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Setembro 2008

Vendo Artigos de: Setembro , 2008

GECASP – 1º Encontro de Capoeira Angola do Grupo de Estudo da FICA-SP

O Grupo de Estudo de Capoeira Angola de São Paulo tem o prazer de convidar a todos para o 1º Encontro de Capoeira Angola do Grupo de Estudo da FICA-SP que acontecerá nos dias 20, 21, 22 e 23 em São Paulo. O evento contará com oficinas de Capoeira Angola e ritmo com os mestres da FICA: Cobra Mansa e Valmir, com Aloan da FICA Bahia e com a ilustre presença do mestre Bigo (Francisco 45), discípulo de mestre Pastinha além de outras atividades tais como palestras, mostras de vídeos e samba de roda.

Contamos com a presença de todos e abraços do povo de São Paulo.

Quando: 20 – 23 de novembro, 2008
Onde: São Paulo (Confirmando local)

Convidados Especiais: Mestre Cobra Mansa, Mestre Valmir, Mestre Bigo, Mestre Ananias and Aloan (FICA – Bahia).

Programação do evento, em breve no site: www.ficasp.com.br

Dúvidas, ligue:

55 011 98402314 or 44727402 (Womualy)

55 011 93135644 or 41781797 (Tabatta / Morena)

55 011 83975867 or 55354669 (Alexandre / Alê)

ou email: gecasp (arroba) hotmail (ponto) com

fica_sp (arroba) hotmail (ponto) com

novas informações em breve !

até mais!

GECASP.

English

The São Paulo Capoeira Angola Study Group is pleased to invite everyone to the 1st Encouter of the São Paulo FICA Study Group that will happen on November 20, 21, 22 and 23 in São Paulo. The event will have capoeira Angola and instruments workshops with the FICA masters: Cobra Mansa and Valmir, with Aloan of FICA Bahia and with the distinguished presence of the Mestre Bigo (Francisco 45), a disciple of Mestre Pastinha well as other activities such as lectures, video screenings and samba de roda.

See you there and hugs from the people of Sao Paulo.

When: November 20 – 23, 2008
Where: São Paulo (Confirming local)

Special guests: Mestre Cobra Mansa, Mestre Valmir, Mestre Bigo, Mestre Ananias and
Aloan (FICA – Bahia).

Schedule, soon on the website: www (dot) ficasp (dot) com (dot) br

For questions, call:

55 011 98402314 or 44727402 (womualy)

55 11 93135644 or 41781797 (Tabatta / Morena)

55 11 83975867 or 55354669 (Alexandr / Alê)

or email: gecasp (at) hotmail (dot) com

fica_sp (at) hotmail (dot) com

new informations soon !

See you there!

GECASP.

 

Agradecemos a força de coração e, no que estiver ao nosso alcance, podem contar ok?!
Abraços grandes do povo de SP.

MG: Mestre Museu & Homenagem Municipal

De Minas gerais, nos chega a informação, através do camarada, Professor Gelol, que Mestre Museu acaba de receber uma grande homenagem da Camara Municipal de Belo Horizonte.

"Mestre Museu vem divulgando e trabalho em prol da capoeira,e após anos e anos de batalha com os projetos sociais em agromerados e recuperando vários jovens do mundo do crime e das drogas, ele recebeu uma homenagem da camara municipal de Belo Horizonte no dia 17 de setembro de 2007 do então presidente Dr Totó Teixeira, pelos serviços prestados as comunidades carentes.Ele foi o unico capoeirista ate hoje na Cidade de Belo Horizonte que ganhou esse premio de CIdadão honorário na Capital Mineira.Após essa homenagem Mestre Museu fez um grande mundial no qual ele formou vários capoeiristas e batizou muitas crianças dos projetos sociais."

Professor Gelol – Fundação Internacional Capoeira Artes das Gerais – F.I.C.A.G

Aproveitamos ainda para divulgar o próximo evento da Família Fundação Internacional Capoeira Artes das Gerais – F.I.C.A.G:

Mestre Museu

Capoeiristas participam de encontro em Belém do Pará

O grupo de Capoeira Angola Pai e Filho, juntamente com outros mestres e contramestres de capoeira de Salvador, irão participar do I Encontro de Capoeira Norte e Nordeste, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura. O evento será realizado entre os dias 14 e 21 do mês corrente, em Belém do Pará.

