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Outubro 2010

Vendo Artigos de: Outubro , 2010

São Gonçalo: JICAP – Jogos Infantis de Capoeira 2010

Rio de Janeiro: Fazenda Columbandê recebe Jogos Infantis de Capoeira.

Os Jogos Infantis de Capoeira 2010 (JICAP) serão realizados neste sábado, a partir das 9h, na Vila Olímpica da Fazenda Colubandê, em São Gonçalo.

Logo após a abertura oficial, os presentes poderão assistir a um aulão de capoeira com a participação de todos os inscritos. Só então, começa a competição, com os atletas divididos por faixa etária em três categorias :

  • A atletas de até 16 anos
  • B atletas de até 12 anos
  • C atletas de até 7 anos

Os Jicap tem como objetivo a cooperação entre os participantes e não a disputa competitiva tradicional dos demais esportes. Também por isso, a capoeira é uma atividade que promove forte integração social, com a participação de todas as classes sociais e visa o respeito e a amizade dos atletas.

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/

Capoeiristas do Sul e Sudeste fazem roda de discussão no Rio

Rio de Janeiro – Capoeiristas dos estados do Sul e Sudeste se preparam para uma roda de discussão, a partir de hoje (27), no Rio. A meta é levantar sugestões para um plano nacional de salvaguarda, com medidas principalmente para a profissionalização. No evento, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lança um prêmio para os mestres da modalidade.

Capoeirista há 40 anos, mestre Levi Tavares de Souza, de 53 anos, diz que os professores querem empregos formais e aposentadoria. Com a profissionalização, ele acredita que ficam protegidos os saberes tradicionais da prática, conhecida por aliar arte, cultura e história. O mestre lembra que desde que a capoeira deixou de ser crime, na década de 30, a questão não foi discutida.

“A capoeira não sofre mais o preconceito de antes – não é mais associada à marginalidade”, disse, lembrando que a luta que mistura golpes rápidos e movimentos acrobáticos à dança, ao som de atabaques, foi criminalizada dois anos depois da Abolição da Escravatura (1888). “Mas os mestres esbarram na exigência do diploma de educação física e na formalização”, reclamou.

No encontro chamado Pró-Capoeira, os participantes também debatem a internacionalização da prática, levada para fora do país por vários mestres, além de formas de organização social, ações que estimulam o uso da capoeira na educação e no lazer e maneiras de garantir a preservação do meio ambiente na elaboração de instrumentos musicais como o berimbau.

“Os instrumentos são fabricados de madeira e sementes. São materiais que exigem formas adequadas de manejo”, destaca a coordenadora-geral de salvaguarda do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Teresa Paiva Chaves. “A roda de capoeira precisa da musicalidade, precisa desses instrumentos, mas com sustentabilidade”, acrescenta.

Considerados Patrimônio Cultural Imaterial pelo Iphan há dois anos, a Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres passaram a exigir políticas públicas de promoção e de preservação. Nesse sentido, o instituto também lança hoje o prêmio Viva meu Mestre, que oferecerá R$ 15 mil para os professores mais velhos, em situação de vulnerabilidade social.

O edital será conhecido no encontro e contemplará professores escolhidos pelos próprios alunos. Podem participar do lançamento do prêmio e do encontro  praticantes e instituições ligadas à capoeira no Sul e Sudeste. O evento será realizado no Centro de Convenções SulAmérica, no centro, e contará com representantes da Fundação Palmares e do Ministério da Cultura.

As sugestões aprovadas no Rio para o plano nacional de salvaguarda  se somarão a contribuições de todo o país, que voltarão a ser discutidas no ano que vem em Brasília. O documento ainda contará com contribuições da roda de discussões da Região Centro-Oeste, que se reúne em  novembro. O Pró-Capoeira no Nordeste foi realizado em setembro, em Recife.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br

Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim comemora 10 anos de atividades

Foi com muita alegria que o Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim e a Associação Desportiva e Cultural de Capoeira “Filhos de Cananéia” completou 10 anos de Batizados e Troca de Cordas. O evento que marcou essa data aconteceu nos dias 15, 16 e 17 de outubro em Cananéia – SP e contou com a participação de capoeiristas de diversas cidades, como: Passos (MG), Franca, Jundiaí, São Paulo, Santos, Registro, Iguape, Juquiá, Pariquera-Açu e até do Estado de Alagoas, com a participação do Mestre Girafa, que usa uma prótese em uma das pernas.

