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Abril 2009

Vendo Artigos de: Abril , 2009

Lançamento do Cd Cultura Popular para a Paz

Gostaria de anunciar o lançamento do Cd Cultura Popular para a Paz, produzido cuidadosamente pelo Núcleo Holístico de Capoeira do Professor Feinho, do Centro Cultural Senzala.

São 25 músicas inéditas, 15 músicas de capoeira, 2 sambas, 1 repente, 7 músicas infantis e mais 18 faixas didáticas com toques de berimbau e atabaque. Mais um encarte com todas as músicas para acompanhar.

  • Composições:Feinho, Ciça e Fernanda
  • Músicos:Feinho, Ciça, Fernanda e Pantera
  • Produção gráfica:Pantera
  • Participações:Pezão, Pombo, Axé, Trovão e Victor

Nosso trabalho com a capoeira é estruturado em uma nova metodologia de ensino que une a metodologia e a tradição do Centro Cultural Senzala que tem como diretor o Mestre Peixinho, com a metodologia utilizada na UNIPAZ — Universidade Holística Internacional, que tem como reitor o doutor Pierre Weil, um dos pioneiros em trazer os conceitos holísticos e transdisciplinares ao Brasil. Esta metodologia criada pelo Professor Feinho tem como finalidade criar uma cultura de paz, possibilitando uma consciência holística. É uma metodologia não apenas efetiva de golpes, mas também afetiva, oferecendo saúde ao músculo mais importante do nosso corpo que é o coração.

A nossa missão é contribuir para a eclosão de uma Cultura de Paz na Capoeira e no Mundo. Para alcançar esta meta, foi necessário resgatar os elementos pacíficos e integrativos herdados pelos grandes mestres da nossa cultura, aliando-os a uma abordagem Transdisciplinar e Holística, que considera o todo e as partes, o sujeito da história e a história do sujeito, Ciência, Arte, Tradições Sagradas e Filosofia, Corpo, Emoções, Pensamento e Intuição. Nosso trabalho visa preservar a Capoeira e suas manifestações corporais, musicais, históricas, ritualísticas e culturais, ao mesmo tempo em que desenvolvemos as ecologias pessoal, social e ambiental.

“Não aguento mais corrente chega de criar feitor, capoeira é é muito mais enquanto aliada ao amor”

INFORMAÇÕES:

21 7833-5028
prof.pantera.senzala@gmail.com
www.professorfeinho.blogspot.com

Visitem o MySpace e escutem algumas músicas!!! – www.myspace.com/

11º Show Cultural de Capoeira movimenta o Distrito Federal

Evento cultural em comemoração ao Dia do Trabalho leva arte e cultura a moradores de 21 comunidades no Riacho Fundo I.

Brasília – A idéia de agregar cultura e ação social motivou a parceria entre a produtora Engenho de Arte e o Centro Cultural e Social Grito de Liberdade – Mestre Cobra, entidade que atua há 15 anos no Distrito Federal e que tem como carro-chefe promover a inclusão social por meio da capoeira usada como ícone de abordagem dentro dessas comunidades. “É uma maneira de abrir um leque para outras manifestações culturais que trazem valores primordiais para a prevenção e re-socialização de crianças, jovens e adultos em situação de risco”, explica Luiz Cláudio França, o mestrando Minhoca, vice-presidente do Grupo Grito de Liberdade.

Como resultado dessa união, o Grupo Social e a Engenho de Arte e promovem, a partir de 1º de maio, o 11º Show Cultural de Capoeira, em homenagem ao Dia do Trabalho. Serão três dias de evento, que mostrarão os trabalhos desenvolvidos nas comunidades beneficiadas pelo Centro Social. O evento será das 9 horas à meia-noite, na Área Central 4, ao lado do Terminal Rodoviário do Riacho Fundo I. Para participar, basta doar 1 kg de alimento não-perecível. “Com os alimentos arrecadados, vamos montar cestas básicas e doar às famílias cadastradas em nosso projeto”, comenta Mestre Cobra, criador do evento.

Um dos projetos a serem apresentados também é fruto da parceria entre a Engenho de Arte e o Grito de Liberdade. Trata-se do “Filhos da Luta”, um grupo comandado por Núbia Santana, que proporciona aos ex-detentos do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (CAJE) atividades de inclusão social. “Os meninos vão trabalhar com a parte musical e fazer um show de Rap. Eles foram acolhidos pelo Centro Cultural. Isto é muito importante para a reintegração desses jovens na sociedade”, considera a idealizadora.

Outro projeto que irá se apresentar e que tem o intuito de disseminar os valores culturais é o “Jogando no Picadeiro”, uma parceria com o Circo e Teatro Artetude, que une capoeira com circo, cujo objetivo é melhorar o desenvolvimento físico e mental dos participantes.

O evento também contará com outras atrações culturais, como danças afro-brasileiras promovida pelo Instituto Cultural Congo Nya, música regional com Martinha do Coco, Maracatu com Tambores do Paranoá e show com Grupo Cultural Pé do Cerrado com índios Fulni-ô, além de apresentações de trechos da peça Farsa da Boa Preguiça, de Ariano Suassuna.

