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Abril 2010

Vendo Artigos de: Abril , 2010

Rampa do Mercado e Recôncavo são destaques no Forte de Santo Antônio

Salvador – A Academia de João Pequeno de Pastinha – Centro Esportivo de Capoeira Angola – promove nesta sexta-feira (30), às 19h, mais uma sessão do projeto Cinema, Capoeira e Samba, com entrada gratuita.

A academia é uma das sete residentes no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), autarquia da Secretaria Estadual de Cultura (Secult).

O projeto, que acontece todas as últimas sextas-feiras do mês, exibe filmes e documentários em DVD sobre a capoeira e aspectos culturais e históricos da Bahia. Nesta sexta serão exibidos Um Dia na Rampa, de Luiz Paulino, e Cantador de Chula, de Marcelo Rabelo, sobre os antigos cantadores de chula do Recôncavo. Depois das exibições acontece a tradicional roda de samba com o Grupo Botequim, que co-realiza o projeto.

Curitiba: Bonecos encantados

Premiada Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba, apresenta hoje no Calil Haddad o espetáculo “Encanta Brasil”, que apresenta diversidade cultural brasileira através do teatro de bonecos

Hoje a noite será de capoeira no Calil Haddad. “Capoeira me mandou dizer que já chegou, chegou para lutar”, como cantava Vinícius. Não haverá, porém, capoeiristas no palco italiano do teatro, mas bonecos – os bonecos premiados da Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba, que apresentam em Maringá o espetáculo “Encanta Brasil”.

A capoeira é uma das manifestações culturais que os bonecos retratam, ao lado do forró, do frevo, das músicas de ciranda, dos folguedos do boi,entre outras manifestações artísticas, para retratar a diversidade cultural brasileira.

O espetáculo da noite de hoje, é beneficente e terá arrecadação de alimentos destinada à Provopar. O grupo realizou outras cinco apresentações de “Encanta Brasil ”em Maringá ontem e hoje, voltadas exclusivamente para alunos do Colégio Positivo (o espetáculo, que está em turnê nacional, é patrocinado pela Editora Positivo”.

Em “Encanta Brasil”, a Cia. Manoel Kobachuk utiliza as técnicas de manipulação de bonecos de fios, de luva, projeção em sombra e manipulação aparente, em que os bonecos interagem com quatro atores . “A peça é um passeio musical pelo Brasil, que começa pela África, passa pelos indígenas, o Carnaval … enfim, é um recorte de várias regiões e músicas brasileiras”, explica a produtora Neiva Figueiredo, citando entre Luiz Gonzaga, Milton Nascimento e o fandango paranaense entre os autores e ritmos que serão apresentados no “Encanta Brasil”.

História e tradição

Com mais de 30 anos de estrada, a Cia. Manoel Kobachuk já produziu mais de 20 espetáculos de teatro de bonecos, dos quais 14 ainda permanecem no repertório da companhia, como “Pluft, o fantasminha”, “Respeitável Público” e “Tainahakã” – estes dois últimos, em 2000 e 2003, foram apresentados no Brasil, Portugal, Espanha e Itália.

A companhia trabalha com diversas técnicas de teatro de bonecos, realizando produções tanto para o público adulto quanto para o infantil. Com seus espetáculos, o grupo já conquistou prêmios como dois troféus Mambembe, oito Gralha Azul, troféu Talento do Paraná e três prêmios MEC.

A Cia. Manoel Kobachuk também realiza um trabalho de formação de bonequeiros e é um polo de pesquisa e produção, com criação de espetáculos, exposição de acervos, edição de boletins especializados, cursos, oficinas, desenvolvimento de literatura dirigida, admissão de estagiários de todo o território brasileiro e de países europeus.


Por quilo

“Encanta Brasil”, com a Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba.
Hoje, às 20h, no Teatro Calil Haddad.
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível.

Fábio Massalli – http://www.odiariomaringa.com.br
massalli@odiariomaringa.com.br

Portugal: Capoeira Angola a semente começa a germinar

Capoeira Angola inaugura Academia Alabê em Santarém.