O evento começou na sexta-feira (15) com uma roda de capoeira na Colônia de Pescadores para os participantes que chegaram nesse dia. No sábado (16) as atividades aconteceram no Ginásio Mário Covas com rodas de mestres e troca de graduação de alunos e professores e continuou noite a dentro na Praça da Tiduca, com apresentações culturais do Grupo de Dança Órus coordenado pela professora Cláudia, roda livre de capoeira, mostra do vídeo “Iê – Na volta que o mundo deu…” produzido pelos alunos do Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim e fechou com o grupo de forró “Trio Pé do Morro” de Iguape. Já no domingo (17) ocorreu o Batizado dos alunos iniciantes e a tradicional “peixada com capoeira”, almoço de confraternização entre os participantes.

“Foi um evento bem significativo para o Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim, que apesar das dificuldades encontradas diariamente, vem desenvolvendo um belo trabalho esportivo, cultural, inclusivo e principalmente educacional, como foi o vídeo produzido pelo alunos do grupo que conta a história de um garoto usuário de drogas que muda sua vida quando conhece a capoeira e o acolhimento que ela proporciona…” desta Cleber Rocha Chiquinho, aluno estagiário do grupo de capoeira.

Vale ressaltar o apoio que a Colônia de Pescadores Z-9, o Ponto de Cultura Caiçaras, a Associação Rede Cananéia e todos que direta e indiretamente ajudaram na concretização desse evento.

Fonte: http://diariodeiguape.com

Nota de Falecimento: Mestrando Provolone

 

A Federação Alagoana de Capoeira – FALC – Vem por meio desta, informar o Falecimento de Jorge Lourenço dos Santos, 32 anos- Mestrando Provolone – Da Associação de Capoeira Guerreiros de Aruanda, residente na cidade de Luziápolis – Alagoas.

 

O falecimento ocorreu após acidente de moto na cidade de Luziápolis – Alagoas.

 

 

O Mestrando Provolone iniciou a prática da Capoeira em 1996 com o Mestre Metralha em Santa Barbara do Oeste – São Paulo. Em Alagoas, começou a ensinar capoeira em 2002 na cidade de seu nascimento, dividindo a responsabilidade do grupo, aqui em Alagoas, com o Contra-Mestre Ceará e Instrutor Alemão.

 

 

Aos seus familiares, alunos, professores e Mestre da Associação Guerreiros de Aruanda o nosso pesar e profundos sentimentos.

 

A Capoeira de Alagoas perde um excelente capoeirista, ser humano e cidadão.

 

 

Marco Baiano

Presidente da Federação Alagoana de Capoeira – FALC

Angra dos Reis: Grupo promove Festival da Arte-Capoeira

Mais uma vez promovendo cultura, a cidade de Angra dos Reis realiza hoje, o Festival da Arte-Capoeira, do Grupo Abadá Capoeira, na quadra esportiva do Colégio Arthur Vargas (Ceav), a partir das 14 horas. O evento conta com a participação de diversos grupos de vários estados do Brasil, com rodas de capoeira e apresentações de maculelê, além da presença do Grupo de Ciranda de Paraty, convidado especial.  O evento é, na verdade, um batizado de troca de corda – quando os alunos avançam de nível, uma espécie de formatura. Mais de 200 alunos, com idades entre três e 60 anos, vão participar. Uma cerimônia que acontece todo ano, transformada em Festival, com a apresentação de grupos de outras cidades (Barra Mansa e Volta Redonda já confirmaram presença), professores e mestres, além das outras manifestações culturais.

