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Outubro 2010

Vendo Artigos de: Outubro , 2010

Portugal: Encontro Euro-Muzenza de Capoeira

O Grupo Muzenza de Capoeira e a Associação de Capoeiragem Malta do Sul, irá organizar no dia 5 e 6 de novembro, o Encontro Euro-Muzenza de Capoeira, na Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines em Portugal.

Programação

Dia 5 de Novembro ( Pavilhão Desportivo de Albufeira )

21hs – Roda de confraternização com os convidados

Dia 6 de Novembro (Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines)

10hs – Aulas com os convidados
12:30 – Almoço
15hs – Batizado e troca de Graduações dos alunos do Algarve
18hs – Encerramento do Evento
19:30 – jantar de confraternização (Snack – Bar Estrela do Sul)

Organização
Mestre Namorado | Professor Pena

 

Márcio Cruz Damião
Professor Pena
Grupo Muzenza de Capoeira – Portugal
Tel. 91 3369316 / 92 6570955

Bahia: Mestre Bigodinho e Ação Solidária

Mestre Bigodinho está se recuperando de uma fratura na perna e está impedido de se locomover e, consequentemente, de trabalhar.
Por isso, queremos formar uma corrente pra poder ajudá-lo nesse momento.
Se cada um que entende o valor do Mestre fizer um pouquinho, acho que poderemos ‘amaciar’ este momento que ele vive. 

As seguintes ações podem gerar bons frutos:

– Promover em seu grupo/espaço algum evento (roda, oficina, sessão de filme, festa, feijoada) que possa arrecadar algum dinheiro para reverter ao Mestre;
– Comprar o cd (unidade ou caixa) de Mestre Waldemar que tem como responsável o Teimosia que propõe doar a renda das vendas para o Mestre.


E-mail para pedidos de cds : cdmestrewaldemar@gmail.com
– Comprar o dvd “Tributo ao Mestre Bigodinho” atravês do Atelier de Mestre Lua Rasta. A renda das vendas também é revertida para o Mestre.
E-mail para pedidos de dvds : atelierlua@hotmail.com

– Fazer visitas ao Mestre, pois se sentir sozinho em um momento como este é muito ruim.

O contato do Mestre é feito atravês de sua filha Joanice no telefone : (71) 3257 98 05 ou 8854 56 80

O CD “MESTRE WALDEMAR, EU CANTEI A CAPOEIRA” contém gravações do grande mestre da Pero Vaz e alunos, no ano de 1951.
À época, foram realizadas pelo pesquisador americano Anthony Leeds e descobertas na Universidade de Indiana, EUA. 
Contém ainda gravações e depoimentos do mestre, oriundas de uma roda na casa do Mestre Itapoan em comemoraçãoao aniversário de Mestre Paulo dos Anjos (1989).

O DVD “TRIBUTO A MESTRE BIGODINHO” intercala trechos dos depoimentos de M.Bigodinho com imagens da rica cultura de Acupe no Recôncavo baiano : o Bando
Anunciador, Burrinha, Negôs fugidos, Samba de roda, Maculêlê e Capoeira se unem em homenagem ao velho Mestre. Com inumeras intervenções, o calderão cultural encanta 
as ruas de Acupe.


É, mais uma vez, preocupante o que acontece com os mestres de capoeira no Brasil. Enquanto mil processos, onde rios de dinheiro são gastos para contratação de profissionais que, muitas vezes, nem capoeiristas são para “decidir” o destino da capoeira como patrimônio histórico, nossos verdadeiros patrimônios (os guardiões da cultura como os intelectuais mesmo gostam de chamar) estão aí sem apoio, sem qualquer suporte do poder público em momentos como este, e que acontecem a todo instante. 
Cabe aos capoeiristas, a galera que sente e sabe o que é o caminho de um mestre de capoeira tomar atitudes que possam, pelo menos, amenizar o sofrimento de alguém que foi capoeirista a vida toda e que agora, tem dificuldades para comprar os remédios caríssimos que lhe são receitados, manter as contas da casa em dia e até mesmo poder ser cuidado e alimentado dignamente.
Por essas e por outras, pedimos o seu apoio. E não dá pra demorar. É hora é hora. 

Entrem em contato, quem puder ajudar!


Obrigado”

Mestre Lua Rasta

Professor divulga revista Educação em Debate e seu trabalho sobre capoeira

O professor José Geraldo Vasconcelos, conhecido nas rodas de capoeira como “Bob”, visitou a redação do Portal AZ na manhã desta quarta-feira (13) para divulgar a coletânea “Educação em Debate”, que se trava na verdade de uma revista do programa de pós-graduação em educação brasileira.

O lançamento da Revista Educação em Debate integra a programação do II Congresso Internacional de História e Patrimônio Cultural na Universidade Federal do Piauí (UFPI). E contará com a presença dos autores piauienses, e acontece hoje (13/10) de outubro de 2010 a partir das 18h no Espaço de Convivência do Congresso que será montado no CCHL da UFPI

decisivamente no processo de formação de forma positiva bem como amplia a capacidade crítica dos alunos. “A compreensão sobre a educação ampliou, hoje não é somente resumido às escolas, como a capacitação de professores. Hoje a educação é mais ampla, multicultural, multidimensional. Nesta revista a gente vê trabalhos sobre poesias, mulher, sexualidade, política, estudos culturais, movimentos sociais e também sobre o nosso tema, que é a capoeira. Este foi um projeto de tese que eu fiz. Sou mestre de capoeira e sempre me interessou em fazer a articulação da capoeira como fenômeno sócio cultural”, relata.

