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Outubro 2014

Vendo Artigos de: Outubro , 2014

Berlin: Mestre Bailarino em entrevista a NPR

Na semana passada, Meryl Prettyman da Focus Pilates sentou-se para uma entrevista com o Mestre Bailarino (International Capoeira Raiz) no Jugendhaus CHIP para discutir a cultura da Capoeiragem e como esta a Capoeira em Berlim. 

Capoeira é um estilo brasileiro de artes marciais com dança e música, acompanhados por tambores. Na master class que vemos no vídeo acima, 20 estudantes participaram de uma sessão de Capoeira warm-up, seguido de uma sessão de tambor e música, e uma entrevista com Bailarino, um Mestre de Capoeira, para terminar a aula.

 

{youtube}HwDRho0ELrg{/youtube}

 

English:

Capoeira Master Explains The Brazilian Style Of Martial Arts

This past week, Meryl Prettyman of Focus Pilates sat down for an interview with Mestre Bailarino of International Capoeira Raiz at Jugendhaus CHIP to discuss the culture of Capoeira and what the Capoeira looks like in Berlin.

Capoeira is a Brazilian style of martial arts with dancing and music, accompanied by drums. In the master class we see in the video above, 20 students participated in a warm-up Capoeira session, followed by a drum and music session, and an interview with Bailarino, a Capoeira Master, to finish out the class.

O homem que enviou para a Bahia mais de 500 mil escravos

Se você é negro, ou mulato, são grandes as chances do cidadão do retrato ter tido um papel determinante na sua vida, os secretos desígnios do sangue e da raça, ele responsável pelo envio de mais de 500 mil escravos do Golfo de Benin, para a Bahia no século XIX. O nome dele é Francisco Felix de Souza, conhecido como Xaxá, não se sabe até hoje se originário de Salvador, do Rio de Janeiro, ou de Lisboa; em todo caso um personagem e tanto que chegou a ser considerado no seu tempo o homem mais rico do mundo.

O Xaxá viveu uma vida de fausto e esplendor, ainda que recluso pelas circunstâncias de sua profissão de comerciante de escravos. Não arriscava sair da feitoria para exibir sua riqueza nos salões da nobreza e dos potentados europeus. Temia a vigilância cerrada dos ingleses que desde 1807 policiavam, com relativo sucesso, o tráfico de seres humanos, apreendendo navios negreiros e estabelecendo multas, castigos diversos e prisão inclusive aos responsáveis e implicados.

O Xaxá era ele próprio um escravo no seu harém de fausto e esplendor, o ouro que possuia não podia sair do país e não tinha outra serventia a não ser a ostentação. Viveu como um Rei, exibindo grossas correntes de ouro no pescoço e numerosos anéis de brilhantes nos dedos e já idoso segurava na mão uma bengala com castão de ouro. Na mesa de jantar servia os convidados em rica porcelana chinesa, talheres dourados, pratos de prata e copos talhados, ornamentados com pedras preciosas.

Viveu como um monarca e morreu na hora certa, em 08 de maio de 1849, dois anos antes do último navio negreiro que aportou em Salvador: o Relámpago. Este episódio marcou em definitivo o fim do comércio de seres humanos e se vivo fosse o Xaxá teria assistido a sua ruína, já que então possuía na sua feitoria doze mil escravos para vender, ou seja, doze mil bocas para alimentar e doze mil corpos para cuidar e vestir. E a nova situação implicaria não ter mais receita para cobrir os custos.

A sua morte repercutiu entre o governo e a elite da Bahia, em especial entre capitalistas, companhias de seguros, traficantes de escravos, capitães de navios e senhores de engenho; mas não menos do que no reino de Daomé (Benin) onde o Rei Ghézo enviou para seu funeral 80 Amazonas e quis sacrificar sete nativos na sua homenagem, rito este recusado pelo primogênito do Xaxá. Ao morrer deixou 51 mulheres viúvas (negras e mulatas) e mais de 80 filhos varões, um número inestimável de filhas mulheres e algumas centenas de netos.

O maior feitor de escravos que já existiu sobre a face da terra teve a Bahia como destino preferencial de seu comércio, em função dos convênios do privilégio da exportação de tabaco de refugo do Recôncavo para a África. Do Porto de Salvador partiam barcos contendo rolos de fumo que retornavam trazendo mão de obra escrava. E foi assim que centenas de milhares de africanos provenientes do Golfo de Benin aqui aportaram para viver e morrer, escravizados; para trabalhar e ter muitos filhos e descendentes que formaram a miscigenada família baiana.

