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Fevereiro 2012

Vendo Artigos de: Fevereiro , 2012

DF: Politicas Públicas & Capoeira

A Câmara Legislativa promove debate nesta quinta-feira (16) para debater a inclusão da capoeira entre as políticas públicas do Distrito Federal.

A audiência pública é uma iniciativa do deputado Wasny de Roure (PT) e acontecerá no auditório da Casa, a partir das 15 horas. Foram convidados para participar do evento representantes das áreas de educação e cultura do GDF e de entidades representativas da capoeira no DF.

De acordo com Wasny de Roure, o objetivo principal é estimular e regulamentar a prática da capoeira nas escolas públicas e nos espaços esportivos e culturais da capital da República, favorecendo o seu reconhecimento e ampliando as suas perspectivas como ferramenta pedagógica no processo educativo.

“A capoeira é herança de nossos antepassados africanos, portadora de relevantes aspectos educativos e tem resultados muito positivos para a saúde e bem-estar dos seus praticantes, sejam eles crianças, jovens ou adultos”, destaca o deputado.

 

Luís Cláudio da Silva Alves – Coordenadoria de Comunicação Social – http://www.cl.df.gov.br

A capoeira e os apelidos

Tenho acompanhado há a alguns meses algumas discussões sobre o uso de apelidos na capoeira. Acho a discussão válida, mas há alguns pontos que gostaria de comentar:

 

1) apelidos não são obrigatoriedade. Não é todo mundo que tem – o que para mim, indica que a coisa não é tão universal assim.

2) eu acredito no apelido que surge espontaneamente, decorrendo de uma situação específica. O que me incomoda é o apelido forçado. No dia do batizado, chega o mestre e diz “agora você é o Blablabla”. Aí falta contexto mesmo – é a imposição que vai de encontro à liberdade pregada pela capoeira. O apelido é Blablabla “porquê o meu mestre falou que é” é uma baita escrotice, se me perguntarem…

3) a questão do que é que denigre – não é todo apelido que rebaixa, independente da raça. Creio que todo capoeirista conhece casos de apelidos “bacanas” e “ruins”, aplicados a negros, amarelos e brancos.

Nem todo apelido é Macaco, Gambá, Minhoca, Magrelo, Cheiroso ou Urubu. Tem Velocidade, tem Coração, tem nomes de bairros, cidades natais, etc. E ainda assim, nem todo Macaco é negro, nem todo Gambá é mal-cheiroso. A variação de motivações é tão grande quanto, ou maior que a variação de nomes…

O bullying preocupa sim, especialmente nos apelidos que surgem naturalmente do grupo (e não do mestre): será que o Tripa Seca está mesmo feliz com o apelido dado pelos colegas de treino ? Isso precisa ser avaliado com cuidado pelo responsável, mas não necessariamente inibido – afinal de contas, vivemos em grupo, e o grupo age sobre nós assim como nós sobre ele.

A pessoa em cheque pelo apelido pode ter sofrimento sim, mas também pode usar disso para sair mais forte – é uma questão de maturidade (e por isso o olho do responsável é tão importante). Chamar um menino gordinho, de 12 anos, de “Baleia Encalhada” é uma coisa se ele sabe lidar com isso, e outra coisa muito diferente, se ele não sabe. A palavra-chave para mim, nesse caso, é “atenção”.

Ser mestre não é só ensinar a se posicionar na roda, mas também a se posicionar no mundo. Ele deve intervir quando perceber ser necessário, ou quando os envolvidos solicitarem. E principalmente, ele deve ter autocrítica – para não se tornar ele mesmo o causador do sofrimento.

Resumindo, não acho que a questão de ser contra os apelidos é “muito barulho por nada”, como muita gente grita por aí. Mas também não é o absurdo que tem sido pintado.

 

Tem muitos casos no mundo, e cada um deles é um.

 

Axé,

Teimosia (feliz com o apelido)

 

Fonte: http://campodemandinga.blogspot.com

A capoeira é o que a boca come, o olho vê, a mão pega, o pé pisa, o coração sente.

Final da SP Exposamba aponta melhores compositores do gênero

Vencedores levaram até R$ 35 mil para casa; foram mais de 350 mil votos. Grande final teve início às 21h35 desta quarta-feira (15) no HSBC Brasil.

A São Paulo Exposamba, maior mostra de samba do país, teve sua grande final na noite desta quarta-feira (15). Concorreram dez composições pelo júri técnico e dez por votação popular. As grandes vencedoras foram “Ingratidão danada” pelo júri técnico e, em votação realizada pela internet, a canção “Eu sou o samba”.

Além disso, Pedrito Queiroz de Oliveira foi premiado como compositor revelação, e Chamon como melhor intérprete. Tanto na eleição popular quanto na escolha do júri, o primeiro colocado receberá R$ 35 mil (cada um).

Os segundos colocados terão prêmio de R$ 25 mil (cada um). Os terceiros, R$ 20 mil, quartos, R$ 15 mil e quintos, R$ 10 mil. Melhor intérprete e compositor revelação ganharão R$ 7,5 mil cada um.

O corpo de jurados foi presidido pelo jornalista e historiador da música Sérgio Amaral, pai do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho.

Votação do júri
“Ingratidão danada”, de Mario Lago Filho, Rio de Janeiro (RJ)
“Trinca de Noel”, de Marcos Lima, Rio de Janeiro (RJ)
“Motim”, de Ariovaldo Lopes Rodrigues Junior, São Vicente (SP)
“Porto Seguro”, de Pedrito Queiroz de Oliveira, Mairi (BA)
“Praça da Sé”, de José Carlos Rubio, São Paulo (SP)

Júri popular
“Eu sou o samba”, de Robson Calheiros, Murici (AL)
“Meu Lugar”, Paulo Henrique da Silva Costa, Mogi da Cruzes (SP)
“À minha maneira”, Fabi Anjos, Campinas (SP)
“Samba de Break”, Bruno Damasceno, Rio Branco (AC)
“Infeliz foi a proposta” ,Bil Rait Queiroga Junior, Rio de Janeiro (RJ)

Compositor revelação
Pedrito Queiroz de Oliveira (“Porto seguro”)

Melhor intérprete
Chamon (“Ingratidão danada”)

A disputa da mostra São Paulo Exposamba começou com mil candidatos, que se apresentaram em Centros de Educação Unificados (CEUs) e casas de shows da cidade de São Paulo. Aberta a todo o país, a mostra recebeu cerca de 1.600 inscrições. Depois das mil apresentações, foram selecionadas as cem melhores composições, que passaram a ser 40 nas semifinais.

Organização, patrocínio e apoio
A SP Exposamba é coordenada e organizada pela Fábrica do Samba. Tem apoio oficial do governo do estado e da Prefeitura de São Paulo e incentivo cultural do Ministério da Cultura, do governo federal.