O I Encontro de Capoeira Norte e Nordeste tem o objetivo de promover a troca de experiências entre os participantes. Durante o encontro serão realizadas oficinas de capoeira, batizados e palestras com grandes mestres de capoeira do Brasil.

Veja abaixo relação dos mestres que irão representar a Bahia:

Pelé da Bomba / Tonho Matéria
Baixinho / Angola
Santa Rosa / Carlinhos
Faísca / Máximo / Sasá
Pequeno Mestre / Já Morreu

Capoterapia melhora aspectos físicos e psicológicos de idosos

A técnica é uma mistura da atividade física aliada à capoeira através do som do berimbau

Uma nova técnica tem chamado a atenção das pessoas que estão participando da programação da Semana Do Idoso: a capoterapia. A prática tem se revelado como poderoso instrumento para proporcionar um bem estar físico e espiritual aos idosos que estão participando do evento organizado pela Secretaria Municipal de Trabalho Cidadania e Assistência Social – SEMTCAS.

A técnica é uma mistura da atividade física aliada à capoeira através do som do berimbau e tem garantido a participação em massa de todos. "A participação dos idosos tem sido muito boa. Eles exercitam todo o corpo e a mente. Além disso, o processo é todo adaptado às limitações físicas dos idosos", explicou Silvan Cesar, capoterapeuta que está desenvolvendo a atividade na Semana do Idoso.

Silvan Cesar acrescenta que a atividade pode trazer vários benefícios para quem pratica. "As pessoas adquirem noção espacial, melhora a coordenação motora, melhora a respiração, a circulação sanguínea e eleva a auto-estima. É uma atividade completa que só traz benefícios para as pessoas que praticam", pontua.

Uma das atividades realizadas na capoterapia é a técnica do abraço, do riso. "E acima de tudo, como respeitar o próximo e a si mesmo. Tudo isso desperta nas pessoas a alegria de se sentir que está vivo", esclarece.

Um dos fatores apontados pelo capoterapeuta é a importância do poder público municipal estar proporcionando o acesso a essas atividades. "É um passo muito importante. As pessoas estão tendo o conhecimento sobre a técnica e a riqueza da capoeira, assim podem participar e conferir os benefícios. Todos podem participar das sessões que estão acontecendo na Semana do Idoso", convida.

A capoterapia é realizada em vários projetos da Prefeitura de Teresina., como no Lineu Araujo, no Centro de Convivência Marli Sarney, no Núcleo de Atenção Intergeracional do Promorar. São doze profissionais envolvidos na realização das atividades. " Só quem participa pode compreender a "limpeza na alma" que a técnica da capoterapia proporciona", finaliza Silvan César.

Fonte: Ascom Edição: Luana Sena

UFRN realiza 4º Encontro de Capoeiragem em P. Negra

O Departamento de Educação Física da UFRN, em parceria com o Centro Cultural Corpo Livre de Capoeira, promove hoje e amanhã, o “4º Encontro de Capoeiragem”. O evento tem a finalidade de fazer com que capoeira do Estado se torne cada vez mais forte e continue conquistando espaço na sociedade.

Na abertura será realizada uma roda de capoeira, a partir das 18h, na Feira de Artesanato de Ponta Negra. Já no sábado a programação será na Escola de Música da UFRN: durante a manhã haverá oficinas de capoeira, dança afro, samba de roda e maculelê. À tarde ocorrerão batizados de capoeira e apresentação do Grupo Parafolclórico da UFRN.

Nesta edição, o Encontro contará com a participação de vários mestres de capoeira de outros estados como, Pernambuco, Ceará e Paraíba.

Mais informações sobre o 4º Encontro de Capoeiragem, pelo telefone: 8805-6571.

