Blog

Novembro 2012

Vendo Artigos de: Novembro , 2012

NZinga: 30 Anos de Capoeira Angola

Grupo Nzinga de Capoeira Angola

O Grupo Nzinga de Capoeira Angola nasceu em 1995, quando Rosângela Araújo – hoje conhecida como Mestra Janja – passou a residir em São Paulo, em função da elaboração de suas teses de mestrado e doutorado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, na área temática de Filosofia e Educação. Ela vinha de 15 anos de trajetória dentro do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho-GCAP, em Salvador, trabalho conduzido pelo Mestre Moraes, que é uma referência no crescimento e divulgação da Capoeira Angola, no Brasil e no mundo. Durante os anos noventa, vieram unir-se ao Grupo Nzinga: Paula Barreto – hoje Mestra Paulinha – que esteve em São Paulo durante seu doutorado no Departamento de Sociologia da USP, e Paulo Barreto (Mestre Poloca), geógrafo e arte-educador, que participavam do GCAP em Salvador desde sua fundação, e onde Poloca já tinha o título de Contramestre. Na Bahia, Janja, Paulinha e Poloca, conviveram com alguns dos mestres mais importantes e renomados da Capoeira Angola, como Mestre João Grande e Mestre Cobra Mansa.

O Grupo Nzinga volta-se para a preservação dos valores e fundamentos da Capoeira Angola, segundo a linhagem do seu maior expoente: Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha, 1889-1981). A Capoeira Angola é pautada por elementos como Oralidade, Comunidade, Brincadeira, Jogo, Espiritualidade e Ancestralidade. Toda a sua prática carrega em si significados e simbologias para o crescimento e transformação do indivíduo. Em seu ritual, todos participam e cada um é fundamental e único. Entre os princípios fundamentais dessa tradição estão a luta contra a opressão, a defesa de uma Cultura de Paz, a preservação dos valores que herdamos da diáspora africana, o cuidado com as crianças e jovens, principalmente através da cultura e da educação. Daí destacam-se o enfrentamento do racismo e a luta contra a discriminação de gênero. O antirracismo está na própria natureza da Capoeira Angola, que assumiu esse nome como estratégia para se diferenciar da folclorização e da esportização sofrida pela capoeira quando ela foi legalizada e usada como discurso do Estado Novo para divulgar uma pretensa democracia racial no Brasil. Os angoleiros, como são chamados, não aceitaram a descaracterização promovida pela transformação da capoeira apenas em Educação Física, que desprezava fundamentos da convivência e da educação afrobrasileiros mantidos por séculos nas comunidades de capoeiristas. Quanto à luta contra discriminação de gênero, o Nzinga muito se traduz através da liderança de Mestras Janja e Paulinha. Apesar da existência de mulheres capoeiristas históricas, sua trajetória se destaca num mundo eminentemente masculino e machista como o da capoeira.

Nos anos noventa, o Grupo Nzinga acumulou uma série de feitos nas áreas da cultura e da educação, destacam-se as Maratonas Culturais Afro-Brasileiras, que foram discussões, oficinas, celebração e Capoeira Angola, com público diversificado, incluindo movimento Hip-Hop, ONGs e educadores. Os integrantes do grupo foram incentivados a elaborar Pesquisas Acadêmicas: produção de papers, monografias, dissertações e teses como forma de intensificar e informar o diálogo entre a cultura tradicional e a academia. Desenvolveram-se atividades em conjunto com entidades das mulheres negras, centros culturais, escolas e outras entidades congêneres.

Nessa década de 2000, outras novas conquistas: as Oficinas no Fórum Social Mundial, com participação especial no “Forumzinho”, divulgando a Capoeira Angola para crianças de todo o mundo. O lançamento do CD Nzinga Capoeira Angola, a produção de um Clip (seguem anexos) e do vídeo IÊ, Viva meu mestre. O lançamento da Revista Toques d’Angola, um domínio na internet, o sitewww.nzinga.org.br, e a inauguração de novos núcleos de trabalhos do grupo.