Bob afirma ainda que começou a estudar a capoeira como uma cultura e a fazer um apanhado de como ela aparecia nos livros de história. “Isso tudo dá uma visibilidade sócio-cultural à capoeira. Estudei a sua contribuição para a educação. As primeiras impressões são de que ela aproxima o aluno da escola, estimula, ajuda no aprendizado, e dá uma visão diferenciada sobre a história do Brasil. A mente da criança se abre muito mais, e ajuda a pensar de crítica. A capoeira dentro da escola ajuda a dar outra visão de mundo”, complementa.

O professor Bob disse que a “Revista Educação em Debate” teve avaliação 4 pela CAPS.
A Revista Educação em Debate surgiu há 35 anos na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará com o objetivo de divulgar a produção de alunos e professores dos cursos de Mestrado e Doutorado daquela faculdade, mas com o passar dos anos assumiu tal importância no meio acadêmico que adquiriu também a função de publicar textos que retratam o cotidiano e experiências educacionais de outros estados brasileiros.

O último número da Revista traz cinco artigos de professores piauienses: Shara Jane Costa Adad (UFPI), Cassandra Franco (ICF), Vivian de Aquino Brandim (SEDUC-PI) e Cleto Sandys (FAP-Parnaíba).

A professora Cassandra Franco afirma que “foi uma oportunidade inigualável ter seu texto selecionado para publicação, até porque a sua escrita contemplou uma das inovações do currículo do curso de Serviço Social piauiense que é a inclusão de disciplinas de Gerontologia Social, em geral, restritas a cursos de especialização. E que esta inovação faz o diferencial dos nossos futuros assistentes sociais que saem da faculdade já sabendo como agir diante das demandas apresentadas pelos idosos que é o grupo que mais cresce dentro da população brasileira nos últimos anos.”

E, finalizando, a professora Vivian de Aquino Brandim afirma que “em seu texto busca mostrar como a lei que introduziu o ensino de história e cultura afro-brasileiras no cotidiano da educação básica gerou transformações no ensino e que, por isto professores de todas as áreas de conhecimento, mas especialmente da disciplina História, têm de procurar se integrar a nova realidade educacional através da formação continuada autônoma e, também, por meio dos cursos oferecidos pelas órgãos gestores da educação.”

Uma Lei Orgânica para a Capoeira

Mestres de Brasília-DF, estão desenvolvendo gestões e promovendo reuniões junto à Frente Parlamentar da capoeira, visando produzir em conjunto com os parlamentares que fazem parte da referida Frente, reflexões que possam tornar efetiva a sua atuação.

O entendimento que temos é de que a ausência dos capoeiristas na sua atuação de uma Frente Parlamentar que representa totalmente o nosso interesse, irá esvaziá-la, podendo até tornar nulo ou limitar muito o seu papel e seu propósito.

Nesse sentido, fizemos pessoalmente uma proposição junto ao Gabinete da Presidência da Frente pela capoeira, no sentido de que a mesma possa realmente se encarregar de levar adiante algumas questões basilares que nos afligem, promovendo um trabalho que realmente represente todos os segmentos da capoeira, cuja premissa essencial é a diversidade, que será a norte fundamental de qualquer tentativa de produzir políticas publicas para a nossa Arte.

Desconhecemos de onde surgiu a bandeira da capoeira como processo exclusivamente desporto-competitivo-olímpico, que parece estar norteando as ações do programa Pró-capoeira, do Ministério da cultura através do IPHAN, e que foram objeto de protesto feito através do manifesto dos capoeiristas de Salvador-BA, mas entendemos que realmente não podemos nos calar e simplesmente ir aceitando essas abordagens mais confusas ou limitantes que vão sendo articuladas no caminho da produção de salvaguardas, onde os verdadeiros interesses ficam pouco claros para grande maioria de nós capoeiristas.

Entendemos que o primeiro passo deva ser a produção de uma Lei Orgânica, onde se obtenha o consenso para uma visão organizada da capoeira, como conceito, enquadrando suas facetas mais relevantes, agrupando os atores que compõem e sustentam tais facetas; os órgãos do poder público que tem relações e interface com essa comunidade; as questões econômicas e legais típicas desse lado da capoeira; e também os instrumentos de regulação típicos que atendam aos interesses dessa face da capoeira, particularmente as políticas públicas mais importantes que se destinarão a essa comunidade.

A ausência de uma tal Lei Orgânica, que regule e que caracterize a capoeira, deixa espaço para todo tipo de ação desencontrada, limitada ou tendenciosa, que buscam atender sempre segmentos específicos da comunidade da capoeira, deixando de fora outros tantos atores, segmentos, profissionais, mercados de trabalho, legislações especificas, políticas públicas omissas, etc., e isso sempre tem acontecido.

Vamos descrever a seguir alguns problemas típicos que temos visto surgirem no caminho dessas leis e instrumentos de políticas públicas segmentadas e focadas no senso estrito de algumas questões ou de públicos restritos dentro da capoeira, entre eles os envolvidos na capoeira confederada ou desportivizada, ou mesmo ações relacionadas com o apoio aos chamados  “grupos de capoeira” onde pela influência pessoal alguns capoeiristas e mestres conseguem obter algum tipo de apoio ou vantagem, sendo que as leis e instrumentos (portarias, decretos, rubricas, etc.) até aqui produzidas apresentaram, entre outros, os seguintes problemas:

Leis segmentadas ou com visão limitada, produzindo vetos e restrições

Entre as leis já apresentadas ou aprovadas, algumas foram inclusive vetadas totalmente pelo Presidente da República, depois de anos de uma desgastante tramitação pelo Congresso Nacional, porque traziam em sua proposta a submissão de toda a capoeira, todos os seus segmentos, já que não especificava nada, ao julgo de duas instituições apenas, as quais passariam a exercer um poder sem precedentes sobre a capoeira.