CV-Em que canto ficou o fundamento

Uma crítica por Fabinho, Porto Alegre

A capoeira encontra em nosso imaginário infinitas e incontáveis versões e interpretações. Do leigo ao mestre, incorpora-se a cada dia um pouquinho do toque de cada um que passa por ela. Alguns deixam marcas profundas na alma da Capoeira, outros deixam cicatrizes, outros ainda, simplesmente sopram por suas vicinais apenas como uma brisa passageira.

Ecoa nos modernos resgates da capoeira contemporânea o tal do "fundamento". Os bravos guerreiros de não muitas décadas atrás, alguns ainda vivos, mitos vivos, ícones perenes de nossa capoeiragem atentam para o fundamento. Onde está o fundamento da capoeira? Ou os fundamentos? Em uma nova visão de capoeira globalizada vê-se a capoeira, ora deturpar a regional como capoeira moderna, ora a angola com o mau uso do parafrasear Pastiniano de que a "capoeira é tudo que a boca come".

A cantiga é fundamento de capoeira, sim senhor. Ouso em afirmar que tem relação com a filosofia da capoeira. Muita gente, inclusive mestres, dizem que a capoeira não tem filosofia, como se isso fosse privilégio de intelectuais ou atributo das artes marciais orientais. A herança oral que tanto se invoca e remonta a nossa história recente brasileira intercede por uma cantiga dentro do fundamento.

Sabemos nós, capoeiristas de 2004, que a chula que se canta hoje é distinta da chula de capoeira de 50 anos atrás. Isso é muito delicado e de região para região do Brasil se percebe nuances distintas. No exterior, também os "sotaques" mudam de idioma como se fosse apenas uma formalidade, como se a musica da capoeira fosse apenas uma expressão de musicalidade ou de interpretação ou de arte. Simplismo de mais.

Capoeira é luta? Sim. É dança? Sim. É música? Sim. Ela é tudo no seu bojo e não é nada em particular desmembrada de seu contexto.

Soa-me difícil entender, por mais esclarecido que pretensiosamente tente ser, por que a "torpedeira Piauí" é diferente de Aírton Senna (na cantiga de Mestre Gegê / RJ)? São contos e são encantos vislumbrados pelos mestres compositores. Mas, em que momento esta visão do cotidiano, passado e repassado oralmente na fundamentação da cantiga, toma rumos completamente distintos na capoeiragem?

A pouco, meu amigo, Mestre Jerônimo, brasileiro e pioneiro da capoeira na Austrália, lançou seu terceiro CD. O primeiro trabalho como escrevi no jornal eletrônico Capoeira Virtual era um belo CD de "World Music", o segundo, da mesma forma, se mostrava um CD de capoeira mais preocupado com a estética da angola "tradicional". Mas, seu terceiro trabalho, mescla questões que entram em conflito tácito com o que se entende por fundamentos. Neste trabalho (Buxada de Bullshit), Mestre Jerônimo trás muitas coisas de sua realidade de capoeira na Austrália (não capoeira australiana). Mestre JC faz um outro CD de "World Music" com tiradas de reggae, xaxado, baião, repente e outros ritmos contidos no sangue brasileiro do músico profissional Jerônimo. Todavia, neste trabalho " e o enfoque é pelo lançamento de um CD " ele comete o erro crasso: há um aluno cantando uma ladainha em inglês. Não adiantou o Mestre Lucas de Sergipe ter "avisado" em seu Lp.

Na minha própria residência em conversa informal com Jerônimo, disse que era um absurdo. Mas, fundamentos à parte, qual o problema de se gravar um CD de capoeira em Iorubá, improvisar em francês, cantarolar em inglês ou em chinês?

No filme Blade Runner (O Caçador de Andróides)de Ridley Scott existe uma língua ou dialeto futurista que trás elementos de português, inglês, francês, espanhol, etc. Mas, além de ficção científica é uma projeção artística de futuro. Cantar capoeira em outra língua que não o português, além de violentar uma essência, fundamento da arte, fere um princípio básico de comunicação: se a "mensagem" que parte do "emissor" para o "receptor" não é compreendida, a comunicação está incompleta. Ruídos semânticos ou físicos à parte, conversar em idioma desconhecido do interlocutor já se basta em falta de educação. Quando se desce em um preceito ao pé do berimbau, independente da nacionalidade ou idioma, a essência é a mesma. Segundo o Dr. Decânio, os três "Rs" são inerentes à prática e a vida capoeirística: são eles: RITMO, RESPEITO e RITUAL. Isso é tão próprio da capoeira que imaginar uma roda fora desta "simplicidade", me parece tudo menos a capoeira.

