós”

Ir. Maria Hubertina Lijnen

Cabedelo

PB

5.000

36866

Projeto Capoeira Na Escola

Sandra Regina Prudêncio

Goiânia

GO

5.000

36877

Projeto "O Quilombola": Implantação E Fortalecimento da Capoeira Angola Na Comunidade Quilombola de Retiro

Ananda Bermudes Coutinho

Vitória

ES

6.000

37026

Grupo Muzenza Mirim de Capoeira

Eleusa das Graças Gomes

Uberaba

MG

6.000

37050

Capoeira na Escola

Antônio Marcos da Silva

São Gonçalo do Amarante

RN

5.000

37058

IV Encontro de Capoeira & Síndrome de Down

Josimar Flor de Araújo

Campo Grande

MS

8.000

37068

Caá Puêra na Terra de Zumbi

Severino Cláudio de Figueiredo Leite

Maceió

AL

7.000

37073

Arte da Criança: A Prática da Capoeira No Ensino Infantil

Rosilene Cristina da Silva Carvalho

São Luis

MA

5.000

37104

“Intervenções Culturais: Formação Cidadã dos Filhos do Solar”

Cecília dos Santos de Brito

Salvador

BA

12.000

37112

Capoeira e Inteligências Múltiplas

Marcelo Pertussatti

Xaxim

SC

6.000

37126

Capoeira Como Resistência: Um Resgate Histórico e Cultural Em Jardim Catarina

Elisangela Bandeira Mendes

Rio de Janeiro

RJ

6.000

37128

Orquestra de Berimbaus “Mandingueiros do Amanhã”

Kleber Umbelino Lopes Filho

São Luís

MA

7.000

37142

Escolinha Conscienciarte

Lucivaldo Paz de Lira

Paracatu

MG

6.000

37159

Projeto Ação e Movimento

Roberto Rós Perez

Miranda

MS

8.000

37174

Projeto Capoeira São Luiz do Palmares

Luiz Carlos da Silva

Porto Nacional

TO

6.000

37192

Bimba, Buda e Eu…

Paulo Cristiano Marques Pereira

Campo Grande

MS

5.000

37217

I Encontro Infantil de Capoeira – EICA – Novo Horizonte Circularte

Leonardo Dutra Guedes

Florianópolis

SC

6.000

37271

Projeto Gunguerê, Negritude e Cidadania Dia-a-dia

Lázaro dos Prazeres Santos

Salvador

BA

12.000

37288

Movimento Capoeira Mulher

Gisele da Silva Figueira

Belém

PA

4.000

37331

Resgatando a Auto Estima dos Quilombolas

Laura Ferreira da Silva

Várzea Grande

MT

8.000

37426

Angoleiros Sim Sinhô

Renata Ribeiro dos Santos

São Paulo

SP

12.000

37477

"Orquestra Popular Do Tocantins

Davi Fernandes Nunes

Araguaína

TO

9.000


Categoria: Incentivo para projetos inéditos de estudos, pesquisas, inventários e documentação sobre o desenvolvimento da capoeira
Total do fomento: R$ 171.000

INSCRIÇÃO

NOME DO PROJETO

RESPONSÁVEL

CIDADE

UF

PRÊMIO (R$)

36020

Uma Vida Na Capoeira Regional: Os Seguidores de Mestre Bimba

Helio José Bastos Carneiro de Campos

Salvador

BA

9.000

36102

Mestre Pastinha: Fragmentos de uma vivência

Claudio Rocha de Cunto Lemos

Brasília

DF

12.000

36224

Livro – "A História da Capoeira de São Paulo: Contada Pelos Antigos Mestres."

Womualy Gonzaga dos Santos

Santo André

SP

12.000

36264

Livro: A capoeiragem no Recife Antigo – os valentes de outrora

Mônica Carolina de Albuquerque Beltrão

Recife

PE

12.000

36372

A História da Capoeira de Goiás Contada Por Seus Pioneiros: Mestre Osvaldo E Mestre Sabú

