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Julho 2010

Vendo Artigos de: Julho , 2010

Carta Aberta – Fórum Estadual de Cultura Popular da Paraíba

Encaminho abaixo a Carta Aberta elaborada por artistas e mestres da cultura popular tradicional, em parceria com pesquisadores, integrantes de ONGs e outros mediadores culturais, em defesa da cultura popular. A carta foi escrita de forma colaborativa, em sucessivas reuniões do Fórum Estadual de Cultura Popular da Paraíba.

O documento é constituído por vários pontos, que podem ser sintetizados na busca de um tratamento digno e respeitoso aos artistas e mestres da cultura popular tradicional e a seus saberes, por parte dos responsáveis por eventos e pessoal de apoio. Além disso, reivindica-se a priorização da cultura popular nos eventos e, sobretudo, o apoio a suas formas de realização tradicional, nas comunidades, de forma permanente e que facilite sua continuidade.

Há na carta uma proposta de isenção de impostos ou definição de alíquota zero para os cachês de artistas e mestres da cultura popular tradicional, que propomos como campanha nacional.

Divulgue esta carta aberta. A cultura popular e os que a realizam agradecem.

Abraços,

Marcos Ayala

 

CARTA ABERTA

 

AO GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA

AOS DEPUTADOS ESTADUAIS

AOS PREFEITOS DOS MUNICÍPIOS PARAIBANOS

AOS VEREADORES PARAIBANOS

AOS PARTIDOS POLÍTICOS

AOS GESTORES E PARTICIPANTES DE FUNDAÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS DE CULTURA

A PROFESSORES, PESQUISADORES E GESTORES DE INSTUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS DE ENSINO

AOS PROFISSIONAIS E ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO

À POPULAÇÃO DA PARAÍBA

 

Pontos de uma Política Cultural para as Expressões Culturais Populares Tradicionais da Paraíba.

O Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba é uma entidade informal sem fins lucrativos, com a participação de mestras, mestres, brincantes, representantes de grupos tradicionais populares, produtores culturais, articuladores, pesquisadores de cultura popular e representantes de entidades dedicadas à cultura. Foi criado em 2006, como forma de garantir a participação da Paraíba no II Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares e I Encontro Sul-Americano das Culturas Populares. Constituído como movimento social em março de 2009, sob a forma de Fórum Metropolitano, atua desde então com reuniões regulares, promovendo o encontro, o debate e a organização política desse setor para a promoção das Culturas Populares Tradicionais, transformando-se em Fórum Estadual em abril de 2010.

Este Fórum vem a público expressar aos gestores públicos: governador, prefeitos, deputados, vereadores, entidades responsáveis pelas políticas públicas de cultura no estado da Paraíba e sociedade em geral sua convicção a respeito da necessidade de implementação de ações urgentes que demonstrem respeito para com as formas de expressão tradicionais e seus respectivos produtores, bem como salvaguarde o patrimônio vivo do povo paraibano.

A criação de oportunidades de apresentações públicas, com bastante visibilidade, para os grupos de Cultura Popular, é importante, mas é fundamental incentivar as expressões artísticas populares tradicionais nos bairros e nas comunidades onde vivem as mestras, os mestres, brincantes e artistas, de forma consistente e contínua. Em função disso indicamos que as apresentações nas comunidades e nos bairros devem contar com artistas e grupos de Cultura Popular Tradicional do próprio local, além de outros convidados.

As apresentações com caráter de espetáculo devem ser consideradas pelos poderes públicos e expressas em suas ações como sendo só uma parte da atividade dos mestres, mestras, brincantes e artistas. Mais importante do que elas é a atuação de artistas e grupos populares nas comunidades onde vivem. As Culturas Populares Tradicionais dependem dos laços comunitários e territoriais e esses só se fortalecem com a atuação continuada, permanente, dos artistas e grupos, nos locais de ensaio, sejam locais fechados ou nas ruas, próximo às casas dos mestres. É ali que essas têm sua base e suas principais condições de sustentabilidade. As crianças e os jovens, que serão os futuros responsáveis por essas manifestações, as aprendem nos bairros e nas comunidades, vendo os mestres e os mais velhos.

O fomento às Culturas Populares junto a suas comunidades também contribui para elevar a auto-estima de participantes dos grupos e dos moradores, ao perceberem que seu bairro e moradores de sua rua, de sua vizinhança, de sua comunidade, estão sendo valorizados. Para além disso, os órgãos públicos devem garantir que as comunidades tradicionais viverão em condições de sobrevivência digna em seu território, respeitando suas formas específicas de fazer, seus modos de vida, suas expressões culturais, seus ofícios tradicionais e demais relações construídas no e com o espaço em que vivem.

A valorização do artista popular tradicional passa por um pagamento de cachê digno, condições de tempo necessário de apresentação, estrutura, espaço físico e equipamentos adequados à realidade de cada grupo ou artista popular e, acima de tudo, tratamento respeitoso por parte de todos os envolvidos nos processos de contratação, produção, serviços técnicos, antes, durante e depois das apresentações.

Os valores propostos para pagamento pelas apresentações devem garantir o mínimo de dignidade aos artistas e grupos populares, sem, contudo, impedir que eles possam participar dos mesmos critérios que o mercado cultural permite a outros artistas, em que os cachês podem ser cobrados / pagos conforme a valorização dos mesmos, podendo aumentar de acordo com a demanda por suas apresentações.

