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Agosto 2015

Vendo Artigos de: Agosto , 2015

Vadiando Entre Amigos: Rio, Europa e São Paulo

Esta crônica tem como foco principal apresentar o movimento Vadiando Entre Amigos, que nasceu no Rio de Janeiro, tem sido semeado pela Europa, e que chega ao Interior Paulista. É claro que toda história contada é meramente parte dela. Para contextualizar o enredo faz se necessário contar um pouco sobre da parte histórica de nossa arte. Em função disto temos consciência que o que se apresenta abaixo é uma parte sobrenadante das capoeiras e dos capoeiras que figuram em nosso cenário histórico e atual.

 

Vadiando: do Rio de Janeiro para o mundo

Ainda nos anos 90 muitos capoeiras do/no Rio de Janeiro assumiram a função de levar adiante os ensinamentos da capoeira angola. Sem a intenção de esgotar a lista, tomo a liberdade de citar alguns nomes. Começando pelos capoeiras do GCAP, que juntamente com Mestre Moraes foram importantes para o novo momento de luta. Mestre como Angolinha (Grupo de Capoeira Angolinha), M. Manel (Ypiranga de Pastinha), Carlão, Urubu (FICA), Dirceu Aquino (Liberdade de Vadiar), Cobrinha (FICA) e diversos outros “amarelo e preto” foram fundamentais para a consolidação da angola em terras cariocas. Mestre Arerê, com sua “Capoeira Raiz” também influenciou diversos capoeiras por aquelas paragens.

Mestre Camaleão, um Astro Rei nesta arte, hoje radicado em Marselle (Franca), bebeu e semeou muita capoeiragem pelo Rio 50 graus. Mestre Marrom e respectivos alunos (Guará, Ferradura, Forro, Fábio Chapéu de Coro, Garça…) também muito tem contribuído para a angola na cidade do sol brilhante e escaldante. Hoje, inclusive, muitos dos alunos de seu Anastácio já consagrados mestres (Guará na França, Ferradura no Rio), tem semeado angola por todas as bandas do mundo, principalmente Europa: França, Espanha, Finlândia, e por ai vai. Em Niterói, M. Formiga, discípulo do M. Zé Baiano (linhagem do M. Gato Preto, Berimbau de Ouro da Bahia), sempre desenvolveu um excelente trabalho de resgate para preservação de nossa arte.

Vai daí que, ainda nos anos 90, sentindo a necessidade de promover interações e solidificar as diferentes angolas (sim, há diferentes angolas!) em terras cariocas, alguns mestres deram início à realização de rodas itinerantes. O objetivo não era outro senão o de vadiar, promover troca de fundamentos e visões sobre nossa arte. Nasceu então o Vadiando Entre Amigos, um dos mais belos movimentos de capoeira angola, tendo como precursores os Mestres Marrom (Ladeira Ary Barroso do Copaleme), Formiga (Morro da Igrejinha, Pendotiba, Niterói) e Camaleão (Morro do Turano, Tijuca).

Tive o privilégio de participar e documentar muitas vadiações e vários Vadiandos, entres os anos de 1999 e 2002. Cada evento tinha duração de 3 a 6 horas de muita vadiagem. Nas palavras do M. André Lacé, com o revezamento de Mestres no comando (Angolinha, Russo de Caxias, Manel da Favela da Maré, Gegê – excelente cantador!), “aconteciam sucessivamente uma roda dentro de outras”, em uma harmonia fenomenal. Mestres consagrados e excelentes capoeiras sempre estiveram presentes: Nestor Capoeira, Dentinho, Touro, Urubu, Dirceu, Carlão, Itapuã Beiramar (filho do M. Nestor), Gato Felix, Urso, Negão do Gás,  Boa Vida, pessoal do Engenho da Rainha, e tantos outros, sempre estiveram presentes.

Confesso que, durante certo tempo, alguns angoleiros “mais puros” evitavam se achegar e mesmo não reconheciam os participantes como “de linhagem”. Mas a capoeira angola, mandinqueira é, foi dando uma rasteira aqui, outra ali, e passado o tempo hoje não há angoleiro “nato” que não queira dar umas voltas do mundo por um desses Vadiandos. A grande maioria já caiu “na tentação”.

