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Histórias do Recôncavo

Qua, 02 de Dezembro de 2009 11:49 Pedro Abib 0 Comentários Crônicas da Capoeiragem
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O Recôncavo Baiano é mesmo uma região muito particular. É como se lá o tempo tivesse parado. A modernização, o progresso desenfreado, trânsito engarrafado, violência urbana, vizinhos que não se conhecem… essas coisas tão comuns na nossa vida cotidiana, lá no Recôncavo têm outra dimensão.

As pessoas têm mais tempo para as coisas, a vida é mais simples, todos se conhecem e se ajudam, há mais cooperação, solidariedade, alegria. Você ainda vê pelas ruas carroças puxadas por jegues, senhores bem vestidos com chapéu na cabeça, feiras livres onde tudo se compra, se vende, ou se troca, senhoras sentadas conversando na porta de casa enquanto crianças brincam no meio da rua…Lá o tempo passa mais devagar.

seu Aurélio, 96 anos, morador de Iguape, uma pequena cidade remanescente de um quilombo, localizada no coração do Recôncavo. seu Aurélio, 96 anos, morador de Iguape, uma pequena cidade remanescente de um quilombo, localizada no coração do Recôncavo. Muitos moradores juram de pé junto que a capoeira nasceu no Recôncavo. Talvez tenha nascido mesmo, como nasceu em outras partes do Brasil também, mas isso não importa pois a capoeira não tem certidão de nascimento ! O que importa é o significado que essa manifestação da cultura afro-brasileira possui para todos nós que aprendemos a amá-la e respeitá-la.

Muitos capoeiristas famosos vieram de lá, disso não tenham dúvida: Cobrinha Verde, Traira, Najé, Siri de Mangue, Neco Canário Pardo, Noca de Jacó, Gato, Atenilo, Santugri, entre tantos outros, sem falar no mais famoso de todos, o lendário Besouro Mangangá, que até bem pouco tempo não se sabia se ele tinha realmente existido, fato que foi comprovado recentemente, com a descoberta de alguns documentos que citam seu nome e seus feitos.

Há muito mistério também no Recôncavo. Muitas histórias envolvendo magia, quebrantos, patuás, corpo fechado, rezas de proteção, pessoas que se transformam em bicho ou planta. Tudo isso faz parte desse universo mítico-religioso de origem afro-brasileira que possui uma ligação muito forte com a capoeira. Não dá para compreender a capoeira de forma mais profunda, sem aprender a respeitar esse universo.

Durante as gravações do documentário “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros capoeiras” que produzimos recentemente, tivemos a oportunidade de conviver com muitos desses personagens e muitas dessas histórias. Como por exemplo seu Aurélio, 96 anos, morador de Iguape, uma pequena cidade remanescente de um quilombo, localizada no coração do Recôncavo. Durante o seu depoimento na beira do rio, seu Aurélio se mostrou resistente em responder algumas perguntas que eu fazia, sobretudo aquelas relacionadas ao mistério que envolvia a capoeira.

Mas por sorte, eu sou daqueles admiradores de um botequim e de uma boa cachaça e quando terminamos a gravação naquele dia, a equipe de produção foi toda descansar numa pousada na cidade, enquanto eu e o cinegrafista, meu amigo Alexandre Basso - também um admirador do “espírito forte”, como a cachaça é conhecida entre os mais antigos – resolvemos ir beber a saideira justamente no bar do seu Aurélio. Já era noite e à medida que íamos nos aprofundando nas infusões de cachaça com ervas que seu Aurélio nos oferecia, a conversa foi ficando mais solta. E num dado momento, seu Aurélio nos chamou para o fundo do bar. Alexandre, muito atento, ligou a câmera e atendemos ao chamado do velho mandingueiro. Num ambiente de penumbra, somente com a fraca luz de um lampião, seu Aurélio nos revelou alguns segredos muito íntimos, mostrou-nos seu patuá, explicou-nos como fazia para “fechar” o corpo e nos revelou algumas orações de proteção que ele utilizava. Foi um dos momentos mais fortes que vivenciamos durante o longo período de pesquisa e gravação desse documentário.

Mas é assim mesmo: os mestres e velhos guardiões da cultura popular, não entregam os seus segredos assim, facilmente e a qualquer um. Eles é que decidem o que, quando, como e a quem vão revelar. E a nós, cabe ter a paciência, o respeito e a sabedoria de esperar a hora e a ocasião certa de recebermos esses ensinamentos. Essa é mais uma lição que a capoeira nos ensina

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: "Crônicas da Capoeiragem" por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, que de modo ímpar nos descreve os causos e histórias do Recôncavo Baiano e seus "Personagens" as vezes quase lendários... Pedrão, como prefere ser chamado nos leva de modo solto e intuitivo ao universo da capoeiragem com uma narrativa simples e repleta de mandigagem...