Diante de um quadro histórico de ausência de ações governamentais consistentes e continuadas, no âmbito do Estado e dos Municípios da Paraíba, destinadas à preservação, manutenção e fomento das Culturas Populares Tradicionais, os participantes do Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba tornam público e apresentam as seguintes propostas de políticas públicas para serem adotadas pelos governos municipais, estadual, fundações e demais entidades dedicadas à cultura do nosso Estado:

1.     Promover eventos de cultura popular que valorizem a cultura viva nos bairros e nas comunidades, para permitir que a população tenha conhecimento e valorize a sua diversidade cultural.

2.     Criar espaços livres para apresentações de cultura popular tradicional em eventos realizados pelos poderes públicos.

3.     Estabelecer as praças, terrenos públicos vazios e congêneres em todo o Estado da Paraíba como territórios livres para a cultura, permitindo apresentações artísticas sem necessidade de autorizações prévias de órgãos públicos; caso haja algum conflito de interesses entre artistas ou grupos populares, a distribuição de tempo e espaço na praça deverá ser mediada pelo órgão de cultura do município em que ela se situar ou por seu Comitê Gestor.

4.     Criar um valor mínimo de cachê para apresentações de espetáculos de Cultura Popular, equivalente ao de outros artistas locais, corrigido anualmente nas mesmas bases da atualização dos vencimentos dos vereadores e, no caso de organismos estaduais, dos vencimentos dos deputados, tendo como referência a quantidade de pessoas envolvidas na atividade contratada. O piso seria estabelecido nas seguintes bases:

 

a)      para apresentações de um (01) único artista ou uma dupla o valor mínimo seria de R$ 1.000,00 (um mil reais);

 

b)      para apresentações de 3 a 5 pessoas o valor mínimo seria de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais);

 

c)       para apresentações de grupos com mais de 5 participantes o valor mínimo seria de R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais) ou R$ 60,00 (sessenta reais) por integrante até o limite de 80 integrantes por grupo, aquele cachê que fosse maior;

 

d)      para um grupo de 100 (cem) pessoas ou mais o valor mínimo seria de R$ 5.000,00 (cinco mil reais);

 

e)      para artistas e grupos populares de fora do município, o valor mínimo seria acrescido em 40% em relação ao valor dos grupos locais como compensação pelo tempo de deslocamento, perda de dias de trabalho e despesas imprevistas. Para esses artistas e grupos se deve também fornecer antecipadamente uma ajuda de custo para cobrir as despesas de viagem (alimentação e outras), independentemente do valor do cachê já acrescido de 40%.

5.     O Estado e os municípios devem fornecer uma ajuda de custo, passagem ou transporte e outros meios necessários para que mestras, mestres, brincantes, artistas e grupos de Cultura Popular Tradicional viajem para outros municípios da Paraíba, para outros Estados e outros países, seja para se apresentarem, ministrarem oficinas, participarem de encontros representando a Cultura Popular Tradicional da Paraíba ou se capacitarem, criando normas legais para tanto, se necessário.

6.     Os artistas não devem ser obrigados a pagar o ISS antecipadamente como condição para receberem os cachês. Os órgãos públicos devem proceder como empresas ou ONGs, que, ao fazerem os pagamentos pelos serviços prestados, descontam os impostos e os recolhem. As prefeituras, aliás, já fazem isso com relação ao INSS e IRPF, e por isso é perfeitamente possível a elas recolherem os impostos a seus próprios cofres.

7.     Os órgãos públicos e privados, como forma de respeito, devem pagar os cachês aos grupos e artistas populares antecipadamente ou no momento das apresentações, dispensando o mesmo tratamento que é dado aos artistas de renome.

8.     Como forma de incentivar e priorizar a cultura popular tradicional, que historicamente tem sido pouco contemplada, quando não excluída, pelas ações governamentais na área da cultura, deve haver a isenção de impostos ou estabelecimento de alíquota zero para os artistas e grupos de cultura popular tradicionais, até um limite de valor de cachê. A isenção ou redução de alíquotas deve começar pelo ISS e Empreender, que devem constituir o início de uma campanha para conseguir o mesmo com relação aos demais impostos municipais, estaduais e federais. O Fórum recomenda que o município de João Pessoa, por ser a capital do Estado, seja o primeiro a adotar a isenção ou a redução de alíquotas como forma de dar o exemplo para os demais municípios da Paraíba.

9.     Os órgãos públicos ou privados contratantes devem:

a)      cobrir todas as despesas de transporte dos artistas ou grupos populares, de seus figurinos, adereços, cenários, instrumentos e equipamentos;

b)      garantir espaços adequados e seguros (camarim) com energia elétrica, ventilação, água potável, pias, sanitários, cadeiras e mesas para que mestras, mestres, brincantes e artistas possam se preparar e concentrar para realizar as suas atividades culturais e guardar seus instrumentos e outros materiais necessários a suas apresentações; estes locais deverão ter espaços separados por paredes ou divisórias que garantam a privacidade necessária aos artistas para a troca de roupas;

c)       fornecer sempre aos artistas e grupos, água mineral no momento das apresentações e, antes ou depois delas, um lanche, de acordo com a quantidade dos integrantes dos grupos;

d)      garantir hospedagem e alimentação digna para artistas e grupos de cultura popular de outras localidades e/ou municípios convidado; se for de interesse dos artistas, garantir o seu retorno imediato;

e)      garantir aos artistas e grupos populares o tempo mínimo de uma hora de apresentação; além disso, do mesmo modo que deve haver equidade de cachê, também deve haver equilíbrio com relação ao tempo disponível para apresentações de artistas locais e de artistas populares tradicionais; não se pode admitir o ato extremamente desrespeitoso de desligar os microfones ou a iluminação enquanto os artistas estão se apresentando;

