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Maio 2012

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Aconteceu: III Congresso de Mulheres Capoeiristas: Protagonismo da mulher

Na perspectiva de promover a integração das mulheres de capoeira do Ceará de estados vizinhos, será realizado de 24 a 26 de maio o III Congresso de Mulheres Capoeiristas: Protagonismo da mulher. O evento que tem apoio da Prefeitura de Fortaleza, através da Secretaria de Esporte e Lazer (Secel), é uma promoção da Associação Zumbi de Capoeira e do Grupo Cordão de Ouro.


Durante três dias, serão realizadas palestras, feiras da cadeia produtiva da capoeira e oficinas ministradas por mestras e contramestras na área. No evento, haverá também espaço para recreação infantil, garantindo às mães a participação integral nas atividades do congresso. Toda a programação busca chamar a atenção da sociedade para a atuação das mulheres na valorização da cultura afrodescendente e discutir o espaço já conquistado por elas.

A abertura acontecerá no Cuca Che Guevara (Av. Presidente Castelo Branco, 6417) na quinta-feira (24), às 19h, com acolhida de instrutoras e professoras de grupos de capoeira de Fortaleza. Haverá ainda a formação de rodas abertas de capoeira e de samba. Na sexta-feira (25), também às 19h, no ginásio Paulo Sarasate (Rua Ildefonso Albano, 2050), será realizada a palestra “Protagonismo da Mulher”, que discutirá a evolução feminina na capoeira. A exposição será feita pela mestra Janja, de Salvador, pela professora Tina, da Paraíba, e pelas mestras Carla e Paulinha, ambas de Fortaleza. 

As oficinas, ministradas por mestras e contramestras, acontecerão no sábado (26), das 9h às 12h e das 14 às 17h, no Armazém da Capoeira (Av. José Bastos, 287). No final da tarde, haverá o encerramento com danças populares, como a ciranda, e com a apresentação do Movimento Feminino, que realiza rodas itinerantes em vários pontos de Fortaleza. A abertura e a palestra são gratuitas e abertas ao público. Já as oficinas terão investimento de R$ 20,00 e as inscrições serão feitas durante o congresso, nos locais das atividades. 

Serviço

III Congresso de Mulheres Capoeiristas

Data: De 24 a 26 de maio
Local: Cuca Che Guevara (quinta), ginásio Paulo Sarasate (sexta) e Armazém da Capoeira (Sábado)
Horário: 19h (quinta e sexta-feira) e das 9h às 17(sábado)
Contato: Mestra Carla – Coordenadora do Congresso (3105.1351) 

Fonte: Secel

Rodrigo Simas conta como a capoeira o ajuda a dançar

Rodrigo Simas no Fashion Rio Verão 2013

Com samba no pé e sua experiência com a capoeira, Rodrigo Simas supera um pequeno ferimento dos treinos para a Dança dos Famosos e se prepara para mostrar que é pé de valsa neste domingo, 27

Filho de capoeirista e em contato com a luta desde muito pequeno, o ator Rodrigo Simas (20) tem utilizado suas habilidades marciais para aprender melhor os passos de suas apresentações da Dança dos Famosos, quadro do programa Domingão do Faustão do qual participa – e o que não falta é animação para dançar bem em seus números.

Estou ansioso para amanhã. Gosto de dança, mas não tinha experiência. O que tenho é samba no pé, adoro carnaval. E a capoeira dá flexibilidade, noção corporal”, afirmou durante passagem pelo Fashion Rio / Verão 2013 na noite deste sábado, 26, na cidade maravilhosa.

Depois de um pequeno acidente durante os treinamentos para sua apresentação na Dança dos Famosos, Rodrigo Simas se considera preparado. “Machuquei o joelho esquerdo, mas foi só uma raladinha, faz parte ficar roxo. Não desistiria da competição por causa disso. Todo mundo entra pra ganhar, mas os outros também são bons e ainda estou ensaiando, então não quero falar muito”, fez mistério.

