Desenvolvida por escravos de origem africana, a capoeira, único esporte genuinamente brasileiro, já foi vista com maus olhos no início de sua propagação. Hoje, o olhar sobre o esporte, que mistura dança, luta, arte, cultura regional e música, definitivamente tomou outro horizonte; atualmente ela é inclusive utilizada como método terapêutico em clínicas de recuperação. Rafael Nonato Sampaio de Souza, ou Fantasma, como é conhecido na capoeira, ministra aulas para quase cem crianças do Projeto Social que ele próprio criou, em parceria com Oscar Brolezi, diretor da Ityruna Artes, intitulado “A Criança no Mundo das Artes”.
O mesmo projeto que desenvolve na sede da Ityruna Artes, é realizado no Bairro de Nova Serra Negra, na sede da ONG Liberdade Cultural. “Assim como todos os esportes, a capoeira desenvolve inúmeras habilidades. No trabalho que desenvolvo com os artistas da Ityruna Artes, ela amplia a percepção e desenvoltura quando eles sobem ao palco”, explicou Fantasma. E conclui: “Há mais de um ano, faço um trabalho no Instituto Souza Novaes, onde atendo dependentes químicos, ajudando-os a sair do mundo das drogas, pois este é o objetivo da capoeira também”.
A maior dificuldade que ele enfrenta é a ausência de empresas engajadas no trabalho social que faz e a despreocupação de autoridades municipais com o esporte.
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