f)        disponibilizar antes do início das apresentações equipamentos de som e luz com qualidade suficiente para permitir a valorização do trabalho dos artistas e grupos populares; uma quantidade adequada de microfones sem fio, especialmente para grupos de dança, é indispensável; deve haver equipamentos de reserva, para suprir aqueles que eventualmente venham a apresentar defeito; os responsáveis pela organização dos eventos devem também dar assistência aos artistas populares para garantir que tenham boas condições técnicas de apresentação;

g)      os locutores e técnicos de som que atuem em todo e qualquer evento com participação de artistas e grupos da cultura popular tradicional devem ser orientados a não interferir com falas, conversas ou sons paralelos às apresentações desses artistas. Devem proceder do mesmo modo que o fazem em apresentações de artistas reconhecidos e veiculados pela mídia, sejam de âmbito local, nacional ou internacional, ou seja, deixar que atuem sem interferências externas à atuação desses artistas;

h)      os responsáveis pelos eventos devem fazer uma apresentação que forneça ao público informações pertinentes sobre os grupos e as atividades que realizam, fornecidas de uma forma que valorize seu trabalho e sua arte; isso deve ser feito antes das apresentações, para evitar interferências indevidas no momento em que elas ocorrem;

i)         cumprir e respeitar integralmente os termos acordados com o artista popular tradicional, quanto ao pagamento, às condições de transporte e de apresentação; não se deve reduzir o tempo de apresentação estipulado e é simplesmente inaceitável convidar um artista popular e não permitir que se apresente; o pagamento do cachê combinado, nesses casos, é obrigatório, mas não autoriza o desrespeito que consiste em convidar o artista e depois não lhe permitir a apresentação;

j)         não se deve isolar os grupos e artistas populares do público através de grades ou cordões de isolamento, a não ser que isso seja solicitado por eles.

10.     Estabelecer o valor mínimo de R$ 50,00 por hora/aula, corrigidos anualmente, nas mesmas bases da atualização dos vencimentos dos vereadores e, no caso de organismos estaduais, dos vencimentos dos deputados, para as oficinas, cursos e/ou palestras que os mestres venham a dar, além de garantir o fornecimento de todo o material e condições necessárias para a implementação das atividades.

11.     Quando necessário, garantir a presença de um mediador para a realização das oficinas, sendo os organizadores responsáveis pelo cachê dos mesmos.

12.     Privilegiar as formas de expressão tradicionais nas programações de cultura popular nos eventos promovidos pelos órgãos públicos municipais, estadual e federal, oferecendo a elas maior tempo e melhores horários nas programações, bem como identificar claramente os grupos parafolclóricos que ocasionalmente tenham sido incluídos nos eventos.

13.     Na concessão de espaço para barracas, quiosques e ambulantes nos eventos públicos, privilegiar as expressões culturais tradicionais como comidas típicas, brinquedos e artesanato tradicionais, folhetos de cordel, entre outros, dando-lhes prioridade na concessão de espaços e isenção de pagamento de quaisquer tipos de tributos ou outros custos.

14.     Os organizadores dos eventos em que se apresentem artistas ou grupos da cultura popular tradicional devem disponibilizar um espaço adequado e de grande visibilidade, como quiosque, barraca ou tenda, para a exposição e venda de CDs, DVDs e outros produtos desses artistas. Também deverá ser responsabilidade dos organizadores disponibilizar pessoas encarregadas das vendas e do atendimento nesses locais.

15.     As campanhas institucionais dos poderes públicos devem ser vinculadas às identidades culturais locais, ressaltando as culturas populares tradicionais. Sendo assim, as expressões culturais locais devem ser assumidas como marcas de identidade do estado da Paraíba e de cada município.

16.     Criar campanhas publicitárias, para a valorização da Cultura Popular em toda a sua diversidade, pelos poderes públicos do Estado e dos municípios.

17.     Dar o mesmo espaço de participação, destaque e valorização aos artistas de cultura popular na mesma medida dos demais (música, teatro, artes visuais, cinema, etc.) na publicidade de eventos que tenham a participação da Cultura Popular Tradicional.

18.     Os grupos de Cultura Popular Tradicional deverão ter tratamento privilegiado em relação aos grupos parafolclóricos, seja nas campanhas publicitárias ou nas apresentações culturais.

19.     Criar cargo específico nas instâncias dos executivos municipal e estadual para o desenvolvimento das políticas públicas para as culturas populares e garantir a presença de uma pessoa com comprovada atuação nesse campo e que seja reconhecida como tal por artistas e grupos de cultura popular tradicional.

20.     Garantir verbas específicas para a execução de políticas públicas voltadas às Culturas Populares Tradicionais, no âmbito do Estado e dos municípios.

21.     Criar instâncias de assessoria técnica, contábil e jurídica nos órgãos municipais e estaduais para a elaboração de projetos e inscrição de artistas, produtores culturais e mestres de cultura popular em editais públicos e para a prestação de contas de projetos financiados por organizações públicas e/ou privadas.

22.     Criar editais específicos para as Culturas Populares Tradicionais e quotas para elas nos demais editais.

23.     Não contratar nem promover artistas, estudiosos, articuladores e produtores culturais que desrespeitem os direitos de mestras, mestres, artistas e grupos da Cultura Popular Tradicional, fazendo apropriação indébita, deixando de recolher direitos autorais devidos, ou não informando adequada e detalhadamente em suas produções (CDs, DVDs, músicas disponíveis na Internet, shows etc.) a autoria e região de origem de poemas, músicas e outras expressões culturais que estejam interpretando ou tenham inserido naquelas produções.

