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Novembro 2010

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Haiti: II Batizado e Entrega de Cordas do Projeto Gingando pela Paz

No mês de dezembro será realizado o II Batizado e Entrega de Cordas do Projeto Gingando pela Paz. Ocasião em que também será celebrado o segundo ano do projeto no país. A programação prevê aulas, apresentações e exibição de filme. O Batizado contará com a participação dos 380 alunos do projeto e alunos da classe do Centro Cultural do Brasil Celso Ortega Terra. O evento contará com a participação de mestres e capoeiristas de países como Brasil e República Dominicana.


II BATIZADO E ENTREGA DE CORDAS DO GINGANDO PELA PAZ

DE 5 A 10 DE DEZEMBRO DE 2010.

PORTO-PRÍNCIPE, HAITI

As atividades do projeto tiveram início em outubro de 2008 como parte do Programa Onè Respè pou Bèlè (Honra e Respeito por Bel-Air), da Ong Viva Rio. Inicialmente atendendo crianças e jovens provenientes das bases (guangues) que se auto-denominavam “soldados”. Após o dia 12 de janeiro, o número de alunos duplicou, assim como as atividades oferecidas. Dentre elas, a Formação de Jovens Liderenças: jovens que estão sendo preparados para se tornarem futuros educadores em capoeira, que além da pratica da capoeira participam de atividades que visam desenvolver a potencialidade, a consciência de comprometimento social e cursos de formação profissonal, através de parcerias com outros projeto do Viva Rio e com a Embaixada do Brasil no Haiti.

Em seu primeiro batizado, realizado em dezembro de 2009, foram realizadas diversas atividades, como Apresentações em hotéis e restaurantes, exibições de filme no Centro Cultural do Brasil no Haiti Celso Ortega Terra, apresentações em praças públicas, entre outras. 150 alunos foram batizados em um evento que contou com a participação de pais, amigos, do Embaixador Igor Kipman e sua esposa Roseana Kipman, do Coordenador Executivo do Viva Rio Rubem Cesar Fernandes, entre outros membros do Viva Rio e de outras instituições que atuam no Haiti.

Este ano, além das atividades do ano anterior, o evento contará com oficinas que serão realizadas pelos convidados do Brasil. Dentre elas, uma palestra que terá como tema: A capoeira como Ferramenta para a Construção da Paz em Áreas de Conflito, oferecida por Catharine Peres, capoeirista, pedagoga e Tecnica em Assuntos Educacionais da UFRJ. E uma aula especial realizada pela Mestra Borboleta/RJ que objetiva inspirar e fortalecer a participação das mulheres na prática da capoeira. Dentre os convidados ainda estão ainda os mestres Régis, Batata, o Professor Pernambuco, do projeto Luta Pela Paz, Maré/RJ e o Instrutor Kazan, da República Dominicana.

 

O Batizado, um importante momento para o capoeirista.

O Batismo é o momento em que o aluno é apresentado para a comunidade da capoeira, jogando em uma roda na presença de mestres e recebendo o seu apelido, que irá o acompanhar por toda vida. Este momento é como o nascimento de um filho para o mundo, que deverá ser orientado, amparado nos momentos de dificuldades. E, principalmente, inspirado a dar o melhor de si e acreditar no seu potencial para realizar os sonhos que trazem o seu coração.

 

Flávio SAUDADE
Coordonnateur Projet Gingando pela Paz
www.vivario.org.br

(509) 3854.0202

flaviosoares@vivario.org.br

http://flaviosaudade.wordpress.com

Skype: fláviosaudade

 

VIVA RIO HAITI

#167, Blvd  Jn Jacques Dessalines

Pourt-au-Prince, Haiti (Zone Portail St. Joseph)

A capoeira, o poder público e o fantasma dos maus capoeiras…

A cada nova experiência que vivenciamos em nossas tratativas de interface com o poder público, vemos sempre a capoeira ser testada em sua mais emotiva visão: a de se fazer representar perante tais poderes e não buscar evidenciar suas limitações, reais ou imaginárias, enquanto comunidade organizada que é um pressuposto nesse tipo de relação.

Essas inúmeras vezes em que vimos esse diálogo acontecer, ficou patente que temos sempre um problema que vagueia o subconsciente coletivo dos capoeiristas, que é a existência constante de uma referência e da busca da punição, controle ou simples extirpação desse contexto dos maus capoeiristas…

Esses personagens consomem uma energia incrível de nossos esforços na busca de dialogar com os órgãos públicos e representam o nosso mais inevitável e lamentável subconsciente coletivo, que é para onde sempre enviamos ou resgatamos esse personagem, produto principalmente de nossas limitações enquanto organização ou instituição capoeiristica.