Entre os anos de 2001 e 2002, surgiram os núcleos do grupo em Salvador, conduzido por Mestre Poloca, e Brasília, já com número significativo de membros. Ainda em 2001 nasceu o INCAB – Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e de Tradições Educativas Banto no Brasil. Este instituto é a representação jurídica do grupo, além de uma ampliação efetiva no leque de atuação do Nzinga. Desde sua fundação o grupo tinha sido abrigado por entidades parceiras, como o Instituto de Psicologia da USP e o Centro Cultural Elenko, mas em abril de 2003, inaugurou-se a sede do INCAB no Jardim Colombo, Zona Oeste de São Paulo. Nessa comunidade, que é um dos bairros com pior Índice de Desenvolvimento Humano da capital, uma favela menos vistosa que a vizinha Paraisópolis, o Grupo Nzinga traduziu sua vocação ativista organizando ações de complementação pedagógica para crianças da comunidade e oferecendo gratuitamente aulas de Capoeira Angola e Culturas Populares para as crianças e adolescentes do bairro dentro do Projeto Ginga Muleke. No Projeto Kakurukaju, grupos da terceira idade participavam de atividades de conscientização corporal, Capoeira Angola e debates sobre negritude.

Em setembro de 2004, Mestra Janja recebeu a homenagem de Cidadã Paulistana, da Câmara de Vereadores de São Paulo, por sua marcante atuação na preservação e luta dos valores da comunidade negra do país.

2005 foi o ano da internacionalização do trabalho do Grupo Nzinga, com a inauguração dos núcleos em Marburg, na Alemanha, e na Cidade do México; atualmente com núcleos também em Maputo – Moçambique e Londres, e um terceiro núcleo em São Paulo, que funciona na zona norte da cidade, no bairro do Tucuruvi.

Voltando a residir em Salvador, Mestra Janja assumiu a coordenação do Departamneto de Mulheres da Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia – SEPROMI e depois o cargo de professora titular no Departamento de Educação da Universidade Federal da Bahia. Mestra Paulinha dirige o Centro de Estudos Afro Orientais de Salvador – CEAO –  da UFBA,  e Mestre Poloca desenvolve já cinco anos atividades de resgate de lendas e contos africanos com crianças de escolas da rede pública de Salvador. Em São Paulo e nos outros núcleos, o trabalho foi assumido pelos chamados na tradição de treinéis, integrantes mais antigos, responsáveis pela condução das atividades do grupo.

Em 2008, o Instituto Nzinga decidiu mudar sua sede para a região do Largo da Batata, em Pinheiros. Ao se reestabelecer nesse bairro, onde o Nzinga foi sediado por vários anos, um núcleo de atividades passou a funcionar nas instalações do Projeto Viver, no Jardim Colombo, garantindo a continuidade dos trabalhos no bairro.

Os angoleiros e angoleiras do Nzinga são, na sua maioria, pessoas da comunidade, jovens estudantes, universitários, músicos, artistas, professores, trabalhadores…, reunidos numa diversidade de três gerações, no mínimo. Acima de tudo, o Grupo Nzinga é  constituído de pessoas que se conhecem, se gostam, gostam do que fazem e, principalmente, gostam e acreditam em fazer juntos.

 

http://nzinga.org.br – Endereço do Nzinga: Rua Alto da Sereia, 2 – 3º andar – Rio Vermelho C Salvador – BA

Londrina: 5º Simpósio de História e Cultura Afro-brasileira

5º Simpósio de História e Cultura Afro-brasileira termina com música neste domingo em Londrina

Este domingo (25) é o último dia para aproveitar as atrações do 5º Simpósio de História e Cultura Afro-brasileira em Londrina. Ao longo do dia, músicos, artistas e roda de capoeira prometem complementar a agenda cultural de Londrina.

O destaque fica para a parte musical do evento no Aterro do Lago Igapó, das 16h às 20h. Banda Ziriguidum,Grupo Vozes Barrocas, Projeto Ovelha Negra Rock Nacional, Mc Rei, Dj Fran, Joaquim Braga e Banda Ensaio de Blues sobem aos palcos.

Está programada também a apresentações da Capoeira Angola no Espaço Cultural Vila Brasil e no Calçadão, no período da tarde. A Vila Brasil também abrigará um sarau cultural com muitas atrações.

Haverá ainda um espetáculo de hip hop “O uso negro e ourso branco”, na Gibiteca Zona Norte, e várias outras atividades no mesmo local e o culto afro na nona Igreja Presbiteriana Renovava, localizada na Rua Francisco Gabriel Arruda.