Ainda durante o evento serão realizadas oficinas de Capoeira Angola e Coco Zambe, ministradas por mestres renomados internacionalmente como Gildo Alfinete (BA), Boa Gente (BA), Pelé da Bomba (BA), Ciro Lima (BA) e Tiego Nicácio (RN).

O encerramento do evento será no dia 3 de maio em frente à Catedral de Brasília, das 10 horas às 12 horas, com uma grande roda de Capoeira Angola e a participação dos mestres, integrantes dos projetos e das famílias beneficiadas pela doação de alimentos.

Além do Centro Cultural Social Grito de Liberdade – Mestre Cobra e da Produtora Engenho de Arte, o 11º Show Cultural de Capoeira conta com o apoio da Secretaria de Esportes do Distrito Federal, Secretaria Especial de Políticas de Promoção e Igualdade Racial (SEPPIR), SESC-DF, Administração Regional do Riacho Fundo I e Circo Teatro Artetude.

Perfil da Engenho de Arte – A Engenho de Arte atua, desde 2005, na produção audiovisual e teatral. Dirigida pela cineasta Núbia Santana e administrada por Francisco Santana, a produtora possui uma infra-estrutura apta a conceber e a realizar filmes em curta e longa-metragem, produzir vídeos institucionais e publicitários, executar transmissões em tele-conferência e montar peças teatrais. Entre as principais produções estão o curta-metragem Degraus (2005), exibido na 30ª Mostra Internacional de São Paulo, e a peça teatral A Farsa da Boa Preguiça (2005 e 2006), adaptada da obra homônima de Ariano Suassuna. A Engenho de Arte se destaca no ramo das produtoras culturais por trabalhar com três linguagens: o teatro, o cinema e o vídeo. A produtora também promove cursos e seminários e desenvolve projetos de cunho social.

Perfil da Centro Cultural Social Grito de Liberdade – Mestre Cobra – Há mais de 15 anos no Distrito Federal, o Centro Cultural e Social Grito de Liberdade é uma associação sem fins lucrativos, que atua na promoção da defesa dos bens e direitos sociais, coletivos e difusos, relativos ao patrimônio cultural, histórico, artístico e natural. Opera sempre em linhas de ações para melhorar a qualidade de vida da sociedade e criar mecanismos que colaborem para implementar a prática e disseminação das artes da cultura negra brasileira.

11º Show Cultural de Capoeira, dia 1º de maio (sexta-feira), 2 de maio (sábado) e 3 de maio (domingo), das 9h à meia-noite, Área Central 4, ao lado do Terminal Rodoviário do Riacho Fundo I. 1 Kg alimento não-perecível.

Fonte: http://www.revistafator.com.br

Porto Alegre: Audiência Pública sobre a revisão da Lei Rouanet

Agenda em Porto Alegre

Audiência Pública sobre a revisão da Lei Rouanet na Assembléia Legislativa

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, estará nesta quinta-feira, dia 30, em Porto Alegre, onde irá apresentar ao público gaúcho a proposta de reformulação da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. A proposta de Projeto de Lei será exposta a partir das 14h, durante audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul (Praça Mal. Deodoro, nº 101, Centro).

As alterações estão sendo apresentadas dentro do projeto de instituição do Programa de Fomento e Incentivo à Cultura (Profic), que encontra-se em consulta pública até o dia 6 de maio, no site da Casa Civil da Presidência da República, no link www.planalto.gov.br/ccivil_03/consulta_publica/programa_fomento.htm.

Desde o lançamento da consulta pública, no dia 23 de março, o ministro Juca Ferreira e dirigentes do Ministério da Cultura vêm percorrendo capitais das cinco regiões do país para explicar a nova proposta a representantes dos setores artísticos, gestores culturais e demais interessados no tema.

Dentre as novidades apresentadas estão a instituição de fundos setoriais de financiamento a projetos dos diversos segmentos culturais e a criação da Loteria da Cultura e do Vale Cultura para estimular o consumo e permitir o acesso da população de baixa renda a bens e serviços culturais.

Informações sobre a apresentação do Profic em Porto Alegre: (51) 3311-5331, 3395-3423 e regionalsul@cultura.gov.br, na Representação Regional Sul do Ministério da Cultura.

(Comunicação Social/MinC)

ECAMAR: 10 anos de Capoeira Angola

Escola de Capoeira Angola Mato Rasteiro – ECAMAR completa 10 anos de fundada dia 21 de Abril de 2009

Ola meus Alunos, Amigos e Camaradas.

Venho através deste dividir com vocês este  momento especial, que estamos vivendo aos 10 anos da ECAMAR, que foi fundada através do Contramestre Roxinho, hoje Mestre Roxinho com o objectivo de resgatar e preservar e promover a Cultura Afro-brasileira através da pratica da Capoeira Angola.   Nesta caminhada nos encontramos vários obstáculos e vários incentivos para continuar mantendo nosso  propósito com esta pratica de Tradição e Resistência. Hoje a ECAMAR tem sua sede principal em Sidney Austrália, onde estou vivendo e núcleos em Santo André-SP, Lins-SP, Alice Springs-AU, Melbourne-AU e Cork-IR.