É óbvio que em qualquer grupo humano existem os bons e os maus profissionais.

Não se trata de negar isso.

O que temos que perceber é o quanto nos custa essa luta constante com eles, aliás, sempre ausentes nesses debates… por razões óbvias também sabemos porque eles estão sempre ausentes:

  • primeiramente porque, caso estejam presentes irão, obviamente, se identificar como parte dos que são do bem
  • também por ser muito difícil fazer uma acusação frontal, do tipo: você é do grupo dos maus capoeiras… obviamente se isso acontecer iremos ter um outro tipo complicado de situação, que será de um desequilibrado bate-boca entre os participantes de qualquer reunião;
  • devemos e precisamos perceber que enquanto não houver um esclarecimento público a respeito da ética capoeiristica, ficará sempre muito difícil decidir quais serão os bons e os maus… por exemplo, os capoeiristas mais tradicionais e conseqüentemente menos violentos ou agressivos em seus estilos de jogo e didática, são hoje taxados de sarobeiros, que na verdade é algo de significado impreciso, provavelmente servindo antes para discriminar estilos e condutas menos performáticas;
  • se detivéssemos a clareza suficiente para identificar quais seriam os maus capoeiras, estaríamos aí diante de um outro dilema: quais os elementos para se fazer um julgamento deles…? ou seja, se estiverem incorrendo em alguma forma de crime, como assédio sexual, exploração sexual de menores, lesões corporais, etc., eles

estarão devidamente enquadrados como criminosos, passivos de punição pela legislação penal… a comunidade da capoeira não tem que substituir esses códigos e essas leis para resolver esses problemas, obviamente isso seria uma inocente tentativa de fazer justiça com as próprias mãos;

  • supondo que se chegue a conclusão de que se trata, enfim, de um mau capoeirista, segundo critérios mais clássicos de se avaliar as condutas tradicionais da capoeira, como questões de auto-graduação; sistemas de treinamento; tratamento agressivo com alunos ou capoeiristas de outros grupos (diversas formas de incentivo à xenofobia relativamente comum dentro dos grupos de capoeira). formas presunçosas de se auto proclamar detentor deste ou daquele mérito; uso indevido de conhecimentos e patentes de movimentos, toques, músicas, técnicas, etc.; ou mesmo o incitamento de alunos ao estilo de jogo mais agressivo ou violento… quem, na representatividade da capoeira irá julgar esses casos?? Segundo que critérios?? Quem pode se dizer detentor dessa verdade e dessa norma??
  • Em caso de admitirmos que não podemos julgar esses eventos dentro da capoeira, por que levar esses dilemas para um foro envolvendo terceiros? no caso o poder público nada pode fazer quando nós mesmos temos dúvidas sobre o que é legitimo e o que não é.
  • Há um outro aspecto que fica muito patente nessas discussões que é quanto ao desgaste que as reuniões sofrem por causa desse tema… é incrível como os capoeiristas deixam que esses fantasmas roubem nossa energia quando estamos diante de uma oportunidade inédita (como nos fóruns do pró-capoeira, nos congressos realizados pelo Ministério do Esporte, entre outros). Vale nesse caso a sabedoria de grandes mestres que sempre disseram: não fale do diabo porque ele aparece… em outras palavras nós os valorizamos quando permitimos que ocupem nosso tempo dentro de tão raras oportunidades.

Fica claro para nossos interlocutores do poder público que a capoeira tem um grande problema por causa de seus maus representantes e, no entanto, sabemos que isso representa uma minoria que sequer deveria ser tão considerada, senão vejamos:

