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Junho 2008

Vendo Artigos de: Junho , 2008

I Festival Internacional de Capoeira do Grupo Ginga Camará 2008

PROGRAMAÇÃO

Dia 11 de Julho (sexta-feira)

10h-12h – Aulão na Praia da Nazaré (Prof. Marcha Lenta)
Tarde – Convivio na Praia da Nazaré
19h – Animação de Rua (Praça Principal da Nazaré)

Dia 12 de Julho (sábado)

10h – Workshop de capoeira com Mestre Robson Bocão e com Mestre Marcelo
13h – Almoço
15h – Workshop de Capoeira com Mestre Robson Bocão e com Mestre Marcelo
18h – Roda Aberta
20h – Jantar

Dia 13 de Julho (Domingo)

15h – Abertura
15:30 – Exibição do vídeo-documentário Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras, (Pedro Abib)
16h30 – Roda de Professores e Mestres convidados
17h – Formatura dos graduados
17h30 – Cerimonia de entrega de graduações
19h – Roda de encerramento

NOTAS:

Os cursos no Sábado vão ser divididos em iniciantes e avançados, ficando uma turma com cada Mestre de manhã e à tarde as turmas trocam de Mestre.

Os workshops serão Sexta e Sábado e terão um custo de 20 €.
Temos alojamento para alunos, mas é necessário trazer saco cama.

 

Urb. Quinta do Amparo, Edifício Bela-Vista R/c Esq. – 2415-583 Leiria

TLM: 91 4435862 / 91 3970930

www.ginga-camara.com – papagaiocamara@hotmail.com

Portugal: Lançamento do documentário Memórias do Recôncavo: Besouro e Outros Capoeiras

O vídeo-documentário Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras, do cineasta, músico, capoeirista e professor universitário da Ufba, Pedro Abib, 45, será exibido, pela primeira vez em Portugal, dentro da programação do VI Congresso Português de Sociologia, a realizar-se entre 25 e 28 de junho de 2008 em Lisboa No Porto, no Centro Comercial Brasília no dia 05/07 ás 16:30h e também em Leiria, no I Festival Internacional de Capoeira do Grupo Ginga Camará 2008 , sob a responsabilidade do grande capoeira e camarada Papagaio.

Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras, contemplado pelo edital Capoeira Viva – 2006 do Ministério da Cultura do Governo Federal é um documentário que aborda a capoeira e suas histórias num dos prováveis locais de seu surgimento no Brasil: o Recôncavo Baiano. A partir de depoimentos de antigos capoeiras moradores da região e também de estudiosos e pesquisadores, busca-se reconstruir a memória sobre fatos e personagens envolvidos com essa importante manifestação da cultura afro-brasileira, trazendo ainda um rico acervo de imagens de arquivo. O filme também busca reconstruir a história de um famoso personagem da região e um ícone da capoeira: o lendário Besouro Mangangá.

A Origem da Capoeira

A capoeira tem como um de seus prováveis locais de origem, segundo vários historiadores, uma das regiões mais férteis no sentido do florescimento cultural de raiz afro-brasileira: o Recôncavo Baiano. Segundo o cineasta Pedro Abib, o projeto está fundamentado a partir de uma profunda pesquisa documental sobre aspectos do surgimento da capoeira nessa região, contando também com depoimentos colhidos entre antigos moradores, mestres de capoeira, historiadores e pesquisadores da região.

“A partir das histórias narradas pelos antigos habitantes e da visita aos locais mais importantes como os velhos engenhos, fazendas, cidades, povoados e localidades do Recôncavo, reconstruimos uma parte da memória dos tempos dos grandes capoeiras da época a exemplo das lendárias figuras como Besouro Mangangá, Neco Canário Pardo, Cobrinha Verde, Ferreirinha de Santo Amaro, Gato, Noca de Jacó, Siri de Mangue, entre tantos outros capoeiras do Recôncavo que deixaram seus nomes na história”, disse Abib.

Entre os filmes já realizado pelo cineasta Pedro Abib destacam-se Batatinha e o Samba Oculto da Bahia (2007), premiado com dois “Tatu de Ouro” na 34ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia – 2007 (melhor Documentário e melhor Vídeo da Jornada) e Menção Honrosa no Festival de Cinema Atlantidoc – Montevideo – Uruguai – 2007; “Divino Espírito Popular” (2006 ) Selecionado para a Jornada Internacional de Cinema da Bahia -2006 e convidado para o Festival de Cinema Africano em Tarifa (Espanha) – 2006; “O Velho Capoeirista: Mestre João Pequeno de Pastinha” (1999) Prêmio Melhor Documentário no Festival de Artes da UNICAMP – 2002; “Fome de Que?” (1998) Participante do Festival de Cinema e Vídeo da Fundação Cultural de Salvador, 1998.

