Blog

Junho 2010

Vendo Artigos de: Junho , 2010

Capoeira no Acervo do Instituto Nacional das Antiguidades da Finlândia

Caros amigos e colegas,
O museu etnográfico Helinä Rautavaara em Finlândia acabou de disponibilizar uma parte do arquivo fotográfico dele no portal do Instituto Nacional das Antiguidades da Finlândia. A coleção consiste em milhares de fotos sobre o candomblé, capoeira e a cultura afro-brasileira e brasileira em geral tiradas por a Helinä Rautavaara nos anos 1960 e 1970 em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro.

Por décadas essas fotos se encontraram guardados no acervo do museu na Finlândia com difícil acesso ao público, então é com grande prazer que agora divulgo o link da coleção online à vocês:

As fotos se encontram em:

Capoeira

Candomblé

Infelizmente o site não se encontra em português ainda, mas o sistema de busca é bem simples. Colocando palavras de pesquisa como candomblé ou capoeira, no campo chamado “free text search” no topo da barra ao lado esquerdo, o sistema busca todas as fotos marcadas com essas palavras chaves. Outra opção boa também é buscar só com a primeira parte da palavra terminando ela com um asterisco.

Por exemplo: capoe*

Assim o sistema busca todas as fotos marcadas com palavras chaves que começam com capoe. (Em finlândes as palavras se conjugam de várias formas. Por isso muitas vezes a busca funciona melhor desse jeito).

O site continua em construção. Ao longo do tempo o museu colocará mais fotos e informação. Eles com certeza se interessariam em qualquer comentário ou pergunta que vocês teriam sobre as fotos. A pessoa responsável no museu Helinä Rautavaara sobre o projeto de digitalização dessas fotos é Katri Hirvonen-Nurmi. O email dela é: katri.hirvonen-nurmi@helinamuseo.fi

Fonte: Teimosia

Site de Capoeira para Crianças

SITE DE CAPOEIRA PARA CRIANÇAS – MÉTODO BRINCADEIRA DE ANGOLA

Em 2009, escrevi um pequeno artigo aqui no portal da capoeira (http://portalcapoeira.com/Publicacoes-e-Artigos/metodo-brincadeira-de-angola-capoeira-para-criancas-a-partir-de-um-ano) sobre como trabalhar com criancas de 1 ano de idade. O artigo provocou uma grande procura por pessoas interessadas no método que chamo de “Brincadeira de Angola”.

O método “Brincadeira de Angola” é uma sistematização de conhecimentos aplicados nas aulas de capoeira para crianças e, acima de tudo, uma filosofia pedagógica. A base do método “Brincadeira de Angola” começou a ser desenvolvida em 1988 pelo Mestre Marrom (RJ) e ao longo do tempo o sistema vem sendo continuamente aprimorado, com influências de diversas áreas do saber, acadêmicas ou não.

Estamos disponibilizando, on-line, uma ferramenta para auxiliar os professores de capoeira infantil. O site www.brincadeiradeangola.com.br traz uma seção de vídeos explicativos do método, textos e músicas para download e se propõe a ser um pólo de trocas de informação.

Os princípios norteadores, no processo de ensino-aprendizagem proposto, são:

  1. Princípio da Naturalidade – os movimentos da capoeira devem acompanhar a motricidade natural da crianca, permitindo movimentacoes despadronizadas e autonomas.
  2. Princípio da Criatividade – o jogo de capoeira sera tao mais criativo quanto maior for a liberdade da crianca para descobrir as possibilidades artisticas oferecidades pela capoeira.
  3. Princípio da Cooperatividade – o combate indireto, a oposicao a um “camarado” (nao a um inimigo)  e a necessidade de um grupo fazem a cooperacao ser parte essencial das aulas de capoeira.
  4. Princípio da Historicidade – o contexto historico-cultural da capoeira embasa toda sua pratica e, por isso, funciona como uma “cama” para a montagem das aulas.

Estes eixos definem o objetivo pedagógico, mas o como fazer nasce da prática, das atividades e brincadeiras do dia-a-dia. Como é riquíssima a quantidade de atividades possíveis, criamos uma Biblioteca De Jogos e Brincadeiras, onde cada professor de capoeira interessado em dividir sua descobertas, poderá postar suas idéias, democratizando o conhecimento.