Muitos criticaram a atitude do Presidente, mas infelizmente parece que ele estava certo, pois não podemos entregar a capoeira para o poder e o arbítrio de nenhuma “autoridade” totalitária, pois ela pertence ao povo brasileiro a ele cabe decidir seu destino!

E isso só para citar uma única tentativa de se legislar sobre a capoeira… Outras leis que possam ter prosperado e chegado à alguma conclusão tratam de assuntos sem relevância ou abrangência, como datas comemorativas, a desvinculação da capoeira do CONFEF, etc.

Não podemos mais perder tempo com esse tipo de lei… que só seriam redigidas com visões limitadas, interesses estranhos, enfim, leis que só iriam dividir os capoeiristas entre incluídos e excluídos…

Não é raro na capoeira e a maioria de nós sabe exatamente que isso acontece, onde ações, portarias, e mesmo leis, são redigidas com o objetivo de favorecer grupos específicos. Isso acontece muito em leis produzidas no âmbito de Estados e Municípios, justamente porque não existe uma lei maior, ou seja, uma Lei Orgânica para organizar e sistematizar a discussão em torno da capoeira. Justamente isso o que buscamos

Falta de sistematização

A produção de leis isoladas e não evolutivas, que tampouco que permitam sua manutenção, de acordo com a evolução do próprio debate, da entrada de atores importantes ou dos desdobramentos que a mesma deva ter, engessa essa legislação. Inibe a ampliação das discussões, dificulta ou mesmo impede que os assuntos sejam tratados em outras perspectivas ou outros segmentos. A sistematização é uma das premissas da Lei Orgânica.

Sistematização quer dizer que seja organizada de modo sistêmico, possuindo a capacidade de ser mantida, expandida, esteja aberta a aceitação de novos participantes, de novos atores, outras questões, já que sua primeira visão é genérica, mas é abrangente.

Ações pouco transparentes do governo

As ações do poder público destinadas à capoeira são sempre um grande mistério. Ou, melhor dizendo, tem sempre alguém que toma conhecimento, é muitas vezes quem alimenta os órgãos de informações e bases conceituais e dados que são usados para a confecção dos artefatos legais, portarias, decisões, ou o que for.

Esse tipo de comportamento já muito conhecido dos capoeiristas. Já vimos projetos destinados a inserção da capoeira na escola serem feitos e coordenados por mestres de capoeira, que não compartilharam nada do que foi feito com a comunidade, tendo ele mesmo ou seus alunos ocupado os espaços, cargos, locais de aula, etc.

Naturalmente numa situação assim os interessados mantém todo o aparato de atitudes e subsídios que permitam que as decisões e ações seja executadas mas não compartilham essas informações, atitude muito comum por quem recebe os benefícios dessa legislação ou ações de governo.

Todos nós sabemos que a nossa tradição política é essa: você está comigo eu te apoio, se não está não te conheço! Assim age grande parte dos nossos gestores públicos. Alguém duvida??

Desconhecimento no Legislativo

O Congresso Nacional instância maior da representatividade dos interesses do provo brasileiro, e nesse sentido todos nós, independentemente de que profissão exercemos, que esporte praticamos, oficio que exercemos, ideologias que sigamos, sempre teve suas prioridades, seus lobistas atuando, suas negociações e tantas outras coisas que não entendemos ou não participamos, ou pior ainda, nem sabemos que ocorre.

No caso da capoeira o que fica mais patente quando conversamos com qualquer legislador, seja deputado, senador, vereadores, prefeitos, etc., é que eles desconhecem solenemente a capoeira e suas questões, seus desdobramentos… Uma lei orgânica conceitua, caracteriza, define envolvidos, define atores do governo, define políticas típicas para cada segmento, e essa é uma das funções de uma Lei Orgânica: levar o Congresso a conhecer melhor a capoeira e poder se envolver com ela, sabendo que ela tem essa e aquela faceta, este e aquele ator, essa ou aquela questão.

Essa abordagem evitará a produção de leis excludentes como tem acontecido, que se propõem de maneira equivocada a tratar da capoeira, numa totalidade falsa, ou que não aceita a premissa da diversidade que a capoeira representa.

Falta de transparência das ações de governo

A falta de uma legislação para a capoeira, permite que setores e entes públicos usem de suas visões para decidir arbitrariamente sobre assuntos e questões da capoeira, tais como o uso de espaços públicos, a contratação de pessoas (acabamos de ver um processo de contratação acontecer no âmbito do MINC/IPHAN que ninguém sabe quais foram os critérios utilizados para escolher os chamados “consultores” que foram contratados para a implantação da capoeira como patrimônio cultural brasileiro. Alguém sabe?)

A liberação para uso de espaços públicos, ou de verbas para projetos e viagens de capoeiristas, o patrocínio de entidades governamentais, entre tantas outras ações do poder público, nos deixam ver claramente que não existe conhecimento ou clareza nas ações que envolvem a capoeira, onde algo que poderia ser perfeitamente licitado, ou pelos menos projetos que poderiam ser selecionados a partir de critérios do conhecimento geral, são simplesmente ocultos esses critérios.

As ações do recente projeto do Ministério da Cultural, no seu programa “capoeira viva”, vimos pessoas e entidades serem contempladas com recursos públicos utilizando para isso de critérios que pessoalmente desconheço, sendo inclusive que uma vez me dirigi aos gestores desse programa, perguntando se teria acesso pelo menos aos projetos que foram aprovados e quais os critérios usados e me foi respondido que não fazia parte do processo fornecer esse tipo de informação.

Enfim, a idéia de existir uma Lei Orgânica se destina a tratar e contornar todas a maioria dessas questões acima enumeradas.

Embora o próprio texto da Lei ainda não tenha sido iniciado em sua confecção, trabalho esse que já está sendo entabulado junto à Frente Parlamentar, já existem alguns aspectos da mesma que deverão ser considerados para sua confecção, atributos e requisitos que a tornará realmente acessível e abrangente e facilmente compreendida por todos os capoeiristas.