Fonte: http://caras.uol.com.br

Cartilha do Itamaraty alerta para tráfico de jogadores, modelos e até capoeiristas

Com base em relatos de consulados desde 2010 foram constatados casos de exploração também de modelos, músicos, dançarinos, cozinheiros e professores de capoeira

São Paulo – O governo federal, em ação da rede consular desenvolvida desde 2010, identificou uma vertente do crime de tráfico de pessoas, mais comumente conhecido pelo abuso sexual: a exploração do trabalho, fora do Brasil.

Foram relatados casos de jogadores de futebol, modelos, músicos, dançarinos, churrasqueiros, cozinheiros de restaurantes étnicos e professores de capoeira com agentes e empresários que os colocam em situação de irregularidade migratória, exploração, abusos, maus-tratos, acomodação precária e retenção de passaportes e pagamentos. Na maioria, brasileiros jovens, sem experiência profissional e de residência no exterior. A partir dessa constatação surgiu a proposta da cartilha “Orientações para o trabalho no exterior – modelos, jogadores de futebol e outros profissionais brasileiros”, que será lançada amanhã (29), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O documento foi elaborado pelas áreas consular e cultural do Itamaraty e tem parceria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Ford Models. A proposta é fornecer informações e alertas sobre os riscos da irregularidade migratória. Em São Paulo, o lançamento será na SP Fashion Week, entre 11 e 16 de junho.

Armênia, China, Cingapura, Coreia do Sul, Filipinas, Grécia, Índia, Indonésia, irã, Malásia, Tailândia e Turquia são os países de onde vem a maioria dos relatos. Para jogadores de futebol, os convites para atuar no exterior costumam ser irresistíveis, mas o sucesso não chega para todos. Segundo Luiza Lopes da Silva, diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, da Divisão de Assistência Consular do Itamaraty, muitas vezes os garotos são levados a começar a trabalhar sem visto e com base em contratos injustos.

Para esses, a cartilha traz esclarecimentos e recomendações sobre transferência internacional, transferência sem contrato, viagem para testes, contratos, custeio de passagens, visto de trabalho e de negócios, clubes e agentes, retenção de passaportes, choque cultural, entidades locais de assistência e regulação, precauções antes de viajar e ao chegar ao exterior.

“Os meninos-alvo dos agentes mal intencionados são os mais jovens, que demonstram ter futuro. Eles se iludem com as promessas e acabam enfrentando enormes dificuldades, especialmente porque não dominam o idioma local nem o inglês e têm dificuldade de pedir ajuda. Aí ficam na mãos desses agentes, que extorquem, cobram dívidas, às vezes dão alojamentos que viram uma espécie de confinamento”, relata Luiza. Ela afirma que eles não ficam muito tempo nessa situação, mas que a experiência é traumática para a vida e não ajuda em nada a carreira.

A diretora se diz orgulhosa dessa iniciativa porque as informações foram chegando aos poucos e ao se materializarem na cartilha foi possível verificar que era a preocupação de muita gente, só ainda não havia sido verbalizada. Sobre as modelos, Luiza ressalta que elas não vão para passarelas, não vão fazer fotos de revistas nem terão a vida glamourosa com que sonham. “Elas são direcionadas para atividades paralelas, como vendas on line, catálogos para vendas. Muitas acham que estão sofrendo, mas que valerá a pena, mas são anos perdidos, é um atraso, um beco sem saída”, garante.

Segundo Luiza, o papel do governo é ajudar a conscientizar para que essas pessoas controlem a impetuosidade. “Otimismo é bom, mas não muito”, diz. Exemplo disso foi o que ocorreu com três garotas que viajaram para a Índia alimentando o sonho de ser modelos. Na semana passada, o juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Civil de São Paulo, deferiu pedido de liminar da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal, que em ação civil pública relatou que as agências de modelos Dom Agency Models, de Passos (MG), e Raquel Management, de São José do Rio Preto (SP), enviaram as garotas para o exterior, uma delas menor de idade, com contratos de trabalho que não foram cumpridos. As agências estão impedidas de enviar modelos para o exterior por decisão do juiz federal. As duas agências são acusadas de tráfico internacional de pessoas.