Nosso Grande camarada e Colaborador assíduo do Portal Capoeira Pedro Abib relata com emoção o premio alcançado na Exposamba em SP:

Obrigado a todos que nos apoiaram !!!!

O samba-choro MEU LUGAR de minha autoria em parceria com Paulo Henrique (P.H.) que contou também com a bela interpretação da cantora Aline Chiaradia, ficou em SEGUNDO LUGAR na São Paulo Exposamba – Festival Nacional do Samba, no voto popular, com 48 mil votos !!!!

Estou em São Paulo, onde foi realizada ontem a final do Festival em que defendemos nossa música numa apresentação para o HSBC Hall (antigo Tom Brasil) lotado…ao lado de grandes sambistas vindos de todas as partes do Brasil. Foram mais de 1.000 sambas inscritos desde a primeira fase, e ficamos em SEGUNDO LUGAR no VOTO POPULAR graças ao apoio e votos dados por vcs !!!!

Confiram imagens e notícias do festival no site da exposamba

MUITO OBRIGADO !!!

 

Pedrão

Aconteceu: XI Encontro Internacional da Associação Capoeira Interação

Ocorreu, no dia 11/02/2012, na quadra do Núcleo de Educação Física da UFPE, entre 14 e 18hs, o XI Encontro Internacional da Associação Capoeira Interação. O encontro, que sempre acontece na tarde do sábado que antecedo o sábado de carnaval, foi organizado pelo Prof. Tchê e pela Formada Cupido, com supervisão do Contramestre Vulcão.

Apoios: PROEXT-UFPE (Pró-reitor Edilson Fernandes), Coordenação do Curso de Licenciatura em Educação Física da UFPE (Dr. Vilde Menezes), Direção do NEFD-UFPE (Ms. Márcio Eustáquio) e Prof. José Luis (UFPE).

Referências da capoeira presentes e que somaram qualitativamente durante todo o evento:

Mestres: Galvão (Raízes), Dentista (Muzambê), Renato (Axé Liberdade), Peu (Movimento Quilombo), Grillo (Arte e Malícia), Miola (Arte Capoeira), Marco Angola (Volta que o Mundo Dá), Senzala (Volta que o Mundo Dá), Danone ( Rabo da Arraia), Babuíno (Candeias), Americano (Malunguinho), Cal (Bela Arte Capoeira), Pezão (Raízes de Salvador), Sérgio Tatu (Brazambuco), Cupim (Associação Ungo Capoeira), Gereba (Associação Ungo Capoeira) e Tonho Pipoca (Santuário da Capoeira). Contramestres: Selva (Legião Brasileira de Capoeira), Quadrado (Associação de Capoeira Axé Liberdade), Gilson (Associação de Capoeira Axé Liberdade), Cuscuz (Grupo Filho da Capoeira), Boiadeiro (Ginga Brasil), Pajé (Grupo Legião Brasileira de Capoeira), Macarrão (Grupo Legião Brasileira de Capoeira), Kadocá – Escola Brasileira de Capoeira, Enrrolado (Quilombo da Catucá), Bola (Santuário da Capoeira), José Radiola (Projeto Social Arte Livre), Dendê (Dendê Arte e Dança Capoeira), Gordurinha (Gaditas de Deus), Eduardo (sem filiação), Cipó (Capoeira Brasil), Maçaranduba (Lua de São Jorge), Bira (Movimento Quilombo) e Leto (Legião Brasileira de Capoeira). Professores: Douglas (Capoeira Nagô) Alf (Capoeira Nagô/Itália),Draguinha (Axé Liberdade), Zó (Associação de Capoeira Axé Liberdade), Caju (Associação de Capoeira Axé Liberdade), Pezão (Volta que o Mundo Dá), Peixe (Grupo Muzenza),Preguiça (Legião Brasileira de Capoeira), Traíra (Grupo Legião Brasileira de Capoeira), Bruce (Legião Brasileira de Capoeira), Peba (Capoeira Brasil), Carneiro (Santuário da Capoeira), Canário (Dendê Arte e Dança Capoeira), Língua (Dendê Arte e Dança Capoeira), Coelho (Arte e Dança), Graveto (Centro Cultural Senzala de Capoeira), Suíno (Ginga Brasil), Léo Pequeno (Meia Lua Inteira), Aldo (Capoeira Brasil), Jagunço e Rasta (Ginga Pernambuco). Treinel: Teco (Filhos de Angola/França).Instrutores/as: Kinha (Capoeira Brasil), Paulo Brasil(Ungo Capoeira/Bélgica), Esquilo (Ungo Capoeira/Bélgica), Parasita (Projeto Capomirim), Pallos (Força da Capoeira), Séla (Grupo Legião Brasileira de Capoeira), Sonic (Grupo Capoeira Brasil), Guri (Capoeira Brasil), Cachorro (Mandingueiros de Recife), Tibério (Capoeirarte), Papa-Léguas (Capoeira Nagô), Esquilo (Capoeira Brasil), Hiel (ASSOCAP), Bolado (Arte e Cultura) e Porno (Grupo Pé no Chão). Monitores/as: Denise (Quilombo de Catucá), Flaviana (Legião Brasileira de Capoeira), Bujão (Ginga Mundo), Zumbi (Grupo Muzambê), Chacal (Legião Brasileira de Capoeira), Sóia (Projeto Capomirim), Barão (Projeto Capomirim), Coelho (Ginga Mundo) e Boca (Santuário da Capoeira). Formados: Tropeço (Associação de Capoeira Axé Liberdade), Gasparzinho (Grupo Muzambê), Cabecinha (Gadita de Deus), Tibério (Capoeirarte), Félix (Jogo de Dentro), Cabeludo (Ungo Capoeira) e Tony (Axé Liberdade). Estagiário: Papa-léguas (Capoeira Nagô), Rato de Praia (Raízes de Salvador) e Cabeça (Bamba Capoeira). Graduados/as: Ceça (Grupo Legião Brasileira de Capoeira), Cajueiro (Grupo Força da Capoeira), Espirro (Ungo Capoeira), Juninho (Ungo Capoeira), Senzala (Ungo Capoeira), Henrique (Ungo Capoeira), Tuiuiu (Capomirim), Tartaruga (Arte Livre), Agulha (Dênde Arte e Dança), Aidê (Luanda/PB), Pequeno (Arte e Cultura) e Fátima (Escola Brasileira de Capoeira).

