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Dezembro 2009

Vendo Artigos de: Dezembro , 2009

Um Menino de 92 Anos

No último dia 27 de Dezembro um menino ficou mais velho. Esse menino que ainda insiste em se balançar quando ouve um pandeiro ou um berimbau, seja no passo miudinho do samba que aprendeu lá no Recôncavo, ou seja na ginga malandra que aprendeu com seu Pastinha, acabou de completar 92 anos.

João Pereira dos Santos é o nome que recebeu por batismo. João Pequeno de Pastinha é o nome pelo qual é conhecido nos quatro cantos do mundo. Esse menino não é fácil mesmo não. Teimoso como ninguém, ainda insiste em jogar capoeira com a mesma malícia de sempre, enchendo os olhos de quem tem o privilégio de compartilhar esses momentos mágicos junto a ele.

O mestre João Pequeno nasceu no município de Araci, no semi-árido baiano, mas ainda menino mudou-se com a família para Mata de São João, no Recôncavo, lugar sagrado de muitas histórias e façanhas de memoráveis capoeiras. Foi lá que o menino João teve o primeiro contato com a capoeira, através de Juvêncio, que era companheiro do lendário Besouro Mangangá, segundo nos conta o próprio João Pequeno. Em Mata de São João ele foi vaqueiro, agricultor e carvoeiro. Há alguns anos, quando fomos acompanhá-lo a uma visita a Mata de S. João, ainda ouvíamos pelas ruas algumas pessoas cumprimentá-lo, chamando-o pelo apelido pelo qual era conhecido na época: João Carvão.

Mais tarde, mudou-se para Salvador onde trabalhou durante um bom tempo como ajudante de pedreiro. Costumava vadiar em algumas rodas conhecidas da cidade como a do Chame-Chame, organizada por Cobrinha Verde ou a do Largo Dois de Julho. E foi numa dessas vadiagens pelo Largo Dois de Julho que João teve o encontro que marcou a sua vida: conheceu Vicente Ferreira Pastinha, o mestre Pastinha.

João nos conta que nesse dia, Pastinha convidou-o para participar da roda organizada por ele, que ficava no local conhecido por “Bigode”. Na semana seguinte lá estava João no “Bigode” e dali pra frente, nunca mais deixou a companhia do “seu” Pastinha, como João até hoje se refere ao seu mestre. Tornou-se então o principal trenel do Centro Esportivo de Capoeira Angola, o CECA, que depois passou a funcionar na Gengibirra e posteriormente mudou-se para o Pelourinho.

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Itaporã conquista Ponto de Cultura

Itaporã – Projeto vai promover oficinas de dança, canto coral, capoeira e artesanato para toda a comunidade

O município de Itaporã foi contemplado com o programa Ponto de Cultura, que é uma parceria entre governo Federal e Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. O projeto denominado Movimento de Arte e Cultura de Itaporã (Maci) tem por objetivo promover oficinas de dança, canto coral, capoeira e artesanato. O público-alvo a ser beneficiado é preferencialmente crianças e jovens, onde o objetivo é ampliar a participarão e difusão destes na cultura de forma integrada ao desenvolvimento socioeconômico sustentável de Itaporã.

O projeto representa uma forma de poder proporcionar às crianças e jovens, o acesso em fazer cultura de forma gratuita, contribuindo assim para sua formação enquanto cidadão, para a aquisição de novos conhecimentos, além de promover a integração sociocultural, o aumento da autoestima, possibilitando um leque de oportunidades artísticas, abrindo novos horizontes e alternativas de trabalho e renda.
O projeto, que tem o apoio da Prefeitura de Itaporã, e tem previsão de três anos de duração, devendo atender até 200 crianças e jovens estudantes de escolas públicas (no período inverso da escola).

Serão ministradas oficinas de dança, canto coral, capoeira e artesanato, visando a promover a iniciação da formação de artistas, de futuros agentes culturais comunitários, com nível de aprendizado cultural satisfatório, propícios a construírem alternativas futuras de trabalho e renda, e promover o desenvolvimento integrado socioeconômico de Itaporã.