Saber cantar, o que cantar e o que se "chama" para a roda constitui atributo tão inerente à figura do mestre que muito me causa estranheza certos "mestres" mal saberem bater em um berimbau ou permitir que "microfones"ou CDs tomem conta de uma bateria.

Sou do tempo – embora jovem – que descer no pé do berimbau fora do preceito, merecia um belo puxão de orelhas. Sou do tempo que comprar errado era diferente do "cair de pára quedas" na roda. Ainda estão em minhas jovens reminiscências que aluno não comprava jogo de mestre. Tenho claro para mim que tem hora pra cantar, comprar e jogar (ou não jogar). E que o capoeira deve fazer tudo isso sabendo chegar "e estar bem chegado" em qualquer roda. Cantar martelo, desafio, MPB, Chula "moderna", "Hino de Grupo" está virando uma "nova" fundamentação de roda que está aí para os capoeiras de hoje.

Parafraseando Mestre Waldemar: "Todo mundo quer ser bom, mas ruim ninguém quer ser", ganho um espaço interessante na argumentação que trago a baila. Porém, direciono-me no mesmo erro que acabo de criticar, quando se usa de forma vã, deturpada e fora do contexto a idéia de Pastinha de que a capoeira é "tudo que a boca come". Capoeira não é "tudo que a boca come" quando tange permissividade e visões pessoais. A capoeira está além e adiante de qualquer pessoa que queira adulterá-la. Ela é 100% sábia e identifica historicamente quem direciona efetivamente seu caminho natural e desinteressadamente. O rumo da maré.

Não é por que temos CDs, DVDs, mídias mil que esqueceremos a mão e o pé no chão, o pau pereira e a brincadeira. Não é por que se dá aula "on-line" e por que o Mestre vídeo está aí, que vamos fazer de nossa capoeira, Mc Donald"s pra gringo consumir. Viver de capoeira não significa explorá-la. Quem está no exterior deve pensar em uma visão comensal e quem está chegando agora deve se preocupar com "seu lugar na fila" e não esquecer de quem tem cabelos brancos.

Ainda acredito na "comunidade capoeirística".

Fabinho

Web site: www.capoeirafabinho.cjb.net

Quilombo no Leblon foi o primeiro abolicionista no país

RIO – O primeiro quilombo abolicionista conhecido pela história brasileira, membro ativo na luta pela extinção imediata do sistema escravista, deu origem ao que hoje é o bairro do Leblon, metro quadrado mais caro da cidade.

Antiga fortaleza do quilombo do Leblon, o Clube Campestre Guanabara representa atualmente o berço de um dos capítulos mais secretos do abolicionismo no Brasil: nele eram cultivadas as camélias, plantas então raras e indicativas do apoio declarado aos ideais de liberdade e igualdade.

Eduardo Silva, pesquisador da Casa de Rui Barbosa que estuda há mais de 30 anos temas como a escravidão e a cultura negra, publicou a desconhecida relação das flores com o movimento pelo abolicionismo incondicional – ou seja, sem o pagamento de indenização aos antigos proprietários de escravos – no livro As Camélias do Leblon e a Abolição da Escravatura.

O historiador explica que os 2.700 mil metros quadrados do quilombo do Leblon, que já havia servido de residência para um francês de mesmo nome, foi comprado em 1878 pelo comerciante português José de Seixas Magalhães, que viria a se tornar chefe do quilombo e grande fomentador da aliança entre brancos e escravos negros na luta pela abolição.

– Um francês deu nome à chácara, que deu nome ao quilombo e, por fim, ao bairro mais chique da cidade. O quilombo do Leblon foi revolucionário porque não se isolou e tentou eliminar, de forma ativa, a sociedade escravista daquela época – lembra o pesquisador, ressaltando que o local foi o centro da faceta mais radical do movimento.

