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Dezembro 2011

Vendo Artigos de: Dezembro , 2011

Vai o homem, fica o nome…

Capoeira leal, capoeira pegada, capoeira justa, capoeira de dentro, capoeira de baixo, capoeira de fora, capoeira de cima, capoeira traiçoeira, capoeira brincada, capoeira jogada, capoeira lutada, capoeira escorregada, capoeira caída, capoeira mandingada, capoeira levantada, capoeira pulada, capoeira sambada, capoeira sacolejada, capoeira bambolejada.

Tem capoeira para todo corpo, e todo corpo tem sua capoeira. Mestre João Pequeno foi doutor no papel, mas antes, bem antes de ser doutor no papel, foi doutor na mandinga. Conheceu a arte querendo ser valentão, e achou o grande sentido da arte em ter seu golpe freado, manejado – porquê segundo ele mesmo, “o capoeirista para bater não precisa acertar”. O golpe vai até onde for preciso, e quem está em volta sabe quando entrou e quando não entrou.

Mestre de mestres, formador de homens, professor no sentido mais estrito possível – um sujeito raro e doce, no nosso mundo tão corrido, imediatista e superficial.

Conheci o Mestre João Pequeno em um momento ligeiro, em 2003. Poucos minutos de conversa antes da roda em sua academia, e outros poucos dentro do carro do Mestre Decanio, enquanto o levávamos do Forte Santo Antônio à sua residência. Calado e observador, deixa a marca de seu trabalho na história.

João Pequeno, de pequeno só teve o nome… Deixou esse mundo, mas o que deixou nesse mundo foi maior.

Gigantesco João Pequeno, Enorme João Pequeno, Gigante João Pequeno!

 

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Quando eu aqui cheguei

A todos eu vim louvar

Vim louvar a Deus,

primeiro morador desse lugar

Agora eu tô cantando

Cantando e dando louvor

Vou louvando a Jesus Cristo

Porque nos abençoou

Abençoe essa cidade

Com todos os seus moradores

E na roda de capoeira

Abençoe os jogadores,

 

Camaradinho!

 

Camugerê, vosmecê como vai ?

Camugerê!

Como vai vosmecê ?

Camugerê!

 

Vai o homem, fica o nome.

 

Axé,

Teimosia

Grupos de Capoeira irão lançar projeto de prevenção as drogas

Aconteceu oficialmene na sexta feira, 16 de Dezembro, o lançamento do Projeto “Sou craque na Capoeira e nas Drogas dou rasteira”. O evento contou com o apoio da Câmara Municipal de Fortaleza e foi realizado na Praça do Ferreira.

O Presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Vereador Acrísio Sena – (PT/CE), destacou a importâncias dos grupos de Capoeira em somar neste momento, ao programa nacional lançado pela a Presidenta Dilma Rusself, que visa combater os traficantes e ressocializar os dependentes químicos, e que com isso, a capoeira terá uma participação muito grande nesta ação, tanto no aspecto saúde, esporte e bem estar de qualidade de vida.

Os grupos participantes passarão por um processo de capacitação com profissionais da área, para melhor ter domínio no tema em questão e poder ajudar direto e indiretamente. Além disso, será confeccionado informativos para distribuição em pontos estratégicos de nossa cidade, no intuito de alertar e melhor explicar como identificar um usuário de droga, já que muitos dos casos registrados acontecem dentro de casa e não sabemos quais os sintomas para identificá-los.

Na pauta da programação, está prevista uma audiência publica em conjunto, Câmara Municipal de Fortaleza e a Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, onde será debatido o papel da Capoeira na Prevenção as drogas e da violência no nosso Estado, requerimento de autoria do Deputado Roberto Mesquita – (PV/CE), por iniciativa do Vereador Iraguassú Teixeira – (PTD/CE).

A intenção é dar continuidade neste projeto até 2016, uma vez que, não iremos combater as drogas e a criminalidade de uma hora para outra, não é este o objetivo do projeto, o País foi contemplado com 02 (dois) grandes eventos esportivos mundiais, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016; ate a realização destes grandes acontecimentos, muito teremos que fazer neste sentido; é o que afirma Mestre Gerson do Valle, idealizador do Projeto.