A assinatura do convênio junto ao Governo do Estado aconteceu no Auditório da Governadoria, em Campo Grande, na manhã do dia 16 de dezembro, e estiveram presentes o diretor-presidente da Comunidade Porciúncula, Frei Érico, o 1º. secretário da Comunidade, Claudiomisso Alves da Cruz, a coordenadora do projeto Maci, Keile Anne Sampaio e o gerente da Getcel, Nilson dos Santos Pedroso, além do governador André Puccinelli e do presidente da FCMS, Sr. Américo Calheiros.

O diretor-presidente da Comunidade Porciúncula, bem como o gerente da Getcel salientaram a importância de um projeto de tal magnitude, inédito em nosso município, e que irá contribuir incondicionalmente para o desenvolvimento sociocultural e econômico da cidade de Itaporã.

 

Fonte: http://www.progresso.com.br

Mestre Marinheiro: “Aqui, sou o Barack Obama”

Mestre Marinheiro: “Tudo funciona pelo querer e amor ao próximo”

Sábado cedinho, o menino desperta e vai com o irmão mais velho para o saveiro que sai do pequeno píer de Salinas da Margarida rumo a Salvador. A embarcação vai carregada de frutos do mar para vender a comerciantes do Mercado Modelo.

O irmão é marinheiro do saveiro, e o menino vai olhando o mar da Baía de Todos-os-Santos, ansioso para ver chegar a capital, onde no pátio do imenso  mercado o som do berimbau e o cântico de negros impõem-se na balbúrdia como algo hipnótico.  

É fim da década de 60 (século XX) e na capital a capoeira ferve sob o sol do meio-dia no mercadão. O menino contempla os grandes da capoeira que ali fazem roda: mestres Cacau, Dois de Ouro, Gajé…

“Eu vi a nata da capoeira jogando”, lembra Valcir Batista Lima, hoje, na altura dos 47 anos e mais conhecido como mestre Marinheiro na comunidade onde mora, no Engenho Velho da Federação. Mais precisamente na Baixa da Égua, um dos locais onde a violência é grande e jovens se expõem ao tráfico de drogas.

“Eu vi muitos jovens expostos nas esquinas. Muitos entraram na capoeira e se encaminharam na vida”, diz Marinheiro, que já ensinou a arte da capoeira a 500 pessoas e formou cinco  mestres.

No miolo do bairro, construiu o centro de cultura Ginga e Malícia, vinculado à União Internacional de Capoeira Regional (Unicar), e hoje também um dos Pontos de Cultura identificados pelo Ministério da Cultura (Minc), que investiu no local R$ 180 mil. É ali que muitos jovens e crianças, por meio de atividades culturais, conseguem driblar a escolha de um futuro inseguro. Pelas ruas do bairro, todos o respeitam: “Aqui, sou o Barack Obama”, brinca.

Infância – Marinheiro sabe bem o que é nascer pobre. Ele lembra de quando, menino, levantava às cinco da madrugada para ajudar a mãe, dona Regina Célia, a mariscar nos mangues de Salinas para ter não só o que comer mas também o que vender e sustentar a família. Foi assim até a mãe  morrer. O pai, que vivia de biscate, há tempos passava dias em Salvador. A irmã mais velha, Rosa Maria, nem pensou duas vezes para trazer os meninos para a capital, em 1975.

Foram morar no Engenho Velho de Brotas. Tentava frequentar a escola, mas a vida urgia e passou a carregar sacola de mercado para “as madames”. “Ia pouco para a escola porque tinha a necessidade da sobrevivência”. Quem conversa com Marinheiro hoje, porém, não diz que ele ainda tenta concluir o 2° grau.

O fato é que Valcir fez de tudo um pouco para ganhar dinheiro, até como assistente de cozinha de restaurante chique no Hotel Meridien trabalhou. Também cozinhava no Sesc ali de Piatã. Era quando via os salva-vidas treinarem, na piscina olímpica do clube.

Um dia, no ano de 1983, decidiu fazer o teste para ser salva-vidas. Passou numa das cinco vagas entre 80 concorrentes. Foi na praia que conheceu mestre Orelha, também salva-vidas, que o incentivou a entrar para a capoeira.