Para alcançar esses dez anos, nos tivemos um grande parceiro na pessoa de Mestre Virgílio, meu Mestre, e alguns alunos como Catita, André, Fabricio, Ricardo (Salvador-BA), Pascoal (Brasília-DF), Buiu, Daniela, Fabinho , Topo Gigio, Ricardinho, Luizinho, Daiane (Lins-SP) que iniciaram sua vida na Capoeira Angola dentro da ECAMAR e Herman (Lins-SP), Da Lua (Santo André-SP) que são pessoas que acreditaram no nosso trabalho e que vieron de outras escolas de Capoeira mais que se familiarizaram de uma forma natural dentro da ECAMAR e contribuiram para o nosso crescimento e desenvolvimento através desta pratica.

Estamos aqui em Sidney realizando um evento de três dias com oficinas de Capoeira Angola nos dias 1, 2 e 3 de Maio em nossa sede. Todos quem estiverem na região estão convidado em participar da nossa celebração.

Um grande abraço a todos
Mestre Roxinho

Escola de Capoeira Angola Mato Rasteiro – www.capoeira-angola.com.au
 

41 BELMORE STREET SURRY HILLS NSW 2010
SYDNEY AUSTRALIA
www.capoeira-angola.com.au
 

Livro “A ginga dos mais vividos” é lançado na Bienal de Salvador

Não há limite de idade para a prática da capoeira. Esse é o tema do livro “A ginga dos mais vividos”, de autoria do jornalista brasiliense Mano Lima, colunista do Portal Capoeira e editor da revista Capoeira em Evidência.  O escritor está autografando a obra de 24 a 26 de abril de 2009, na Bienal do Livro, das 16 às 20 horas, no Centro de Convenções de Salvador (Bahia).

A obra aborda experiências de inclusão social com idosos a partir da capoterapia, terapia criada por Mestre Gilvan, baseada na capoeira e desenvolvida em vários estados brasileiros.  O livro está à disposição no estande da Editora IMEPH (estande 140).

Durante a sua permanência, na capital baiana, Mano Lima, que também é autor dos livros “Eu, você e a capoeira” e “Dicionário de Capoeira”, estará à disposição para participar de rodas e eventos de capoeira e divulgar suas obras.

Contatos com o autor: (71) 9158 7898, (85) 8796 3290, (85) 9981 0221, recados com Lucinda ou José. E-mail: mano.lima@yahoo.com.br.

Encomende e receba em casa meu livro “A ginga dos mais vividos” (capoeira na 3a. idade) Mano Lima – (61) 8407 7960

Editor da Revista Capoeira em Evidência. Colunista dos sítios  www.temnoticia.com.br e www.portalcapoeira.com
 
Blog:http://comunicacao.org.br/jk/content/blogcategory/42/41/

 

Astro Jet Li filma no Brasil

O ator chinês Jet Li desembarcou no Galeão, aeroporto internacional do Rio de Janeiro, no sábado 18, por volta das 21h40. Escoltado por seguranças, ele seguiu direto para um hotel no bairro de Copacabana, onde ficará hospedado até o final de sua participação no filme Os Mercenários, de Sylvester Stallone.

O ator, que deve ficar no País por duas semanas, disse que está muito interessado em acompanhar lutas de capoeira.

Nas cenas, Jet Li deverá filmar em lugares como a praia de Mangaratiba e o Parque Lage, no Rio.

 

Fonte: http://www.terra.com.br/istoegente/edicoes/502/astro-jet-li-filma-no-brasil-132167-1.htm

JOVENS CAPOEIRISTAS ENTRAM NO MUNDO AUDIOVISUAL EM BH

Nesta quinta-feira, 23/04, às 19h, no Ponto de Cultura Flor do Cascalho, Região Sul de Belo Horizonte, acontecerá  a formatura de 12 jovens capoeiristas, de diversas frentes de trabalho da Associação Cultural Eu Sou Angoleiro – Acesa – na periferia da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Angoleiros de  Sabará, Vespasiano, Contagem e de comunidades da capital como Morro do Cascalho, Pedreira Prado Lopes e Alto Vera Cruz, participaram da Oficina de Produção Audiovisual “Documentos de Si” e farão a pré-estréia do documentário “Paz no Mundo Camará: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá – Minas Gerais”, um curta metragem de 25 minutos, resultado de 6 meses de suas incursões ao mundo audiovisual, que será parte integrante do documentário final de 55 minutos.
 
A solenidade contará com a presença de vários personagens do curta , bem como representantes do Ministério da Cultura, do Fundo Estadual de Cultura do Estado de Minas Gerais e da Secretaria Municipal de Educação. Além da pré-estréia do documentário “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá –  Minas Gerais”, haverá uma exposição fotográfica das fotos de cena (Still) e uma apresentação cultural surpresa para os convidados.