 

Maiores informações:

Mestre Gerson do Valle – 085. 8754.2803 Oi, 9954.8989 TIM, 8107.6104 Vivo e 9204.2624

Email: mestregerson@yahoo.com.br

Blog: HTTP//:www.gersondovalleoreporter.blogspot.com

http//:www.ciaterreirocapoeiradoceará.blogspot.com

 

Equipe: Juntos vamos dar uma rasteira nas drogas. Terreiro Capoeira, ACAS, Legião Brasileira, Grupo Zumbi, Associação Palmares, Marabaiano, Benção Capoeira, Grupo Muzenza, Viver Capoeira, União Capoeira, Capoeira Brasil, Nação Capoeira, Berimbau de Prata, Capoeira Luz Viva, Nação Negra e Equipe Capoeira.

 

(*) Foto: Presidente Acrísio Sena, Mestre Prainha – Presidente em exercício da Federação Cearense de Capoeira e Vereador Iraguassú Teixeira

Competição: Rio-pedrense é vice-brasileiro de capoeira

Com capoeiristas de diversas regiões do país, competição foi de alto nível

O capoeirista Vanderlei de Souza França, conhecido como Jamaica, retornou da cidade de Jales (interior de São Paulo) com o troféu de vice-campeão brasileiro de capoeira, um feito e tanto para o atleta que começou a praticar o esporte com 17 anos. Jamaica disputou a competição em 9 e 10 de dezembro, na categoria Amadora. Enfrentando capoeiristas de diversas regiões do país, disse que a competição é de alto nível. “Enfrentei adversários do Ceará, Alagoas, Paraná. Empenhei-me ao máximo para trazer o ouro, porém, não foi dessa vez”, disse o jovem de 22 anos.

O professor de capoeira e mestre de Jamaica, Joaldo Gonçalves de Oliveira, acredita que o resultado foi bastante positivo e destacou as qualidades técnicas do aluno. “Durante a competição ele demonstrou um profundo conhecimento técnico e tático do jogo de capoeira. O bom desempenho dele se deve ao trabalho sério que desenvolvemos em nossas aulas, além da dedicação do Jamaica nos treinos”.

Dedicação essa que fez com que Jamaica de aluno se tornasse monitor do projeto “Joba Capoeira”, ministrando aulas de capoeira. “Comecei como aluno dentro do projeto e hoje com a orientação do mestre dou aulas”. E sobre a importância da capoeira na vida, o garoto conta que o esporte foi “divisor de águas”. “Antes eu era simplesmente um estudante, um trabalhador rural. Depois que tive contato com a capoeira, me tornei um bom marido, um cidadão, um ótimo funcionário”.

Desta forma, o projeto “Joba Capoeira” vai cumprindo o seu objetivo social. “A nossa meta é que o aluno aplique no dia a dia os conhecimentos adquiridos na capoeira. Autoconhecimento, respeito pelo próximo, solidariedade são esses os nossos valores”, comentou Joba.

 

Fonte: http://www.tribunatp.com.br

Homenagenm aos 94 anos do mestre João Pequeno

Quem pensa que tudo acabou… Esta enganado, mestre João Pequeno nunca vai parar de fazer o que ele sempre fez com tanto amor e dedicação…

As atividades continuam e a luta é grande por isso, que tenho certeza, que ele onde ele chegava, plantava sua semente e marcava com a bandeira do arco-íres a sua passagem para nessa hora de descanso ter essa continuidade provando que enquanto discutem quem é mais que quem ele estava trabalhando.