Foi ali na Associação de Capoeira Regional, no Pelourinho, que Valcir conheceu mestre Bamba, que viria a batizá-lo como Marinheiro – o porquê da alcunha é guardado a sete chaves por Bamba –  e criá-lo também mestre. Muitos anos se passaram entre o ofício de salva-vidas, a capoeira e o casamento que lhe deu três filhos: Valcir Junior, Amanda e Luanda – esta, que é o braço direito do pai no centro de cultura na Baixa da Égua. Mestre Marinheiro já nos anos 90 se esforçava em busca de espaço para ensinar capoeira à meninada do bairro, onde até hoje mora.

Conseguiu o primeiro espaço na Escola Municipal do Engenho Velho da Federação. Mas o sonho de Marinheiro era ter uma sede própria. Foi num dos encontros de capoeira com estrangeiros – sim, Marinheiro sempre recebeu gente da Europa e EUA para ensinar a capoeira –, que conheceu um inglês, Henrique Franklin, que se tornaria um dos seus melhores amigos e seu “amuleto da sorte”.

Quando Henrique voltou para a Inglaterra, tratou de promover festas nas quais arrecadou fundos em prol da instituição de Marinheiro. Foi assim que ele comprou o terreno e construiu o galpão. Mas a capoeira foi apenas o motivo para transformar o local num verdadeiro centro de cultura, arte e cidadania. Ali os jovens aprendem informática, teatro, capoeira e tem até brinquedoteca para crianças.

Marinheiro já viajou à Europa mais de 10 vezes. Numa dessas viagens batizou o filho de Henrique. Teve oportunidades, se fosse de seu feitio, de ganhar dinheiro. Mas os planos de Marinheiro são pela coletividade. Seu ganha-pão ainda é o ofício de salva-vidas.

“Tudo funciona pelo querer e amor ao próximo. Não é discurso bonito, é prática”, diz. São muitos os projetos do centro de cultura precisando de dinheiro. Mas desânimo é palavra que não existe no vocabulário de Marinheiro.

Fonte: http://www.atarde.com.br/cidades

Crônica: A capoeira vai a luta

O Mestre Primeiro vem nos contar um pouco da história da capoeira, e de suas andanças nas rodas do mundo. Neste seu primeiro artigo, escrito para a Gazeta Carioca, que pela sua relevância e coerência, decidimos publica-lo em nosso PortalCapoeira.com, conta um pouco dos capoeirista na guerra do Paraguai.

Luciano Milani

Imagine um país de 100.000 habitantes e, de repente por necessidade de mão de obra é invadido por mais de 3.000.000 de pessoas, não dá para imaginar? Mais aconteceu, há dois séculos aqui no Brasil e assim nasceu à capoeira.

A capoeira é uma luta genuinamente brasileira, inventada por diversas etnias africanas em solo brasileiro e aprimorada por brasileiros descendentes de africanos aqui no Brasil.

No início esta luta rasteira era altamente eficiente, as pernadas, as cabeçadas, as rasteiras e alguns pulos eram o terror para quem decidia provar ou comprovar desta dança/luta que aqui nasceu. Que digam os paraguaios na guerra (massacre) que ocorreu quando enfrentavam a tropa dos zoavos baianos.

Em 1865 o Brasil, junto com a Argentina e o Uruguai, declarou guerra ao Paraguai.
O exército brasileiro formou seus batalhões e, dentro destes, um imenso número de capoeiras. Muitos foram “recrutados ” nas prisões; outros foram agarrados à força nas ruas do Rio e das outras províncias; aos escravos, foi prometida a liberdade no final do conflito.
Na própria marinha, o ramo mais aristocrático das Forças Armadas, destacou-se a presença dos capoeiras. Não entre a elite do oficialato, mas entre a “ralé” da marujada.

Marcílio Dias (o herói da Batalha do Riachuelo, embarcado no “Parnahyba”) era rio-grandense e foi recrutado quando capoeirava à frente de uma banda de música. Sua mãe, uma velhinha alquebrada, rogou que não levassem seu filho; foi embalde, Marcílio partiu para a guerra e morreu legando um exemplo e seu nome. (Correio Paulistano, 17/6/1890)

Os capoeiras do Batalhão de Zuavos, especialistas em tomar as trincheiras inimigas na base da arma branca, fizeram misérias na Guerra do Paraguai.