 

Via crucis da vadiagem: capoeira de 6a feira à domingo

Alguns mestres foram fundamentais para que eu conhecesse a maravilhosa capoeira angola que acontecia na Cidade Maravilhosa. Pelo menos três vezes por ano (de 1999 a 2002), juntamente com os Mestres Dominguinhos, Noel & Sueli :-), Zé Baiano e Jequié, organizávamos idas ao Rio para vadiar nos espaços do Marrom, Camaleão e Formiga. A via sacra basicamente saia de São Sebastião, passando por Caraguatatuba e Ubatuba, até chegarmos na Ladeira Ary Barroso (Copaleme), onde M. Marrom nos aguardava para a Roda de 6af. Após a roda sempre rolavam papoeiras nos arredores do Arcos da Lapa, com a chance de molhar as palavras entre uma história e outra.

Do Arcos da Lapa seguíamos direto para o Morro do Turano, na Barra da Tijuca, onde M. Camaleão já havia preparado “seus meninos” para a gente dar umas voltinhas de sábado a tarde. Por fim, domingo é dia de ir à igreja. Íamos então ao Morro da Igrejinha, em Pendotiba, onde fica o Ilê de Angola do Mestre Formiga. Ali naquele terreiro, a capoeira, o candomblé e uma boa peixada sempre tinham seus espaços. Claro, cada coisa no seu tempo. A parte mais difícil era conseguir sair do samba que Mestre Formiga preparava para tentar evitar nosso retorno à São Paulo. Confesso que as vezes funcionava, e só na segunda-feira pegávamos o caminho da roça paulista.

 

Vadiando Entre Amigos: Rio, Europa e São Paulo

 

Vadiando entre amigos do interior

Depois de algum tempo fora do cenário capoeirístico, estou voltando de levinho. Vai dai que, conversando com alguns camaradas da região de Rio Claro, Piracicaba e São Carlos surgiu a idéia de promovermos rodas itinerantes com os mesmos propósitos do Vadiando do Rio. Pouco mais de um mês de planejamento, resolvemos por os planos em ação. Em Rio Claro nosso primeiro Vadiando aconteceu em maio de 2015, e já estamos nos aproximando da quinta edição. As rodas acontecem sempre no segundo domingo do mês. Ao mesmo tempo, em Piracicaba o CM. Vaguinho (Vagner de Farias) promove os encontros mensais (Circuito da Capoeira), e tem sido figura fundamental na consolidação de nossos vadiandos.

Em São Carlos os amigos Cabelo e Sagu também tem contribuído de forma impar, sempre participante das atividades, e mesmo promovendo eventos com finalidades semelhantes por aquelas bandas. Recentemente M. Roxinho, que hoje ensina pela Austrália, andou passando seus conhecimentos e conduzindo vadiações maravilhosas por São Carlos. Em Campinas, Mestre Topete e seu Grupo Resistência Capoeira, há 12 anos segura rodas semanais (Angola no Gueto!), e nas palavras do próprio mestre “estamos juntos para sermos mais fortes”. Localmente (Rio Claro) os camaradas Ivan Bonifácio (linhagem Espinho Remoso pelas mãos do M. Zé do Lenço), Márcio Folha (discípulo de M. Pinguim de M. Gato Preto), Fábio Pistão & Junior Nevada (capoeiras de M. Lua de Bobó), Rodrigo Garga, Antonio Parra, Bruno, Raphael Dread e Rafael Berimbau (discípulo de M. Jequié, linhagem de M. Paulo dos Anjos) tem sido fundamentais para que as vadiagens continuem fluindo bem.

Gratidão também aos discípulos de M. Zequinha, Paulo Meia Noite e Tintim, que tem participado de nossas rodas e contribuído de forma impar. Em sua quinta edição excelentes capoeiras já passaram por nosso Vadiando: Thércio, Baiano do Abada, Cleo M. Atitude, Wilson Cuíca, Manjuba Oliveira, Delito, Rômulo Mata Leão, Avando, Rodrigo Cyborg e a lista segue. Agradecimento especial aos mestres e contra-mestres Dominguinhos, Noel, Zé Baiano, Raimundinho, Topete, Xandão, Leo e Vaguinho, que de forma impar tem compartilhado seus axés para que possamos vadiar entre amigos.