Segundo informação da cartilha, o exercício da profissão sem contrato registrado e sem visto de trabalho é comumente associado a regime de servidão por dívidas. “Os salários, normalmente estipulados por sessão de trabalho, passam a ser quase totalmente retidos pelo empregador, a título de reembolso da passagem áerea e de pagamento do alojamento, sendo-lhes entregues diárias irrisórias, por vezes insuficientes até mesmo para alimentação.”

Os casos entre churrasqueiros, cozinheiros, dançarinos, músicos e professores de capoeira têm uma configuração comum que também as qualifica como tráfico – mas poucos admitem a condição de vítimas desse tipo de crime. “O normal é: ‘fui enganado, peguei um agente de má-fé, prometeram uma coisa e fizeram outra'”, relata Luiza. Mas ela garante: “É tráfico sim, embora não tenha cara. Para nós não interessa se a pessoa se vê como vítima, o que importa é que está se formando uma rede para levar as pessoas para exploração”.

O documento destaca que naturalmente há casos de sucesso, como cozinheiros que acabaram abrindo o próprio negócio. “Para cada caso de sucesso, contudo, muitos outros são de dificuldade, privações e abusos.”

 

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br

Mestre Decânio: O Doutor da Capoeira

Um dos grandes nomes da capoeira, que ficará eternamente registrado na história dessa arte-luta brasileira, sem dúvida nenhuma, é Ângelo Augusto Decânio Filho, ou “Doutor Decânio” como ficou conhecido no meio da capoeiragem.

Um dos principais e mais antigos discípulos do mestre Bimba, Decânio teve papel importante na constituição da Capoeira Regional, sendo um dos pilares juntamente com Sisnando – outro importante discípulo, nos quais Bimba se apoiou para a criação desse estilo de capoeira, bem como na definição das estratégias de obtenção de reconhecimento da capoeira junto à sociedade baiana, num período em que essa manifestação ainda era muito discriminada e vítima de preconceitos e ações violentas por parte do poder vigente.

Formado em medicina, foi ainda nos tempos de faculdade, em 1938, que Decânio conheceu mestre Bimba e logo se juntou a ele, exercendo papel fundamental na organização de sua academia, sendo responsável – ao lado de outros acadêmicos que também participaram dessa fase inicial de criação da Capoeira Regional – por ajudar Bimba a dar uma nova roupagem à capoeira que até então era praticada somente nas ruas, a partir da criação de um método de ensino baseado em sequências de golpes de ataque e defesa, bem como a estruturação do funcionamento da academia, que passava pela utilização de fardamentos, horário de treinos, organização de eventos, batizados, rodas de exibição, cursos de especialização entre outras atividades.

Decânio acompanhou Bimba durante muitos anos, mas sempre exercendo paralelamente as atividades como médico, o que muitas vezes não era tarefa fácil, mas ambas sempre exercidas com muito amor e dedicação. Mestre Decânio foi responsável por publicações importantes como os manuscritos do Mestre Pastinha entre outras obras de sua autoria, editadas pela Coleção São Salomão, por ele próprio criada.

Mestre Decânio formulou ainda uma teoria que é muito citada em trabalhos acadêmicos sobre capoeira – a teoria do “Transe Capoeirano” que segundo ele, trata-se de um estado físico-psíquico que o capoeirista atinge durante o jogo, em virtude de estímulos que vêm da musicalidade, do ritmo dos atabaques e agogôs, e da atmosfera propiciada pelo ritual da roda de capoeira, tudo isso explicado a partir de princípios científicos.

Era o mais antigo discípulo vivo de Bimba e, durante muitos anos, a maior referência da Capoeira Regional. Sujeito amável a sempre disponível, seja para uma conversa despretensiosa na varanda de sua casa de frente para o mar de Paripe, seja para colaborar com algum estudo ou pesquisa sobre capoeira, através de seus ricos depoimentos ou do vasto material de arquivo que o mestre foi juntando ao longo de tantos anos de vivência nesse universo.