Referências da capoeira homenageadas durante o evento: Mestre Peu (Movimento Quilombo), Mestre Babuíno (Candeias), Mestre Cupim (Ungo Capoeira), Mestre Ulisses (Lua de São Jorge), Contramestre Cuscuz (Filho da Capoeira), Contramestre Macarrão (Legião Brasileira de Capoeira), Contramestre Pajé (Legião Brasileira de Capoeira), Contramestre Dendê (Dendê Arte e Dança), Prof. Peixe (Muzenza), Prof. Draguinha (Axé Liberdade), Prof. Preguiça (Legião Brasileira de Capoeira) e Grad. Cajueiro (Força da Capoeira).

Muzenza: Mundial Capoeira Brasil 2013

INTRODUÇÃO

A CIDADE DO RIO DE JANEIRO SERÁ A SEDE DO FESTIVAL MUNDIAL DA CULTURA BRASILEIRA , NÃO É SÓ PELA SUA HISTÓRIA DE CAPOEIRA, SAMBA, JONGO E OUTRAS CULTURAS  NA ERA COLONIAL COMO PELA SUA POSIÇÃO GEOGRÁFICA ESTRATÉGICA POSSIBILITANDO A VINDA DE CAPOEIRISTAS DO MUNDO INTEIRO.
SUA BELEZA ARQUITETÔNICA, SUAS BELAS PRAIAS, O SAMBA, O JONGO, O FUNK , O FUTEBOL, AS PRAIAS E A ALEGRIA DO CARIOCA NOS FAZ CHEGAR AO EQUILÍBRIO, PORTANTO A PRESENÇA DOS MESTRES CONHECIDOS MUNDIALMENTE VEM DAR CREDIBILIDADE AOS GRANDES EVENTOS REALIZADOS PELO GRUPO MUZENZA NESSES 41 ANOS DE EXISTÊNCIA.
OBJETIVO
PROMOVER O 1º ENCONTRO DE PROFESSORES , ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA, PEDAGOGOS, PSICÓLOGOS, PSICOPEDAGOGO E HISTORIADORES, NO INTUITO DE CONTEXTUALIZAR OS DEBATES E NOVAS PROPOSTAS PARA A ARTE DA CAPOEIRA.
O CAMPEONATO MUNDIAL É UMA COMPETIÇÃO DO JOGO DA CAPOEIRA  RESPEITANDO AS TRADIÇÕES E OS FUNDAMENTOS DA RODA.
OS CURSOS DE VÁRIOS SEGMENTOS.
RODA ABERTA DE RUA, PROMOVENDO A TROCA DE DISSEMINAÇÃO DE CONHECIMENTOS, TREINAMENTOS, RITUAIS, E FILOSOFIAS DA ARTE DA CAPOEIRA.
SOB A COORDENAÇÃO DO MESTRE BURGUÊS E COM A PARTICIPAÇÃO DE VÁRIOS MESTRES, AMIGOS, CONVIDADOS E DEMAIS INTERESSADOS, QUE TRABALHAM COM A ARTE DA CAPOEIRA.
APRESENTAÇÃO
DURANTE SÉCULOS O NEGRO FOI ESCRAVO, MALTRATADO E HUMILHADO NA NOSSA TERRA BRASIL, E GRAÇAS A ESSES INFORTÚNIOS, NA ÂNSIA DE LIBERDADE, A CAPOEIRA SURGIU.
SURGIU DO TERROR DAS IMUNDAS SENZALAS, DAS MAZELAS DA ESCRAVIDÃO, DO DESCASO DOS SENHORES E DA TOTAL FALTA DE HUMANIDADE REINANTE. PORÉM, ENQUANTO A ARTE DE RESISTÊNCIA, A CAPOEIRA, NO INÍCIO NÃO FOI TÃO BEM ACEITA ASSIM. PERSEGUIDA E QUASE IRRADICADA, TORNOU-SE FORMA DE VIDA DAS POPULAÇÕES URBANAS, A PARTIR DO SÉCULO XIX. POPULAÇÕES ESTAS MARGINALIZADAS, EM SUA MAIORIA, ATÉ HOJE.
LUTA, DANÇA, JOGO, CULTURA POPULAR, TUDO ISSO É A CAPOEIRA. EM BUSCA DE LIBERDADE DO CORPO E DO ESPÍRITO, A CAPOEIRA CAMINHA RUMO A PROFISSIONALIZAÇÃO. NO ENTANTO, COM RESPONSABILIDADE DE ALGUNS EM MANTER A CHAMA DA ANCESTRALIDADE ACESA, EM UM INTENSO RESGATE A CAMINHO DA CONSCIENTIZAÇÃO DE UMA IDENTIDADE PRÓPRIA.SENDO ASSIM O GRUPO MUZENZA DE CAPOEIRA BUSCA O RESGATE DE NOSSAS TRADIÇÕES E FAZENDO UM TRABALHO INDEPENDENTE DE REGRAS E NORMAS TÃO ESTRANHAS A SEUS VALORES E PROPÓSITOS, BUSCANDO, NO PASSADO DE LUTAS SOCIAIS E CULTURAIS(NÃO PESSOAIS), O CAMINHO QUE DÊ À CAPOEIRA A SUA VERDADEIRA IDENTIDADE.
PROGRAMAÇÃO
DIA 26 E 27 01/2013
1º ENCONTRO DE PROFESSORES E ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA , PEDAGOGOS, PSICÓLOGOS, PSICOPEDAGOGOS E HISTORIADORES DO GRUPO MUZENZA

I) Na área do Treinamento Físico:
a) A importância da Flexibilidade para a prática da Capoeira.
b) Novos métodos de treinamento como auxiliares na preparação física do atletas de Capoeira: Treinamento Funcional, Treinamento suspenso, Pilates, Ballness (Bolas Suíça),etc.
II) Na área do Ensino:
a) Pedagogia da Capoeira na Escola;
b) A didática da Capoeira com adolescentes e adultos;
c) A importância do ensino da História e sua contextualização no ensino da Capoeira.
III) Na área Profissional:
a) Marketing pessoal;
b) Organização de eventos.
c) Utilização das redes sociais de forma profissional.
IV) Na área da Pesquisa:

a) Apresentação de oito temas-livres (dois para área Educação Física, dois para Pedagogo, dois para historiadores um para Psicólogo e um para Psicopedagogo) das áreas da História, Ed.Física, Pedagogia, Psicologia e Psicopedagogia.
b) Palestra: A importância da pesquisa para o desenvolvimento da Capoeira.
V) Na área Social:
a) Projetos sociais na Capoeira.
28/01/2013
2º ENCONTRO INTERNACIONAL DOS MESTRES DO GRUPO MUZENZA

29/01/2013
CURSOS

TREINAMENTO DE CAPOEIRA ANGOLA – REGIONAL – MODERNA  – ( MESTRES CONVIDADOS )
30/01/2013
TREINAMENTO COM OS MESTRES DA MUZENZA E A METODOLOGIA APLICADA NO GRUPO.