DocDoma Filmes

2008 é um ano de desafios para a DocDoma Filmes. Além do lançamento do documentário MEMÓRIAS DO RECÔNCAVO: BESOURO E OUTROS CAPOEIRAS, a produtora tem ainda a responsabilidade de produzir os filmes: O Trampolim do Forte, de João Rodrigo Matos, longa-metragem ( ficção ) com recursos do Ministério da Cultura; Cuíca de Santo Amaro – Ele o Tal, de Joel de Almeida e Josias Pires, longa-metragem (documentário) com recursos da Petrobras, Lei Rouanet, além dos curtas-metragens Cães, de Adler Paz e Premonição, de Pedro Abib, ambos filmes de ficção, vencedores do Programa Petrobras Cultural.

A DocDoma Filmes é uma produtora baiana que atua na criação e produção de documentários, curtas e longas metragens, vídeos institucionais, promocionais e educativos, além da produção de conteúdos para televisão.

FICHA TÉCNICA:

  • Argumento, Roteiro e Direção: Pedro Abib
  • Direção de Produção: João Rodrigo Mattos
  • Produção Executiva: Adler Paz
  • Direção de Fotografia: Alexandre Basso
  • Som: Kico Povoas
  • Montagem: Bau Carvalho
  • Produção: DocDoma Filmes
  • Ano de realização: 2008
  • Suporte: HDV
  • Duração: 54’

Jornalista Responsável:
Luiz Henrique Sena (71 8201-7018/ 71 3354-6123)
DRT 1879 Ba
Contato do Diretor: Pedro Abib : 71 8150-2882/71 3285-3292 pedrabib@ufba.br

DOC FILMES PRODUÇÕES AUDIOVISUAIS LTDA.

Rua Almeida Garret, 35, Sala 205, Itaigara, Salvador – Bahia. Cep: 41815-320.

Telefax: (71) 3354-6123 – CNPJ: 07.718.282/0001-06

 

Vem jogar mais eu, Camará: uma história da capoeira baiana 1940-1980

A Caixa Cultural abriga a mostra Vem jogar mais eu, Camará: uma história da capoeira baiana 1940-1980 – um mergulho no período de afirmação, construção e difusão da capoeiragem no Brasil e no exterior.

A exposição é uma realização da Mandinga, Organização Não-Governamental que há 15 anos vem desenvolvendo projetos sócio-educativos com crianças e jovens de Salvador, tendo como eixo central a prática da capoeira enquanto instrumento de educação e cidadania.

A mostra aborda a capoeira sem recorrer à simbologia mais comum – berimbaus, pandeiros e seus belos movimentos – incorporando as próprias leis internas do jogo como linhas-mestras do projeto.

O visitante é convidado a perceber a lógica ritualística da capoeira, descobrir seus pequenos segredos, suas malandragens e a ter acesso ao processo que se esconde por trás da imagética final do espetáculo da roda.

Constituída predominantemente por recortes de jornais, revistas, manuscritos e fotografias de época, além de filmes, vinis, livros, objetos místico-religiosos, instrumentos musicais e depoimentos de velhos mestres, a mostra inclui filmes e documentários, que serão exibidos numa sala de projeção.

Fonte: Guia da Semana
Foto: divulgação

Capoeira é luta de bailarino, é dança de gladiador!

DanceBrazil é uma Cia de dança composta por artistas de diferente formação: reúne profissionais de dança e profissionais de capoeira.

Foi fundada em 1977 em New York e em 1993 mudou para Salvador com objetivo de manter um contato mais forte com suas origens para depois traduzi-las no palco em uma linguagem contemporânea e expressiva.

Os trabalhos do coreógrafo e Mestre de capoeira, mais conhecido como Mestre Jelon, tem uma forte influencia da capoeira e se tornam uma mistura bem interessante de dança e de acrobacias típicas da capoeira.

Ritmos é o trabalho mais recente da Cia, no palco se misturam os rimos tradicionais brasileiros entre os quais samba e capoeira, tocados ao vivo pôr músicos baianos.

A tournée já foi pra varias cidades dos EUA e voltará em agosto em New York.
Nesse ano de 2008 Mestre Jelon foi reconhecido como “Patrimônio Nacional”, recebendo o premio “Tesouro Nacional” do National Endowment for the Arts.

