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Março 2012

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Contramestre de capoeira César Bacelar divulga projeto em SMT

Esteve em São Miguel do Tapuio, dia 24 de março, o contramestre de capoeira no Piauí, César Bacelar, que veio convidar alunos da capoeira do município, a participarem da Copa “Miudinho Cordão de Ouro” 2012, que será realizada nos dias 20, 21 e 22 de abril, em Teresina.

Na oportunidade o contramestre ministrou algumas aulas para os alunos da capoeira, no galpão da Unidade Escolar José Carlos Pitombeira de Sousa (CNEC), que foram prestigiadas também pelo jovem Pompílio Filho (Pompilim) e sua comitiva.

No evento, estarão presentes delegações de capoeira de várias cidades. As competições serão realizadas nas categorias, masculino, feminino, infantil, juvenil e adulto e terá como objetivo, integrar, incluir, somar e principalmente motivar ao desporto e a cultura.

 

Fonte: http://180graus.com

Cananéia: Foi o meu Mestre quem me ensinou – homenagem ao Mestre Reginaldo Santana

Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim de Cananéia homenageia o grande mestre Reginaldo Santana

Entre os dias 21 e 22 de Abril, Cananéia receberá capoeiristas de todo o Brasil para o evento “Foi o meu Mestre quem me ensinou – homenagem ao Mestre Reginaldo Santana”, através do Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim – Vale do Ribeira.

Esse evento tem como objetivo incentivar a prática desportiva e cultural como forma de garantir a saúde e a qualidade de vida através de atividades físicas e educativas gratuitas para crianças, jovens e adultos, bem como, resgatar e divulgar a cultura afro-brasileira em nosso município.

Ao mesmo tempo entregará o mais nobre título da Capoeira, o de “grão-mestre”, ao mestre Reginaldo Santana. Este, conhecido por todos como Mestre Régis, é nascido em 27 de junho de 1957 na cidade de Itabuna, na Bahia, é filho de Lindaura Gonçalves de Almeida e Renato Santana e começou a capoeira aos oito anos de idade com o mestre Antonio Rodrigues, por incentivo de seu irmão mais velho Ireneildo Gonçalves de Souza. Ainda adolescente mudou para o Distrito Federal e depois para Ribeirão Preto onde treinou intensamente e passou a competir pela Associação Kapoeira do mestre Canhão (onde se consagrou).

Mestre Régis é fundador do Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim em 1978, na cidade de Passos, Minas Gerais. Régis soma sua história de vida títulos, entre eles, nove vezes Campeão Brasileiro de Capoeira (estilo Combate), oito vezes Campeão da Grande Roda Brasileira de Capoeira, Bi – Campeão Paulista de Capoeira, Campeão da Copa Serra Vox, Campeão da Copa Brasil-EUA e Campeão do troféu “Antonio Carlos Magalhães”.

O evento “Foi o meu Mestre quem me ensinou – homenagem ao Mestre Reginaldo Santana” terá uma programação repleta de atividades como apresentações culturais, exibição de vídeo-documentários, roda de prosa, música, danças e muita Capoeira.

A cidade de Cananéia espera receber representantes de diferentes regiões do Estado de São Paulo e dos Estados do Paraná, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Em especial os mestres Sena (Poços de Caldas/MG), Kauê (Jundiaí/SP), Maciel (Passos/MG), Pedrinho (Belo Horizonte/MG), Marcão (São Paulo/SP), Beto (Franca/SP), Juan (Pariquera-Açú/SP) e Grilo (Pitangueiras/MG).

O que é ser Grão-mestre? – É o mais alto grau em Ordens honoríficas ou de Mérito. É a máxima autoridade de uma ordem, tem poder quase absoluto, geralmente limitado no tempo por uma eleição entre os membros da ordem a que pertence. Portanto, são poucos dentro da Capoeira Brasileira que recebem esse título, entre esses, está o Mestre Camisa Roxa, considerado o melhor aluno de Mestre Bimba e após este mês de Abril, também o Mestre Reginaldo Santana.

O evento conta com a parceira da Prefeitura Municipal de Cananéia, Rede Cananéia e Ponto de Cultura “Caiçaras”. Mais informações sobre o evento podem ser obtidas através do Blog: www.capoeirasenhordobonfim.blogspot.com.br ou com Lilia Souza no telefone: (13) 8120-1330 e e-mail: liliabonfim2011@hotmail.com

 

Resumo do Evento:

Evento: “Foi o meu Mestre quem me ensinou – homenagem ao Mestre Reginaldo Santana”.