Outro dia, por facebook me perguntaram quais são os próximos passos. Simples, estamos buscando identificar na cidade e região quem são os principais capoeiras que fizeram e fazem parte da histórica da capoeiragem na região, e tentando trazê-los novamente ao cenário atual de nossas rodas. Ao mesmo tempo, por iniciativas dos amigo Márcio Folha e Ivan Bonifácio, estamos buscando documentar em fotos, vídeo e áudio tantos os encontros do vadiando, como outras atividades de amigos que possam contribuir para, no futuro, organizamos documentários sobre as capoeiras da região.

E anotem, dia 13 de setembro vamos Vadiar Entre Amigos novamente, a partir das 10h00, no Centro Cultural de Rio Claro, logo após a Torre Eiffel, do lado esquerdo do Lago Azul. Não tem como errar, basta se achegar.

Mas antes disto, M. Camaleão vai conduzir mais um Vadiando no Rio, no próximo final de semana (28 a 30 de agosto). Como não estarei presente, encomendo ao aniversariante do mês, M. André Lacé, a cobrir o evento.

 

(fotos: Ivan Bonifácio)

Dois Livros e a Capoeira na Ponte Aérea Recife-São Paulo

O retorno do Aprendiz

Por email recebo duas ´chamadas de angola´ de uma só vez. Quando você vai voltar a escrever sobre a capoeira, indaga o camarada Marcos Lessa (foto), assíduo leitor de nosso saudoso Jornal do Capoeira;Não perca o lançamento do novo livro ´Capoeiras e valentões na historia de São Paulo (1830-1930)´” provocam os amigos Carlos Carvalho Cavalheiro – excelente historiador de Sorocaba-SP – e Mestre Jerônimo –  praticamente o introdutor da capoeiragem na terra dos cangurus. Fiquei sem saber como entrar ou sair. Mas a rasteira veio de dentro de casa: “Tem jeito não seu Miltinho, é hora do Aprendiz de Capoeireiro voltar a ação“, provoca Keila Brilhante, minha esposa. As chamadas funcionaram, iêê vamo simbora, camará.

Primeiro livro: Valentões nos idos dos 1800

Por correio recebo, de presente, uma cópia autografada pelo próprio autor, Pedro Cunha, um magnífico exemplar do livro que recupera memórias da capoeiragem em terras paulistas entre 1830 e 1930. Mas o livro vem com uma recomendação explícita. Tem que ser lido “na reguinha”. E assim estou fazendo. Claro, o livro vem dar uma sacudidela no metiê dos capoeiras mais afoitos por literatura, pois até então tínhamos poucas obras buscando recuperar parte de nossa história paulista desta “nega mandingueira chamada Capoeira”

Vale citar o livro “O Mundo de Pernas pro Ar”, da colega Letícia Vidor, que retrata várias passagens da capoeira na Terra da Garoa (principalmente dos anos 60 em diante) e um conjunto de contribuições diversas peneiradas pelo camarada Cavalheiro, e publicadas como notas, crônicas e livros.

Voltando ao livro, logo de entrada, no prefácio assinado pela Dra. Cristina Wissenbach (Departamento de história da USP), cita-se a capoeira como parte do cotidiano da Academia de Direito de São Paulo, logo depois de sua fundação (1820), onde “estudantes e seus mestres denotando o fascínio que o jogo exercia, pela maestria dos movimentos e pela flexibilidade e agilidade dos corpos, capazes de vencer chicotes e armas” a praticavam. Sou obrigado a começar abrir caixas que cheias de materiais diversos que acomodo em meu home office, e que por uma década não mexia. Abri as caixas para me certificar-se que alguns livros, onde encontrei informações sobre a capoeiragem na Faculdade de Direito do Largo São Francisco (1850) estavam bem arquivados. Creio que a grande maioria do que tenho está já no livro cuidadosamente editado pelo Pedro Cunha, mas por segurança separei algumas coisas para ir acompanhando a leitura.