Essa homenagem as artes tradicionais premia artistas que se destacam para sua excelência e sua contribuição ao patrimônio artístico da nação.

Por: Raphael Silva de Novaes (Graduado Fogo)

Como foi participar da montagem de um espetáculo?

Participei da criação de alguns espetáculos, como: “Retratos da Bahia” 2005, ”Desafio” 2006, “Ritual” 2007 e “Ritmos“ que foi criado recentemente em 2008.
É sempre bom ter a experiência de estar participando de novos espetáculos e novas criações, pois a coreografia acaba vestindo na gente e ficando natural do nosso corpo.
Nunca é fácil!

É sempre um trabalho intenso, sutil e bem elaborado para obter bons resultados, para isso a capoeira me ajudou com a disciplina, a concentração e o trabalho do corpo.
Vivo uma experiência única, pois incluir a capoeira em uma outra área é muito interessante.
Por min o mais importante é manter a raiz e a essência da capoeira sempre viva, ou seja, continuar sendo capoeirista em todo momento!

Por: Paulo Edson da Silva (prof. Chuvisco)

Como vive o fato de ser um capoeirista dentro de uma Cia de dança?

A experiência tem sido boa e valida. Meu inicio foi muito difícil por não ter no meu corpo a linguagem da dança (contemporânea, moderna, balê ou afro). Mas essa fase com tempo passou, porque fui adquirindo conhecimentos através das aulas de dança que temos que fazer todos os dias antes dos ensaios. Paralelamente as minhas dificuldades com a dança, vi os dançarinos passando pelo mesmo processo que passei mas com a Capoeira. Como a dança foi muito difícil para min, a Capoeira foi para os dançarinos que estavam entrando na mesma época no DanceBrazil.

Como foi seu encontro com a dança?

Em 2002 ao reencontrar o mestre Jelon (hoje meu mestre), em Goiânia, no evento de Capoeira, fui convidado para ir a Salvador para participar de umas aulas de dança com o DanceBrazil.
Ele queria ver como eu assimilava movimentos de dança com capoeira. Confesso que no inicio não fui tão bem, mas o mestre acreditou em min dizendo que eu precisava de muito trabalho para mudar meu corpo. Então, continuei indo a Salvador por dois anos para participar dos ensaios e continuar meus treinos de dança com o DanceBrazil. Depois de três anos indo e voltando a Bahia entrei no DanceBrazil (2005) para participar da minha primeira tournée nos EUA, com a coreografia "Retratos da Bahia" de autoria do mestre Jelon. Mas infelizmente, meu visto foi negado e só consegui viajar em 2006 participando de "Retratos da Bahia” e "Desafio".

DanceBrazilComo é processo de formação do show ?

A única experiência que tenho com dança é com o DanceBrazil.
O mestre sempre nós da espaço para ajuda-lo com idéias de movimentos. E agora sou o professor de Capoeira do DanceBrazil portanto tenho uma grande responsabilidade: ensinar capoeira para os dançarinos e trazer movimentos novos para que sejam explorados por eles dentro do trabalho que está sendo criado.

A idéia sempre vem do mestre: ele que escolhe o tema, sempre que termina uma coreografia já está falando de outra!

O processo de criação do mestre é muito interessante: a primeira semana ele faz muitos laboratórios com os dançarinos e capoeiristas usando os movimentos de dança e da capoeira. Para ele, tudo tem que fazer sentido, os movimentos não podem simplesmente só ser “um movimento”: eles tem que significar algo dentro do tema que ele visualizando.
Por exemplo o balé "Ritmos" mostra exatamente o que Dias Gomes fala na poesia dele "…simbiose perfeita de força e ritmo, poesia e agilidade, única em que os movimentos são comandados pela música e pelo canto…"

Para o mestre criatividade é como uma estrada, onde nela viajamos com destino á perfeição.
A Capoeira e a dança percorrem um caminho diferente, pra chegar, no final, ao mesmo lugar!

