Blog

Fevereiro 2009

Vendo Artigos de: Fevereiro , 2009

Alagoanos ressaltam importância da participação no FSM e Conneb

A participação de homens e mulheres de Alagoas no Fórum Social Mundial (FSM) e no Congresso de Negros e Negras do Brasil (Conneb), entre os dias 27 de janeiro e 1° de fevereiro foi marcada por discussões que fortaleceram os movimentos sociais do Estado. O ônibus que levou a comitiva alagoana para Belém do Pará reuniu representantes da ONG Anajô, da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), do Movimento dos sem terra (MST), da Comissão de jornalistas pela igualdade racial (Cojira/AL), do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, sindicalistas, entre outros, que vieram de vários municípios.
 
A coordenadora da MMM no Estado, Andréia Malta Brandão destacou a representação feminina no FSM, dizendo que todos os movimentos sociais que estiveram presentes buscam alternativas para construir um mundo melhor e que a Marcha não luta apenas pelo feminismo e sim, apóia outras causas, como o fim do neoliberalismo e do patriarcalismo, que segundo ela são bases do capitalismo, que exclui as pessoas.
 
“Reunimos cerca de 300 mulheres neste FSM e promovemos passeatas a favor da Palestina e do aborto, além de trocarmos experiências com companheiras de outros países, como Congo, França, Canadá, Argentina e Equador. Enquanto existir uma divisão sexual do trabalho não teremos liberdade e buscamos também apóio para as mulheres do Congo, que vivem submissas, são estupradas e mortas, durante a exploração dos recursos naturais daquele país. Vamos fortalecer as discussões em Alagoas, porque em 2010 a MMM vai realizar uma grande caminhada por São Paulo e Rio de Janeiro”, contou Andréia.
Segundo Maria Madalena da Silva – que foi delegada no Conneb e que faz parte da direção da ong Anajô – existe a necessidade do movimento negro alagoano realizar mais encontros, fortalecendo uma representação nacional, apesar de existir o Fórum de Entidades Negras de Alagoas (Fenal). “Foram indicados 10 delegados para o congresso em Belém, mas apenas 4 participaram. No Estado existem cerca de 50 entidades negras, mas em eventos nacionais sentimos um isolamento e precisamos sair dos guetos, principalmente porque representamos o berço dos quilombolas. Temos que realizar uma reunião com o Fenal para expor a situação”, lamentou.
O professor Jorge Luís Riscado, que coordena o projeto Afroatitude, da Universidade Federal de Alagoas disse que sua experiência nas comunidades quilombolas serviu para entender a importância do congresso. “Nas comunidades de Palmeira dos Índios e Batalha as pessoas moram em casas de taipa afastadas da cidade, por isso falta educação e saúde. É preciso disseminar e fortalecer essa discussão e no Conneb isso foi possível”.
Delegados alagoanos no Conneb: Maria Madalena (Anajô), Jorge Riscado (Afroatitude/Ufal) e Noelma Sandra (Unegro)
Já o Conneb, realizado simultaneamente ao fórum, contou com a participação de 250 delegados de entidades negras de todo o país, como a União dos Negros pela Igualdade (Unegro), o Movimento Negro Unificado (MNU), os Agentes de Pastoral Negros (Apns), o Conselho Nacional de Entidades Negras (Conen), entre outras. O próximo encontro será no Rio Grande do Sul, entre os meses de junho e julho deste ano.
FSM – dados gerais
A 8° edição do Fórum Social Mundial (FSM) reuniu 133 mil participantes de 142 países, entre eles 4.500 comunicadores credenciados, dos quais dois mil eram jornalistas, os mil artistas que se apresentaram em atos culturais e mais de 10 mil que trabalharam na organização, alimentação e em outros serviços, contando ainda com a presença de 1.900 indígenas de 190 etnias e 1.400 quilombolas (afrodescendentes de comunidades tradicionais), que levaram para o evento discussões e celebrações próprias. A próxima edição será em 2011, no continente africano.
 