O mestre Decânio nos deixou no último dia 01 de fevereiro de 2012, véspera da Festa de Yemanjá , prestes a completar 89 anos de idade. Deve estar agora ao lado de João Pequeno, seu vizinho e amigo inseparável, assim como de seu companheiro Sisnando, e finalmente reencontrando seu mestre Bimba, com quem deve estar agora proseando…. e olhando por todos nós aqui na terra !

 

Dica do Editor:


Não deixe de visitar o site Capoeira da Bahia, criado pelo ímpar Mestre Decânio, uma obra prima da capoeiragem…

Luanda: JMPLA realiza exposição da arte de capoeira na Samba

Luanda – Uma exposição sobre a arte da capoeira decorre desde sábado no calçadão da Samba, em Luanda, no âmbito dos cinco anos da legião em Angola, numa promoção da JMPLA.

De acordo com o primeiro secretário municipal da JMPLA, Job Vasconcelos, que falava hoje, segunda-feira, à Angop, o acto que visa sensibilizar a juventude daquela circunscrição para a prática desportiva, será marcado pela demonstração de aulas ao vivo de capoeiras, entrega de certificados e outros.

Para o responsável, proporcionar momentos de lazer e desportivos a juventude é uma das acções daquela organização juvenil, no âmbito do programa de combate à delinquência e à prostituição.

Outro propósito deste evento é aproveitar de maneira correcta, as infra-estruturas que o governo vem proporcionando em prol do bem-estar da sociedade angolana.

http://www.portalangop.co.ao

Educadores devem defender projeto de sociedade nas escolas

O respeito à diversidade e a inclusão social do negro são temas que precisam fazer parte do currículo do educador segundo Petronilha Beatriz Gonçalves Silva, do Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). De acordo com a especialista em Ensino Aprendizagem – Relações Étnico-Raciais, os gestores de ensino são defensores de um projeto de sociedade, porém devem ter como meta em seu trabalho a equidade racial.

A afirmação foi feita durante o VII Encontro de Educação Étnico-Racial realizado nesta quarta-feira (9), na sede da Fundação Cultural Palmares (FCP), em Brasília. Organizado pela Coordenação Regional de Ensino do Plano Piloto e Cruzeiro, com o apoio da FCP, o encontro tem como objetivo contribuir para a implementação da Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira na rede nacional de ensino.

Compromisso – “O projeto de sociedade defendido por nós professores funciona de acordo com a relação que temos com os alunos, com o conteúdo que transmitimos e com o foco que damos a esses conteúdos”, explica a especialista chamando a atenção ao tamanho da responsabilidade dos gestores. Compromisso que segundo Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares, tornou-se imensurável com a última conquista da população negra: a aprovação da constitucionalidade das cotas raciais pelo Supremo Tribunal Federal, no último dia 26.

Para o presidente, o país vive um momento que favorece o ambiente da educação. “Uma situação que impulsiona as temáticas da população negra em seus desdobramentos no atendimento a 95 milhões de negros”, afirmou. “Já tivemos a liberdade por meio da abolição e o direito ao ensino a partir da aprovação das cotas. Falta-nos a terra para a qualidade de vida e isso conquistaremos com a educação”, completou.

Propagação – O coordenador Regional de Ensino do Plano Piloto e Cruzeiro, Jeferson Paz, disse que a parceria entre a Regional e a FCP é uma grande oportunidade de proporcionar aos gestores um debate qualificado sobre o ensino da história afro-brasileira. “São pessoas com amplas experiências pessoais e profissionais que podem tornar mais fácil o caminho dessas temáticas das decisões às escolas”, pontuou.