Em breve o site estara integrado automaticamente ao Portal Capoeira e todas as novidades serao informadas on-line!

Esperamos a visita e a participação de todos!

Um abraço,

Ferradura – RJ omriferra@gmail.com

A Mercadorização da Capoeira

O crescimento da capoeira a nível mundial tem sido um fenômeno importantíssimo de divulgação e valorização dessa arte-luta que durante muito tempo sofreu uma perseguição implacável no Brasil. Porém essa “globalização” da capoeira traz também conseqüências negativas. O capitalismo sabe muito bem como se apropriar dos bens produzidos pela sociedade – sejam eles materiais ou imateriais – para adequá-los à sua lógica perversa. Percebemos assim, uma tendência que vem crescendo nos últimos anos, de transformação da capoeira em mais uma mercadoria na prateleira dos “shopping centers das culturas globalizadas”. Se por um lado, isso garante a divulgação dessa manifestação para um público cada vez maior, por outro faz com que ela perca muito dos seus traços identitários que a caracterizam como cultura tradicional de resistência.

Muito nos preocupa uma determinada visão sobre capoeira – que predomina atualmente numa parcela muito grande de mestres, professores e alunos – que enfatiza somente os aspectos mercadológicos dessa manifestação, priorizando modismos e uma estética “espetacularizada” e superficial da prática da capoeira, em detrimento de uma visão mais profunda, preocupada com a historicidade, a ancestralidade, os aspectos rituais, a filosofia e os valores implícitos nessa prática, que tornam o praticante de capoeira, um sujeito mais consciente sobre si mesmo, e sobre a sociedade da qual faz parte.

E em nossa opinião, é justamente aí que reside o valor educativo da capoeira. Ela só pode servir como instrumento de educação, se estiver voltada para esses valores mais profundos da existência humana, que a experiência africana no Brasil soube tão bem traduzir. Uma manifestação que foi capaz de resistir a séculos de violência e opressão e soube preservar as formas tradicionais de transmissão dos saberes através da oralidade, do respeito aos mais velhos e aos antepassados, da valorização dos rituais, do respeito ao outro (mesmo sendo ele adversário!), do sentido de solidariedade e da vida em comunidade. Esses valores constituem-se em saberes riquíssimos que estão presentes na capoeira e, que num processo educativo, têm muito a contribuir na formação de sujeitos mais humanizados e conscientes de seu papel na sociedade.

Por outro lado, se a capoeira for vista apenas como uma estratégia de marketing, como prática corporal de modismos feita por corpos musculosos e acrobáticos, dissociada de seus aspectos históricos e culturais, ou como mera mercadoria de consumo, voltada para grandes massas que se satisfazem com práticas superficiais e descompromissadas, ela então deixa de ter esse caráter de prática libertadora e contestadora da ordem social injusta – característica que sempre a acompanhou desde sua origem – para transformar-se em mais uma mera atração do parque de diversões da “feliz” e excludente sociedade de consumo capitalista.

Não podemos deixar que isso aconteça !!!

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

Capoeira é reconhecida como desporto de criação Nacional

Com a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, na noite de ontem, que Estabelece o combate a discriminação racial e as desigualdades estruturais e de gênero que atingem os afro-brasileiros, incluindo a dimensão racial nas políticas públicas e outras ações desenvolvidas pelo estado. 

DA CULTURA
ART. 21 O poder público garantirá o registro e proteção da capoeira, em todas as suas modalidades, como bem de natureza imaterial e de formação da identidade cultural brasileira. 
Parágrafo único. O poder público buscará garantir, por meio dos atos normativos necessários, a preservação dos elementos formadores tradicionais da capoeira nas suas relações internacionais. 

Do Esporte e Lazer
ART. 23 O poder público fomentará o pleno acesso da população negra ä prática desportiva, consolidando o esporte e o lazer como direitos sociais. 

ART. 24 “A capoeira é reconhecida como desporto de criação nacional nos termos do art. 217 da CF.” 
Parágrafo 1 A atividade de capoeira será reconhecida em todas as modalidades em que a capoeira se manifesta, seja como esporte, luta, dança ou música, sendo livre o exercício em todo o território nacional. 
Parágrafo 2 Ë facultado o ensino da capoeira nas instituições públicas e privadas pelos mestres tradicionais, pública e formalmente reconhecidos.

