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Janeiro 2011

Vendo Artigos de: Janeiro , 2011

Homem de Gelo no Botafogo, Jefferson vira Gato Negro na capoeira

Goleiro mostra desenvoltura no esporte e diz que é preciso ter muito jogo de cintura para passar por determinadas situações do futebol

Agilidade, flexibilidade, concentração e disposição. Tudo isso contribui para o sucesso de um bom goleiro. Mas essas características também podem influenciar no bom desempenho em outro esporte: a capoeira. O show visual proporcionado pelo jogo pode ser comparado, inclusive, às defesas de um profissional do futebol. Que o diga Jefferson, camisa 1 do Botafogo.

Nascido na Bahia, onde a capoeira tem raízes fortes, ele pratica o esporte desde os sete anos. O goleiro conta que dividia o tempo entre as peladas com os amigos e as rodas ainda em São Vicente, em São Paulo. Porém, teve que deixar o hobby de lado, pois, desde os 15 anos, vive do futebol. Mas voltou a sentir o gostinho da capoeira na manhã desta quinta-feira, no Aterro do Flamengo, um dia após a vitória por 4 a 1 sobre o Madureira, no Engenhão, pela terceira rodada da Taça Guanabara.

Conhecido como Homem de Gelo, tamanha sua frieza durante os jogos e treinos em General Severiano e no Engenhão, Jefferson deixou para trás o semblante fechado, o olhar fixo e o estilo de poucas palavras para relembrar a infância. Vestiu o novo uniforme, colocou a corda e foi mostrar seu gingado. Tudo banhado a muitos sorrisos e brincadeiras com os 20 jogadores do grupo Abadá-Capoeira, que tem sede no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro.

– No futebol, os treinos e os jogos exigem mais um pouco de concentração e seriedade. Não pode levar tudo na brincadeira. Mas, ao sair do futebol, somos outros, precisamos de algo como a capoeira para distrair. É isso que faço. Nas horas de lazer procuro me distrair um pouco – disse o goleiro, que chegou acompanhado de sua esposa Michele e a filha Nicole, de dois anos.

Nem mesmo o 1,90m atrapalhou o goleiro. Acostumado a voar debaixo das balizas, Jefferson fez estripulias no Aterro do Flamengo. Depois de sua exibição, ganhou o apelido do grupo: Gato Negro. O giro no ar também foi batizado: o pulo do gato. Cansado após sua participação, ele disse se sentir mais preparado para os treinos físicos e saiu satisfeito de voltar a praticar capoeira.

– Cansa, exige muito, mas é legal. Faz parte. Só é preciso ter cuidado, porque ajuda, mas pode causar lesões – disse o goleiro, que garantiu que o técnico Joel Santana sabia do jogo de capoeira.

A ginga que mostrou na roda de capoeira é a mesma que o ajuda a sair de situações complicadas no dia a dia do futebol. Jogo de cintura não falta ao goleiro, que é um dos líderes da equipe alvinegra e ídolo da torcida.

– Tem que ter ginga em todos os sentidos para administrar algumas coisas que acontecem no futebol.

É preciso também ter jogo de cintura com as brincadeiras dos integrantes do Abadá-Capoeira. Havia apenas um botafoguense entre os 20 jogadores que se encontravam na roda. Logo de cara, o goleiro avisou que só jogaria com o alvinegro. Depois de ouvir algumas provocações do flamenguista Anderson Silva, o professor Parafuso, o camisa 1 foi defendido por Leonardo Lenine, o Barata.

– Eles estão é preocupados, se sentindo ameaçados.

 

Sonho com a volta para Seleção

 

O sucesso com a camisa do Botafogo em 2010 fez com que Jefferson fosse convocado por Mano Menezes para a Seleção Brasileira. Porém, ficou fora da última lista, já que o treinador optou por não convocar atletas que atuam no Brasil. Mas um nome chamou a atenção. O goleiro Julio César, do Inter de Milão, que defendeu a amarelinha nos últimos anos e participou da Copa do Mundo na África do Sul, voltou a ser chamado.

– Desde que fui convocado, sabia que o Julio César ia voltar. Mas também penso em voltar à Seleção e vou continuar trabalhando no Botafogo para ter novas oportunidades.

 

Fonte: http://globoesporte.globo.com

Estrangeiros visitam a Bahia para aprender Capoeira

A cidade de Salvador está recebendo 15 estudantes universitários que estão na cidade para conhecer um pouco mais da Capoeira de Angola. O grupo foi trazido pelo Departamento de Estudos Afro-Americanos da faculdade de Oberlin College, de Boston (EUA) e fazem parte do curso de sociologia e neurologia. Além dos americanos, outro grupo, com sete colombianos, também visita a cidade para aprender mais sobre o esporte. Os visitantes fazem parte do Grupo de Capoeira Volta ao Mundo, de Bogotá.