De acordo com Paz, o número de professores dos ensinos médio e fundamental no Plano Piloto é de 4.000. Eles atendem a 47.000 estudantes, 7,83% dos 600.000 que fazem parte da Rede de Ensino do Distrito Federal. “É preciso alertar para o papel cidadão dos professores e estudantes”, ressaltou. “Com apenas um debate como este é possível chegar a pelo menos 30.000 famílias, orientando-as para o combate ao racismo”, concluiu

Presente ao encontro, a deputada federal Érika Kokay, se comprometeu a encaminhar a temática da implementação da Lei 10.639 para debate por meio da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. “Precisamos impedir que elementos do passado como o colonialismo, a escravidão e a ditadura invadam a contemporaneidade colocando em risco a tão sonhada democracia”, afirmou. “Para isso, a reafirmação da história é fundamental para a desconstrução de uma cultura que é racista. Nosso objetivo é avançar no cumprimento do que estabelece a Constituição Federal”, concluiu.

Fonte: http://www.palmares.gov.br/

Professor de capoeira angrense é valorizado no exterior

ANGRA DOS REIS

O Professor de capoeira angrense, Robson Francesco Leite, o Arisco participou do XIV Jogos Europeus de Capoeira na cidade de Guimarães em Portugal, que foi realizado do dia 05 ao dia 09 de abril. Ele foi um dos organizadores do evento, que também teve a ilustre presença do Mestre Camisa, e participação de vários Países. Arisco está entre os nomes mais importantes do esporte no mundo. Em Angra do Reis ele é o precursor do Abada capoeira, entidade que divulga o esporte na cidade.

Arisco também participou a convite do Professor Furacão de um Seminário de Capoeira, Curso, Batizado e Troca de Cordas em Nova Iorque nos EUA, entre os dias 11e 15 de abril, onde este evento foi supervisionado pelo Mestre Nagô de Nova Iguaçu – RJ. O Professor Arisco aproveitou para visitar a famosa academia do Mestre João Grande que foi aluno de Mestre Pastinha.

Dos 17 a 22 de Abril, Arisco ministrou aulas de Capoeira, participou de apresentações públicas e do Batizado e Troca de Cordas do Instrutor Xodó na cidade da Vero Beach na Flórida – EUA.

O professor Arisco enfatizou que está muito satisfeito com esta viagem que duraram 24 dias, citou que foi muito importante para seu aprendizado e para sua historia como capoeirista. “Os Europeus e os Americanos gostam muito da capoeira e valorizam muita a nossa cultura. Através desse intercâmbio cultural pretendo realizar em Angra um evento internacional de capoeira para beneficiar nossa cidade, que nesse 24 dias de viajem pude perceber que a nossa cidade é bem quista no exterior, pude perceber com receptividade que tive”, declarou o Arisco.

 

Fonte: http://www.avozdacidade.com

 

Vapor de Cachoeira não navega mais

O vapor de Cachoeira do verso de Caetano Veloso é uma lembrança nostálgica de um navio que ligava Salvador ao Recôncavo Baiano. Lançado em 1819, um grande feito para a época, o vapor de Cachoeira não volta nunca mais. Já o de Carlinhos Cachoeira apenas sofreu uma avaria. Pode voltar em forma de submarino ou qualquer embarcação anfíbia.

O vapor de Cachoeira tinha muitos dos defeitos e mais poder que alguns partidos políticos. Tinha bancada parlamentar, acesso e contatos no governo, preenchia cargos e influenciava a promoção de coronéis da Polícia Militar. Os fragmentos de gravações indicam também que Cachoeira tinha algo mais do que os partidos pequenos: um esquema de informação próprio que vazava escândalos para a imprensa, com a esperança de moldar imagens na opinião pública.

Pode-se argumentar que, ao contrário dos partidos, Carlos Cachoeira não tinha um programa. Não havia nada escrito porque não precisava. Programas, dizia o velho Brizola, também podem ser comprados. Cachoeira nunca se interessou em comprar um. Mas é exatamente a prática cotidiana no vácuo de propostas políticas reais que torna o partido de Cachoeira um novo tipo de ator no cenário nacional. A forma como articulou a bancada de Goiás, suprapartidariamente, é inédita. O projeto de regulamentação da loteria que lhe interessava partiu de um senador, foi relatado por um deputado e ainda dependeria da supervisão de Demóstenes Torres.

