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Movimento CAPOEIRA JOGA LIMPO

Movimento CAPOEIRA JOGA LIMPO

O Movimento CAPOEIRA JOGA LIMPO convida à participação na limpeza de praia e acção de sensibilização ambiental a realizar na praia de ALBARQUEL (Arrábida/Setúbal), no próximo dia 14 de Setembro, sábado, pelas 9h.

Uma limpeza de praia é muito mais do que deixar um local mais bonito. Este tipo de ações permitem afastar os resíduos do mar, nomeadamente, o plástico, que com o tempo se transforma em microplásticos. Estas partículas minúsculas podem ser ingeridas por peixes e mariscos e assim chegar ao nosso prato.

Convidamos assim a contribuirem para reduzir este flagelo pela vossa ação e pelo exemplo dado.

Para tal, gostaríamos de convidar toda a comunidade a participar, após a ação de limpeza iremos realizar uma roda de Capoeira no jardim da praia da Saúde, DESAFIAMOS os participantes a trazer o seu Berimbau

O grande objetivo desta atividade é sensibilizar a comunidade para o grave problema do lixo marítimo.

Tragam luvas reutilizáveis, pinça de apanhar lixo e camaroeiro (se tiverem). Tragam também um amigo e boa disposição. Caso traga uma pequena merenda, optem por fruta e água numa garrafa reutilizável

Lixo Zero, CLARO!

 

Aproveitamos também para pedir o vosso melhor apoio na divulgação do evento, para que esta seja uma ação muito positiva, como sempre!

Organização: CECAB (Capoeira Agua de Beber) ICR (International Capoeira Raiz)
Professores Boca e Goiaba

Link do evento do Facebook AQUI

Evento gratuito.

 

Uma iniciativa muito interessante,um movimento de cidadania… Parabéns meus amigos Goiaba e Boca… Desejo incondicional de muito sucesso e que este movimento sensibilize a comunidade…

Luciano Milani

AQUILO QUE DEFINE UM BOM CAPOEIRA…

Muitos de nós já nos confrontamos com esta questão… Às vezes devemos parar e refletir sobre tudo aquilo que estamos fazendo… Fazer uma auto análise é fundamental para percebemos se estamos nos construindo, nos formando homens ou mulheres que em sua caminhada terão a responsabilidade, de transmitir a nossa arte de maneira digna…

Então, como é que podemos avançar nesta direção se nosso discurso não se aproxima dos nossos atos…???

“A NOSSA INCOERÊNCIA É A PRINCIPAL VILÃ, SOMOS NOSSOS PRÓPRIOS ALGOZES

Uma das primeiras demandas nesta árdua jornada é se manter fiel… Ético… Íntegro e lutar contra a tudo aquilo que não se encaixa nesta pintura!

Não é preciso muito, basta apenas bom senso e educação para se perceber toda esta temática.

Estamos vivendo momentos muito difíceis na nossa capoeiragem… Nossa comunidade tem sofrido diversas rupturas e crises…

Nossos problemas vão desde a “simples vaidade” até à imperdoável PEDOFILIA…

São tantos… Dos mais simples aos mais complexos…

Mas hoje eu venho falar sobre o “Saber chegar e o Saber estar…”

Dois saberes básicos que definem toda uma trajetória…

Então vamos refletir sobre ética e respeito… Fazer uma introspecção sobre aquilo que te move e motiva… Sobre como podemos estar juntos, trabalhando em prol daquilo que inegavelmente todos nós amamos…

Vamos começar por pequenas coisas… Pequenos passos… Como por exemplo: Gratidão.
Você consegue entender este sentimento…?

Avançamos então para o respeito… Uma das mais importantes referências sobre o carácter humano pode ser revelado apenas pelo respeito…

Comecei o texto falando sobre aquilo que define um bom capoeira… Porém na verdade sempre pretendi que esta reflexão fosse sobre o ser humano… Pois antes de sermos capoeiristas somos humanos, cheios de contradições, erros, acertos e uma inundação de outros sentimentos…

Para sermos bons capoeiristas temos antes de tudo de sermos melhores seres humanos…

RESPEITO, ÉTICA E COERÊNCIA…

 

  • SAIBA CHEGAR.
  • SAIBA ESTAR.
  • RESPEITE O OUTRO ASSIM COMO GOSTARIA DE SER RESPEITADO.
  • RESPEITE O TRABALHO DOS OUTROS.
  • SEJA GRATO SEMPRE QUE ALGUÉM O AJUDAR.

NENHUM HOMEM SE FAZ HOMEM SEM A COOPERAÇÃO DE OUTRO HOMEM *

* Vigotisky

Fica este desabafo e esta reflexão para nossa comunidade…

Então, vamos procurar sermos melhores capoeiristas?!?