A Capoeira Angola “Grande Pequeno Sou Eu” inaugura dia 8 de Maio, às 14h00, em Santarém a 1ª Academia de Capoeira Angola, em Portugal. Do programa de inauguração consta às 14h00 uma aula com o Mestre Robson Bocão e às 18h00 uma Roda com o capoeiristas presentes.

A nova academia de capoeira, vai ficar instalada no terceiro andar do prédio número 16 da Avenida 5 de Outubro (Av. Das Portas do Sol), em Santarém. O acto de inauguração é aberto a toda a população.

O Mirante – http://semanal.omirante.pt

 

Nota do Editor:

Gostaria que o conceituado meio de comunicação on-line (O Mirante – http://semanal.omirante.pt), verificasse de forma mais responsável a reportagem pois como parece muito óbvio a academia do Mestre Bocão não é e nunca foi a 1ª Academia de Capoeira Angola, em Portugal.

Este tipo de posicionamento acontece com frequência e por vezes jovens ou inexperientes jornalistas comentem este tipo de descuido…

É certo de que não existe uma grande tradição de Capoeira Angola em Portugal e nos últimos anos, felizmente, temos tido a honra e a alegria deste estilo, largamente praticado em outros países da europa, estar finalmente sendo finalmente “plantado” em solo Portugues.

Conheço pessoalmente o Mestre Bocão e sou um admirador da sua capoeira, e de forma alguma venho fazer este comentário para desmerecer ou diminuir seu excelente trabalho…

Apenas me coloco como parceiro e também responsável por um dos principais meios de comunicação direcionada ao capoeiragem, com o respeito e a coerência necessária para escrever e publicar artigos.

  • Fica a reflexão e também algumas referências importantes:

Mestre Pé de Chumbo (CECA) já mantém em Portugal trabalho com capoeira angola a alguns anos em Aveiro, sendo responsável por um dos mais belos momentos da capoeira portuguesa quando nos brindou com a visita do Grande Mestre João Pequeno de Pastinha.
Contra-mestre Pernalonga (Irmãos Guerreiros – Cazuá) também mantém um excelente trabalho na linha da capoeira de “Pastinha” no Porto.

Sucesso ao camarada Angolinha, responsável Academia Alabê em Santarém.

Seja bem vindo Mestre Robson Bocão, é certo que Portugal está carente de grandes profissionais da Capoeira Angola como o senhor para disseminar esta antiga arte, repleta de misticismos, códigos e malandragem…

Assim outros como eu que adoram a capoeira, poderam ter mais opções para “vadiar”…

Um forte abraço

Luciano Milani
www.portalcapoeira.com

A Cultura Popular perde um de seus grandes mestres

Mestre Biu Roque

A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural lamenta a morte, ocorrida na última sexta-feira, de um dos maiores mestres da cultura popular brasileira. João Soares da Silva, mais conhecido como Biu Roque, tinha 76 anos e foi um dos mestres populares mais respeitados da Zona da Mata pernambucana. Mestre Biu, um dos contemplados no Prêmio Culturas Populares 2009 – Edição Mestra Dona Izabel, atuava como artista nos gêneros musicais tradicionais como o Coco de Roda, a Ciranda, o Maracatu Rural e as toadas de Cavalo Marinho.

Mestre Biu Roque, que nasceu no município de Condado e residia na cidade de Aliança, no Pernambuco, foi cortador de cana, começou a atuar como músico aos 8 anos de idade e liderava o grupo Cavalo Marinho Boi Brasileiro. Biu Roque também participava do Maracatu de Baque Solto Estrela Brilhante de Nazaré da Mata, e integrava o grupo Fuloresta liderado pelo cantor e compositor Siba.

“Ele era um músico muito especial, porque tinha uma voz única e uma grande precisão e potência musical”, afirma Sérgio Roberto Veloso de Oliveira, o músico Siba, que apesar de ser de Recife, trabalha há cerca de 20 anos com os músicos da região da Zona da Mata e tinha uma relação pessoal com o Mestre Biu. “Musicalmente eu aprendi muito com ele, mas ganhei, acima de tudo, um grande amigo”, recorda o artista.

