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Novembro 2009

Vendo Artigos de: Novembro , 2009

Produção nacional “Besouro” estreia em cinema de Maringá

Produção nacional que conta a história do lendário capoeirista baiano ‘voador’ chega às telas da cidade; lutas de ‘Besouro’ são do mesmo coreógrafo de ‘Matrix’ e ‘Kill Bill’

Besouro pousou em Maringá e vai voar nas telas da cidade. O primeiro filme de artes marciais brasileiro – focado na capoeira – estreia na cidade quase um mês depois de sua badalada estreia nacional. E no primeiro final de semana nas telas de Maringá, “Besouro” terá, às 20h30, rodas de capoeira com o Grupo Muzenza na entrada do Circuito Cinemas do Shopping Cidade.

O longa, dirigido pelo estreante João Daniel Tikhamiroff, já havia feito história ao se tornar um fenômeno da internet antes mesmo do seu lançamento. O tra iler do filme foi visto por meio milhão de pessoas no You Tube.

Como os filmes de kung fu se tornaram uma referência e ajudaram a popularizar a arte marcial chinesa no mundo, “Besouro” tem as mesmas possibilidades. Como em muitos dos clássicos de kung fu, “Besouro” bebe na fonte de uma das lendas desta arte marcial brasileira e nas acrobacias e movimentos coreografados, muitos deles distantes da realidade.

Besouro (o guia de turismo e capoeirista baiano Aílton Carmo) foi um capoeirista baiano dos anos 20 e é uma lenda da capoeira. Ele, que dizem que podia até voar, utiliza sua habilidade na luta para combater a injustiça e a opressão no Recôncavo Baiano, numa luta contra coronéis e a exploração da mão-de-obra de ex-escravos.

Na trama, também há um triângulo amoroso entre Besouro, Quero-Quero (Anderson Santos) e Dinorah (Jéssica Barbosa).

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3ª Semana da Capoeira de Santa Maria

A cultura está em festa: Festival no CDM marca o encerramento da 3ª Semana da Capoeira de Santa Maria

O toque dos berimbaus, as palmas e os cantos darão o ritmo da programação de hoje à noite, no Centro Desportivo Municipal (CDM). A partir das 20h30min, a capoeira tomará conta do local em um festival que marca o encerramento da 3ª Semana da Capoeira de Santa Maria. O evento é uma promoção da Associação de Capoeira de Rua Berimbau, e faz parte das comemorações do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

Desde sábado, estão sendo realizadas oficinas gratuitas de capoeira em diversas escolas e centros comunitários de Santa Maria. Nas aulas, voltadas principalmente para crianças da periferia da cidade, foram ensinados, além das técnicas da capoeira regional e de angola, toques de berimbau e danças típicas da cultura afro-brasileira, como maculelê e jongo. A iniciativa, explica um dos coordenadores da Associação de Capoeira de Rua Berimbau, Luiz Antônio Loreto, o mestre Militar, ajudou a difundir a capoeira em todos os cantos de Santa Maria.

– As oficinas foram bem-aceitas nas comunidades, até porque tivemos a preocupação de descentralizar as atividades. Nossa intenção é levar a capoeira às comunidades mais marginalizadas, porque ela tem uma linguagem mais próxima daquelas pessoas. Cada vez mais percebemos que a capoeira funciona como um bom instrumento de educação – avalia o mestre Militar, com a experiência de quem pratica a capoeira há 20 anos.

De graça – Para quem quiser conferir o encerramento da 3ª Semana da Capoeira de Santa Maria, a entrada no CDM é de graça. E as atrações serão muitas. Além da participação de 10 grupos de capoeira do Rio Grande do Sul, o evento definirá os campeões do 1º Festival de Toques de Berimbau, concurso realizado durante as oficinas. Também haverá um grande batizado, iniciação de quem pratica a capoeira. A previsão é que 70 alunos sejam graduados esta noite.

– Será uma grande festa. Vamos reunir novos e velhos capoeiristas de Santa Maria – ressalta Militar, que é discípulo do mestre Biriba.

A Associação Capoeira de Rua Berimbau conta com cinco núcleos de atuação na cidade – CDM, Centro Comunitário Perina Morosini, em Camobi, ocupação da gare, Vila Maringá e Escola Municipal Darcy Vargas. A ideia é ampliar as atividades para 10 núcleos em 2010.

XIV Congresso Brasileiro de Folclore acontece em Vitória

Começa hoje (24), e vai até domingo (29), na Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória, o XIV Congresso Brasileiro de Folclore Capixaba. O Congresso tem como objetivo integrar mestres da cultura popular e mestres do saber erudito num mesmo patamar de conhecimento, em busca de caminhos conjuntos para uma sociedade de respeito à cultura popular, aos seus criadores e aos seus estudos.