Elto Pereira de Brito – Mestre Suino

Goiânia

GO

12.000

36424

Raízes do berimbau: Hungu e M’bulumbumba

Cinezio Feliciano Peçanha

Salvador

BA

9.000

36514

Corpo, cultura e sociedade: memórias da capoeira na cidade do Natal/RN

João Carlos Neves de Souza e Nunes Dias

Natal

RN

12.000

36789

Em Busca das Raízes da Capoeira: Danças Africanas em Angola, Séculos XVI Ao XIX

Carlos Eugênio Líbano Soares

Salvador

BA

9.000

36790

Menino quem foi teu mestre: a capoeira em Salvador nas fotos de Pierre Verger

Angela Elisabeth Lühning

Salvador

BA

9.000

36858

A capoeiragem no Rio de Janeiro através do século

Jair Fernandes de Moura

Salvador

BA

12.000

36862

Mandinga Em Manhattan – O Livro

Maria Lucia Correia Lima de Souza

Salvador

BA

9.000

37059

Brabos, valentões, mas também brincantes – A capoeiragem em Pernambuco de 1890 a 1937 pelos olhos da imprensa local

Cristiane Amador Alves

Olinda

PE

9.000

37163

A CAPOEIRAGEM AMAZÔNIDA: a experiência social de mestres e praticantes da capoeira em Belém

Fabio Araújo Fernandes

Belém

PA

9.000

37200

HORALCAP: Conversando com Mestre de Capoeira em Feira de Santana

Maria Fulgência Bomfim Ribeiro

Feira de Santana

BA

12.000

37289

FEIRA DE CAPOEIRA – História em imagens fotográficas

Fabrício Souza Barboza

Feira de Santana

BA

12.000

37308

As Rodas de rua na capoeira do Maranhão da década de 1970

Roberto Augusto A. Pereira

São Luis

MA

12.000


Categoria: Apoio a Acervos Documentais
Total do fomento: R$ 200.000

INSCRIÇÃO

NOME DO PROJETO

RESPONSÁVEL

CIDADE

UF

PRÊMIO (R$)

35887

Acervo Mestre Itapoan

Raimundo César Alves de Almeida

Salvador

BA

25.000

36489

Acervo Frede Abreu – Instituto Jair Moura

Frederico José de Abreu

Salvador

Ba

20.000

36516

Memorial da Capoeira Pernambucana

João Ferreira Mulatinho

Recife

PE

40.000

36568

Acervo Mestre Camisa

José Tadeu Carneiro Cardoso

Rio de Janeiro

RJ

35.000

36928

Divulgando A Capoeira

José Carlos Alberto

São José dos Campos

SP

20.000

36983

MUSCAP – Museu da Capoeira do Paraná

Adegmar José da Silva

Colombo

PR

40.000

37220

Casa Mestre Ananias – Centro Paulistano de Capoeira e Tradições Baianas

Rodrigo Bruno Lima

São Paulo

SP

20.000


Categoria: Ações relacionadas à capoeira por meio de mídias e suportes digitais, eletrônicos e audiovisuais, incluindo filmes, vídeos, exposições, instalações, sítios, portais e jogos eletrônicos, software livre e produtos correlatos e iniciativas de produção e difusão
Total do fomento: R$ 270.160

INSCRIÇÃO

NOME DO PROJETO

RESPONSÁVEL

CIDADE

UF

PRÊMIO (R$)

36034

João Grande, Mestre de Capoeira Angola

Mari Travassos

Salvador

BA

20.000

36269

Pernas Para Voar

Ioná Pizzi Dourado

São Paulo

SP

20.500

36301

Pesquisadores da Capoeira

Antônio Liberac Cardoso Simões Pires

Muritiba

BA

15.000

36318

Capoeira de Cacete

Matthias Röhrig Assunção

Rio de Janeiro

RJ

17.660

36613

Gigante – O berimbauman

André Chaves Santos

Salvador

BA

25.000

36664

A difusão da capoeira Angola através do desenho animado e da produção de livro digital para pessoas cegas e surdas

Guimes Rodrigues Filho

Uberlândia

MG

22.000

36722

Olhar capoeirista sobre a capoeira

Anna Rosaura de Medeiros Trancoso

Rio de Janeiro

RJ

30.000

36726

Capoeira/teatro do Lua Rasta

Gilson Fernandes

Salvador

BA

20.000

36756

Besouro Zum Zum Zum

Elza Maria Montal de Abreu

Salvador

BA

20.000

36802

usina de revitalização negodotimbo apresenta:negros de briga em frevos de poeira

Wagner Porto Cruz

Garanhuns

PE

25.000

36823

PUNGA, MARIMBA E PERNADA – Aspectos da capoeiragem na cultura popular do Maranhão

Raimundo Muniz Carvalho

São Luís

MA

20.000

36844

Portal Angoleiros do Sul

Mário Augusto da Rosa Dutra

Porto Alegre

RS

15.000

36945

Mídias : PAZ NO MUNDO CAMARÁ – A CAPOEIRA ANGOLA E A VOLTA QUE O MUNDO DÁ

Carem Cristini Nobre de Abreu

Belo Horizonte

MG

20.000

Fonte: Capoeira Viva: www.capoeiraviva.org.br

 

Livro: A política da capoeiragem: a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano

O livro A política da capoeiragem: a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906), escrito por Luiz Augusto Pinheiro Leal, será lançado na Casa de Benim (Pelourinho), no dia 11 de abril, às 18 horas. O autor retrata a história da capoeiragem durante a república no Brasil.