31/01/2013
EXAME PARA TROCA DE GRADUAÇÃO
TROCA DE GRADUAÇÃO E FORMATURA

DIA 01/02/2013
7º (CMMA) – CAMPEONATO MUNDIAL MUZENZA DE CAPOEIRA
CATEGORAIS MASCULINO E FEMININO:
CORDA – CRUA
CORDA – CINZA  /  CINZA E AMARELO
CORDA – AMARELO  /  AMARELO E LARANJA
CORDA – LARANJA  / LARANJA E VERDE
CORDA – VERDE   /  VERDE E VERMELHA
CORDA – VERDE E AZUL  / VERMELHA E AZUL (MONITOR)
CORDA – AZUL  /  VERMELHA E ROXA / VERMELHA E MARROM /  VERMELHA E PRETA
CORDA – CONTRA MESTRES E MESTRES
MASTER – DE 40 A 50 ANOS   (QUALQUER CATEGORIA PODE ENTRAR)
SÊNIOR – ACIMA DE 50 ANOS (QUALQUER CATEGORIA PODE ENTRAR)
INFANTIL – ATÉ 12 ANOS INCOMPLETOS
JUVENIL – DE 13 ANOS A 17 ANOS
ADULTO (MASC. E FEMININO) ACIMA DE 18 ANOS

DIA 02/02/2013
WFC (WORLD FIGHT CAPOEIRA MUZENZA)
CAMPEONATO DE CONTATO DE CAPOEIRA
CAPOEIRA É LUTA PRÁ QUEM É LUTADOR

Visitas as rodas de capoeira dos amigos do Grupo Muzenza.
Visitas e pesquisas a museus, bibliotecas e etc.
Obs.: A programação dos cursos, palestras, regulamento e locais serão divulgados através do site:
www.mundialmuzenza.com.br
CLIENTELA
PROFESSORES DE CAPOEIRA,
CAPOEIRISTAS EM GERAL,
PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA,
HISTORIADORES,
PEDAGOGOS,
PSICÓLOGOS,
PSICOPEDAGOGOS,
PESQUISADORES,
SIMPATIZANTES.
INSCRIÇÕES
FAZER DEPÓSITO:
Banco Bradesco – Ag. 541-0 Conta Corrente 76.624-0
Em favor de ANTONIO CARLOS MENEZES (MESTRE BURGUÊS)
Banco Itaú – Ag. 8325 – Conta Corrente 01673-4
Em favor de LILIA BENVENUTI DE MENEZES (PROFESSORA CRIANÇA)

Após efetuar depósito enviar fotocópia para o EMAIL: mundialmuzenza@hotmail.com ou enviar fotocópia para o endereço:

Av. Roberto Silveira, 348 – Apto. 103 – Bloco B – Icaraí
CEP 24230-161 – Niterói – Rio de Janeiro – Brasil
INFORMAÇÕES:
FONES:
(21) 9190.3234 TIM
(21) 8215.5979 TIM
(21) 7253.7339 VIVO

HOTÉIS E POUSADAS:
POUSADA FLAMENGO
TEL: (21) 2265.4476 / 2557.4659
AV: SILVEIRA MARTINS, 183 –
CATETE – RJ
POUSADA ART RIO
TEL. (21) 2205.1983 /2557.1058
AV: SILVEIRA MARTINS,135 –
CATETE – RJ
POUSADA GLÓRIA
TEL: (21) 2558.8064
RUA: DO CATETE, 34 – 1º ANDAR
CATETE – RJ
POUSADA REPÚBLICA
TEL: (21) 2556.2315
RUA: SILVEIRA MARTINS, 139
CATETE – RJ
HOTEL LEÃO
TEL: (21) 2205.2146 / 2556.0009 / 2556.1879
RUA: CORREA DUTRA,141
FLAMENGO – RJ
HOTEL MAGIC
TEL: (21) 2507.2037
RUA: SANTO AMARO, 11
GLÓRIA – RJ
HOTEL MONTE ALEGRE
TEL: (21) 2277.7300 / 2509.1820
RUA: RIACHUELO, 213
LAPA – RJ

Bahia: Cordão Cultural AfroPop nas ruas, promove encontros e recebe homenagens

Margareth Menezes coloca Cordão Cultural AfroPop nas ruas, promove encontros e recebe homenagens

O circuito Barra-Ondina, em Salvador, assistiu a uma verdadeira celebração pelos 25 anos de carreira da cantora Margareth Menezes. A artista, que chegou no domingo, vinda de uma série de shows em Pernambuco, colocou o seu Cordão Cultural AfroPop nas ruas em plena segunda de Carnaval com diversos convidados, promoveu encontros e recebeu homenagens. Para abrir o desfile, a artista cantou sua nova música de trabalho, Bonapá.

Vestida de Tieta, Margareth dividiu os vocais ao longo do percurso com Márcia Short, ex-cantora da Banda Mel, e o sertanejo carioca João Gabriel. Com eles, Margareth cantou sucessos seus, como Dandalunda, Toté de Maianga, Selei (Saudação ao Caboclo) e Elegibô, além de canções da Banda Mel, como Crença e Fé, e canções sertanejas como Tem Que Ser Você e Borboletas. No trio, estiveram a atriz Cris Viana (a Deusa, de Fina Estampa), o ator Paulinho Serra (humorista do Quinta Categoria, da MTV) e o estilista Fause Haten. O Cordão Cutlural também recebeu o axé de uma ala de baianas e a presença de componentes do Zambiã, grupo afro de Lauro de Freitas.

Quarteto – O primeiro dia de desfile do Cordão Cultural AfroPop foi marcado por um encontro mágico em frente ao camarote Expresso 2222. Magareth, que trouxe em seu trio Diego Figueiredo, considerado um dos melhores guitarristas da atualidade, foi recebida por Gilberto Gil, ainda vestido com os trajes de Gandhy, e a cantora Márcia Castro, que se apresentava na Varanda Elétrica. “Existem muitas cantoras na Bahia, cada uma com sua qualidade, mas eu posso dizer que eletrizante deste jeito, só tem uma. Margareth, você é eletrizante”, disse Gil do camarote. Contente, Margareth comandou o quarteto nas músicas Toda Menina Baiana, Samba da Minha Terra e O que é o que é. 

Já em Ondina, a artista falou sobre a importância de combater a violência doméstica, campanha que abraçou neste carnaval. Recado dado, ela embalou lambadas, marchinhas de Carnaval e fez uma homenagem ao Rio de Janeiro cantando Aquele Abraço. Próximo ao final do circuito, ao passar por um estúdio de televisão, a cantora assistiu a um vídeo sobre seus 25 anos de carreira. A homenagem surpresa, com depoimentos de artistas e familiares, a levou às lágrimas. Para delírio geral, a artista agradeceu cantando Faraó, música que a projetou internacionalmente em 1987. Já na dispersão, a cantora deu adeus aos foliões com Banho de Cheiro e Andança. Nesta terça-feira (21), segundo dia de desfile do Cordão Cultural AfroPop, o grande homenageado será Jorge Amado. Margareth vem vestida de Gabriela Cravo e Canela, ao lado de Sandra de Sá e Targino Gondim, a partir das 19h30, no circuito Barra-Ondina.