 


Nelson Cadena
 é jornalista e escritor. Pesquisador das áreas de comunicação e história da Bahia há mais de 30 anos. Escreve para o Jornal Propmark, Revista Propaganda, Jornal Correio, Revista Imprensa e no site do Sinapro-Bahia. Idealizador e editor do maior site de pesquisa sobre comunicação do Brasil (www.almanaquedacomunicacao.com.br). Autor dos livros: Brasil. 100 Anos de Propaganda; e 450 Anos de Propaganda na Bahia.

Aécio e Dilma: do FUNK à CAPOEIRA

O Portal Capoeira compilou de uma matéria publicada recentemente na EXAME.COM dois momentos interessantes dos candidatos presidenciais e apresenta aqui para a comunidade capoeirística de forma descontraída sem nenhum tipo de intuito político ou eleitoral… apenas como uma leve e descontraída curiosidade… (O Editor)

“Os momentos interessantes e engraçados de Dilma e Aécio na campanha”

A campanha das eleições de 2014 pode ter sido tensa e cheia de ataques de todos os lados. Mas existiram alguns breves momentos de respiro e risos, para os candidatos ou eleitores.

Teve, por exemplo, a presidente Dilma Rousseff (PT) fazendo o passinho do funk e Aécio Neves (PSDB) jogando capoeira com Ronaldo. Tudo para se aproximar mais do eleitor.

 

“Vai, Dilma. Vai, Dilma”

O “baile” aconteceu durnte um encontro com jovens em Belo Horizonte (MG), ainda durante o primeiro turno das eleições. Depois de assistir à chamada batalha do passinho, a presidente foi convidada para seguir os dançarinos. Sem hesitar, ela aceitou o convite.

{youtube}D9ASrXeKXu4{/youtube}

 

Aécio e a Capoeira

Enquanto Dilma dançava o passinho do funk, Aécio mostrou que também tem o seu gingado. Durante uma visita à Central Única das Favelas (CUFA), o candidato do PSDB ensaiou alguns golpes de capoeira. E o desafiado foi ninguém menos que o ex-atacante da seleção brasileira Ronaldo Fenômeno.

O “jogo” está já nos primeiros minutos do vídeo.

 

{youtube}vU-jLVumH0M{/youtube}

 

Fonte: Firas Freitas é redator de EXAME.com. Seu e-mail é firas.freitas@abril.com.br

 

Aconteceu: batizado de capoeira no Ponto de Cultura Batukada

Mestre Tucano Preto fará batizado de capoeira no Ponto de Cultura Batukada

O evento aconteceu na sexta-feira, dia 24/10  e contemplou 70 participantes

Manaus – Na última sexta-feira, o Ponto de Cultura Batukada recebeu o Mestre Tucano Preto, de São Paulo, para batizado e troca de cordas dos alunos de Capoeira. A atividade é desenvolvida desde 2011 e atende crianças, jovens e adultos.

O batizado de capoeira, que tem o objetivo de graduar os novos alunos e a troca de corda dos veteranos, contemplando 70 participantes, ocorrerá no pátio do Ponto de Cultura Batukada, localizado à Rua Emílio Moreira, Praça 14.

Além da participação do Mestre Tucano Preto, o evento contará com a participação de outros professores de grupos de capoeira de Manaus.

 

Fonte: assessoria / portal@d24am.com

Cidadania: ENTRAR NA RODA


Cantigas de roda | Brincadeiras cantadas

Contação de história | Construção de brinquedos

 

No dia 25 de outubro de 2014 (sábado), das 15 às 17 horas, o Projeto 

Cirandando Brasil, comandado por Nairzinha, dá continuidade ao seu 
projeto de resgatar a cultura da brincadeira no Brasil. Atividade realizada 
no Museu Carlos Costa Pinto, para crianças de todas as idades 
(acompanhadas com responsável)com entrada franca.
 
Ajude o LAR VIDA doando uma lata de leite.
 