São Paulo-Recife & Fernando de Noronha

A trabalho embarco de Campinas-SP para Recife-PE. Claro, um bom capoeira não deixa de estabelecer seus contatos capoeirísticos. Vai daí que atentei para o fato de que a Profa. Ana Carolina Borges L. Silva, quem me receberia na Universidade Rural Federal de Pernambuco (UFRPE) era filha de Marieta Borges Lins e Silva (foto), uma pesquisadora e historiadora de cotidianos do Recife, mais precisamente, de Fernando de Noronha. Eis que ao chegar em Recife sou logo recebido pelo abraço fraterno de Marieta, que de pronto me presenteia com o livro “Fernando de Noronha, Cinco Séculos de História“. Quem conhece deve concordar que Marieta é uma dessas pessoas apaixonadas pelo que faz, e detém um acervo impressionante sobre sobre a ilha de Fernando de Noronha, e as múltiplas facetas que lhe foram atribuídas ao longo da história.

Para os que não sabem, Fernando de Noronha recebeu muitos capoeiras no final do século XIX, todos enviados do Rio de Janeiro para “limpar” as ruas e livrar a sociedade dos malesas que os capoeiras causavam nos idos de 1890 na Cidade Maravilhosa. Para mim felicidade, Marieta me foi apresentada pelo amigo Leopoldo Vaz, também historiador, mas de São Luis do Maranhão, sendo que tanto Marieta quanto Leopoldo foram colaboradores de nosso Jornal do Capoeira.

 Mestre André Lace e Esposa - Miltinho Astronauta e Bauru

O discípulo e os Mestres

Caminhando para o fim desta nossa crônica, uma pergunta que sempre me fazem é “Miltinho, qual sua linhagem e quem foi seu mestres”. De pronto respondo que sou filho da capoeira, e por ela criado, tive muitos professores me ensinado ao longo dessas quase três décadas de aprendizado, e continuo tendo aulas em todas oportunidades. Entretanto, dois grandes mestres merecem destaque. O primeiro, sem dúvida, é seu Claudival da Costa, o Mestre Cosmo, uma das figuras mais importantes da capoeira piracicabana, e que, ainda como professor dentro do grupo, assumiu a função de ser meu Mestre. Não menos importante, a segunda figura é o Mestre André Lacé (foto, ao lado da sergipana, Dna Arly), do Rio de Janeiro, detentor de um conhecimento inigualável, e que tornou-se meu tutor na área literária da capoeira. É com ele que aprendi, e aprendo, a importância do buscar o saber não só na roda da capoeira, mas também nas fontes históricas (documentais ou não).

Mestre Lacé é de quem “sou menino que aprende” na parte escrita de nossa capoeiragem. À esses dois Grandes Mestres agradeço de coração por todos ensinamentos. Aproveito para desejar um Feliz Aniversário para Mestre Lacé, quem em 6 de Agosto completará mais uma volta ao mundo. Com certeza a comemoração será regada a um bom vinho francês, samba de roda e, é claro, muita capoeira e muita sabedoria.

Campeonato Mundial de Capoeira do Grupo Muzenza 2015

Esporte que promove além dos benefícios da atividade física e mental, a divulgação da arte e das raízes culturais Brasileiras a Capoeira ganha um espaço especial no mês de Agosto em Guarulhos – Sp.

Os principais atletas do brasil e Representantes da Capoeira de vários países vêm á cidade de Guarulhos, prestigiar o 8ª Campeonato Mundial aberto de Capoeira. Cursos de varias áreas da Arte, Palestras e muita Roda de Capoeira.

Trata-se da oitava edição, do maior evento promovido pelo Grupo Muzenza e a Superliga Brasileira de Capoeira, um dos maiores grupos de Capoeira do Brasil e que consolidou suas sedes em Curitiba, Rio de Janeiro, e São Paulo. Hoje com academias espalhadas por todos os estados Brasileiros e presente em 41 países.

O grupo Muzenza tem o objetivo de divulgar e promover a Capoeira em todo o mundo, como esporte genuinamente Brasileiro e responsável por inúmeros benefícios físicos e terapêuticos para quem a pratica.

Então no dia 26/08 a 30/08 de 2015 , essa mistura de jogo, luta e dança não será somente praticada por atletas consolidados do meio, será também uma oportunidade de discussão e troca de experiências para que melhor conduzam a evolução dessa Arte que mesmo sem dispor de grande destaque na mídia conquista milhares de novos atletas a cada ano.