(Fotos gentilmente cedidas por Mestre Jelon)

Maiores informações sobre show:

dancebrazil@mac.com

Buffalo Dance Festival
http://www.buffalo.edu/community/ub_on_the_green.html

Central Park SummerStage
http://www.summerstage.org/index1.aspx?BD=20534

Santa Fé, New Mexico
http://www.aspensantafeballet.com/3/3d.html

Aspen Dance Festival
http://www.aspensantafeballet.com/3/3d.html

Permangola : II Reunião Agropecologíca (Agricultura,Permacultura,Construção Ecologíca e Capoeira Ang

 

A semente do Kilombo Tenondé esteve sendo plantada a séculos nos Quilombos brasileiros. Reconhecemos as novas formas de opressão na sociedade moderna e industrial. Usando de espaço e de atividade, o Kilombo Tenondé promove a regeneração da criatividade, do pensamento e de ideais; busca a reconstrução da estrutura comunitária, hoje enfraquecida.E aqui estamos hoje "Ação no Kilombo" são uma série de práticas e palestras sobre sistemas alternativos de construção, agricultura e energia. Estaremos desvendando os primeiros passos para a sustentabilidade, aqui em Coutos Salvador/BA no Subúrbio Ferroviário, em Valença Salvador/BA e no restante do mundo.

Agrofloresta: é um dos mais eficientes métodos para revitalização e diversificação de campos, produzindo alimentos e resultando em áreas verdes.
Tópicos: Tipos de Agrofloresta- Organização e preparação de sementes e mudas- Prática de campo.

Permacultura: Criada na Austrália na década de 70 e atualmente difundida pelo mundo, Permacultura reúne conhecimento tradicional e novas técnicas no intuito de criar soluções permanentes, baseando-se na inteligência natural.
Tópicos: Design e Zoneamento- Água: coleta, armazenamento e reciclagem- Manejo do solo.

Bioconstrução: Usando materiais de baixo impacto ambiental (terra, bambu, reciclagens, etc), a Bioconstrução conjuga técnica e criatividade no desenvolvimento de habitações humanas e animais, criando sistemas naturais para tratar água e resíduos, estruturando o sítio para produção ou mesmo conectando funcionalidade e conforto nas casas e jardins.
Tópicos:Bambu- manejo e uso Adobe: técnica e construção, Biorremediação de água.

From:Aranha Mansa (Chokoleite)

A verdade é que todo mundo vai te machucar.Você só tem que decidir por quem vale a pena sofrer!!!

 

www.kilombotenonde.com

Capoeira, açaí e carimbó

Os capoeiristas paraenses têm um encontro marcado no dia 28 de junho de 2008. Nesta data acontece o I Festival de Capoeira do Projeto Castelo dos Sonhos, promovido pela ABECA (Associação Beneficente e Educativa Castelo dos Sonhos) e pelo GETI (Grupo da Terceira-Idade). A atividade acontece no Ginásio de Esporte José Maria Cardoso, no bairro da Jaderlândia, na cidade de Castanhal (PA), das 9 às 15 horas.

Promovido pelo Mestrando em Educação José Nazareno Abraçado Henriques, professor da Universidade Federal do Pará e idealizador da Clínica de Capoeira, o evento tem o objetivo de arrecadar fundos para a construção do local da distribuição da merenda escolar dos alunos do projeto.

O festival terá a presença dos mestres Jorge de Freitas (Ferro do Pé) e Nazareno (presidente da Federação de Capoeira do Pará. O jornalista Mano Lima, colunista do Portal Capoeira e editor da Revista Capoeira em Evidência, participa do evento como convidado especial, para fazer o lançamento de seus livros “Dicionário de Capoeira” e “Eu, você e a capoeira”.

O encontro é aberto a todos os grupos de capoeira do estado. No encerramento serão entregues os prêmios dos atletas de futebol do projeto Castelo de Sonhos. Além do batizado de capoeira, uma intensa programação cultural, que inclui carimbo e outras danças folclóricas, vai animar essa atividade de intercâmbio dos capoeiristas da terra do açaí e do carimbo.

Confira a programação:

9 h – Abertura do Festival
Hino Nacional, Histórico da Capoeira, Berimbalada, Maculelê, Danças Folclóricas e Batizado.
10 h – Sessão de autógrafos das obras “Dicionário de Capoeira” e “Eu, você e a capoeira”.
10:30 as 14 h – Apresentação de grupos de capoeira de projetos sociais da 1ª Idade, 2ª Idade e da 3ª Idade e outros grupos e associações de capoeira e de folclore.
14:30 h – Entrega da premiação para os atletas de futebol do Projeto Castelo dos Sonhos
15:00 – Encerramento.