Luciano Milhoni*

* (Pedrão em referência a um tipo/marca de cachaça e fazendo analogia ao grande camarada Plínio - Angoleiro Sim Sinhô, que em sua envolvente e alegre presença sempre brincava com o termo "teimando" em chamar-me pelo nome da cachaça, pela qual ambos, Pedrão e Plínio tem imenso apreço, apesar de eu ser um eterno abstêmio.)

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A Navalha na Capoeira

Dom, 15 de Novembro de 2009 20:33 Pedro Abib 0 Comentários Crônicas da Capoeiragem
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A NAVALHA NA CAPOEIRA A NAVALHA NA CAPOEIRA Naifa, Nafe, Sardinha, eram alguns dos nomes pelos quais era conhecida a Navalha, uma arma outrora muito utilizada pelos capoeiras. Pelo que se sabe, a navalha é uma herança dos portugueses, que a teriam introduzido entre os capoeiristas no Rio de Janeiro ainda no século XIX.

Os “fadistas” portugueses, sobretudo na cidade de Lisboa, que freqüentavam os bairros tradicionais da Alfama, Mouraria e Madragoa, no início do século passado, eram sujeitos sociais muito próximos aos “capoeiras” do Rio de Janeiro, pois além de freqüentarem os mesmos ambientes: portos, boemia, prostíbulos, botequins, eram também considerados sujeitos marginais que sofriam a dura perseguição da polícia, assim como os capoeiras por aqui. E nesses conflitos com a polícia, e também nas disputas entre os seus próprios pares, a navalha era uma arma que estava sempre à disposição, e não raro, eram responsáveis por graves ferimentos entre esses sujeitos e até morte em muitos casos.

O próprio “lenço de seda” utilizado no pescoço, parte indispensável da indumentária do capoeira (e também do sambista) clássico de outros tempos - aquele que usava chapéu “de banda”, terno branco, sapato bicolor e uma argola na orelha esquerda - tinha uma função muito específica: proteger o cidadão, do golpe certeiro da navalha. O “esguião”, como também era conhecido o lenço de seda, tinha a propriedade de impedir o corte da navalha por mais afiada que ela fosse, pois a seda do qual era feito, fazia com que a navalha deslizasse sobre sua superfície sem atingir o pescoço da vítima.

Manduca da Praia, Natividade e o legendário Madame Satã no Rio de Janeiro, assim como Caboclinho, Inocêncio Sete Mortes e Noca de Jacó na Bahia, ou como Nascimento Grande em Pernambuco, são nomes de alguns capoeiras que ficaram também conhecidos como exímios manejadores da navalha.

A navalha hoje em dia, já não faz mais parte do universo da capoeiragem, mas é sempre bom ficar de olho aberto, numa roda de capoeira, quando o jogo aperta e algum sujeito coloca as mãos no bolso de trás da calça ….afinal….nunca se sabe !!!

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: "Crônicas da Capoeiragem" por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

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O Iníco de Palmares: A Escravização do Índio

Qua, 02 de Junho de 2010 15:06 André Pêssego 1 Comentários Publicações e Artigos
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PALMARES, UM PROJETO DE NAÇÃO - O INÍCIO DE PALMARES....  (II), A ESCRAVIZAÇÃO DO ÍNDIO

"No dia em que nossa gente acabar de uma vez, eu vou  tirar esta

escora daqui, e o céu vai desabar, e todas as gentes vão desaparecer.

Vai acabar tudo". Sinaá, Lenda do fim do Mundo, povo Juruna.



-          1533 - Bula Veritas Ipsa Papa Paulo III declarando "os índios homens racionais"...

-          Entradas, expedições organizadas pelos Gov. Gerais, ou diretamente pela Corôa.

-          Bandeiras, empresa (expedição) organizada por particulares, ambas para caçar índio.

-          Incursões de franceses, iniciativa particular de "piratas" e não de governo.