 

PROGRAMAÇÃO MUNDIAL 2015

DIA 26 DE AGOSTO DE 2015 (QUARTA FEIRA)

17:00 – Clinica de Arbitragem 

20:00 – Encontro dos Mestres e Contramestres

Dia 27 DE AGOSTO DE 2015 (QUINTA FEIRA)

09:00 – História da Capoeira e do Grupo Muzenza:
Convidados:
Todos os Mestres

10:00 – Didática das aulas de Capoeira do Grupo Muzenza.
Convidado: 
Mestres Carson

11:00 – Sequências do Mestre Bimba e Cintura Desprezada.
Convidado:
Contramestre Mureta (SP)

14:00 – Sequências do Mestre Burguês
Convidado:
Mestre Burguês e Equipe

15:00 – Fundamentos (Procedimentos de Roda: Regional e Angola), 
Convidado – Mestres Feijão e Narizinho.

16:00 – Musicalidade (Toques de Berimbau, pandeiro, atabaque.
Significados das canções, tipos de jogos)
Percepção da Roda pelo olhar e pelos sentidos.
Convidado:
Mestres Peçanha, Peixinho, Nikimba e Mestres convidados.

17:00 – Filosofia da Capoeira e do Grupo Muzenza.
Postura e comprometimento com a Capoeira, dentro e fora da Roda, na academia, escola e sociedade em geral. 
– Convidados.
Mestre Sargento e convidados.

18:00 – Aspectos Pedagógicos da Capoeira
– Convidado: 
Mestre Nelson

19:00 – RODA ABERTA

DIA 28 DE AGOSTO DE 2015 (SEXTA FEIRA)

08:00 – Aula prática com
Convidado: Mestre Goioerê (AUSTRÁLIA)

09:00 – Aula Prática
Convidado:
Mestre Jabiraca (PIAUÍ)

10:00 – Aula Pratica com 
Convidado: 
Mestre Catitu (SÃO PAULO)

11:00 – Mesa redonda com Mestre Mão Branca sobre a regulamentação da Capoeira.

12:00 Almoço

14:00 – Aula prática com
– Convidado
Mestre Grandão (BAHIA)

15:00 Mestre Burguês apresenta os Mestres, Contramestres do Grupo Muzenza e Amigos para para 15 minutos de vivência e muita Roda.

– 18:00 Encerramento

– 19:00 ÁS 22:00
Entrega das graduações e formatura.

DIA 29 DE AGOSTO DE 2015 (SÁBADO)

08:00 Bate papo com Mestre Burguês sobre o novo regimento do Grupo Muzenza

09:00 – Aula prática 
– Convidado:
Mestre Raimundo dias (BAHIA)

10:00 Início do Campeonato Mundial de Capoeira Muzenza 

21:00 Enceramento

22:00 Jantar e comemoração dos 60 anos do Mestre Burguês

DIA 30 DE AGOSTO DE 2015 (DOMINGO)

– 10:00 Roda de encerramento.

 

http://www.mundialmuzenza.com.br/ 

 

Os apreciadores, estudiosos e interessados pela arte da Capoeira tem oportunidade única, neste fim de semana!

Dias 26 a 30 de Agosto de 2015 

TEATRO ADAMASTOR DO CENTRO 
AV: MONTEIRO LOBATO, 734 GUARULHOS – SP – BRASIL 

Realização: GRUPO MUZENZA DE CAPOEIRA
Coordenação: MESTRE BURGUÊS E CONTRAMESTRE BUSCA LONGE 

 

  • E-mail:mundialmuzenza@hotmail.com
  • Tel/WhatsApp:+55(21) 97253-7339 Vivo ou +55(21)97982-1111 Tim
  • +55(11)98439-6918 Tim CM Busca Longe
  • +55(21) 97914-7777 CM Criança

Braga: Professor de artes marciais preso por pedofilia

 

CRIME: “Binho” em liberdade vigiada e impedido de se aproximar de menores… até ao julgamento / CRIMES DE ABUSO SEXUAL SOBRE MENORES

Judiciária volta a deter indivíduo condenado no início do ano a três anos de prisão por crimes sexuais. Ele continuava a dar aulas de capoeira a menores

33 anos, é professor e “moço bonito”, com várias namoradas, mas terá mais tendência para crianças e adolescentes. Denunciado em 2013, foi há pouco tempo julgado e condenado a três anos de prisão, com pena suspensa, por crimes de índole sexual sobre menores. Há dias, voltou a ser denunciado por delitos da mesma natureza. Foi detido pela PJ de Braga. Desta vez, ficou proibido por um juiz de instrução criminal de contactar com menores.