Para o secretário da Identidade e da Diversidade, Américo Córdula, a perda do Mestre Biu, que participou do último Encontro dos Mestres do Mundo, realizado no mês de março, na cidade de Limoeiro, no Ceará, é muito significativa para o segmento de culturas populares. “É uma pena, mas a SID apoiará sempre a difusão da maestria de sua arte”, lamenta o secretário acrescentando que “com certeza, no céu, ele Mestre Salustiano, falecido recentemente, vão realizar uma grande sambada”.

A integrante do Colegiado de Culturas Populares, Joana Corrêa, também acredita que o falecimento do Mestre Biu Roque seja uma grande perda para a cultura brasileira. “Um mestre que sem dúvida viverá em nossa memória”. Rejane Nóbrega, artista, educadora, pesquisadora e também conselheira do Colegiado de Culturas Populares afirma ter ficado sentida com a morte do artista. “Ainda bem que sua voz e sua maestria vão ficar para sempre nas nossas memórias e nos nossos ouvidos”, finaliza ela, recitando alguns versos de uma de suas canções: “Maria, minha Maria / Meu doce da melancia / Vem ver o belo luar / Que a tua ausência reclama / Ô que noite tão preciosa / Não deve dormir quem ama”.

 

Comunicação SID/MinC

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O Trabalhador da Capoeira

Capoeira por muito tempo foi sinônimo de vagabundagem, desocupação, malandragem, mal vista pela sociedade e tida como ameaça à moral e aos bons costumes. O poder sempre viu a capoeira como perigosa inimiga, capaz de desestabilizar a ordem política e social. Daí os capoeiras serem chamados de “desordeiros” e “vadios”, dentre outros adjetivos não menos pejorativos.

Mas o tempo foi passando e a capoeira pouco a pouco foi ganhando mais respeito e espaço na sociedade, graças ao trabalho de tantos mestres e capoeiristas que se dedicaram de corpo e alma, lutando pelo reconhecimento dessa manifestação da cultura afro-brasileira, que hoje é tida como um importante instrumento de educação em todo o mundo.

Escolas e academias de capoeira espalham-se por toda parte e esse fenômeno social da contemporaneidade é responsável por uma atividade profissional que cresce a cada dia, gerando cada vez mais empregos e oportunidades de trabalho para um grande número de pessoas envolvidas direta ou indiretamente na prática da capoeira.

Há muito se luta no Congresso Nacional Brasileiro pelo reconhecimento da profissão de capoeirista. Muitos projetos já foram discutidos, inclusive um deles muito polêmico por sinal, oriundo do Conselho Federal de Educação Física, que previa que o mestre ou professor de capoeira deveria obrigatoriamente ser diplomado por um curso superior de Educação Física.

Mais um ataque sofrido pela capoeira e pelos saberes populares em geral, que de tempos em tempos são perseguidos pelos representantes do poder que insistem em enquadrar, controlar, fiscalizar, pressionar, enfim, desqualificar uma prática tradicional que possui outra lógica, outro sistema de valores, outras formas de transmissão dos saberes, muito diferente dessa lógica capitalista que tudo quer controlar e dominar.

Um mestre ou um professor de capoeira, principalmente nos tempos atuais, deve sim preocupar-se em estar constantemente reciclando seus conhecimentos e qualificando-se continuamente para poder melhorar suas aulas e, consequentemente, atender melhor a seus alunos. Ele deve possuir conhecimentos da história do Brasil, da escravidão e das lutas sociais. Deve ter noções de música e psicologia, e também saber orientar as atividades físicas no que diz respeito a não colocar seus alunos em risco.

Mas para isso ele não precisa, obrigatoriamente, fazer uma faculdade de educação física Esses conhecimentos podem muito bem ser garantidos através da criação de cursos específicos, de curta duração, voltados para esse público, financiados pelo governo, no sentido de garantir a mestres e professores de capoeira uma formação integral e continuada. Mas exigir o diploma de educação física para o profissional de capoeira, já passa por uma intenção no mínimo espúria, por parte do Conselho Federal da área, de se criar reserva de mercado entre os profissionais de educação física. Somos totalmente contrários a essa iniciativa !