“A Capoeira Angola está bem representada aqui, por isso sempre tivemos a Bahia como referência. Além disso, a cidade tem uma agenda cultural muito rica e o lugar é muito gostoso. Vamos ficar para aproveitar mais a cidade e conhecer o Carnaval”, disse o colombiano Juan Pablo, 25 anos.

 

De dança ou luta proibida pelas autoridades, a Capoeira virou patrimônio cultural brasileiro, tornou-se grande atrativo da Bahia e tem seduzido turistas de todos os lugares do mundo, como o grupo de estudantes norte-americanos, da Oberlin College, que veio a Salvador aprender os segredos da Capoeira Angola.

Há duas semanas na capital baiana, os estudantes aproveitaram para conhecer alguns dos principais pontos turísticos de Salvador como o Pelourinho, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda. Segundo o coordenador da Acanne, Mestre Renê Bitencourt, as aulas se dividem em teoria e prática.

“Temos a aula teórica sobre história da Acanne, do samba de roda e do mestre Paulo dos Anjos, que inspirou a criação da associação. Nós trabalhamos o movimento em torno da ginga que o baiano tem para deixar o corpo solto, além de aula de berimbau”, explica Bitencourt.

Já os primeiros passos no esporte estão sendo iniciados com os mestres da Acanne, grupo que há 25 anos leva a Capoeira Angola e os ensinamentos do mestre Paulo dos Anjos a alunos de Minas Gerais e  do Rio Grande do Sul, no Brasil, além da França e Estados Unidos.

Sete colombianos também visitam a cidade e estão aprendendo mais sobre a capoeira. Eles fazem parte do Grupo de Capoeira Volta ao Mundo, de Bogotá, vieram à Bahia de forma independente participar de um evento em dezembro, mas, encantados com a cidade, resolveram permanecer até o Carnaval.

“A Capoeira Angola está bem representada aqui. Por isso sempre tivemos a Bahia como referência. Além disso, a cidade tem agenda cultural muito rica. Vamos ficar para aproveitar mais a cidade e conhecer o Carnaval”, disse o colombiano Juan Pablo, 25 anos.

 

Dança, canto e sagacidade

 

Para a superintendente de Serviços Turísticos da Secretaria de Turismo da Bahia, Cássia Magalhães, a Bahia, conhecida internacionalmente como a ‘Meca da Capoeira’, contribui de forma importante para o fluxo turístico do Estado.

“A Capoeira –  ao lado do Candomblé – é o principal elemento cultural e étnico capaz de disseminar a cultura baiana. É um sistema de valores que mistura dança, canto e sagacidade. E, por isso, um instrumento turístico muito significante para o estado”, diz.

 

Fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br/ – http://www.nordesturismo.com.br

LADODALUA, no Centro Cultural Rio Verde

“Intimista e simples”,  em poucas palavras segundo o percussionista Dalua, esse é o espírito que define série de apresentações que começa no próximo dia 28 de fevereiro no Centro Cultural Rio Verde, e segue até o mês de julho.

Reconhecido pela qualidade e originalidade de sua música, Dalua, que em vinte anos de carreira acompanhou artistas como Lenine, Ana Carolina, Maria Rita, Jair Rodrigues, e Arnaldo Antunes, apresenta trabalho autoral ao lado da banda LADODALUA, com repertório que permeia clássicos do samba, a elaborações virtuosas que dão ênfase a percussão e ao improviso.

“Tudo é criado e concebido a partir da percussão. Esse conceito artístico confere à banda uma riqueza de ritmos e muita potência sonora. A guitarra imprime uma sonoridade rock and roll, enquanto os sopros trazem o jazz, somados ao samba do cavaquinho” – ressalta Dalua

“Baião” de Luis Gonzaga, e Humberto Teixeira, “Todo dia era dia de índio”, de Jorge Benjor, “Summer time” de Gershwin e “Berimbau” de Baden Powell e Vinícius de Moraes estão entre os clássicos reinterpretados. Já “Onde tem tambor” e “Saudades das Minas” são composições dos próprios integrantes da banda, que já começam a ter coro entre admiradores que acompanham a trajetória do grupo.