Luciano Milani

 

REPERCUSSÕES:

 

 

Publicado a 03/09/2019

Professor de crianças autistas é condenado por abuso sexual infantil

Ele filmava e fotografava estupros de alunos e divulgava imagens na dark web, parte da internet profunda que promete anonimato

Jovem e educado. Morador de um bairro nobre de São Paulo. Indicado por uma psicóloga e referendado pela passagem por uma escola especializada no ensino de crianças com autismo. O professor de música e capoeira Pedro Henrique Barbosa, 33, parecia ser alguém acima de qualquer suspeita.

Era nesta condição que ele ministrava aulas particulares para crianças atípicas em São Paulo, cujas famílias, de classe média alta, abriram suas casas e confiaram em seu trabalho.

Nesta semana, Barbosa foi condenado a 90 anos, 6 meses e 20 dias de prisão pelo estupro de dois alunos. Ele gravava, em foto e vídeo, os abusos e divulgava essas imagens na chamada dark web, espécie de abismo da internet profunda, ou deep web, que promete anonimato e, portanto, concentra atividades criminosas.

O professor de capoeira e música Pedro Henrique Barbosa, condenado por estupro de crianças autistas

Foi a partir do cruzamento e comparação das imagens dos abusos divulgadas por Barbosa na dark web com fotos postadas por ele em seu perfil no Facebook que a Polícia Federal chegou à autoria dos crimes e a suas vítimas. Entre elas, João (nome fictício), 11.

 

Barbosa já estava preso desde outubro do ano passado, quando foi alvo da Operação Mestre Impuro .

 

Advogada experiente, sua mãe, Patrícia (nome fictício), 50, se sentou diante do delegado do caso como se fosse sua primeira vez numa delegacia. Dele, ouviu que seu filho autista havia sido abusado pelo professor.

“Eu surtei. Chorava. Não conseguia levantar da cadeira. Não tinha força física”, lembra ela, que diz ter voltado a si apenas oito horas depois.

Desesperada, ela levou o filho ao pronto-socorro no hospital Albert Einstein para obter um kit profilático para vítimas de violência sexual. Trata-se de um coquetel de medicamentos para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.

“Cheguei lá e descobri que eles não tinham protocolo médico para o atendimento de criança abusada. Isso em um dos hospitais mais renomados do país”, diz.

Procurado, o hospital Albert Einstein diz que tem protocolo de atendimento para vítimas de violência sexual.

Patrícia agonizou por 21 dias até ver os resultados de exames de sífilis, Aids e hepatite.

Ao buscar atendimento psicológico para abuso sexual de crianças atípicas, outra decepção.

“Simplesmente não existe! A gente não está nada preparado para a realidade. E a realidade é essa tragédia que eu estou vivendo.”

Ela conta que, desde que seu filho foi diagnosticado como autista aos dois anos, sua casa passou a ser frequentada por um “exército de terapeutas”, que contratava depois de aferir competências e antecedentes criminais.

Barbosa foi indicação de uma psicóloga que fazia a coordenação das terapias de João. “Fiquei culpada porque aceitei a indicação e não fui atrás das informações que geralmente buscava”, admite. “E tento me consolar pensando que, se o tivesse investigado, não encontraria nada porque ele era réu primário.”

Professor de crianças autistas é condenado por abuso sexual infantil Notícias - Atualidades Portal Capoeira

A mãe conta que sempre teve um pé atrás com quem lidava diretamente com João porque a comunicação dele é ruim. “Eu temia os maus-tratos porque a gente ouve relatos sobre crianças autistas que sofrem violência, mesmo em escolas caríssimas”, diz. “Em casa, a porta estava sempre aberta, com alguém de olho.”

Em 2017, dois anos depois das primeiras aulas de Barbosa, o professor sugeriu um encontro semanal na praça da vizinhança, para que João interagisse com outras crianças. A mãe consentiu.

“Vimos que estava tudo bem e baixamos a guarda. Foi nosso maior erro”, lamenta.

O professor era vizinho do local e levava João para sua casa às escondidas. Era lá que os abusos ocorriam.

“Não tenho como não sentir culpa. Até isso acontecer, minha maior preocupação era como meu filho ficaria depois que eu morresse. Depois disso, passei a pensar: ‘de que adianta eu estar viva se uma coisa dessas aconteceu debaixo do meu nariz?’.”

Em retrospecto, Patrícia percebe que João deu os sinais que pôde para indicar que havia algo errado.
“Ele começou a ficar nervoso e irritadiço. Gritava muito e se agredia”, conta ela, que o levou ao médico e recebeu a indicação de aumento na dosagem de antidepressivo.

“Eu silenciei a reação dele, e isso me corrói. Mas sou apenas a mãe de um menino atípico. Como é que nenhum dos terapeutas ou médicos levantou outras hipóteses para aquela alteração?”, revolta-se.

