Além das maltas, há indícios de outras formas coletivas de organização dos capoeiras, nos instantes finais da escravidão no país. Observa-se, por exemplo, nítida aproximação entre capoeiristas e abolicionistas no depoimento do jornalista Carl Von Koseritz (Imagens do Brasil, publicado na Alemanha em 1885) ao comentar o linchamento do negro Apulcro de Castro, proprietário do pasquim de escândalos Corsário:
"(alguns dias depois do linchamento) ao cair do crepúsculo, grandes quantidades de capoeiras (negros escravos amotinados) e semelhantes 'indivíduos catilinários' se reuniram na praça de São Francisco e começaram, ali e na rua do Ouvidor, a apagar os bicos de gás, e, logicamente, a destruir os lampiões, enquanto gritavam alto e bom som "Viva a Revolução" (...) o Rio tem nos seus capoeiras um mau exemplo e deles se aproveita a propaganda revolucionária dos abolicionistas, sublevando os homens de cor pela morte do negro Apulcro (...)."
Artigos mais atuais:
- 23/02/2005 10:58 - Berimbau
- 14/02/2005 22:18 - Mestre Bimba um visionário
- 10/02/2005 10:07 - Bimba, de Angola a Regional
- 07/02/2005 16:32 - Manduca da Praia
Artigos Relacionados:
- 06/02/2005 18:43 - Major Miguel Nunes Vidigal
- 04/02/2005 11:42 - Madame Satã
- 02/02/2005 12:27 - Fatos Curiosos: Capoeira e a Política



































O Portal Capoeira tudo fará para manter este espaço de manifestação democrática dentro do mais alto nível de ética e responsabilidade podendo a qualquer momento apagar qualquer conteúdo que infrinja nossa política de publicação.