Dalua inicia o show com uma roda de capoeira liderada por Mauro Porto da Rocha, mais conhecido como “Mestre Maurão”, criador do Grupo Capoeira Mandinga. Mestre Maurão por sua vez, trará a cada sexta-feira, convidados especiais, que representam a raiz da capoeira regional. “Foi dentro do ambiente da capoeira, aos seis anos, que encontrei a percussão. A capoeira foi a porta de entrada para o que determinaria meu caminho musical” – observa Dalua, e completa “Mestre Maurão, além de referência de seriedade na capoeira, faz um resgate do samba de umbigada que já vem sendo apreciado por muita gente” – finaliza.

 

Sobre Dalua e sua banda

 

Paulista de Santo André, Dalua não pertence a uma família com tradição musical. A música adentrou em seu caminho quando começou a tocar na noite aos 15 anos de idade. Daí em diante, transformou-se em um grande nome quando o assunto é percussão, acompanhando de perto grandes nomes da música popular brasileira.

Suas referências sonoras são Roberto Carlos, Bezerra da Silva, Elton John, Sidney Magal, Luís Gonzaga, Elis Regina, Jair Rodrigues, e um som mais pesado como AC/DC, Iron Maiden, Sex Pistol, Beatles.

Já o LADODALUA foi formado na região do ABC, sendo fruto de um projeto delineado pelo percussionista, com o objetivo de fazer música genuinamente brasileira, temperada com diferentes sonoridades.  O primeiro trabalho da banda apresenta um reflexo da trajetória de Dalua, que também assina a direção geral do espetáculo. A banda promove uma simbiose de influências trazidas da capoeira e outros ritmos, que produzem elementos sonoros das mais variadas origens. Uma Jam session social de influências, repertório, bom gosto e sonoridade.

A formação do LADODALUA é:

Dalua na percussão e voz,

Elder Costa, guitarra e voz,

Emilio Martins , percussão,

Marcelo Resende, cavaquinho e voz

Edy Trombone, trombone, bombardino e percussão

Doutor Otávio, contrabaixo acústico e elétrico.

www.ladoladua.com.br

 

Sobre Mauro Porto da Rocha – Mestre Maurão

Mestre Maurão inicia na capoeira em 1979, na cidade de Santo André/SP, no Grupo Nova Luanda, liderado por Mestre Valdenor, onde se formou no ano de 1985. Na adolescência, Mestre Maurão teve contato com o lendário Mestre Caiçara (Bahia) com quem pode ter um convívio muito próximo, tendo assim conhecimento legítimo de hábitos da velha Bahia.

Muitos Mestres foram referência na sua trajetória, em especial estão: Mestre Valdenor dos Santos, responsável por sua formação e Mestre Canhão (Discípulo de Mestre Bimba) que o auxiliou e orientou em sua profissionalização como capoeira. Mestre Maurão participou na década de 80 de vários campeonatos onde consagrou-se Tri-Campeão Brasileiro (consecutivo), além de ter sido por 14 anos Campeão Paulista.

Na década de 90 morou na Inglaterra onde ministrou aulas de capoeira e participou de apresentações e shows sobre a cultura brasileira. Em São Paulo foi uma das lideranças da famosa Roda da Praça da República, considerada como uma das rodas de capoeira mais tradicionais do mundo pelo fato de juntar vários capoeiras de diversas partes do Brasil.

Mestre Maurão adquiriu um grande respeito não só da comunidade capoeira, mas, angariou o respeito e a admiração de quem acompanhou a sua estória e o seu trabalho. Vivências e fatos que o levaram a ser internacionalmente conhecido como um grande atleta da Capoeira e um grande propagador da Cultura Afro-Brasileira.

 

Sobre o Centro Cultural Rio Verde

Concebido para ser um espaço de experimentação artística, com infraestrutura para produção de shows, eventos, ensaios e reuniões, o Centro Cultural Rio Verde transformou-se, desde a sua criação em XXXX em um polo cultural da Vila Madalena. Uma incubadora de novos talentos, onde jovens e artistas consagrados se movimentam em pleno processo de criação.

Suas dependências seguem uma estética orgânica que permite um formato multiuso e interseção das múltiplas artes. Um local sempre em transformação, emoldurado por peixes do Rio Tietê e por uma exposição permanente de orquídeas brasileiras acompanhadas de um catálogo de quarenta e três espécimes da flora nativa e estrangeira.

As apresentações, mostras e festivais que acontecem no Centro Cultural Rio Verde passam por um Conselho Consultivo que avalia a relevância do evento para o cenário cultural e artístico. Sua outra marca distintiva é a preocupação com a documentação e preservação dos processos e produtos criados no espaço. Muitos desses eventos são registrados e distribuídos em uma generosa divulgação na sua Rádio Web e outros meios.