Com isso estaremos como todos os outros anos fazendo homenagem ao Dr. mestre João pequeno aparte das 17 h no dia 27 de dezembro no forte santo Antonio (forte da capoeira). seja bem vindo com a sua. CONFIRAM O CARTAZ

 

 

DIA 27/12:

Programação ESPECIAL:

MESTRE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA HOMENAGENS AO SEUS 94 ANOS DE NASCIMENTO

A PARTIR DAS 17hs

Vídeos: Doutor Mestre João Pequeno de Pastinha;

Roda de Conversa;

Apresentações;

Roda de Capoeira Angola e Confraternização. tudo do dia 27/12 no forte da capoeiradentro da academia do mestre

 

DIA 28/12:

ATIVIDADE COM RODA CAPOEIRA ANGOLA NA FAZENDA COUTOS (Projeto Pequenos do João)

Florianópolis: VI Mosaico Integrando de Capoeira

O VI Mosaico Integrando de Capoeira (VI MIC) ocorreu em Florianópolis, no dia 03 de dezembro de 2011 e foi coroado de êxito. O princípio fundamental deste evento está centrado na organização coletiva, desde o planejamento, passando pela execução até a avaliação. Nesse ano de 2011 contou com líderes dos grupos Beribazu, Gunganagô, Aú Capoeira e Maré Brasil.

Aconteceram cerimônias de batismo, graduação e formaturas, bem como apresentações culturais. O evento aconteceu no Teatro da UBRO, em dois momentos, pela manhã ocorreu o Batizado de crianças até 13 anos, na parte da tarde aconteceu o Show cultural, seguido da segunda parte do batizado, posteriormente as trocas de graduações e formaturas, onde Mestre Kadu ganhou seu 3º Grau de Mestria, o MIC foi agraciado com a participação de Mestres ilustres, como Adilson-DF, Pop-SC, Falcão-GO, Demétrius-SC, Ceará-PR, Nanã-SC e Delmar-RS, além dos Contramestres Rato, Enio, Cascão, Jimmy Wall e Habibis e mais dezenas de professores de diversos grupos de Florianópolis e de outras cidades. As atividades foram todas gratuitas e abertas ao público.

O VI MIC consolida definitivamente o processo de integração que vem sendo implementado por diversos grupos de capoeira da cidade, que têm na Confraria Catarinense de Capoeira, um ponto de apoio. O evento mobilizou um expressivo número de praticantes de capoeira e contribuiu para democratização das relações entre grupos, abrindo possibilidades para novas formas de integração cultural.

Este evento contou com apoio da Eletrosul, Fundação Franklin Cascaes e na sonorização, por intermédio do Gabinete do Deputado Federal Gean Loureiro.

O potencial educacional do evento pode ser verificado a partir de ações de organização coletiva, colaboração, tolerância e solidariedade, tão necessárias para a realização de atividades com essas características.

 

Os grupos que participaram desse IV MIC foram:

 

O Grupo de Capoeira Beribazu

 

O Grupo de Capoeira Beribazu foi fundado em 11 de agosto de 1972, no Distrito Federal pelo Mestre Zulu. Atualmente possui núcleos espalhados pelo país e em diversas regiões do mundo. Em Florianópolis, o grupo é coordenado hoje pelo Mestre Nanã.

 

O Grupo Gunganagô

 

O Centro Cultural de Capoeira Gunganagô foi criado em 2006 pelo Mestre Kadu, que reside em Florianópolis desde 1994. Tem trabalhos desenvolvidos em alguns bairros da cidade. Desenvolve uma significativa experiência de Capoeira com deficientes visuais.

 

O Grupo Maré Brasil

 

A Escola de Capoeira Maré Brasil foi idealizada e criada pelo Contramestre Rato. Presta serviços em vários núcleos na cidade de Florianópolis abrangendo um público de diferentes faixas etárias e classes sociais promovendo a vivência da arte capoeira.

 

A Escola Aú Capoeira

 

A Escola Aú Capoeira foi idealizada pelo Mestre Pop, radicado na Ilha de Florianópolis dês de 1977. Esta Escola não tem como objetivo maior apenas o desenvolvimento da capoeira em si, mas os sujeitos a ela envolvidos e especialmente a forma de valorização e transmissão do conjunto de conhecimentos que perpassa o estudo teórico e prático da capoeira.