Voyage en terre de Brésil - Jean de Léry Voyage en terre de Brésil - Jean de Léry Toda e qualquer referência à escravização do índio, que nos interessa, seria uma repetição da escravização negra. A história do Brasil é contada em dois extremos de uma mesma arma - ora como uma peça de defesa, o secular cuidado com a cabeça de louça do cristianismo; ora uma peça de descaracterização do negro - a condenação da vítima - "comprava-se negros escravizados por outros negros;  eram comprados por escambo índios escravizados por outros índios " : Doe mais ao negro do Mundo, assim com ao índio do Brasil, estas mentiras secularmente repetidas que a própria escravidão a que foram submetidos, doem-lhes a insaciedade do dominador...

As narrativas feitas entre o Séc. XVI e o XVIII serve como relato, não como interpretação, de um lado por que os escrivães não conheciam absolutamente nada do índio; segundo porque eram interessados - uns como mercadores ou agentes de mercadores; outros, por serem agentes da Coroa Portuguesa que chega ao Séc. XIX  "tendo no Brasil apenas a vaca leiteira".

Acrescente-se ao fato das expedições portuguesas serem compostas por homens sem letras. Se dentre os franceses e até dentre as poucas entradas alemãs de que se tem notícia sempre havia intelectuais, homens de letras, e muitos de ciência, (meramente interessados em ciência), dentre os portugueses não há um único registro com este cuidado, por todo o Séc. XVI e até o Séc. XVII. Mesmo entre os jesuítas pode-se encontrar quando muito um ou outro letrado, que eram dominados ou pelo interesse comercial da sua Ordem, ou pela posição de minoria dentre os seus pares, ou notadamente pela ordem severa da Igreja Católica. O que se conhece de imparcial e de cunho cultural é de origem francesa, depois holandesa.


RELATO SOBRE ÍNDIO, CRONISTA FRANCÊS JEAN LERY.


"Uma vez um velho índio perguntou-me: - Que significa isto de virdes vós outros, peros (portugueses) e mirs (franceses), buscar tão longe  lenha para vos aquecer? Não a tendes por lá em vossas terras? - Respondi que tínhamos lenha e muita, mas não daquele pau, e que não o queimávamos, como ele supunha, mas dele extraíamos tinta para tingir.

Retrucou o velho: - E por ventura precisais de tanto pau Brasil? - Sim, respondi, pois em nosso pais existem negociantes que têm mais panos, facas, tesouras, espelhos e mais coisas de que vós aqui podeis supor, e um só deles compra todo o pau Brasil com que muitos navios voltam carregados.

-          Ah! tu me dizeis maravilhas, disse o velho; e acrescentou, depois de bem alcançar o que eu dissera: - Mas esse homem tão rico não morre?

-          Sim, morre como os outros. -  E quando morre, para quem fica o que é dele? Perguntou.

-          Para seus filhos, se os tem, e na falta, para os irmãos ou parentes próximos, respondi.

-          Na verdade, continuou o velho, que não era nada tolo, agora vejo que vós, peros e mairs, sois uns grandes loucos, pois que atravesseis o mar com grandes incômodos, como dizeis, e trabalhais tanto a fim de amontoardes riquezas para os filhos ou parentes! A terra que vos alimentou não é suficiente para alimentá-los a eles? Nós aqui também temos filhos, a quem amamos, mas como estamos  certos de que após a nossa morte a terra que nos nutriu os nutrirá também, cá descansamos sem o mínimo cuidado". Jean Lery.

"... andavam muitos deles dançando e folgando uns ante outros, sem se

tomarem pelas mãos, e faziam-no bem".

(carta de Pero Vaz de Caminha, sobre o índio)



ÍNDIO ESCRAVIZA ÍNDIO  X  NEGRO ESCRAVIZA NEGRO, (meu Deus?)


Aí repousa o telhado de vidro do Cristianismo,  bastando que se diga:

1. Todo e qualquer bacharel em história, em qualquer parte do Mundo sabe que é mentira esta afirmação, assim como todo e qualquer bacharel em direito que tenha se dedicado ao Direito Antigo; (só tem sentido alguém escravizar alguém se o excedente de produção do escravo for superior ao que ele consome, como não havia noções de acumulação, entre negros e índios, não podia haver interesse em escravizar uma ou um grupo de pessoas)

2. No Brasil, ainda sobre o indígena: nem uma obra ou abordagem dos Irmãos Vilas-Bôas consta alguma citação de nações, ou tribo indígena escravizada por outra tribo, no que pese referências inúmeras a constatações e ou suspeitas de desaparição em guerras. (Todo animal lutou num dado instante por ração, e por toda a vida pelo instinto da procriação, apetite sexual).   Esta mesma observação vale para Darcy Ribeiro, ou Cândido Rondon. Os Vilas Boas viveram, moraram entre índios por mais de 45 anos, - vejamos um dos seus relatos:  "As grandes áreas devastadas, ou transformadas na sua vegetação original  existentes nas vizinhanças das aldeias em geral, provam a longa permanência dos índios nesses lugares...quantos anos não levaram para transformar grandes extensões em  mangabais,  piquizais.... e cerrados"?  Relato que desmente também as afirmações acerca do "nomadismo do índio brasileiro:  um povo agricultor não pode ser nômade.