Para começar, os capoeiristas, professores e mestres vão realizar um grande aulão, como um aquecimento. Depois serão montadas rodas onde, de dois em dois, os alunos vão jogar capoeira para apresentar o aprendizado do ano todo, para parentes, amigos e outros presentes. Para a cerimônia de troca de corda será feita uma grande roda e, de acordo com a graduação, cada aluno será chamado para receber sua nova corda. Por fim, os grupos de capoeira convidados, o grupo Ciranda de Paraty e maculelê realizam suas apresentações.

O projeto e o evento têm o apoio da Fundação Cultural de Angra dos Reis (Cultuar), que acredita nos resultados dessa união entre entretenimento, educação e cultura.

– É uma proposta muito interessante. Despertar o gosto por essas atividades que têm tanto o folclore, da cultura negra e do passado do Brasil, é muito importante. É uma grande ideia – explica Stela BLABLA, diretora executiva da Cultuar.

O Grupo Abadá Capoeira atende gratuitamente cerca de 800 alunos em várias comunidades da cidade, através do Projeto Escolinha de Capoeira. São alunos de diversas idades, classes sociais e origem, e até crianças com necessidades especiais, que aprendem juntos mais sobre essa manifestação tão brasileira.

– Capoeira não tem idade, cor, classe. Além da prática do esporte, promovemos durante as aulas, uma integração. Todo mundo aprende junto. No começo, com as crianças especiais, houve um pouco de estranhamento, mas acabou rápido – lembra o mestre e professor, Robson Francisco Leite, o Arisco.

Tanto o Mestre Arisco, quanto a Cultuar valorizam o trabalho realizado como uma forma de ensinar uma atividade, ocupar crianças que poderiam estar nas ruas.

– Com esse projeto mostramos a importância da prática de esportes, aliado à formação dos jovens. Prevenir contra as drogas, ensinando. E convidamos todos a irem conhecer para que os capoeiristas se sintam prestigiados, dá mais ânimo – explica Arisco.

– É um trabalho reconhecidamente cultural. Desejamos em nome da Cultuar que esse evento funcione da melhor maneira e atraia cada vez mais gente – completa Stella.

Entretenimento social

O evento é gratuito e, tanto o Grupo Abadá Capoeira quanto a Cultuar, convidam a todos para conhecer e prestigiar. Mas como uma forma de contribuir para o belo trabalho social realizado pelo Grupo, em Angra, é solicitado, a todas as pessoas que comparecerem, um brinquedo para ser doado às crianças durante a campanha beneficente de Natal.

– Esse é um trabalho que realizamos todos os anos, o Capoeira Noel. Seguimos em passeata pela cidade com cerca de 30 capoeiristas vestidos como o “bom velhinho”. Depois abrimos uma grande roda para jogar capoeira, pedir brinquedos pelo comércio, que depois são entregues a crianças carentes. Com as doações, não precisaremos pedir tanto, e poderemos presentear mais crianças – aponta Arisco.

Do passado

O Grupo Abadá Capoeira é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como principal objetivo a difusão da cultura brasileira através da capoeira. Surgiu há mais de 20 anos, no Rio, e chegou à cidade de Angra dos Reis por volta de 1989. O projeto na cidade é apoiado pela Cultuar e já atende em torno de 800 pessoas, das mais variadas idade e comunidades de Angra.

Tirando crianças das ruas e ensinando um esporte e lições de integração, a ideia é bastante aceita pela população e vem crescendo a cada ano.

 

http://www.diariodovale.com.br

Ceará: Capoeira como terapia

Grupo vai às praças e áreas de lazer para ensinar o esporte

Muita gente está superando o cansaço e o estresse fazendo capoeira. Em Fortaleza, um grupo vai às praças e áreas de lazer para ensinar as técnicas. Quem frequenta as aulas, fica surpreso com a experiência.