Capoterapia: “a ginga dos mais vividos” oferece 2.000 vagas gratuitas para o DF e entorno

Programa da Capoterapia: “a ginga dos mais vividos” oferece 2.000 vagas gratuitas para o DF e entorno

Há 14 anos, o capoeirista brasiliense Mestre Gilvan constatou que havia escassez de políticas públicas e de atividades específicas para a terceira idade. Nascia no Distrito Federal a capoterapia – capoeira adaptada para a terceira idade – como modalidade lúdica, capaz de atrair pessoas e tirá-las do sedentarismo. “O trabalho com a capoterapia, iniciado por mestre Gilvan em nossa unidade de saúde, aliado a outras atividades que oferecemos, como o tai chi chuan, a dança, as sessões de alongamento e a ‘terapia do abraço’ têm atraído muitos idosos para atividades que são fundamentais para o seu bem-estar físico e psíquico”, explica o coordenador de terapias corporais do Centro de Saúde 7 de Ceilândia, DF, Dr. Geovane Gomes da Silva.

Uma das diferenças da capoeira tradicional para esse novo método está no ritmo e na intensidade. Assim como na capoeira, na capoterapia há a ginga, movimento tradicional da capoeira, e os alunos têm pequenas noções da esquiva, que é o ato de se desviar de um golpe. Mas, evidentemente não há saltos, nem golpes mais contundentes, que possam expor os idosos a acidentes e lesões.

A capoterapia pode ser praticada, inclusive, por cegos, pessoas com déficit mental ou com seqüela motora (cadeirantes). Apenas pessoas com doença cardíaca grave devem evitar, pois nestes casos qualquer esforço físico mais intenso é uma ameaça a sua saúde. Como a maioria dos grupos de capoeira funciona em centros de saúde, os próprios médicos alertam os pacientes sobre a viabilidade ou não de fazer a capoterapia. E, o que é mais importante, na capoterapia há o respeito ao ritmo de cada um e ninguém é obrigado a praticar.  Somente o lhe dá vontade e prazer.

Nas dependências do campus da. Universidade Católica de Brasília em Taguatinga (DF), a prática da capoterapia tem um aliado fervoroso, um defensor entusiasta. É o professor Ronaldo Rodrigues da Silva. Doutor em Educação, ele integra o corpo docente do curso de Graduação em  Educação Física e de Pós-Graduação Lato- Sensu em Educação Física Escolar Ronaldo coordena o LAPEDEF – Laboratório de Práticas Pedagógicas do Curso de Educação. Nessa entrevista, ele fala das iniciativas de sua instituição de ensino no âmbito dos programas de atendimento ao idoso e fala sobre os resultados práticos da capoterapia.

Como o senhor avalia o programa de capoterapia desenvolvido na Católica?

De excelência, pois é reconhecida no Brasil nos programas de extensão em todas as

Universidades do País. Por isso, é uma, atividade com alto nível de procura pela clientela da terceira idade

Quais são os benefícios que a capoterapia tem trazido para o bem estar físico e mental dos idosos atendidos na Católica.

Afetividade pela união dos participantes em grupos e melhorias das qualidades físicas e. mentais. O aspecto social é um ponto forte nesse processo, o prazer, a satisfação e a alegria de poder ocupar seu devido espaço na Física sociedade.

 

As vantagens para o público da terceira idade são inúmeras. Quanto aos benefícios físicos, diminui a dependência química de remédios para hipertensão, diabetes, colesterol. Provoca, ainda, a recuperação do vigor, amplia a força muscular, ocasiona a amplitude dos membros inferiores e superiores, tonicidade muscular. Entre os benefícios sociais da capoterapia estão a integração grupal e a ampliação do círculo de amizades. A “ginga dos mais vividos”, como é chamada a terapia, também é um auxiliar importante no combate à depressão e à solidão, despertando nos praticantes a recuperação da autoestima e do prazer de viver.

Na prática, as aulas de capoterapia se iniciam com uma sessão de aquecimento e alongamento, para preparar a musculatura. Em seguida, vêm as cantigas de roda, quando o grupo canta clássicos da música infantil, como “ciranda ciradinha” e da música popular, como “acorda Maria bonita, levanta vem fazer o café”. As atividades reproduzem rotinas domésticas, como lavar, passar ferro, estender a roupa no varal.

O ideal é que a capoterapia seja praticada de duas a três vezes por semana. Como a Associação Brasileira de Capoterapia ainda não dispõe de multiplicadores em número suficiente para atender a demanda, a entidade está oferecendo cursos de capacitação para formar novos agentes do programa. Além disso, os idosos são estimulados a praticar em casa, sozinhos, os exercícios para os quais são orientados nas vivências de capoterapia.

Dentro da capoterapia, ainda são realizadas algumas terapias como a “Campanha do Abraço”, onde se busca resgatar o senso de cordialidade e a descontração, estimulando as pessoas a trocarem o “calor humano”, em gestos afetivos, como instrumento de valorização do outro. Durante a “Terapia do abraço” ocorre a campanha “Você já abraçou seu filho, hoje?”

Maiores informações 061 34752511 ou 99622511 mestre Gilvan www.capoterapia.com.br

 

 

2ª feira às 08:00h – Centro de Saúde n.º 05 Ceilândia 
2ª feira às 09:00h – SESC de Ceilândia

3ª feira às 07:30h – Centro de Saúde n.º 12 QNQ Debora

3ª feira às 07:30h – Centro de Saúde n.º 07 QNO Mestre Barto
3ª e 5ª feira às 08:00h – Sede da Associação de Capoeira Ladainha 
3ª feira às 08:00h – Associação dos Idosos de Taguatinga / Paradão
4ª feira às 08:00h – Centro de Saúde n.º 02 Praça do Bicalho 
5ª feira às 09:00h – Associação dos Idosos de Taguatinga / Paradão ME
5ª feira às 15:00h – Centro de Convivência da Terceira Idade do Cruzeiro Mestre Aranha
5ª feira às 07:30h – Centro de Saúde 613 sul Mestre Risomar 61 8203-3047 
6ª feira às 08:00h – Praça da Capoterapia – Av. Hélio Prates IL
6ª feira às 09:00h – Universidade Católica de Brasília / Bloco G UnATI

2ª a 6ª feira 16 ás 18 h Centro olímpica parque vaquejada Ceilândia Prof Wilian

3ª e 5ª feira 08 ás 09 h Centro olímpica parque vaquejada Ceilândia Prof Wilian

4ª e 6ª feira 08 ás 11 h Centro olímpica parque vaquejada Ceilândia Prof Wilian
6ª feira às 15:00h – Salão da Igreja São João Bosco – N. Bandeirantes 
6ª feira às 18:00h – Taguaparque Pistão Norte (Administração)

Em breve no Parque da cidade
para sugestão Email: capoterapiabrasil@gmail.com
061 3475-2511 9962-2511 Mestre Gilvan

Cravinhos: Projeto de Capoeira União

O Projeto de Capoeira União é desenvolvido, em Cravinhos, pelo mestrando Diogo Nascimento Pereira, que tem um trabalho voltado inteiramente para o lado social, com o objetivo de tirar crianças e adolescentes das ruas.