 

Veja mais fotos:

http://guilhermeantunes.com/on/index.php?do=photocart&viewGallery=10064#page=1

Fundação Cultural Palmares inaugura Biblioteca Oliveira Silveira

Na próxima quinta-feira (15), a Fundação Cultural Palmares inaugurará a Biblioteca Oliveira Silveira e o Arquivo da Fundação em sua nova sede, em Brasília. Na ocasião, também será lançada a Coleção Faces do Brasil – História, organizada pela professora Jacy Proença e Editora Ética do Brasil.

Com um acervo de aproximadamente 17 mil itens entre livros, folhetos, periódicos, imagens e CD-ROMs, a biblioteca abrirá suas portas para o público fazer pesquisas e consultar materiais diversos. Especializada em cultura afro-brasileira, o local reúne fotos, pinturas, cartazes e materiais museológicos, como arte quilombola, palharia, cerâmica e telas, que guardam parte da memória negra. Há ainda uma sala de vídeo com espaço para 16 pessoas e terminais para acesso à internet.

A biblioteca foi originalmente inaugurada no dia 20 de novembro de 1998, porém, com a mudança de sede, ficou desativada por alguns meses, e agora será reinaugurada sob o nome Biblioteca Oliveira Silveira, em homenagem a este grande militante do Movimento Negro brasileiro.

Oliveira Silveira – Professor, poeta e militante do Movimento Negro, foi o idealizador do Dia da Consciência Negra, juntamente com o Grupo Palmares de Porto Alegre, ainda na década de 1970. Gaúcho e autor de inúmeros poemas e textos literários, seu primeiro trabalho foi o poema Germinou (1962), tendo ainda publicado: Poemas Regionais (1968); Banzo, Saudade Negra (1970); Décima do Negro Peão (1974); Praça da Palavra (1976); Pêlo Escuro (1977); e Roteiro dos Tantãs (1981).

A Biblioteca Oliveira Silveira disponibiliza a listagem do seu acervo bibliográfico sobre a cultura negra e a história da Diáspora Africana para consulta pública no site: http://biblioteca.palmares.gov.br.

Coleção – A coleção Faces do Brasil – História e Cultura é composta por 37 obras redigidas por professores, pesquisadores e escritores negros e indígenas de 14 estados brasileiros. Organizada pela professora Jacy Proença, ativista histórica do movimento negro brasileiro, a coleção é destinada a alunos do ensino fundamental e médio.

 

Serviço

O quê: Inauguração da Biblioteca Oliveira Silveira e lançamento da coleção Faces do Brasil – História e Cultura

Quando: Dia 15 de dezembro de 2011 (quinta-feira), às 18h00

Onde: Fundação Cultural Palmares – SCS (Setor Comercial Sul), quadra 09, 1º andar, Edifício Parque Cidade Corporate, Torre B – Brasília-DF

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

Ele não joga capoeira, ele faz cafuné: histórias da academia do Mestre Bimba

Ele não joga capoeira, ele faz cafuné: histórias da academia do Mestre Bimba, de Sérgio Fachinetti Doria, no Lançamento Coletivo EDUFBA – Dezembro de 2011

Com o irreverente título Ele não joga capoeira, ele faz cafuné: histórias da academia do Mestre Bimba, de autoria de Sérgio Fachinetti Doria, esta obra integra a programação do Lançamento Coletivo EDUFBA – Dezembro de 2011, que acontece no próximo dia 15, quinta-feira, às 17h30, na Biblioteca Universitária de Saúde da UFBA, em Salvador. Na ocasião, o autor recebe o público, que pode adquirir o livro por um preço especial.

Alguns aspectos da diversificada cultura brasileira são desvendados ao longo desta obra. A capoeira, expressão de luta do povo negro e uma arma para a saída das senzalas, no período da escravidão, e os capoeiristas, altamente discriminados e perseguidos, são abordados com um olhar crítico, a partir de lembranças e estudos do autor sobre Mestre Bimba e sua academia. Nascida nos tempos da escravidão e uma arte essencialmente brasileira, a capoeira foi trabalhada de forma sistemática por Mestre Bimba nas décadas de 1920 e 1930.