A obra faz um relato sobre capoeira no Brasil no início do século XX. Tem como foco a região do Pará, onde a capoeira tem peculiaridaes diferentes da região da Bahia e do Rio de Janeiro. O livro é dividido em três capítulos e mostra a relação da capoeira com o Boi-bumbá e a capangagem. Revela, também, a participação da capoeiragem na implantação da República no Brasil e as campanhas repressivas à capoeira e à "vagabundagem" na cidade de Belém. No fim da obra encontra-se uma lista com os capoeiras do Pará antes da década de 70, assim como, um elucidário com termos característicos do lugar e da época citada.
Sem dúvida, A política da capoeiragem: a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906) é uma valiosa contribuição para a historiografia da capoeira no Brasil.

Luiz Augusto Pinheiro Leal graduou-se em História pela Universidade Federal do Pará, cursou Especialização em Teoria Antropológica pela mesma universidade, concluiu o Mestrado em História Social pela Universidade Federal da Bahia e, atualmente, desenvolve sua formação no Doutorado em Estudos Étnicos e Africanos da UFBA. É membro do Malungo Centro de Capoeira Angola e Colaborador do Conselho de Capoeiras do Pará.

"Ao mesmo tempo, a capoeira é transformada na competente pena de Luiz Augusto em uma janela para se observar a história dessa classe trabalhadora. Neste e em outros aspectos, é especialmente criativo o uso que ele consegue fazer da literatura como fonte para a história que narra."

João José Reis

Luiz Augusto Pinheiro Leal
ISBN 978-85-232-0482-2
Editora: UFBA
237 p / R$ 25,00

O quê: Lançamento do livro A política da capoeiragem: a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906), escrito por Luiz Augusto Pinheiro Leal
Quando: 11 de abril, sexta-feira.
Onde: Casa de Benim (Pelourinho)
Horário: 18 horas

Capoeiristas homenageiam 119 anos de mestre Pastinha

Matéria retirada do Correio da Bahia, onde o Jornalista Ciro Brigham, faz uma justa a merecida homanagem a Vicente Ferreira Pastinha.

Maior ícone da capoeira angola morreu há 26 anos, mas continua vivo na lembrança dos discípulos
 
Era o maior de todos e, ainda assim, só media 1,56m. Faria, hoje, 119 anos. Número longe de ser redondo. Mas para quem conhece a história de Vicente Ferreira Pastinha, qualquer referência à sua trajetória merece a dignidade mínima de bolo e velas. O pequeno gigante, rebentado em fins do século XIX da relação entre um espanhol e uma negra, resgatou a capoeira angola da marginalidade.
 De uma tradição agonizante e estigmatizada, transformou-a em orgulho difundido, filosofia de vida apreendida e repassada na roda, malícia institucionalizada em gingado lento. Guardiã inquebrantável da cadência angoleira, a imagem de mestre Pastinha, morto há 26 anos, recusa-se a deixar os holofotes. Para o bem da posteridade, ele é patrimônio indissolúvel daquilo que ajudou a eternizar.

“O homem é eterno copiador. Só aprendi o primeiro livro. O resto, a vida me ensinou”. Ensinou, por exemplo, que caberia a ele a condução dos destinos da capoeira angola. Que deveria tirá-la da desordem das ruas escuras, cenário do qual o próprio Pastinha – “adornado” com sua faca de dois cortes na cintura e uma pequena foice no cabo do berimbau – fazia parte naquele início de século XX. Bateu, sim, em “policial desabusado em defesa da moral e do corpo”, como deixou escrito. Com ele, ninguém podia. “Na hora da precisão, fazia miserê com as pernas”, já depôs mestre João Grande, 77, hoje em Nova York.

Tutor – Emanado da vadiação, o mulato inflamado – que na infância trocou a pipa por aulas de capoeira com um octogenário (velho Benedito), para deixar de apanhar dos mais velhos na rua – transformou-se em tutor de uma ancestralidade que defendeu, enquanto foi vivo, das influências capazes de eviscerar o lúdico e ortodoxo sistema de jogo. Não queria vê-lo transmutado em algo como a acelerada e reestilizada capoeira regional, obra de outro gigante, seu contemporâneo, mestre Bimba.