  • Sabemos que a estatística de problemas graves envolvendo a capoeira é muito menor do que muitos outros esportes;
  • Sabemos que mesmo os ditos maus são tantas vezes responsáveis por grandes projetos dentro da capoeira e tantas vezes produzem grandes atletas, os quais acabam por perceber que estão no lugar errado e buscam outros espaços para seu aprendizado e crescimento, ou mudam de atitude por seus próprios critérios;
  • Sabemos ainda que estamos hoje diante de uma série de estímulos do mercado de lutas, que levam muitos mestres e professores a buscarem a marcialidade da capoeira como seu principal interesse… muitas vezes exclusivamente por uma questão de sobrevivência econômica e financeira… quem pode, de sã consciência, punir por isso ou condená-los? Temos que ter em conta a liberdade de escolha de estilo e de prioridade de foco de cada um;
  • Quanto aos sistemas de graduação que possam parecer a alguns sem mérito ou sem sentido, não cabe a nenhum de nós questionar, a menos que seja dentro de fóruns íntimos da própria capoeira, onde esse assunto possa ser discutido, de preferência dentro da mesma entidade a que pertençam os atores da discussão, sempre lembrando que isso é uma das mais históricas polêmicas dentro da capoeira e que ninguém pode se considerar o detentor da verdade ou da razão inquestionável, pois se trata de um tema delicado e impreciso, já conhecido de todos nós, cuja solução é, além de muito difícil, um eterno pomo da discórdia entre pessoas que muitas vezes partilham visões e interesses comuns, imagine num sentido mais amplo como cheguei a ver durante uma reunião do Pró-Capoeira do Ministério da Cultura, um dos grupos temáticos incluiu que o governo devia “implantar um sistema de graduação unificado”… será que estamos pedindo ao governo para nos impor algo assim?
  • Vale lembrar que não faz diferença praticamente nenhuma para uma questão cultural que envolva a capoeira a  questão da “graduação”, esse conceito foi introduzido pelo Mestre Bimba em um determinado contexto histórico e isso nos foi legado por ele como uma recurso de organização de nossa instituição capoeirista, seja por razões administrativa, econômica ou mesmo hierárquica, isso jamais deveria ter se tornado um cavalo de batalha onde tanta energia já se perdeu, a livre manifestação cultural da capoeira é uma de suas premissas, e direitos;
  • Vista sob a ótica desportivizante, a graduação tampouco é uma exigência de nenhum comitê olímpico ou marcial, onde são considerados, apenas, categorias compostas de idade e peso… no máximo estilos…  ou seja, mais uma vez sabemos que essa discussão é estéril e desnecessária… a não ser, claro, para grupos que partilhem de uma mesma organização, seja uma associação, federação, liga, escola, etc…
  • Muitos poderão entender que estejamos defendendo o caos na capoeira, perdoe-me os que assim pensam, mas estou apenas defendendo a razão no lugar de uma emoção infantil e estéril que a nada serve, mormente em locais e na presença de representantes do governo, muitas vezes interessados apenas em entender como podem ajudar a capoeira.

 

Fato é que temos que amadurecer nossa capacidade de dialogar com o poder público, seja porque temos antes de mais nada um direito de fato relacionado com essa relação entre a capoeira e ele (o poder público), seja porque muitas vezes as pessoas que estão participando de uma reunião conosco – a maioria das vezes técnicos-burocratas do governo, não possuem a mínima condição seja de resolver nossas questões históricas e muito menos de encontrar para nós os nossos fantasmas do mau…

Se não tivermos essa consciência e essa maturidade, qualquer diálogo será muito difícil e as nossas expectativas de participação no bolo do orçamento público será algo que teremos que esperar muito mais tempo até que possam se materializar como algo sólido para nós, os capoeiristas, os mestres, os professores, os estudiosos do assunto, os produtores, os patrocinadores, os alunos, os parceiros, os interessados em nosso trabalho dentro de escolas e outros espaços públicos.

Enfim a nossa maturidade profissional é um requisito para uma negociação mais racional e menos emocional com qualquer instituição ou poder público.

 

Mestre Skisyto (skisyto@gmail.com)

Pioneirismo: Capoeira como tratamento para saúde mental

Oficina gratuita mostra resultados positivos da capoeira como instrumento terapêutico no tratamento da saúde mental

 

Projeto iniciado pioneiramente em Pernambuco há mais de dez anos comprova que a capoeira pode ser um importante aliado no tratamento de pacientes com transtornos psicóticos

 

O Ateliê da Casa, espaço que acolhe pacientes com transtornos psicóticos funcionando como centro de convivência e hospital-dia, onde as pessoas em tratamento produzem arte, cultura e educação na busca pela profissionalização, reabilitação e reinserção social, abre as portas para estudantes e profissionais da área de saúde mental e ao público em geral para a realização da oficina “Capoeira sócio-inclusiva”, dentro das ações do projeto Casa Aberta. A inscrição é gratuita, mas é preciso confirmar presença pelo telefone (81) 3441.0433. Será neste sábado (20), a partir das 10h, no CAPS Casa Forte, no Recife, capital pernambucana.