Mais informações: www.cirandandobrasil.com.br

 

SERVIÇO:

ENTRAR NA RODA
Data: 25 de outubro de 2014 (sábado)
Horário: das 15 às 17 horas
Local: Museu Carlos Costa Pinto
Público alvo: Crianças da Cidade do Salvador 
(crianças acompanhadas com responsável)
Atividade Gratuita

Campo Grande: 1º Festival Nacional Arte Capoeira Inclusiva

Capoeira Inclusiva, hoje, é uma atividade de referência internacional, em decorrência aos encaminhamentos sistematizados e fundamentados, tanto na prática, como na teoria, dentre várias áreas do conhecimento que permeiam o trabalho que é interdisciplinar.

Foi publicada recentemente a primeira literatura com o tema Capoeira Inclusiva: “De Mãos Dadas e Sem se Olharem”, foi tão bem-vinda que está em mais de 30 países e com vários lugares do território nacional e no exterior implantando tal modalidade sob nossa assessoria.

Após 15 anos de trabalho que começou apenas como uma simples vivência voluntária em busca de motivação pessoal tornou-se uma das maiores modalidades de ACESSIBLIDADE CULTURAL E DESENVOLVIMENTO HUMANO.

Devido à expansão foi lançado para este ano o FESTIVAL NACIONAL ARTE CAPOEIRA INCLUSIVA que contará com o apoio da Fundac e  com a presença de vários profissionais que já estão atuando na área, em outros estados.

São atendidas pessoas com Síndrome de Down, déficit intelectual, deficientes visuais, dentre outros, integrando-os em eventos, rodas públicas e apresentações com outras pessoas, a fim de atender um dos requisitos básicos que é o do convívio social e sua participação efetiva no processo de construção da cidadania em âmbito geral.

 

{youtube}v4YHD0YR_Dg{/youtube}

 

Local: Armazém Cultural

Data:

24 de outubro a partir das 14h.

25 de outubro a partir das 8h

Abertura Oficial: dia 24 de outubro – sexta-feira – 18h

Mais informações com Prof. Josimar Araujo – Instrutor Vermelho

Neuropsicopedagogo   9264-3070

 

Fonte: http://www.acritica.net/

ONG mapeia influência da cultura africana no Morro da Mangueira

PUBLICAÇÃO MAPEIA PRÁTICAS AFRICANAS NA MANGUEIRA

Cartografia das Práticas Culturais Africanas na Mangueira

Será lançado no próximo dia 16, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), a publicação “Cartografia das Práticas Culturais Africanas na Mangueira”, que reúne relatos, entrevistas e fotos contando o surgimento da comunidade da zona norte do Rio, além de resgatar a cultura afro-brasileira da região. Iniciativa da ONG Arte de Educar, o levantamento foi feito por estudantes de 7 a 16 anos, que mapearam e entrevistaram personagens que ajudam a contar a história das influências africanas na Mangueira. Os pesquisadores-mirins também participaram de rodas de conversas com representantes de religiões africanas. “É uma forma de promover diversidade religiosa na educação”, comenta a gestora de projetos da Arte de Educar, Lolla Azevedo, em entrevista à Agência de Notícias das Favelas. Além da publicação, a ONG também fez um mapeamento socioambiental dos desafios encontrados e um vídeo das tecnologias populares existentes na favela.

Estudantes lançam mapa da cultura africana da Mangueira

Os moradores da favela da Mangueira, zona norte do Rio, poderão conhecer muitas histórias escondidas sobre suas origens africanas, que vão muito além do samba. A publicação ‘Cartografia das Práticas Culturais Africanas na Mangueira’, produzida pela Arte de Educar e estudantes, reúne relatos, entrevistas e fotos que contam o surgimento da comunidade e resgatam a cultura afro-brasileira na região. O lançamento será no dia 16 de outubro, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), na Quinta da Boa Vista.

Em percursos diários a vielas, diferentes localidades e casas da Mangueira, estudantes da Arte de Educar, de 7 a 16 anos, mapearam e entrevistaram personagens que ajudam a contar a história das influências africanas na comunidade.

De acordo com Lolla Azevedo, gestora de projetos da Arte de Educar, o levantamento valoriza a cultura local e aproxima crianças e jovens do aprendizado. “Valorizamos as diferenças e, através delas, criamos os diálogos. Aprendemos com os diferentes. Com nosso trabalho buscamos formar pessoas curiosas, observadores e que possam transformar suas próprias realidades”.

Os estudantes também participaram de rodas de conversas com representantes religiões africanas. “É uma forma de promover diversidade religiosa na educação”, comenta Lolla.