MUNDO AUDIOVISUAL

Durante a Oficina, jovens entre 14 e 30 anos, vivenciaram uma nova perspectiva de atuação e capacitação em suas vidas: o cotidiano dos SETs de gravação do mundo audiovisual e todo o trabalho especializado dos bastidores das cenas como  roteiro, produção, direção, fotografia, cinegrafia e tudo que é necessário para produzir um documentário.  Eles entraram no mundo do cinema e conheceram de perto a linguagem audiovisual ao realizarem seu primeiro documentário, orientados por profissionais do mercado audiovisual mineiro.
 
A Oficina de Produção Audiovisual “Documentos de Si”  potencializou as atividades culturais e a utilização dos equipamentos audiovisuais do recém-inaugurado Ponto de Cultura Flor do Cascalho (Morro das Pedras), da ACESA, através da capacitação dos angoleiros para o mundo audiovisual. Por isso, desde setembro eles tiveram aulas, e em dezembro gravaram a etapa de MG do documentário global, sob o olhar de quem vivencia e pratica o tema abordado: a Capoeira Angola. Neste documentário locais como a Comunidade da Pedreira Prado Lopes, Alto Vera Cruz, Saudade, Morro da Cascalho, Bairro Nacional foram abordados sob a perspectiva cultural e social, ao contrário do viés denotativo da violência.
 
DOCUMENTÁRIO GLOBAL – 55 MINUTOS

Restringir a Capoeira Angola como apenas uma atividade física, não revela a sua verdadeira essência. Ao contrário do senso comum, no Brasil sua implicação é cultural, histórica, política e principalmente social, é o resultado da manutenção de 400 anos de resistência do modo de ser do negro. O projeto “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”, produzido pela ATOS Central de Imagens, em parceria com a Associação Cultural Eu Sou Angoleiro – Mestre João, apresenta uma perspectiva inédita sobre o assunto.

O projeto consiste em um documentário de 55 minutos que recebeu em 2008 o prêmio Capoeira Viva (do MINC, um dos 6 projetos de MG contemplados) e obteve financiamento do Fundo Estadual de Cultura de MG. O objetivo primordial é realizar uma pesquisa aprofundada na Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais, sobre a história da Capoeira Angola no Brasil e sua utilização como instrumento de inclusão social e paz no mundo.

Além do documentário que já tem exibição garantida no Canal Brasil e na TV América Latina, o projeto contempla ainda a realização da Oficina “Documentos de Si” e a edição da Revista “Angoleiro é o que eu Sou” e a formatação do site www.eusouangoleiro.org.br em portal.

FINANCIAMENTO E PARCERIAS
FUNDO ESTATUAL DE CULTURA MG, BDMG, SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA, PRÊMIO CAPOEIRA VIVA 2008, FUNDAÇÃO GREGÓRIO DE MATOS, PETROBRÁS, CENTRO CULTURAL UFMG, CANAL BRASIL, TV AMÉRICA LATINA.

REALIZAÇÃO

·        ATOS Central de Imagens
·        ACESA- ASSOCIAÇÃO CULTURAL EU SOU ANGOLEIRO – Mestre João Angoleiro

SERVIÇO
EVENTO: Formatura da Oficina Audiovisual “Documento de Si” do projeto PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”
DIA: 23/04/2009
HORÁRIO: 19h
LOCAL: Ponto de Cultura Flor do Cascalho – (Morro do Cascalho/Morro das Pedras) Beco Marco Antônio, 250  – Grajaú – BH-MG  (próximo à Polícia Federal)

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO:
ATOS Central de Imagens – WWW.atosimagens.com.br
 

Geral – falecom@atosimagens.com.br – 4063-9822
Carem Abreu – carem@atosimagens.com.br – 9297-1582
Junia Bertolino – juniabertolino@yahoo.com.br – 9917-6762
Liliane Martins – Liliane@atosimagens.com.br – 8884-7476

Capoeira e Identidade Cultural

O assunto é: Capoeira e Cultura:
 
Roda de Capoeira em comemoração ao Dia da Cultura e da Ciência. Roda Realizada no Distrito Federal no Ministério da Culutra. O Ministro Gilberto Gil, toca berimbau, canta na roda e fala da Importância da capoeira como elemento de divulção da nossa cultura pelo mundo e também como elemento formador de nossa identidade cultural.
 
Nosso ativo parceiro Fábio Moreira de Araújo (Mestre Onça) nos envia uma matéria sobre o tema com uma abordagem bastante atual, dentro deste contexto remomendamos que assistam ao video e saboreiem o texto.
 