Segundo especialistas, entre os sinais apresentados por crianças abusadas, a mudança repentina de comportamento é o principal.

“Claro que você pensa que esse tipo de coisa não acontece com a sua família. E eu descobri que acontece com todo mundo, que é sempre alguém próximo, em geral familiar. E que o que as pessoas fazem é jogar pra debaixo do tapete.”

Patrícia diz que a condenação não lhe trouxe satisfação. “Só fez voltar a raiva. Ainda que seja bom saber que ele está atrás das grades, me dá medo imaginar que, em 30 anos, ele estará de volta às ruas e poderá fazer novas vítimas.”

Fernanda Mena – Folha de São Paulo – https://www1.folha.uol.com.br

CAPOEIRAS: Plantando Abacaxi para colher banana

CAPOEIRAS: Plantando Abacaxi para colher banana

É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que num dado momento, a tua fala seja a tua prática. Paulo Freire A reflexão vale para todas as pessoas que desejam, no âmbito da capoeira, reconhecimento público de sua comunidade, pois o século XXI tem nos apresentado a armadilha do(a) capoeira “fake”, ou seja, aquilo que só parece ser, mas de fato não é absolutamente nada.

Neste sentido, propomos um diálogo sobre este tema nestas breves palavras. A capoeira, por ser uma arte iniciática, prima pelo conhecimento adquirido da experiência vivida, ou seja, o saber emerge de uma labuta cotidiana com o “fazer”, e deste “fazer”, criamos as condições para brotar, via reflexão, um dado conhecimento sobre aspectos da natureza humana, correlatos metaforicamente com as demandas sociais de cada tempo histórico.

O reconhecimento público na capoeira vem do transito de seus adeptos no toque dos instrumentos, no canto, no jogo, no trabalho pedagógico com a arte, no conhecimento filosófico da ritualística, dentre outros, portanto, não é possível avançar na arte sem a garantia destes aprendizados basilares. Atualmente, com relativa frequência, temos sido bombardeados por uma série de discussões de interesse social vinculadas a capoeira, e isso é muito interessante, contudo, o discurso engajado por si só não é suficiente para garantia de reconhecimento público dos(as) capoeiras, ou seja, não se deve confundir os conhecimentos específicos da capoeira com o exercício crítico da cidadania. Se você defende uma prática religiosa qualquer, isso é válido e oportuno para a capoeira, mas apenas esta defesa, alijada dos conhecimentos basilares da arte e do “fazer” cotidiano, não são suficientes para sua projeção e consequente reconhecimento no mundo da capoeira.

Se você defende a difusão do conhecimento pela escrita, isso é valido e oportuno para a capoeira, mas apenas esta defesa, alijada dos conhecimentos basilares da arte e do “fazer” cotidiano, não são suficientes para sua projeção e consequente reconhecimento no mundo da capoeira. Se você defende o conhecimento intelectual, isso é válido e oportuno para a capoeira, mas apenas esta defesa, alijada dos conhecimentos basilares da arte e do “fazer” cotidiano, não são suficientes para sua projeção e consequente reconhecimento no mundo da capoeira.

Se você defende o empoderamento feminino, isso é válido e oportuno para a capoeira, pois vivemos em uma sociedade desigual e a discussão de gênero carece de aprofundamento, mas apenas esta defesa, alijada dos conhecimentos basilares da arte e do “fazer” cotidiano, não são suficientes para sua projeção e consequente reconhecimento no mundo da capoeira. Se você defende um projeto político ideológico, isso é válido e oportuno para a capoeira, pois a politização de nossa comunidade é um importante exercício de cidadania, mas apenas esta defesa, alijada dos conhecimentos basilares da arte e do “fazer” cotidiano, não são suficientes para sua projeção e consequente reconhecimento no mundo da capoeira.

Se você defende o acesso à educação formal e possui títulos acadêmicos, isso é válido e oportuno para a capoeira, pois nos possibilita “abrir” novas portas e um diálogo com outros espaços sociais, mas apenas esta defesa, alijada dos conhecimentos basilares da arte e do “fazer” cotidiano, não são suficientes para sua projeção e consequente reconhecimento no mundo da capoeira.

Em suma, não plante abacaxi e espere colher banana, pois o reconhecimento da capoeira só chegará para aqueles que realmente possuem “serviços prestados a arte”, no toque dos instrumentos, no canto, no jogo, no trabalho pedagógico com novos aprendizes, no conhecimento filosófico da ritualística, dentre outros.