24.     Criar instrumentos que possibilitem a denúncia das práticas relacionadas no tópico anterior e de outras que sejam anti-éticas ou prejudiquem os grupos e artistas populares tradicionais, seja disponibilizando números de telefone ou canais através da Internet para isso, criando ouvidorias ou acrescentando esta atribuição às ouvidorias já existentes em órgãos públicos e outras instituições.

25.     Nos julgamentos de editais, atribuição de prêmios em concurso e outras formas de premiação ou seleção para recebimento de apoio e verbas, formar os comitês e comissões com pessoas que tenham capacitação para avaliar as expressões culturais populares, convocando, se necessário, especialistas para realizar estas tarefas ou assessorar os encarregados de realizá-las.

26.     Garantir a instalação do Centro de Referência de Cultura Popular da Paraíba, conforme projeto original desenvolvido pela Comissão de Elaboração do Projeto junto à Subsecretaria de Cultura do Estado da Paraíba, seguindo os princípios de transparência das ações e das contas, da moralidade pública e da democracia na disponibilização do acesso e circulação dos bens culturais.

27.     Criar a Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba com dotação orçamentária própria, a ser incluída imediatamente na LDO de 2010, sem a qual qualquer proposta torna-se vazia, para articular as ações dos órgãos públicos de cultura já existentes ou realizadas por outras secretarias.

28.     Criar Secretarias exclusivamente de Cultura no âmbito dos municípios da Paraíba, com dotação orçamentária específica.

29.     Garantir, ns Conselhos Estadual e Municipais de Cultura, bem como outros órgãos consultivos ou deliberativos relacionados à cultura, representação paritária da sociedade civil e do governo. com uma participação significativa de representantes das culturas populares tradicionais; os representantes da sociedade civil devem ser escolhidos por suas instâncias de representação e não pelos governantes.

30.     Modificar a Lei Canhoto da Paraíba, com ampliação do número de vagas, priorizando os mestres da Cultura Popular Tradicional ou criar lei específica para eles, a exemplo das leis de patrimônio vivo existentes em outros estados da federação. O processo de revisão e/ou criação de nova lei deve incluir audiências públicas com ampla divulgação, inclusive nas instâncias onde se manifestam as formas de Cultura Popular Tradicional, que garantam um debate público e democrático.

31.     As ações relacionadas à cultura, por mais bem intencionadas e mesmo mais bem formuladas e executadas que sejam, são insuficientes se forem pontuais, esporádicas, descontínuas, como tem ocorrido na Paraíba, em âmbito estadual e também municipal. O Estado e os municípios paraibanos devem estabelecer políticas culturais, discutidas com a participação dos artistas populares e outros interessados, voltadas para a população. Definidas as diretrizes destas políticas, elas devem ser formalizadas em documento e tornadas normativas, com caráter de política estatal, coerente, duradoura e de observância obrigatória pelos agentes públicos.

32.     O Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba conclama outros movimentos sociais e culturais, bem como todos os demais interessados, a apoiar este documento, o que não impede que venham também a elaborar suas próprias propostas de política cultural.

 

Participantes do Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba

João Pessoa, 03 de julho de 2010

Rio de Janeiro: Berimbau com sotaque

A roda de capoeira já estava armada na área externa da Academia Bamp, no Recreio, quando a equipe do GLOBO-Barra chegou. O professor Marcelo Santos, mais conhecido como Pulmão, logo nos perguntou: “Dos que estão com os instrumentos na mão, quem é o sérvio?”. Na quinta tentativa, desistimos. Aqueles gringos só tinham a Sérvia, no passaporte. O ritmo e o gingado são brasileiros. Sem sombra de dúvidas.

Mas essa brasilidade toda não começou naquele jogo, entre martelo,meia-lua e voo do morcego. O trabalho de Pulmão na Sérvia já dura seis anos. Lá, ele tem mais de 150 alunos que não só aprendem a jogar capoeira, como também fazem aulas de português. Em novembro do ano passado, o mestre promoveu a Semana Cultural Brasileira na Sérvia e levou 40 brazucas para lá. O evento contou com jogos de capoeira; apresentações de forró, frevo, maculelê e samba; e degustação de comidas típicas. A história deu tão certo que agora ele recebe 12 sérvios para conhecer o que o Brasil tem. Para ler mais sobre a experiência dessa turma aqui no Rio, acesse o GLOBO Digital – só para assinantes. Abaixo, assista a roda de capoeira que eles jogaram no Recreio.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

Vila Real: 5º Festival Internacional de Capoeira

Portugal: Nos próximos dias 30, 31 de Julho e 1 de Agosto terá lugar, no Centro Histórico de Vila Real, o 5º Festival Internacional de Capoeira. Esta iniciativa, a cargo da Associação Comercial e Industrial de Vila Real (ACIVR), terá início com a “Roda de Abertura”, na próxima sexta, dia 30 de Julho, às 18h30, no Largo da Capela Nova.

No dia 31 de Julho, às 11 horas, o evento prossegue com um “Arrastão” nas várias artérias do centro histórico, culminando a apresentação com o “Baptizado troca de cordas”, no Largo do Pelourinho. Às 15h30, realizar-se-á o workshop “Aulões” no Ginásio Miracorgo e, mais tarde, efectuar-se-á uma nova apresentação na Discoteca Andromeda. O Festival de Capoeira terá o seu término no domingo, dia 1 de Agosto, com a realização de “Rodas de rua”, no Centro Histórico, ao longo de toda a manhã.