Das benzedeiras às parteiras

Nas pesquisas de campo, os estudantes descobriram que a Mangueira ainda preserva viva uma antiga crença: cuidar de saúde com “benzimento”, uma forma antiga de tratar várias doenças com amuletos, chás, garrafadas e ervas medicinais, usada desde a Idade Média na Europa.

Passando de geração a geração, as rezadeiras, curandeiras e benzedeiras são como guardiãs da memória de uma cultura popular africana que se propaga. Dona Ivanise, conhecida na comunidade como Dona Neném, é quem explica: “Quando a mulher se torna mãe, ela aprende a rezar seus próprios filhos”. Ela afirma que sempre cuidou dos filhos com ervas medicinais, pois aprendeu com sua mãe. Muito procurada e conhecida na comunidade, Dona Neném explica que é curandeira, não rezadeira. “A curandeira não reza, trabalha com as ervas”.

Já Dona Esmereciana Santos de Sena, 68, além de rezadeira, era também parteira. Mais conhecida como Dona Diara, também aprendeu a rezar com sua mãe e nunca mais parou. Ainda reza e, atualmente, ensina seus dois netos, para que essa atividade não se perca na comunidade.

Dona Luzia é uma das mais antigas rezadeiras da Mangueira. Com 95 anos, acompanhou o crescimento da comunidade e o desenvolvimento da cidade. Na pesquisa com os estudantes, ela lembrou de uma prática bastante comum realizada quando alguém fraturava pernas ou braços. “Era comum esquentar a clara de ovo e imobilizar a região fraturada com alguns pedaços de bambu e panos embebidos. O tempo de imobilização, segundo ela, variava de acordo com a idade da pessoa. Uma criança de 10 anos, por exemplo, ficava com a tala por 10 dias”, conta.

Professor Kong: luta pela valorização da capoeira

Carlos Silva, o Kong, é atualmente um dos únicos educadores que propagam a prática da capoeira no morro da Mangueira. Praticante desde 1986, no projeto Re-criança, com o mestre Canguru, Kong treinou com o contramestre Corisco, o mestre Parazinho e atualmente está treinando com o mestre Bahia.

Trabalhando com educação integral na Arte de Educar, há cinco anos, Kong desempenha também um trabalho no condomínio Mangueira 2 com crianças e adultos da localidade, envolvendo capoeira socioeducativa. “A capoeira não é muito valorizada na comunidade”, lamenta Carlos.“Por ser considerada dança e não luta, muitos meninos não se interessam tanto”. Outro preconceito toca na questão da intolerância religiosa e da associação entre capoeira e religiões de matrizes africanas.

Segundo Kong, o estigma sobre a capoeira e ser capoeirista está mudando, com a valorização de algumas práticas culturais africanas, mas ainda há algum preconceito, que atinge não só a capoeira, mas todas as práticas culturais de origem africana.

Inovação do ensino

A pesquisa das práticas culturais africanas na Mangueira foi realizada pelo Núcleo de Memória da Arte de Educar. Nele, são desenvolvidas oficinas de fotografia, vídeo e criação de textos com o objetivo deproduzir reflexões das identidades socioculturaisda comunidade, em diálogo com as demais produções contemporâneas, através do olhar do jovem para a sua realidade.

Em 2013 e 2014, as pesquisas de campo foram desenvolvidas também em diálogo com experiências de dois parceiros: a EMOP (Empresas de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro), responsável pelas obras a serem realizadas no PAC 2, e um grupo da Argentina que visitou a Arte de Educar, o Fronteras Migrantes.

Além da publicação ‘Cartografia das Práticas Culturais Africanas na Mangueira’, a Arte de Educar também fez um mapeamento socioambiental dos desafios encontrados e um vídeo das tecnologias populares encontradas na favela.