 

Serviço: ABECA – Rua Universitária S/N – Bairro: Jaderlândia – Castanhal – PA – CNPJ: 48805980/0001-50
CEP: 68745-000 – Telefones: (91) 3721-2395 / 3721 8284

 

Bahia: Capoeira deve se tornar patrimônio cultural brasileiro

 

Salvador – A capoeira é a próxima manifestação brasileira candidata a patrimônio cultural. O registro será votado na próxima reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em 15 de julho, no Palácio Rio Branco, em Salvador. No mesmo dia, também será apreciado o tombamento do Forte Assunção, do século XVII, que deu nome à cidade de Fortaleza, capital do Ceará, além da proposta de preservação de vários edifícios de valor histórico do Bairro do Comércio, na Cidade Baixa Salvador, Bahia.

O registro de patrimônio imaterial também deverá valorizar o ofício dos mestres nesse saber que mistura luta, música e dança. Responsáveis pela divulgação desta atividade em mais de 150 países, os mestres terão sua habilidade de ensino reconhecida.

Os capoeiristas vão celebrar o registro de sua arte com um grande evento no Teatro Castro Alves, oferecido pelo Ministério da Cultura, o Iphan e o Governo do Estado. Já estão confirmados apresentação dos baianos do Recôncavo, Maria Bethânia e Roberto Mendes, dos percussionistas Naná Vasconcelos, Wilson Café e Ramiro Musotto, além do mestre capoeirista Lorimbau. A entrada será gratuita e haverá distribuição de ingressos na véspera.

Ainda no Teatro Castro Alves, será aberta a exposição Na roda da capoeira, produzida a partir do inventário realizado entre 2006 e 2007 para o registro deste bem imaterial. São pinturas, esculturas em barro, instrumentos musicais, xilogravuras e folhetos de cordel que retratam o universo da capoeiragem. Na ocasião, também haverá o lançamento do livro, produzido pelo Iphan, Ofício das baianas do acarajé. O material é resultado do processo de registro, em janeiro de 2005, deste outro saber característico da cultura brasileira.

 

Fonte: Jornal da Mídia – Salvador – http://www.jornaldamidia.com.br/

ÁGUA DE BEBER & desconto de 50% para capoeiristas

O espetáculo foi construído a partir de uma associação entre a música, o corpo em movimento e a reflexão sobre a capoeira e seus aspectos. O texto foi criado a partir de notícias de jornal entre o fim do século XIX e início do século XX, entrevistas atuais com mestres e estudiosos da capoeira como os Mestres Camisa e Nestor Capoeira, o escritor Muniz Sodré, o antropólogo Bernardo Conde e a neurologista Dra. Rosali Correia e o livro “SANTUGRI” de Muniz Sodré, cujas histórias curtas de “mandinga e capoeiragem”, remetem aos segredos, mitos e negaças de personagens como Besouro, Querido de Deus, Madame Satã e muitos outros.

A proposta cenográfica do espetáculo inclui a projeção de imagens, escolhidas pela artista plástica Brígida Baltar, que permeiam as cenas.

A música ao vivo, cujos temas afro-brasileiros, transcendem a tradição da capoeira, está bem presente, pontuando e dando ritmo ao espetáculo.

ÁGUA DE BEBEROutra riqueza desse trabalho está na expressividade do corpo impregnado pela capoeira, nas metáforas e associações com o comportamento cotidiano.

Além de apresentar uma visão histórica da capoeira, o espetáculo apresenta personagens que contam histórias fantásticas, convidando o público a ingressar no universo da capoeiragem. Água de Beber agrada aos capoeiristas e ao público em geral, apresentando as infinitas possibilidades que existem dentro desse manancial de criatividade que é a capoeira.

O DIRETOR

“Depois de 30 anos praticando, observando e estudando a capoeira, resolvi finalmente amadurecer este projeto, que há muito esperava nos arquivos a oportunidade de se concretizar. Trata-se de uma volta às origens, pois foi através da capoeira que descobri as possibilidades do meu corpo em movimento, da expressão da minha voz e do meu ritmo dentro de um grupo. A capoeira é uma fonte de inspiração inesgotável, à qual eu sempre retorno para matar a sede. Uma arte que se transforma e se molda como a água, de acordo com o contexto que se vive no espaço e no tempo do ritual de uma roda de capoeira. “Água de Beber” é uma reflexão atual sobre a capoeira, trazendo, não uma, mas muitas visões acerca de uma das manifestações mais ricas da nossa cultura popular”.