A capoeira deixou de ser sinônimo de vagabundagem. O trabalhador da capoeira é hoje o mestre, contra-mestre, trenel ou professor responsável pelo processo de ensino aprendizagem dessa arte-luta, em escolas, academias, centros comunitários, clubes, condomínios, etc… Ele deve ter sua profissão reconhecida e devidamente registrada no Ministério do Trabalho, com direito a todos os benefícios sociais de qualquer outra atividade profissional no Brasil.  Sem falar na obrigatoriedade de uma aposentadoria especial para os velhos mestres, coisa que há muito tempo já deveria ter sido garantida. Portanto camaradas, vamos à luta !!!

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

Homenagem ao Mestre Leopoldina

Convidamos todos a participarem do Encontro em Homenagem a Mestre Leopoldina, organizado pelos Mestres: Meinha, Marcão e Contramestre Caranguejo, esse encontro já passou por Praia Grande e Campinas tendo seu encerramento neste Final de Semana com diversas atividades.

Sábado dia 01/05 às 15 horas Roda na 24 de maio em frente as Lojas “S dobrado” e “Ginga Aruanda”

E em seqüência a partir das 17:00 o barracão abrirá as portas em apoio a essa Homenagem.

Teremos a presença de diversos Mestres da Velha Guarda da Capoeira de São Paulo com muita Vadiação e Papoeiragem.

Domingo dia 02/05  está previsto diversas atividades (local ainda a confirmar)
Então não deixe de ver seus e-mails e venham fazer parte desta Festa.

Abraço a todos
Prof. Ratão

Mestre Boca Rica no Forte da Capoeira

Nascido em Maragogipe, no lendário recôncavo baiano, Manoel Silva veio pra Salvador aos 15 anos e se filiou na Academia de Mestre Pastinha, acompanhando-o até seus últimos dias. Com vários CDs gravados, depois de percorrer diversos países, ele questiona: “Os grandes mestres, como Bimba, Pastinha, Valdemar, se acabaram na maior lástima. O que se vende da Bahia é a capoeira e o candomblé, mas cadê os poderes públicos que não apóiam, não ajudam? É um descaso com os mestres antigos”.

Para as novas gerações, Mestre Boca Rica relembra: “Mestre Pastinha falava: Eu sei que vou morrer, mas quero ver a capoeira no lugar dela, no teatro, na televisão, no cinema, na escola, na universidade… Aí eu falava comigo: será que esse velho tá ficando maluco? E não deu outra, a capoeira veio crescendo, hoje tá em mais de 200 países pelo mundo afora. Nós já estamos descendo a ladeira e são vocês que têm que levar essa capoeira de angola pra frente, não a deixar morrer, se acabar”.

Mestre Boca Rica, que recentemente se afastou da presidência da ABCA, mantém sua academia em Salvador, Bahia no Forte da Capoeira.

 

Utilidade Pública:

Segunda à sexta:  Aula de Toque/Ritmo e Movimento
Quarta: Roda aberta ás 19:00 hrs

Local: Forte de Santo Antônio além do Carmo (Forte da Capoeira) Salvador – BA

 

Contato: mestrebocarica@hotmail.com

Capoeira: o segredo da elasticidade do herói Jefferson

Rio – Foi com a elasticidade de um gato que o goleiro Jefferson defendeu o pênalti de Adriano e se transformou no herói do título carioca do Botafogo. Antes disso, já havia defendido duas penalidades contra o Santa Cruz, na Copa do Brasil. Agilidade e reflexo que o camisa 1 de 1,88m e 80kg muito bem distribuídos aprendeu ainda quando era um moleque nas rodas de capoeira de São Vicente (SP), onde nasceu.