Manuel Querino descreve-nos “o brilhante feito d’armas” levado a efeito pelas companhias de “Zuavos Baianos” no assalto ao forte Curuzu, quando os paraguaios foram debandados. Destacam-se dois capoeiras nos combates corpo-a-corpo: o alferes Cezario Alves da Costa – posteriormente condecorado com o hábito da Ordem do Cruzeiro pelo marechal Conde d’Eu -, e o alferes Antonio Francisco de Melo, também tripulante da já citada corveta “Parnahyba” que, entretanto, teve sua promoção retardada devido ao seu comportamento, observado pelo comandante de corpos: “O cadete Melo usava calça fofa, boné ou chapéu à banda pimpão e não dispensava o jeito arrevesado dos entendidos em mandinga”. (REIS, L.V.S. Op.cit., 1997, p.55)_

O 31º de Voluntários da Pátria – policiais da Corte do Rio de Janeiro com grande percentagem de capoeiras – também se destacou na batalha de Itororó: esgotadas as munições,”investiu contra os paraguaios com golpes de sabre e capoeiragem” (COSTA, Nelson in SOARES, op.cit., 1944, p.258).
Devido a estas ações de bravura e temeridade, começou a surgir dentro do Exército e da Marinha, de maneira velada e não-explícita, o mito que o capoeira seria o “guerreiro brasileiro”.
Cinco anos depois, 1870, os sobreviventes da Guerra do Paraguai voltaram, agora transformados em “heróis”, e flanavam soltos pelas ruas do Rio. Muitos engrossaram as fileiras das maltas cariocas e, não raro, pertenciam também à força policial. Mas isto é outra história.

No século passado visando aumentar esta eficiência o reconhecido Mestre Bimba levantou a luta, deu mais agilidade, trouxe golpes traumáticos de outras artes marciais, acelerou e aprimorou a capoeira. E não só isso, conseguiu autorização para ensinar e praticamente difundiu esta capoeira eficiente como luta para o resto do mundo. Não posso esquecer de mencionar que a capoeira sempre foi marginal, no início disfarçada como dança, depois reprimida como chaga, por algum tempo alertada da polícia por assobio, praticada em vielas e becos escuros; já recente praticada somente na zona norte da cidade e graças a uns garotões que foram beber nesta fonte pelos idos dos anos 60, difundida em toda zona sul do Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo.

Esses garotões? o pessoal do grupo Senzala. Se citar alguns e deixar outros de fora posso ser injusto. E pelo mundo, graças ao grupo Abadá e a figura notória do Mestre João Grande.

 

Mestre Primeiro

A capoeira é uma expressão cultural afro-brasileira que mistura luta, dança, cultura popular, música, esporte, artes marciais e brincadeira. Não se sabe ao certo como e onde surgiu a capoeira, provavelmente no século XVII quando ocorreram os primeiros movimentos escravos de fuga e rebeldia, mas só no século XIX há registro de sua prática. Hoje a capoeira se divide em 3 estilos: angola, regional e contemporânea.

 

Tive o prazer de desfrutar da amizade de muitos e aprender a viver com outros, tive a honra de jogar capoeira em 1999 com o Mestre Valdomiro Malvadeza (discípulo de Mestre Pastinha) no Cruzeiro, Pelourinho/Bahia, da amizade posso citar: Mestre Mário Bom Cabrito, Mestre Gildo Alfinete, Mestre Mala da Bahia, Mestre Nestor Capoeira, Mestre Lua, Mestre Peixinho, Mestre Tony Vargas, Mestre Hulk, Mestre Mola, Mestre Mão Branca e desculpem os amigos que não citei, ficam na memória, guardo a verdadeira amizade no coração.