O evento terá, como um dos pontos centrais de discussão, as políticas públicas que estão sendo desenvolvidas para o folclore no país.  Dentro desse tema, integra a mesa-redonda do Congresso, no dia 25, pela manhã, o diretor de Políticas da Diversidade e Identidade da Secretaria da Identidade e da Diversidade, do Ministério da Cultura, Ricardo Lima, que discorrerá sobre O Estado Brasileiro e as Políticas Públicas para o Folclore.

A SID será também representada, no evento, pelo coordenador geral de Fomento à Identidade e Diversidade, Marcelo Manzatti, que fará Simpósio Temático, no dia 25, sobre Políticas Públicas para o Folclore Brasileiro. Também no dia 25, o professor da Universidade de Brasília, José Jorge Carvalho, fará conferência sobre O Povo Brasileiro e a Construção do País entre Diferenças: O Papel do Folclore.

O XIV Congresso Brasileiro de Folclore Capixaba, com o apoio da SID/Minc, oferece ainda aos professores, o Curso de Capacitação em Folclore, que abordará a cultura popular, os conceitos e história, sua importância na sociedade contemporânea e sua utilização no meio educacional, turístico e cultural, entre outros.

A programação do evento, com atividades nos dois períodos diurnos durante todos os dias de duração do congresso, inclui também simpósios, conferências, assembléias, apresentações, exposições, lançamento de livros, apresentação de grupos folclóricos, oficinas e feiras, entre outros. No domingo, o XIV Congresso Brasileiro de Folclore Capixaba terá ainda uma atração especial, no setor Cidade Alta da capital capixaba: o II Desfile da Identidade Capixaba e Brasileira.

Maiores informações sobre o Congresso e a programação completa podem ser obtidas pelo site http://www.folclorecapixaba.org.br/ ou pelo telefone: (27) 4009-2957.

 

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br

Site: http://www.cultura.gov.br/sid

Blog: http://blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural/

Twitter: http://twitter.com/diversidademinc

Teresópolis: Cultura nos Bairros promove festa no Barroso

Evento, que aconteceu neste domingo, contou com participação especial do Grupo de Capoeira Senzala.

As comunidades do Barroso e de Santa Cecília receberam no último domingo, 22, a visita do projeto Cultura nos Bairros, desenvolvido pela Secretaria de Cultura. As atividades foram realizadas no Centro de Referência em Assistência Social (Cras) do Barroso e incluíram muita música, teatro, poesia e até uma roda de capoeira. A trupe do Teatro de Rua, formada por alunos do curso de Teatro de Rua da Secretaria de Cultura, divertiu as crianças do bairro com fantasias e muitas brincadeiras, ao som de ritmos brasileiros, como o côco. Presente em quase todas as edições do projeto, a cantora e repentista Wanda Pinheiro se apresentou logo depois e fez sucesso com ‘Estúpido Cupido’, ‘Coração de papel’ e ‘Fuscão Preto’, entre outras canções. Comemorando aniversário, Wanda fez questão de lembrar a data e destacou ainda sua alegria em participar do Cultura nos Bairros.

Outro voluntário do projeto, o violinista Vinícius Pacheco, da Vila Muqui, encantou o público no Barroso ao tocar ‘Peixe Vivo’ e ‘Velha Infância’. Também sempre presente, o cantor Dudu Black agradou com ‘Amor é isso’, poema de Antonio Jorge dos Santos, entre outras canções.

Convidados especialmente para o evento, cerca de 20 integrantes do Grupo de Capoeira Senzala fizeram uma roda de capoeira, seguida de samba de roda. As duas atrações, em homenagem ao Dia da Consciência Negra, comemorado na última sexta, 20, foram realizadas no teatro do Cras do Barroso, sob o comando do contramestre China e dos professores Rodrigo e Giraia.

A tarde de festa teve ainda a participação de artistas locais. Eduardo Oliveira, aluno do Centro Educacional Helena de Paula Tavares (CEHPT) e leitor-intérprete do projeto de leitura Canta Enquanto Conta, interpretou as poesias ‘Quando eu bater à tua porta’ e ‘Mãos ocupadas com o livro’, do poeta Adilson Pires, morador de Santa Cecília e profissional de apoio da Escola Municipal Marília de Oliveira e Silva Porto. A banda Sobretudo, formada por Lino, Luciano, Tatiana, Pâmela e Thiago, também agradou em cheio com um repertório de forró de raiz, animando o público com músicas de Zé Ramalho e Alceu Valença.