Após percorrer a história de Mestre Bimba e de sua academia, expondo, por exemplo, aspectos sobre seus ensinamentos, o local das aulas e a repercussão de uma campanha de marketing realizada por ele e seu grupo nos jornais soteropolitanos, o autor presenteia os leitores, ainda, com um caderno de fotos do Mestre.

 

Informações adicionais sobre este livro

ISBN: 978-85-232-0833-2

Número de páginas: 107

Ano: 2011

Formato: 15 x 21 cm

Preço promocional de lançamento: R$ 20,00

 

Serviço

O quê: Lançamento Coletivo EDUFBA – Dezembro de 2011

Quando: 15 de dezembro de 2011, quinta-feira, às 17h30

Onde: Biblioteca Universitária de Saúde da UFBA (Rua Basílio da Gama, s/n, Canela – Salvador, Bahia)

Quanto: entrada gratuita

 

Laryne Nascimento

Assessoria de Comunicação

Editora da Universidade Federal da Bahia

Telefone e fax: (71) 3283-6160

www.edufba.ufba.br | imprensaedufba@ufba.br

Nota de Falecimento: Mestre João Pequeno de Pastinha

MESTRE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA

Morreu, nesta Sexta feira (09/12/11), o Mestre João Pequeno, conhecido por seu trabalho na capoeira, um Mestre conceituado. Um Baluarte da Capoeira Angola.

Velório: 08:00hs da manhã

O enterro será realizado no cemitério parque bosque da paz as 16:00hs na av. aliomar baleeiro, nº 7370 (estrada velha do aeroporto) nova brasília 2201-4222

www.bosquedapaz.com.br/localização.cfm

O mestre nos deixa a lembrança da importância de se valorizar e se reconhecer os constituintes da nossa cultura popular enquanto vivos.

Mestre Pelé da Bomba

 

PRESTES A COMPLETAR 94 ANOS, UM DOS MAIORES ÍCONES DA CAPOEIRA PARTIU DEIXANDO-NOS MUITOS ENSINAMENTOS… MESTRE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA ERA SEM DUVIDA UM DOS SERES HUMANOS MAIS SÁBIOS E HUMILDES QUE ALGUMA VEZ CONHECI.

DONO DE UMA HERANÇA CULTURAL SEM IGUAL E DE UM AMOR INCONDICIONAL PELA NOSSA CULTURA O ÍMPAR CAPOEIRISTA IRÁ FICAR IMORTALIZADO PELA SUA OBRA, ENSINAMENTOS E POR TODA SUA ÁRDUA E RICA CAMINHADA…

Nós do Portal Capoeira, estamos profundamente sentidos e sensibilizados por este trágico acontecimento e gostaríamos de deixar toda nossa força e coragem para a “Grande Família PEQUENO”. Um abraço especial muito apertado e repleto de sentimentos para a amiga e parceira Nani de João Pequeno, neta e aluna deste baluarte da nossa cultura.

Fica nossa homenagem…. Segue a Cronica publicada em dezembro de 2009 de autoria de nosso querido Pedrão, que com certeza hoje se encontra muito triste…. Pedro Abib, que vive na bahia há muitos anos, era um “membro especial da família PEQUENO, além de aluno do Grande MESTRE.

 

Um Menino de 92 Anos

 

No último dia 27 de Dezembro um menino ficou mais velho. Esse menino que ainda insiste em se balançar quando ouve um pandeiro ou um berimbau, seja no passo miudinho do samba que aprendeu lá no Recôncavo, ou seja na ginga malandra que aprendeu com seu Pastinha, acabou de completar 92 anos.