Dias: 21 e 22 de Abril de 2012.

Local: Praça Theodolina Gomes (Tiduca) – Centro, Cananéia/SP.

 

DiariodeIguape.com

Ato público celebra 21 de março no Rio de Janeiro

Um ato público, promovido nos jardins do Palácio Gustavo Capanema, marcou a celebração do 21 de março – Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial – pela Fundação Cultural Palmares. O ato é resultado de uma parceria entre a FCP/MinC e as entidades governamentais representativas da população negra nos âmbitos estadual e municipal do Rio de Janeiro. São elas: CEDINE – Conselho Estadual dos Direitos do Negro, COMDEDINE – Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro, SUPIR/RJ – Superintendência da Igualdade Racial e CEPIR/RJ – Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial.

Segundo o presidente da Fundação Cultural Palmares, esta parceria nasceu de um consenso, entre as instituições, sobre os sentimentos de liberdade, culto à natureza e alegria, características marcantes dos povos de ascendência africana. “Concordamos que realizar este Ato ‘na praça’ seria uma forma de mostrar que 21 de março é um dia que ficará marcado para sempre na história dos negros. Os jardins do Palácio Capanema formam uma autêntica praça e, como bem disse o poeta abolicionista Castro Alves, a praça é do povo”, lembrou Eloi Ferreira de Araujo.

O presidente da FCP conduziu o ato junto com os representantes das instituições parceiras e demais lideranças negras fluminenses, como o jornalista, advogado e ex-deputado Carlos Alberto Oliveira, o “Caó”, autor da lei 7.347 – que ficou conhecida pelo apelido do parlamentar e militante negro. Em 1985, a Lei estabeleceu o racismo como crime.

Memória e cultura – A data emblemática do massacre de Shaperville (ocorrido há 52 anos na África do Sul), que foi oficializada em 1976 pela ONU como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, também levou ao centro do Rio grupos de tradicionais manifestações culturais afro-brasileiras.

A abertura do ato consistiu na lavagem simbólica do prédio histórico que abriga a Representação Regional da FCP e outros órgãos do Ministério da Cultura, e foi feita nos moldes das religiões de matriz africana – entoada por mestre Cotoquinho e os atabaques dos Filhos de Gandhi, tendo na roda sacerdotes, sacerdotisas e membros de terreiros, vindos de Itaboraí, São João de Meriti e Belford Roxo.

Em seguida, foi a vez do Jongo da Serrinha, liderado por Vó Maria, fazer a sua apresentação, que foi complementada pela capoeira de mestre Camisa e seu grupo, Abada Capoeira.

Conquistas – Sem esconder a alegria de participar da celebração, Eloi Ferreira destacou o trabalho da FCP e as conquistas da população negra: “Ao longo de seus 24 anos, a Fundação Cultural Palmares tem se empenhado na promoção, proteção e difusão da cultura afro-brasileira e, nesse sentido, também tem construído ambientes para rememorar nossas datas históricas e nossas conquistas. Entre estas conquistas podemos destacar a Lei Caó, o ProUni, a Lei de Cotas, a Lei 10.639”, lembrou.

O presidente da Palmares ressaltou ainda a importância do reconhecimento das comunidades remanescentes de quilombos e frisou a necessidade de avanço na titulação das terras dessas comunidades. Destacou, também, a significativa vitória que é o Estatuto da Igualdade Racial: “É o primeiro marco legal para a construção de igualdade de oportunidades entre negros e não negros em nosso país, é a primeira lei que responsabiliza o Estado pela reparação à perversidade que foi cometida contra a população negra”, finalizou Eloi Ferreira.

http://www.palmares.gov.br

Pará: Ato público mobiliza a sociedade

Gente da música, da dança, do teatro, do cinema, da capoeira e de infinitas outras expressões culturais se reúne para tentar mais uma vez mobilizar a cidade para a criação de um projeto de lei, de iniciativa popular, para a implantação do Sistema Municipal de Cultura. O ato ocorrerá na Praça da República, a partir das 9 horas, e tem a proposta também de coletar novas assinaturas para o documento que pode ajudar na instalação do sistema.