A oficina contará com a participação de alguns dos usuários atendidos pelo CAPS Casa Forte e também familiares. Será coordenada pela psicóloga e capoeirista Flávia Araçá e ministrada por Flávia, em parceria com o mestre de capoeira Gil Velho, uma referência nacional no esporte/arte/dança. A prática da capoeira como instrumento terapêutico no tratamento da saúde mental vem sendo usada de forma pioneira em Pernambuco há mais de uma década, em trabalho iniciado pelo Núcleo de Atenção Psicossocial de Pernambuco (NAPPE), que também funciona como hospital-dia no tratamento de portadores de transtornos psicóticos crônicos e agudos no Recife. Há oito anos foi adotada também pelo CAPS Casa Forte. “Os efeitos positivos já são comprovados e agora estamos abrindo a casa para que os estudantes e profissionais da área de psicologia possam vivenciar essa experiência conosco”, diz o psiquiatra Marcos Noronha, um dos fundadores do CAPS Casa Forte.

De acordo com Flávia Araçá, a oficina tem como objetivo comprovar na prática o valor terapêutico da capoeira e seu potencial de estímulo da criatividade, controle físico e mental, desenvolvimento psicomotor e também colaborar para que o indivíduo enfrente melhor as situações do dia a dia, incentivando dessa forma a busca da autonomia, e ainda sendo um meio incentivador à reintegração social. Outra função é promover uma nova visão de política cultural e da política de saúde mental, onde o respeito à identidade e à diversidade são os vetores principais.

A metodologia usada busca promover o resgate da identidade do indivíduo em seu espaço vivencial. Visa também o resgate de parte da percepção, sobre a importância da autonomia do indivíduo na construção de sua realidade vivencial. “A prática adotada elege como elemento de resgate desta perspectiva a interação do sistema sensorial corporal com a memória genética do indivíduo. Pretendemos com essas oficinas contribuir no sentido de atender às necessidades e demandas dos portadores de sofrimento mental”, esclarece Flávia.

A oficina de capoeira faz parte do projeto Casa Aberta, que acontece uma vez por mês e tem o objetivo principal de aproximar pacientes, familiares e a sociedade em geral na busca por um melhor entendimento geral sobre os distúrbios mentais e as possibilidades de melhoria da qualidade de vida a partir de uma melhor compreensão social e desenvolvimento das habilidades destes pacientes.

O Ateliê da Casa, inaugurado há dois anos, é coordenado pela equipe de psicólogos e psiquiatras do CAPS Casa Forte e realiza uma série de atividades, como oficinas de teatro, argila, música, culinária, interpretação de sonhos, cinema, capoeira, poesia e contação de histórias, entre outras.

 

Serviço:

CAPS Casa Forte

Rua Marechal Rondon, 256, Casa Forte, Recife/PE

Telefone: (81) 3441.0433

www.capscasaforte.com.br

 

ATELIÊ DA CASA: Rua Marechal Rondon, 360, Casa Forte

NAPPE: Rua Dom Carlos Coelho, Boa Vista, Recife/PE

 

SILVINHA GÓES ((81) 3445.8586 / 8743.0443)

Semana da Consciência Negra: Florianópolis promove dialógos com comunidade

Dia de Zumbi dos Palmares contará com caminhada, debates e apresentações culturais

Para promover a igualdade social, Florianópolis é cenário da Semana da Consciência Negra até o dia 24. Com o tema Diálogos com a Comunidade, o evento contará com
palestras e debates, oficinas de arte negra, mostra de vídeos, apresentações artísticas, exposição das atividades desenvolvidas por projetos sociais, em diferentes pontos da Capital.

A Caminhada da Diversidade Cultural e Religiosa, em comemoração ao Dia Nacional da Umbanda, abriu a programação na manhã desta segunda-feira. Na terça-feira, o tema “População Negra e Emancipação Social” será discutido às 19h, no auditório Paulo Sturart Wright da Assembleia Legislativa, seguido de uma homenagem às tradições de matrizes africanas.

Dia de Zumbi dos Palmares

O ponto alto da Semana da Consciência Negra será no próximo sábado, Dia de Zumbi dos Palmares. Para homenagear o líder negro, a programação especial contará com café da manhã no Palácio Cruz e Souza e a Caminhada das Expressões Culturais e Religiosas pelas ruas do Centro, reverenciando os locais da memória da população negra.