Este festival conta com a participação especial de vários mestres e professores de capoeira, oriundos de diversos países. Em representação da Bélgica e Holanda, o festival contará com a presença do Mestre “Vulcão”, de Espanha, dos professores “Marcha Lenta” e “Caju” e, em representação de Portugal e Brasil, estarão presentes os professores “Papagaio” e “Lesma” e o Mestre “Pernalonga”.

Através da realização deste festival, a ACIVR reforça o seu apoio ao Comércio Tradicional e contribui para a divulgação desta arte marcial. A Capoeira é uma expressão cultural afro-brasileira que mistura luta, dança, cultura popular e música. Desenvolvida no Brasil por escravos africanos e seus descendentes caracteriza-se por golpes e movimentos ágeis e complexos.

Fonte: Notícias de Vila Real – http://www.noticiasdevilareal.com

Brincando com a Arte do Movimento

Projeto inédito de capoeira do Objetivo Sorocaba extrapola a sala de aula e vira livro e CD

  • Intitulado “Brincando com a Arte do Movimento”, projeto visa transmitir valores culturais e educacionais aos estudantes através da capoeira.
  • Mestre Moraes, reconhecido internacionalmente, encanta-se com o projeto realizado por alunos, pais e professores.

Um projeto inédito envolvendo alunos, pais e professores do Objetivo Sorocaba extrapolou os muros da escola e ganhou um seleto espaço junto dos livros e CDs educativo-culturais.

Intitulado “Brincando com a Arte do Movimento”, o projeto consiste em aulas de capoeira voltadas a alunos da Educação Infantil até o Ensino Médio, com o intuito de transmitir valores educacionais e culturais através da prática desse esporte.  Diferentemente de como acontece na capoeira comum, as aulas não são ministradas com o objetivo único de se ensinar a jogar o esporte, mas sim de passar uma nova arte aos estudantes e ensinamentos importantes à convivência pacífica e harmoniosa entre todos.

Os resultados positivos desse trabalho, que vem sendo realizado há cinco anos, superaram as expectativas e acabaram por dar origem a um livro e um CD com ilustrações e letras de músicas feitas por alunos, pais e professores.  Pela sua relevância cultural e ineditismo, o trabalho também ganhou a atenção e o apadrinhamento do mestre capoeirista “Ginga”, do Centro Cultural de Capoeira Irmãos Unidos, parceiro da escola nesse projeto.

O Mestre Moraes, conhecido internacionalmente e considerado o maior divulgador da capoeira no mundo, também tomou conhecimento do projeto e interessou-se, inclusive, por sua divulgação. Capoeirista preocupado com a musicalidade da capoeira, Mestre Moraes já recebeu uma indicação, em 2004, para concorrer ao Grammy com um disco do gênero. “A importância do projeto está, justamente, no resgate de um elemento de suma importância na prática da capoeira: a musicalidade, que tem sido colocada em segundo plano graças à supervalorização dispensada à vertente esportiva da capoeira. O Projeto pode contribuir para que a história da nossa sociedade seja contada às nossas crianças de forma lúdica, mas objetiva”, afirma o Mestre.

Moraes ainda ressalta a importância da obra extraída no “Brincando com a Arte do Movimento”, pois, segundo ele, o objeto da música de capoeira é a comunicação de fatos relacionados a um determinado grupo social através de códigos, só conhecidos por aqueles que pertencem a um grupo identitário. “Comungo com a ideia do projeto e pretendo divulgá-la para que outros professores de capoeira possam formar capoeiristas completos. Aqui na Bahia já temos várias escolas que têm a capoeira em sua grade curricular, mas observo que a preocupação da maioria dos professores é com a formação de atletas”, avalia.

Sobre o CD, o professor Cristiano Aparecido Amancio dos Santos, coordenador das atividades com capoeira da unidade Portal da Colina do Objetivo Sorocaba e idealizador do projeto, conta que se tratou de atividade interdisciplinar. “Para elaborar a capa do CD com as músicas cantadas pelos alunos, um professor fez o desenho, as crianças do Infantil foram as responsáveis pela pintura e o Ensino Médio é quem fez o acabamento, tudo isso durante as aulas, o que integrou várias disciplinas”, conta.

Cristiano ressalta a importância dessa iniciativa para a formação das crianças e jovens. “No ‘Brincando com a Arte do Movimento’, a capoeira vem como estratégia de contribuição na formação educacional desses alunos. Eu costumo dizer que, no trabalho com a capoeira durante as aulas, não estou formando capoeiristas, estou formando cidadãos, pessoas e que esses aprendem brincando o que ninguém consegue ensinar”, diz.

O professor ainda comenta que a ideia da produção de um livro e um CD surgiu de uma necessidade encontrada durante as aulas de capoeira. “No início, as crianças tiveram certa dificuldade em entender a cultura capoeirista. Por exemplo, muitas músicas apresentavam letras antigas com as quais os alunos não se identificavam e não entendiam. Foi dessa oportunidade que surgiu a ideia de realizarmos um trabalho onde eles próprios pudessem criar as letras das músicas para jogarem nas aulas. Eles inventam, cantam e adéquam isso a algumas coisas já prontas da capoeira, contando também com a ajuda dos pais na elaboração das letras”, revela.

O “Brincando com a Arte do Movimento”, continua o professor, também chega com a missão de quebrar tabus e preconceitos. “Insisti nesse projeto, principalmente, porque as pessoas julgam a capoeira sem conhecer. Existe, de fato, um preconceito sobre o esporte, mas a capoeira pode sim ser um agente de formação pessoal. Por isso mesmo, trouxemos os pais dos estudantes interessados para mais perto de nós para que pudessem conhecer o intuito dessas aulas e eles também se encantaram”, expõe.