Esse não é o primeiro ato dos setores culturais da cidade. No início de março, Músicos, atores, dançarinos, produtores culturais, além do público que circulava no domingo na Praça da República, no centro da capital, assinaram o documento ao longo da manhã de domingo. Para terem validade, as assinaturas – que devem representar 5% da população eleitoral do município (o equivalente a 50 mil assinaturas) -, precisam estar acompanhados do número do eleitor. E mais, só pode assinar quem vota em Belém e distritos. Região Metropolitana nem pensar. É lei. Simples assim. Várias entidades e instituições da cidade já funcionam como ponto de coleta ei. Simples assim. O projeto de lei foi lançado foi lançado na Câmara dos Vereadores em fevereiro. A meta do Fórum Municipal de Cultura, que em parceria com a Comissão de Cultura da Câmara, lidera a mobilização, é coletar tudo até 19 de abril.

Com a instalação do Sistema Municipal de Cultura, Belém poderá ter acesso aos recursos do Fundo Nacional de Cultura, o equivalente a 40%. partir da criação do Sistema Municipal de Cultura, serão implementados o Conselho Municipal de Política Cultural, o Fundo, o Plano e a Conferência Municipal de Cultura e Orçamento Participativo da Cultura. Esses elementos servirão para se articular, gerir, informar, formar e promover as políticas públicas para cultura, com a distribuição democrática dos recursos através da participação e controle da sociedade. O Sistema prevê políticas públicas para um período de dez anos, com planos de ações para atender às principais demandas a serem atendidas de cada segmento.

 

Pontos de coleta

 

Quem deseja colaborar com o Projeto pode ir até os pontos de coleta levando o seu título de eleitor. A coleta de assinaturas iniciou nos Restaurantes Universitários e continua no Instituto Universidade Popular (Unipop), no Espaço Experimental de Dança, no Espaço Cultural Coisas de Negro e na DAC/Proex. Nesta última, os formulários estão disponíveis até o dia 18 de abril e, além de assinarem, as pessoas também podem distribuí-los.

 

ACESSE: forumculturabelem.blogspot.com

Empresários da Praia do Forte mostram cultura local

Salvador – Passado o carnaval, cai o número de visitantes na Bahia. Os donos de pousadas e restaurantes do litoral norte escolheram as manifestações culturais da região como diferenciais para atrair turistas fora da temporada.

Rosa Clara Brandão, proprietária do Hotel Via dos Corais, diz que os empresários da Praia do Forte lançaram o projeto Arte na Vila, que apresenta manifestações culturais como sambas de roda, capoeira, bumba meu boi, cantores e artistas plásticos da região. “Além de oferecer um diferencial aos visitantes possibilitamos o resgate da cultura local que estava em risco de extinção”, destaca.

No próximo final de semana, a atração do projeto é o grupo de capoeira esporão. As apresentações acontecem nas praças da Alegria e da Música. “Queremos que o projeto Arte na Vila aconteça durante todo o ano. Para isso estamos buscando parcerias”, conta a gerente de marketing da Turisforte, Maria Betania Pananaguá.

O Sebrae tem sido parceiro dos empresários da Praia do Forte oferecendo capacitações, missões técnicas, formação de Central de Negócios e consultoria para a formatação de Plano de Marketing. Os empresários da região se uniram e criaram a Turisforte, que hoje reúne 108 empresários dos setores de hospedagem, restaurantes, lojas e serviços.

De acordo com a gestora de projetos de turismo do Sebrae na Bahia, Cristiane Serra, a Turisforte tem feito muitas inovações. “Os empresários estão sempre oferecendo música de qualidade e manifestações artísticas da região. O grupo também criou uma página no facebook, o Praia do Forte Oficial, que ajuda na divulgação da programação local ”, destaca a gestora.

Capacitação

De olho no mundial de 2014, o Sebrae, em parceria com a Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo FIFA 2014 (Secopa) oferece o programa Moderniza, que tem como objetivo fortalecer a competitividade de 180 micro e pequenas empresas de Salvador e litoral Norte no ramo de hospedagem, alimentos e bebidas.

O Moderniza tem duração de oito meses e traz um conteúdo de capacitação empresarial nas áreas de gestão, serviços e infraestrutura. O programa atua por meio de ações de modernização e requalificação dos empreendimentos, para que as empresas possam atingir padrões internacionais de qualidade nos serviços e estarem aptas a receber o selo da Secopa.