CLÁUDIO BALTAR

FICHA TÉCNICA

DIREÇÃO, CONCEPÇÃO E ROTEIRO: Cláudio Baltar
CO-DIREÇÃO: Fabianna de Mello e Souza
SUPERVISÃO DE PRODUÇÃO E FIGURINO: Valéria Martins
DIREÇÃO MUSICAL E TRILHA: Rafael Rocha, Fábio Leão Pequeno e Sérgio Cebolla
PROJEÇÃO E PROGRAMAÇÃO VISUAL: Brígida Baltar
ILUMINAÇÃO: Aurélio de Simoni
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Andréa Cals
FOTOS: Andréa Cals e Mico Preto
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Ana Coll
ADMINISTRAÇÃO: Beatriz Sant’Ana
PREPARAÇÃO JOGO DOS BICHOS: Mestre Camisa
PREPARAÇÃO JOGO DE DENTRO: Marron Capoeira
TREINAMENTO DE MÁSCARAS: Fabianna Mello e Souza
VOZES EM OFF: Rodrigo dos Santos, Muniz Sodré, Bernardo Conde
CORDEL: Parafina, Lobisomem e Leão Pequeno
MÚSICA DAS MALTAS E MÚSICA FINAL: Bernardo Palmeira
MÚSICA “ÁGUA PRA VIVER”: Lobisomem e Cebolão
ESTÚDIO E MIXAGEM: Bernardo Palmeira
CONFECÇÃO DAS MÁSCARAS: Clívia Cohen
CONFECÇÃO DE INSTRUMENTOS: Sérgio Cebolla e Marcos China
CONFECÇÃO DE FIGURINOS: Maria das Graças Silva
ADEREÇOS: Cida de Souza
OBJETOS DE CENA: Marcos China
OPERADOR DE SOM E PROJEÇÃO: Filipe Farinha
OPERADOR DE LUZ: Daniel Galvan
ELENCO: Rodrigo dos Santos; Sérgio Cebolla; Fábio Leão Pequeno; Davi Mico Preto; Fábio Negret; Charles Rosa
REALIZAÇÃO: Intrépida Trupe

 

Serviço:

SESC TIJUCA – RUa Barão de Mesquita, 539 – Rio de Janeiro

Sexta, sábado e domingo as 20 horas

Ingressos a R$ 12,00 inteira e R$ 6,00 meia.

Capoeiristas pagam meia entrada.

Do lenço de seda à calça de ginástica

Mestre Gil Velho explica as semelhanças e diferenças entre as maltas cariocas e as gangues pernambucanas no século XIX e reflete sobre a perda de personalidade sócio-cultural da capoeira

Ainda hoje, muito se discute sobre as origens da capoeira. Mas as perspectivas do debate estão atreladas aos diversos discursos que vestem sua imagem moderna, a esportiva. Parte-se de idéias construídas, e não de práticas sociais espontâneas.

A capoeira carioca está historicamente imbricada às maltas de capoeiras da cidade e à “filosofia da malandragem carioca” dos anos 1800. A baiana, por sua vez, está ligada à cultura negra baiana e especificamente ao candomblé. No Recife, ela se manifesta nas gangues de rua Brabos e Valentões.

Para analisarmos a essência da capoeira, temos que voltar no tempo e considerar o contexto da realidade sócio-cultural de espaços com registros identitários e territoriais dela. Neste olhar, destacam-se dois loci: Rio de Janeiro e Recife. Estes dois centros urbanos eram, no século XIX, os maiores pontos de comunicação com o resto do mundo, onde mais circulava gente, idéias, comércio. As zonas portuárias permitiam a troca de idéias entre nichos sócio-culturais semelhantes.

No século XIX, diversos movimentos ligados ao universo portuário apresentaram formas de organização identitária e territorial semelhantes. Eram as gangues de rua, movimentos sociais anárquicos que tinham como ponto de conexão o porto.

O Rio de Janeiro era a capital que tinha aberto seu porto. E Recife representava a face revolucionária da colônia, com suas insurreições contra o absolutismo português, como a revolução de 1817, um ensaio para a independência, cinco anos depois.

A capoeira do século XIX, no Rio, com as maltas de capoeira, e em Recife, com as gangues de rua dos Brabos e Valentões, foram movimentos muito semelhantes aos das gangues de savate (boxe francês) em Paris e das maltas de fadistas de Lisboa do século XIX. A semelhança pode ser constatada, por exemplo, no vestuário – lenço de seda no pescoço – ou no instrumental de combate – navalha, porrete, bengala etc. O que mais chama atenção, no entanto, é que os gestuais dessas lutas também são parecidos, ou seja, os golpes usados na aguerrida comunicação gestual eram análogos.