A capoeira é considerada por muitos antropólogos e historiadores uma luta ou simplesmente uma arte. Entretanto por muito tempo ela foi proibida no Brasil, já que era considerada perigosa. Entretanto, atualmente, crianças e adultos se misturam aos mestres nas rodas de capoeira e praticam a modalidade em escolas, projetos sociais e até mesmo na rua.

Para jogar capoeira é preciso de um ritmo, que é ditado pelo atabaque, pelo berimbau e agogô. Com uma música bem característica dois parceiros, de acordo com o toque do berimbau, executam movimentos de ataque, de defesa e esquiva. Eles simulam uma luta, por isso é preciso habilidade e força, além de integração e respeito entre os parceiros.

Uma prática da época dos escravos serviu para tirar muitas crianças das ruas e proporcionar uma atividade física e ocupação para suas mentes, entre essas pessoas está o cravinhense Diogo Roberto Nascimento Pereira, 27 anos, que quando pequeno viu a capoeira como um esporte que evitou que ele fosse para caminhos errados.

“Quando era criança ficava mais na rua que em casa, e qualquer coisa que mexiam comigo eu queria brigar. Era muito encrenqueiro e dava trabalho pra todo mundo. Foi quando um dia conheci o professor Nego que me apresentou à capoeira, foi então que comecei a me interessar pela modalidade”, explica o professor e mestrando de Capoeira, Diogo Pereira.

Apesar de se identificar com tal arte Diogo Ferreira foi morar em Porto Ferreira, e lá encontrou o mestre Souza com quem fez uma grande amizade. Em poucos anos retornou para Cravinhos e o Promotor de Justiça, Dr. Wanderley Baptista Trindade Jr., observando a sua mudança o chamou e perguntou o que ele gostaria de ser. Prontamente o jovem respondeu que seria professor de capoeira. Então o Promotor o colocou para dar treinos no Projeto Sara.

“Foi com certeza um sonho realizado, nunca pensei que poderia mudar completamente o meu jeito devido a um esporte. Comecei a me esforçar e quando não tínhamos lugar para treinar íamos na Quadra de Esportes Irmãos Ribeiro, mas o local era escuro, então esperávamos a luz refletir na quadra pra podermos praticar a modalidade”, conta Diogo Pereira.

Foi nesse momento que estava fundado o Projeto de Capoeira União, que contaria com o apoio do mestre Souza e seria um trabalho totalmente social, para que outras crianças e adolescentes pudessem sair da rua e praticar uma modalidade.

“A capoeira me ajudou e por isso acreditei que ela poderia ajudar outras crianças que se encontravam na rua. E o projeto só foi crescendo, inclusive o local onde treinávamos recebeu a iluminação adequada, que foi paga pelo cidadão José Francisco Matasso Ferdinando [Cabelim], que na época não era candidato a nada e muito menos aspirava ser prefeito, mas sempre esteve do nosso lado, porque viu que o trabalho estava sendo bem executado”, diz o professor.

Nesse ano o projeto completa seus 14 anos de fundação, conta com 190 crianças de todas as partes do município de Cravinhos. Além de idosos que se encantaram pela arte da capoeira e tem aulas específicas, e com horários especiais.

“Muitas vezes cheguei para dar aula desanimado, mas quando começa o treino as crianças, cada uma a seu jeito, vão fazendo um movimento novo e isso faz com que qualquer chateação do dia fique pro lado de fora. Ensino a todos, mas eles também me ensinam muito. E se engana quem pensa que somente pessoas carentes fazem capoeira, porque o que vejo são todas as classes sociais integradas no desenvolvimento da arte”, ressalta o professor cravinhense.

A ideia de dar aulas para a Terceira Idade partiu da primeira-dama do município [Cleusa Maria Machado Ferdinando], por isso foi necessário que Diogo fizesse uma reciclagem e atualização, pois nem todos os movimentos praticados por uma criança podem ser feitos por um idoso. Entretanto a cada vez que ele chega ao Centro de Referência do Idoso para dar as aulas, elas o surpreendem com movimentos e estilo característicos.

“Precisei recorrer ao meu mestre Souza para fazer uma atualização, com o objetivo de dar aula a Terceira Idade de Cravinhos. Ele como já lidou com esse público me ensinou a Pedagogia da Capoeira, e me encanto a cada aula que uma delas faz um movimento diferente e peculiar. E posso afirmar que o pessoal da Terceira Idade tem mais vontade do que muitas pessoas novas”, conta o professor.

Entretanto quando indagado se já formou diversos capoeiristas, o professor Diogo é bem enfático: “não formo capoeiristas, mas sim cidadãos”.

“O Grupo de Capoeira União de Cravinhos acolhe qualquer pessoa que tenha necessidade de ajuda, seja ela qual for. Não quero formar diversos capoeiristas para o mundo, mas sim cidadãos. Por isso mesmo que trabalhamos diversos pontos com os jovens e adultos que fazem parte de nossas aulas”, comenta o contra-mestre Diogo Pereira.

Vale salientar que além de Cravinhos o projeto de capoeira “União” está em mais 16 municípios, sendo que cada um tem o professor que comanda a sua turma.

Preconceito e superação

Tendo o trabalho reconhecido pela atual administração municipal, o mestrando Diogo Roberto Nascimento Pereira, contou com a ajuda do prefeito Cabelim, da secretária da Educação, Márcia Fernandes Donato e do secretário de Esportes, Raul Pratalli Filho para ver seu projeto chegar a todos os bairros cravinhenses.

“Muitos me julgavam e dizendo que não ia dar certo na vida, já ouvi diversas vezes as pessoas chegarem até mim e dizer que capoeira é coisa de vagabundo e que isso não dá nada pra ninguém. Mas com o apoio do Cabelim, da Márcia Donato e do Raul Pratalli hoje me orgulho de saber que o meu trabalho é reconhecido, e que diversas crianças se dedicam a essa modalidade. Tenho orgulho de ser professor de capoeira e digo que é um sonho realizado, só falta as pessoas deixarem o preconceito de lado e prestarem mais atenção em todos que praticam a modalidade”, emociona-se o mestrando.