Pastinha levou a capoeira das ruas para rodas em locais fechados e adequou regras de jogo aos ritos africanos, banindo a brutalidade e metamorfoseando possibilidades mortais em representações de risco absolutamente controlado. Trajes impecáveis (em amarelo e preto, as cores de seu Ypiranga), dogmas, obediência: era uma nova maneira de conceber capoeira, com a pedagogia do esporte a entranhar na carne do bailado afro-baiano.

“Ele não criou a angola, criou um tipo específico dentro da capoeira, mais condizente com os preceitos tradicionais”, esclareceu o pesquisador Frede Abreu ao repórter Alexandre Lyrio, em matéria publicada no caderno Correio Repórter de 25 de fevereiro de 2007.

Ensinamentos chegam à África

Com a notoriedade de Pastinha, as fronteiras da capoeira angola se alargaram. Depois de Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília, o mestre ousou atravessar o Atlântico para demonstrar a arte de sua turma. Na inversão da diáspora, aterrissou em solo senegalês em 1966, acompanhado de José Gato, João Grande, Camafeu de Oxóssi, Gildo Alfinete e Roberto Satanás. Na capital Dakar, Pastinha foi recebido com louvores no 1º Festival Mundial de Arte Negra (1966), e mostrou do que os capoeiras baianos eram capazes.

Tudo o que acumulou em fama e prestígio não o fez em bens materiais. Sempre solícito, Pastinha teve sua imagem usada e abusada por muita gente. E, a exemplo de outros velhos mestres, amargou final trágico, no esquecimento. A primeira rasteira veio em conseqüência de dois derrames cerebrais: ficou cego. Em 1973, o despejo temporário da academia se tornaria definitivo: o Centro Esportivo de Capoeira Angola daria lugar ao restaurante do Senac, no Largo do Pelourinho.

Pastinha foi obrigado a transferir suas atividades para a Ladeira do Ferrão (Ladeira do Mijo).
Empobrecido, sem fonte de renda e na escuridão, o velho mestre sucumbiu à crise e expôs sua amargura. “Nada vejo. Nada, absolutamente nada. Trevas, trevas, estou na miséria”. E mesmo assim, ainda jogava capoeira como ninguém, obrigando os alunos a manter distância. Em 1979, a última tentativa de reerguer a academia a levaria para a Rua Gregório de Matos, 51. Foi por pouco tempo: quem aparecia, queria aula de graça.

Com a capoeira em alta e sua moral em baixa, mestre Pastinha morreu no dia 13 de novembro de 1981, aos 92 anos, no Abrigo Dom Pedro II. Deixou para mais de dez mil alunos aquilo que herdou dos negros das senzalas e, para a capoeira, a contribuição de um mártir.

Sacerdote da prática angoleira

O filho de José Siñor Pastinha e Raimunda dos Santos nasceu em 5 de abril de 1889 e sua estada na escola resumiu-se à alfabetização. Viveu na Rua do Tijolo, passou pela Marinha ainda adolescente, foi pintor de parede, apontador de jogo do bicho e leão-de-chácara. Chamado por Totonho de Maré e Amorzinho à responsabilidade de “mestrar”, não titubeou. Perspicaz e inteligente, aprendeu com as limitações da vida e tornou-se professor, filósofo, sacerdote.

Como cabe aos mestres, misturou vida e obra numa caldeira só, deixando lições apropriadas de um letrado. “Ninguém pode mostrar tudo o que tem. As entregas e revelações devem ser feitas aos poucos. Isso serve na capoeira, na família e na vida”, sugere, num dos manuscritos que hoje compõem o acervo da Associação Brasileira de Capoeira Angola (ABCA), com sede no Pelou-rinho.

Justamente aos poucos, durante as quatro décadas que esteve à frente do Centro Esportivo de Capoeira Angola (Ceca), criado por ele em outubro de 1941 (só conseguiu registrar e fazer o estatuto em 1952), é que Pastinha consolidou sua condição de “velho mestre”, patenteando o legado da tradição em contornos cada vez mais distantes da aura de “arruaça”, emprestada aos que aterrorizavam a capital baiana até o início do século XX. O relato de mestre Gildo Alfinete, que se diz seu eterno discípulo, dá conta dessa ousadia. “Ele criou um centro para uma arte que era totalmente discriminada. Diziam que ele ia ficar maluco, morrer ou perder todos os amigos”.