– Tudo começou no quilombo do Leblon. Existia uma ligação direta entre os quilombolas e a princesa Isabel, que recebia deles as camélias plantadas no quilombo. Além de assinar a lei, ela estava secretamente aliada ao movimento subversivo pela abolição.

Ponto de cultura eternizada

No Clube Campestre Guanabara, o professor de capoeira Leonardo Dib, 30 anos, é o responsável pela perpetuação da tradição africana. Desde 2006 ele organiza um evento anual em comemoração à assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888.

Com demonstrações de jongo, capoeira, maculelê e maracatu, Leonardo tenta preservar a memória do quilombo que deu origem ao bairro símbolo da boemia carioca.

– Sempre procurei inserir nas aulas temas como a história dos quilombos e como surgiu a capoeira, por exemplo. Hoje, nem acredito que esteja dando aulas em um quilombo – revela o professor, que chega a atender a até 20 crianças entre 3 e 12 anos.

Leonardo afirma ainda que pretende inscrever o Clube Campestre Guanabara no processo seletivo do edital de Pontos de Cultura, ação prioritária do Programa Cultura Viva, do Governo Federal. Uma vez firmado o convênio, o local recebe R$ 185 mil, divididos em cinco parcelas, para investimento no projeto de cultura.

Fonte: Jornal do Brasil

AULAS EM ANGRA Prática de capoeira “incentiva a tolerância”

Destina-se a toda a gente, de qualquer idade, e tem como referência primordial o “respeito mútuo”. A capoeira, um jogo que obedece a movimentos acrobáticos, música e canto, com origem entre os escravos africanos levados para o Brasil, está a ganhar cada vez mais adeptos na ilha Terceira.

Neste ano lectivo, para além da Praia da Vitória, as aulas de capoeira estendem-se a Angra do Heroísmo, no Angragym, e contam já com uma dezena de inscritos. O próximo passo será levar a modalidade à freguesia da Vila Nova.

“As aulas começaram esta semana em Angra, a título experimental, segundas e quartas, e no próximo mês de Outubro deverão recomeçar na Praia da Vitória, quartas e sextas, para crianças dos 5 aos 10 de idade. Este projecto com os mais pequenos é desenvolvido pela Câmara da Praia e o ginásio do Lar D. Pedro V, e vai continuar, à semelhança do ano passado, mas mediante pagamento de valor simbólico. Também em Outubro pretendemos levar o projecto à Vila Nova, destinado aos adultos, às terças e quintas-feiras”, revela Nuno Mota (Carcará), responsável pelo grupo “União na Capoeira”. As aulas têm a duração de uma hora e meia (19h às 20h30), para os adultos, e de 45 minutos (18h às 18h45), para as crianças.
 

As pessoas manifestam interesse na modalidade “especialmente pelos floreios”. Porém, com tempo e experiência cada um deverá encontrar o seu caminho.

“Umas pessoas se identificam com a musicalidade, instrumentação e canto, outras apenas pelos movimentos, ou saltos, e, ainda outras, pelo jogo. Mas a soma de tudo isto, e muito mais, é que faz a totalidade da capoeira. Com os anos e com o tempo se vai aprendendo o que se quer realmente da capoeira”, sustenta.

Na prática, a capoeira oferece aos alunos, segundo Nuno Mota, “resistência para todos os grupos musculares, desenvolve força, elasticidade, equilíbrio, ritmo e coordenação motora. É uma actividade lúdica, um jogo que não incentiva magoar o parceiro, mas, sim, a jogar com ele”. Além disso, sublinha o responsável, “é um desporto praticado por pessoas muito diferentes umas das outras, o que incentiva a tolerância”.

Ao longo das aulas, depois de um pré-aquecimento, aquecimento com vários movimentos relacionados com a capoeira, movimentação básica, as duas sequências aprendidas deverão ser integradas no jogo com um parceiro, um a dois floreios (movimentos acrobáticos), jogo, preparação física, flexibilidade, e relaxamento com instrumentação e música.