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Capoeira e Identidade Cultural

Para compreendermos um pouco mais a importância da capoeira como elemento formador das nossas raízes culturais, é necessário fazermos um retrospecto histórico para entendermos o contexto do seu surgimento e de outros elemento culturais como o carnaval e a música.  Em análise ao contexto histórico,  da situação do indígena brasileiro, observamos a sua importante contribuição na formação étnica do nosso povo. Notamos que no caso particular  dos indígenas, houve uma destruição dos seus valores  culturais que os identificavam como seres humanos.  Os europeus (portugueses), ao chegarem à América, encontraram esta terra habitada por seres humanos: milhões de índios. Por pensar que  estavam chegando as Índias, deram  a esses habitantes o nome de índios. Essa denominação permanece até hoje, mesmo depois de ter percebido o engano. Perguntas que muita gente faz até hoje é: Qual a sua origem? Como foi o seu contato com os brancos? “ A verdade consiste no seguinte: quando os portugueses chegaram já havia toda uma organização social dos indígenas, mesmo não sendo  grupos totalmente homogêneos. Os indígenas já dominavam conhecimentos nas áreas  de astronômia, ecologia, veneno de caça e pesca, tapiragem, borracha. Nas artes tinham conhecimento sobre a pintura corporal, plumagem, arte em pedra, madeira, cerâmica, desenho, música e dança”. (1)

“… Existiu todo um processo colonizador do qual os índios brasileiros foram vítimas. Primeiro foram cativados para o trabalho de exploração do Pau Brasil, em seguida a sua troca por objeto que exerciam fascínios e por último, veio a escravização e a tentativa de fazê-lo trabalhar na lavoura da cana-de-açucar…” ( Galleano apud, Piletti 1991. P. 20 ).  Dentro desse processo de aculturação, muitos índios que conseguiam sobreviver eram submetidos  a um processo de descaracterização  cultural  através da catequese e da própria convivência com o branco. Dessa forma, muitos foram perdendo a sua identidade cultural, substituindo seus valores, crenças e costumes pelos valores, crenças  e costumes do colonizador europeu.  Transformaram-se em seres marginalizados e explorados dentro da sociedade dos brancos.

(01)PILETTI, Nelson. História do Brasil. Ed. ÁTICA, 1991. Pp. 18/19.

Os índios dos Brasil perderam  a sua identidade, mas sempre-se rebelaram contra os colonos que tentavam escarvizá-los e muito desses grupos foram quase que totalmente exterminados. Em várias regiões mais rica do país, os senhores de engenho resolveram trazer escravos africanos para suas plantações.  Por volta de 1.550 teve início a presença negra no Brasil (chegaram da África os primeiros navios negreiros com escravos, aportando-se  em várias regiões do país). O tráfico tornou-se  uma atividade bastante lucrativa e milhares de negros foram trazidos para o  novo continente. Iniciou-se  um longo processo de formação da população étnica brasileira. “… A formação  da população brasileira originou-se  de três grupos  o indígena, o branco e o negro.  Do cruzamento entre esses diferentes grupos resultou o elemento étnico que genericamente chamamos de mestiço ( caboclo, mulato e cafuzo). O mestiço constitui-se  a origem do povo brasileiro. O caboclo é o resultado do cruzamento  do branco com o índio, o mulato é o cruzamento do branco com o negro e o cafuzo e o cruzamento do negro com o índio…”(2)

Dessa forma, o Brasil vai se  transformando num verdadeiro mosaico étnico cultural. Começam  a surgir as tradições  e lendas do nosso folclore.  A palavra folclore vem do inglês FOLK-LORE   “Pensamento popular”, criada pelo estudioso William Thomas. Folclore é a maneira de sentir, agir e pensar de um determinado povo. Entre  as principais brincadeiras e lendas ligadas ao nosso folclore temos: A brincadeira de vaqueiros, a vaquejada, o bumba meu boi, o carimbó, a caatira, caipora, curupira, mula sem cabeça, saci-pererê, lobisomem. “ Temos as festas populares na Bahia como o afoxé, que é o sagrado participando do profano. Essa é a única festa religiosa que os membros do candomblé (de origem jeje-nagô) terão que cumprir.


(02) COELHO, Marcos Amorim. Geografia do  Brasil. ED. Moderna, 1992. P. 101.

“ O afoxé é  um candomblé adequado ao carnaval. Temos também o candomblé que é um ritual ou culto africano, trazido pelos escravos negro durante o período colonial. Temos também na Bahia a festa de Iansã ou  Santa Bárbara, a festa da Conceição da praia no dia 08 de dezembro, a procissão de nosso Senhor Bom Jesus dos Navegantes, a festa da Ribeira, festa de Iemanjá, Pesca do  xaréu ( nas praias de amaralina e itapuã), lavagem do Bonfim, que é a Segunda maior festa popular da Bahia depois do carnaval e acontece na manhã  da terceira Quinta feira do mês de janeiro”. (3)

Roberto Mamata (1993), na sua obra intitulada “ Carnavais, Malandros e Heróis”,  faz uma análise sucinta e detalhada dos valores e atitude  das pessoas. Segundo o autor da obra existem dois tipos de pessoas que identificam a nossa brasilidade. O primeiro é a figura de  do malandro (estudada sobre a figura de pedro malassartes). Aqui o malandro é um ser deslocado de regras formais da estrutura social, fatalmente excluído do mercado de trabalho, aliás definido como totalmente individualizado e avesso ao trabalho. E o segundo é o renunsciador (Augusto Matraga, personagem de Guimarães Rosa). Este se fecha num mundo totalmente seu, deixando de lado prazeres e valores sociais.