Para conferir se o goleirão tem mesmo a capoeira no sangue, o ‘Ataque’ convidou o jogador para um desafio: participar de uma roda no Aterro do Flamengo com os mestres Burguês, Abano e Corumbá, do Grupo Muzenza de Capoeira (www.muzenza.com.br). E Jefferson não fez feio. Gingou, mostrou intimidade com o berimbau e o pandeiro e deixou claro que tem a capoeira no sangue de verdade.

“Eu tinha um primo que era mestre, era um negão, bem grandão. Todo dia à noite a gente fazia a roda. Desde os sete anos jogo capoeira”, revelou o goleiro, que roubou a cena ao fazer várias acrobacias na roda e trocar o semblante sempre sério do futebol por um largo sorriso no rosto.

Entre uma ginga e outra, Jefferson contou como a capoeira o ajudou no dia a dia da vida de goleiro. “A capoeira traz muita elasticidade. Tem que ter velocidade, agilidade nos movimentos, principalmente a gente que é goleiro, ali atrás”, explicou o camisa 1. “Até na hora do pênalti, na defesa, a capoeira vem me ajudando bastante”, enfatizou.

Apesar da ajuda extra, Jefferson lamenta ter abandonado as rodas nos últimos anos. “É uma pena que hoje não tenho tempo para participar das rodas. Mas a capoeira está no meu sangue, não é um esporte violento. É mais a dança, a elegância dos movimentos”.

Fruto da cultura popular da raça negra, Jefferson encontrou na capoeira um pouco das origens do seu povo. Origens das quais se orgulha muito, principalmente por ser um dos poucos goleiros negros que atuam no futebol brasileiro.

“Fico muito feliz com isso. O Brasil não tem muitos goleiro negros e é importante acabar com o racismo, com o preconceito”, ensina Jefferson. “Quem tem talento tem que permanecer e, graças a Deus, o Botafogo sempre abriu as portas para os negros”, ressalta.

 

Fonte: http://odia.terra.com.br

Semana dos Povos Indígenas

Programa Mais Cultura e SID/MinC participam do evento em São Grabriel da Cachoeira, no Amazonas

O Ministério da Cultura participa, no próximo dia 23, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, de três atividades que integram a Semana dos Povos Indígenas. O  município, localizado às margens do Rio Negro,  possui quase 90% da sua população de indígenas.

Pela manhã,  será realizado  o encerramento da Oficina de Capacitação em Audiovisual ministrada  pela ONG Rede Povos da Floresta em parceria com o Ponto de Cultura Vídeo nas Aldeias, nos 10 Pontos de Cultura Indígenas (PCIs) implantados na região do Alto Rio Negro.  O  secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula, estará presente no evento. A instalação desses Pontos é uma ação do  Programa Mais Cultura   em parceria com as Secretarias da Identidade e da Diversidade Cultural, e  da Cidadania Cultural do MinC, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), e da Associação Cultura e Meio Ambiente (ACMA).

Córdula destacará, na ocasião, a importância da criação dos Pontos de Cultura para os povos indígenas da região, e falará sobre as ações da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural voltadas para a promoção e proteção da cultura das comunidades tradicionais brasileiras como os indígenas. “Uma das nossas principais ações é a realização de editais de premiação de iniciativas culturais que promovam a cultura desses povos”, afirma o secretário.

A SID já realizou dois editais (2007 e 2008) voltados para a premiação de ações culturais desenvolvidas pelos indígenas em todo o Brasil, contemplando 184 iniciativas com investimentos totais de R$ 3,6 milhões.

No encontro, que contará com a presença do vice-prefeito de São Gabriel da Cachoeira, André Baniwa, será realizada uma Oficina sobre os Microprojetos Mais Cultura. O objetivo da ação é o de orientar os pequenos produtores culturais da região para a elaboração dos projetos do Programa que investirá R$ 13,8 milhões na Amazônia Legal integrada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

No período da tarde, às 17h, haverá a exibição de dois filmes, um curta e um longa-metragem, da Programadora Brasil, no Cine Mais Cultura do Instituto Sócio Ambiental (ISA).