Enfim, um espaço tridimensional, como os objetos produzidos na serralheria do Rio Verde e que decoram suas áreas internas e externas que também são locadas para ensaios de dança, teatro, música e eventos corporativos e particulares. Ponto de encontro de produtores, artistas e público interessado em produções artísticas e intelectuais, o Centro Cultural tem muitos parceiros, o que proporciona uma agenda e atividades diversificadas, como uma Biblioteca Comunitária Infanto-Juvenil e considerável acervo de videodança e videoarte.

 

SERVIÇO

Show Ladodalua –

Todas as últimas sextas-feiras de cada mês.

Abertura: 28 de fevereiro

Com apresentações até o final do mês de julho

20h30 Abertura com roda de capoeira de Mestre Maurão

23h00 Início do show da banda LADODALUA

Entrada: preço único R$ 20,00 reais

Nome na lista R$ 10,00 reais  –  e.mail:  lista@ladodalua.com.br

Duração do show: 1h20 minutos

Local: Centro Cultural Rio Verde: www.centroculturalrioverde.com.br

Rua Belmiro Braga, 181 – Vila Madalena

Tel: 011 34595321

Abertura da casa: 19h30

Lanchonete no local

Aceita cartões de crédito

 

 

Assessoria de Imprensa

Erika Alexandra Balbino

011 34822510 – 34826908

Rua Porangaba, 149

04136-020 – SP – SP

www.baobacomunicacao.com.br

Twitter @Baoba_Comunica

SID/MinC: Aprendizados do Encontro de Saberes

Alunos da disciplina Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais apresentaram na manhã desta quarta-feira, 19 de janeiro, no Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (UnB), o que aprenderam com os mestres e mestras da Cultura Popular brasileira ao longo do segundo semestre de 2010 pelo projeto Encontro de Saberes. Américo Córdula, secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) participou e interagiu com os estudantes durante o evento.

O objetivo desta iniciativa do MinC foi promover o diálogo entre os saberes acadêmicos e os saberes tradicionais, populares e indígenas, além de contribuir para o processo de reconhecimento de mestres de artes e ofícios como docentes no ensino superior.

Para a apresentação de hoje, – haverá outras turmas na sexta-feira (21) – os alunos representaram todos os mestres e mestras com que conviveram na disciplina. Mostraram o lhes foi ensinado como o cuidado com as plantas e a importância dos valores que as culturas populares trouxeram para suas vidas. Eles dançaram e serviram um delicioso chá aos presentes. Os alunos do projeto Encontro de Saberes estão fazendo suas apresentações finais. Eles tiveram liberdade para escolher o formato de suas apresentações, sendo assim, alguns estão realizando performance, outros fizeram um filme ou artigos.

“Obter um conhecimento desses dentro da universidade, no meio acadêmico, está sendo uma experiência maravilhosa. Vou levar comigo para sempre porque são saberes para a vida”, afirmou a estudante de Artes Cênicas da UnB, Camila Paula. Para a aluna, aprender a cuidar das plantas e de sua saúde por meio da natureza figura uma nova maneira de ver o universo. “Hoje olho para uma planta e vejo que ali tem vida e muito a oferecer.”

Sobre a convivência com os mestres e mestras da Cultura Popular do país, Camila garante que a humildade e o prazer em ensinar fez toda a diferença no compartilhamento de saberes: “Isso é maravilhoso porque a gente vive em um mundo onde algumas pessoas querem guardar o conhecimento para si, ou outros professores que humilham alunos por julgar saberem mais.”

A disciplina Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais fez parte da grade regular de graduação do segundo semestre de 2010 da UnB e esteve acessível a estudantes de todos os cursos. O Encontro de Saberes é realização da SID/MinC em parceria com a UnB e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, órgão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Saiba mais sobre o projeto Encontro de Saberes

(Texto: Sheila Rezende, SID/MinC)
(Fotos: Marina Ofugi, ASCOM/MinC)

Iê dá volta ao mundo: a Capoeira Angola na atualidade

O Grupo de Capoeira Angola Pelourinho – GCAP, estabelecido há vinte e sete anos no Forte de Santo Antônio Além da Carmo promoverá, no período de 09 a 13 de fevereiro próximo, mais um evento internacional de Capoeira Angola.  O evento contará com oficinas de movimento, rodas e palestras tendo como objetivo principal chamar a atenção da comunidade capoeirística e simpatizantes para os rumos que a Capoeira Angola tem tomado nos últimos tempos como consequência do processo globalizante da cultura afrobrasileira. Mestre Moraes, presidente- fundador do GCAP, doutorando em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia, irá ministrar as oficinas e conduzir as discussões sobre o tema no decorrer do evento. As palestras contemplarão temas diversos como a história do Forte de Santo Antônio enquanto prisão, relatos de viagens a Angola feitas pelo Mestre Cobra Mansa e outra que tratará das  subjacências da musicalidade da capoeira.  As atividades acontecerão no Forte de Santo Antonio Além do Carmo. Maiores informações através do e-mail gcap30anos@yahoo.com.br