A nova função da capoeira não conhece idade, classe social ou porte físico. As aulas, comandadas pelo Mestre Rato, são um convite para liberar o estresse.

Em uma turma, por exemplo, o objetivo não é aprender a lutar ou se tornar um profissional de capoeira. O importante é trabalhar a auto-estima e dar um novo ritmo à vida.

Praticantes por terapia

A dona de casa Fátima Carvalho, de 49 anos, conheceu a capoeira no bairro onde mora. Ela fez a primeira aula há 3 anos e nunca mais parou.

Sandra começou com o filho adolescente, que acabou desistindo, mas ela, não. Continua firme e forte há 2 anos.

A médica Virlênia Barros diz que recomenda a atividade para os pacientes, e não é só por causa do esforço físico.

Ao som do berimbau, eles buscam a sensação de liberdade na dança dos escravos.

Serviço: a sede do projeto funciona na avenida Pessoa Anta, 218, ao lado do Dragão do Mar. O contato é com o Mestre Rato no telefone (85) 8866 – 5835. O próximo encontro, aberto ao público, é no domingo (24), às 18h.

 

http://tvverdesmares.com.br/

Projeto Ginga Menino, do Grupo Capoeira Aliance, obtém títulos

O Projeto Ginga Menino, do Grupo Capoeira Aliance, é uma iniciativa social que vem gerando proveitosos frutos a partir do trabalho realizado pelo mestrando Binha. O movimento leva a arte da capoeira para diversos bairros de Maringá e cidades da região, contando com mais de 250 participantes.

E a iniciativa já se reflete nos resultados que componentes têm conseguido nas competições no Estado e até nacionais, apesar das dificuldades com a ausência de patrocínios.

No mês de setembro, por exemplo, os alunos conseguiram 23 vagas para disputar, em Araras, São Paulo, a segunda edição do Word Champions de Capoeira (Jogos Mundiais).

Mas a falta de recursos permitiu que apenas quatro componentes viajassem para o evento. Duas honrosas posições foram conquistas. Jonathan Henrique Resende Botelho da Silva foi quarto colocado na categoria 14 a 16 anos e o mestrando Binha obteve o vice-título entre os profissionais.

No início deste mês, o Grupo Capoeira Aliance, através do Projeto Ginga Menino, se destacou no Festival Nacional de Capoeira, em Paranavaí. Onze títulos foram conquistados pelos alunos com idades entre 4 e 15 anos.

Nicolly da Silva (4 a 6 anos) e Guilherme Rodrigues (13 a 15) ficaram com o primeiro lugar no pódio em suas respectivas categorias; Marcelo Pancieira (10 a 12 anos), Tathiane Zambeli ((11 a 13 anos), Maicon Pancieira (13 a 15 anos) e Joaquim Vinicius (graduados) voltaram com vice-títulos; a terceira posição foi conquistada por Victoria Neves (11 a 13 anos), Douglas Frantiesco (graduados), Rosiane Lugao (amadora feminina) e mestrando Binha (profissional). Resultados que, no geral, deram aos maringaenses a segunda posição entre todas as equipes. O objetivo do grupo agora é conseguir apoio para disputar o Brasileirão de Capoeira, evento que terá a cidade de São Paulo como sede no mês de dezembro.

 

O Diário do Norte do Paraná – http://www.odiario.com

Esclarecimentos: Programa Pró-Capoeira – IPHAN

Em resposta ao e-mail recebido de Natália Brayner, Técnica do Departamento do Patimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN:

Prezados,

O Grupo de Trabalho Pró-Capoeira, coordenado por este Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN, solicita espaço de resposta ao texto “Uma Lei Orgânica para a Capoeira“, publicado portal da capoeira em 13 de outubro de 2010, pois o IPHAN e o Ministério da Cultura foram mencionados no referido artigo com relação à condução do Programa Pró-Capoeira ao qual atribuiram-se diretrizes de atuação que não correspondem à proposta do programa.  Enviamos um  esclarecimentos sobre o Programa Pró-Capoeira e sobre os resultados do encontro realizado em Recife entre os dia 8 e 9 de setembro de 2010.