Serviço:

Sebrae na Bahia (71) 3320.4558
www.ba.agenciasebrae.com.br
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/ 2107- 9104/3243-7851/ 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
www.agenciasebrae.com.br
www.twitter.com/sebrae
www.facebook.com/sebrae

Márcia Moura prestigia graduação de capoeira em Três Lagoas

A prefeita Márcia Moura (PMDB) participou na noite deste sábado (17) da graduação de diversas crianças, jovens e adultos que fazem parte da escola de capoeira “Filhos da Coral”. A iniciativa é de André Luiz Feitosa dos Santos, conhecido como: professor Mangueira.

Há cerca de 10 anos, André tinha o sonho de desenvolver uma atividade que englobasse crianças e jovens. Seu objetivo era tira-los das ruas e dos riscos aos quais estão expostos diariamente. “Este projeto nasceu da minha preocupação com o futuro das crianças. Quero levar conhecimento, que vai desde os cuidados com higiene até a orientação sobre uma conduta correta diante da sociedade”, comenta.

As aulas capoeira estão presente nos bairros Paranapungá, Vila Verde, São João e São Carlos, e atende 180 pessoas, com idade a partir dos 4 anos. Igor Henrique da Silva, de 19 anos afirma gostar de participar do grupo de capoeira. “Estando aqui, evito estar nas ruas. Este é um importante aprendizado para a minha vida”, complementa.

Matheus Alexandre dos Santos Dias, de 11 anos, diz que aproveita os ensinamentos passados. “O professor nos fala que não devemos ficar andando pelas ruas. Quando saio da capoeira vou direto para casa”, enfatiza.

O projeto não tem custa mensal para os alunos, e a iniciativa conta com o apoio de patrocínios. “O único gasto que se tem é anual para realizar este evento em que o graduando recebe sua corda, camiseta, certificado e o jantar para duas pessoas, no valor de R$ 50”.

Durante o discurso Márcia Moura comentou sobre como ações deste tipo colaboram no cotidiano de uma cidade como Três Lagoas. “Projetos como este valorizam a sociedade, afinal ajuda a forma cidadãos. Costumo dizer que tudo é importante, mas a auto-estima também é fator necessário e isso só se consegue com cidadania e todos estes conhecimentos que são passados por meio da capoeira. Sociedade e Poder Público têm o dever de trabalharem juntos para a melhora na qualidade de vida das pessoas”, diz.

 

PROGRAMAÇÃO

 

A cerimônia contou com apresentações de danças africanas, jogo de capoeira, exposição de objetos usados na época da escravidão e a graduação de alunos e professores. Dentro da hierarquia os alunos puderam ser graduados com cordões: verde, amarelo, azul, preto, vermelho, vermelho e preto – para instrutor, e preto e branco para professor.

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

 

PREFEITURA DE TRÊS LAGOAS/MS

Capoeira é usada como tratamento de reabilitação física no Ceir

Capoeira voltada à reabilitação física, inclusão e acessibilidade da pessoa com deficiência. Essa, talvez, seja uma das melhores expressões para caracterizar a capoeira desenvolvida semanalmente no Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), em Teresina. A instituição trabalha com a adaptação, readaptação e reabilitação da pessoa com deficiência física.

No setor de reabilitação desportiva a capoeira é um dos esportes oferecidos aos pacientes em tratamento. A atividade além de fomentar a socialização, auto-estima e independência do paciente é, também, responsável pelo ganho de agilidade, força muscular e coordenação motora.

Não existe restrição para a prática do esporte. Os praticantes apresentam diagnósticos, idades e necessidades diferentes que se encontram no mesmo ritmo do berimbau.

A dona de casa Nirinalva Mendes da Silva conta que seu filho, Lyedson Matheus, de 4 anos, melhorou muito depois que começou a participar da capoeira. “Antes, ele não segurava o pescoço e não tinha equilíbrio nenhum. Agora rola e dobra as pernas”, disse. A conquista é motivo de emoção ainda maior quando a mãe lembra que o obstetra não acreditava na sobrevivência do menino após a constatação da doença no parto.

O professor Childerico Robson finaliza que o trabalho desenvolvido com os pacientes é fruto de grande satisfação pessoal. “Me sinto realizado em saber que contribuí nem que seja um pouquinho para a melhoria de vida desses meninos e meninas”, frisou. Hoje, ele trabalha a capoeira para 20 pacientes que recebem tratamento no Centro.