Para as 10h, está marcada a realização de um painel em homenagem às personalidades negras de Florianópolis. Na programação ainda estão previstas roda de capoeira, apresentações artísticas com Africatarina, Abadá Capoeira, Escola de Samba Mirim Os Mensageiros da Alegria, Escola de Samba Mirim da Consulado, Batukaé, Ilha Palmares, Cedep e Centro Escrava Anastácia e Dandara. 

A programação continua com Arma-zen, Hip Hop, Amigos do Samba, Torresmo à Milanesa, Samba da Saia, alas da Velha-Guarda da Copa Lord, Consulado, Unidos da Coloninha e Protegidos da Princesa, a partir das 14h.

::: Confira a programação completa no site da Coordenadoria de Políticas Pública

DIARIO.COM.BR

Ponta Grossa: Festival Capoeira Contra as Drogas

Ilê de Bamba realiza palestra em parceria com Conselho Anti Drogras

O Centro Cultural Ilê de Bamba, desde o início de sua criação há sete anos, teve a iniciativa de aliar cultura à formação cidadã. As aulas de capoeira conquistaram o Jardim Ouro Verde e as regiões vizinhas, na Colônia Dona Luíza.

A cada encontro para as rodas de capoeira, mais crianças chegavam interessadas em aprender a ginga do movimento.

Crianças e adolescentes transformaram a sede do Ilê de Bamba em um local de interação familiar e aprendizado. Marcelo de Barros, o mestre Careca, percebeu a importância de conscientizar socialmente os participantes da roda de capoeira. São preceitos máximos do grupo não se envolver em  violência  das ruas, não fazer uso de drogas e frequentar a escola.

Hoje o Ilê de Bamba levanta muitas bandeiras de conscientização, que vão da valorização da cultura negra ao combate às drogas entre crianças e jovens da cidade. No dia 11 de novembro, o mestre Careca, em Parceria com o Conselho Municipal Anti Drogas, organizou uma palestra na sede do grupo, para a prevenção e combate do uso  de drogas e tráfico na cidade.

O grupo realizará ainda neste novembro o Festival Capoeira Contra as Drogas, que ocorrerá dia 20, no Centro de Cultura,  e 21, no Teatro Ópera, com a seguinte programação: http://www.portalcomunitario.jor.br/page.php?161.

Ponta Grossa é a segunda cidade no ranking do tráfico de drogas no Paraná, perdendo apenas para a capital Curitiba. O número 181 de Narcodenúncia registrou, em seis anos, 12 mil e 100 denúncias na cidade. Quanto às prisões de adultos envolvidos com o tráfico, Ponta Grossa aparece na terceira posição das cidades do Estado. Em seis anos,  o Sistema de Narcodenúncia registrou ainda a apreensão de 165 mil pedras de crack e 140 quilos de cocaína. Partindo desses dados, o Conselho Municipal Anti Drogas percebe a importância de realizar essas palestras.

“É preciso prevenir a sociedade sobre os malefícios das drogas. Para isso, procuramos falar sempre sobre a autoestima e a importância do esporte como um outro caminho”, explica a Sargento Maria de Lourdes que também é Diretora do Conselho  Municipal Anti Drogas.

Pesquisa do Programa Pró Egresso, projeto de extensão universitária  do Curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Ponta Grossa,  constatou-se que,  em 2005, 100% dos envolvidos com as drogas eram do sexo masculino, sendo 63,4% solteiros. Constatou-se ainda que 43% estavam trabalhando com carteira assinada, dos quais 71,6% recebiam entre 1 e 3 salários mínimos. De acordo com a pesquisa, pessoas entre 18 e 30 anos são as que mais se envolvem com o consumo de drogas.

Quando levantou a bandeira de formação cidadã, o principal objetivo do Centro Cultural Ilê de Bamba era afastar as crianças  da  violência nas ruas, como o contato com o tráfico e consumo de drogas. A palestra é mais uma das conquistas do grupo e contou com a presença da policial civil Isabel Regina do Nascimento, que conscientizou os presentes sobre a importância da informação e prevenção às drogas.

Fonte:
http://www.portalcomunitario.jor.br/
http://iledebambapg.blogspot.com/

Mestre Bimba e a “Capoeira Iluminada”

110 anos de dedicação ao mais brasileiro patrimônio cultural

O De Lá pra Cá deste domingo (21), que sucede ao dia da Consciência Negra, traz uma homenagem ao mestre da capoeira, o Mestre Bimba.