O que aconteceu não foi bem isso. A reputação deu-lhe amigos e admiradores ilustres, como o artista plástico Carybé, o boêmio Camafeu de Oxóssi e o fotógrafo e pesquisador francês Pierre Verger. Jorge Amado talvez tenha sido um dos melhores. “Mestre Pastinha, mestre da capoeira de angola e da cordialidade baiana, ser de alta civilização, homem do povo com toda a sua picardia, um dos seus ilustres, um de seus Obás, e seus chefes. O primeiro em sua arte, senhor da agilidade e da coragem, da lealdade e da convivência fraternal”, escreveu o literato em Bahia de Todos os Santos.

Discípulos, então, Pastinha fez aos montes: o próprio Gildo Alfinete, João Pequeno, João Grande (há 20 anos em Nova York), Satanás, Boca Rica, Papo Amarelo, Natividade, Malvadeza, Bola Sete e Tom Zé. Isso mesmo, o tropicalista de Irará passou, ainda menino, pela academia de Pastinha.

Fonte: Correio da Bahia – http://www.correiodabahia.com.br

Reunião – FECAES

Vitória/ES, 03 de Abril de 2008.

Aos

Ilmº. Srs. Especialistas no Ensino da Capoeira

M.D. “Formados, Monitores, Instrutores, Contramestres e Mestres do ES”

CONVOCAÇÃO
 
Convocamos todos os Especialistas no Ensino da Capoeira que atuam no Estado do Espírito Santo, área de competência e atuação desta Federação, a participarem de reunião às 16:00h do dia 05 de Abril de 2008 no Centro de Treinamentos Martinho Lutero – Bento Ferreira – ES (próximo a sede da Federação e na mesma rua da Secretaria Municipal de Esportes de Vitória), onde serão discutidos as seguintes temáticas:

Reorganização da Capoeira do Estado do ES:

    * Orientação para Registro e Regularização dos Grupos de Capoeira do Estado do ES;
    * Apresentação do Calendário de Eventos dos Grupos para que possamos interceder na captação de apoio aos mesmos;
    * Apresentação da Diretoria da FECAES e suas funções;
    * Conselho Superior de Mestres – CSM: Banca Examinadora para coibir com os falsos Especialistas;
    * Apresentação da Programação de Cursos de Capoeira para 2008;
    * E outras deliberações.

Esta reunião se faz necessária dado as inúmeras denúncias do surgimento de “pseudos” Professores de Capoeira, formados, não sabemos onde nem por quem; criando seus próprios grupos sem qualquer ordem, organização, qualificação, experiência,…, enfim sem qualquer condição para isso, prejudicando todo trabalho sério desenvolvido por nós em 11 (onze) anos de existência.

Elaboração de Proposta à SEDU – Secretaria de Estado da Educação para fiscalizar os “Professores de Capoeira” e suas qualificações, atuantes no Projeto Escola Aberta, e, melhoria da ajuda de custo oferecida aos verdadeiros Especialistas no Ensino da Capoeira.

Solicitamos àqueles que possuírem; trazerem toda e qualquer documentação referente ao registro e / ou CNPJ / MF de seus grupos, para que possamos orientar-vos na construção ou reformulação estatutária, redação das Atas, Registro em Cartório, obtenção do CNPJ / MF, construção de Projetos, etc..

P.s. Convidamos a todos os Especialistas no Ensino da Capoeira e seus amigos docentes de capoeira atuantes no estado a se fazerem presentes a esta reunião, esta remessa via e-mail se dá pela deflagração da greve nos Correios reiteramos esta convocação.
 

Me. Alcebíades Milton Cabral
Presidente – FECAES  / 

Cme. Bert Karl Breuel
Diretor Institucional para Assuntos Estratégicos e Políticos

Lisboa: Workshops Beija-Flor

Workshops Beija-Flor!

A capoeira é uma arte em constante crescimento, onde o capoeirista sente sempre necessidade da procura pelo mais, pelo que está além, de modo a poder aprimorar ainda mais a sua técnica, o seu fundamento, e a sua arte!

É neste contexto que o professor Brancão aquando do 7º Baptizado decidiu organizar uma série de Workshops, a serem ministrados por grandes nomes da capoeira, de modo a poder proporcionar novas fontes de conhecimentos para todos os capoeiristas interessados!