O Modismo da UFC e a Capoeira

Hoje em dia só se fala em UFC (Ultimate Fighting Championship). Essa luta oriunda do Jiu-Jitsu e outras formas de luta-livre foi criada pelo brasileiro Rorion Gracie nos Estados Unidos e por lá se desenvolveu. Atualmente vemos UFC em todos os lugares: horário nobre da televisão, jornais, telenovelas, capas de revista, transmissões ao vivo, comerciais de TV, outdoors espalhados por todo o país. Até um filme para o cinema foi produzido e tem estréia marcada para breve.

Todo mundo já conhece e sabe o nome dos golpes, as finalizações, o mata-leão, a gravata, os socos e pontapés. Já temos os nossos heróis – Minotauro, Anderson Silva e outros “brucutus” – que espancam os seus adversários sem dó nem piedade num espetáculo tão dantesco de brutalidade, que chega a respingar sangue das telas de LCD que assistimos confortavelmente de nossos sofás.

É incrível a capacidade que a mídia possui nas chamadas “sociedades da informação”, de criar modismos, heróis, gostos e preferências. Até há pouco tempo essa luta era apenas mais uma atração esportiva perdida entre milhares de outras nos canais fechados de televisão a cabo e, de repente, de uma hora para outra, passa a ser a nova “paixão nacional”. Alguém – certamente muito poderoso – decide de seu gabinete de gerência de alguma grande rede de televisão que o UFC é a bola da vez e pronto !

Todo um esquema é montado para que essa luta apareça em tudo quanto é programa, novela e comercial de TV. E como o nosso pobre país é totalmente influenciado por tudo que a telinha resolve mostrar (vide a mediocridade do Big Brother Brasil – um insulto à inteligência e à dignidade nacionais), rapidamente o UFC é incorporado ao nosso cotidiano, às conversas de bar e de salão de beleza, ao noticiário, aos sonhos infantis de futuros campeões da modalidade.

Aí chegamos naquela pergunta que não quer calar: por que não a capoeira ? Por que essa esquizofrenia de exaltar uma luta que apesar de ter sido criada por um brasileiro, tem toda a sua formatação e organização influenciada pela cultura norte-americana do show business ? E por que ao invés disso, não se criam os mesmos espaços na mídia e mecanismos de divulgação para a capoeira, que é uma das expressões mais legítimas da nossa cultura ?

Será que os responsáveis pela televisão e pela mídia em geral do nosso país ainda possuem aquela velha mentalidade colonizada, que procura supervalorizar expressões culturais que vem de fora (leia-se Estados Unidos da América) em detrimento daquilo que vem das tradições da nossa cultura e do nosso povo ? Ou será que trata-se de uma atitude deliberada de alienar cada vez mais o nosso pobre e sofrido povo brasileiro, afastando-nos a possibilidade de valorizarmos e conhecermos melhor nossa própria cultura, nossas tradições, nossos verdadeiros heróis ? Ou será que é tudo isso junto, somado ao desejo desenfreado pelo lucro fácil ?

Recentemente perdemos um dos grandes baluartes da capoeira aos 94 anos de idade – o Mestre João Pequeno de Pastinha que faleceu em dezembro último, e qual a repercussão desse fato na mídia ? Nos jornais locais da Bahia houve uma pequena cobertura e nada mais. A grandeza desse homem, o seu significado para a cultura brasileira que se espalhou pelo mundo através da sua capoeira angola, sequer tiveram um mínimo espaço de divulgação no noticiário nacional.

Boa parte dos cidadãos comuns, brasileiros de todas as idades e classes sociais, hoje em dia sabem o que é o UFC e quem são Minotauro ou Anderson Silva. Mas quantos desses sabem que foi o mestre João Pequeno ? Quantos sabem quem foi Pastinha ou Bimba ? Quantos conhecem a história da capoeira ? Quantos sabem dizer as diferenças entre a capoeira angola e a regional ? Ou quem foi Besouro Mangangá ? Ou ainda Zumbi dos Palmares ? Ou o mestre Salustiano da Rabeca ? Ou Cartola ? Ou Batatinha ? Ou Chico Mendes ? Ou Clementina de Jesus ? assim como tantos e tantos outros personagens da nossa cultura popular, heróis que deram dignidade à história desse pais.