O CD e o livro “Brincando com a Arte do Movimento” poderão ser encontrados nas unidades do Objetivo Sorocaba – Centro e Portal da Colina – e pelo site da editora Publit (www.publit.com.br).

 

Fernanda Burattini
Q! Notícia Comunicação
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Taubaté: Programação Especial e Comemoração aos 50 anos de Capoeira do Mestre Suassuna

Em comemoração aos 50 anos de Capoeira do Mestre Suassuna, o Sesc Taubaté, junto com a Academia Ginga Vale, tem programação especial para este encontro que vai unir capoeiristas de Taubaté e Vale do Paraíba, com participações importantes de mestres do esporte no Brasil.

Sesc Taubaté promove programação especial sobre capoeira

O SESC Taubaté tem em sua programação uma homenagem especial ao mais brasileiro dos gingados: a capoeira. Com a presença da Academia Ginga Vale, será comemorado os 50 anos de Capoeira do Mestre Suassuna.

O evento visa reunir os capoeiristas de Taubaté e região e contará com importantes mestres do esporte no Brasil.  A capoeira será apresentada nos seus três estilos: Angola, Regional e Contemporânea. A de Angola é mais antiga, tem um bailado lento e é mais de chão, na rasteira, enquanto a Regional é mais no alto, usa-se muito as mãos; a Contemporânea une os dois estilos.

Antes dos anos 30, um ‘capoeira’ era visto com marginal, porque praticava essa luta tida como violenta. Foi Mestre Bimba quem a apresentou ao presidente Getúlio Vargas, e desde então, passou a ser considerada uma arte marcial.

O homenageado chama-se Reinaldo Ramos Suassuna, é nascido em Ilhéus e criado em Itabuna. Veio pra São Paulo na década de 50 e, em 1967, fundou na capital paulista a Academia Cordão de Ouro. Cinco anos depois, recebeu Cerificado de mestre Bimba, um reconhecimento por todo o trabalho desenvolvido na grande metrópole, em nome da cultura brasileira.

Programação:

Ginga Vale – “ 50 anos de Capoeira do Mestre Suassuna”
Encontro de capoeiristas de Taubaté e do Vale do Paraíba com a participação de grandes mestres de capoeira do Brasil.
Realização: SESC Taubaté e Academia Ginga Brasil

Mesa Redonda
Capoeira: Passado, presente e futuro.
Com os Mestres: Suassuna, Esdras, Tarzan e Delmar
Mediação: Beto Kavalcante
Dia 21, 19h
Circo

Roda de Conscientização
Debate sobre as perspectivas do futuro da Capoeira o Brasil.
Com os Mestres: Suassuna, Quebrinha, Tarzan, Claúdio, Esdras, Lobão, Delmar e participantes do encontro
Dia 22, às 18h

Aulas abertas
Dia 21
Com Mestre Lobão e Tarzan
Às 20h30

Dia 22
Com Mestre Delmar e Claúdio
Às 19h

Dia 24
Com Mestre Claúdio – Capoeira Angola
Às 9h30
Com Mestre Suassuna
Às 10h30

Dia 25
Com Mestre Claúdio – Capoeira Angola
Às 9h30

Rodas Abertas
Com os Mestres: Suassuna, Claúdio, Tarzan, Esdras, Lobão, Delmar e Quebrinha.
Dia 22, às 20h30
Dia 25, às 10h30.

Formatura do CAF – Curso de aluno formado da Academia Ginga Brasil
Dia 23, às 19h.

XLIX Batismo de Capoeira da Academia Ginga Brasil
Dia 24, às 14h.

Realização: SESC Taubaté e Academia Ginga Brasil

Inscrições antecipadas na central de atendimento e na Academia Ginga Brasil.
Vagas limitadas. Grátis.

Ceará: 3ª edição do Tribos, Berimbaus e Tambores

Este ano, a novidade do Festival é a capoeira inclusiva e a da melhor idade, além de palestras, espetáculos e oficinas

A tradicional roda de capoeira cedeu espaço para palestras, espetáculos e oficinas, na 3ª edição do Tribos, Berimbaus e Tambores, que acontece de 12 à 18 de julho, no Centro Cultural Água de Beber (Cecab). Numa mistura de culturas e ritmos, o evento está promovendo um verdadeiro intercâmbio cultural em Fortaleza. São mais de 300 participantes de países como Venezuela, Holanda, Hungria, Espanha, Irlanda, Itália e Alemanha, além da presença de alguns estados brasileiros.

Sexta-feira, na oficina de danças populares, a presença de pessoas da melhor idade, da Capoeira Mundi, de Sobral, chamou atenção. Alegremente eles dançavam e cantavam, abrilhantando a roda e dando uma verdadeira lição de vida aos mais novos. “Eu vim para brincar, para me divertir. Antes eu era uma mulher muito doente, vivia internada, depois que entrei na capoeira nunca mais senti nada. Me sinto feliz, com saúde”, contou Lucimar Sousa, 54 anos, que veio à Fortaleza para o evento acompanhada da mãe, de 74 anos, também capoeirista.

Esse ano, a novidade do Festival é a capoeira inclusiva e a da melhor idade. Mestre Ratto, organizador do evento, conta que depois de alguns estudos os capoeiristas perceberam que a capoeira é uma atividade verdadeiramente de inclusão. “O próprio círculo, a roda, já é um momento de inclusão”, disse.