Atenciosamente,

Natália Brayner
Técnica
Departamento do Patimônio Imaterial
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN

 

Prezados Capoeiras,

O Iphan esclarece ao público que o Programa Pró-Capoeira, ao contrário do que é afirmado, equivocadamente, em alguns fóruns de discussão, não é orientado pela “bandeira da capoeira como processo exclusivamente desporto-competitivo-olímpico” , tal como mencionado Prezados,

Cabe ao Iphan informar que o tema foi apresentado por um dos vários segmentos do universo da capoeira em um encontro promovido pelo Programa Pró-Capoeira; e foi divulgado pelo Iphan como uma sugestão a ser discutida pelos vários segmentos no processo de mobilização social promovido pelo Programa. O fato de o tema ter sido levantado e apresentado não significa que será encaminhado enquanto política do Estado, pois ainda há muito que discutir e debater.

Nesse sentido cabe também esclarecer o que vem a ser o Programa Pró-Capoeira:

A possibilidade de fazer política pública em prol da capoeira no Instituto do Patrimônio HIstórico e Artístico Nacional (Iphan) é muito recente; só começou efetivamente em 2008, quando a roda e o ofício dos mestres de capoeira foram registrados como patrimônio cultural do Brasil. Desde então, se faz necessária uma política de salvaguarda para estes bens culturais que seja mobilizadora, participativa e inclusiva.

Desde que as tradições da roda e o ofício dos mestres foram registrados como patrimônio cultural do país, a capoeira passou a ser interesse de política de patrimônio de Estado, e não apenas objeto de políticas de governos, as quais, usualmente, constituem-se por programas e ações passageiros e pontuais Assim, de agora em diante pode haver vários programas de governos diferentes, com nomes diferentes, mas que deverão ser pautados por diretrizes estratégicas comuns que visem a continuidade da ação do Estado em prol da capoeira, em especial no que se refere à salvaguarda dos aspectos tradicionais da capoeira reconhecidos e registrados como patrimônio cultural nacional.

Para estabelecer as bases para uma política participativa neste campo, o Ministério da Cultura criou o Programa Pró-Capoeira e instituiu o Grupo de Trabalho Pró-Capoeira (GTPC) para implementá-lo.

A primeira providência, por parte do GTPC, foi observar as demandas apontadas nas recomendações de salvaguarda levantadas durante o processo de registro e buscar os encaminhamentos, como a interlocução com o Ministério da Previdência, da Educação, e outras providências. Também foram avaliadas criticamente as experiências de políticas na área com vistas ao aperfeiçoamento. E foi observada a necessidade de conhecer mais e promover a mobilização e organização da demanda dessa base social tão diversa e complexa como é a da capoeira.

Assim, num primeiro momento, foi implementado e amplamente divulgado o Cadastro Nacional da Capoeira (CNC) para coleta e atualização de dados relativos à capoeira. Estas e outras fontes de verificação, como cadastros de pontos de cultura, pesquisas acadêmicas, cadastros de editais do MinC foram utilizadas para identificação das referências deste universo cultural. Em seguida, foram idealizados os encontros Pró-capoeira como uma forma de proporcionar aos mestres de capoeira de todas as regiões do país um espaço de fala sobre as recomendações de salvaguarda apontadas durante o processo de registro da roda e do ofício dos mestres como patrimônio cultural e sobre outras demandas importantes do campo, sempre na perspectiva de construção de uma política pública de Estado para a salvaguarda destas tradições culturais. Com os contingenciamentos orçamentários, contudo, só foi possível planejar para este ano de 2010 três encontros regionais condensados. Ficando indicado e planejado um encontro nacional para o próximo ano.