Por outro lado, as perspectivas identitárias e territoriais próprias dão a cada movimento sua sócio-fronteira, com espaços personalizados dos atores em seus próprios contextos sócio-culturais. A capoeira marca sua presença em grupos de sócio-fronteiras a partir de meados do século XIX, no Rio de Janeiro com as maltas e no Recife com as gangues. Nessas cidades, os grupos disputavam os espaços demarcados identitariamente e tinham suas próprias manifestação rítmicas.

Mestre Gil Velho As maltas eram confrarias cujos nomes variavam de acordo com a localidade em que se estabeleciam – seus espaços de sócio-fronteiras. A malta da freguesia de Santana, por exemplo, chamava-se “Cadeira da Senhora”, a de Santa Rita era conhecida como “Três cachos” ou “Flor da Uva”, a do bairro de São Francisco, “dos Franciscanos”, a da Glória, “Flor da Gente”, a da Lapa, “Espada”, e a do Campo da Aclamação era chamada de “Lança” ou “malta de São Jorge”.

Estas maltas dividiam-se em dois grupos (“nações”) rivais: os Nagoas e Guaiamus. Tinham seus sinais característicos e suas saudações típicas, assim como juramento e preces faziam parte de seu ritual. Participavam de todas as manifestações cívicas e festas populares e eram vistas durante as paradas, precedidos pelos caxinguelês (aprendizes), que vinham gingando à frente dos batalhões durantes as paradas.

No Recife, os grupos de capoeira se organizavam de forma semelhante, porém mais atrelados às manifestações rítmicas. As bandas militares foram as primeiras organizações rítmicas absorvidas pelos espaços iniciais de sócio-fronteiras da capoeira. A partir das Bandas do 4º Batalhão de Artilharia e o Hespanha, do Corpo da Guarda Nacional, os grupos criam duas unidades sócio-fronteiriças: O Partido do 4º ou “Banha Cheirosa” e o partido Hespanha ou “Cabeças Secas”.

A partir desta perspectiva identitária territorial, a capoeira pernambucana travou verdadeiras batalhas através de suas pernadas, sua ginga solta, aliadas à bengala, ao porrete, à navalha, à faca etc. Dos espaços rítmicos, o frevo – ritmo proveniente dessas estruturas de bandas e o passo da aguerrida comunicação dos capoeiras – era a última de suas brincadeiras.

A perda da identidade social

A capoeira do século XIX morre com o advento da República, tanto no Rio e como no Recife. Inimiga da capoeira, ela chega com uma proposta de reformas sociais e urbanas, criticando a organização e a expressão popular da sociedade brasileira, principalmente no que diz respeito à mestiçagem étnica e cultural. Sua proposta alternativa seria baseada no modelo cultural europeu republicano e qualquer coisa que estivesse fora desses princípios era desconsiderada.

Sob influência do positivismo europeu, a república introduz mudanças que alteraram a estrutura do espaço cultural carioca. Entre essas, estava a alteração da forma da malha urbana, com a destruição do morro do Castelo e a introdução sobre a nova geoforma de uma estrutura arquitetônica semelhante ao centro da cidade parisiense – largas avenidas, ruas ventiladas e arborizadas. Este processo é associado à imposição de hábitos culturais visando à melhoria da qualidade de vida da cidade, que naquele momento sofria de uma série de males produzidos pelo baixo padrão de infra-estrutura de saneamento.

Essas mudanças alteraram os nichos e a geografia culturais da cidade. Espaços de expressões culturais foram perdidos, desarticulando a forma de organização urbana e quebrando a dinâmica interativa das comunidades que a compunham. Assim, com a alteração de elementos essenciais do contexto social da capoeira, o processo que a personalizava se alterou. Desaparecidas, as maltas são substituídas pela solitária figura do malandro. Malandro é um indivíduo e a malta, um grupo social.

A capoeira das maltas do Rio e dos Brabos do Recife foi desmobilizada em menos de dois anos. Toda uma história de mais de quarenta anos se desfez.

A capoeira esportiva

Quando o universo interpretativo da origem e identidade da capoeira muda, há uma ruptura da capoeira como movimento social. Nasce uma capoeira sem identidade social, construída a partir dos discursos intelectuais, tanto o carioca como o baiano.

A capoeira atual tem toda sua construção relacionada aos discursos nacionalistas do final do século XIX e começo do XX, em duas linhas básicas: a capoeira carioca, com sua “ginástica nacional”, e a baiana, com seu “projeto regional”.