No futuro, os objectivos do grupo “União na Capoeira”, adianta Nuno Mota, passam por organizar formações, workshops com os mestres e graduados para evoluir e conviver.

O “capoeirista”, praticante desde 1999, confessa que foram os floreios e o “domínio do corpo” que o motivaram à prática da capoeira. No entanto, as razões por que o levaram a ensinar a modalidade aos outros prenderam-se com “o desenvolvimento são da capoeira”. Uma tarefa que se manifesta, sobretudo, no “espírito de camaradagem”.

“Como diz o ditado: ‘Uma e duas andorinhas não fazem Verão’. É uma satisfação que se obtém na construção de um grupo coeso, com o espírito de camaradagem, que implemente valores sólidos de união, amizade e dois jogadores jogam a capoeira”, considera. E acrescenta: “Valores que se tende a perder na nossa sociedade cada vez mais individualista. Tudo em prol da capoeira. Salvé! Axé camará!”, remata.

Este ano, o grupo “União na Capoeira”, supervisionado pelo Mestre Umoi, apresentou-se nas Festas da Praia, no âmbito do programa oficial das festas do concelho, e nas Festas das Fontinhas.

Fonte: http://www.auniao.com/

Mestre Virgílio: Meio Século de Capoeira

Virgílio Maximiano Pereira, o popular Mestre Virgílio, recebeu nesta segunda-feira 15-09-08, na Câmara Municipal de Salvador, uma homenagem aos seus 50 anos de capoeira. A Sessão Especial será realizada a partir da 18:00 no auditório do Centro Cultural da Câmara e contará com a presença de diversos mestres antigos da ABCA (Associação Brasileira de Capoeira Angola). Fundada em 1989, a ABCA atua na defesa a promoção da capoeira tradicional baiana, e tem Mestre Virgílio como seu presidente.

Mestre Virgílio foi iniciado na capoeira angola por seu pai, o célebre Mestre Espinho Remoso, na década de 50, na Jaqueira do Carneiro, atrás do Retiro. ‘Ele não tinha escola de capoeira, tinha um quiosque e dia de domingo todos os amigos dele iam lá jogar’ relata Mestre Virgílio. Tendo treinado brevemente com Mestre Caiçara, Virgílio recebeu o título de Mestre de Capoeira Angola das mãos do finado Mestre Paulo dos Anjos, discípulo de Mestre Canjiquinha. Após o falecimento de seu pai, ele começou a dar aulas de capoeira na comunidade da Fazenda Grande do Retiro.

Há mais de 30 anos, desenvolve um trabalho social na Escola Profissional 1º de maio, na Fazenda Grande do Retiro. Em relação à homenagem, alegria e reservas: ‘Homenagens são boas, mas passam. Eu preciso hoje é de uma aposentadoria honesta pra levar o resto de minha vida’. A fala de Mestre Virgílio denuncia a sina dos antigos mestres de capoeira, reverenciados em seu auge e abandonados na velhice. Mestre Pastinha, em 1980, seu penúltimo ano de vida, cego, já denunciava: ‘A capoeira de nada precisa. Quem precisa sou eu!’. O registro da capoeira angola como patrimônio cultural brasileiro fortalece uma antiga bandeira de luta da ABCA, a aposentadoria especial para os antigos mestres, além do reconhecimento do seu notório saber para que possam dar aulas em escolas e universidades.

Quem quiser ver mestre Virgílio jogar a capoeira tradicional, que depois da criação por mestre Bimba da capoeira regional, em 1930, passou a ser chamada de capoeira angola, vá à sede da ABCA, na Rua Gregório de Mattos, 38, no coração do Pelourinho. Virgílio com seus velhos companheiros, como mestre Bigodinho, Nô, Boca Rica, Ângelo Romano, Pelé da Bomba, Augusto Januário, Pelé do Tonel, Raimundo Dias e tantos outros, mantém a tradição dos cantos e dos toques de berimbau, na formação da bateria e nos rituais da capoeira-mãe. Todas as SEXTAS FEIRAS ÀS 19 HS.

Paulo A. Magalhães Fº – DRT 11.374
Lucia Correia Lima – DRT 1046