O Edital de Microprojetos,  executado em parceria com a Fundação Nacional de Artes (Funarte/MinC), a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), o Banco da Amazônia (Basa) e os governos estaduais da região amazônica, está em sua segunda edição e tem como foco principal a promoção da diversidade cultural da Amazônia Legal por meio do financiamento, não reembolsável, de projetos de artistas, grupos artísticos independentes e produtores culturais. As iniciativas deverão ter como beneficiários diretos jovens, entre 17 e 29 anos, residentes nas localidades da região. A primeira Edição do Microprojetos Mais Cultura foi realizada na região do Semiárido brasileiro e premiou 1,2 mil produtores culturais. As inscrições dos projetos podem ser feitas oralmente, gravadas em meio digital ou fita cassete. A medida visa facilitar e democratizar o acesso ao edital.

Pontos de Cultura Indígenas

Do total de dez Pontos de Cultura Indígenas (PCIs) previstos para a região, oito deles ficam em São Gabriel da Cachoeira, onde existem cerca de 23 etnias indígenas, dentre elas os Tukano, Baniwa, Baré, Dessana, Tuyuca, Piratapuya, Tariano e Rupda. Todos os PCIs foram instalados de outubro a novembro de 2009 e já estão funcionando.

As oficinas de capacitação dos indígenas são realizadas em três etapas pela Rede Povos da Floresta. “O projeto de PCIs conta com duas Rodas de Conversa, uma inicial e outra de fechamento, e com três oficinas, sendo uma de informática básica – Práticas Digitais, e as outras duas de Formação em Audiovisual. A primeira delas foca o processo de filmagem e a segunda o processo de edição”, explica a responsável da Rede Povos da Floresta pela implantação dos PCIs na região, Deborah Castor.

De acordo com ela, em cada uma destas oficinas a comunidade envia dois representantes que ficam responsáveis em compartilhar o que aprenderam com os demais moradores de sua comunidade. “No total, cerca de 40 indígenas estão participando das oficinas na região de São Gabriel”, informa Castor.

Para ela, é difícil enumerar o número de indígenas beneficiados com os Pontos de Cultura. “O número de pessoas beneficiadas em cada comunidade depende de diferentes fatores. Pensar nos povos que habitam esta região é compreender a diversidade da realidade de cada comunidade”. afirma. Segundo Deborah Castor, o projeto de PCIs inclui comunidades que nunca haviam entrado em contato com as tecnologias digitais, como também comunidades que já possuem uma rede de internet sem fio na escola indígena, como é o caso de Iauaretê.

A quantidade de pessoas beneficiadas depende também do número da população local, que vai desde comunidades com menos de 200 habitantes até a população do entorno de cidades como Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, onde estão localizados os PCIs da ACEMIRN e da ASIBA, associações indígenas do Médio Rio Negro.

Castor destaca, ainda, que a instalação dos Pontos de Cultura Indígenas têm proporcionado o desenvolvimento de projetos de registro da memória dos antepassados e de danças tradicionais pelas comunidades. “Os PCIs também têm como foco o registro da língua materna e a produção de cartilhas para as escolas indígenas”, ressalta ela, acrescentando que a busca, por esses registros, mobiliza a comunidade para se encontrar e debater sobre sua cultura, o que incentiva o valor de suas tradições e o fortalecimento de sua identidade cultural.

 

(Heli Espíndola e Rafael Ely- Comunicação SID/SAI)

(Fotos: Acervo Encontro Guarani e Ponto de Cultura Vídeo Nas Aldeias)

 

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Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene – Direção e Regência: Dinho Nascimento

Os berimbaus são cuidadosamente afinados e agrupados em naipes: berimbau gunga ou berra-boi (som grave), de centro (som médio) e o viola ou violinha (som mais agudo). O “Berimbum”, com som super-grave, é tocado com arco de violoncelo. E o “Berimbau de lata” também tocado com arco, mais parece uma rabeca.

Vozes entoam os versos das ladainhas, corridos, chulas, samba e samba-de-roda. Alguns instrumentos como o guimbarde ou trump (berimbau de boca), agogô, pandeiro, reco-reco, ganzá, triângulo, atabaque, matraca, efeitos diversos e palmas completam a sonoridade.