Roberto Damata (1993) apud Reis (1996), A música popular é cheia de representações, são manifestações concretas, elabora, reflete, representa e dramatiza certos valores da sociedade brasileira, tornando-os importantes, e cheios de sentido e intencionalidade. A capoeira, o carnaval e a música são elementos importantes na formação  da nossa cultura. Nesse pequeno ensaio, não vamos fazer um estudo minuncioso e detalhado de todos os seus aspectos, buscaremos as relações e contribuições desses elementos na formação da nossa identidade cultural. A música popular brasileira tem participação importante enquanto elemento de expressão popular. Em análise ao dálogo existente nas cantigas dos negro Ortiz (1951) apud, Rego (1968), examinou seus vários aspectos mostrando sua importante contribuição como elemento formador das  nossas raízes culturais.

(3) AMADO, Jorge. Bahia de Todos os Santos – Guias de ruas e Mistérios,  Ed. Record, 1986. Pp. 128-143.

“ O conceito de “cultura popular” se confunde, pois, com a idéia de conscientização.  Subverte-se dessa forma o antigo significado que assimilava a tradição à categoria de cultura popular.  “ Cultura Popular”, não é, pois, uma concepção de mundo das  classes subalternas, como e para Gramsci e para certos folcloristas que se interessam pela mentalidade do povo” (4)

Hermano Vianna (1995) apud Reis (1996), faz uma análise da história do samba como expressão  cultural e  identidade nacional brasileira.  A partir da década de 30, começa  um processo de reconhecimento de identidade  de povo “sambista”. Existia ainda uma tendência de transformar o samba em rítimo nacional do brasileiro. O samba passaria então de rítimo subversivo da ordem à música nacional e oficialmente aceita. As músicas cantadas nas rodas de capoeira tem valor historicamente consagrados para a vida social do brasileiro, seja do ponto de vista etnográfico, histórico e cultural. Essas cantigas falam da vida do negro (as senzalas,  a escravidão, os quilombos etc…). A capoeira surge dentro desse contexto como uma manifestação cultural brasileira. Essa  era a única arma que o negro  dispunha para livrar-se do sistema opressor, que lhe retirava toda essência como ser humano.

Segundo Ortiz (1995), existe na história da intelectualidade brasileira uma tradição em que diferentes momentos histórico procurou definir-se a identidade em termos de caráter  brasileiro. Sérgio B. Holanda buscou as raízes do brasileiro na “cordialidade”, Cassiano Ricardo na  “bondade” e Paulo Prado na “tristeza”, outros estudiosos procuram encontrar a brasilidade em eventos sociais ou ainda na índole malandra do ser nacional com fez Damatta.

(04) ORTIZ, Renato. Cultura Brasileira & Identidade Cultural. Ed. Brasiliense, 1995. P. 72

“… Se por um lado a identidade cultural preservada se apresenta como uma questão de sobrevivência em oposicão a uma estrutura excludente, por outro lado surge o problema da possibilidade da preservação dessa identidade no contexto da modernização…” (5). Sabemos que a cultura é um processo dinâmico, influencia e sofre influências constantemente. A capoeira como parte importante de nossas manifestações culturais não pode ficar imune a essas transformações. Hoje a capoeira está sofrendo um processo de massificação aceleradíssimo , que pode estar levando-a a descaracterização enquanto arte-luta. Seria  possível, hoje, praticar aquela capoeira do passado com todos os seus rituais? Achamos que é importante analisarmos, entendermos e conhecermos a sua tradição cultural, ligada as suas raízes  para que possamos criar e recriar, inventar e reinventar, não deixando acontecer o mesmo que aconteceu com as sociedades indígenas. Preservando assim, as suas essências, sem descaracterizá-la como manifestação  autêntica da cultura do nosso povo.

(05) VIEIRA, Luiz Renato, Cultura Popular e Marginalidade, in  Revista de Educação e Filosofia –  Vol. 04 nº 08 jan/jun 90.

 
Um abração,
Mestre Onça
Beribazu-DF

Unesco lança biblioteca mundial digital

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lança nesta terça-feira a Biblioteca Digital Mundial, que permitirá consultar gratuitamente pela internet o acervo de grandes bibliotecas e instituições culturais de inúmeros países, entre eles o Brasil.

Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos em diversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da Unesco (www.wdl.org).

A nova biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas.

Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literatura japonesa O Conde de Genji, do século 11, considerado um dos romances mais antigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra na biblioteca do Congresso americano.

Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias da América Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século 12, que pertence a Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicos árabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito.

Até o momento, o documento mais antigo da Biblioteca Digital da Unesco é uma pintura de oito mil anos com imagens de antílopes ensanguentados, que se encontra na África do Sul.

32 instituições

A Biblioteca Nacional do Brasil é uma das instituições que contribuíram com auxílio técnico e fornecimento de conteúdo ao novo site da Unesco.

A foto da imperatriz Thereza Christina, do acervo da Biblioteca Nacional, está disponível no site O projeto contou com a colaboração de 32 instituições, de países como China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, México, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Uganda, Israel e Japão.

O lançamento do site será acompanhado de uma campanha para conseguir aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até o final do ano.

“As instituições continuam proprietárias de seu conteúdo cultural. O fato de ele estar no site da Unesco não impede que seja proposto também a outras bibliotecas”, explicou Abdelaziz Abid, coordenador do projeto.