Tem dupla nacionalidade – lusobrasileira – e dá aulas de educação física e artes marciais em vários estabelecimentos de ensino e ginásios, na zona de Braga. Chama-se Fabiano Pedro, mas é também conhecido por “Binho”.

Há muitos anos radicado na região do Minho – mais jovem, chegou a estudar no Instituto Superior de Fafe –, Fabiano é especialista em artes marciais, destacando-se como instrutor na arte da capoeira, modalidade de que dá aulas em escolas de Braga e Vila Verde. Há dois anos, Fabiano foi denunciado pela prática de crimes sexuais que terá cometido sobre alguns dos seus mais jovens alunos, durante os anos compreendidos entre 2008 e 2011. Do processo, resultou o seu julgamento, no início do ano, que culminou na condenação a três anos de prisão, com pena suspensa.

Na altura, familiares dos alegados ofendidos, consideraram “estranho” que a condenação não privativa da liberdade “também não o tenha interditado de contactos com menores”, facto que lhe permitiu continuar a dar aulas e a conviver com crianças e adolescentes.

Há dias, um dos seus antigos discípulos, hoje maior de idade, decidiu denunciá-lo por atos do mesmo género – alegados atentados contra a sua autodeterminação sexual –, também entre 2008 e 2011, o que deu origem a nova investigação da Polícia Judiciária de Braga.

No decurso dessas averiguações os inspetores terão constatado que Fabiano não parou com o seu comportamento alegadamente criminoso, mesmo após a condenação recente, por manter contactos com crianças. E por isso foi detido e apresentado a um juiz que, além de outras medidas de coação, lhe impôs a proibição de todo e qualquer contacto com menores.

Além disso, “Binho”, fica em liberdade “vigiada” e não poderá, até julgamento, sair de Portugal. Está, ainda, sujeito a ver revogada a suspensão da pena de três anos.

 

Jornal de Notícias – Óscar Queirós – policia@jn.pt

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Justica/interior.aspx?content_id=4739230

 

Matéria Publicada em diversas fontes de notícias de Portugal…

Fórum de Capoeira de Salvador

Carta final do Fórum de Capoeira de Salvador

Salvador, 09 de Agosto de 2015

Nós, mestres, contramestres, professores, capoeiristas, pesquisadores e comunidade em geral, representantes de diversos grupos e associações de Salvador, reunidos no Forte Santo Antônio Além do Carmo, nos dias 7,8 e 9 de Agosto de 2015, criamos o Fórum de Capoeira de Salvador, espaço permanente de articulação e debates, tendo em vista a necessidade de aprofundar reflexões e construir ações coletivas na relação entre a capoeira e o Estado, em suas diferentes esferas (municipal, estadual e federal).

Deliberamos:

– O Fórum de Capoeira de Salvador construirá seu regimento interno, e terá como princípio a tentativa de estabelecer o consenso através do debate;

– As reuniões do Fórum acontecerão de forma periódica e serão abertas, com direito a participação e livre expressão de quaisquer capoeiristas e colaboradores que venham somar com o debate em torno das pautas apresentadas;

– O Fórum de Capoeira de Salvador atuará no sentido de aglutinar e socializar informações relacionadas à capoeira, tendo em vista seu foco em torno das políticas públicas e articulações coletivas;

– O Fórum de Capoeira de Salvador atuará no sentido de incentivar a articulação política da capoeira baiana, através dos Congressos Territoriais, do Congresso de Capoeira da Bahia e de quaisquer outros espaços institucionais ou independentes;

– O Fórum de Capoeira de Salvador atuará no sentido de estimular a ocupação, por capoeiristas, dos espaços institucionais de representação como conselhos, colegiados e setoriais;

– Estabelecer diálogos e parcerias com outros fóruns, conselhos, coletivos, confrarias e outras articulações políticas de capoeiristas nos demais estados brasileiros e no exterior;