Urgente se faz recuperar nossa auto-estima, exigir que nossa dignidade, nossa memória, nossas histórias, nossos verdadeiros heróis sejam valorizados e respeitados. Nada contra o UFC, nem seus lutadores, eles que tenham o seu espaço e seu público ávido por violência. O que precisamos exigir é que nossa cultura seja tratada pela mídia, com a mesma dignidade e valorização com a qual são tratados esses modismos que vez por outra invadem nossas casas, através da imposição sem critérios de uma programação medíocre e indecente que nos empurram goela abaixo.

Precisamos dispor de alternativas para elegermos aquilo do que gostamos e que valorizamos. Se só nos apresentam um tipo de música, de filme ou de programa de TV, é só disso que podemos gostar. Ninguém pode gostar daquilo a que não tem acesso, que não conhece. A gente quer ver a nossa cara na TV, ouvir música boa, assistir a filmes que nos façam pensar. A gente quer jogar e entender de capoeira. A gente não quer só comida !

Reconhecimento aos guardiões da cultura afro-brasileira

Sob pressão da Inglaterra, o estado imperial brasileiro proibiu o comércio de escravos africanos em 1831. Apesar da lei, um intenso tráfico clandestino continuou para o litoral do Brasil, especialmente para as novas áreas cafeeiras em produção. O tráfico transatlântico só seria efetivamente reprimido por uma nova lei em 1850, e somente nesse período, cerca de um milhão de africanos chegaram ao litoral brasileiro, especialmente na costa fluminense. Esses cativos, oriundos da África Central, povoada por diferentes povos falantes das chamadas línguas banto, desembarcavam em portos clandestinos do litoral sul e norte do estado do Rio de Janeiro, resultando em índices significativos tanto da territorialidade negra como da prática de manifestações diretamente relacionadas à memória ancestral. [1]

Para os quilombolas, descendentes de africanos escravizados no Brasil, é uma importante conquista ter a sua comunidade oficialmente reconhecida. É o primeiro passo de uma série de etapas até a titulação, e que já lhes assegura direitos dos quais antes não conseguiam usufruir. O ato de receber, em mãos, a certidão de autorreconhecimento tem significado todo especial. E assim aconteceu, recentemente, em duas comunidades remanescentes de quilombo do Estado do Rio de Janeiro.

 

Baía Formosa

 

Em Armação dos Búzios – município do litoral norte do Rio de Janeiro alçado à condição de atração turística internacional, no início dos anos 1960, pela atriz francesa Brigitte Bardot – a comunidade de Baía Formosa reuniu-se em recepção solene, no dia 23 de fevereiro, para receber do presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, o documento com que tanto sonhou.

A festa foi prestigiada por quilombolas da região e de municípios vizinhos, como os das comunidades de Rasa e Botafogo, e também por autoridades locais. Após um breve histórico sobre a criação e a missão da Fundação Cultural Palmares, o presidente Eloi Ferreira destacou a importância dos quilombolas não só para a história do País, mas, especialmente, em seus valores mais caros: o respeito ao próximo, aos hábitos locais e à natureza.

“Não existem registros de comunidades quilombolas com área de desmatamento, com poluição, com grilagem de terras, com queima de cartórios ou com fraude de certidões. Ser quilombola é ter um vínculo histórico com a resistência à escravidão e com os antepassados. Ser quilombola é ser detentor da cultura afro-brasileira e de sua terra”, enfatizou.

Ao entregar formalmente a certidão de autorreconhecimento à comunidade de Baía Formosa, o presidente da Fundação Cultural Palmares também ressaltou que, quando for conquistada a titulação, a terra passará a ser de propriedade coletiva, ou seja, inalienável – o que, vale lembrar, reproduz o costume ancestral de utilização da terra, fossem as atividades agrícolas, extrativistas ou outras, assim caracterizando diferentes formas de uso e ocupação dos elementos essenciais ao ecossistema, que tomam por base laços de parentesco e vizinhança assentados em relações de solidariedade e reciprocidade. “Assim como uma herança deixada pelos antepassados, essa terra será transmitida aos descendentes de vocês e jamais poderá ser negociada e penhorada”, finalizou Eloi Ferreira.