Quanto à vida meu principal professor foi o Mestre Leopoldina e falar sobre Leopoldina não pode ser numa coluna. Desde 1972 segui seus ensinamentos, interrompidos um dia antes de meu aniversário em 2007 na forma presencial e levados adiante toda vez que pego meu berimbau olho para o céu e canto “ … foi o meu Mestre, me botou neste caminho, me livrou de muito espinho, de Primeiro me chamou…”

 

Fonte: http://www.gazetacarioca.com.br

Milésimo Centro Digital de Cidadania é inaugurado em Salvador

O maior programa de inclusão sociodigital da Bahia, o Cidadania Digital, atingiu a marca histórica de mil Centros Digitais de Cidadania instalados nos 417 municípios baianos. A inauguração do milésimo CDC aconteceu, nesta sexta-feira (18), no Ponto de Cultura do Forte de Santo Antônio, o Forte da Capoeira, com apresentações especiais de rodas de capoeira, maculelê e danças regionais.

Assim como os demais, o novo CDC está equipado com dez computadores ligados a internet banda larga, que vão oferecer acesso gratuito à rede. Para o governador Jaques Wagner, trata-se de uma porta de entrada às tecnologias da informação e ao mercado de trabalho, localizado num ponto histórico da cidade.

“Um símbolo de algo que antes era uma prisão daqueles que lutavam por liberdade, agora abriga um espaço de contato com o mundo. Aqui, a comunidade vai poder mergulhar no mundo da informação, em várias bibliotecas virtuais”, afirmou Wagner.

Com a inauguração do centro, o Forte de Santo Antônio – casa de Mestre Pastinha – torna-se, ainda mais, um espaço de convivência ao unir esporte, tecnologia e educação. Nele, são realizadas aulas de capoeira, oficinas culturais e, agora, aulas de informática.

“Tudo começa pela educação. Por isso, temos, aqui, uma ação de grande valia que, certamente, abrirá os caminhos de muitos jovens”, disse o músico e mestre de capoeira atuante no Forte, Tonho Matéria.

A marca de mil CDCs – 84 dos quais localizados na capital baiana – revela o sucesso da iniciativa realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Em 2007, a Bahia contava com 350 centros. O aumento significativo revela que, em menos de três anos, o Cidadania Digital triplicou suas ações.

“E o programa vai continuar crescendo num futuro promissor. Hoje, 67% dos frequentadores são jovens de até 21 anos e 93% de escola pública, o que significa, de fato, inclusão social com vistas ao mercado de trabalho”, afirmou o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Eduardo Ramos.

http://www.jornalfeirahoje.com.br

Grupo Meninos Guerreiros promove aula de capoeira ao ar livre

Será dia 23 de janeiro,  a partir das 13 horas, na Avenida Nove de Abril, em frente ao Parque Anilinas

O grupo Meninos Guerreiros de Cubatão realiza no dia 23 de janeiro de 2010, a partir das 13 horas, na Avenida Nove de Abril, em frente ao Parque Anilinas – Centro, em Cubatão, uma aula de capoeira ao ar livre. Os organizadores do evento convidam todos os grupos da Baixada Santista a participarem desse grande evento.

Segundo o professor Marivaldo Souza Matos, mestre Coelho, um dos objetivos do evento é difundir a modalidade esportiva, já que a capoeira faz parte da cultura brasileira, e promover a confraternização dos grupos da Cidade e da Baixada Santista.

Fazem parte da programação uma aula com o tema: “Aquecimento, estilo de movimentos em sequência de ataque e defesa”, ministrada por Mestre André. Em seguida, palestra com Mestre Curupira, com o tema: “Estilo de combate em dupla, como usar técnicas em movimentos no conflito pessoal”.

Encerrando o evento, Mestre Cabrito ministra uma aula com o tema: “História da Capoeira, Capoeira em Cubatão e Capoeira e seus Direitos”, finalizando com uma grande roda de capoeira.

Confraternização – Neste domingo, 20/12, a partir das 15h30, no Parque Anilinas, o Grupo Meninos Guerreiros promove a confraternização de final de ano, com bebida, comida e jogos de capoeira. Os grupos desportivos interessados em participar da aula de capoeira ou da confraternização, devem confirmar presença através do telefone (13) 8830-9533, com professor Coelho.

Texto: Ana Borges

http://www.cubatao.sp.gov.br/

20091216- Aula de Capoeira – ALSB

Caruru e Capoeira na Fazenda Grande!