Sua proposta deverá considerar e incluir as seguintes premissas e características em seu bojo:

 

  • Simplicidade
  • Abrangência
  • Clareza
  • Riqueza de elementos norteadores
  • Estratégia política
  • Aplicabilidade
  • Inclusividade/diversidade

Essas condições deixam claro que não podemos mais ser submetidos a abordagens que privilegiem visões acadêmicas ou herméticas, ou seja, abordagens em si mesmas excludentes ou pouco claras, que não permitam uma compreensão abrangente e sem intermediários de parte dos capoeiristas.

Por isso é que estamos trabalhando junto à Frente para que possamos subsidiar o trabalho que a mesma irá desempenhar e com isso evitarmos que o descaminho e até a nulidade de suas ações possam acontecer.

A essência da proposta da Lei Orgânica para a capoeira, terá como primeira meta a de organizar o sistema envolvido na capoeira em sua abrangência e que possa identificar as diversas questões e os diversos atores e envolvidos, montando assim um primeiro instrumento jurídico efetivo com a validade e a abrangência que caracterize a capoeira em sua diversidade, seus segmentos e suas questões especificas.

A intenção dessa proposta é demonstrar e agir sob a perspectiva de que não se deva colocar numa mesma receita questões de natureza acadêmicas, culturais, ancestrais, desportivas e outras, admitindo que exista um segmento interessado em cada uma dessas faces de nossa Arte.

A proposta busca resolver um problema técnico e sistêmico da legislação que deverá ser aplicada à capoeira, revelando antes de tudo sua conceituação e seus desdobramentos temáticos, facilitando com isso o seu entendimento e permitindo a produção de leis e instrumentos de políticas públicas e ou privadas que se ocupem de cada uma das especificidades que envolvem nossa arte.

Assim sendo, essa Lei Orgânica, terá como intenção atender as seguintes justificativas básicas:

 

  • Produzir perspectivas para a FPC – Frente Parlamentar da Capoeira;
  • Criar salvaguardas legais para a capoeira em todos os seus aspectos e interesses específicos;
  • Oferecer elementos ao Legislativo para compreender a abrangência e profundidade do tema e das questões relacionadas com a Capoeira
  • Neutralizar divergências e competições, uma vez que oferece abrigo para todos os segmentos da Arte;
  • Oferecer estímulos e compromissos dos legisladores e ações de governo;
  • Criar processo continuado de legislar sobre o tema, pois cada uma parte caracterizada deverá abrir outras leis e processos específicos
  • Vincular setores de governo a ações para salvaguarda e inclusão da capoeira em suas diversas facetas;
  • Criar respaldo à inclusão cidadã dos praticantes e mestres, profissionais e detentores dos seus saberes, que possuem necessidades e direitos distintos;
  • Proteger o patrimônio imaterial da capoeira;
  • Orientar ações do poder público, atribuindo compromissos e obrigações aos setores do governo de modo independente entre si, assim o Ministério do Esporte poderá apoiar e se envolver com as questões desportivas ao tempo que o Ministério da cultura se encarregará das questões culturais, rituais, ancestrais de interesse direto dos portadores da cultura capoeiristica;
  • Segmentar as discussões da capoeira e especializar os temas/atores, em fóruns e congressos específicos e salvaguardando nossos mestres dos saberes capoeiristicos de de desrespeito e exclusão por uma abordagem hermética e/ou excessivamente técnica.

 

Entre outros aspectos que poderiam ser citados.

Entendo que a capoeira ganhará, assim, uma identidade no legislativo e no executivo, trazendo a tona uma nova visão e nova compreensão, efetiva e abrangente, de seus problemas, segmentos, atores, questões, etc.

A visão da Lei Orgânica é sistêmica e não deverá excluir nenhum dos interessados, apenas organizando seus temas em segmentos e permitindo uma priorização democrática nas políticas que forem sendo produzidas e, conseqüentemente, nas ações daí geradas.

Em termos de encaminhamento, a Lei Orgânica irá ser produzida numa primeira versão em Brasília-DF, contando com os mestres e professores daqui, alguns colaboradores que compreendam sua proposta e possam contribuir com as questões técnicas relacionadas com formatação e linguagens que a estruturem, passando esta primeira versão a circular por todos os cantos e todos os capoeiristas interessados em contribuir com ela, absorvendo todas as idéias e sugestões que a melhorem e aumente sua abrangência e alcance para que a maior diversidade de percepções possíveis possam ser abrigadas e acatadas por ela.

Essa fase esperamos que aconteça muito brevemente pois sabemos que existe uma possibilidade de apresentarmos essa minuta ainda este ano para encaminhamento pela Frente Parlamentar da capoeira.

Espero contar com o apoio de todos os nossos camaradas e, aproveito para esclarecer que este projeto de lei é de iniciativa nossa, não tendo nenhum compromisso com interesses outros que não os da nossa comunidade, que tem como premissa ser INCLUSIVA, ou seja, ninguém deverá deixar de ter voz e de ser reconhecido no processo de legislação da capoeira.

Mestre Squisito: Uma Lei Orgânica parta a Capoeira Aguardo todas s reflexões e contribuições que possam surgir para o encaminhamento do assunto e esclareço que estamos buscando muito brevemente todos os meios para que as idéias sejam colhidas junto aos camaradas tanto nos Estados e cidades Brasileiras, como vindas de quem trabalha e desenvolve nossa Arte no exterior!

Grande abraço a todos e seguimos na luta pela emancipação cidadã da capoeira!