Atualmente diversos pais fazem capoeira para poderem incentivar seus filhos a praticarem uma atividade física, que não deixa nunca os “jogadores” parados, o que torna a capoeira tão grandiosa e bonita de se ver.

Portadores de necessidades especiais e cidades da região

A equipe do Grupo União de Capoeira também desenvolve trabalho na cidade de Ribeirão Preto, em bairros carentes, como por exemplo, Adelino Simione, em que as crianças se dedicam a modalidade para saírem das ruas.

“Lá é um bairro muito carente, mas mesmo assim desenvolvemos o projeto no local e precisam ver como as crianças ficam contentes quando chegamos para dar a Capoeira a todos”, diz Diogo.

Em Ribeirão Preto também participam das atividades de capoeira em torno de 13 crianças portadoras de necessidades especiais, entretanto aqui em Cravinhos apenas uma já aderiu ao projeto de capoeira.

“Em Ribeirão trabalhamos com portadores de necessidades especiais e vemos um grande desenvolvimento a cada dia que tem aula. No município de Cravinhos ainda não tivemos essa abertura da diretoria da APAE, mas respeito o posicionamento de todos e digo que as portas do projeto estão abertas a qualquer pessoa. Mesmo aquelas que acham que não são capazes de fazer capoeira podem acreditar que conseguem”, diz o mestrando Diogo Nascimento.

As crianças, adolescentes e adultos de Cravinhos que quiserem experimentar a arte da capoeira podem se inscrever e saber dos horários na Secretaria Municipal de Esportes, que fica localizada no Complexo Esportivo “Prefeito José Vessi” ou ainda solicitar horários e locais dos treinos, através do telefone 3951-1378.

Depoimentos

O Projeto de Capoeira União de Cravinhos

“O Diogo desenvolve um trabalho muito bom com as crianças e jovens do bairro Jardim Santana, Nova Cravinhos, Trajano Stella e Vila Cláudia. Além dos integrantes da Terceira Idade no CRI. A capoeira é um esporte que exige disciplina e concentração e ele trabalha com empenho e prazer.

Possui, atualmente, aproximadamente 200 alunos e a Secretaria da Educação conta sempre com o apoio dele, bem como a participação de seus alunos em diversos eventos realizados pela Secretaria. Essas aulas ministradas pelo Diogo incentivam todos os alunos que as praticam, inclusive com a melhoria dos estudos”, relata a secretária da Educação de Cravinhos, Márcia Fernandes Donato.

“Conheço o Diogo e o seu grupo muito antes de me tornar prefeito, por isso só tenho que parabenizá-lo. Sempre lhe incentivei e continuarei fazendo isso, porque só quem conhece de perto o trabalho que ele desenvolve junto à população de Cravinhos que sabe como esse jovem professor é bem esforçado. Parabéns a ele e todos que fazem parte do Grupo União de Capoeira”, diz o prefeito municipal de Cravinhos, Cabelim.

“A cidade de Cravinhos carecia de um professor de Capoeira há muito tempo, mas surgiu o Diogo que se tornou referência. E sempre estaremos dando respaldo ao seu trabalho, porque é um projeto social que envolve aproximadamente 200 jovens, que poderiam estar nas ruas, mas se encontram praticando essa atividade física tão bem ensinada pelo professor Diogo”, comenta o secretário de Esportes de Cravinhos, Raul Pratalli Filho.

A História da Capoeira

A origem da capoeira data da época da escravidão no Brasil. Muitos negros foram trazidos da África para o Brasil para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar, nas fazendas de café, nas roças ou nas casas dos senhores. A capoeira era uma forma de luta e de resistência.

Porém, para não despertarem suspeitas, os escravos adaptaram os movimentos da luta aos cantos da África, fazendo tudo parecer uma dança. A capoeira foi ficando do jeitinho que ela é hoje, gingada.

No início do século XIX, no Rio de Janeiro, bandidos e malfeitores eram chamados de capoeiras, como registrou o escritor Manuel Antônio de Almeida, em “Memórias de um Sargento de Milícias”. Em 1888, a escravidão foi oficialmente abolida no Brasil. Muitos negros libertos não tinham como sobreviver e acabaram na marginalidade. Em Salvador, chegaram a organizar gangues e provocar rebeliões. Durante muito tempo a capoeira foi proibida.

Na década de 1930 a capoeira já tinha adquirido um novo status na sociedade. O próprio presidente Getúlio Vargas convidou um grupo de capoeira para se apresentar oficialmente no Palácio do Catete. A capoeira foi liberada. Professores de capoeira da Bahia se tornaram famosos, como os mestres Bimba, Pastinha e Gato, imortalizados nos romances de Jorge Amado.

Hoje em dia há muitas formas de jogar capoeira, e a mais tradicional preserva as raízes africanas, como a capoeira angola na Bahia.

 

Reportagem: Kennedy Oliveira

Fotos: A Redação

 

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2012 – um novo ciclo para a ACANNE

O Ano de 2012 não significou o fim dos tempos, como pregavam alguns alarmistas, mas sim o início de um novo ciclo, uma nova era de acontecimentos e transformações. Para a Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro, que completou 25 anos em 2011, trata-se de um momento especial de consolidação das bases e colheitas das sementes há tanto plantadas. Gravamos nosso primeiro CD e estamos preparando um DVD que será lançado em breve.

Já no primeiro mês do ano, depois de participar da Festa da Capoeira dos Angoleiros do Sertão, em Feira de Santana, e do Festival dos Angoleiros do Mar, em Barra Grande, fomos para o Permangola, em Valença. O evento acontece no Kilombo Tenondê, onde o Mestre Cobrinha realiza experiências de permacultura, agroecologia e construções sustentáveis. Ali percebemos uma séria tentativa de concretização de um ideal quilombista. Uma convivência harmônica com a natureza, um estudo aprofundado da terra, das plantas e dos animais, de modo que o próprio ciclo de cada planta e os resíduos deixados por cada animal (incluindo nós) devolvem ao solo os nutrientes que lhe foram tirados, fertilizando-o e garantindo uma forte vitalidade em constante renovação. A vida moderna, em grandes cidades, com seu tempo corrido e seus alimentos industrializados envoltos em embalagens descartáveis, nos afasta desta conexão com a natureza, que na visão de mundo afrobrasileira representa o sagrado. A força divina está presente em cada um de nós, como parte da natureza que nos cerca. Mas é possível construir pequenos quilombos urbanos, e fortalecer essa conexão no cotidiano.  Na ACANNE, cultivamos uma pequena horta orgânica, que é adubada com as cascas das frutas que compartilhamos ao final de cada roda, nas noites de sexta-feira. Este é um ritual importante para nosso pequeno quilombo: cada capoeirista traz algumas frutas e fazemos uma breve confraternização  após a capoeira, a fim de nos conhecermos e sintonizarmos melhor. 