Mestre Gil Velho A ginástica nacional, descrita por Aníbal Burlamaqui em seu livro “Gymnastica Nacional (capoeiragem) Methodizada e Regrada”, herdeira das maltas e da malandragem, é representada por Sinhozinho, que ensina a “capoeira de sinhô” – uma capoeira para briga de rua a partir de 1930, usada por Madame Satã e os malandros da Lapa.

A capoeira regional, de Mestre Bimba, ligada ao candomblé e outras manifestações culturais negras da Bahia, está nos romances e personagens de Jorge Amado: há valentões e desordeiros e também jogadores mais lúdicos, como Samuel Querido-de-Deus.

O discurso da luta regional, auxiliado pela construção do método de Bimba, se estabelece como hegemônico. Talvez a falta de uma origem como movimento social da capoeira em Salvador tenha facilitado a construção desta proposta de capoeira, que chega aos dias de hoje e espalha-se pelo mundo todo.

Mas, fruto de uma construção racionalizada, essa capoeira contemporânea, esportiva, esconde a fragilidade da falta de uma personalidade sócio-cultural.

* Gil Cavalcanti, o Mestre Gil Velho, geógrafo, é coordenador do Projeto Memorial da Capoeira Pernambucana, do Programa Capoeira Viva, do Ministério da Cultura, 2008

 

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

 

Saiba mais:

Referências bibliográficas

Capoeira ou frevo? – Vídeo mostra ritmos pernambucanos em sintonia com a capoeira

Centro de Referência da Capoeira Carioca

Resultado: Campanha “Nestor Capoeira”

Editora Record e o Portal Capoeira tem o enorme prazer de contemplar os 20 vencedores da Campanha Nestor Capoeira

O Portal Capoeira fechou uma parceria com a área de Marketing do grupo Editorial Record. Por meio delas, foram sorteadas obras do Nestor Capoeira, lançadas pela Record: “O pequeno manual do jogador”, publicado em 1998 e hoje em sua 8ª edição; e “A Balada de Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada”.


Os 20 vencedores foram selecionados automaticamente com base na pontuação obtida no Quiz.

Somente os participantes que obtiveram uma percentagem igual a 100% é que se habilitaram para o sorteio dos livros.

 

Lista dos Vencedores:

 

  1. Marcus Nascimento, São Paulo/SP mvnas@yahoo.com
  2. LUIZ CLÁUDIO MARQUES DA SILVA, RIO DE JANEIRO, RJ, mestreteacher@gmail.com
  3. Ramon Lourenço Maslak Fabisiak, Porto Alegre/RS, ramonmaslak@yahoo.com.br
  4. Frederico José de Abreu, Salvador, Bahia fredeabreu@gamil. com
  5. Hélio Fernandes, Sorocaba/SP, heliop@usp.br
  6. giovana victoria – Recife – Pernambuco – plano11gerais@gmail.com
  7. Beatriz Lima / BH / MG / bia_bh@bol.com.br
  8. Vanessa Vieira Midlej Silva, Natal, Rio Grande do Norte, vanessacdonatal@hotmail.com
  9. Antonio Lannersson A. dos R. Silva, José de Freitas/Piauí e yaremaleite@ig.com.br
  10. ESNEYDER VEGA, BOGOTA/COLOMBIA ,PIGMEO_55@HOTMAIL.COM
  11. graco ruiz espinosa, cidade do Mexico, Mexico, lebre22@gmail.com
  12. Luana Motta Coelho, Arraial do Cabo, RJ/ – inez_arraial@hotmail.com
  13. Ramsés Helenos da Silva,Cidade:São Vicente,SP, e-mail:contatoramses@bol.com.br
  14. Paulo Junior, Ilha Solteira SP, jpxis2002@hotmail.com
  15. Daniel Ferreira Mafra, Brasília/DF dfmafra@yahoo.com.br
  16. carlley miguel rodrigues,cabo de santo agostinho/pe carlleypezao@hotmail.com
  17. walter dos Santos Dias, teresina-PI instrutorpardal@yahoo.com.br
  18. Alessandro C. Fortunato, Contagem/MG – alessandro.acf@bol.com.br
  19. Andreia Mariana Cardoso, Mogadouro, PT, andreia_mariana1@hotmail.com
  20. Rodrigo Fernando Bunese, Curitiba – PR, barrilzao@gmail.com

Entrega dos Livros:

Os vencedores serão contactados diretamente pela Editora Record a qual ficará responsável por todo o processo de entrega dos livros aos contemplados.

www.record.com.br