Durante os 15 dias, o 5º Simpósio de História e Cultura Afro-brasileira em Londrina promoveu experiências diversificadas ao público participante, como visitas a quilombos, palestras em escolas, visitas à terreiros, projeções de filmes, oficinas de estética negra na periferia, apresentações musicais em homenagem a Clara Nunes, discussão da temática violência e juventude e a realização do segundo Cortejo Afro.

Ainda neste domingo, será realizado o 5º Encontro Municipal da Rede de Mulheres Negras de Londrina DST, HIV, AIDS, DOENÇA FALCIFORME. O evento ocorre na Rua Astolfo Nogueira, 191.

 

http://londrina.odiario.com

Tradições e linhagens da capoeira angola baiana são tema do livro Jogo de Discursos, de Paulo Magalhães

Lançamento na Barroquinha conta com música, capoeira e poesia

O lançamento do livro Jogo de discursos – A disputa por hegemonia na tradição da capoeira angola baiana abrirá as comemorações da semana da consciência negra em Salvador. O evento será realizado no dia 19/11/2012, segunda-feira, a partir das 18h, no Espaço Cultural da Barroquinha. Além da apresentação da publicação, haverá uma apresentação músico-poética do grupo Vira Saia, roda de capoeira angola, coquetel e confraternização.

Fruto da dissertação de mestrado em Ciências Sociais do jornalista Paulo Magalhães,Jogo de discursos trata da diversidade de tradições relativas às diferentes linhagens e heranças na capoeira angola, trazendo uma vasta pesquisa na imprensa baiana e entrevistas com 18 mestres. Publicado pela EDFBA, o livro será comercializado neste dia por um preço especial de lançamento.

O lançamento do livro integra as atividades do evento O Sabor do Saber Ancestral, realizado pela ACANNE (Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro) no período de 19 a 24 de Novembro de 2012, composto por uma semana de rodas, oficinas e vivências, tendo como fio condutor a relação entre a ancestralidade, a cultura, as lutas e os valores civilizatórios de matriz africana.

 

Sobre o autor

Paulo Andrade Magalhães Filho é jornalista pela UFMG, especialista em Educação e Relações Étnico-Raciais pela UESC e mestre em Ciências Sociais pela UFBA. Fundador da revistaAngoleiro é o que Eu Sou (BH – MG), foi consultor dos Encontros Pró-Capoeira realizados pelo IPHAN e membro da organização do I Seminário Baiano de Proposição de Políticas Públicas para a Capoeira. Ex-secretário da Associação Brasileira de Capoeira Angola, atualmente compõe a Coordenação de Patrimônio Cultural do Fórum de Cultura da Bahia.

 

Serviço

O quê: Lançamento do livro Jogo de discursos – A disputa por hegemonia na tradição da capoeira angola baiana

Quando: 19/11/2012, segunda-feira, às 18h

Onde: Espaço Cultural da Barroquinha (Praça Castro Alves, Salvador – BA)

Quanto: Entrada gratuita

 

Maiores informações:

 

Paulo Magalhães

(71) 8741-1251 / 9273-7765

paulomagalhaes80@gmail.com

 

Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro

Rua do Sodré, nº 48, Largo Dois de Julho

Salvador – Bahia – Brasil

acannemestrerene.blogspot.com

RJ: Capoeira volta ao Valongo

Após mais de um século enterrado, cais onde escravos aportavam no Rio de Janeiro vira ponto de encontro de roda de capoeira com projeto de difusão cultural e ensino de História

Cultura africana, memória dos escravos, arqueologia e ensino de história. Tudo isso reunido em uma roda de capoeira em uma das áreas mais representativas para os negros da região Sudeste, o Cais do Valongo. Essa é a proposta do Grupo Kabula, que realiza neste sábado (17), às 10h30, sua quinta roda na zona portuária do Rio de Janeiro.

Partidários do estilo de capoeira Angola, os participantes promovem o trabalho desde junho, em parceria com outras rodas que já aconteciam no Centro da cidade. Carlo Alexandre Teixeira da Silva, mestre de capoeira e organizador do evento, explica o cunho educativo e cultural das rodas, que acontecem mensalmente: “A gente decidiu pensar a ocupação do espaço público, pensar o Rio e este momento desenvolvimentista que estamos vivendo”.