A ideia de uma biblioteca digital mundial gratuita foi apresentada à Unesco pelo diretor da biblioteca do Congresso americano, James Billington, ex-professor da Universidade de Harvard.

Ele dirige a instituição cultural do congresso americano desde 1987 e diz ter aproveitado o retorno dos Estados Unidos à Unesco, em 2003, após 20 anos de ausência, para promover a ideia da biblioteca digital.

“Eu lancei essa ideia e sugeri colocá-la em prática nas principais línguas da ONU, como o árabe, chinês, inglês, francês, português, russo e espanhol”, diz Billington.

Ele se baseou em sua experiência na digitalização de dezenas de milhões de documentos da Biblioteca do Congresso americano, criada em 1800.

O objetivo da Unesco é permitir o acesso de um maior número de pessoas a conteúdos culturais e também desenvolver o multilinguismo.

Fonte: http://ligcev.com/bibliotecaunesco

Um ano depois, capoeiristas ainda esperam prêmio de edital

Passado mais de um ano da divulgação do resultado do edital do projeto Capoeira Viva 2007, 32 dos 108 dos contemplados – 30% do total – ainda esperam o pagamento da segunda parcela do prêmio, que deveria ter sido quitada em janeiro.

Idealizado pelo Ministério da Cultura em 2006 por meio da Lei Rouanet, a segunda edição do Capoeira Viva foi executada pela Fundação Gregório de Mattos, com patrocínio da Petrobras no valor de R$ 1,2 milhão.

O resultado foi divulgado em 4 de abril de 2008. Os capoeiristas tiveram 30 dias para reunir a documentação, mas só receberam a primeira parcela cinco meses depois.

“Cada pessoa ou instituição com quem a gente conversou tem uma justificativa diferente”, reclama Gilson Fernandes, 58, mais conhecido como mestre Lua Rasta, que, em março uniu-se a outros 37 contemplados em um manifesto assinado por entidades, grupos ou pesquisadores de 17 Estados das cinco regiões do País, todos descontentes não só com os atrasos no repasse da verba, mas com a falta de diálogo da entidade gestora.

Proprietário de um atelier de instrumentos de percussão que leva seu nome, no Pelourinho, Mestre Lua Rasta diz que os atrasos comprometeram a execução dos dois projetos que teve aprovados no edital: Meninos do Campo Formoso, oficina de instrumentos para crianças em situação de risco do bairro situado no município de Mar Grande, na Ilha de Itaparica, e o Teatro Mestre Lua.

“Os meninos se dispersaram. O Teatro foi filmado e virou um documentário que eu tive de finalizar com dinheiro do próprio bolso, pois contratei um profissional e não poderia ficar esperando a verba chegar”, disparou.

No dia 13 de março, em resposta ao manifesto, a FGM divulgou nota oficial em que atribuiu o atraso ao extravio de pedido de execução do projeto Capoeira Viva/2007, documento enviado ao Minc no dia 20 de novembro de 2008, fato que a entidade só tomou conhecimento em fevereiro deste ano.

No entanto, comunicação interna do Minc à qual a reportagem do UOL Esporte teve acesso atesta que a FGM, proponente do projeto, estava inadimplente com o ministério, situação que só foi solucionada no dia 20 de março, o que obrigou a prorrogação o prazo de execução dos projetos para 31 de julho de 2009.

Em resposta a um questionário de 10 perguntas enviado pelo UOL Esporte, a assessoria de comunicação da FGM admitiu que esteve inadimplente com o MINC, “mas nunca por uso indevido da verba, apenas por mal gerenciamento desse projeto pela gestão da FGM naquele momento”, diz.

Maratona burocrática

Oficialmente, o Minc diz que a FGM estava “inabilitada por problemas administrativos referentes à prorrogação do prazo de encerramento do projeto na Lei Rouanet”. A assessoria de comunicação do Ministério da Cultura declarou ainda que “resolvido o problema, a segunda parcela começou a ser paga em abril e 70% dos premiados já receberam, segundo informação da FGM, e os demais premiados, por problemas documentais, ainda não receberam a quantia”.

Não é o que diz a pedagoga Maria Luisa Pimenta Neves, 35, contemplada pelo projeto Capoeira Nossa cor, que promoveu oficinas de confecção de berimbau e caxixi para crianças do município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.

Lilu, como é mais conhecida nas rodas de capoeira, disse que não consegue receber a segunda parcela mesmo estando apta desde o dia 3 de abril porque o novo diretor do departamento financeiro foi exonerado e o atual responsável pelo setor só poderá assinar cheques quando sua nomeação for publicada no Diário Oficial.

Contemplados ainda esperam o pagamento da 2ª parcela do prêmio Capoeira Viva“No dia Dia 2 de abril recebi uma ligação de uma funcionária da FGM que me fez a seguinte pergunta: ‘Luisa, você não quer receber seu dinheiro, não?.’ Me pediu um comprovante de residência, que eu já havia entregue, e no dia seguinte me mandou um e.mail dizendo que meu processo já estava no financeiro. Até hoje não vi a cor desse dinheiro”, reclama.