Reginaldo da Silveira Costa

Mestre Skisyto

skisyto@gmail.com

55 61 9176 8071

Jundiaí: História de vida em roda de capoeira

Um dos capoeiristas mais respeitados da cidade, que fez história nos EUA, mestre Rã demonstra paixão e envolvimento com o esporte

A correria da rua do Retiro esconde um recanto de paz e espiritualidade. O ritmo agitado de pessoas pela rua é bem marcado pelo berimbau e pandeiro da Academia de Capoeira do Mestre Rã, um dos maiores nomes do esporte na cidade.

O jundiaiense  é referência na capoeira nacional e internacional, sendo professor nos Estados Unidos.

A história de Cássio Martinho, o nome de batismo do mestre, com a capoeira começou logo cedo. Aos 14 anos, quando ele e mais dois amigos, um deles capoeirista, resolveram fugir de casa.

“O objetivo era ir para o Acre para virar índio. Nós éramos contra o sistema”, conta o mestre, que não chegou ao estado do Norte – o seu máximo foi morar na Bahia.

A ‘loucura’ durou poucos meses, depois voltou para Jundiaí, mas o amor pela capoeira já tinha tomado conta do jovem. “Gostava muito de assistir as rodas de capoeira.”

De volta à terrinha jundiaiense, mestre Rã conheceu o seu mentor e um dos ícones do esporte na cidade, o mestre Galo, fundador da primeira academia de capoeira de Jundiaí.

“Ele me atraiu pelas suas atitudes”, afirma.

Entretanto, mestre Rã não apreciava a prática da capoeria dentro das academias. “Eu achava que era coisa de homens frouxos”, lembra.

Com o passar dos anos, mestre Rã foi crescendo no esporte e foi dar aulas junto com o seu mentor. “Ele era um cara das ruas, como eu. Me ensinou várias coisas”, recorda.

APELIDO/ Se falarmos Cássio Martinho, pouca gente deve conhecer, no entanto mestre Rã tem muita história para contar. Esse apelido ele ganhou de mestre Galo no dia em foi batizado em uma cerimônia no Grêmio. Ele lembra que naquela noite estava muito nervoso e ansioso para sua luta.

“Minha estreia foi bem marcante. Eu entrei na roda pulando e dando piruetas. E o pessoal na hora começou a tirar sarro falando que eu parecia uma rã. Aí o apelido pegou”, brinca.

Saltando de lá para cá, Mestre Rã chegou até aos Estados Unidos, onde coordena cursos e participa de eventos de batismo de outros capoeiristas. A princípio ele iria ficar só três semanas no exterior, mas fez seu nome em 17 anos lá fora.

Quem é e o que faz:
Nome_ Cássio Martinho
Idade_ 51 anos
Profissão_ mestre de capoeira
Clubes_ Academia de Capoeira do Mestre Rã

Capoeira toma conta  dos Estados Unidos
A vida do mestre Rã começou a tomar rumos diferentes em 1988, quando o Grupo de Capoeira Cordão de Ouro o chamou para ministrar um curso sobre o esporte nos Estados Unidos.

A princípio, Mestre Rã iria ficar fora do país somente por três semanas. “Esse era o meu pensamento. Dar as aulas e voltar”, lembra.

Mas não foi bem assim que aconteceu. “No final fiquei mais de 17 anos.”

Nos Estados Unidos, Mestre Rã – antes de se tornar um famoso capoeirista -, fez de tudo um pouco. Trabalhou em diversos setores muito diferentes do esporte. “Fiz trabalhos de turista mesmo”, lembra.

Como em uma roda de capoeira em que se cai e levanta, mestre Rã conheceu um outro capoeirista, o mestre Arcodeon, com quem fez grande parceria e difundiu o esporte em solo americano.

“Nós fazíamos um espetáculo legal, com danças tipicamente brasileiras”, diz.

E nos arcordes do berimbau a capoeira se espalhava pelos Estados Unidos e mestre Rã, acostumado a formar professores, estava jogando a capoeira com um pouco mais de sotaque, mas sem perder a ginga de um bom brasileiro.

“Os americanos têm ginga, isso é mito. Só falta um pouco da malandragem”, afirma.

O sucesso do esporte africano foi enorme. Mestre Rã ajudou a fundar várias academias de capoeira pelo país, em diversos estados e  cidades importantes.

“Eu vou umas cinco vezes por ano para os Estados Unidos, para os batizados”, diz o mestre que já tem passagem comprada para dezembro deste ano.

“Vou ver o pessoal de Miami, eles têm uma academia linda”, diz o professor, que também promoveu o intercâmbio entre as culturas. “Uma vez eu trouxe para cá 78 capoeiristas americanos”, conta.

 

Projeto Social

De volta ao Brasil em 2005, mestre Rã também usa a sua academia na rua do Retiro para promover ações sociais com crianças carentes de Jundiaí.

“Eu uso a capoeira como formação do caráter da pessoa. Esse é um dos objetivos do esporte”, afirma.

Ao todo, ele auxilia mais de 60 crianças de vários bairros da periferia  e percebe o desenvolvimento dos jovens.

“Dá para ver que a criança se esforça e consegue fazer os movimentos. Isso é muito legal”, afirma. Para o trabalho, o mestre conta com a ajuda de voluntários.

Mestre Rã aproveita também para cobrar uma ajuda da prefeitura nesse projeto social. “A prefeitura poderia ao menos dar o transporte. Isso já ajudaria muito”, afirma.

Mestre Rã está dividido entre os seus alunos e sua filha Joana Idalina, de seis meses. Segundo ele, a filha já tem a capoeira no sangue. “Trago ela em todas as aulas, ela gosta muito do clima”, afirma. A pequena Joana, desde cedo, está se acostumando com os instrumentos típicos da capoeira, como o berimbau e o pandeiro.

“Quando o berimbau para de tocar ela chora”, comemora o pai.