– Reivindicar junto à Fundação Gregório de Mattos e à Secretaria de Turismo do Estado da Bahia a continuidade e ampliação de políticas públicas voltadas para a capoeira, garantindo estruturas específicas (a exemplo da criação do Escritório Municipal de Capoeira), mantendo e ampliando a presença de capoeiristas em sua formulação, execução e gestão;

– Reivindicar a criação de políticas públicas específicas e que incluam a capoeira, em âmbito municipal e estadual, nas áreas de cultura, educação, assistência social, promoção de igualdade racial e de gênero, saúde, infraestrutura, ciência e tecnologia, trabalho e renda, esporte e lazer;

– Exigir o imediato arquivamento do PL 31/09, e a participação do Fórum de Capoeira de Salvador na mesa das audiências públicas a serem realizadas em Brasília, relacionadas ao tema;

– Exigir dos parlamentares um posicionamento claro e firme relativo ao PL 31/09, especialmente os parlamentares baianos que se propõem a dialogar com a capoeira;

– Elaborar uma moção de repúdio à atitude do senador Paulo Paim (PT-RS) de desarquivar o PL 31/09 e propor audiências públicas às escondidas, sem uma participação ampla e democrática da comunidade da capoeira;

– Participar ativamente da regulamentação do Estatuto da Igualdade Racial, em âmbito estadual e nacional, garantindo as pautas da capoeira enquanto patrimônio imaterial baiano, brasileiro e da humanidade.

Mestres Participantes

  • Mestre Curió – Escola de Capoeira Angola Irmãos Gêmeos do Mestre Curió – ECAIG
  • Mestre Boa Gente – Associação de Capoeira Boa Gente 
  • Mestre Dedé – Grupo de Capoeira Kilombolas
  • Mestre Zé Doró – Associação Cultural Nação Capoeira
  • Mestre Cobra Mansa – Fundação Internacional de Capoeira Angola/FICA
  • Mestre Odilon – Grupo HidroCapoeira
  • Mestre Valmir – Fundação Internacional de Capoeira Angola/FICA
  • Mestra Janja Araújo – Grupo Nzinga de Capoeira Angola
  • Mestre Ferreirinha – Grupo Urucungo
  • Mestre Teodoro – Associação de Capoeira os Bambas do Sol Nascente
  • Mestre Ninha – Núcleo de Capoeira do Nordeste de Amaralina/Grupo Nucana 
  • Mestre Nal – Associação Cultural de Capoeira Gangara
  • Mestre Duda – Grupo de Capoeira Lua Branca
  • Mestre Soldado – Grupo de Capoeira Maré
  • Mestre Caroço – Grupo Stela Maris de Capoeira
  • Mestre Careca – Instituto Omo Ayê
  • Mestre Malvina – Capoeira Calabar
  • Mestre Daltro – Grupo Iúna
  • Mestre Kiby – Grupo Jacobina Arte
  • Mestre The Flash – Renovação
  • Mestre Atabaque – Grupo de Capoeira Jalará
  • Mestre Tadeu – Associação de Capoeira Aliança
  • Mestre Rildo – Capoeira Novo Mundo
  • Mestre Tal – Grupo Águias Acrobatas

Grupos Participantes

  • ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola
  • ABADÁ Capoeira
  • ACANNE – Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro
  • Amanhã Capoeira Instituto
  • Associação Capoeira Angola Corpo em Movimento
  • Associação Cultural Brasileira de Capoeira Angola Palmares
  • Associação Cultural Fortaleza da Ilha
  • Associação de Capoeira e Cultura Tribo de Judá
  • Bando Maré de Março
  • Capoarte
  • Capoeira ALABAMA 
  • Centro Cultural Ganga Zumba
  • Centro Esportivo de Capoeira Angola Mestre João Pequeno de Pastinha – CECA
  • Coletivo Ginga de Angola
  • Grupo Arte Jovem
  • Grupo de Capoeira Angola Cabula
  • Grupo de Capoeira Relíquia de Espinho Remoso 
  • Grupo Explosão
  • Grupo Gingado Baiano
  • Grupo GUETO
  • Grupo Oficina da Capoeira
  • Grupo UNIÃO
  • Nagote Negaça
  • Quilombo Bem Te Vi
  • União Internacional de Capoeira Regional/UNICAR

Facebook: https://www.facebook.com/pages/F%C3%B3rum-de-Capoeira-de-Salvador/1662889680608310

Histórias da Música Popular Brasileira para Crianças

HISTÓRIAS DA MPB PARA CRIANÇAS

O livro “Histórias da Música Popular Brasileira para Crianças” ganha reedição especial nas mãos da professora Simone Cit e da ilustradora Iara Teixeira.