Texto e fotos: Emanuelle Oliveira
Jornalista e integrante da Cojira-AL 

NADEC- NÚCLEO DE APOIO E DESENVOLVIMENTO DA CAPOEIRA- ALAGOAS

Ao longo dos anos, a capoeira tem se mostrado uma grande aliada da escola no tocante ao possiblitar  a interação social entre os educandos, mas, mesmo assim ela ainda não conseguiu entrar de  fato na escola como parte dela. a partir de 1960, no Brasil, a capoeira vem sendo aprensentada no contexto educacional, do ensino fundamental às universidades.
A partir de 1996 com a lei 9394/96 LDB- Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, com a inclusão dos temas tranversais, a capoeira consegue adentrar em alguns espaços escolares simplesmente como atividade extra-classe. O que podemos considerar uma grande avanço dentro de uma siciedade preconceituosa e discriminatória com as culturas periféricas. A capoeira entra como atividade prática, rompendo barreiras de forma significativa. Mesmo assim, é nas universidades, onde ela encontra um ambiente fértil para se disseminar e tem sido bastante utilizada como objeto de pesquisa pelas mais diversas áreas do conhecimento. Ademais, já se encontra presente, na condição de componente curricular, em  várias universidades brasileiras, com profissionais de várias áreas praticando-a e pesquisando sobre sua origem, importancia e valências.
Outro ponto importante nesse caminho da capoeira para a escola foi a sanção  da lei federal 10.639/2003 que altera a lei 9394/1996, e dispõe sobre ensino da cultura africana e afro-brasileira nas escolas públicas e privadas do país, e  da lei estadual 6.814/2007 que trata do mesmo tema a nível do Estado de Alagoas.
Dentro desse contexto, o NADEC- NÚCLEO DE APOIO E DESENVOLVIMENTO DA CAPOEIRA EM  ALAGOAS promove no dia 07/02/2009, o PRIMEIRO SEMINÁRIO MACEIOENSE DE CAPOEIRA, que tem o objetivo de preparar e qualificar cada vez mais os professores e mestres de capoeira para que os mesmos possam desenvolver  suas atividades capoeiristicas na escolas dentro da proposta pedagógica que cada escola  desenvolva. Bem como despertar os capoeirista para a importância  da formação continuada para o bom desempenho profissional.
Neste seminário que terá como tema principal o planejamento de aula, por entendermos que, pedagogicamente,  é apartir do planejamento,  que podemos ter uma aula de qualidade, com a capoeira não  seria diferente. Até mesmo que o planejamento tenha que ser feito para a parte fisica e para a parte técnica da aula que são os movimentos e sequencias de movimentos.
PRIMEIRO SEMINÁRIO ALAGOANO DE CAPOEIRA
PROGRAMAÇÃO
TEMA CENTRAL:
“ A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO PARA UMA AULA COM BONS RESULTADOS”
PROFESSORA: MARIA BETÂNIA DE OLIVEIRA (PEDAGOGA),  professora das redes municipal e estadual de educação, ex-coordenadora do projeto Saber (Educação de Jovens e Adultos) da Secretaria Estadual de Educação, diretora de escola municipal de maceió.
SUB-TEMA 1:
“O PLANEJAMENTO E A PRÁTICA NAS AULAS DE CAPOEIRA”
CLAUDIO SEVERO. ( Mestre Claudio dos Palmares), Mestre de capoeira titular do GRUPO QUILOMBO PÔR DO SOL DOS PALMARES, Professor de Educação Física, Massoterapeuta e membro do Conselho de Mestres do Estado de Alagoas
SUB-TEMA 2:“JOGOS RECREATIVOS COMO INSTRUMENTO DE ALONGAMENTO E AQUECIMENTO PARA AULA DE CAPOEIRA”
PROFESSORA: KÁTIA MARIA DO NASCIMENTO BARROS,  Professora de educação fisica da rede estadual de educação.
LOCAL: ESCOLA PROFESSOR JAYME DE ALTAVILA
AVENIDA PRINCIPAL DA SANTA LÚCIA, PRÓXIMO AO POSTO DE GASOLINA 
 