Num único momento parlamentar, senti a bancada goiana atuar em conjunto. Foi para derrubar um projeto de Eduardo Jorge e meu que proibia o amianto no Brasil. Era um movimento contrário ao que penso, mas não posso negar seu caráter democrático nem a preocupação legítima com os interesses de seus eleitores. Goiás tem mina de amianto em Minaçu e os deputados temiam o desemprego e o declínio econômico na cidade.

Não se conhece, fora de Goiás, a extensão da influência de Cachoeira. A verdade é que nenhum órgão de imprensa foi lá conversar com as pessoas, sentir a atmosfera, indagar sobre as forças típicas do Estado. Confesso que tenho mais perguntas que respostas. Um esquema tão intrincado e complexo merece um estudo maior, que só a íntegra das gravações pode esclarecer – ou, ao menos, indicar pistas.

E o Demóstenes, hein? É a pergunta que todos fazem na rua, resignados com o peso do argumento de que todos os políticos são iguais, até mesmo os que incluem a dimensão ética em sua atuação parlamentar. O desgaste que ele produziu na oposição é arrasador. Não se limita ao célebre “são todos iguais”. Avança para outra constatação mais perigosa: se os críticos são como Demóstenes, toda a roubalheira denunciada por eles não passa de maquinação. A sincera constatação popular “são todos iguais” torna-se um dínamo para múltiplas conclusões políticas. A mais esperta delas é: logo, são todos inocentes.

Depois de tudo o que Demóstenes fez, a partir do fragmentos ouvidos, eram inevitáveis as mais variadas repercussões no cotidiano político, em ano de eleição.

O esquema, no conjunto, precisa ser conhecido e pode ser iluminado por uma CPI. Carlos Cachoeira tinha influência nos governos de Goiás e de Brasília, detinha um poder regional. Era bem mais que um bicheiro. Apresentá-lo assim, desde o início, não combinava com o tipo clássico consagrado pela ficção: camisa aberta no peito, colar de ouro, mulatas deslumbrantes, amor à sua escola de samba. Cachoeira, além dos negócios legais, já usava a internet como ferramenta. Organizava loterias federais, disputava a bilhetagem eletrônica no transporte coletivo e mantinha um site de jogos, hospedado na Irlanda.

Ele usa muito melhor os instrumentos do seu tempo do que os bicheiros tradicionais, com seus anotadores sentados em caixotes, esperando a chegada da polícia em nova campanha contra o jogo do bicho, dessas que sempre morrem na próxima esquina, ou na próxima manchete. Os bicheiros sempre desconfiaram da legalização porque tinham medo da pesada concorrência que as novas circunstâncias trariam.

Empresário da era eletrônica, Cachoeira tinha um partido sem programa e decidiu legalizar seu negócio de forma que bicheiros tradicionais nem sequer sonhavam: escrevendo a lei, mobilizando a sua bancada, cuidando da tramitação, dos detalhes formais, garantindo a supremacia no futuro.

Cachoeira tem negócios clandestinos e legais. A maneira como se organizou para tocá-los é típica do pragmatismo de muitos partidos políticos: buscar a proximidade com o governo. Sua proposta era deslocar Demóstenes para o PMDB e aproximá-lo do Planalto. Houve algumas conversas sobre isso nas eleições de 2010. Para Demóstenes seria a morte política por incoerência, talvez mais suave que o atropelamento súbito pelos fatos.

Apesar de sua prisão e da desgraça de Demóstenes, Cachoeira continuou desdobrando a tática de aproximação. Tanto ele como Demóstenes escolheram advogados que, além de sua competência, são amigos íntimos do governo. Uma escolha desse tipo nunca é só técnica. É também política. Representa uma bandeira branca de quem não busca conflitos e anseia por uma saída controlada para um escândalo que ameaça governos do PSDB e do PT.

Leis são como salsichas, é melhor não ver como são feitas. Essa célebre frase atribuída a Bismarck é uma constante na crítica aos Parlamentos. Em caso de um escândalo de intoxicação alimentar, é importante saber como foram feitas. Se Carlinhos Cachoeira foi capaz de criar suas leis, aprovando-as no âmbito estadual e levando-as à esfera nacional, o que não podem outros grupos poderosos e articulados?