Evento de Mestre Virgílio comemorou seus 55 anos de capoeira angola

Uma grande festa marcou o aniversário de Mestre Virgílio, e a comemoração dos seus 55 anos de capoeira angola. Realizado no domingo, 20 de dezembro, na Fazenda Grande do Retiro, o evento contou também com o lançamento do CD “Capoeira Angola na Travessia do Mar”, gravado na Austrália em parceria com Mestre Roxinho.

Os trabalhos foram abertos com uma oficina de capoeira angola ministrada por Mestre Roxinho. Edielson da Silva Miranda, iniciado na capoeira angola em 1979 por Mestre Virgílio, é fundador e presidente da Ecamar – Escola de  Capoeira Angola Mato Rasteiro, e reside desde 2006 em Sydney, na Austrália, onde desenvolve o projeto Bantu com crianças e jovens refugiados africanos e aborígenes.

As atividades continuaram com um debate sobre “A Tradição da Capoeira Angola como Educação e Resgate Social”. Iniciada com uma exposição do Mestre Roxinho, a roda de conversa contou com a participação dos mestres Virgílio, Moraes, Jaime de Mar Grande e Gildo Alfinete. A necessidade de preservação das tradições ancestrais, com os sentidos de ritualidade, continuidade e hierarquia, foi ressaltada por todos, que lembraram seus tempos de criança, quando o respeito aos mais velhos era um valor fundamental instituído pela família. As dificuldades para ensinar jovens com famílias desestruturadas, que desrespeitam seus pais e familiares; a resistência que estas crianças e adolescentes têm em relação à disciplina e o papel do Mestre de capoeira angola no resgate e fortalecimento destes valores ancestrais foram consenso entre os mestres. A difícil relação com o Estado, que registrou a capoeira como patrimônio sem ouvir os seus guardiões (que no dia da festa não foram convidados para a mesa, reservada para acadêmicos) também foi apontada pelos presentes, cientes de que a histórica repressão aos capoeiristas continua de outras formas (mais sutis e disfarçadas).

A roda de capoeira angola foi animada e contou com a participação de mais convidados, dentre eles os mestres Pelé da Bomba, Caboré, Uildes, Faísca, Boa Gente, Nal e os contramestres Neguinho e Gutinho. Um delicioso caruru deu força aos presentes para continuar a festa com a participação de músicos convidados.

Virgílio Maximiano Ferreira foi iniciado na capoeira angola por seu pai, o célebre Mestre Espinho Remoso, na década de 50, na Jaqueira do Carneiro, atrás do Retiro. “Ele não tinha escola de capoeira, tinha um quiosque e dia de domingo todos os amigos dele iam lá jogar”, relata Mestre Virgílio. Tendo treinado brevemente com Mestre Caiçara, Virgílio recebeu o título de Mestre de Capoeira Angola das mãos do finado Mestre Paulo dos Anjos, discípulo de Mestre Canjiquinha. Após o falecimento de seu pai, ele começou a dar aulas de capoeira na comunidade da Fazenda Grande do Retiro, na Escola Profissional 1º de maio.

Atualmente, Mestre Virgílio é o presidente da ABCA (Associação Brasileira de Capoeira Angola), entidade fundada em 1987 que reúne os antigos mestres, guardiões desta tradição ancestral. Desde 1998 a ABCA promove anualmente sua Roda da Paz, com o objetivo de promover a união entre os praticantes desta arte-luta. A 12ª Roda da Paz da ABCA será realizada no dia 29 de dezembro de 2009, terça-feira. Após uma breve concentração a partir das 18:00 na sede da entidade (Rua Maciel de Baixo, em frente ao Teatro Miguel Santana) os capoeiristas sairão em cortejo até o Largo de São Francisco, onde será realizada a tradicional roda de capoeira angola. Tod@s estão convidados para esta grande festa. Axé!!!

Paulo A. Magalhães Fº

Jornalista, mestrando em Ciências Sociais
http://lattes.cnpq.br/9776286470259455

Dia Nacional do Bumba Meu Boi

Lei institui o dia 30 de junho como o Dia Nacional do Bumba Meu Boi

Os praticantes e apreciadores da festa popular do Bumba Meu Boi têm agora mais um motivo para comemorar. O Governo Federal instituiu o dia 30 de junho como o Dia Nacional do Bumba Meu Boi  por meio da Lei nº 12.103 de 1º de dezembro de 2009 , publicada no dia 02 de dezembro de 2009, no Diário Oficial da União. A Lei foi criada tendo como base o Projeto de Lei nº 133/2009 da Câmara Legislativa, de autoria do deputado federal Carlos Brandão (PSDB/MA).