Com quase 50 anos de prática musical, o sanfoneiro Joel Pires encantou com a música de raiz tradicional. Pai de 12 filhos, todos músicos, Joel toca sanfona e viola de 12 cordas, mas nunca havia se apresentado em público. “Sou tímido. Fiquei um pouco nervoso para me apresentar. Mas, valeu a pena. Este projeto é maravilhoso”, disse. A banda Cavaleiros de Yeshua, com Yuri, Pedro, Gabriel, Thiago e Willian, também se apresentou, apostando no repertório gospel. E algumas crianças do bairro recitaram poesias. Aluna da Escola Marília de Oliveira, Chayene Faria Soares foi uma delas e recitou ‘Todas as cores’.

• Público satisfeito

Presente ao evento, o presidente da Associação de Moradores e Amigos de Santa Cecília (Amasc), Jorge Cotoman, ficou satisfeito. “Este projeto é inovador e está engrandecendo não só o Governo Jorge Mario, como também todos os bairros visitados. É uma oportunidade única que estamos vivendo e temos que aproveitar cada minuto. Agradeço profundamente à Secretaria de Cultura por idealizar e promover um projeto tão louvável como este”, elogiou.

Diretor da Escola Marília de Oliveira e Silva Porto, o professor Luiz Miguel Ferreira concordou. “Uma iniciativa excelente. Tivemos a chance de conhecer os artistas do bairro. As crianças precisavam desse momento, elas fizeram uma farra. Ver esta alegria nos deixa muito felizes. E quem esteve aqui ainda terá a oportunidade de ser agente multiplicador. Sensacional”, comentou. Moradora do bairro, a adolescente Kathleen da Conceição Faria também gostou da festa. “Adorei tudo, principalmente as fantasias. Foi muito bom estar aqui hoje”, disse.

Para o Secretário de Cultura, Wanderley Peres, o projeto já tem sua identidade. “A cada edição realizada, o Cultura nos Bairros se fortalece. Hoje, as comunidades já conhecem a nossa proposta e apostam na ideia. A prova disso é o grande número de solicitações que recebemos constantemente, pedidos que nossa equipe vem atendendo com muito carinho e dedicação. Este reconhecimento é a constatação de que o projeto segue por um caminho bem-sucedido. E, com certeza, terá continuidade em 2010”, avalia.

Coordenado pelos professores Ayrton Rebello e Adalgisa de Carvalho, o projeto Cultura nos Bairros tem por objetivo levar atrações artísticas e culturais às comunidades, em praça pública, principalmente nos bairros mais afastados do centro. Desenvolvido desde o mês de junho, o projeto já passou pelo Bairro de São Pedro, Meudon, Barra do Imbuí, Venda Nova, Vila Muqui, Campo Grande, no final da Posse, Rosário, Canoas, Pessegueiros, Corta Vento, Fonte Santa, Campanha, Brejal, Bonsucesso, Fischer, Fazenda Alpina e Barroso. A próxima edição acontece no domingo, 29 de novembro, em Cruzeiro, no Segundo Distrito, a partir das 15h. E o grande encerramento do projeto em 2009 acontecerá no dia 20 de dezembro, no centro da cidade.

Fonte:  O Diário de Teresópolis  – http://odiariodeteresopolis.com.br

Cultura afro é destaque de debates e apresentações

Valorizar a contribuição imprescindível da raça negra na cultura local e difundir a integração social de grupos afros no município. Com este propósito, a cidade festejou a etnia de destaque em todo o país por sua bagagem cultural, comemorando o Dia da Consciência Negra no último sábado.

Engajado às comemorações nacionais alusivas a data, o município de Parnamirim foi palco de manifestações culturais e debates com a realização do Fórum de Música e Cultura Afro, no auditório da Escola Municipal Augusto Severo.

Apresentações culturais exaltando a diversidade criativa da raça negra, além de propostas de valorização de uma etnia que compõe de forma predominante a história da sociedade brasileira, foram foco de debates, em que representantes da comunidade quilombola Moita Verde, secretários municipais, vereadores, integrantes de grupos de capoeira do município e da Bahia estiveram presentes.

Como porta-voz da comunidade Quilombola, Silvana dos Anjos, representante de Moita Verde, revelou entusiasmo pela realização do evento em Parnamirim e aproveitou a oportunidade para solicitar a implantação de uma coordenadoria de igualdade racial. “Tudo que vem sendo feito pela comunidade só mostra que o poder público está realmente ao lado da população negra de Parnamirim, mas ainda é preciso um órgão específico para reivindicar políticas públicas para os negros”, argumentou.