Agora, a obra é acompanhada de um CD com canções de Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e Noel Rosa, entre outros, gravadas pelo Coral Brasileirinho.

O kit tem distribuição gratuita em workshops realizados no Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Palavra da Ilustradora:

A Simone Cit, que é a regente do coral Brasileirinho do Conservatório de Música Popular de Curitiba, e eu, fizemos um livro usando a lei Rouanet.  

Histórias da Música Popular Brasileira para crianças.

Neste livro, que não pretende ser didático, mas sim despertar a curiosidade e o interesse das crianças pela nossa Música Popular Brasileira, contamos histórias da Casa da Tia Ciata – “Tia Ciata e Sua Casa do Encanto”, do Pixinguinha – “Pixinguinha e os Peixinhos do Mar,” da Chiquinha Gonzaga – “Os Carnavais da Chiquinha,”do Noel Rosa – “No Botequim com Noel,” Do Adoniran Barbosa – “Meu dono o Adoniran”( a história é contada pelo Peteleco, cachorro e “parceiro” do Adoniran):-), e do Assis Valente- “O Natal do Valente Assis.” 

Esta primeira edição de dois mil exemplares nós doamos para as escolas públicas aqui do Paraná.( Estamos batalhando uma segunda edição que é prá todo mundo que quiser poder ter o livro.) 

A Cerimônia de doação aconteceu agora, dia 02 de outubro, com direito a apresentação do coral de alunos da Escola Mais Brasileirinhos da Simone.

A Secretaria da Educação aqui do Paraná está dando a maior força, e deram até uma verbinha para fazermos um cd com as seis músicas 
dos autores que estão no livro, para uso dos professores nas aulas. 
Nós fizemos a doação simbólica de cem livros para cem professores de Educação Artística, e a Simone deu um manual de orientação de como usar o livro nas aulas.

Vocês não imaginam como foi boa a receptividade dos professores! 
Já fizeram abaixo assinado querendo que a Secretaria imprima mais livros para todas as escolas e parece que eles vão imprimir mais dois mil e quinhentos livros, tomara!

Uma grande emoção quando a gente pensa que os nossos Músicos Populares que são geniais finalmente estejam sendo mostrados na 
rede pública de ensino.( Pelo menos aqui no Paraná isto é inédito) O Secretário de educação Maurício Requião, perante mais de mil e quinhentos professores da rede estadual, fez até uma brincadeira que eu achei muito legal, falando sobre a importância de se ensinar Pixinguinha, Assis Valente, Noel Rosa, Tia Ciata, Adoniran Chiquinha Gonzaga e tantos mais na escola :”Me perdoem os professores 
de matemática química etc, mas a música a gente não esquece!” 

Abraços 
Iara, agradecendo as pessoas que ajudam a difundir a idéia de levar nossa música popular para as escolas. 

P.S

Outra situação interessante foi que demos um 
livro para uma amiga e ela mostrou para a Madre Superiora do 
Colégio Sion aqui de Curitiba. Pois não é que as freiras gostaram 
tanto que estão montando a festa de fim de ano da escola baseada 
no livro, com direito a figurino, cenário, coral e tudo! 

A foto da casa da Tia Ciata nós conseguiimos através do senhor 
José Graça Filho, ele é filho do Jornalista José Venerando da Graça, 
que foi amigo do Paulo da Portela! 

 

Iara Teixeira, uma amiga minha que é excelente ilustradora e mora em Curitiba, publicou, junto com a Simone Cit o livro  “Histórias da Música Popular Brasileira para crianças” e, que infelizmente, está esgotado…
Olha só que bacana, quando cheguei em casa e revi o livro, vi que, além da gente do samba, elas falam também do pessoal do choro.

Letícia Vidor

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