O projeto recebeu parecer favorável do Ministério da Cultura, que considera a festa do Bumba Meu Boi uma importante manifestação da cultura popular, uma das mais difundidas variações dos vários folguedos de boi existentes no país. O parecer técnico destaca os inúmeros grupos culturais,  e a enorme diversidade de estilos, ’sotaques’, sons e ritmos que constituem essa manifestação.

O Ministério da Cultura destaca ainda que a instituição de uma data comemorativa dessa relevante manifestação cultural certamente contribuirá para o reconhecimento e fortalecimento das culturas populares e da diversidade cultural brasileira, em congruência com as diretrizes da política cultural e com a Convenção da UNESCO sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. O Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão se encontra, atualmente, em processo de registro como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Folguedos de boi pelo Brasil

Os Folguedos de boi se difundiram pelo Brasil, com amplo leque de variações. Sua inserção no calendário festivo é variada. Conforme a região e a modalidade do boi, o folguedo insere-se no ciclo natalino, junino ou mesmo carnavalesco, composto de dança, drama e música desenvolvidos em torno do artefato que representa o boi. Na ampla variedade de suas encenações, o tema da morte e ressurreição do boi emerge seja diretamente, seja de forma alusiva. Em torno desse episódio dramático, agregam-se variados personagens. Há bois que não revivem e cujos corpos são simbolicamente partilhados, e há casos em que ele não morre, simplesmente ‘foge’, desaparecendo no fim da festa para retornar no ano seguinte.

Os festejos de Boi acontecem anualmente, em vários estados brasileiros e em cada um recebe um nome, ritmos, formas de apresentação, indumentárias, personagens, instrumentos, adereços e temas diferentes. Dessa forma, enquanto no Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Piauí é chamado Bumba Meu Boi, no Pará e Amazonas é Boi Bumbá ou Pavulagem; no Pernambuco é Boi Calemba ou Bumbá; no Ceará é Boi de Reis, Boi Surubim e Boi Zumbi; na Bahia é Boi Janeiro, Boi Estrela do Mar, Dromedário e Mulinha de Ouro; no Paraná e em Santa Catarina, é Boi de Mourão ou Boi de Mamão; em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Cabo Frio e Macaé é Bumba ou Folguedo do Boi; no Espírito Santo é Boi de Reis; no Rio Grande do Sul é Bumba, Boizinho, ou Boi Mamão; e em São Paulo é Boi de Jacá e Dança do Boi.

O folguedo do Bumba Meu Boi acontece no Maranhão e em outras localidades nordestinas. No Maranhão, onde o folguedo permanece excepcionalmente amplo e vivaz, os numerosos e diferentes grupos distinguem-se por um conjunto de características que configuram “sotaques” próprios, segundo a denominação nativa. Reconhecem-se na atualidade, entre outros, os “sotaques” de zabumba, matraca, orquestra, pindaré, e costa de mão. Muitos grupos realizam apresentações ao longo de todo o ano, e a apresentação tradicional junina está inserida na vida de inúmeras comunidades e também no calendário turístico oficial do Maranhão.

Mais informações sobre os festejos de boi no Maranhão e no Brasil podem ser obtidas pelo link:

Tesauro do Folclore  e da Cultura Popular: www.cnfcp.gov.br/tesauro/00002040.htm

Boletins da Comissão Maranhense de Folclore: cmfolclore.sites.uol.com.br/

Foto: Boi Bumbá fé em Deus – Maranhão

(Heli Espíndola – Comunicação/SID)

 

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Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br

Acesse: www.cultura.gov.br/sid

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Jesus, Vigotisky, Capoeira e Cidadania

Angelo Augusto Decanio Filho, Mestre Decanio: Um dos principais mentores de meu trabalho, uma das pessoas mais brilhantes e ímpares que já conheci…