Lula e Luís Marinho: Capoeira e Cidadania

Em recente inauguração da residência terapêutica em São Bernardo do Campo, para adolescentes usuários de substâncias psicoativas, o Presidente Luis Inácio Lula da Silva e o prefeito do município de São Bernardo do Campo Luís Marinho interagiram com os adolescentes e reconheceram a força das  práticas da capoeiragem dentro da área da saúde pública; durante a roda  realizada  pelo Projeto Beija-Flor Capoeira com a participação dos jovens beneficiados pelo serviço de saúde mental (CAPS Alcool e Drogas Infanto Juvenil da PMSBC) sob a supervisão do Professor Beija-Flor e de toda equipe multiprofissional formada por psicólogos, psiquiatras, professores de educação física, enfermeiros, auxiliares de enfermagem,terapêutas ocupacionais e arte educadores da Secretaria de Saúde da PMSBC . As oficinas de capoeira auxiliam na construção da autonomia, equilibrio físico e mental e beneficiam os seus praticantes nos diferentes aspectos biopsicossociais.

 

Trata-se de uma poderosa ferramenta no auxílio das terapias em atenção aos usuários de substâncias psicoativas e portadores de comorbidades psiquiátricas. Na apresentação, a vivência foi reconhecida pelas autoridades, dentre eles o Ministro da Saúde  José Gomes Temporão e o Secretário de Saúde de São Bernardo do Campo Arthur Chioro , como um trabalho sólido e de importante valor terapêutico.

 

Presidente Lula no Berimbau

Mais informações sobre as vivências de capoeira na saúde mental acesse o blog bfcapoeira.vilabol.com.br ou deixe seu comentário no portal capoeira.

Ricardo Costa
Professor Beija-Flor
Capoeirista, Jornalista e Professor de Educação Física
Colaborador do Portal Capoeira

Mestre Camisa participa de simpósio e diz que a capoeira é brasileira

O Espaço Cultural Casa do Lago organizou na manhã desta quarta-feira(6) o 1º Simpósio a Arte e Capoeira. O evento é fruto das oficinas realizadas pela Casa, iniciadas há mais de um ano e meio, na Rua Érico Veríssimo s/n. Antes mesmo de José Tadeu Carneiro Cardoso (mestre Camisa) abordar temas relacionados à história, dança e a filosofia da capoeira, alguns grupos já realizavam demonstrações no gramado, localizado na parte externa do Espaço Cultural. Camisa, que está na Unicamp pela primeira vez, pertence ao Grupo Abadá de Capoeira do Rio de Janeiro. À noite, às 19 horas, no Ginásio Multidisciplinar da Unicamp (GMU), ele fará, gratuitamente, uma aula aberta ao público.

De acordo com Camisa, praticante da arte que foi instituída como esporte por Getúlio Vargas em 1930 após ver uma apresentação do mestre Bimba, a capoeira vem se desenvolvendo como arte, cultura e também serve como ferramenta de socialização participativa. “Ela contribui na formação do indivíduo como cidadão brasileiro e o faz conhecer a sua verdadeira história. O simpósio que a Unicamp está realizando é importante porque ele proporciona que debatamos a capoeira em todos os seus aspectos. A capoeira é brasileira. O Brasil é o maior pólo de capoeiristas do mundo. É daqui que eles saem para ensinar a arte em suas diversas áreas”, afirmou Camisa.

No Simpósio, o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários, professor Mohamed Habib, disse que é importante analisar o evento sob a ótica brasileira e não somente da artística e esportiva. De acordo com o pró-reitor, o encontro permite reconstituir e revelar um fenômeno importante na história da humanidade. Como atividade de extensão, segundo Mohamed, “é muito importante, cada vez mais, que a universidade se aproxime da história do Brasil e dos que praticam atividades que contam a história brasileira, porque este é o texto mais visível e mais lido por toda a população. Assistindo a uma apresentação de capoeira, estaremos lendo a história do nosso país”.

Visivelmente emocionado, Juliano Finelli, diretor da Casa do Lago, não encontrou palavras para demonstrar a satisfação em poder realizar o evento. “Trata-se de um reconhecimento. Eu me sinto congratulado em poder realizar este trabalho. O simpósio vem brindar essa ação que desenvolvemos dentro da Unicamp”. Informações sobre a aula aberta que ocorre no GMU podem ser obtidas pelo telefone 19-3521-7017.

 

Fonte: http://www.unicamp.br/

IVº Encontro Internacional de Capoeira Angola

Olá, meus amigos e camaradas! Venho através deste,  convidar a  todos para  o nosso IVº Encontro Internacional de  Capoeira Angola,  realizado em Sidney  Austrália,  de  17 a 21 de novembro 2010.

Este ano teremos a  presença   de mais dois grandes Mestres Augusto Januário e  Jogo de Dentro.

Mestre Augusto é grande Angoleiro, faz parte da família Espinho Remoso, desde da década de 80 e  já  vem participando dos  últimos 2 anos do  encontro, traz em sua bagagem seus 40 anos de sabedoria e prática de Capoeira Angola, bem como, uma mostra de seu trabalho, escrito e cantado, inclusive seu Cd “Cantoria de Capoeira Angola”, gravado no Canadá, e   o mais novo lançamento, o Cd de samba de chula, onde será relançado aqui na Austrália.

Mestre Jogo de Dentro, será  sua  primeira vez na Austrália trazendo  com ele 28 anos de muita experiência na prática e vivência na Capoeira Angola. E hoje um  dos maoires responsavel pela divulgacao da Capoeira Angola no mundo onde ja representou o brasile a Capoeira Angola em mais 30 paises, com seu jeito unico de viadiar, como em toda sua simplecidade de ser, que tambem estara tranzendo para divulgacao na Australia seu novo Cd “Dende de Angola”. Com certeza sera um momento unico como foi nos eventos passados.