“A roda é importante para falar sobre a história da cidade, especialmente as descobertas arqueológicas”, diz, referindo-se aos diversos artefatos e sítios que vêm sendo encontrados na zona portuária por causa das obras para a Olimpíada de 2016. Um desses locais desenterrados é o próprio Cais do Valongo, onde aportavam os escravos que chegavam ao Brasil até o século XIX.

Outras rodas tradicionais do Centro do Rio que se uniram à do cais foram a da Cinelândia e a da feira do Lavradio. “Queremos transformá-la em um pontão cultural, que integre vários grupos de capoeira. Um pontão onde possamos continuar esse movimento, oferecer oficinas paralelas e trazer a consciência crítica sobre o que está acontecendo na cidade”, comenta o mestre. O grupo Kabula tem uma ONG sediada em Londres, onde promove o intercâmbio cultural, levando as nossas raízes africanas para a terra da rainha: durante o verão, algumas rodas movimentam a capital inglesa.

 

Roda que vem de longe

A capoeira Angola, jogada nas rodas do Valongo, guarda fortes conexões com as raízes africanas: tem foco maior na dança e na ludicidade em detrimento à luta. É possível notar que o movimento é peculiar, diferente do estilo mais popular, conhecido como ‘Regional’. “Mal comparando [os dois estilos], é como se fosse o samba do morro e o pagode. O do morro é mais tradicional, usa elementos mais próximos às raízes africanas, assim como a capoeira Angola. Ela tenta não utilizar recursos de outras tradições, não usa lutas marciais orientais”, explica Mestre Carlo Alexandre. Segundo ele, isso a torna mais próxima da prática dos escravos na época do surgimento da dança. “Muda a forma de cantar, de jogar. Todo o ritual é mais complexo. Há um equilíbrio da parte dançante, teatral, marcial, cultural. Ela não é só luta”, conclui.

Mas a capoeira Angola não recebe este nome por ser originária do país africano. Mestre em História Social pela USP e integrante do Grupo Capoeira Santista, Pedro Figueiredo da Cunha lembra que o estilo só ganhou este nome em meados do século XX. E no Brasil mesmo.

Em 1928, Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba, decidiu adaptar a capoeira e focar mais na vertente marcial, anunciando a criação da Luta Regional Baiana. Assim surgiu o estilo. “Ele queria mostrar a eficiência da capoeira em relação a outras artes marciais que estavam ganhando fama no Brasil, como o jiu-jitsu”, lembra o pesquisador. Antes disso, segundo ele, não havia um ensino metódico. As lições passavam de mestre para discípulo e podiam variar. “Ele enxergou uma necessidade de melhorar a metodologia de ensino para valorizar a capoeira como luta”, afirma. Em resposta ao movimento de Mestre Bimba, Mestre Pastinha – Vicente Joaquim Ferreira Pastinha – institucionalizou a capoeira tradicional com o nome de ‘Angola’, em 1941. Ele também criou Centro Esportivo de Capoeira Angola, que hoje é uma referência para os seguidores do estilo.

Mas não é preciso se prender a um estilo para praticar a dança ou luta. “Assim como em cada região tem um sotaque diferente, a gente também percebe isso no corpo. Muitas pessoas, para tentar se encaixar em um estilo, acabam ignorando o seu ‘sotaque corporal’. O principal seria cada grupo valorizar as suas raízes e procurar desenvolver um trabalho bem fundamentado para não virar nem uma cópia malfeita de outro estilo nem uma deturpação do que é a capoeira”, aponta Figueiredo.

Se no passado o Cais do Valongo foi considerado um lugar de sofrimento para os negros que chegavam acorrentados para uma vida de penúria no Brasil, agora se torna um ambiente de confraternização e celebração da cultura africana.

O cais fica na Avenida Barão de Tefé, Centro. Se chover, o evento acontecerá sob o elevado da Perimetral, na esquina da avenida. O tema da roda que acontece neste sábado será “O batismo de africanos adultos no recôncavo do Rio de Janeiro”, com apresentação pela professora Denise Vieira Demétrio, pesquisadora do assunto e doutoranda em História pela UFF.