Um pouco de História – A história das comunidades negras da Região dos Lagos tem como referência a fazenda Santo Inácio dos Campos Novos, localizada em Sesmaria concedida a jesuítas e depois vendida a escravagistas. A Comunidade de Baía Formosa localiza-se nessa região, que já abrigou cultivos principalmente de banana, além de milho e feijão, e onde trabalhavam negros escravos. No período de prosperidade agrícola, tornou-se ponto de desembarque clandestino de navios negreiros após a proibição do tráfico no Brasil. Assim, a área é de ocupação antiga e sua história remonta às fugas dos negros das fazendas. Dessas fugas teria surgido um quilombo, mas, com a assinatura da Lei Áurea, os negros teriam sido expulsos e formado a periferia, onde fizeram descendência. Consta ainda que algumas famílias de ex-escravos e seus descendentes pagavam arrendamento ao proprietário das terras para permanecer no local e, com o tempo, também foram deslocadas pela especulação imobiliária, que é muito forte na região.

 

Santa Rita do Bracuí

 

No dia 24 de fevereiro, a comitiva da Fundação Palmares dirigiu-se ao litoral sul fluminense, na região de Angra dos Reis – outra área onde a especulação imobiliária é significativa – para entregar o documento pertencente à Comunidade Remanescente de Quilombo de Santa Rita do Bracuí.

Ali, como que reproduzindo uma postura ancestral e sem conter a emoção, o presidente Eloi Ferreira de Araujo reverenciou o mestre jongueiro Zé Adriano, de 89 anos de idade – guardião de uma das mais tradicionais manifestações culturais afro-brasileiras, o jongo, e importante liderança local na luta pela titulação das terras – ao lhe entregar oficialmente a certidão de autorreconhecimento, que já havia sido formalizada pela FCP.

Origens – A Comunidade de Santa Rita do Bracuí originou-se em 1877, a partir de uma doação de 260 alqueires que o fazendeiro José de Souza Breves, que ficou conhecido na região como “o comendador Breves”, fez aos seus escravos.

A comunidade foi atingida pela construção da estrada Rio-Santos, que a dividiu em duas partes, e desde os anos 1960 luta contra grileiros e condomínios de luxo para se manter nas terras herdadas dos antepassados. Antigos e jovens moradores compartilham memórias, experiências e projetos – o que resultou em um Ponto de Cultura – e se associam para a construção de alternativas de desenvolvimento comunitário e sustentável.

Conceito – Contemporaneamente, a expressão “quilombo” não se refere estritamente a resíduos ou resquícios arqueológicos de ocupação temporal ou comprovação biológica. Também não se limita a grupos isolados, uma população homogênea ou que necessariamente se tenha constituído a partir de movimentos de insurreição. São, de fato, grupos que desenvolveram práticas cotidianas de resistência em manter e reproduzir modos de vida característicos e de consolidação de um território próprio. A identidade quilombola não se define pelo tamanho e número dos membros da comunidade, mas pela experiência vivida e as versões compartilhadas de sua trajetória comum e da continuidade enquanto grupo [2].

 

[1] Jongos, calangos e folias – Memória e música negra em comunidades rurais do Rio de Janeiro. Projeto desenvolvido a partir de 2005 pelo Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI) e o Núcleo de Pesquisas em História Cultural (NUPEH) da Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ.

[2] O’Dwyer, Eliane Cantarino. Apresentação do Caderno Terra de Quilombos. Rio de Janeiro: UFRJ/ABA, 1995.

Tributo a Mestre Bimba

Presença confirmada dos mestres: Tabosa (DF), Pombo de Ouro (DF) – Formado do M. Bimba, Alegria (formado M. Bimba em Goiania), Bizorro (TO), Tambor (TO), entre outros!!!!

Local: Centro de Direitos Humanos de Palmas (C.D.H.P) – Ao lado do Quartel do Comando Geral da PM.
”CTD do AsaDelta.”

Axé!!!

AsaDelta

PROGRAMAÇÃO:

  • Mostra de Vídeos e fotos de M. Bimba
  • Aula da Sequência de Ensino do Mestre Bimba (M. Pombo de Ouro)
  • Aula da Sequência da Cintura Desprezada (M. Pombo de Ouro)
  • Aula da Sequência de Ensino do M. Bimba – adaptada em BSB década de 60 (M. Tabosa)
  • Roda Tradicional
  • Papoeira