Assim o grupo Capoeira Beija-Flor vem por este meio convidar toda a gente para participar nos seguintes workshops:

– Dia 3 de Abril, Quinta-Feira, workshop com o Mestre Paulinho Sabiá do grupo Capoeira Brasil, na escola Eça de Queirós.

– Dia 5 de Abril, Sábado, workshop com o Mestre Paulão do Ceará do grupo Capoeira Brasil, pelas 9h00 da manhã e às 15h00 workshop de Percussão. Ambos serão ministrados na Biblioteca do Vale Fundão.

– Dia 6 de Abril, Domingo, workshop com o Mestre Suíno do grupo Candeias, pelas 9h00 da manhã também na Biblioteca do Vale Fundão.

Como é visível para todos, serão workshops de valor com grandes referências no mundo da capoeira e uma mais valia para todo e qualquer praticante de capoeira!

Desde já convidamos a todos os capoeiristas a aproveitar esta oportunidade única, de poder contactar, conhecer, e absorver ainda mais capoeira com nomes de tanta distinção!

O valor de um workshop é de 30 galos O valor de dois workshops é de 40 galos O valor de três workshops é de 60 galos

Caso estejam interessados pedimos que nos contactem para:

Mail:   bfcapoeira@gmail.com

Tel: +351 965121023

Contamos com todos para mais este grande momento Beija-Flor!!!

Axé Beija-Flor!
Axé Professor Brancão!

Pesquisa: Desistência da mulher da capoeira

ANA LUIZA SILVA CORRÊA
Professora de Educação física e instrutora de capoeira

Em sua monografia de conclusão do curso de graduação apresentou um trabalho sobre a mulher na capoeira, procurando entender os motivos do ingresso e do abandono, com o intuito de contribuir com mestres, responsáveis por grupos e associações, professores e alunas, incentivando a permanência e a evolução da mulher na capoeira, apontando os problemas e tentando solucioná-los da melhor maneira, visto que há pouca literatura sobre o tema em questão.

O que te motivou em fazer essa pesquisa?

Iniciei minhas atividades capoeirísticas em agosto de 1994; o intuito era apenas pela prática esportiva e ciclo de amizades, mas acabei me envolvendo com tudo que a Capoeira tem para oferecer (música, ginga de corpo, dança, malícia…) e em pouco tempo passei a ter sentimentos mais definidos com relação à essa arte-luta.
Havia muitas mulheres iniciantes e pouca presença de professoras. Com o passar do tempo comecei a acompanhar a evolução de muitas meninas, vendo-as se tornarem professoras e contramestra.

No segundo semestre do ano 2000, com seis anos de prática e uma visão mais ampla sobre a capoeira, tomei a decisão de cursar a Faculdade de Educação Física.

     Encontro Feminino
Clique para ampliar as imagens…


O que leva uma menina a se aproximar de uma disciplina como a capoeira?

Trabalhei com base em hipóteses (Ingresso e Evasão). Assim, através de um questionário com 12 perguntas, procurei entender o motivo da aproximação e do abandono da capoeira.

Ingresso

Por modismos;
Porque o namorado, vizinha ou colega da escola pratica a capoeira;
Para conhecer pessoas diferentes;
Porque viu alguma roda de capoeira ou foi a algum evento e achou bonito/interessante;
Porque precisa fazer algum exercício físico / emagrecer / estética;
Para arrumar namorado.

Evasão

Começou a trabalhar e o horário de trabalho choca com o horário de treinamento e/ou chega em casa cansada e não tem ânimo para treinar;
Não consegue conciliar trabalho, escola e treinamento;
Casou-se ou teve filhos;
Os pais ou o namorado proibiram;
Machucou-se ou descobriu algum problema de saúde;
Sentiu alguma dificuldade e por isso desmotivou-se;
Terminou um relacionamento amoroso dentro da academia em que treina a capoeira;

Quais os fatores que dificultam a mulher em desenvolver um trabalho com a capoeira? E quais os fatores que podem ajudar a sua permanência na capoeira até se tornar professora?

Conforme preceitua a cantiga, capoeira é pra “home, minino e mulhé”, e apesar do grande número de mulheres que iniciam a prática, o que podemos verificar concretamente é que ainda há uma predominância maciça de indivíduos do sexo masculino no campo da capoeira. Isso pode ser confirmado pelo irrisório número de mulheres que conquistaram o grau de mestre. Esta supremacia dos homens é, entre outras possibilidades, fruto da divisão social do trabalho no Brasil, que, ao longo de séculos tratou a mulher de forma discriminada.