PRIMEIRO SEMINÁRIO ALAGOANO DE CAPOEIRA
PROGRAMAÇÃO
DIA 07/03/2009
8:00 hs- credenciamento e acolhimento dos participantes.
9:00hs
TEMA CENTRAL:
“ A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO PARA UMA AULA COM BONS RESULTADOS”
PROFESSORA:  MARIA BETÂNIA DE OLIVEIRA (PEDAGOGA)
10:00hs-
SUB-TEMA 1: “O PLANEJAMENTO E A PRÁTICA NAS AULAS DE CAPOEIRA”
CLAUDIO SEVERO. ( Mestre Claudio dos Palmares) Mestre de capoeira titular do GRUPO QUILOMBO PÔR DO SOL DOS PALMARES, Professor de Educação Física, Massoterapeuta e membro do Conselho de Mestres do Estado de Alagoas.
12:00 almoço
14:00hs. RETORNO
SUB-TEMA 2:“JOGOS RECREATIVOS COMO INSTRUMENTO DE ALONGAMENTO E AQUECIMENTO PARA AULA DE CAPOEIRA”
PROFESSORA: KÁTIA MARIA DO NASCIMENTO BARROS.
16:00hs- ENTREGA DE CERTIFICADOS E GRANDE RODA DE CONFRATENIZAÇÃO.
Inscrições até dia 04/03/2009.
VALOR:  R$: 15,00  com almoço e certificado  
 
PRIMEIRO SEMINÁRIO ALAGOANO DE CAPOEIRA
FICHA DE INSCRIÇÃO
VALOR:  R$: 15,00  com almoço e certificado
NOME:_____________________________________________
ENDEREÇO:________________________________________
TEL.___________ E-MAIL:____________________________
INSTITUIÇÂO QUE FAZ PARTE:_______________________
MESTRE (   ) C. MESTRE (   ) PROFESSOR (   ) OUTROS (   )
GRADUAÇÃO: ___________________
TEMPO DE CAPOEIRA: ________________
OBESERVAÇÃO:
PREECHER A FICHA E DEVOLVER POR E-MAIL PARA: nadec_al@hotmail.com
A taxa de inscrição pode ser paga com depósito bancário no BANCO DO BRASIL, agência: 3057-0,  conta correte nº 10.529-5 em nome  de josé Carlos Pereira da Silva.
Trazer o comprovante de depósito ou tranferência bancária e apresentar no credenciamento.

Contatos:  nadec_al@hotmail.com

Professor Carlos : (82) 8844-4838; krlos_kpoeira@hotmail.com

Monitor  Carlinhos: (82) 8824-6859; carlocepec@yahoo.com.br

Contra mestre Leto: (82)  9381-7765 letopombo@hotmail.com 

LOCAL: ESCOLA PROFESSOR JAYME DE ALTAVILA

AVENIDA PRINCIPAL DA SANTA LÚCIA, PRÓXIMO AO POSTO DE GASOLINA

Bienal Afro-Brasileira do Livro será lançada em Salvador

Acontece no dia 07 de fevereiro de 2009 (sábado), às 10h, na Câmara Municipal de Salvador – Pça. Tomé de Souza, o lançamento da Bienal Afro-Brasileira do Livro – Educar para a Diversidade. O evento traz à tona, com grande ênfase, a cultura afro-brasileira situando, além do foco nas produções literárias independentes, produções literárias do mercado editorial com prioridade no corte racial e outras manifestações culturais resultantes da trajetória de resistência dos afro-descendentes.

Durante a Bienal, a Secretaria de Educação do Estado da Bahia – SEC, faz lançamento do edital para seleção publica de material didático em Historia e Cultura Africana e Afro-brasileira e Educação das Relações Étnico Raciais para professores e alunos da rede estadual de educação. A programação do evento conta com: Colóquio Intelectual, mesas temáticas, exposição de artes plásticas e livros temáticos.