Na volta de Valença, alcançamos o 16º Encontro de Capoeira Mestre Paulo dos Anjos. Iniciativa dos Mestre Renê, Jorge Satélite e Jaime de Mar Grande, no início da década de 80, o evento continua acontecendo e constitui um importante espaço de reencontro dos discípulos do saudoso Mestre (que não tive oportunidade de conhecer em vida). A edição atual foi produzida pelo camarada João “Meu Jovem”, irmão do Mestre Satélite e importante mobilizador cultural da comunidade negra. Para os discípulos mais jovens da ACANNE (como eu e Cachorrão), foi uma oportunidade de reencontrar os mestres Satélite e Jaime, e conhecer os lendários mestres Amâncio, Tonho e Jorge Encruzilhada. Roda perigosa, com uma capoeira dura! Em Março, realizaremos um evento com a participação do Mestre Jorge Satélite, responsável por trazer nosso Mestre Renê para a capoeira. Será uma oportunidade de vivenciar outro antigo discípulo do Mestre Paulo dos Anjos e sua metodologia de ensino tradicional. Um fortalecimento da linhagem de Paulo dos Anjos, Canjiquinha e Aberrê. Como cantava o Mestre Paulo: “vamos jogar capoeira, vamos tocar berimbau… ontem o mestre falou, quem não jogar certo vai cair no pau!”.

Neste início de fevereiro aproveitamos para pedir a proteção de nossa mãe Iemanjá, e nosso Pai Pequeno, Augusto, preparou um balaio com as oferendas do grupo. A festa do 2 de fevereiro é a única grande festa de largo de Salvador que não tem origem em uma comemoração católica. Depois de depositar o balaio na Colônia de Pesca do Rio Vermelho, vadiamos na roda do camarada Sapoti (onde reencontramos Mestre Cláudio) e fomos para a sede do grupo Nzinga. Lá, além dos três anfitriões (Janja, Paulinha e Poloca), encontramos os mestres Caboré, Boca do Rio e Pepeu.  Durante a roda, foram formados dois contramestres e um treinel. É o processo natural de renovação da capoeira angola: a fila anda e novas referências vão se consolidando. Depois da capoeira, samba de roda puxado pelo Mestre Renê e feijoada!

No final de semana, mais capoeira. Mestre D’Nei organizou sua feijoada pra Ogum na sede do Grupo Gingarte, na Cidade Nova, com a presença dos mestres Um Por Um, Pelé, Angola, Zé Rasta e outros. Mais capoeira, samba de roda e feijoada.

A vida segue, e o ano apenas começou. Em 2012 se ampliaram os horários de treino do grupo (de segunda a quinta, de 19:00 às 20:30). As rodas continuam abertas à participação de todos capoeiristas que queiram vadiar nas noites de sexta-feira, a partir das 19h. Pedimos a cada convidado que traga frutas para compartilhar. Em breve, divulgaremos o evento de Março. 

Esperamos sua presença.

Axé!!!

Paulo Magalhães (“Sem Terra”) – aluno da ACANNE, jornalista e mestre em ciências sociais

Paulo A. Magalhães Fº
(71) 8741-1251 / 9273-7765

Niterói: Festival Estilo Livre de Capoeira

Mais uma vez Niterói será presenteada com o Festival Estilo Livre de Capoeira, organizado pelo Mestre Zezeu e equipe. O evento será em dois dias e em lugares diferentes. No dia 02 de março, às 16h, o local de concetração será no ponto das Barcas de Niteróie, no dia seguinte (03 de março), às 8h30m será no SESC-Niterói. Participe!
Niterói, SESC, 2 e 3 de março de 2012
Niterói será palco entre os dias 2 e 3 de março — sexta e sábado — do Festival Estilo Livre de Capoeira, uma promoção da Federação Internacional dos Profissionais de Capoeira (FIPC) e do Instituto Brasileiro dos Profissionais de Capoeira (IBPC) em parceria com o SESC (Serviço Social do Comércio).
Este Festival Estilo Livre de Capoeira servirá de preparação para a 1a. COPA ESTILO LIVRE DE CAPOEIRA que será realizada no mês de junho de 2012 — evento do Calendário Esportivo Anual da Secretaria de Esportes do Município de Niterói.
PROGRAMAÇÃO DE SEXTA-FEIRA, DIA 2
Dia 2 de março (sexta-feira)
Caminhada Ecológica e Paisagística
(Concentração às 16:00h em frente à Estação das Barcas)
Os participantes terão ocasião de conhecer e fotografar, se desejarem, as obras do arquiteto e construtor de Brasília, Oscar Niemayer, emolduradas pelas belíssimas paisagens da Baía de Guanabara e participar de rodas de capoeira em lugares históricos, como a Praça Araribóia, São Domingos (Cantareira), Alto da Boa Viagem (Museu de Arte Contemporânea, MAC), e Praias de Icaraí, São Francisco e Charitas.
Esta atividade (Caminhada Ecológica e Paisagística Pelo Caminho Niemayer, Alto da Boa Viagem e Praias de Niterói) é gratuita e aberta aos capoeiristas, seus familiares e a quem quiser participar (basta aparecer na concentração).
A caminhada e as rodas de capoeira se encerrarão na Praia das Charitas, junto à Estação Hidroviária projetada pelo grande arquiteto e de onde se descortina uma das mais belas vistas da Baía de Guanabara — que, para muitos, trata-se da mais linda baía do mundo.
PROGRAMAÇÃO DE SÁBADO, DIA 3
Toda a programação deste dia será nas dependências do
SESC-NIterói (com exceção do almoço). Parte da Manhã:
Às 8:30h — Café da Manhã com Mestre Zezeu e convidados, aberto aos participantes.
Às 10:00h — Finalizações dos Cursos de Árbitro, Mesário e Ritmista.
Das 12 às 14:00h — Tempo livre para almoço, que correrá por conta dos participantes, com cardápio e restaurante à sua escolha.
Parte da Tarde
Às 14:00h — Competição Estilo Livre de Capoeira (Labora-tório)
Às 16:00h — Desfile e Escolha da Musa da Capoeira 2012
Às 17:00h — Entrega de Troféus e Encerramento
O SESC-Niterói fica no centro de Niterói, à Rua Padre Anchieta, 56 — Rink (atrás do Plaza Shopping). Os participantes deste evento poderão guardar os seus veículos no estacionamento do Plaza Shopping (pago) ou no estacionamento da Concha Acústica de Niterói (sem pagar nada). Coordenação de Mestre Zezeu e Mestra Borboleta.