 

Serviço:
Onde: Cais do Valongo, Avenida Barão de Tefé, Centro. Rio de Janeiro
Horário: 10h30

 

Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br

Capoeira unindo famílias e corações – Zum Zum Zum, Capoeira Acha um!

DURANTE RODA DE CAPOEIRA, MEMÓRIA DE MIGUEL(PACIENTE COM TRANSTORNO MENTAL) TEM INSIGHT INCRÍVEL

Interno estava sem contato com a família há 26 anos e não se lembrava de nada em relação a sua vida, mas na roda, teve a capacidade de expressar verdades escondidas.

Mais um caso envolvendo usuário do serviço de saúde de São Bernardo teveum final feliz. Desaparecido há 26 anos, Miguel Ribeiro, paciente da ResidênciaTerapêutica Masculina da cidade, finalmente reencontrou seus familiares. Curiosa foi a circunstância como se deu este reencontro. Miguel não trazia lembrança alguma em relação à história de sua vida e não verbalizava nenhuma informação que pudesse levar ao paradeiro de seus familiares, amigos ou algo que sinalizasse sobre sua trajetória.
E foi durante uma roda de capoeira comemorativa ao aniversário do Caps III para pacientes com transtornos mentais realizada pelos adolescentes que utilizam o serviço de saúde mental Caps ad Infanto Juvenil (tratamento em uso e abuso de álcool de outras drogas) realizado pelo Projeto Beija-Flor Capoeira com supervisão do Professor de Educação Física do Caps Infanto Juvenil da PMSBC, Ricardo. (Os Caps, são centros de atenção psicossocial que substituem os hospitais psiquiátricos e humanizam o tratamento dos usuários dos serviços em saúde mental)

O momento era de muita energia e contemplação, já que vários usuários da redeem saúde mental da PMSBC interagiam e entravam na roda de capoeira. Numdestes momentos, Miguel que hoje está com 49 anos batia palmas sentado na roda e sussurrava algumas cantigas que eram cantadas.
“Foi neste momento que percebi que o Miguel tinha no mínimo, alguma vivência com a arte capoeira já que ele se lembrava de alguns refrões de músicas específicas da roda” relata o Professor.

Miguel então foi convidado para jogar pelo professor e durante o jogo alémde continuar cantando as músicas ele começou a citar o nome de seu Mestre, oMestre Zulu.
“Por algumas vezes ele falava no Mestre Zulu, Salve Mestre! Salve Mestre Zulu!enquanto minimamente conseguia construir um ou outro movimento. Percebieste detalhe e assim a roda transcorreu e ao final dela, conversei com a equipe multiprofissional do Caps III da PMSBC e uma das funcionárias a enfermeira Tatiane Janaina Arrais localizou assim o Mestre Zulu, sua escola de capoeira e também onde Miguel havia cursado o supletivo quando jovem na Escola Estadual Ernestino Lopes da Silva, localizada na Zona Sul de São Paulo.

A equipe da Residência Terapêutica Masculina entrou então em contato coma instituição de ensino e localizou a vice-diretora Luci Billig Costa, que tinha sido professora do paciente e encontrou os familiares de Miguel, que residem em uma colônia alemã em São Paulo.

Miguel, que foi interno do Hospital Lacan durante 10 anos, possui mãe com 80 anos e mais 10 irmãos. Um deles, Benedito João Ribeiro, foi quem o visitou e trouxe alguns documentos, como a carteira profissional do paciente. Ele contaque o transtorno mental de Miguel iniciou entre os 15 e 17 anos, ainda quando trabalhava em uma oficina mecânica. Depois foi internado em um hospital psiquiátrico em Sorocaba e, no dia seguinte do Natal, no qual passou com afamília, desapareceu. Os familiares o procuraram em hospitais, delegacias eaté no IML (Instituto Médico Legal) e ainda hoje buscavam informações sobre o destino de Miguel.
Este fim de semana Miguel passou na casa da família e, nesta segunda-feira ,retornou à Residência Terapêutica Masculina. O CAPS III de São Bernardo irá ainda acompanhar Miguel durante o período de transição e entrará em contato com a Prefeitura de São Paulo a fim de localizar um serviço psiquiátrico próximo de sua nova residência para que continue o tratamento.