Com as dimensões continentais de nosso país, milhares de capoeiras praticando neste território e para além dele e com as diversas tendências, correntes e segmentos deste universo, a implementação das bases de uma política participativa é bastante complexa. Necessariamente terá acertos e problemas, levando algum tempo para alcançar o consenso fundamental necessário ao seu bom funcionamento. A participação presencial de todos os mestres de capoeira do país nestes encontros mostrou-se tarefa irrealizável frente ao tempo e os recursos disponíveis para a condução deste processo.

Um dos encaminhamentos dados para o enfrentamento destes desafios passou pela realização de uma chamada pública de currículos para especialistas em capoeira de todas as regiões do país com vistas a ajudarem na identificação dos os mestres e mestras que são referenciais importantes para diversidade de tendências da capoeira; na organização dos encontros mediando os grupos de trabalho, sistematizando resultados, elaborando relatórios e outras providências. Um dos critérios importantes nesta seleção foi a necessidade de curso superior, já que estes consultores estão encarregados de elaborar textos referenciais, sistematizar os resultados e produzir os relatórios de cada encontro, com conhecimento do campo, de forma a orientar o GTPC na escolha dos convidados dos encontros. Convém atentar para o fato de que é vedada por lei a contratação de servidores públicos, o que impediu a seleção de capoeiras professores e pesquisadores de universidades públicas ou que exercem outras funções no poder público.

Os critérios de seleção para definição dos mestres e mestras convidados participar de cada encontro foram elaborados a partir dos resultados da sistematização de dados obtidos nos cadastros realizados pelo Ministério da Cultura no âmbito do Capoeira Viva, do Programa dos Pontos de Cultura e do próprio Pró-Capoeira. Esta sistematização também incorporou dados de pesquisas acadêmicas e da pesquisa realizada para registro da roda e do ofício de mestre de capoeira como patrimônio cultural do Brasil. Mais uma vez, ressaltamos que seria inviável, convidar todos os mestres de capoeira do país, e os critérios de representação para participação nos encontros são baseados na importância tácita e inquestionável da pessoa convidada, no tempo de atuação, no reconhecimento coletivo, na importância como formadora e transmissora de saberes e, ainda, no seu gênero. Também se procurou a garantir a representatividade dos vários segmentos praticantes da capoeira.

O primeiro encontro foi realizado em Recife no período de 8 a 9 de setembro deste ano. Além da divulgação das diretrizes conceituais do Programa através de palestras iniciais, os mestres e mestras presentes estiveram reunidos em grupos de trabalho com o objetivo de identificar situações-problema enfrentadas pelos capoeiristas em diferentes áreas temáticas e discutir possíveis sugestões de solução para as questões identificadas. Em todos os grupos estiveram em diálogo os pensamentos e posicionamentos de várias correntes e tendências ali representadas. A questão da capoeira como desporto olímpico surgiu no GT que tratou do tema Capoeira e Esporte, como uma situação-problema a ser enfrentada pelos capoeiristas e que precisa ser melhor debatida a partir de posicionamentos melhor informados sobre o assunto. O GT apresentou algumas sugestões para o enfrentamento desta questão, dentre outras, por exemplo, foi aventada a possibilidade de a capoeira agregar especializações como acontece em outras áreas e esportes: capoeira desportiva, capoeira cultural, etc. Além disso, ainda com relação a questões mais amplas relativas ao tema Capoeira e Esporte, foi reforçada a importância da presença de técnicos do Ministério dos Esportes nos encontros do Pró-Capoeira. Ressaltamos que todas e quaisquer sugestões dadas por segmentos do universo da capoeira nos encontros não se tornam automaticamente diretrizes do Programa. Significa apenas que demandas foram mapeadas e que serão postas em discussão nos encontros posteriores e no Encontro Nacional, previsto para 2011, em Salvador. Os temas e proposições levantados nos encontros de certo mostrarão a diversidade de tendências e interesses do campo da capoeira, alguns em maior ou menor grau de consenso ou conflito.