A 3ª edição do Festival conta com um convidado especial, o mestre Itapuã, de Salvador.

Hoje, todo os participantes vão se reunir para fazer uma grande confraternização na barraca Marulho, na Praia do Futuro, para festejar e encerrar o evento com um grande aulão de capoeira.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com

Espirito Santo: Campeonato Estadual de Capoeira

Prorrogadas as inscrições para o Campeonato Estadual de Capoeira

A Federação Capixaba de Capoeira decidiu prorrogar, para até o dia 10 de agosto, o período de inscrição para o Campeonato Estadual de Capoeira, que acontece no dia 22 de agosto, no Centro de Treinamento Jayme Navarro de Carvalho, sede da Secretaria de Estado de Esportes e Lazer, que apoia o evento.

Além de reunir os principais nomes do Espírito Santo na modalidade, o Estadual servirá como seletiva para o Campeonato Brasileiro, que será disputado em Mato Grosso do Sul.

Das diversas categorias, apenas os dois melhores, em cada uma delas, garantirão passagem para o Brasileiro. As inscrições podem ser feitas na sede da Sesport, ou pelo email da Federação Capixaba de Capoeira (fecaes-es@hotmail.com).

Os favoritos para desbancar a atual campeã, Muniz Freire, são as equipes da Grande Vitória, além de Cachoeiro, Linhares, Guarapari e São Mateus. Os critérios de avaliação da competição já estão definidos. Quem apresentar os melhores índices técnicos nos quesitos volume de jogo, harmonia, técnica e tradição, será campeão.

Reunindo nomes como da bicampeã brasileira Carla, atleta de Serra, e do terceiro colocado no último Brasileiro, Bert Karl Bereuel, de Vitória, a expectativa da organização é de uma competição de altíssimo nível e com um grande número de participantes.

“Acredito que vai ser o melhor Estadual de todos os tempos, com premiação em dinheiro e tudo. Somos mais de 20 mil capoeiristas no Espírito Santo e nossa expectativa é que mais de dois mil participem da competição”, afirmou Bert Karl Bereuel, que além de atleta é o diretor Institucional da Federação.

Informações à Imprensa:

Assessoria de Comunicação/Sesport

Júnior Costa

9901-9914 / 3235-7192

assessoria.sesport@gmail.com

Extraído do site: www.es.gov.br

Sebastianense conquista primeiro lugar em Campeonato Mundial de Capoeira

No início deste mês, a sebastianense Yasmim Rocha conquistou o primeiro lugar no Campeonato Mundial de Capoeira realizado em Londrina, no Paraná, que registrou a participação de mais de 200 capoeiristas.

A competição contou com nove atletas do Grupo Mandinga, desenvolvido em Maresias, na Costa Sul de São Sebastião, pelo professor Gustavo Simba. Os alunos tiveram o apoio da Prefeitura por meio das Secretarias de Esportes (Seesp) e de Cultura e Turismo (Sectur).

Para Yasmim, o torneio foi uma grande oportunidade. “Achei o máximo, pois pude competir e conhecer pessoas de outros países”, conta ela, ao participar pela primeira vez de uma disputa internacional. A capoeirista venceu na categoria iniciante, também com a sebastianense Amanda Cristina Figueiredo em terceiro lugar.

Uma semana antes do mundial, a vencedora ganhou o melhor solo no Campeonato Mandinga, realizado em Maresias. Yasmim também já conseguiu o segundo lugar no evento Ginga Criança, realizado em São Paulo.

Outro destaque da competição em Londrina foi a performance do atleta Cleber Almeida. Após competir com 20 capoeiristas na categoria graduado, o atleta ficou com a terceira posição. “A experiência que adquirimos com pessoas de várias partes do mundo é muito importante para melhorar o desempenho”, analisa Almeida, que pretende participar do próximo evento internacional a ser realizado em Orlando (EUA), em 2011.

O professor Gustavo Simba agradece o apoio da Prefeitura em conceder o transporte dos capoeiristas até Londrina, além de ajudar no trabalho do Projeto Mandinga em Maresias. Em outubro, um grupo de alunos participará do Ginga Criança, competição a ser realizada em Guarulhos (SP).

(RS/CF)

Fonte: Depto de Comunicação – http://www.saosebastiao.sp.gov.br

DVD: Passo a Passo com mestre Burguês

Nesse DVD  você vai conhecer um pouco da historia da capoeira em português , inglês e espanhol.

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– Maculelê
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Mestre Burguês – é um capoeirista de sangue impulsivo, apaixonado e intenso que transmite uma forma particular à sua arte .

Conceitos técnicos, metodologia de treinos, técnicas básicas e avançadas que surpreende por sua contundência e espetacularidade.

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Maresias: MAREGINGA 2010

APRESENTAÇÃO DO EVENTO:

A 6ª EDIÇÃO DO MAREGINGA, encontro beneficente de capoeira do projeto exercido no bairro de Maresias/São Sebastião, será realizada nos dias 26, 27 e 28 de novembro de 2010, pela organização do Professor de Capoeira e Educação Física Gustavo de Souza Leite sobre a coordenação de Mauro Porto da Rocha (Mestre Maurão).

Este evento vem sendo realizado desde o ano de 2005 com o intuito de reunir o maior número de capoeiristas possíveis para troca de informações, conhecimentos e preservação da cultura, assim, proporcionando as crianças da comunidade o contato com nossa arte, encaminhamento na formação do caráter, preservação da circulo afetivo familiar e o direcionamento intelectual. Além do aperfeiçoamento do nível técnico e profissional dos professores de capoeira.