“Não sabemos ao certo qual mecanismo cerebral ativou a memória do Miguele como ele conseguiu relembrar algo ocorrido há 30 anos até em razão da sua condição psíquica que dificulta este processo. O certo é que o ritmo da capoeira traz muito da ancestralidade e instintos primitivos enraizados no ser humano.Talvez este mecanismos cerebral não tenha ocorrido na história de Miguel. Outalvez tenha em forma de insight, uma memória reativada” relata o Professor Ricardo. O certo é que Miguel pode agora abraçar seus irmãos e também a suamãe e eles agora possuem a certeza de que Miguel necessita da atenção e dos cuidados de sua família. Zum Zum Zum, Capoeira Acha um!!!!dois!!!três!!!!muitos!

Ricardo Costa (Beija-Flor)
http://projetobeijaflorcapoeira.webnode.com
e-mail: beijaflor@portalcapoeira.com

Campo Grande recebe o 3º Festival Cultural Roda de Bamba

A Associação de Capoeiristas Roda de Bamba realiza o 3º Festival Cultural Roda de Bamba em Campo Grande. O evento, que tem apoio da Fundação de Cultura do Governo de Mato Grosso do Sul (FCMS), será realizado na Praça Ary Coelho em comemoração ao mês da Consciência Negra e terá início neste sábado (10) e vai até o dia 17 de novembro.

O festival tem como objetivo oferecer entretenimento e cultura para acidade com manifestações histórico-culturais, como Maculelê, que resgatam a luta de Zumbi dos Palmares e de outros quilombolas que foram importantes no processo contra a escravidão no Brasil, segundo o informado pela assessoria da fundação.

Apresentações de puxada-de-rede, capoeira show, tradicional batizado dos novos alunos e a formatura do instrutor Murilo Gadelha também farão parte das comemorações.

Também haverá um workshop, no dia 15 de novembro, sobre capoeira com o Mestre Adilson de São Paulo, com 50 vagas disponíveis. O curso será realizado na concha acústica Helena Meireles, no Parque das Nações Indígenas, com o valor de R$ 35,00.

Diversos mestres de capoeira irão participar do evento, dentre eles, Adilson (SP), Okan (SP), Cicinho (SP), Liminha (MS), Reinaldo (SP), Pernalonga (MS).

Serviço: o evento é destinado ao público em geral e tem a entrada franca. Mais informações podem ser obtidas com Mestre Leandro 9918-0209/9217-3578 e Professor Arnaldo Sorriso – 9218-0209, ou ainda pelo site www.rodadebamba.com.br.

 

Fonte: Capital News (www.capitalnews.com.br)

Capoeiristas do Projeto “Semeadores da Paz”, de Jacareí participam de mostra internacional

As crianças do Grupo de Capoeira Semeadores da Paz, de Jacareí, projeto social mantido pela Guarda Civil da cidade, estão participando da 1ª Mostra Cultural Internacional Oficina da Capoeira. O evento começou na última segunda-feira, dia 5, na EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Profª Delly Gaspar dos Santos, no Conjunto São Benedito, e segue até o próximo sábado, dia 10.

De acordo com o professor de capoeira Marcos Pereira, o Gavial, o evento contará com participação dos mestres Di Pedra (Bahia), Ray e Pernalonga (Minas Gerais), além do norte-americano Sigueijo. O batizado e troca de cordas será no domingo, dia 11, das 9h às 13h, no EducaMais Espaço Centro.

A Mostra segue até esta quinta-feira, dia 8, das 19h às 22h, na Delly Gaspar, e na sexta-feira, dia 9, das 18h às 22h, e no sábado, dia 10, das 8h30 às 17h, no Auditório Ramon Ortiz, no Parque Santo Antônio.

Entre os destaques do projeto está o aluno e capoeirista Pedro Henrique (categoria infantil), que foi campeão em sua categoria no torneio realizado em outubro, em Jacareí.

O grupo de capoeira do Semeadores da Paz conta com um total de 80 crianças e adolescentes e está com vagas para atender mais crianças.

 

Sucesso:

Segundo o professor “o ritmo dos treinos e a exigência do bom comportamento e disciplina são ferramentas que contribuem para que crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade conheçam outras vertentes e tenham novos objetivos de vida. Depois que começaram a se dedicar ao esporte, os meninos voltaram a sonhar, querem fazer faculdade de Educação Física e, futuramente, trabalhar como instrutores de capoeira”, conta o mestre.