A presidente da Fundação Parnamirim de Cultura, Vandilma Oliveira, como responsável pela promoção do evento afirmou que a prefeitura tem compromissos com a comunidade negra e, por isso, além de apresentações culturais, o fórum promoveu discussão de propostas. “Oferecemos um momento de integração, de extrema relevância para o município. Em que debatemos diversos assuntos que, certamente, irão contribuir para a melhoria de políticas públicas que dignifiquem ainda mais as contribuições da população negra para o desenvolvimento de Parnamirim”, declarou.

A partir da realização do Fórum representantes da Federação de Capoeira do Rio Grande do Norte desenvolveram discussões importantes à classe, como a aprovação da lei que obriga o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas, a importância da capoeira na história do Brasil e o reconhecimento da capoeira como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Para o presidente da Federação, mestre Marcos, “Foi um dia de muitas discussões e com um saldo bastante positivo, pois tratamos de temas relevantes e essenciais a tradição e divulgação da capoeira”, declarou.

Durante a solenidade, o prefeito Maurício Marques aproveitou para divulgar a assinatura de um convênio na ordem de R$ 9,1 milhões com o Ministério das Cidades que beneficia Moita Verde. “Esse convênio inclui a regularização fundiária, pavimentação, drenagem e a construção de 130 casas”, informou.

Sobre o pedido de uma coordenadoria de igualdade racial solicitada pela representante da comunidade, o prefeito disse que irá analisar a possibilidade com especial atenção.

Capoeira

A programação do Dia da Consciência Negra no município incluiu apresentações de grupos de capoeira de municípios circunvizinhos como Natal, Macaíba, Extremoz e São José de Mipibu, além da participação de capoeiristas reconhecidos no circuito nacional e internacional que também participaram do Fórum de Música, Dança e Cultura Afro, na Praça da Paz de Deus, realizando apresentações gratuitas.

O professor de capoeira da Fundação Parnamirim de Cultura, Igor, entusiasmado com a repercussão e o sucesso de público do evento, esclareceu que as apresentações dos grupos na praça, embora evidenciadas no Dia da Consciência Negra, são provenientes de um projeto amplamente difundido na região, o “Capoeira Escola Comunidade”, que vem sendo realizado em 10 escolas do município com crianças, adolescentes e grupo de idosos do Parque Industrial. “Esse foi um momento propício para a sociedade parnamirinense conhecer um pouco mais sobre o projeto desenvolvido nas escolas que é motivador para a efetivação da inclusão social”, comentou.

Convidados de destaque, os renomados mestres de capoeira angola, tradicional de Salvador (BA), mestre Ciro (aluno do mestre João Pequeno considerado o mais velho capoeirista vivo do país) e mestre Gildo Alfinete (primeiro capoeirista a levar a capoeira para o exterior) participaram do Fórum, partilhando a arte esportiva que dominam com destreza.

Fonte: Tribuna do Norte – http://tribunadonorte.com.br/

Lançamento do Livro O corpo na capoeira

Livro escrito pelo professor Eusébio Lôbo (Mestre Pavão) analisa movimentos da capoeira.
Foi lançado na sexta-feira (20/11), no Centro Coreográfico do Rio, a coleção de livros O corpo na capoeira, escritos pelo professor Eusébio Lôbo (Mestre Pavão), do Departamento de Artes Corporais da Unicamp.
Nos quatro volumes, o autor lança um olhar sobre os golpes da capoeira levando em conta características espaciais e cinéticas do movimento do corpo.
Fonte: idanca.net

 

Loucos pela Diversidade

Cerimônia de Premiação será na próxima quarta-feira (25) no Teatro de Arena da Caixa Cultural, no Rio

O Ministério da Cultura e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizam, no próximo dia 25, às 11 horas, no Teatro de Arena da Caixa Cultural, no Rio de Janeiro, a cerimônia de premiação do Edital Loucos pela Diversidade 2009, Edição Austregésilo Carrano.

55 iniciativas, selecionadas por meio de concurso público, foram contempladas com o prêmio, que teve investimento total de R$ 675 mil oriundos da Caixa Econômica Federal, parceira da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC)e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por intermédio do Laboratório de Estudos e Pesquisa em Saúde Mental (LAPS), na realização do Edital.

O Prêmio Loucos pela Diversidade integra as ações da SID/ MinC para promover e garantir a participação das pessoas em sofrimento psíquico nas políticas públicas de cultura, e é resultado das propostas aprovadas na Oficina Nacional de Indicação de Políticas Públicas para Pessoas em Sofrimento Mental e em Situação de Risco Social, realizada em 2007, no Rio de Janeiro.

Ao todo foram 369 projetos inscritos que atuam na interface saúde mental e cultura para pessoas em sofrimento psíquico. Os prêmios foram divididos em quatro categorias, sendo, 7 deles destinados para instituições públicas, 8 para organizações da sociedade civil, 20 para grupos autônomos e 20 para pessoas físicas. Cada prêmio, para as três primeiras categorias, será de R$ 15 mil. Para os integrantes da categoria pessoas físicas o valor da premiação será de R$ 7,5 mil.