Essa vulnerabilidade da democracia, de um modo geral, se torna uma inquietação alarmante no caso singular do Brasil. O momento aponta para a desaparição dos partidos programáticos e abre o caminho para os núcleos de todo tipo, principalmente o partido de tirar partido.

 

FONTE: O ESTADO DE S. PAULO

 

O vapor da cachoeira
Não navega mais pro mar.
Levanta a corda, bate o búzio,
Nós queremos navegar.
Ai, ai, ai, nós queremos navegar.
Minha mãe não quer
Que eu vá lá na casa
Do meu amor.
Vou perguntar pra ela
Se ela nunca namorou.
Ai, ai, ai, se ela nunca namorou.
Eu não sei se corro pro campo
Ou se corro pra cidade.
Mas onde quer que eu vá
Vou cheinho de saudade.
Se eu escrevesse na água
Como escrevo na areia,
Escreveria seu nome
No sangue da minha veia.
Lá, iá, iá, nós queremos navegar

Conferência Cultural Afro Brasileira – Nação Zumbí

Mestres e Professores

Participação especial:

Mestre Jogo de Dentro (Brasil)

Mestre Plinio (Brasil)

Convidados:

Mestre Jai Carrasco (Espanha)

Mestre Olho Blanco (Espanha)

Professor Careca (Portugal)

Professor Capacete (Espanha)

Professor Dudu (Grecia)

Professor Thiago (Francia)

Professor Indio (Brasil)

Professor Geraldo (Holanda)

Professor Maia (Alemanha)

Professor Julio (Espanha)

Professor Papagaio (Espanha)

Preço

Forma de pagamento:

      • Ate o dia 15 de Junho – 85 € (35 € anticipado / 50 € no dia do evento).
      • Depois o dia 15 de Junho – 95 €.

Forma de pagamento para pesoa fora da Espanha.

        • Ate o dia 15 de Junho – 70 € (35 € anticipado / 35 € no dia do evento).
        • Depois o dia 15 de Junho – 80 €.

Para pagar o 35  € anticipado utilizar a conta:

Daniele Bolletta

IBAN – IT92C0301503200000002615527

Email – daniz@nacao-zumbi.com

O preço inclui camisa, workshop, hospedagem (levar saco de dormir).

Hospedagem

Levar saco de dormir.

Informação

Famílias podem se exercitar com movimentos básicos da capoeira

Mistura de arte marcial, dança e jogo inclui passos de ataque e defesa. Atividade melhora equilíbrio, flexibilidade, resistência e força muscular.

Para quem emendou o feriado e tem a oportunidade de passar esta segunda-feira (30) com a família ou entre amigos, é possível aproveitar o dia para se exercitar em grupo, independentemente da condição meteorológica.

Segundo o preparador físico José Rubens D’Elia e o educador Marcos Mourão, passos básicos da capoeira podem ser um bom começo, pois fortalecem os músculos, dão mais equilíbrio, resistência e flexibilidade.

Essa mistura de arte marcial, dança e jogo, que surgiu no Brasil na época dos escravos, inclui movimentos de ataque e defesa. Durante a prática, a pessoa pode se levantar, abaixar, esquivar, girar e chutar.

Com a ginga, os golpes e as acrobacias da capoeira, os adeptos vão ganhando fôlego e saindo do sedentarismo. Também podem melhorar o ritmo – os movimentos são acompanhados de berimbau e cantos –, a coordenação motora e a socialização.

No estúdio do programa, as famílias Navarro e Sittoni executaram os ensinamentos dos especialistas e mostraram que não existe idade para fazer atividade física nem para aprender passos novos.

Antes da prática de exercícios, também vale aquecer o corpo, procurar um lugar confortável e tirar os sapatos. De acordo com os convidados, mexer os pés, bater palmas e até engatinhar pelo chão são algumas das propostas para fazer em casa de forma saudável e lúdica, principalmente para quem tem filhos e netos.

 

Fonte: http://primeiraedicao.com.br/