 

Programação

Quarta-feira (09/02)

17:00 h – Credenciamento
19:00 h – abertura do evento – comemoração do aniversário do Mestre Moraes

Quinta-feira (10/02)

9:00 h às 11:00h – Oficina de capoeira
14:30 às 16:30h – Palestra: Na prisão um jardim: reconstruindo  a história do Forte de Santo Antônio. (M. Moraes e Cláudia)
17:00h – 19:00h Roda orientada: aspectos ritualísticos
19:300h – 21:30 Roda de capoeira ( restrita aos inscritos na oficina e aos mestres convidados )
Sexta-feira (11/02)

9:00h às 11:00h – Oficina de capoeira

14:30  às 16:30 – Palestra: “Em busca do N’golo: relatos das viagens a Angola –  2006 e 2010 ” (Mestre Cobra Mansa)

17:00 – 18:00 –  Oficina de rítmo

18:00 – 19;30 – Relato de experiência dos núcleos do GCAP – Japão e São Paulo (Contramestres Kayo e David)

20:00h – 22:00 – Roda de capoeira ( restrita aos inscritos na oficina e aos mestres convidados )
Sábado  (12/02)
9:00 às 11:00 – Oficina de capoeira
14:30 às 16:30h – Palestra: Inquices, voduns e tatas: a morte nas canções do Mestre Moraes (Contramestre Márcio)

17:00 a 18:00 – Confecção de berimbau

18:30 às 19:30 – Interpretações de ladainhas

19:30 às 21:30 – Roda de capoeira ( restrita aos inscritos e aos mestres convidados)

Domingo (13/02)
9:00h às 11:00h – Roda de encerramento aberta
12:00 – Feijoada para os inscritos e convidados.

Cubatão: Projeto Ágora – Arte na Praça

Dezenas de pessoas participaram do Projeto na praça Princesa Isabel neste sábado (22/1)

Muita gente aproveitou o sábado de calor (22/1) sentado na praça e escutando boa música, lendo poemas em um varal de poesia e até acompanhando apresentações de hip hop ou capoeira Tudo isso, em plena praça Princesa Isabel, no centro de Cubatão. É o Projeto Ágora – Arte na Praça, que reuniu poetas, músicos, dançarinos, contadores de histórias, artistas plásticos, em uma miscelânea cultural pra lá de proveitosa. “Adorei a ideia, está aprovadíssima”, disse a aposentada Ivanir Carlos de Souza.

A programação teve início ainda no fim da manhã, com performances musicais em piano, violão e voz e até banda completa. Cantores e instrumentistas como Baeta, Dan Lisboa, Jackson e Pajé levaram muita Música Popular Brasileira ao público. O coreto da praça serviu de palco e inspiração para esses artistas. A Afrobanda também se apresentou com seus ritmos e swing inconfundíveis, fazendo muita gente dançar.

A Cia Pedro Paulo Academia de Hip Hop arrancou aplausos com as performances de hip hop e break. Dançando sobre um pequeno tapete de espuma, os jovens improvisavam passos, onde pareciam desafiar a gravidade, demonstrando bastante técnica e bom condicionamento físico. A Capoeira também foi representada através do Grupo Meninos Guerreiros, formado por pessoas de várias idades.

Além das apresentações no coreto, foram montadas pelo menos seis tendas, espalhadas pela praça. Em cada uma delas era oferecida uma atividade diferente. Havia espaço para a criançada ler histórias em quadrinhos, pintar e fazer bonecos de massinha. A Oficina de Origami – dobradura japonesa feita em papel, ministrada pela Tia Nalva Leal, ficou lotada de meninos e meninas que ao fim da atividade, saíram felizes da vida, com seus passarinhos confeccionados com papel.

Em outro espaço, os visitantes podiam ter seu rosto desenhado através da sensibilidade do artista plástico Coitim. Algumas tendas abrigaram lindas peças elaboradas com a fibra de bananeira, como os trabalhos do pessoal da Cooperativa “Mãos de Fibra”. Para as artesãs, o Projeto Ágora é uma ótima oportunidade de divulgarem seu ofício e comercializarem os produtos, que incluem bolsas, descansos e arranjos de mesa, objetos de decoração, porta-guardanapos e colares.