João Pereira dos Santos é o nome que recebeu por batismo. João Pequeno de Pastinha é o nome pelo qual é conhecido nos quatro cantos do mundo. Esse menino não é fácil mesmo não. Teimoso como ninguém, ainda insiste em jogar capoeira com a mesma malícia de sempre, enchendo os olhos de quem tem o privilégio de compartilhar esses momentos mágicos junto a ele.

mestre João Pequeno nasceu no município de Araci, no semi-árido baiano, mas ainda menino mudou-se com a família para Mata de São João, no Recôncavo, lugar sagrado de muitas histórias e façanhas de memoráveis capoeiras. Foi lá que o menino João teve o primeiro contato com a capoeira, através de Juvêncio, que era companheiro do lendário Besouro Mangangá, segundo nos conta o próprio João Pequeno. Em Mata de São João ele foi vaqueiro, agricultor e carvoeiro. Há alguns anos, quando fomos acompanhá-lo a uma visita a Mata de S. João, ainda ouvíamos pelas ruas algumas pessoas cumprimentá-lo, chamando-o pelo apelido pelo qual era conhecido na época: João Carvão.

Mais tarde, mudou-se para Salvador onde trabalhou durante um bom tempo como ajudante de pedreiro. Costumava vadiar em algumas rodas conhecidas da cidade como a do Chame-Chame, organizada por Cobrinha Verde ou a do Largo Dois de Julho. E foi numa dessas vadiagens pelo Largo Dois de Julho que João teve o encontro que marcou a sua vida: conheceu Vicente Ferreira Pastinha, o mestrePastinha. 

João nos conta que nesse dia, Pastinha convidou-o para participar da roda organizada por ele, que ficava no local conhecido por “Bigode”. Na semana seguinte lá estava João no “Bigode” e dali pra frente, nunca mais deixou a companhia do “seu” Pastinha, como João até hoje se refere ao seu mestre. Tornou-se então o principal trenel do Centro Esportivo de capoeira Angola, o CECA, que depois passou a funcionar na Gengibirra e posteriormente mudou-se para o Pelourinho.

E esse menino de 92 anos de idade continua ainda, com toda generosidade e simplicidade, transmitindo seus ensinamentos para quem se disponha a vê-lo jogando, a ouví-lo cantando ou contando histórias, ou simplesmente a observá-lo sentado na sua cadeira entalhada na madeira, de onde ainda comanda as rodas de sua academia, lá no antigo Forte Santo Antonio. Esse menino não tem jeito mesmo, se recusa a ficar velho…graças a Deus !!!

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Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).

 

 

 

Mestre João Pequeno

Mestre João Pequeno

João Pereira dos Santos, aluno de mestre Gilvenson e depois discípulo de Mestre Pastinha, de quem se tornou continuador. Integrou em 1966 a delegação brasileira no Premier Festival des Arts Nègres, em Dakar (Senegal).Hoje, ainda mantém Academia de Capoeira, no Forte Santo Antônio (centro histórico de Salvador). Em 1970, Mestre Pastinha assim se manifestou sobre ele e seu companheiro João Grande: “Eles serão os grandes capoeiras do futuro e para isso trabalhei e lutei com eles e por eles. Serão mestres mesmo, não professores de improviso, como existem por aí e que só servem para destruir nossa tradição que é tão bela. A esses rapazes ensinei tudo o que sei, até mesmo o pulo do gato”.

Em 27 de dezembro 1917 nasceu em Araci no interior da Bahia João Pereira do Santos, filho de Maria Clemença de Jesus, ceramista e descendente de índio e de Maximiliano Pereira dos Santos cuja profissão era vaqueiro na Fazenda Vargem do Canto na Região de Queimadas. Aos quinze anos (em 1933) fugiu da seca a pé, indo até Alagoinhas seguindo depois para Mata de São João onde permaneceu dez anos e trabalhou na plantação de cana de açúcar como chamador de boi, então conheceu Juvêncio na Fazenda são Pedro, que era ferreiro e capoeirista, foi aí que conheceu a capoeira.

Aos 25 anos, mudou-se para Salvador, onde trabalhou como condutor (cobrador) de bondes e na construção civil

como servente de pedreiro, pedreiro, chegando a ser mestre de obras. Foi na construção civil que conheceu Cândido que lhe apresentou o mestre Barbosa que era um carregador do largo dois de julho, Barbosa dava os treinos, juntava um grupo de amigos e nos finais de semana ia nas rodas de Cobrinha Verde no Chame-chame.