 

Fonte: Agência de Notícias das Favelas

 

Mestre Acordeon: Diários de bicicleta

Desde 2008, a cada 18 de outubro, brasileiros e norte-americanos festejam o Mestre Acordeon Day na cidade de Berkeley (EUA). On the road, de bicicleta, o baiano de 71 anos fez sua jornada de herói

Uma história é feita de décadas de tempo, a outra, de milhares de quilômetros. Em determinado momento, se encontram, como numa encruzilhada. Capoeira já foi crime previsto pelo código penal brasileiro, hoje corre o mundo incensada. No próximo sábado, 18, a cidade de Berkeley, nos Estados Unidos, vai celebrar o Mestre Acordeon Day, como acontece desde 2008. O ilustre homenageado vive lá há 35 anos. Aos 70, já tendo feito de um tudo – deu milhares de aulas, escreveu livros, compôs músicas, gravou discos, participou de documentários -, decidiu partir para a viagem de uma vida. Em setembro de 2013, saiu de bicicleta da baía de São Francisco tendo como destino a Baía de Todos-os-Santos, beira de onde nasceu.

Quando começou a contar a ideia para a família e para os amigos, unanimemente acharam que ele estava ficando doido. Foi, então, “racionalizando” o plano. Ia ficar um ano fora da academia, mas da viagem sairiam mais um livro, mais um disco, mais um filme. Para justificar perfeitamente, estabeleceu que o dinheiro arrecadado com a venda desses produtos seria destinado ao Projeto Kirimurê, que criou há oito anos para enriquecer a vida de crianças e adolescentes do bairro de Itapuã. Por trás do discurso, era outra a verdade maior. “O que eu queria mesmo era fazer uma imersão pessoal, uma investigação de mim mesmo”.

Seu desejo era estar só, ao sabor do vento, mas os alunos foram se empolgando com a travessia. Quando viu, estava como Forrest Gump, cheio de seguidores. Em cada canto onde parava para conhecer grupos de capoeira, mais gente se juntava ao grupo. Chegou a contar 29 bicicletas na comitiva. Quando chegou a Salvador, depois de pedalar cerca de 20 mil quilômetros em um ano e 12 dias, eram 15 ciclocapoeiristas. Entre eles estava a americana Suellen Einarsen, 57, mais conhecida como mestre Suely, esposa de mestre Acordeon. Ela ficou com tanto medo de todas as coisas ruins que poderiam acontecer que preferiu ir junto, em vez de ficar só imaginando.

Ainda nos Estados Unidos, a armada criou uma plataforma de financiamento coletivo para custear a viagem, mas desde sempre tratava-se de ter disposição e coragem. Seguindo pela rodovia pan-americana, a ajuda foi chegando de muitas partes. Com um “buenas tardes, señor”, saíam comida, suco, um lugar para passar a noite. Às 4 da manhã, já estavam de pé, para aproveitar o dia, quando rodavam 80, 90, 100 quilômetros. Além do desgaste físico, tinha o sol forte, o vento de derrubar, a chuva insistente. “Essa canseira não me ganha”, Acordeon repetia, desafiando a si mesmo.

Fonte: http://atarde.uol.com.br/

Lisboa: Seminário Capoeira e Globalização

Seminário : Capoeira, globalização e cultura Afro-brasileira que ocorrerá dos dias 16 a 19 de outubro no Centro Cultural de Carnide, em Lisboa.

O nosso seminário tentará debater questões importantes da capoeira e questionar o que temos feito desta forma de arte, o que dela se pretende? Quais os seus impactos nas culturais locais? Quais as formas de apropriação da capoeira no contexto transnacional? Qual os seus atuais dilemas e o que se pretende dela no futuro?

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Fé e Alegria – Legado Mestiço Brasileiro

FÉ E ALEGRIA Legado mestiço brasileiro – por Lucia Correia Lima Senac Pelourinho Salvador

Lucia Correia Lima é fotojornalista documentando a cultura afro-brasileira desde o início de sua carreira, quando foi pioneira como mulher, trabalhando na imprensa de Salvador e do sul do país. Na Bahia acompanhou profissionalmente os blocos afros, a capoeira e o candomblé, além das manifestações do Recôncavo Baiano. A importância da cultura negra na vida de Lucia vem desde a infância quando foi iniciada no candomblé. Adulta vivenciou intensamente desde os primeiros carnavais do bloco afros, como Ilê Aiyê, Badauê, Apaches do Tororó e Olodum

Nessa exposição, temos parte da mostra levada para Paris, intitulada Herança Africana, quando foi convidada pela Associação França-Bahia para evento de Renascimento do Pan-africanismo, de valorização do patrimônio africano no mundo. São fotografias da Saída de Iaô, do Ilê Axé Sarapocan de São Francisco do Conde, de Pai Tero. Temo aí um registro do transe de Oxalá, Iansã e Iemanjá e de uma das mais singulares manifestações da região, os Capas Bodes.