O FENÔMENO CAPOEIRA: A Sua Exportação do Brasil Para o Mundo

Prof. Acúrsio Esteves, autor do livro A “Capoeira” da Indústria do Entretenimento, fará uma abordagem histórica original sobre a exportação do Brasil para o mundo do “fenômeno capoeira”.

Estabelecendo um paralelo entre as “ondas do desenvolvimento humano” – que Alvin Toffler nos coloca em seu Best-seller A Terceira Onda e as “quatro ondas de projeção” internacional da capoeira que lhe serve de argumento, Esteves traça o caminho da capoeiragem das senzalas às universidades, dividindo este trajeto em quatro etapas, chamadas “ondas”, cronologicamente encadeadas, a saber

Read More

Mutirão de jovens quilombolas encerra primeiro ciclo de oficinas do Ponto de Cultura

No final de semana dos dias 5 e 6 de junho, crianças e adolescentes das comunidades quilombolas de Pedro Cubas e Pedro Cubas de Cima, no município de Eldorado, participaram de mutirão para pintar o salão comunitário. Depois assistiram ao filme Avatar e tiveram aula sobre instrumentos musicais utilizados na capoeira

Alunos do curso de capoeira dos quilombos de Pedro Cubas e Pedro Cubas de Cima se reuniram para pintar o salão comunitário de Pedro Cubas de Cima encerrando o primeiro ciclo de oficinas iniciadas em abril e maio sobre o Brasil Colônia, o trabalho escravo e o surgimento dos quilombos. Eles desenharam no piso do salão as marcações para a roda de capoeira. Mais de 30 pessoas, que participam do projeto ajudaram nas atividades.

No sábado, depois de um dia árduo de trabalho, mesclado com brincadeiras, cerca de 100 pessoas da comunidade se reuniram à noite para assistir ao filme Avatar, do diretor James Cameron, em sessão promovida pela equipe técnica do projeto do Ponto de Cultura.

No dia seguinte, o grupo de alunos assistiu a uma aula sobre instrumentos musicais relacionados com a capoeira tais como: berimbau, atabaque, caxixi, agogô, reco-reco e pandeiro. A atividade foi coordenada pelo instrutor Leleco, da Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Nossa Senhora da Guia, de Eldorado/SP. Em seguida, foram agendadas as próximas oficinas com o grupo, que acontecerão em junho e julho.

A dinâmica das oficinas

Atividades lúdicas, recreativas e psicomotoras fazem parte da dinâmica das oficinas realizadas pelo projeto. Os grupos foram divididos por faixa etária e realizaram atividades para estabelecer o que é trabalhar em grupo, e promover a sociabilização entre eles. Por meio de recreação e vídeos eles ouviram um pouco sobre a história do Brasil Colônia, a chegada dos negros e o início da maltas – grupos de capoeiras do Rio de Janeiro que tiveram seu auge na segunda metade do século XIX, compostas principalmente por negros e mulatos , que aterrorizavam a sociedade carioca. Alguns brancos também, faziam parte das maltas.Os técnicos do projeto elaboraram também uma apostila com conteúdo histórico da capoeira e as músicas, mestres, movimentos e ritmos.

Ao final, os participantes fizeram um relato escrito sobre a visão que tinham de suas comunidades. O objetivo foi fortalecer a identidade quilombola por meio da compreensão de sua história e cultura.

Em um desses relatos, um menino de nove anos escreveu: “O Pedro Cubas tem mais de 350 anos e eu moro aqui mais de 9 anos e meio e nunca vi nenhuma criança manter a nossa cultura ou se interessar. Nós crianças não fazemos isto, mas o meu pai, por exemplo vai todo ano para São Paulo cantar e tocar …”

O projeto do Ponto de Cultura é apoiado pela Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo e pretende contribuir para a consolidação de experiências e processos culturais, voltados à integração de jovens e adolescentes nas comunidades quilombolas do Vale do Ribeira. Faz parte da estratégia de trabalho adotada pelo ISA em conjunto com as comunidades, de identificação, promoção e valorização dos bens da cultura material e imaterial quilombola do Vale do Ribeira. Vem de encontro à demanda apontada por 14 comunidades quilombolas, do envolvimento dos jovens com a cultura, contida na Agenda socioambiental Quilombola em 2006/2008, elaborada pelas comunidades em conjunto com o ISA. A estratégia para atender a demanda é realizar o levantamento cultural e ao mesmo tempo promover ações práticas de uma manifestação cultural de interesse dos jovens, como é o caso da capoeira.