Este trabalho está começando e esperamos poder contar com a participação construtiva de todos os segmentos deste universo. Entendemos a enorme expectativa dos capoeiras, mas é preciso que todos entendam que uma política pública dessas dimensões só pode ser implementada com cautela, espírito crítico sim, mas com a perspectiva concreta de entendimento entre os segmentos envolvidos e o Estado. Além disto, estas iniciativas não invalidam outras que já estejam em andamento no que se refere à construção de uma legislação específica voltada ao campo da capoeira. Entendemos inclusive que os resultados dos encontro nacional do Pró-Capoeira podem e devem ser encaminhados à Frente Parlamentar da Capoeira e que articulações com este e outros grupos, pessoas e instituições que atuam em prol da capoeira serão necessárias e importantes para a consolidação de políticas de Estado. O universo em questão é vasto e o objetivo do Ministério da Cultura é chegar a todas as pessoas e a todos os espaços onde a capoeira é praticada.

 

Brasília, 19/10/2010

 

Grupo de Trabalho do Pró-Capoeira-GTPC

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN

Lançamento do 1º CD da Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene

A Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene lança seu primeiro CD, Sinfonia de Arame, com berimbaus cuidadosamente afinados e agrupados em naipes (berimbau gunga ou berra-boi com som grave, berimbau de centro com som médio e o berimbau viola ou violinha com som mais agudo), com o berimbum, criação de Dinho Nascimento de som super-grave tocado com arco de violoncelo, e o berimbau de lata também tocado com arco, parecendo uma rabeca.

Vozes entoam os versos das ladainhas, corridos, chulas, samba e samba-de-roda. Alguns instrumentos como o guimbarde ou trump (berimbau de boca), kalimba, caixa do divino, agogô, pandeiro, reco-reco, ganzá, triângulo, atabaque, matraca, efeitos diversos e palmas completam a sonoridade.

A Orquestra mostra a versatilidade do berimbau interpretando toques da capoeira e ritmos da música brasileira, com arranjos e regência de mestre Dinho Nascimento.

Este CD promove a acessibilidade do deficiente visual possuindo escrita em Braille, desenvolvida para leitura dos cegos através do tato.

Convidados muito especiais participam em Sintonia de Arame: a Orquestra de Tambores de Aço (na música Amazonas), o Quarteto Pererê (em Peixinhos do Mar), Tião Carvalho (em Puxada de Rede) e Toninho Carrasqueira (em Toque de Mestre e Sertão de Caicó).

 

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I Fórum de Capoeira do Grande Recife

Temos a honra de convidar a você e seu grupo de capoeira para participar dos debates do I FÓRUM DE CAPOEIRA DO GRANDE RECIFE, evento realizado pelo Laboratório de Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Pernambuco sob a Coordenação do Prof. Dr. Frei Tito e a ONG “Respeita Januário”.

Tema: A CAPOEIRA PATRIMONIALIZADA – Desafios e Perspectivas Contemporâneas.

O Evento contará com a presença dos Pesquisadores do IPHAN que realizaram as entrevistas do Inventário da Capoeira em Pernambuco.

Esse importante evento e incentiva a todos a participar e contribuir com ideias para a Salvaguarda e Patrimonialização da Capoeira.

Estamos contando com o sua disponibilidade, esforço e idealismo neste FÓRUM, por se tratar de horário de dias de semana (estudo e trabalho,…).

Participe e contribua com sua opinião para enriquecer os debates.

Pedimos que nossos Capoeiristas Pernambucanos nos ajude a divulgar esse evento na comunidade capoeirística.

Inscrições no Blog: http://lpc-ufpe.blogspot.com

 

Salve Capoeira de Pernambuco Imortal!

 

ONG: UNICALEN

 

I FÓRUM DE CAPOEIRA DO GRANDE RECIFE

Auditório do Centro de Arte e Comunicação/UFPE

DIAS:

03/11/2010 (Quarta-feira) – ABERTURA das 17:30 às 20:30 horas.

04/11/2010 (Quinta-feira) – das 14:00 às 18:00 horas.

05/11/2010 (Sexta-feira) – das 14:00 às 18:00 horas.