É com esse espírito, de proporcionar as nossas crianças uma melhor qualidade de vida e encaminhá-los para um futuro promissor e profissional, que o projeto é desenvolvido nas escolas e instituições do bairro. Graças ao apoio dos parceiros que nos acompanham desde o primeiro evento, que este projeto tem sido um grande sucesso a cada ano que passa.

OBJETIVO DO EVENTO:

Preservar na comunidade de Maresias um dos mais importantes eventos de capoeira na atualidade, apresentando:

  • Passeios e assim apresentar a beleza de nossas riquezas naturais;
  • Eventos e gastronomia da região;
  • Atrair pessoas para ajudar no desenvolvimento turístico;
  • Executar oficinas culturais, visitando pontos turísticos e apreciando os ambientes oferecidos;
  • Incorporar cada vez mais nossa região no turismo nacional, assim, no futuro, abrindo mais oportunidade de empregos e exploração da mesma;
  • Apresentar o trabalho desenvolvido a comunidade;
  • Apresentar e evoluir o comercio hoteleiro e gastronômico de Maresias, entre outros.

 

Como tema do evento, sempre são feitas apresentações da cultura Afro-Brasileira, como: Capoeira, Maculelê, Puxada de Rede, Dança do Coco e o Samba de Roda feito sempre na festa de confraternização aos comandos do Mestre Maurão e algumas personalidades da Música Popular Brasileira como foi o caso da presença do Mestre e percursionista DaLua, já presente nos dois últimos eventos.

Este tem ocorrido em pontos específicos de Maresias, onde possamos concentrar o maior número de participantes e público possíveis. Tem sido explorado as escolas, a praça, o Clube Sirena (devidas proporções para a Cerimônia de Batizado e Graduação) e locais diferenciados da praia para a prática de esportes e realização da festa de confraternização.

*Este ano estaremos realizando a troca de graduação dos 150 alunos que fazem parte do projeto que já se expandiu para o bairro de Paúba.

Para conhecer o trabalho dos seis Mestres que estarão no comando do evento, basta acessar o site de trabalho dos mesmos:


Mestre Maurão: www.grupocapoeiramandinga.com,

Mestre Catitu: www.herançaculturalcapoeira.com.br,

Mestre Fran: www.maculele.com,

Mestre Mula: www.meialuainteira-salzburg.at/,

Mestre Rã: www.grupocapoeirabrasil-mestregirino.blogspot.com

Mestre Aberre: www.youtube.com/watch?v=5nYguonzar8

 

PERÍODO DO EVENTO:

O será realizado nos dias 26, 27 e 28 de novembro de 2010, sendo que as oficinas, rodas, turismo e a confraternização serão distribuídos da seguinte forma:

  • Sexta (26/11/2010): Roda de abertura e bate-papo com os Mestres convidados

(Na Praça Internacional do Surf e Clubinho);

  • Sábado (27/11/2010): Cursos de capoeira e folclore (Quadra de Esportes da Escola), Cerimônia de Batizado e Graduação (Clube Sirena) e Festa de Confraternização com Samba de Roda;
  • Domingo (28/11/2010): Atividades esportivas na Praia e Roda de encerramento.

CAPTAÇÃO DE RECURSOS:

A captação de recursos para a execução deste evento está previsto através de incentivo do Setor Privado. O evento terá proporções baseadas e elaboradas com o mesmo planejamento dos anos anteriores, sendo que os apoiados terão suas logo marcas apresentadas em toda a divulgação do evento.

 

Os custos para a execução do evento referem-se aos seguintes itens:

 

  1. 8 Passagens aéreas (ida e volta) – total estimado em R$ 3.000,00;
  2. Cachê dos Mestres (6 pessoas) R$ 500,00 – total estimado em R$ 3,000;
  3. Divulgação – total estimado em R$ 300,00;
  4. Camisetas (350 unidades) 10 a 12 reais cada – total estimado em R$ 3.500,00;
  5. Cordões de capoeira (150 unidades) 10 reais cada – total estimado em R$ 1.500,00;
  6. Filmagem, fotografia e produção de um DVD do evento – total estimado em R$ 1.500,00;
  7. Gastos extras como: Sonorização, água para os palestrantes, combustível para deslocamento dos palestrantes, entre outros. Total estimado em R$ 1.000,00.

 

  • Total de Custos para promover o evento estimado em R$ 13.800,00. Tendo os patrocinadores espaço de divulgação no evento nas seguintes áreas:

Banners, cartazes e panfletos, camiseta do evento, DVD do evento e durante as atividades.

 

 

Quotas:

 

Patrocínio: R$ 600,00 ou hospedagem para os mestres.

Destaque para logotipo nas camisetas, banners dispostos nos locais do evento e anuncio sonoro durante todo evento.

 

Apoio: R$ 200,00 ou doações no mesmo valor em alimentos, isotônicos, mercadorias necessárias para o evento. Visibilidade com identificação secundária nas camisetas, banners e anuncio sonoro durante todo evento

 

As doações em dinheiro devem ser feitas na seguinte forma:

Banco Bradesco Agencia: 2965 – Conta Corrente: 0008883-8 Associação Cultural Esportiva de Maresias. CNPJ-11.980.914/0001-82

 

Prestação de contas: Será feita através do site www.mandingamaresias.com.br

Assista ao Vídeo do último evento: http://www.youtube.com/watch?v=kDsjXmIivn4

 

Contatos: Professor Gustavo De Souza Leite (Simba)

Telefone: (0xx12) 8115.3176 – gustavosleite29@hotmail.com