Quanto aos fatores que levam as mulheres a abandonar a capoeira, meu trabalho teve como objetivo específico verificar qual seria a opinião das mulheres que estão envolvidas com a luta e já passaram ou têm visão das dificuldades que as mulheres enfrentam quando praticam algum esporte, e traçam dentro dele, metas a serem cumpridas, sejam como professoras e mestras ou como praticantes assíduas.

Através de um questionário feito com mulheres de vários grupos da Cidade de Goiânia, Aparecida de Goiânia e até Portugal, pôde-se analisar que a mulher realmente gosta e quer se tornar algo mais (Professora ou Mestra) na capoeira e sabe que faz toda a diferença dentro da roda, vencendo obstáculo e preconceito encontrado no universo da capoeira; apesar de todas as dificuldades enfrentadas, ainda consegue ministrar os afazeres do lar, filhos, esposo, trabalho e estudo.

A mulher consegue dedicar-se à prática da capoeira, principalmente quando tem o apoio da presença masculina dentro da capoeira, que inclusive a incentiva ao retorno à prática devido à maternidade ou à recuperação de lesões, pois todas as mulheres que responderam o questionário proposto e deixaram a prática por algum motivo têm vinculo familiar dentro da capoeira ou são casadas com professor ou mestre. Ou seja, realmente a presença masculina contribui para a permanência da mulher dentro da capoeira. São como duas faces, aquele que discrimina nas rodas (não são todos) é o mesmo que a incentiva e apóia.

Elas manifestam o desejo de não ser mais conceituadas como frágeis e que sua participação em rodas onde há presença de homens não contenha discriminações e preconceitos verificados até mesmo nas cantigas comumente entoadas nas rodas.
E que os concorridos “Encontros Femininos”, promovidos por diversos grupos em eventos de âmbito nacional e internacional, em que se intensificou a participação da mulher na capoeira, não sejam somente o único caminho que as mulheres têm para mostrar que são capazes de planejar e executar seu próprio evento e, sim, uma troca de experiência com mulheres de outras regiões.

Dentro do contexto histórico a capoeira e a mulher se assemelham, desde os primórdios dos tempos, na luta pela conquista do respeito, reconhecimento e igualdade social. Abre-se então um leque de oportunidades para outros estudos no ramo da capoeira relacionados à mulher, pois este é um pontapé inicial, e muito ainda se tem a descobrir.

(Inst. Analuiza)

“Capoeira é pra homen, menino e mulhé”???

Conversando com:

TATIANA CÂNDIDA SÃO PEDRO TOMÉ
Professora de Educação física e instrutora de capoeira

Como conheceu a capoeira e por que decidiu treinar?

Conheci a capoeira em 1990, através do meu Professor de Educação Física, “Contramestre Jacó”, que também era professor de Capoeira, e ele, percebendo o meu interesse, me incentivou a praticá-la, pois sempre apreciei ver as rodas de Capoeira quando o seu grupo se apresentava na escola. Iniciei minha prática no ano de 1992, com o Contramestre Jacó do Grupo Candeias. Mais tarde passei a treinar com o Contramestre Guerreiro e hoje fazemos parte do Capoeira Luanda.

Qual sua relação com a capoeira?

Sou formada em Educação Física há cinco anos, pela UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS (U.E.G) e desde de 1998, trabalho com a Capoeira. A minha relação com a Capoeira vai além de uma simples prática, ela é extremamente profissional. Foram anos de trabalho, pesquisa, investimento e dedicação, que hoje me deram e me dão frutos. Atualmente desenvolvo um trabalho no SESC – FAIÇALVILLE como profissional de educação física, porém ministrando aulas de capoeira.

Como você se equilibra com todos os afazeres do seu cotidiano?

É muito complicado conseguir conciliar a vida de mãe, trabalho, estudos e praticar a Capoeira; porém não é impossível, a vida nos ensina que tudo o que desejamos com esforço conseguimos, pois é isso que tento fazer, sempre procurando executar tudo da melhor forma possível para que a balança se equilibre.
Hoje a minha dedicação à capoeira toma conta de 90% da minha vida, sou esposa de capoeirista, trabalho seis horas do meu dia com a Capoeira e ainda tenho um tempo à noite para me dedicar aos treinos.

Qual atividade você desenvolve e desenvolveu com a capoeira?