A cerimônia de premiação contará com a presença do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, e do secretário da Identidade e Diversidade Cultural, Américo Córdula. Haverá um cortejo com o Coletivo Tá pirando, pirado, pirou! e uma apresentação musical do grupo de ações poéticas Sistema Nervoso Alterado. Ambos os grupos foram premiados no concurso.

Os Contemplados

Uma das iniciativas contempladas com o Prêmio Loucos pela Diversidade 2009, Edição Austregésilo Carrano, foi o Programa Igual Diferente, desenvolvido, desde 2002, pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo. O programa tem como objetivo promover o estudo e a criação de arte, por meio de modalidades artísticas como a pintura, a escultura e a fotografia, para pessoas em situação de sofrimento psíquico.

A coordenadora do Programa Igual Diferente, Daina Leyton, considera iniciativas como o Prêmio Loucos pela Diversidade, fundamentais para o estímulo a programas que promovam a reintegração social das pessoas em transtorno mental que, na maioria das vezes, são vítimas de discriminação social. “É um marco no processo da promoção e da construção de ‘um outro olhar’ para a questão dos deficientes mentais. E, mais do que isso, é também um importante passo na quebra de preconceitos e um incentivo para que outras instituições desenvolvam atitudes semelhantes”, diz a coordenadora.

A SID/MinC publicará, no decorrer da próxima semana, uma série de entrevistas com os premiados do Edital Loucos pela Diversidade. A primeira será a entrevista completa com a coordenadora do Programa Igual Diferente do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Daina Leyton.

Capoeira paulista no séc. XIX – Santos / SP

E as hostilidades, platônicas de início, constantes de remoques, indiretas, versos sarcásticos nos jornais, serenatas provocadoras, logo descambaram para o terreno da desforra pessoal, em choques de capoeiragem – a degradante luta física tão da época -, e em sangrentos conflitos, dificilmente contidos pela polícia, mantida sempre em permanente e previdente alerta. Com a lenta infiltração do ideal republicano nos dois grupos, a harmonia e a mútua aproximação foram se estabelecendo entre ambos, e quando a Abolição e a República eclodiram em bem da Pátria, Quarteleiros e Valongueiros, os velhos e rancorosos “inimigos”, fraternizaram afinal”.
Carlos Cavalheiro

 

HISTÓRIAS E LENDAS DE SANTOS

1944 – por Guedes Coelho


Em 26 de março de 1944, o diário santista A Tribuna publicou uma edição especial comemorativa do cinqüentenário desse jornal (exemplar no acervo do historiador Waldir Rueda), que incluiu matéria de três páginas escrita pelo médico sanitarista e vereador Heitor Guedes Coelho (1879-1951), que também se destacou como filantropo e historiógrafo, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Santos (grafia atualizada nesta transcrição):

A metamorfose de Santos

Panorama santista do último quartel do século passado (N.E.: século XIX) – O flagelo das epidemias que dizimavam a população adventícia – Obras de melhoramento urbano – Vultos notáveis que muito contribuíram para o saneamento e aformoseamento da atual “Cidade-Ninféia”

Guedes Coelho
(Especial para a edição do Cinqüentenário da A Tribuna)

“Patriam libertatem et charitatem docui”

Modelo de concisão e expressão, a se condensarem nestas quatro simples palavras três séculos da existência de Santos, à nossa legenda faltariam, contudo, para maior latitude, amplitude da significação procurada, mais duas bem curtas: “et Redemptionem”. Nela, lacônica e sintética evocação: relembra-se a germinação, plantada por Braz Cubas, da árvore da Caridade, de conseqüente frondejamento pelo Basil afora nas primitivas capitanias.

Recorda-se a partida, serra acima, do príncipe galante, e na imediata materialização no Ipiranga, do patriótico objetivo dos Andradas, daqui, seu berço, partidos para, ou em Lisboa, no Parlamento, ou no Rio, quer nos Paços Regenciais, quer no seio do povo carioca, tecer a trama patriótica e sagrada, que se epilogaria na radiosa manhã de 7 de setembro de 1822.

Para completar-lhe, integrar-lhe mais a ampla e justa comemoração, se ao dístico cívico, já consagrado pelo Tempo, e identificado na própria consciência nacional, se pudesse modificar ao sabor das conveniências eventuais ou inesperados sucessos, impor-se-lhe-ia o acréscimo de mais duas reminiscências – do movimento abolicionista e da propaganda republicana. Porque, se aquele se estendeu, com intensidades diversas, segundo os climas regional-sociais, como no Ceará, terra de João Cordeiro, já redenta antes de 13 de maio de 1888, em Santos é que o ideal libertário conseguiu, a completar teóricas, retóricas e platônicas incursões manifestas alhures, o ambiente de verdadeira e eficiente praticidade.