Inscreveu-se no Centro Esportivo de Capoeira Angola, que era uma congregação de capoeiristas coordenada pelo Mestre Pastinha.

Desde então, João Pereira passou a acompanhar o mestre Pastinha que logo ofereceu-lhe o cargo de treinel, isso foi por media de 1945, algum tempo depois João Pereira tornou-se então João Pequeno.

No final da década de sessenta quando Pastinha não podia mais ensinar passou a capoeira para João pequeno dizendo: “João, você toma conta disto, porque eu vou morrer mas morro somente o corpo, e em

espírito eu vivo, enquanto houver Capoeira o meu nome não desaparecerá”.

Na academia do Mestre Pastinha, João Pequeno ensinou capoeira a todos os outros grandes capoeiristas que dali se originaram e mais tarde tornaram-se grandes Mestres, entre eles João Grande, que tornou-se seu Grande parceiro de jogo, Morais e Curió.

Foi aconselhado pelo Mestre Pastinha a trabalhar menos e dedicar-se mais a capoeira. Embora pensasse que não passaria dos 50 anos percebeu que viveria bem mais ao completar tal idade.

Tendo que enfrentar a dureza da cidade grande João Pequeno também foi feirante, e carvoeiro chegou a ser conhecido como João do carvão, residiu no Garcia, e num barraco próximo ao Dique do Tororó.

Sua primeira esposa faleceu, mas, um tempo depois conheceu Dona Mãezinha no Pelourinho, nos tempos de ouro da academia de seu Pastinha, constituíram família, e com muito esforço construíram uma casa em fazenda Coutos,

Lá no subúrbio, bem longe do Centro onde foram morar e receber visitas de capoeiristas de várias partes do mundo.

Para João Pequeno o capoeirista deve ser uma pessoa educada “uma boa arvore para dar bons frutos”. Para quem a capoeira é muito boa não só para o corpo que se mantém flexível e jovem, mas também para desenvolver a mente e até mesmo servir como terapia, alem de ser usada de várias formas, trabalhada como a terra, pode-se até tirar o alimento dela.

João Pequeno vê a capoeira como um processo de desenvolvimento do indivíduo, uma luta criada pelo fraco para enfrentar o forte, mas também uma dança, cuja qual ninguém deve machucar o par com quem dança, defende a idéia que o bom capoeirista sabe parar o pé para não machucar o adversário.

Algum tempo após a morte do mestre Pastinha, em 1981, o mestre João Pequeno reabre o Centro Esportivo de Capoeira Angola ( CECA ) no Forte Santo Antônio Alem do Carmo(1982), onde constitui a nova base de resistência, onde a capoeira angola despontaria-se para o mundo, embora encontrando várias dificuldades para manutenção de sua academia, conseguiu formar alguns mestres e um vasto numero de discípulos.

Na década de noventa houve várias tentativas por parte do governo do estado em desocupar o forte Santo Antônio para fins de reforma e modificação do uso do forte, paradoxalmente em um período também em que foi amplamente homenageado recebendo o titulo de cidadão da cidade de Salvador pela câmara municipal de vereadores, Doutor Honoris Causa pela universidade de Uberlândia, e Comendador de Cultura da República pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

”É uma doce pessoa” é o que afirmam todos que tem a oportunidade de conhecer o Mestre João Pequeno, cuja simplicidade, a espontaneidade e o carisma seduz a todos que vão até o Forte Santo Antonio conferir suas rodas, é um bricalhão, mas que também não deixa de dar uma baquetada nos que se exaltam e esquecem dos fundamentos da brincadeira e da dança.

  • Leia Mais : Mestre João Pequeno de Pastinha

Após título de Diego Brandão, Brasil está perto de ter capoeirista no TUF

Marcus ‘Lelo’ Aurélio passou nos três testes exigidos e espera receber o chamado do Ultimate para tentar o segundo título seguido para a país

Mais de 2,1 milhões de pessoas já assistiram no Youtube ao impressionante nocaute de Marcus Aurélio sobre Keegan Marshall, em luta realizada em 2009. O brasileiro usou movimentos característicos da capoeira e levou seu adversário à lona com uma meia-lua de compasso. Agora, Lelo, como também é conhecido esse filho do Mestre Barrão, está perto de ter a chance de mostrar toda a sua arte para um público ainda maior: ele está na fase final da seleção para participar da 15ª edição do reality show do UFC, o “The Ultimate Fighter”, marcado para começar no dia 9 de março.