Desta forma, salvo melhor juízo, a maneira mais qualificada para exercício da cidadania a partir da capoeira, é entrelaçando as “bandeiras de lutas sociais” e o ativismo social a um berimbau bem tocado, a uma cantiga bem cantada, a um jogo cadenciado e referenciado nos antigos, a um conhecimento da ritualística, e acima de tudo, ao exercício constante do “fazer pedagógico” com seus discípulos em seu espaço de capoeira. Dedico esta reflexão em homenagem e gratidão ao Mestre Ferreira, meu amigo, meu mestre e minha inspiração.

 

Por: Mestre Jean Pangolin

Denúncia: Assédio e Pedofilia na Capoeira

Caca Zungu, Presidente/Fundador da ESCOLA CULTURAL ZUNGU CAPOEIRA, profissional integro e dedicado, amigo de escola de longa data e companheiro de capoeiragem, corajosamente, trás a tona um sério problema que cada vez mais começa a aparecer na nossa comunidade.

Em carta aberta de Repúdio/Denúncia, Cacá fala sobre a experiência em primeira pessoa e como abordou o problema…

VALE A PENA LER !!!

 

Denúncia: Assédio e Pedofilia na Capoeira

Primeiramente eu gostaria de alertar e enfatizar que o problema não é exclusivo da Capoeira, pelo contrário, existe um movimento de grandes mestres da arte para fiscalizar e denunciar os crimes de assédio e pedofilia! Em diversos segmentos da sociedade esses crimes acontecem ou podem acontecer, infelizmente.

Eu não posso me calar, como ser humano, educador e responsável por um trabalho de capoeira, com crianças inclusive!

Há pouco mais de dois meses, chegou uma importante denúncia de abuso sexual infantil ao meu conhecimento, e para meu espanto, de um educador que tinha minha supervisão até então. Foi chocante, decepcionante e revoltante… Tentei ouvi-lo de alguma forma, mas ele, “evangélico” fiel e devoto, apenas se escondia atrás do nome sagrado de DEUS, mas se quer esboçou defesa!

O que fiz?

Pedi para dois instrutores da nossa escola ouvir a vítima e sua família, além de outras crianças e familiares para tentar confirmar o ocorrido, coisa que foi confirmada pela vítima, recém completado 14 anos.

Encaminhei um pedido para o abusador solicitando que ele se afastasse do trabalho e da Capoeira, porque ele não nos representava mais, procurasse ajuda psiquiátrica e psicológica para se tratar, mesmo não tendo conhecimento se existe tratamento para tal ato, mas por ter um carinho, e apreço pelo rapaz, dei essa “oportunidade” para ele.

Ele prometeu cumprir o meu pedido!
Alertei que se não o fizesse levaria o caso ao conhecimento público de nossa comunidade e toda capoeiragem, além de uma denúncia formal para autoridades locais.

Hoje recebi uma foto dele comandando uma roda de crianças com o seu uniforme. O trabalho segue, e o meu pedido não foi respeitado.

Portanto, e por esse motivo devo relatar e alertar que o perigo está solto em Santa Cruz de la Sierra na Bolívia, com o “instrutor” Jorge “Krosty” e seu grupo Mbarete capoeira.

Denúncia: Assédio e Pedofilia na Capoeira Notícias - Atualidades Portal Capoeira 1

Algumas crianças e adolescentes, que o seguem ainda hoje, não conseguem perceber o perigo, mas seus pais precisam ser alertados!

Outras crianças e adolescentes que tiveram coragem de se desligar deste “trabalho”, mesmo sobre forte pressão psicológica do abusador, estão amparadas por outros capoeiristas que realmente se preocupam com a integridade dos mesmos.

Não podemos permitir que esse tipo de crime continue acontecendo e nosso dever é alertar e denunciar sempre.

 


Opinião do Editor:

Temos de estar atentos pois as queixas e processos não param de aparecer… e  o perigo está em cada “esquina”.

Somente na ultima semana, tomei conhecimento de diversos casos através da “Rede Social e Watsapp”, pessoas com  NOME DE PESO na nossa capoeiragem… Pessoas que conheci pessoalmente e jamais colocaria sua integridade em causa… Mas como diria meu amigo Wellington Fernandes (Mestre Wellington – Capoeira Berim Brasil): “AONDE TEM FUMAÇA, HÁ FOGO!!!”