A Orquestra mostra a versatilidade do berimbau interpretando toques da capoeira e ritmos da música brasileira, com arranjos e regência do mestre Dinho Nascimento.

Histórico da Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene

A idéia de uma Orquestra de Berimbaus surgiu nos encontros informais que aconteciam na pracinha do morro, ao cair das tardes de domingo, quando Dinho Nascimento e alguns amigos se reuniam para tocar, jogar capoeira e passar seus ensinamentos aos mais jovens e outros recém-chegados.

Em 2000, Dinho Nascimento dirigiu a Orquestra de Berimbaus do Espetáculo Étnico apresentado aos presidentes dos países participantes da XIX Reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul, realizado em Florianópolis (SC).

No 452º aniversário de São Paulo (em 2006), a Orquestra de Berimbaus foi regida por Aluá Nascimento, músico percussionista popular e erudito que também fez os arranjos e a escolha do repertório das apresentações no Parque D. Pedro e na Praça do Patriarca, centro da cidade.

Em 2007 a idéia ressurgiu nos cursos oferecidos pelo Projeto Treme Terra (Morro do Querosene) e a Orquestra de Berimbaus tocou nas Oficinas de Percussão do PercPan 2007, festival internacional de percussão.

Em fins de 2007 consolidou-se a formação atual. A Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene foi convidada a participar de um evento da Prefeitura de Santo André (SP). Pouco antes desta apresentação, em 01/11/2007, estreou no CEU Butantã, teatro da Prefeitura de São Paulo. Deste momento em diante, as apresentações se sucederam: SESC-SP (Ipiranga, Campinas, Bauru, Vila Mariana, Interlagos e Taubaté); Festival da Juventude (no Memorial da América Latina); Off-FLIP (Paralela à Feira de Literatura Internacional de Paraty – RJ) quando tocou na histórica Igreja de N.S. Rosário e de S. Benedito; na Virada Cultural 2008,  tocando no Largo do Paissandu; na marquise do MAM (Rio de Janeiro-RJ)  e no Pepsi-on-Stage (Porto Alegre-RS), participando do evento C&A Pop Music; na Casa de Cultura do Butantã (na Semana da Consciência Negra); pelo Pro-Art, em vários CEUs (Centro de Educação Unificado do Município de São Paulo); na Virada Cultural Paulista 2009, apresentando-se na cidade de São José do Rio Preto; na Casa de Cultura Tainã, Ponto de Cultura em Campinas; em Academias de Capoeira e nas festividades do Bumba Meu Boi, no Morro do Querosene.

Em dezembro de 2009, a Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene foi contemplada com o título “Ponto de Cultura” do Programa Mais Cultura, uma iniciativa do Ministério da Cultura em parceira com a Secretaria Estadual da Cultura.

Quase que simultaneamente, a Orquestra foi selecionada pelo Programa de Ação Cultural da Secretaria Estadual da Cultura, ProAC nº18, incentivo para gravação de disco inédito. A Orquestra já iniciou as gravações e em meados de agosto, ou mais tardar setembro, deverá estar lançando no mercado seu primeiro CD denominado “Sinfonia de Arame”.

Em janeiro/2010, a Orquestra apresentou-se no Centro Cultural da Marinha, participando de um evento de intercâmbio cultural com estudantes vindos de Dubai (Emirados Árabes). E em março, esteve em Fortaleza onde se apresentou no Centro Cultural Dragão do Mar, por ocasião da TEIA Brasil 2010.

 

Dica Portal Capoeira:

Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene - Direção e Regência: Dinho Nascimento

 

Existem alguns vídeos gravados ao vivo que dão uma idéia da apresentação e podem ser apreciados em:

 

{youtube}2sFkoXyNEY8{/youtube}

Berimbau Blues no PERCPAN

{youtube}p6mowQeoGPM{/youtube}

Orquestra no SESC Campinas

{youtube}ysG0zzqpLws{/youtube}

Oficina na Casa Tainá