A segunda parte da mostra conta com fotografias editadas para a exposição em Salvador, do Carnaval Cultural. As imagens foram produzidas durante a cobertura fotográfica do povo nas ruas e do carnaval no Centro Histórico da cidade de Salvador/Bahia.

Lúcia Correia Lima nasceu em Salvador, mas passou a infância na pequena Alagoinhas, onde aos nove anos se apaixonou pela fotografia. Na praça do coreto, entre um sorvete e outro, se deixava se magnetizar pelo oficio mágico de “seu Joaquim”, o fotógrafo lambe-lambe. Aos 17 anos, em São Paulo, descobriu o jornalismo, na revista REALIDADE da Editora Abril, quando ganhou em equipe o Prêmio Esso de Jornalismo, principal. Sempre escrevendo e fotografando suas matérias, integrou equipes por diversas vezes premiadas pela seriedade e qualidade de seu trabalho. Após a revista Realidade vivenciou a revolucionária experiência de jornalismo independente, em O Bondinho, da Editora Arte e Comunicação, onde fez parte da equipe que ganhou prêmio Esso “de Contribuição à Imprensa”. E na mesma editora montou e manteve o laboratório fotográfico da Revista FOTOGRAFIA. Que teve inicio na famosa casa Fototica.

 

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De volta a Bahia trabalhou nos principais jornais de Salvador e nas sucursais dos jornais do sul do país. Como repórter-fotográfico do jornal Tribuna da Bahia dirigido por João Ubaldo Ribeiro e Cid Teixeira, foi a primeira mulher profissional da equipe. Teve centenas de fotos publicadas primeira página. A Tribuna da Bahia foi um jornal que inovou graficamente exatamente pelo respeito ao fotojornalismo. Neste período participou da equipe que criou e editou o jornal independente, Boca do Inferno, também ganhador do prêmio Esso na categoria Regional.

No caderno cultural do Correio da Bahia, deixou sua marca, pois escrevia e fotografava – uma novidade na imprensa nacional – registrando através da câmara e textos os principais acontecimentos, com o realismo dos grandes jornalistas e a sensibilidade dos verdadeiros artistas. Na sucursal do Jornal O Globo fez centenas coberturas nacional, com fotos nas primeiras páginas, como da visita do pop star Michael Jackson e na cobertura da falência do Banco Econômico, além de coberturas presidenciais como José Sarney e Fernando Henrique Cardoso.

Retorna à São Paulo, na Editora Joruês trabalhou como repórter e fotógrafa da revista Brasil Extra. Em seguida na mesma editora na Gazeta de Pinheiros e Leia Livro. Produziu nesta época espetáculos do Arrigo Barnabé e Itamar Assunção, no histórico teatro Lira Paulistana; em São Bernardo dos Campos, produziu a Banda de Pífanos de Caruaru.

Como assessora de imprensa trabalho na prefeitura de São Francisco do Conde e como freelance, publicou matérias na imprensa de Salvador especialmente no jornal A Tarde, Correio da Bahia, Tribuna da Bahia, além de diversos sites e blogs.

Participou dos livros com fotos: Zélia Gattai – Crônicas de uma Namorada – Record; Mestre Bola Sete – A Capoeira Angola na Bahia – Pallas; Jean Yves Domalain – Mucugê: o Diamante da Chapada – Governo da Bahia, – Bahia. Produção Geral; Franck Ribard – Le Carnaval Noir de Bahia – L`Harmattan – Paris. Um olhar reescrevendo o Brasil – A look at re-writing Brazil – da Alfabetização Solidária.

Participou também dos calendários com mais onze mulheres fotografas, produzido por Mônica Simões. Ganhou o prêmio para o calendário de fotos do Sindicato dos Jornalistas com mais seis profissionais de Salvador. Publicou trabalhos nas revistas Carta Capital; Afinal, IstoÉ; no Jornal do Brasil; O Estado de São Paulo e muitos outros da Bahia e nacionais. Foi correspondente da revista especializada “CAPOEIRA” da editora Candeia de São Paulo, escrevendo e fotografando. Publicou ensaio sobre bloco afro Ilê Aiyê para revista Leitura da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, entidade que trabalhou por quase duas décadas documentando todas as atividades.

 

Fonte: http://cadernodecinema.com.br/