Outros casos já foram reportados neste Portal:

 

Braga: Professor de artes marciais preso por pedofilia

Professor de capoeira é preso fazendo sexo com aluna de 10 anos

 

Deixo aqui mais um link, para vossa apreciação, de um dos casos nucleares, que tomei conhecimento:

 

Processo n. 0002611-07.2009.8.01.0001/50000 – Recurso Especial – 29/02/2016 do TJAC

 

Obrigado a todos que colaboraram para publicar esta matéria

Lutador com projeto social é o Madureira, personagem de “Malhação”, da vida real

Lutador com projeto social é o Madureira, personagem de “Malhação”, da vida real

Quando tinha 15 anos, Marcos Pakito já estava com a enxada na mão batalhando por um futuro melhor. Capinava os terrenos da vizinhança no Sargento Roncalli, em Belford Roxo. Fazia o serviço rapidinho e corria para a sede da associação de moradores. Lá, o garoto ficava sentadinho assistindo ao Mestre Ninguém dar aulas de capoeira. Um dia, o professor o convidou para participar da aula e ele explicou que não tinha dinheiro. A resposta do capoeirista mudaria toda a sua vida:

— Ele disse que eu podia fazer porque ninguém pagava nada, não. Ali eu pensei que eu queria ter um projeto social também para retribuir — conta o agora Mestre Pakito, de 45 anos, depois de um carreira como lutador profissional de muay thai e finalmente conseguir abrir a sua escolinha gratuita de luta, no bairro Andrade de Araújo.

Da capoeira, ele passou para o muay thai, aos 18 anos, e foi nessa modalidade que fez a vida. Foi bicampeão Brasileiro, teve 15 lutas profissionais com apenas três derrotas e depois passou a dar aula. Primeiro, ficou empregado nas academias. Mas aquilo o incomodava. Ele queria dar aulas de graça para quem precisava. Conseguiu há três anos, quando criou o Escola de Campeões.

— Eu tinha que ajudar a minha mãe, e aí não podia me dedicar somente ao projeto social. As coisas foram melhorando, consegui parceiros e agora posso me dedicar a esses alunos — conta Pakito, que também dá aulas gratuitas no Faixa Preta de Jesus, de Nova Iguaçu, um dos maiores projetos sociais da Baixada: — Agora meus garotos estão continuando a minha caminhada.

Lutador com projeto social é o Madureira, personagem de "Malhação", da vida real Capoeira Portal Capoeira

A história do lutador de Belford Roxo poderia ter inspirado a criação de Madureira, o personagem de Henri Casteli, na atual temporada de “Malhação”, da TV Globo. Na novela, o ator interpreta a vida do rapaz que venceu na vida após aprender muay thai com um mestre e, para retribuir, resgata jovens de áreas carentes com o esporte.

— Fui criado na periferia de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde nasci e fui criado em volta de duas favelas. Já teve um momento em que policiais acharam que eu não morava lá. Falaram para mim: “Não era para você estar aqui. Não tem de se misturar”, tudo porque eu era louro de olho claro. Eu respondi que eles eram meus amigos da escola — conta Henri Casteli , que se mudou para Duque de Caxias no começo da carreira para a fazer os primeiros trabalhos como ator no Rio.

O Madureira da vida real conhece bem as dificuldades pelas quais passam os personagens adolescentes que chegam ao projeto social da “Malhação”. Pakito conta que tem orgulho quando vê um dos seus garotos mudando de vida através da luta.

—Eu seria o cara mais feliz do mundo se conseguisse colocar um aluno meu para lutar no Glory, o maior evento da modalidade. Mas eu não penso nisso. Se eu pegar uma criança dessa e ela virar um cidadão, já é a melhor coisa para mim — diz Pakito: — O que eu quero é recuperar a criança que vem da comunidade, do vício, de querer matar, roubar. Eu quero trabalhar a cabeça dela e mostrar que a vida não é isso. Tenho alunos assim, que agora são trabalhadores, estão no quartel. Essa é a ideia. É a melhor ideia do mundo para mim. Pensar que eu tirei do tráfico e hoje eles são pai de família respeitados.

Além de vencer na vida, os alunos da Escola de Campeões estão vencendo nos ringues. Walace Marcos, de 22 anos, o Mascote, já ganhou, entre outros, o Carioca, o Brasileiro e o Pan-Americano. Já Joyce Lima, também de 22, levou um estadual, uma Liga Carioca e uma série de campeonatos menores.

— Mas o esporte não é só para quem quer lutar, seguir carreira. O muay thai é ótimo para a saúde e o condicionamento físico. Mantém eles ativo, tira das ruas, afasta das drogas — conta Pakito: — Para quem quer perder peso e não quiser fazer academia também é ótimo porque os músculos ficam ativos. E não só para os jovens, mas todas as idades podem ser beneficiadas. A pessoa sedentária que começa a treinar vai querendo fazer cada vez mais.

Fonte: https://extra.globo.com/noticias

Musicalidade: Capoeira de Outra Maneira

Musicalidade: Capoeira de Outra Maneira

O projeto Capoeira de Outra Maneira é nossa contribuição para a música de capoeira extrapolar o âmbito da roda… do jogo… do jogador. É mais um caminho para elevar a arte brasileira à enésima potência e fazê-la atingir outra dimensão, alcançar outros públicos. Este é um pocket show que visa à participação do público cantando as músicas e à exaltação da musicalidade da capoeira ao acrescentar outros instrumentos além dos tradicionais de uma roda.