No seio da adiantada sociedade santista formou-se uma legião de abnegados, de moços animados de nobres pensamentos e varonis energias, a “Boemia Abolicionista”, que fazia coletas, subscrições, a fim de comprar cartas de alforria ou organizar espetáculos beneficentes, como aquele célebre, da representação de “A sombra da cabana”, de José André do Sacramento Macuco, para com o seu produto possibilitar a entrega, em cena aberta, do documento redentor a um escravo mulato claro, quase tão branco como seus protetores.

O faro sherlockiano dos igualitaristas santistas indicou-lhes, malgrado o sigilo mantido pelos interessados, a passagem num pequeno barco procedente do Sul, e amarrada ao mastro principal do navio, de uma jovem escrava, branca de cor, a vender-se na praça do Rio.

…E Santos libertou-a!

E eles, num largo gesto de abnegação, cotizaram-se para o seu resgate ao preço de seiscentos mil réis, bem alto para tal “mercadoria”, inferior na valia a um bom cavalo de corrida.

Quis o Destino, cumulando-a de bens, que a moça alforriada, não destituída de graças físicas, se casasse vantajosamente com um bom esposo, abonado de fortuna.

Em Santos, mais do que em São Paulo, aprazia aos dois grandes próceres da Abolição, já lendários hoje, Luiz Gama, primeiro, Antônio Bento depois, pronunciar as famosas conferências no Teatro Guarani, assistidas e aplaudidas por Geraldo Leite da Fonseca, João Otávio dos Santos, Xavier Pinheiro, dr. Alexandre Martins Rodrigues, Luiz de Matos, Américo e Francisco Martins dos Santos, José Teodoro dos Santos Pereira (Santos Garrafão), Henrique Porchat, dr. Vicente de Carvalho, dr. Rubim César, João Guerra, Júlio Conceição, Júlio Maurício, Eugênio Wansuit, ex-imperial marinheiro, bravo agitador em comícios públicos…

A dois santistas, dr. Joaquim Xavier da Silveira e o farmacêutico José Inácio da Glória, na “Imprensa”, órgão de combate fundado em 1871, pôde-se atribuir o início da campanha abolicionista intensiva.

A súbita morte, vitimado por varíola, de Xavier da Silveira, geralmente estimado, filho estremecido de Santos, adorável poeta, bom advogado, eloqüente tribuno, forrado de extremada bondade e simpatia, comoveu tanto a população de Santos que, exaltados os ânimos políticos na população de seu bairro, os Quartéis, de idéias conservadoras, e a do Valongo, o mais rico e valorizado, liberal na convicção, ressurgiu a velha rivalidade com pleno recrudescimento do antigo ódio, latente de muito tempo, em pacífico rescaldo.

E as hostilidades, platônicas de início, constantes de remoques, indiretas, versos sarcásticos nos jornais, serenatas provocadoras, logo descambaram para o terreno da desforra pessoal, em choques de capoeiragem – a degradante luta física tão da época -, e em sangrentos conflitos, dificilmente contidos pela polícia, mantida sempre em permanente e previdente alerta. Com a lenta infiltração do ideal republicano nos dois grupos, a harmonia e a mútua aproximação foram se estabelecendo entre ambos, e quando a Abolição e a República eclodiram em bem da Pátria, Quarteleiros e Valongueiros, os velhos e rancorosos “inimigos”, fraternizaram afinal.

A Palmares santista

Quando o mísero negro fugido, vindo do interior, atingia o alto da Serra de Paranapiacaba, e divisava o Mar, ajoelhava-se e rendia graças a Deus, porque também via a liberdade, o remate de tormentos cruéis…

É que então, através as névoas da distância, ele percebia a Canaã dos oprimidos, aquele novo Palmares incruento, inacessível à sanha truculenta do “capitão do mato”, reduto do pacífico “Zumbi”, Quintino de Lacerda, o negro analfabeto que um dia ascenderia à curul de vereador da Municipalidade Santista. Preto de alma branca – o largo coração transbordante de bondade e caridade padecente das mesmas dores que torturavam seus irmãos de raça, de cuja triste sorte compartilhava antes – não só entre estes, como no seio da população inteira, estimado e admirado pela sua cívica coragem toda dedicada à luta contra o escravagismo – era ele, antigo cozinheiro dos irmãos Lacerda Franco, e ex-ensacador de café de meu pai, quando comissário e exportador.