O artista plástico Giovane Nazareth também participou expondo as esculturas que faz, onde utiliza metal e refugo de peças de motocicleta. São peças bastante criativas. Um pedaço de corrente, aço e poucos parafusos se transformam em um abajur ou, quem sabe, um pássaro. “A praça ficou bastante movimentada o dia inteiro. É muito importante pra gente ter esse retorno da população”, afirmou o artista plástico.

Os escritores da Sociedade Amigos da Biblioteca, a SAB, emprestaram seu talento, montando um varal de poesias e declamando poemas durante toda a tarde. Dessa maneira, muita gente soube que em Cubatão há pessoas que gostam de escrever. O ator Tótila realizou performances como palhaço, para alegria da criançada.

De acordo com Welington Borges, secretário de Cultura, o objetivo é que Projeto Ágora percorra diferentes praças, em vários bairros da cidade, oferecendo um sábado de lazer e Cultura para adultos e crianças, valorizando os artistas cubatenses. O lançamento foi um sucesso, reafirmando o nome que recebeu – Ágora – inspirado na palavra grega de mesma grafia, que quer dizer: espaço em que povo se reúne para dialogar e trocar ideias.

 

Texto e fotos: Morgana Monteiro

Link para fotos:

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Lugar de samba é no morro em Diadema

Se alguém te perguntar onde mora um dos ritmos mais tradicionais desse Brasil, pode dizer, sem medo, que ele vive no morro do Samba, em Diadema. A outrora favela, hoje com cara de bairro urbanizado, honra o nome que tem. Desde a ocupação, em 22 de fevereiro de 1991, em pleno Carnaval, até hoje, o morro que não é morro reúne os sambistas de plantão na vendinha de Hélio Batista da Silva, 45 anos e vice-presidente da Associação de Moradores do núcleo.

O percussionista David Moreira, 28, é um dos que nasceram com notas musicais correndo nas veias. Ele e mais seis amigos levam o morro do Samba para fora de Diadema com o Grupo Nova Amizade. “Já fizemos apresentação no Interior e na Baixada Santista, além de barzinhos na Vila Olímpia (na Capital)”, disse.

Moreira pode se orgulhar de viver do que gosta. “Fui autodidata: aprendi a tocar quando tinha uns 10 anos, só de olhar e ouvir os sambistas do bairro. Sou do tipo que mete a mão no instrumento, o pessoal de São Paulo gosta disso”, garantiu, referindo-se ao pandeiro, quase que uma extensão de seu próprio braço.

Entre uma cervejinha e outra, que ninguém é de ferro, o grupo faz seus ensaios sempre diante da vendinha de Hélio, que fica na Rua Botocudos, a principal do núcleo. É na Botocudos também que mais se vê o resultado do Programa Tá Bonito, do governo federal, que investiu cerca de R$ 4,2 milhões na infraestrutura da comunidade.

Ali, cada rua tem as fachadas das casas pintadas de uma cor: verde, vermelho, amarelo, laranja e por aí vai. Interessados em morar no morro têm de pôr a mão no bolso: as casas custam cerca de R$ 70 mil. Barracos não existem mais.

CRIMINALIDADE
O arco-íris do morro do Samba mudou a cara da favela, que tem um passado de episódios ligados ao crime e ao tráfico: em 2006, a polícia entrou no morro após encontrar um muro grafitado com imagens de bandidos assassinando homens da Polícia Militar. No ano seguinte, um vídeo mostrava o consumo de cocaína e maconha em uma festa do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os moradores, no entanto, garantem que a comunidade está mais segura atualmente. “Sem as vielas fechadas, ficou difícil para os traficantes instalarem as bocas. Eu diria que 90% do tráfico saiu daqui”, avaliou um deles, que preferiu não se identificar.

MENSAGEM
Mas não é só de samba que vive a favela. Quem também representa o morro do lado de fora dele são os Manos MC”s, ou Rodrigo Ismael dos Santos, o Nego Blay, e Cleiton Venâncio, ambos de 31 anos. A dupla faz um trabalho diferente da maioria dos rappers: além da mensagem social, uma tradição do estilo, abusam das misturas com outros ritmos.

Como não poderia deixar de ser, o samba continua presente. “Temos parcerias com o pessoal do Nova Amizade e outros sambistas que diferenciam a nossa música. Alguns rappers torcem o nariz, mas o desafio é esse mesmo: ser diferente, tá ligado?”.

 

Capoeira tira crianças da rua e futebol empolga adultos

“A roda é boa, a roda é boa, no Morro do Samba, a roda é boa!”. No centro comunitário da favela, a pipa e a bola são deixadas de lado quando o som do berimbau e do atabaque começa a ecoar. As obras inacabadas do local não impedem a molecada de aproveitar as aulas do Cultuarte, que ensina capoeira para cerca de 20 crianças de 4 a 15 anos.