O evento acontecerá ao longo de 5 dias na sede da Capoeira Angola Cultural Centre Austrália, situado na 41 Belmore Street  – Surry Hills, 3 minutos  da Estação Central de Sidney.

Os participantes do IV Encontro  terão a possibilidade de acompanhar,  de forma gratuita, o II º Encontro Juvenil de Capoeira Angola, que acontecerá de  9 a 14 de novembro.

O II º Encontro Juvenil de Capoeira Angola é um evento único que reúne  jovens que  participam das  aulas regularmente dentro  do Projeto Bantu, um projeto social criado pelo Mestre Roxinho, desde 1998 no Brasil e desenvolvido na Austrália, onde atende jovens refugiados de diversos países, em sua maioria de origem africana, que nos últimos 3 anos vem tendo a Capoeira Angola como forma de resgate social e cultural, as aulas acontecem de segunda à sexta em diferentes bairros da região Oeste Sidney, local de uma grande concentração de refugiados.

Durante esta semana, estes  jovens participarão intensamente de seminários e palestras com os Mestres convidados, com troca de vivência, dentro e fora da Roda com praticantes de Capoeira Angola vindos de outros países e estados da Austrália para participar destes 2 eventos.

Acreditamos que este é um momento único, onde o encontro de Capoeira Angola realizado com a participação de jovens refugiados de diversos locais do mundo trará experiências muito especial aos envolvidos nestes dias.

Para ter mais informações, visite  nosso  site  www.capoeira-angola.com.au

Um abraço

Mestre Roxinho

 

Programa do II Encontro Juvenil de Capoeira Angola

Terca-feira, 9 de novembro de  2010

9:00         Aula de Capoeira Angola na Escola Evans IEC

13:20       Aula de Capoeira Angola na Escola  Fairfield IEC

16:00       Aula de Capoeira Angola na STARTTS em  Carramar

Quinta-feira, 11 de  novembro de  2010

9:00       Aula de Capoeira Angola na Escola Birrong Boys High School

Sexta-feira, 12 de novembro de  2010

13:30       Aula de Capoeira Angola na Escola Cabramatta IEC

16:00       Abertura do Encontro

16:20       Roda de Capoeira Angola no  Shopping em Fairfield

Sabado, 13 de novembro de 2010

10:00     Introdução dos Participantes

10:30     Aula com  Mestre Augusto

12:00     Almoço

13:00     Aula de Música com  Mestre Roxinho

15:00     Roda

Domingo, 14 de novembro de  2010

10:00     Palestra com  Mestre Jogo de Dentro

12:00     Almoço

13:00     Aula de Música com Mestre Augusto

15:00     Roda

PROGRAMA do 4to ENCONTRO DE CAPOEIRA ANGOLA

QUARTA-FEIRA, 17 DE NOVEMBRO DE 2010

17:30                   Abertura

18.00                   Aboriginal Welcome to the Country

18.30-20:30         Aula com Mestre Jogo de Dentro

20: 30                  Roda de Abertura

 

QUINTA-FEIRA, 18 DE NOVEMBRO DE 2010

18.00-20              Aula com Mestre Augusto

20.30- 21:30        Aula de Música com Mestre Jogo de Dentro-Roda Una

SEXTA-FERIA, 19 NOVEMBRO 2010

9:30                      Aula simultânea com Mestres Jogo de Dentro e Roxinho  (Center/Salão em frente )

12:30                   Almoço no Restaurante Café Brasil em Bondi (Opcional)

15:00-16:30         Aula de Instrumento com Mestres Augusto e  Jogo de Dentro

16:30 –17:30        Bate Papo

18:00– 20:00        Roda Tradicional ECAMAR

20:30                   Janta no Restaurante  Casa Brasil em Petersham (Opcional)

 

SABADO, 20 NOVEMBRO 2010

9:30-12:00           Aula simultânea com Mestres Jogo de Dentro e Augusto (Centre/ Salão em frente)

12:30                   Almoço

14:00-15:30         Aula de Musica com Mestres Jogo de Dentro e Augusto

15:30-17:30         Aula com Mestres Roxinho e Jogo de Dentro

18:00-20:00          Roda de Capoeira Angola em Homenagem  á Mestre Pastinha e Zumbi dos Palmares

21:30-till late        Fundraising Reggae Party e lancamento do cd “Samba de Chula” gravado pelo Mestre Augusto

 

DOMINGO, 21 NOVEMBRO 2010

9:30-12:00            Aula simultanêas com Mestres Jogo de Dentro & Augusto (Centre/Salão em frentre)

13:00                   Roda na Praia de  Bronte

17:00                   Samba de Roda e Churrasco (oferecido pela ECAMAR)

Associação de Capoeira de Socorro é Hepta Campeão Sergipano

O campeonato acontecerá em Goiânia e os 15 atletas de Socorro que se classificaram estarão presentes. “Estamos muito felizes por mais um campeonato conquistado. Foram sete vitórias consecutivas. A capoeira de Socorro hoje é a melhor do Estado. E não posso deixar de agradecer a Prefeitura de Socorro pelo apoio que tem nos dado. No mês de novembro completaremos 27 anos e estaremos comemorando com um grande evento na sede da associação”, falou o mestre Edson.

A capoeira de Nossa Senhora do Socorro é a melhor do estado de Sergipe. Isso porque a Associação de Capoeira Sete Quedas participou do 12° Campeonato Sergipano de Capoeira, realizado no Colégio Estadual Governador Valadares, no último dia 5 de setembro, e conquistou o hepta campeonato. Com o título, os atletas socorrenses que ficaram nos primeiros e segundos lugares em suas categorias se classificaram para o Campeonato Brasileiro.