 

Fonte: http://www.nossajacarei.com.br

Buriti dos Montes: Profeesor de Capoeira realiza Palestra Sobre Drogas

O Professor de Capoeira Décio, realizou Neste último dia 07/11 uma palestra não só com os alunos da capoeira, como também alguns alunos das unidades de ensino do município, houve explicações sobre o uso indevido das drogas, suas conseqüências ao usar e seus efeitos com o uso excessivo de tais substancias. Assim mostrando para cada criança e adolescente os perigos dessa epidemia que tanto esta acabando com nossa juventude. “Esse trabalho foi simples mais muito gratificante, pois o conhecimento desde cedo sobre tal assunto é proveitoso para um futuro próximo, e nisso nossos jovens possam saber e jamais ingressar neste mundo sombrio.” Disse o professor.

 

Fonte: http://180graus.com

Aconteceu: Projeto Capoeira, História e Musicalidade

Projeto Capoeira, História e Musicalidade faz apresentação na Rua do Lazer

O Projeto Capoeira, História e Musicalidade realizou na noite de sexta-feira (28), na Rua do Lazer, uma apresentação do grupo de capoeira Legião Brasileira.  O evento que está sendo desenvolvido através de uma parceria com a Fundação Antônio dos Santos Abranches (FASA)  e que foi idealizado por Andersom Fernando e Maresa Rebecca, ambos do curso de História da Católica, busca difundir essa expressão cultural brasileira que mistura arte-marcial, esporte, cultura popular e música, e que é originária dos povos formadores da nossa cultura, como os índios, negros e escravos.

Andersom Fernando falou que a ideia em lançar o projeto, nasceu de uma experiência fora do Brasil, através de um intercâmbio cultural do qual ele participou na Noruega. Além disso comentou sobre o preconceito que essa arte carrega aqui no país. “O projeto nasceu da experiência fora do Brasil, pois foi onde encontrei o ambiente perfeito para propor esse tipo de atividade pedagógica. Lá, eu realizei algumas apresentações culturais e pude perceber o imenso valor que as pessoas deram, ao contrário do Brasil. Então, esse foi o fator predominante, foi o que me motivou a trazer para a Universidade a capoeira e quebrar com esse estigma de que ela é marginalizada apenas por representar culturalmente a periferia”, destacou.

O projeto ao todo conta com quatro grupos de capoeira. O grupo Capoeira Gerais, do Curado I, o grupo Raízes de Angola, de São Lourenço da Mata, a Escola Perna Pesada, de Recife, além do grupo Legião Brasileira, de Camaragibe que se apresentou esta noite. O professor do grupo Legião Brasileira, Traíra, comentou sobre os objetivos e os benefícios que a prática da capoeira permite. ” Nosso maior objetivo é o de educar e socializar nosso alunos. Como boa parte moram de regiões de risco, ou seja, são de áreas periféricas, buscamos livrar todos eles do caminho das drogas, do álcool e do tráfico”, afirma.

A aluna de Jornalismo Daniele Monteiro conta sobre a importância do evento. “Eu acho muito importante a propagação dessas atividades, pois elas resgatam e valorizam a nossa cultura, que por sinal é muito rica”, diz.

Fonte: http://www.unicap.br

AACD: Superação através do Esporte

“Inclusão e Equilíbrio são alguns limites vencidos pelas crianças da AACD através da capoeira…”

Caros amigos, segue a metéria feita pela revista Fácil que será usada no TELETON de 2012, onde a nossa Capoeira é enfatizada como meio de ajuda a portadores de deficiência da AACD.

Aproveito o ensejo também e me ponho a disposição para palestras, workshops e cursos de Capoeira e capacitação para professores e Mestres que queiram trabalhar nesta vertente da nossa Arte Maior a CAPOEIRA.

 

Contatos:

Mestre Júnior – mestrejunior1@gmail.com

(xxx81)97701889 Tim – 86192109 Oi.

 

AACD: Gabriel José Mesquita Monteiro Dias – Marketing (Recife)  – gjdias@aacd.org.br

 

Iê maior é Deus, grande pequeno sou eu