Luta ou jogo? Dança ou esporte? Ou tudo junto? Não existe uma definição absoluta do que é a capoeira. Mas sabe-se que é uma manifestação cultural genuinamente brasileira e que tem em mestre Bimba o homem que a reinventou. Foi Bimba quem tirou a capoeira da marginalidade e a transformou numa cultura física, praticada por milhões de pessoas em todo o mundo. Há 300 anos que é dos maiores símbolos do Brasil e foi tombado como patrimônio cultural brasileiro desde julho de 2008.

Participam deste programa dedicado aos 110 anos de Mestre Bimba, o jornalista e presidente da Biblioteca Nacional, Muniz Sodré; o professor de História da UFBA, Carlos Eugênio; Mestre Camisa e diretor Luiz Fernando Goulart.

 

Apresentação Ancelmo Gois e Vera Barroso

Direção geral José Araripe Jr

Direção Carolina Sá

Livre

Horário: domingo, 18h

Reapresentação: sexta, 20h30

 

Fonte: http://www.tvbrasil.org.br/

Dandara: esposa, mãe e guerreira

Herói negro conhecido pela luta contra a opressão negra no Brasil, Zumbi dos Palmares é lembrado por sua luta e sua coragem no Dia da Consciência Negra, celebrado no próximo sábado.
Diz a sabedoria popular que por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher. Prefiro dizer “ao lado”, mas o fato é que com Zumbi não foi diferente. Esposa de Zumbi e mãe de seus três filhos, Dandara foi muito além do papel de esposa, se tornando uma verdadeira guerreira.
Conforme informações do professor de história Kleber Henrique, no blog Cuca Livre, Dandara, como todos no quilombo, plantava, trabalhava na produção de farinha de mandioca, aprendeu a caçar, e, além disso, aprendeu a lutar capoeira, empunhar armas e liderou as falanges femininas do exército palmarino.
Dandara participou de todos os ataques e defesas da resistência de Palmares e não tinha limites para defender a liberdade e a segurança do Quilombo.
A esposa de Zumbi compartilhava a posição do marido contra o tratado de paz assinado por Ganga-Zumba. Entre outras negociações, o acordo requeria a mudança dos habitantes de Palmares para as terras no Vale do Cacau. Dandara, assim como Zumbi, via o tratado como a destruição da República de Palmares e a volta à escravidão.
Dandara morreu em 6 de fevereiro de 1694, após a destruição da Cerca Real dos Macacos, uma batalha sangrenta que deixou centenas de mortos. Ainda assim, acredita-se que ela se suicidou para não voltar a ser escrava, atirando-se da da pedreira mais alta de Palmares. Zumbi, que sobreviveu ferido a esta batalha, morreu no ano seguinte em 20 de novembro, data em que atualmente é celebrado o Dia da Consciência Negra.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Iphan: Prêmio “Viva meu Mestre”

Prorrogado o prazo do edital Viva Meu Mestre – Mestres e Mestras de Capoeira

A União, por intermédio do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, torna pública a prorrogação do período de inscrição para o Concurso Público “Prêmio Viva Meu Mestre – Edição 2010”, regulamentado pelo EDITAL DE PREMIAÇÃO Nº 001 – DPI, de 25 de outubro de 2010, publicado no D.O.U. no dia 29 de outubro 2010. As inscrições poderão ser apresentadas até o dia 12 de dezembro de 2010. Márcia Sant Anna – Diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial.

Link: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=15690&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia

 

100 prêmios, no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) para cada premiado: Mestres e Mestras de Capoeira, com idade igual ou superior a 55 (cinqüenta e cinco) anos, cuja trajetória de vida tenha contribuído de maneira fundamental para a transmissão e continuidade da Capoeira no Brasil.

A União, por intermédio do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em parceria com a Fundação Cultural Palmares e com as Secretarias Executiva, da Identidade e Diversidade Cultural e de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, divulga e estabelece as regras do Concurso Público “Prêmio Viva Meu Mestre – Edição 2010”.