Atualmente desenvolvo um trabalho no SESC em Goiânia, onde ministro aulas de Capoeira para crianças, adolescentes e adultos. Portanto, tenho um trabalho reconhecido com um projeto que desenvolvi no Centro de Reabilitação São Paulo Apóstolo em Goiânia, com a “Capoeira para o Ensino Especial”, foram quatro anos de dedicação com alunos portadores de deficiência mental que resultou em um trabalho monográfico intitulado: “Os Benefícios da Capoeira para Portadores de Deficiência Mental”. Foi um trabalho inédito na região, que hoje infelizmente não é desenvolvido por falta de incentivo governamental.
No mês de março de 2008, em comemoração ao Mês das Mulheres, organizei no SESC a 1ª Roda Feminina do Capoeira Luanda de Goiânia, onde tivemos a presença de capoeiristas da grande Goiânia, do interior de Goiás e do Distrito Federal; constaram da programação oficina de Dança Afro, com a Professora Josy, e de Samba de Roda, com a Instrutora Ana Luíza e, claro, a tão esperada Roda.

Como sua família lida com uma mulher Capoeirista em casa?

Para minha família é tudo normal, minha mãe sempre me incentivou a correr atrás dos meus sonhos. Conheci meu marido na Capoeira, e hoje ele é o meu Contramestre, as minhas filhas (uma de oito anos e a outra de um ano e oito meses) amam a Capoeira e estão sempre junto conosco nas rodas, eventos e apresentações. A Capoeira faz parte da minha vida e da vida da minha família.

Qual a mensagem que você tem a deixar para as mulheres que praticam e queiram praticar a Capoeira:

A Capoeira Arte-luta brasileira está no sangue de cada uma de nós, ela nos transforma, ela nos dá vida e nos e nos realiza, é uma forma de expressão vital, é ânsia de liberdade, ela faz com que nós mulheres aprendamos a conquistar o nosso espaço e desfrutar dele. A Capoeira, assim como foi usada pelos negros para se libertarem, está sendo usada pelas mulheres para se emanciparem. A mulher hoje na capoeira, comanda , ensina e consegue fazer transformações no cotidiano da vida de cada um que dela se aproxima.

“Assim é a Capoeira, uma mulher enfeitada em expressão de arte, que nos educa e educa os nossos filhos para a vida”.

“Ao som do berimbau, na ginga da brincadeira
Oi batam palmas para mulher na capoeira………
Pois, a mulher na capoeira está deixando o seu recado….”

Rainha do Engenho é declarada utilidade pública por vereadores na Câmara de Paulínia

A entidade atende 320 crianças e passará a firmar acordos e convênios para fins sociais

Foi aprovado na última terça-feira ,1°,na Sessão da Câmara Municipal, o projeto de lei do Vereador Francisco de Almeida Bonavita Barros, que declara de utilidade pública a Associação Educacional Cultural de Capoeira Rainha do Engenho.

A Associação é uma entidade sem fins lucrativos e faz parte do Projeto Anastácia, que surgiu da necessidade de realizar uma atividade física, cultural e sócio-educativa, utilizando o aprendizado dos jogos de capoeira com crianças, adolescentes e adultos, sem distinção de idade, raça, cor, religião, classe social, formação cultural como também a inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais.

São 320 crianças atendidas no projeto . Segundo Domingos Anastácio de Brito, presidente da Associação, “Estamos sempre lidando com crianças problemáticas e o objetivo é tirar as crianças e adolescentes das ruas e do convívio com drogas e bebidas”, diz ele.

Com a declaração de utilidade pública, a Associação passa a promover intercâmbios e firmar convênios e acordos com pessoas físicas e empresas, objetivando os fins sociais. Também passaria a receber uma verba da prefeitura e participar de Conselhos da Criança e do Adolescente ,existentes na cidade e no Estado. “ Até agora, o projeto vive somente com a doação de empresários, pais de alunos, autoridades locais e estaduais e agora esperamos muito receber essa verba, mas o mais interessante é poder firmar convênios e participar de conselhos”, completa.

A instituição conta com uma equipe de profissionais como educador social, contra mestre, e mais quatro instrutores. A triagem dos alunos é feita por uma assistente social a partir do pedido dos pais ou familiares, que solicitam a presença de um dos representantes e em cima do problema de cada criança é elaborada uma aula específica.

As aulas de capoeira são ministradas em diversos núcleos, inclusive na sede que fica na Rua Carlos Gomes, 493, no bairro João Aranha. Para maiores informações, falar com mestre Domingos ou com Maria da Guia pelos telefones 3933.2783/ 9242.2647/ 8152.1873 ou pelo site www.capoeirarainhadoengenho.com.br.

Por Alethea Patrícia

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