CONCEITO – Foi compreendendo que é necessário valorizar, sem disfarces, a luta e a história do povo negro na formação da identidade e cultura da sociedade brasileira que a Bienal Afro chega à conclusão que contribuir para ajudar a minimizar a desigualdade racial não é apenas resolver seus aspectos puramente econômicos, plasmar leis, mas é também educar a família, a comunidade, o professor e, nessa educação, reconstruir a educação nos parâmetros edificados pelos seus principais protagonistas.

Para que a pessoa, indistintamente, não seja só um ente social, mas que seja também capaz de viver, difundir e contribuir para o desenvolvimento da cidadania plena, esse caminho é, portanto, a preparação das novas gerações para a vida em sociedade plenamente democrática, justa e conhecedora da sua formação histórica, e, consequentemente transformadora, para que, de fato, sejamos gigantes pela própria natureza humana, rica em sabedoria.

A Bienal Afro-Brasileira vem de encontro às políticas públicas que visam o combate à discriminação racial, à igualdade de oportunidades e às reparações.

“A história é um processo, prossegue, e todos nós, conscientes ou inconscientemente, por atos ou omissões, participamos dela”.

OBJETIVOS

– Dar visibilidade às produções independentes, cujos conteúdos editoriais valorizem a História da África e a Cultura Afro-Brasileira, aproximando-os do mercado editorial e/ou auxiliando-os na criação de Cooperativa Editorial para concretizar as suas produções literárias.

– Oferecer essas produções aos Educadores de todos os níveis, cada um ao seu turno, para suprir a ausência de material didático para ser difundido nas salas de aula.

– Auxiliar as instituições de ensino na construção da identidade étnica dos alunos, pais, funcionários e comunidade.

– Fazer a discussão e tornar visível a temática racial para o conjunto da sociedade, através das manifestações culturais resultantes da trajetória de resistência: capoeira, samba, tambor de criola, ciranda, música, congada, reisado, boi-bumbá, etc.; além dos instrumentos musicais: atabaque, agogô, caxixi, cabaça, chocalho, etc.; exibição de vídeos e filmes; culinária de origem africana de todas as regiões do Brasil; moda; beleza; exposições artísticas; exposições fotográficas; artesanato; religiosidade de matriz africana e outras intervenções culturais relacionadas ao tema do evento.

– Introduzir a comparação do sistema brasileiro de inclusão racial e social, no contexto de uma economia transacional , com outros países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos, demonstrando o impacto de diferentes ambientes culturais, político-econômicos e normativos sobre a natureza da diversidade.

Serviço

O quê? Lançamento da Bienal Afro-Brasileira do Livro – Educar para a Diversidade

Quando? 07 de fevereiro de 20009 (sábado), a parti das 10h.

Onde? Câmara Municipal de Salvador – Pça. Tomé de Souza – Salvador/Ba.

Quanto? GRATUITO

PROGRAMAÇÃO:

Manhã:

-10h, Abertura
 

Mesas Temáticas

– Invisibilidade do Negro na Literatura Afro-brasileira

– Impacto da lei 10.639 no combate as desigualdades

– Lançamento do edital para seleção publica de material didático em Historia e Cultura Africana e Afro-brasileira e Educação das Relações Étnico Raciais para professores e alunos da rede estadual de educação

Almoço

Tarde:

– Apresentação do Conselho Consultivo da Bienal Afro-BrasileirA do Livro

-Visitação Publica ao pôr-do-sol no Forte São Marcelo

-Show intimista com artistas locais

 

Noite:

– Noite da Beleza Negra no Ilê Aiyê

Mais informações:

Samuel Azevedo

(71) 87090312 – aseydou@hotmail.com
 

Hamilton Oliveira (Dj Branco) – Assessor de Comunicação

(71) 9151-0631 – cmahiphop@hotmail.com