"Quando Cabral pisou a terra brasileira em 1500, avalia Luis Amaral, já o indígena graças a ele próprio ou a seus antepassados, praticava a agricultura, em grau  mais ou menos igual ao então conhecido na Europa.." Assim é que eles já conheciam, naquela época  remota, anterior mesmo a 1500, o fumo, o algodão, o milho, a mandioca, a batata doce, a batatinha, o feijão, a abóbora, e o arroz", completa Aluysio Sampaio. 

Assim o índio, muitas das usas tribos foram se tornando errantes e não nômades como a Ordem Estado/Igreja usa como justificativa a 500 anos. Da Ordem dos Jesuítas e seus vigários o que se pode dizer é que foram sempre mais comerciantes (exploradores) que tudo o mais. De sob as imunidades desfrutadas em muitos períodos, cita Aluysio Mendonça Sampaio - "Do terror do gentio pelo português era tão grande que se chegou a criar a lenda do Padre de Ouro, lenda ainda contada por Frei Vicente do Salvador como verídica".

Esse terror do gentio pelo branco já é uma prova da decadência do poderio dos nativos. Daqui por diante veremos os portugueses avançando, escravizando-lhes e empurrando-os para o sertão. "E a terra, em todos os lugares do Brasil, irá aos poucos mudando de dono". Nos moldes da mistura geral, o Gov. Luiz de Brito, na sua primeira atitude organiza expedição de caça ao índio como nunca....diz frei Vicente "Na Paraíba, não deixaram branco nem negro, grande nem pequeno, macho nem fêmea, que não matassem e esquartejassem". (sobre a tática de jogar o negro contra o índio e vice-versa. Embate contra uma tribo talvez ainda desconhecida, entrada de Governadores  Gerais). Tudo o que se passou nos Séc. XVI e XVII chega, com a mesma intensidade a meados do Séc. XIX, constata Alexander Marchant, por desconhecer o Brasil de 1940 quando escreveu. Aliás aquele Historiador americano em todo seu escrito "Do Escambo a Escravidão", (l943), se não chega a desmentir, em nenhum momento avaliza afirmações sobre escravização de índio por índio.

A descoberta do Brasil, para o indígena como para o negro foi mais danosa que toda e quaisquer das invasões  de bárbaros em quaisquer lugar da terra onde ocorreu  - 500 anos depois e ainda não houve intercâmbio, não há nada que se possa conceituar além do domínio, do saque. Assim é que o indígena brasileiro regrediu, decresceu em número e em qualidade de vida e afunilou-se inversamente do ponto de vista da evolução técnico-cultural

PS. Quando tratarmos do início de Palmares, A escravização do negro, vamos demonstrar a mentira da escravização do negro pelo negro, e ou a escravização do índio pelo índio .


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Berimbau Brasil  - São Paulo, SP

Mestre João Coquinho - 10 anos

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Músicas de Capoeira

Qui, 27 de Janeiro de 2005 15:21 Luciano Milani 70 Comentários Musicalidade
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Músicas de Capoeira Músicas de Capoeira Depois de uma pesquisa que fiz na internet, buscando músicas sobre capoeira, consegui agrupar + de 100 músicas sobre o tema!

Este documento esta disponivel para download em nosso site na seção de Donwloads.

Se quiser ter s sua música publicada em nossa rádio, entre em contato atraves do seguinte endereço: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Para baixar este documento e começar a cantar, Clique aqui.

 

* As musicas contidas neste documento (.pdf) são em sua maioria de domínio público.