 

Fonte: http://www.socioambiental.org/

Mato Grosso: Juara sediará o maior Intercâmbio de Capoeira do Estado

Juara sediará nos dias 16 e 17 de Julho o Maior Encontro de Capoeira de Mato Grosso que deverá contar com a participação de Capoeiristas de 05 países. O 8° Intercâmbio de Capoeira e o 1° Encontro Internacional de Capoeira de Juara promete ser o melhor já realizado em Juara e irá ganhar grande destaque na mídia nacional.

O 7° Intercâmbio de Capoeira realizado no ano passado em nossa cidade contou com a participação expressiva de capoeiristas de outras cidades e de outros estados da federação, sendo o maior evento de capoeira da história de Juara. Agora um evento maior deverá ficar registrado na história do esporte Juarense.

Segundo o Professor Valdson Portela, isso só foi possível graças às parcerias que foram firmadas, como a Prefeitura de Juara e Associação Abencsoe. O local das rodas e disputas ainda será definido, mas poderá ser no Ginásio de Esportes Ângelo Sinval Riva ou no Centro de Eventos Dr Geraldo.

A intenção da comissão organizadora é fazer com que os pais, a família como um todo, prestigie e acompanhem seus filhos no evento, abrilhantado ainda mais o esporte. Já estão confirmados capoeiristas de Nova Zelândia, Venezuela, Estados Unidos, Canadá e Espanha, além de diversos outros estados.

“A intenção do evento é passar que a capoeira é um esporte atrativo, que possa crescer mais e ajudar no caráter da criança, buscando melhoria na qualidade de vida, sempre respeitando o próximo”, enfatizou Valdson em entrevista à Rádio Tucunaré.

Durante o 8° Intercâmbio de Capoeira e o 1° Encontro Internacional de Capoeira de Juara será lançado oficialmente o primeiro CD de Capoeira do Estado de Mato Grosso com composições do Mestrando Bicudo de Tangará da Serra. É um evento que promete muito e com certeza ficará na história de nosso município.

Fonte:Rádio Tucunaré

Retirado de : http://www.tosabendo.com

Cultura: Boletim da SID nº 04

Cultura e Educação

SID/MinC participa de oficina, realizada pela OEA, na República Dominicana

Os Ministérios da Cultura e da Educação participarão, em São Domingo, República Dominicana, da oficina O papel das artes e dos meios de comunicação na educação para uma cultura democrática, que será realizada pela Comissão Interamericana de Cultura da Organização dos Estados Americanos(CIC/OEA) de 16 a 18 de junho de 2010.

Saiba Mais

 

Culturas Indígenas

Guarani é oficializado como segunda língua em município do Mato Grosso do Sul

O guarani é a segunda língua oficial do município de Tacuru, no Mato Grosso do Sul. O município é o segundo do país a adotar um idioma indígena como língua oficial, depois da sanção, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24 de maio, do Projeto de lei que oficializa a língua guarani em Tacuru. Com a nova lei, os serviços públicos básicos na área de saúde e as campanhas de prevenção de doenças neste município devem, a partir de agora, prestar informações em guarani e em português.

Saiba Mais

 

Professores do DF participarão de Fórum de Atualização sobre Culturas Indígenas

Curso visa formar docentes para ministrar aulas sobre o assunto no Ensino Fundamental

Os professores das escolas públicas e privadas de Brasília participam, de 16 a 18 de junho, na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), do Fórum de Atualização sobre Culturas Indígenas – Módulo II. O evento integra o Projeto Séculos Indígenas no Brasil, que chega a sua terceira edição em 2010 e tem como objetivo preparar os professores do Distrito Federal para ministrar aulas de Cultura Indígena no Ensino Fundamental.