Lilu diz que esta é apenas uma das confusões criadas pelas constantes mudanças feitas nos quadros da FGM. Ela lembra que durante o período de prestação de contas da primeira parcela foi orientada a recolher pagamento de ISS para si própria, e que só depois descobriu que isso não era necessário, bastava uma declaração afirmando que eu era a coordenadora do projeto. “Fomos submetidos a uma verdadeira maratona burocrática”, reclama.

A FGM reconhece o erro. “Infelizmente houve realmente, nesse caso, falta de uma boa comunicação entre a equipe responsável pelo Capoeira Viva, contratada especificamente para este projeto, e setor financeiro da Fundação, o que acabou gerando esse desconforto. Nada feito de forma proposital, apenas um engano cometido. Engano pelo o qual lamentamos muito, pedimos desculpas aos prejudicados”.

Para a jornalista Maria Lúcia Correia Lima de Souza, 56, as desculpas da FGM podem não se suficientes. Diretora da Associação Brasileira de Capoeira Angola (ABCA), Maria Lúcia é roteirista do documentário Mandinga em Manhattan, dirigido por Lázaro Faria. Das entrevistas coletadas para o filme, teve a idéia de lançar o projeto “Mandinga em Manhattan, o livro”, que acabou contemplado com R$ 9 mil pelo Capoeira viva 2007, metade dos quais ainda não recebidos.

“Não é o meu caso, mas nós soubemos de vários projetos que ficaram comprometidos porque dependiam de condições que não podem ser recriadas agora”, argumenta.

Evangivaldo Palma de Azevedo Filho, 31, o Gigante, ilustra bem a situação. Seu projeto Capoeira, Resistência, Tradição e Preservação, propunha o replantio de mudas de biribá, árvore de onde é extraída a madeira para a confecção do berimbau, na Ilha de Itaparica. “Trabalhamos com algumas crianças em situação de risco social da Ilha de Itaparica. Sem verba, o projeto parou e as crianças sumiram”.

ENTENDA A CAPOEIRA VIVA
O Projeto Capoeira foi lançado em 15 de agosto de 2006 pelo Ministério da Cultura como forma de corrigir aquilo que o então ministro da Cultura, o cantor e compositor Gilberto Gil, considerou uma distorção: o fato de a capoeira ser um dos principais expressões de difusão da cultura brasileira pelo mundo, sem jamais ter recebido apoio governamental.

O objetivo do projeto é incentivar a produção de pesquisa, inventários e documentação histórica, bem como ações socioeducativas ligadas à capoeira. Os interessados inscrevem-se diretamente no site oficial do projeto e as propostas são avaliadas por uma banca examinadora. Em 2007, foram mais de 800 propostas inscritas, das quais 113 foram contempladas, mas 5 desistiram.

Através de Chamada Pública, o Minc realizou a primeira edição do projeto em 2006 com a coordenação técnica do Museu da República, com patrocínio de R$ 930 mil da Petrobras. Em 2007, a gestão foi transferida para a Fundação Gregório de Mattos, em Salvador, e o patrocínio subiu para R$ 1,2 milhão. A edital do Capoeira Viva 2008 ainda não foi lançado por falta de patrocínio, mas já o Minc já decidiu que a gestão do projeto ficará a cargo do Instituto do Patrimônio Artístico e Caltural (Ipac).

MECA DA CAPOEIRA
A primeira edição do Capoeira Viva, realizada em 2006, teve como entidade gestora o Museu da República, no Rio. Apesar de ter corrido tudo dentro do esperado, o Minc decidiu mudar a execução do projeto para Salvador, e por uma questão simbólica.

A capital baiana é considerada uma espécie de Meca da capoeira, já que é de onde vieram a maioria dos grandes mestres que difundiram os fundamentos da arte pelo Brasil e pelo mundo, como Mestre Bimba, Pastinha, João Pequeno e Camisa, entre outros. A maioria das músicas da capoeira, invariavelmente cantadas em português, seja aqui ou emqualquer roda da Europa ou Ásia, remetem a histórias e personagens de Salvador.

A Fundação Gregório de Mattos foi escolhida num momento em que o prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB), ainda contava com o apoio do PT na Câmara. O presidente da FGM na época do lançamento do edital era o compositor Paulo Costa Lima, indicado pelo PT.

Com o lançamento do petista Walter Pinheiro à sucessão de João Henrique, Lima foi substituído pela arquiteta Adriana Castro, ligada a um dos partidos que se manteve na base de sustenção de João Henrique.

Em janeiro, a direção da FGM mudou novamente. O atual presidente é o dramaturgo e jornalista Antônio Lins. Apesar do considerável atraso, o projeto capoeira Viva 2008 vai sair, segundo garantiu o Ministério da Cultura e depende apenas do patrocínio da Petrobras. Mas a entidade gestora vai mudar outra vez. Será o Instituto do patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), ligado ao governo do Estado da Bahia.

 

Fonte: http://esporte.uol.com.br/lutas/ultimas/2009/04/21/ult4362u560.jhtm