Esse projeto deu origem ao CD Capoeira de Outra Maneira – vol. I, cujo lançamento alcançou recorde de público em um teatro de fácil acesso na cidade de São Paulo e repercussão em vários países. Durante a apresentação, cantaram-se músicas populares da capoeira com nova roupagem, mais harmônica, acompanhadas por violão, baixo, agogô, pandeiros e congas. No meio digital, esse projeto obteve milhares de visualizações nas plataformas de música digital:

 

Musicalidade: Capoeira de Outra Maneira Capoeira Portal Capoeira 1

 

SINOPSE

  • Gênero: Músicas de capoeira
  • Duração: 1h
  • Linguagem: Preserva o tom coloquial da arte e os termos comuns das rodas tradicionais de capoeira.
  • Figurinos: Roupas claras e/ou batas em tom informal e descontraído.
  • Coreografias: Em determinada música, ocorre um jogo de capoeira.
  • Música: Ao vivo, com arranjos únicos, mais modernos, criados exclusivamente.

    Voltado para qualquer tipo de público, de qualquer classe social e idade, este show é um musical que encerra reflexão e alegria. A terceira idade vai deliciar-se por ver/ouvir músicas em duas vozes; já a maturidade e a juventude vão conhecer e compreender o que significa o ritual da capoeira com transe, reflexão e motivação.

 

JUSTIFICATIVA

A capoeira constitui patrimônio de grande importância para a história brasileira, mas, em geral, curiosamente, tem maior reconhecimento do público internacional, porque o brasileiro tem contato principalmente com artes que se divulgam nos grandes meios de comunicação, mais imediatas e de fácil assimilação, e esses meios não exploram o potencial incrível que a arte-capoeira tem para oferecer.

A música em essência na capoeira possui um ritmo forte que provoca uma reação sensitivo-motora, o que para alguns pode até transformar-se em ferramenta de cura. É aí que vem um arrepio que percorre nosso corpo de ponta a ponta e sobrevém uma reflexão significativa. As palmas ajudam a fomentar essa energia.

Montar uma bateria de capoeira é importante não por ser bonito, contar com três berimbaus, dois pandeiros, um agogô e um reco-reco, mas sim porque a combinação desses instrumentos forma uma harmonia indescritível. Não há como falar de capoeira sem falar de música. E, para falar de música, nada melhor do que apresentar ao público as músicas de capoeira de forma mais melodiosa. A música faz-nos lembrar de uma pessoa querida, de um lugar, traz-nos recordações, etc. Este show promove exatamente isso.

A principal meta deste projeto é levar ao público todo o potencial e beleza da musicalidade de capoeira com toda a nossa brasilidade. Nosso desejo é que se valorize uma arte que é nossa, nativa deste país.

OBJETIVOS


– Colaborar com a preservação da memória musical da arte brasileira (capoeira);
– Divulgar e valorizar músicas de domínio público cantadas em rodas de capoeira;
– Levar ao conhecimento do público a arte capoeira com música ao vivo,ritual, jogo e
caracterização;
– Estimular alunos do Ensino Fundamental, Médio e Superior, professores, pesquisadores, músicos, artistas e historiadores a desenvolver estudos sobre assuntos da História do Brasil, como a escravidão, a música brasileira e, mais especificamente, a capoeira;
– Divulgar a música de capoeira com outra roupagem ao público que ainda não teve contato com essa arte e oferecer opção de entretenimento aos adultos e à terceira idade.

 

MÚSICAS EXECUTADAS

FaixaAutorTempo
1Na AreiaDomínio Público4:36
2Luanda Ê PandeiroDomínio Público2:57
3Chama Eu, AngolaDomínio Público5:06
4Bom VaqueiroDomínio Público3:29
5Segura o Tombo da CanoaDomínio Público4:02
6Preto Velho   Mestre Barrão3:45
7Canarinho da Alemanha que Matou meu CurióDomínio Público4:22
8Capoeira Praça da República   Mestre Maurão5:46
9Sai, Sai, CatarinaDomínio Público4:18


Musicalidade: Capoeira de Outra Maneira Capoeira Portal Capoeira 2

FICHA TÉCNICA

  • Produção e Direção: Danilo Andrade
  • Vocal: Danilo Andrade e Felix Quilombola
  • Conga: Carlos Quilombola
  • Pandeiro: Carlos Quilombola/Danilo Andrade
  • Berimbau: Danilo Andrade
  • Agogô: Carlos Quilombola/Felix Quilombola
  • Violão: Felix Quilombola e Cláudio Gingadinha
  • Baixo: Lucas Silva (Ursão Bonfim)
  • Design Gráfico: Felipe Andrade
  • Fotografia: Fernando Alexandrino
  • Apoio: Grupo Quilombolas de Luz Capoeira