Sugiro de coração aberto e com toda a minha paixão pela capoeiragem e por seu trabalho a visita a um dos mais importantes sites da CAPOEIRA: “Capoeira da Bahia – A Capoeira é uma Escola de Cidadania”

Segue o Artigo que segundo o próprio Mestre Decanio: “… uma das coisas mais lindas que já escrevi sobre a capoeira…”

 

Jesus, Vigotisky, Capoeira e Cidadania

 

Ø Jesus pregou a cidadania como Lei Divina
# Somos todos irmãos

Ø Vigotisky concebeu a cidadania como decorrência lógica da vida em sociedade e cooperação inter-pares
# A vida em sociedade ou grupo baseia-se na cooperação entre seus membros ou pares
1
# Nenhum homem se constrói HOMEM sem a cooperação de OUTRO HOMEM
2

Ø A capoeira materializa a cidadania pela indispensabilidade de respeito e confiança mútua entre os seus praticantes
# A Capoeira parece um embate de corpos, mas é um encontro de corações em clima de harmonia, felicidade e amor
3

 

A Capoeira é uma escola de Cidadania (Luciano Milani)

Mais do que uma luta, a capoeira é hoje também dança, música, história e cidadania. É uma arte desportiva genuinamente brasileira que, de dia para dia, cativa cada vez mais jovens por todo o mundo, passando uma mensagem de vida, parceria e integração, na luta do dia-a-dia.

O Ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, em seu discurso de agosto de 2004 na ONU, em Genebra afirmou:

” … Atualmente, a capoeira já é praticada em mais de 150 países. Nas Américas, no Japão, na China, em Israel, na Coréia, na Austrália, na África e em praticamente toda a Europa. A capoeira disseminou-se pelo mundo com entusiasmo. Mesmo sem falar português, um chinês, um árabe, um judeu ou um americano podem repetir o compasso da mesma música, a arte do mesmo passo e a ginga do mesmo toque.”

A luta está sempre presente, até pelas suas origens – desenvolvida pelos escravos do Brasil como forma de resistir aos opressores, praticada em segredo e recorrendo à “ginga”, movimento que lembra a dança e à música, para assim “enganar” os patrões (Escravistas / Senhores de Engenho / Grandes Fazendeiros, etc…).
“Respeito, malícia, disputa, brincadeira” são elementos presentes durante o jogo onde as canções são marcadas ao ritmo do berimbau, instrumento “rei” da capoeira, sob um ritmo contagiante e profundo.

Quem entra na roda para jogar, entende que o respeito e a cidadania, inerentes do “JOGO”, são fundamentais dentro do universo da capoeiragem, pois a capoeira deve ser praticada dentro de um preceito básico, determinado por 3 PILARES FUNDAMENTAIS:

RITMO, RITUAL e RESPEITO

1 Peer em inglês – 2 Vigotisky – 3 AADF

Federações esportivas se unem na campanha Natal da Cidade 2009

Entidades de sete esportes farão mobilização por doação de sangue no dia 18 de dezembro.

A campanha Natal da Cidade 2009 ganhou um time forte para conseguir mais doadores no Piauí. Dirigentes e atletas de pelo menos sete federações esportivas já confirmaram presença no programa especial do dia 18 de dezembro. O grupo estará no ginásio do Sesc Ilhotas doando sangue, literalmente, e pedindo para que as pessoas participem da campanha.

Já confirmaram participação as federações de Natação, Capoeira, Jiu-Jitsu, Kung-fu, Judô, Vôlei, e ainda o time de basquete em cadeira de rodas. Todas estiveram reunidas na TV Cidade Verde para reafirmar seu compromisso com a campanha de doação de órgãos e doação de sangue. Além de pedirem para que as pessoas compareçam ao Hemopi, todos os que puderem irão doar sangue na próxima sexta-feira.

Competições esportivas e demonstrações das modalidades irão acontecer simultaneamente no ginásio e na piscina do Sesc Ilhotas.

No Judô, o presidente da federação, Danys Queiroz, lembrou que toda a família é doadora de sangue. “Eu já doei mais de 20 vezes. Lá em casa todo mundo doa”, disse.

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com