Este concurso é uma ação vinculada ao Programa de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira – Pró Capoeira, observando-se as leis nº 8.666/1993 e 8.313/1991; o Decreto nº 3.551/2000; o Decreto nº 5.761/2006, art. 10, inciso IV; a Portaria MinC nº 29/2009; a Convenção para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, e a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, da UNESCO; os Seminários Nacionais de Políticas Públicas para as Culturas Populares; e o registro, em 15 de julho de 2008, do Ofício de Mestre de Capoeira e da Roda de Capoeira como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Para saber mais sobre este concurso, baixe o Edital “Viva meu Mestre” (basta clicar no link)

Portugal: “Viva Seu Bimba!!!” 2010

Na semana do 23 de novembro (data do nascimento do Mestre Bimba) o C.C.C.B. tem planejada atividades com a proposta de apresentar a comunidade capoeiristica alguns representantes da Luta Regional Baiana na atualidade, que atuam dentro e fora do Brasil. Os mesmos trarão ao público um pouco do seu conhecimento através de cursos, palestras e rodas, onde apresentarão aos praticantes, profissionais e simpazantes, informações sobre a capoeira regional (evoluções técnicas, palestras sobre a história e desenvolvimento da luta) além de rodas objetivando a preservação e divulgação da Capoeira Regional Baiana.

EACCB – Escola de Arte e Cultura Capoeira Baiana.

Com o intuito de difundir e divulgar a capoeiragem, e as diversas manifestações culturais Brasileiras, o CCCB estara inaugurando durante o encontro Viva Seu Bimba – 2010, a EACCB – Escola de Arte e Cultura Capoeira Baiana, na cidade de Guimarães – Portugal. Além da escola de capoeira, teremos também em nosso centro um espaço cultural e artistico, destinado a musica, dança, percussão, dentre outra manifestações culturais.

Programação

Sexta – 19/11

10:00 às 12:30 – Seminário Docentes CCCB
14:00 às 18:00 – Oficinas de Capoeira Regional (Professor Careca – CCCB)
18 às 19:30 – Roda de Boas Vindas
19:30 às 20:30 – Papoeira

Sábado – 20/11

10:00 às 12:30 – Seminário Docentes CCCB
14:00 às 18:00 – Oficinas de Capoeira Regional (Professor Careca – CCCB)
18:00 às 19:30 – Roda
19:30 às 20:30 -Papoeira

Domingo – 21/11

10:00 às 12:30 – Seminário Docentes CCCB
14:00 às 15:30 – Oficina de Capoeira Regional (Mestre Caramurú – GCRPB)
15:30 às 17:00 – Oficina de Capoeira Regional (Professor Careca – CCCB)
!7:00 às 18:00 – Roda de Encerramento

Inscrições abertas.

Para mais Informações contactar:
www.capoeirabaiana.org
Tel:(351)926551341

Centro Cultural Capoeira Baiana – CCCB

Professor: Careca

Tel.: (00351) 92 655 13 41

www.capoeirabaiana.org

Lisboa: 13º Festival de Capoeira – Alto Astral Capoeira

Chegámos à 13ª edição do nosso Festival!

Como sempre vão ser dias com muito Alto Astral, boas rodas, aulas, espectáculo de danças, jantar, palestras e mostras de vídeos. Vamos fazer este fim-de-semana especial e de muita e boa energia, juntamente com mestres e amigos que fazem já parte da história desse grupo.

Em anexo vai a ficha de inscrição e o Cartaz: se puderem confirmem presença e divulguem

Axé!! e te esperamos nos dias 19, 20 e 21 de Novembro de 2010.

Contra-mestre Marco Antonio – Capoeira Alto Astral

Objectivo Social:

  • Obtenção de verbas para as obras da nossa sede no Bairro da Ameixoeira (Lisboa)
  • Obtenção de verbas para manutenção das actividades empreendidas em Barra de Jangada – Pernambuco (Brasil)
  • Integrar jovens de diferentes classes sociais e de conhecimentos culturais diversos através das actividades do evento
  • Angariação de alimentos para reverter para o Banco Alimentar Contra a Fome
  • Adquirir parceiros sociais e ou empresas que possam apadrinhar nosso projecto, pontualmente ou por períodos mais alargados

Objectivo Cultural:

  • Palestras que possam abordar temas históricos ligados a Portugal, África e Brasil
  • Mostras de vídeos documentais
  • Apresentação de dança e teatro
  • Exposições Fotográficas

Objectivo Desportivo:

  • Estimular a prática desportiva através da capoeira, bem como dar a conhecer os benefícios do desporto através de uma exposição de painéis

 

Para se inscrever, clique aqui.

http://capoeiraaltoastral.wordpress.com