Agradecimento Especial: Ao nosso grande Mestre Paulão

Para saber mais sobre o projeto: www.capoeiradeoutramaneira.com.br

Bahia: CD reúne cantigas históricas da capoeira baiana

Bahia: CD reúne cantigas históricas da capoeira baiana

A gravação do projeto aconteceu no Largo Pedro Arcanjo, no domingo (21)

A capoeira construiu sua história na Bahia e no Brasil através dos ritmos e vozes de diversas figuras marcantes. Algumas canções passaram de geração em geração mesmo sem saber quem é o real autor daquela letra. Outras ficaram marcadas pela sua musicalidade e ritmo, como a Capoeira Regional, que foi criada e disseminada pelo Mestre Bimba (1899-1974) na década de 1920.

Agora, mais do que nunca, essas canções podem ser ouvidas, entendidas e ecoadas. O Largo Pedro Arcanjo, no Centro Histórico, foi palco neste domingo (21) da gravação do primeiro CD com cantigas de capoeira da Bahia. Idealizado pelos mestres Dainho Xequerê e Tonho Matéria, responsável pela Associação Cultural de Capoeira Mangangá, a gravação do álbum, intitulado ‘Quando o Assunto é Capoeira’, reuniu 14 mestres e mestras para eternizarem as músicas.

“Esse é um momento único para capoeira da Bahia. Estamos reafirmando a importância das cantigas e valorizando os mestres. Isso faz com que as novas gerações tenham acesso à real letra, de um modo muito fácil”, afirmou Xequerê.

Entre as vozes que marcam o CD estão os mestres Boca Rica, um dos mais antigos que compõe o grupo, Pelé da Bomba, Bozó Preto, Já Morreu, Buguelo, Gajé, Malícia, Boca (do Maré), Dandara, Nani de João Pequeno e Brisa.

Conversa
Antes da gravação no palco, o evento promoveu uma roda de conversa que reuniu todos os mestres para debater sobre a capoeira e suas funções na sociedade, seguido de uma apresentação da Orquestra de Berimbaus Afinados (OBADX).

Bahia: CD reúne cantigas históricas da capoeira baiana Eventos - Agenda Musicalidade Portal Capoeira 1

O evento também promoveu uma roda de conversa entre os mestres (Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO )

O tema ‘Eu Também Canto a Bahia’, escolhido para guiar o lançamento do álbum, reforçou o ideal de que a capoeira, apesar de estruturar como um único movimento cultural, é formada por muitas outras vertentes e ritmos, cada um com sua particularidade.

“A capoeira é rica em um conjunto só. Mas, cada um faz o que é melhor para si, desenvolvendo seu estilo. Quem pratica sabe da importância de ter essa liberdade de ritmos”, disse Edenilton, 35 anos, conhecido como mestre Scooby. Neste domingo (21) como espectador, o professor pratica a arte há mais de 20 anos e dá aula no bairro de Luís Anselmo.

Para Carolina, ou melhor, a mestra Brisa, 41, o que une todas as vertentes da capoeira é a musicalidade, é o que conecta os dois corpos, dá o tom do gingado: “É o elemento fundante, que permeia o diálogo daqueles que estão ali. Mas, para você criar essa sinergia, você precisa de uma boa musicalidade”, defendeu.

O CD se tornou a materialização desse movimento. Para Tonho Matéria, além de disseminar e expandir o alcance da capoeira pelo país, a gravação coloca em pauta justamente o que o projeto insiste em discutir: a atuação da capoeira na sociedade.

 

A gente discute como levar essa música para dentro das salas de aula, falar sobre cultura, educação e até turismo. As pessoas não entendem que, muitas vezes, é essa prática que leva o jovem ao colégio, que transforma em um grande cidadão”, afirmou o mestre.

 

Capoeira de Angola x Capoeira Regional
O grande símbolo dessas vertentes apresentadas pela capoeira está na bifurcação, que separa a capoeira de Angola e a capoeira Regional. Criada pelo mestre Bimba (1899-1974) entre as décadas de 1920 e 1930, o estilo Regional da arte altera a formação da roda e como os capoeiristas se comportam dentro dela.

Com uma cadência mais acelerada, o estilo foi pensado para apresentações, e dispensava alguns instrumentos para guiar o ritmo. Entre eles, dois berimbaus, um pandeiro e o tambor, conhecido como atabaque.

Isso ia de encontro ao estilo chamado de Angola, que apresentava uma formação completa com três berimbaus, dois pandeiros e o batuque. Com isso, a musicalidade naturalmente se tornou mais complexa. Segundo Tonho, a variação Regional é “uma capoeira mais rápida e evolutiva”, que se destaca pela instrumentalização.