Em Las Vegas, Lelo, seu irmão, Marcus Vinícius, e mais de 350 lutadores, selecionados entre mais de mil inscritos, realizaram testes para a próxima edição do programa, que agora terá transmissão das lutas ao vivo e em TV aberta nos EUA. Na edição 14, encerrada no sábado, Diego Brandão faturou a disputa do peso-pena e serve de inspiração para o brasileiro.

– Foram três fases. A primeira é de jiu-jítsu (sim quimono). Tem que saber rolar (lutar no chão), e metade já é cortada aí. Consegui passar também na segunda parte, a da luta em pé. E cheguei até o fim, que é a entrevista. Tinha muita gente e só restaram uns 60. Mas não falaram nada para ninguém, ficaram de ligar em uns 15 dias – disse Lelo, por telefone, ao SPORTV.COM.

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Essa não é a primeira vez que Lelo tenta uma oportunidade no TUF. Na outra vez, ele ficou fora porque tinha poucas lutas, apenas três. Depois da frustrada tentativa, já fez mais dois combates e venceu ambos. Agora, está pronto para entrar na casa do reality show. E já sabe o que tem para mostrar aos telespectadores e ao UFC.

– Estou achando que vai dar. O povo está muito interessado em ver capoeira, algo diferente. Os caras aqui são a mesma coisa, todos pintam o cabelo, são americanos, quadrados. Um brasileiro de capoeira ainda não participou. Se não der agora, preciso fazer mais umas duas lutas e acho que eles me colocam direto no UFC sem precisar passar pelo TUF – declarou Lelo, que tem cinco vitórias e uma derrota no MMA.

De Recife para o mundo

O irmão de Marcus Aurélio, Marcus Vinícius, ficou fora da seleção do TUF, mas, segundo Lelo, também tem chances de ir direto para o UFC se vencer mais algumas lutas em outras organizações. Ambos moram em Vancouver, no Canadá, e são fruto de um projeto elaborado pelo pai, Marcos da Silva, o Mestre Barrão. Na década de 90, convidado por canadenses que gostaram de uma apresentação sua, ele levou o próprio grupo, o Axé Capoeira, para apresentações na América do Norte. Ganhou fama com a turnê, deu entrevistas para emissoras dos EUA e do Japão e foi passar um mês na Itália.

Em 92, Mestre Barrão voltou para o Canadá e ficou. Em 1996, montou sua primeira academia, que era tanto voltada para apresentações quanto para lutas. Ele tinha um objetivo em mente.

– As pessoas não acreditavam na capoeira como luta, e eu quis mostrar que ela é eficiente. Quem faz capoeira tem agilidade, flexibilidade e, por ser uma arte mais nova introduzida nos ringues, ganha no aspecto surpresa, na malandragem. Os lutadores de outras modalidades são eficientes, mas não têm a malandragem da capoeira. Malandragem de rua, que é usada até para sobreviver – explicou.

Mestre Barrão voltou para o Brasil e hoje tem grande fama no meio da capoeira. Com produção independente, revela que vendeu mais de 200 mil cópias de três edições do DVD de suas instruções e mais de 160 mil com mais outras três.

Fora isso, deixou seu conhecimento espalhado pelo mundo. Além de Marcus Aurélio e Marcus Vinícius no Canadá, ele também tem uma filha, Márcia, morando em Toronto, e mais um filho, Marcus Matias, ensinando a capoeira em Praga, na República Tcheca. E assim vai disseminando a cultura brasileira pelo mundo, seja dentro ou fora dos ringues.

– Além de ser eficiente, a capoeira é uma das maiores divulgadoras da língua portuguesa. Pois para aprender a cantar, precisa saber o português – finalizou.

 

Fonte: http://sportv.globo.com