José Guedes Coelho, jovem ainda, aos 30 anos de idade, logo empobrecia em 1887, quando do grande “crack” financeiro produzido pela súbita, inesperada, imprevista depreciação do café nos grandes mercados importadores de Liverpool, Rotterdam, Havre, Bremen, Hamburgo, Antuérpia, e só determinada e conhecida bem tarde, pouco antes da entrega do café já em adiantada viagem e, a pagar-se ao preço do dia, o que importou na falência dele, de Matias Costa, de Simão da Silveira e de muitas outras firmas prestigiosas.

Fato bem interessante, demonstrativo da dedicada afeição granjeada por Quintino, deu-se no instante de sua posse como camarista municipal, após legítimo pleito. Depois de assinada a ata por seus colegas, quando em último lugar lhe coube a vez, ele se quedou perplexo ante o livro, pois não sabia escrever. O presidente da sessão, ante este fato inédito, único, ia suspendê-la quando, a “una voce”, todos os muitos espectadores, inúmeros amigos de Quintino, se lhe opuseram; e, à vista da pacificidade tolerante da força policial, fiscal e garantia da mesma, e da resoluta decisão de Quintino em se apossar “à outrance”, o digno chefe da Edilidade renunciou à vereança e à presidência da corporação. Sendo empossado como edil, o suplente Antônio Dias Pina e Melo, elevado à presidência da Câmara, investiu-o em sua nova dignidade municipal.

A política federal, na infância da República, foi agitadíssima, e, rota a hemi-secular paz que nos envolveu durante a fase monárquica, não só na própria Nação, como nos Estados e nos Municípios, sob o influxo de ambiciosas paixões, ao desvario de espíritos desorientados, golpes de Estado, revoluções, dissoluções de assembléias, rupturas de cartas constitucionais se sucediam, anarquisando a Pátria.

E aquela Câmara, perturbada por acesa politicagem, recheou-se de incidentes tumultuários e deselegantes, culminados na renúncia coletiva de seus membros, à exceção dele, Quintino, único a se manter firme em seu posto. Saídos seus pares, vendo-se só, ele fechou a sala das sessões e, enfiando a chave no bolso, as retirou, se retirou, dizendo: “Agora sô vereadô municipá e gerá…”

Do antigo presidente da Municipalidade, Antônio Dias Pina e Melo, durante curto período, nortista de origem, morto há cerca de 20 anos, e com quem entretive relações de amizade, eu soube ter sido uma das maiores vítimas da grave crise financeira do Estado do Amazonas. Atingido pela ruidosa “debacle” econômica, conseqüente à queda da exportação da borracha, vencida na competição comercial pela vantajosa superioridade da concorrente malaia, procedente dos seringais de Java e Sumatra.

Despachante aduaneiro, e moço ainda, indo para o Amazonas, em pleno fastígio então – quando em Manaus, modelarmente urbanizada, se construía o melhor teatro do Brasil – o pequeno capital que levou, multiplicando-se, creditou-lhe uma fortuna de vários milhares de contos de réis, possuidor que se fez de importantes e produtivos seringais e de muitos barcos de navegação fluvial.

E a Fatalidade que a tantos arruinou, despenhando-os dos píncaros da Fortuna ao abismo da Miséria, arrancou-lhe o produto legítimo de inteligentes esforços.

E, mais pobre que antes, ele, superiormente conformado, voltou para reencetar aqui suas atividades aduaneiras interrompidas pela miragem amazônica, colocando-se na casa A. Freire e Cia.

A exemplo de idêntico procedimento da província do Ceará, Santos dera ao Brasil esplêndida lição de Fraternidade no dia 14 de março de 1886, com a redenção do último escravo residente em seu âmbito, e promovida pela Sociedade 27 de Fevereiro.

As grandes batalhas de Santos

Pela última década da monarquia, no Brasil inteiro, vindos desde 1872, da célebre convenção de Itu, republicanos havia e muitos, mas, comodistas, sossegados, teóricos, platônicos, e que ao Tempo, numa paciente fé de indolente beduíno, confiava o desenvolvimento e a eclosão feliz de seu ideal. Mister se fazia, entretanto, para a vitória da propaganda audaz, destemerosa, a afrontar revides traiçoeiros, reações violentas, em desprezo da própria vida, com o objetivo de infiltrar o credo democrático na consciência do exército e das massas populares.

E então, predestinados, surgiram a arriscar a existência através perigos e insídias, Lopes Trovão, na Corte, e Silva Jardim em Santos e São Paulo. E este, onde amadureceu suas convicções, urdiu seu audacioso plano, senão na silenciosa Santos, enquanto iluminava cérebros infantis na histórica Escola José Bonifácio? Santos, pois, no concerto das grandes cidades brasileiras, sagrou-se pioneira e campeã de quatro grandes campanhas: da Caridade, da Independência, da Liberdade do Negro escravo, da República.