 

Fonte: https://www.correio24horas.com.br

 

Vinícius Harfush*

vinicius.harfush@redebahia.com.br | @_harfush

Campinas: Multidão acompanha Lavagem da Escadaria da Catedral

Campinas: Multidão acompanha Lavagem da Escadaria da Catedral

A lavagem celebra a resistência do povo negro e o legado cultural e religioso trazido por eles de várias partes do mundo

Muita gente foi conferir na manhã deste Sábado de Aleluia (20) a tradicional lavagem das escadarias da Catedral Metropolitana de Campinas. Nesse ano o ato, que é uma mistura de fé, religião, tradição e cultura, chegou a sua 34º edição.

A lavagem celebra a resistência do povo negro e o legado cultural e religioso trazido por eles de várias partes do mundo.

Antes da Lavagem, os participantes fizeram um cortejo que saiu da Estação Cultura, desceu pela Rua 13 de Maio até chegar à Catedral. Durante o trajeto os participantes entoaram cânticos, e entregaram flores com muita água de cheiro. A mesma água também foi usada para lavar as escadarias da igreja.

Depois da celebração uma extensa programação com várias atividades culturais e sociais tiveram início com apresentações de jongo, congada, folia de reis, catira, dança afro, capoeira e samba. A festa termina às 17h.

 

A MANIFESTAÇÃO

Conforme estudo de Marcela Bonetti, especialista cultural da Secretaria de Cultura de Campinas, no decorrer dos anos a cerimônia da Lavagem das Escadarias foi recebendo outras manifestações culturais afro-brasileiras presentes no município, como a capoeira, o jongo e o samba de bumbo. “Em função desses movimentos estarem relacionados à população afrodescendente, o racismo atribuído a essa população se estende aos elementos de sua cultura. Deste modo, analisar a cerimônia da Lavagem da escadaria é também tratar das relações sociais envolvidas e a intolerância presente”, afirma.

“A história da Lavagem da Escadaria em Campinas é relevante também no sentido de compreender como se construiu uma relação de aproximação com a Igreja, na representação do Bispo, ao sugerir que a data ocorresse no Sábado de Aleluia, único momento que a Igreja Católica se encontra fechada. A cerimônia no adro da Catedral, com as portas fechadas da Igreja, transformam também o espaço como um ato de festa”, complementa.

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A partir de 1998, a manifestação cultural da cerimônia da Lavagem da Escadaria da Catedral de Campinas foi incorporada ao Calendário Oficial do Município de Campinas, pela Lei Municipal nº 9515/97 e a partir de 2005, incluída no Calendário Turístico do Estado de São Paulo, pela Lei Estadual nº 12.097/05.

 

Fonte: https://www.acidadeon.com

Da Redação | ACidadeON Campinas

Mestre e Roda de Capoeira – Patrimônios Culturais

Rio Zoo e Iphan promovem o evento “Mestre e Roda de Capoeira – Patrimônios Culturais”

A Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres de Capoeira ganharam um evento em sua homenagem. A ação, fruto de parceria entre o Zoológico do Rio – Rio Zoo e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, tem como objetivo, além de dar continuidade às políticas de salvaguarda em prol do Ofício dos Mestres e da Roda de Capoeira, valorizar esses exemplares do nosso Patrimônio Cultural, homenagear os Mestres por conta de sua contribuição para a história e o desenvolvimento da Capoeira e dar posse dos membros do Conselho de Mestres de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro.

O Conselho é constituído por 30 Mestres titulares, sendo 15 da região metropolitana e 15 do interior assim distribuídos: 3 da região médio-paraíba, 3 da região dos lagos, 3 da região serrana, 3 da costa verde e 3 da região norte-noroeste, além de 30 Mestres suplentes.

Surgida no século XVII estre os africanos escravizados como instrumento de socialização e defesa, a capoeira é hoje um dos maiores símbolos da identidade brasileira, está presente em todo o país e é praticada nos quatro continentes. A Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres de Capoeira foram reconhecidos pelo Iphan como patrimônio cultural imaterial do Brasil em 2008, e estão inscritos no Livro de Registro das Formas de Expressão e no Livro de Registro dos Saberes, respectivamente.

O evento, que contará com rodas de Capoeira e a presença de Baianas de Acarajé, cujo ofício também é registrado como patrimônio imaterial do Brasil desde 2005, terá entrada franca e será realizado das 10h às 15h, na entrada do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. 

 

Serviço:

Mestre e Roda de Capoeira: Patrimônios Culturais

Data: 30 de março de 2019

Horário: Das 10h às 15h

Local: RioZoo (Parque da Quinta da Boa Vista, S/N)