A finalização do centro comunitário foi atrapalhada pelas chuvas. De vassoura na mão, a professora Suellen Rodrigues de Assis, 19, seca a poça de água causada pelas goteiras. Enquanto isso, ensinou: “O esporte é um bom jeito de tirar a molecada da rua”.

Em frente ao prédio, um ponto de descarte irregular de lixo também incomoda. “O povo é porco, não respeita, e a Prefeitura também não vem recolher”, diz o presidente da Associação de Moradores do Morro do Samba, Nejaim José da Silva, o Maradona, 47.

BOLA NO PÉ
Maradona tem orgulho de falar não só da capoeira, mas também do futebol do morro, que tem sete times disputando campeonatos amadores de Diadema. “Seria bom ter um campinho pra gente bater bola, organizar um treino de vez em quando”, pediu.

E assim segue o morro, com a bola e o samba no pé e a capoeira como arte. Nas palavras do pastor da Igreja Evangélica Aliança Com Deus William Vicente, 61, a favela é o “morro das bênçãos”. E segue caminhando com fé, “porque a fé não costuma falhar”.

Mestre Curió é tema de livro lançado no Forte da Capoeira

O Forte de Santo Antônio Além do Carmo sedia  no dia 21 de janeiro de 2011, sexta-feira, às 19h, o lançamento do Livro Histórias e Recordações da Vivência de Mestre Curió, com relatos e fotografias do reconhecido mestre de capoeira angola na Bahia, organizado pelo professor Jorge Conceição.

Composto por 184 páginas, o livro foi editado em dois idiomas, 90 páginas em português e 94 em inglês. O lançamento faz parte 22º Evento da Escola de Capoeira de Angola Irmãos Gêmeos (Ecaig) com o tema Capoeira Angola – A importância do mestre de tradição oral no espaço formal.

Outras ações acontecem no sábado (22) na sede da Ecaig, localizada no 2º andar do nº9 da Rua Gregório de Matos, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador. O lançamento do livro finaliza intensa programação realizada pela Ecaig. Dias 17 e 18 (janeiro, 2011) aconteceram aulas com mestre Curió e dia 19 mesa redonda, além de missa na igreja de São Francisco e roda de capoeira no cruzeiro de São Francisco. O encerramento acontece no sábado com tradicional caruru para Cosme e Damião.

A angola é considerada pelos estudiosos como a capoeira mais antiga e tradicional. Marcada por malandragem e movimentos sinuosos mais próximos ao solo, segundo especialistas, a capoeira angola se aproxima da forma que os escravos jogavam e/ou lutavam. Existente há mais de 500 anos, a capoeira “não é luta, é arte, é coreografia, é religião, é cultura, é filosofia, é concentração espiritual e é educação”, define Mestre Curió, que dedica 65 anos de sua vida à atividade. Curió foi um dos alunos do célebre Mestre Pastinha que imortalizou a capoeira na Bahia e Brasil.

Além já ser Patrimônio do Brasil desde 2009 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e Patrimônio da Bahia pelo IPAC desde 2006, segundo o Ministério da Cultura (MinC), a capoeira é o produto cultural brasileiro mais difundido no mundo.

Propriedade da União cedida ao Estado, o Forte de Santo Antônio é administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), órgão da secretaria de Cultura (SecultBA), que também restaurou e tombou o prédio secular como Patrimônio da Bahia, que sedia academias de capoeira. O forte fica no mesmo lugar da extinta trincheira de defesa Baluarte de Santiago, construída em 1627, após a expulsão dos holandeses de Salvador. Na década de 1950, foi transformado em Casa de Detenção desativada depois em 1976.

Atualmente o forte sedia ações de caráter social, educativo e cultural. Mais informações sobre o livro do Mestre Curió e a Ecaig são disponibilizadas através dos telefones 3321-0396 e 3323-0081. Dados sobre o forte estão no endereço eletrônico http://fortesantoantonio.blogspot.com ou telefones 3117-1492 e 3117-1488. Mais informações sobre o IPAC no www.ipac.ba.gov.br.

 

* Assessoria de Comunicação – IPAC – em 20.01.2011 – Jornalista responsável: Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8731-2641 – Texto: estagiário Tiago Araújo e Geraldo Moniz – Contatos: (71) 3116-6673, 3117-6490, ascom,ipac@ipac.ba.gov.br, www.ipac.ba.gov.br Facebook: Ipacba Patrimônio Twitter: @ipac_ba


Geovan Bantu
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1º Campeonato Aberto de Capoeira no Rio Grande

Nos dias 22 e 23 de janeiro, acontece, na Praia do Cassino, o 1º Campeonato Aberto de Capoeira no Rio Grande.