O campeonato acontecerá em Goiânia e os 15 atletas de Socorro que se classificaram estarão presentes. “Estamos muito felizes por mais um campeonato conquistado. Foram sete vitórias consecutivas. A capoeira de Socorro hoje é a melhor do Estado. E não posso deixar de agradecer a Prefeitura de Socorro pelo apoio que tem nos dado. No mês de novembro completaremos 27 anos e estaremos comemorando com um grande evento na sede da associação”, falou o mestre Edson.

A associação está situada na Escola Estadual Marinalva Alves, no Conjunto Marcos Freire II, e os treinos são realizados nas terças e quintas-feiras das 19h às 21 horas e aos sábados das 14h às 17h30. “Quem quiser entrar no grupo é só comparecer nos dias de treinamento que faremos as inscrições”, informou o mestre.

O grupo Sete Quedes é composto por 150 atletas entre crianças e adolescentes e conta com um projeto chamado Gingando para vida. “Este projeto tem objetivo de incentivar os adolescentes com a prática da capoeira melhorando o condicionamento físico-psíquico, para que os jovens possam ter um futuro melhor”, informou mestre Edson, responsável pela Associação.

Ainda dentro do projeto Gingando para vida existe uma fiscalização quando o assunto é Educação. “A cada três meses peço o boletim escolar dos alunos para fazer um acompanhamento das notas e quando vejo que alguns está com rendimento baixo procuro os pais e tento saber o motivo desse rendimento. Permanecendo afastamos temporariamente do projeto”.

Capoeira Baiana divulga Manifesto

A capoeira foi elevada à condição de Patrimônio da Cultura Brasileira pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Um dos desdobramentos desse processo, é a discussão chamada por esse órgão a nível nacional, para discutir as POLÍTCAS DE SALVAGUARDA da Capoeira, ou seja, as ações a nível governamental que deverão garantir a preservação da capoeira enquanto patrimônio nacional, denominadas PRÒ-CAPOEIRA

 

Foram convocados três encontros regionais, Recife (região nordeste), Brasília (regiões centro-oeste e norte) e Rio de Janeiro (regiões sul e sudeste) além do encontro final a ser realizado em Salvador no ano que vem. Porém, alguns fatos aconteceram no primeiro encontro regional em Recife, que fez com que houvesse uma insatisfação por parte da delegação que representou a Bahia, que na sua volta à “boa terra” convocou os capoeiristas baianos para uma assembléia geral, que resultou no seguinte manifesto:

 

MANIFESTO DA BAHIA

 

Nós, mestres, contra-mestres, professores, alunos e pesquisadores da Capoeira da Bahia, reunidos no último dia 22 de setembro de 2010, no Forte da Capoeira na cidade de Salvador, em assembléia amplamente convocada para avaliar questões referentes ao PRÓ-CAPOEIRA, decidimos manifestar publicamente nossa posição, nesse momento que julgamos fundamental para o destino das políticas públicas sobre capoeira no Brasil, a partir dos seguintes pontos:

 

  1. Não temos acordo com a FORMA DE DEFINIÇÃO DOS PARTICIPANTES do Encontro Regional Nordeste, realizado em Recife nos dias 8, 9 e 10 de setembro, pois em NENHUM MOMENTO foram explicitados claramente os critérios de seleção dos consultores responsáveis pela articulação em cada região, nem muito menos os critérios de seleção adotados para a definição dos representantes de cada estado para participarem dos Grupos de Trabalho do referido encontro

 

  1. Não temos acordo com a FORMA DE DISCUSSÃO estabelecida no encontro de Recife, onde as propostas discutidas em cada GT NÃO PASSARAM PELA APROVAÇÃO DA PLENÁRIA FINAL, causando muito desconforto entre os participantes, que não se sentiram contemplados com muitas das propostas apresentadas pelos GTs

 

  1. Manifestamo-nos firmemente CONTRA algumas propostas apresentadas pelos Grupos de Trabalho, que não refletem o pensamento da comunidade da capoeira como um todo, mas APENAS UMA PARCELA dessa comunidade, no que diz respeito a:

 

  • Formalização de um modelo oficial da capoeira como ESPORTE DE ALTO RENDIMENTO, visando a sua inclusão nas Olimpíadas. Vale observar que não nos opomos a quem queira conduzir a capoeira como esporte. Nosso posicionamento é contrário a FORMALIZAÇÃO LEGAL E OFICIAL da capoeira como esporte olímpico, o que naturalmente negaria a diversidade de suas práticas.
  • Regulamentação da profissão a partir da LÓGICA DO MERCADO, engessando a capoeira num modelo pré-estabelecido e submetendo toda a comunidade de mestres e professores a um Conselho Federal que será o responsável por determinar quem pode e quem não pode exercer essas funções
  • Submeter a formação do capoeirista ao ensino universitário como obrigatoriedade, QUEBRANDO ASSIM AS FORMAS TRADICIONAIS de transmissão desses saberes, onde o mestre tem papel central.

 

Diante do exposto, EXIGIMOS que o processo de discussão encaminhado pelo PRÓ-CAPOEIRA, seja mais DEMOCRÁTICO, possibilitando que a DIVERSIDADE de opiniões e visões sobre capoeira possam se fazer representar.

 

Exigimos também que os CRITÉRIOS DE DEFINIÇÃO DOS REPRESENTANTES dos estados possam ser explícitos, e que possam garantir que as discussões nos GTs e plenárias sejam qualificadas com a presença de mestres, professores e pesquisadores que possam contribuir de forma efetiva na elaboração das propostas, tanto nos ENCONTROS REGIONAIS, como na PLENÁRIA FINAL, marcada para a Bahia no próximo ano.

 

Salvador, 22 de setembro de 2010.