 

Para quem quiser mais informações sobre essa rivalidade entre moradores de dois bairros santistas, Valongo e Quartéis, um livro interessante e que também trata dos quilombos e da luta pela abolição na cidade é Uma cidade na transição – Santos: 1870-1913, de Ana Lúcia Duarte Lanna, em especial o capítulo 1. A informação é de que a fraternização veio, na verdade, do interesse de ambas as partes em enfrentar a derrubada da Igreja de Santo Antonio, em fins de 1860, para a construção da estrada de ferro cortando a região portuária. Dessa união, inclusive, teria surgido o “espírito santista”.

Pedro Cunha – pedrocunha@usp.br

Fonte: http://www.novomilenio.inf.br

 

Enviado por:

Joel Pires Marques – joelpmarques1@gmail.com

Carlos Cavalheiro – carlosccavalheiro@yahoo.com.br

1º Encontro Alagoano Feminino de Capoeira – ENAFEC

A capoeira é uma manifestação cultural brasileira que reúne características muito distintas: trata-se de uma mistura de arte-luta praticada ao som de instrumentos musicais como o berimbau, o pandeiro e o atabaque.

Para incentivar a prática entre as mulheres, foi promovido o 1º Encontro Alagoano Feminino de Capoeira (ENAFEC).

Aconteceu no SESC Poço atendendo um público alvo de jovens e adultos que sempre tiveram interesse em participar do evento.

A prática da capoeira ainda é pouco difundida no Estado entre as mulheres e encontramos resistência em praticá-la, desconhecendo que a atividade pode ser uma alternativa eficaz na melhoria das condições gerais do indivíduo e pode, ainda, contribuir para a auto-estima e formação do caráter e da personalidade de quem a realiza.

Aqui em Alagoas muitas meninas reclamam da discriminação pois as pessoas leigas e ignorantes no assunto vem, algumas vezes, chamando-as de vagabundas e desocupadas, além de serem assediadas constantemente pelos homens capoeiristas.

Copa Real Sport Clube – Massamá 2009

Como acontece todos os anos, nos próximos dias 4 e 5 de Dezembro iremos realizar a Copa Real Sport Clube – Massamá / 2009. O evento terá lugar na sede do Real Sport Clube, em Massamá, conforme a programação.

Programação:

4 de Dezembro – Sexta-feira

21h às 22h30 – Roda

5 de Dezembro – Sábado

10h às 12h – Aulas com os convidados (confirmar com o seu professor)

14h30 às 18h – Campeonato

18h – Entrega de prémios

 

Categorias Mistas: Iniciados (até 2ª graduação) e avançados (3ª a 5ª Graduação) Livre (atletas acima da 6ª graduação)

Infantil e adultos e livre:   –  as categorias serão mistas mas as premiações serão feitas separadas (feminino e masculino)

– serão 2 jogos (1 de Benguela, 1 S. B. G. Regional) e 1 Solo

– nas categorias INICIADO INFANTIL participarão alunos de “projectos”, e com “dificuldades de aprendizagem” sendo respeitadas as suas diferenças, podendo participar alunos com menos experiência nessa categoria mesmo tendo uma graduação superior (ex: aluno com corda crua-verde que tem aulas num projecto com crianças com dificuldades motoras…)

– poderão ser aceites inscrições de alunos com uma graduação menor numa categoria acima (ex: aluno com corda crua-amarela que participa em treinos superiores a 3 vezes por semana, com participações em campeonatos, rodas, apresentações…)


Observações

1-Ficará ao critério de cada professor as inscrições dos alunos nas categorias infantil, adulto e livre (qualquer dúvida contacte M. Sargento ou até mesmo na hora da inscrição)

2-O objectivo será valorizar o atleta que treina e estimular aqueles que não têm muita expriência ou não podem ter mais participação

Todos os participantes terão direito a fazer as aulas com os convidados e receberão um certificado de participação no evento.

Contamos com a presença de todos!

Nota: para participar nas actividades os alunos deverão usar o uniforme completo (calças e t-shirt oficiais). Para o campeonato todos as 14h para receber o número e confirmar participação

Aos professores e graduados: na oportunidade será realizado o treinamento, e reunião e informações (do Mestre Burguês) e dúvidas sobre:

1- Mundial,

2- Europeu,

3-Troca de graduação acima de corda verde,

4-Federação,

5-Calendário 2010 (traga sugestões)

Para mais informações contacte: Mestre Sargento – 96 354 82 83.

Sede do Real Sport Clube: R. Firmina Celestino Cardoso, 10. Massamá – atrás da telepizza

Supervisão Mestre Burguês