Saiba Mais

 

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mailidentidadecultural@cultura.gov.br

Acesse: www.cultura.gov.br/sid

Nosso Blog: blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural

Nosso Twittertwitter.com/diversidademinc

 

A guerreira Maria Felipa

Como lembrei no texto Onde estão as capoeiristas da história, em geral as mulheres capoeiras que se destacaram no passado ficaram esquecidas. Mas é importante conhecer a história dessas mulheres que são exemplo de coragem, persistência e determinação.

Uma dessas mulheres é Maria Felipa, a guerreira de Itaparica.

Maria Felipa de Oliveira viveu na Bahia no século XIX e teve um importante papel na Guerra da Independência, que ocorreu entre 1822 e 1824, para reafirmar a independência proclamada em 7 de setembro de 1822, até que esta fosse reconhecida por Portugal.

Na Bahia, assim como nas províncias de Cisplatina (onde atualmente é o Uruguai), Piauí, Maranhão e Grão-Pará, devido à concentração estratégica de tropas do Exército Português, as lutas foram mais acirradas. Quando a tropa portuguesa comandada pelo General Madeira de Melo tentou invadir a Ilha de Itaparica para controlar a guerra a partir da Bahia de Todos os Santos, Maria Felipa liderava as vedetas (vigias) da praia, um grupo de 40 mulheres que entrou no acampamento do exército português, atacou os guardas com galhos de cansansão, uma planta que provoca sensação de queimadura ao toque com a pele, e puseram fogo em 42 embarcações, promovendo baixas no exército.

Além de guerreira, Maria Felipa também atuou na gerra como enfermeira, socorrendo feridos, além de trazer para a resistência em Itaparica informações da guerra obtidas nas rodas de capoeira do Cais Dourado, para onde ia remando sua canoa.

Há quem acredite que Maria Felipa seja a identidade verdadeira de Maria Doze Homens, que ganhou este apelido após deixar doze homens no chão, porém não existe confirmação a respeito e há ainda outras versões, em uma das quais Maria Doze Homens teria sido companheira de Besouro Mangangá.

O atestado de óbito datado de 04 de janeiro de 1873, confirma que Maria Felipa sobreviveu à guerra e continuou levando sua vida na ilha por muitos anos, porém de seu nascimento nada se sabe.

A heroína foi retratada na obra de Ubaldo Osório, A ilha de Itaparica, e no romance Sargento Pedro, do escritor baiano Xavier Marques, onde são são contatos vários feitos atribuídos à capoeirista.

Fontes:

Capoeira Sou Eu

Conversa de Menina

Overmundo

Passeiweb

Wikipédia

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Grupo Negaça Capoeira Angola 15 anos de fundação

O Grupo Negaça Capoeira Angola foi fundado em 01/07/1995 sob coordenação do Mestre Cavaco no bairro paulistano da Bela Vista.

Hoje o espaço está localizado no bairro da Vila Guilherme e a quase 7 anos é desenvolvido neste local uma Roda Mensal onde recebemos amigos de diversas regiões de São Paulo, Brasil e de outros países, sendo um dos principais pontos de encontro da Capoeira Angola na Capital de São Paulo.

Este espaço recebeu o nome de Barracão da Fábrica do Mestre Cavaco, pois além das Rodas Mensais e Aulas M. Cavaco trabalha em um Barracão onde funciona sua fábrica instrumentos musicais artesanais.

No dia 03 de julho o Grupo Negaça Capoeira Angola irá comemorar 15 anos de fundação, onde M. Cavaco, C.M Gaúcho e o Prof. Ratão permanecem desde sua fundação. Neste mesmo dia M. Cavaco estará formando seu aluno C.M Gaúcho á Mestre Gaúcho sendo seu primeiro aluno a chegar a essa graduação.

Fica aqui nosso convite a todos que queiram participar da nossa Festa do dia 03/julho e dos nossos encontros mensais  (realizado todo primeiro sábado de cada mês), acompanhe nossa programação, fotos, histórico no site: www.negaca.com.br

Prof. Ratão
Barracão da Fábrica do Mestre Cavaco
Rua Marieta da Silva 197 – Vila Guilherme – SP – CEP: 01507-007
Fone: 11-2905-2903 – e-mail: negaca@negaca.com.br