O evento envolve oito categorias. Entre elas estão pré-mirim, mirim, infantil, juvenil iniciante, aluno avançado, graduado, instrutores e professores. As duas últimas categorias terão, além de troféu e medalhas, premiação em dinheiro para os primeiros colocados.

O campeonato é organizado por Diego da Silva Pereira (Graduado Pipoca), do Grupo de Capoeira Liberdade da Cidade do Rio Grande, criador da URCAP – União Riograndina de Capoeira e atual presidente da Superliga Riograndina de Capoeira. Diego também é idealizador do Projeto Menino Mandingueiro, criado em janeiro de 2010, que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, em bairros da periferia.

O projeto acontece todas as terças e quintas, na Associação do bairro Getúlio Vargas, das 18h às 20h, e as quartas-feiras, no Ginásio da Igreja da Barra, das 19h às 20h. A organização convida todos os capoeiristas e simpatizantes a participar desse campeonato.

 

Fonte: http://www.jornalagora.com.br/

Viva Rio promete mais ações para reconstrução do Haiti

Um ano após o terremoto que devastou o Haiti, a ONG (organização não governamental) Viva Rio promete intensificar as ações que visam a reconstrução daquele país, onde ela atua desde 2004.

Um dos programas que serão incentivados é o Articulação Intercomunitária, cuja meta é reduzir o índice de criminalidade, disse nesta quarta-feira o coordenador da Área de Segurança Humana do Viva Rio no Brasil e no Haiti, o coronel Ubiratan Ângelo.

Serão incrementados também os programas de atenção à saúde e de produção de biodigestores para geração de energia, além do programa de artes, que prevê a valorização da música local, artes plásticas, dança, capoeira e confecções. Ângelo informou que em menos de dois anos a ONG contabilizou 500 alunos de capoeira. Na área esportiva, o Viva Rio construiu um centro de treinamento para futebol de alto nível.

Hoje, o Viva Rio promoveu em sua sede, no Rio, uma cerimônia para lembrar o terremoto ocorrido há um ano no Haiti. Uma exposição composta de quadros pintados por artistas haitianos e fotografias, intitulada O Haiti Não Morreu, exibe cenas da vida local antes e depois do terremoto.

Desde o início de suas atividades no Haiti, a atuação do Viva Rio se concentra no bairro de Bel Air, na capital Porto Príncipe. O local é considerado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como área crítica.

Antes do terremoto, a ação do Viva Rio visava a levar ajuda humanitário para que as pessoas pudessem ter sua própria renda, informou o coronel Ângelo. “Uma questão complicada no Haiti é a geração de trabalho e renda”. Segundo ele, os haitianos abordam as pessoas nas ruas mendigando não dinheiro, mas trabalho.

Até o terremoto, as ações empreendidas pela ONG brasileira vinham tendo resultados positivos. Os trabalhos envolviam coleta, captação, tratamento de lixo, distribuição de água, limpeza de canais e outras ações sanitárias e de higiene, além de trabalhos com saúde da mulher e da criança.

O Viva Rio atende a 15 comunidades do bairro Bel Air. O coronel Ubiratan Ângelo disse que o terremoto alterou a rotina da ONG, que viu sua sede, de 25 mil metros quadrados, onde eram desenvolvidos os projetos, virar um imenso acampamento para os desabrigados.

Ele ressaltou o trabalho de socorro inicial desempenhado pela Brigada de Proteção Comunitária, formada por jovens das 15 comunidades. Eles são treinados pelos militares brasileiros e de outros países para ações de emergência para grandes catástrofes. Isso se explica por ser o Haiti um país onde ocorrências como terremotos e furacões são previsíveis. “

O atendimento do Viva Rio e seus parceiros se intensificou com o surgimento do cólera. A ONG auxiliou e ampliou o sistema de saúde de algumas clínicas que não foram destruídas pelo terremoto, disse Ubiratan Ângelo. A Brigada de Proteção Comunitária ampliou também seu efetivo de 35 para 70 componentes.

Durante a tragédia, quando efetuava distribuição de alimentos e recolhimento de lixo e escombros, o Viva Rio chegou a ter 1.400 funcionários, todos haitianos. Hoje, a ONG conta 974 funcionários, dos quais apenas 20 não são haitianos.

De acordo com Ubiratan Ângela, o Viva Rio distribui hoje 200 mil litros de água filtrada por dia às comunidades de Bel Air para ajudar no combate à cólera.

 

Fonte: http://www.dgabc.com.br/