 Para baixar outras músicas e mídias para começar a cantar, Clique aqui.
  • Aproveitem para visitar a nossa seção de Donwloads e também a Rádio Portal Capoeira.
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Jesus, Vigotisky, capoeira e Cidadania

Sex, 11 de Dezembro de 2009 16:59 Angelo Augusto Decanio Filho 0 Comentários Publicações e Artigos
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Mestre Decanio Mestre Decanio Ø      Jesus pregou a cidadania como Lei Divina
o        Somos todos irmãos
Ø      Vigotisky concebeu a cidadania como decorrência lógica da vida em sociedade e cooperação inter-pares
o        A vida em sociedade ou grupo baseia-se na cooperação entre seus membros ou pares1
o        Nenhum homem se constrói HOMEM sem a cooperação de OUTRO HOMEM2
Ø      A capoeira materializa a cidadania pela indispensabilidade de respeito e confiança mútua entre os seus praticantes
o        A capoeira parece um embate de corpos, mas é um encontro de corações em clima de harmonia, felicidade e amor3

 

A capoeira é uma escola de Cidadania

 

Mais do que uma luta, a capoeira é hoje também dança, música, história e cidadania. É uma arte desportiva genuinamente brasileira que, de dia para dia, cativa cada vez mais jovens por todo o mundo, passando uma mensagem de vida, parceria e integração, na luta do dia-a-dia.

O Ministro da cultura do Brasil, Gilberto Gil, em seu discurso de agosto de 2004 na ONU, em Genebra afirmou:

" ... Atualmente, a capoeira já é praticada em mais de 150 países. Nas Américas, no Japão, na China, em Israel, na Coréia, na Austrália, na África e em praticamente toda a Europa. A capoeira disseminou-se pelo mundo com entusiasmo. Mesmo sem falar português, um chinês, um árabe, um judeu ou um americano podem repetir o compasso da mesma música, a arte do mesmo passo e a ginga do mesmo toque."

A luta está sempre presente, até pelas suas origens – desenvolvida pelos escravos do Brasil como forma de resistir aos opressores, praticada em segredo e recorrendo à “ginga”, movimento que lembra a dança e à música, para assim “enganar” os patrões (Escravistas / Senhores de Engenho / Grandes Fazendeiros, etc...).
“Respeito, malícia, disputa, brincadeira” são elementos presentes durante o jogo onde as canções são marcadas ao ritmo do berimbau, instrumento "rei" da capoeira, sob um ritmo contagiante e profundo.

Quem entra na roda para jogar, entende que o respeito e a cidadania, inerentes do "JOGO", são fundamentais dentro do universo da capoeiragem, pois a capoeira deve ser praticada dentro de um preceito básico, determinado por 3 PILARES FUNDAMENTAIS:


RITMO, RITUAL e RESPEITO


TRÊS "ERRES" FUNDAMENTAIS

"Capoeira é uma palavra estranha...
que se escreve com um "rê" suave...
e se pratica com três "erres"...
o primeiro é o RITMO... o segundo o RITUAL..
o terceiro é o RESPEITO...
sem os quais não se joga capoeira!"


1 Peer em inglês - 2 Vigotisky - 3 AADF

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Fevereiro 2012
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  • Roda de Confraternizaçao COTIA 2012
  • Janeiro 21, 2012 (00:00)
  • ANIVERSARIO DO MESTRE INDIO MOCAMBO
  • Janeiro 07, 2012 (Todo dia)
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  • Encontro de Capoeira Angola2012 do Mestre Lua de Bobó
  • Janeiro 04, 2012 (08:00 - 09:00)
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  • Jogo de Discursos A disputa por hegemonia na tradição da capoeira angola baiana
  • A CONSTRUÇÃO DA MALÍCIA E A FILOSOFIA DA MALANDRAGEM
  • Das maltas ás tribos: estratégias identitárias dos grupos de capoeira em Portugal
  • Capoeira Uma História de Vida
  • Revista Gingando para Cidadania
  • Do Cordel à Narrativa Biografica: A Invensão de Besouro, o Herói de Corpo Fechado
  • A capoeira do Rio de Janeiro do século 19 e a capoeira de Salvador das décadas de 1930 e 1940
  • Caxixi: Um Exemplar da Percussão Afro-Brasileira e sua contribuição para a Educação Musical
  • Trailer Mestre Bimba A Capoeira Iluminada (30130)
  • Proposta de Planejamento Anual das Aulas de Capoeira Mirim (17679)
  • Vadiação (14647)
  • Músicas de capoeira (12137)
  • A hora é essa: Mestre Bigodinho (11840)
  • Trailer Mestre Bimba A Capoeira Iluminada - conecx.discada (11749)
  • Toque São Bento Grande: Mestre Caiçara (8188)
  • Toque Banguela: Mestre Bimba (7439)
  • Sequência de Bimba (7370)
  • Olá, sou professor de Educação Física e ex-al...
    por Christiano
  • A capoeira mais uma vez sofre uma grande perd...
    por prof:pingo
  • Existem ações contra o CONFEF/CREF judicialme...
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