1º FESTIVAL DE capoeira ANGOLA
Academia de capoeira angola de mestre João Pequeno de PastinhaTemos o enorme prazer de convidar a toda a comunidade capoeiristica para este evento imperdível que estará acontecendo no final de julho em Aveiro - Portugal.
Sob a organização do mestre Pé de Chumbo, este fantástico acontecimento irá nos proporcionar uma oportunidade singular de conviver e estar perto de um dos maiores ícones da capoeira, mestre João Pequeno de Pastinha.
Também estarão presentes os Mestres Rosalvo e Deraldo, convidados de renome internacional para abrilhantar ainda mais este festival.
Ao invés de apenas publicitar o EVENTO, resolvi fazer uma singela homenagem a João Pereira dos Santos, aluno de mestre Gilvenson e depois discípulo de mestre Pastinha, de quem se tornou continuador, é hoje o mais "velho" discípulo VIVO de mestre Pastinha. Integrou em 1966 a delegação brasileira no Premier Festival des Arts Nègres, em Dakar (Senegal). Hoje, ainda mantém Academia de capoeira, no Forte Santo Antônio (centro histórico de Salvador) e continua dissiminando pro todo o mundo os ensinamentos e as "manhas" de seu professor. Em dezembro de 2003 a Universidade Federal de Uberlândia outorgou o título de doutor honoris causa pelo seu conhecimento em capoeira angola.
Em 1970, mestre Pastinha assim se manifestou sobre ele e seu companheiro João Grande: "Eles serão os grandes capoeiras do futuro e para isso trabalhei e lutei com eles e por eles. Serão mestres mesmo, não professores de improviso, como existem por aí e que só servem para destruir nossa tradição que é tão bela. A esses rapazes ensinei tudo o que sei, até mesmo o pulo do gato".
Retirado de "http://www.portalcapoeira.com/wiki/index.php?title=Jo%C3%A3o_Pequeno"
Não percam esta oportunidade, eu estarei lá e voce?
Pavilhão Municipal - Avenida Mário Sacramento, Ílhavo - Aveiro
Contato:
Mestre Pé de Chumbo -
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Estudante Russo: +351 916009479
Segue um dos mais belos textos que já li sobre mestre João Pequeno
AS TRÊS ESTRELAS DE ANGOLA
Por A. A. Decanio Filho - mestre Decanio
Mestre Caiçara certamente cantaria:
Céu de Angola tem três estrelas!
Todas três entrelaçadas!
Uma é "Grande"!
Outra é "Pequeno"!
A "Primeira" está no Alto...
Onde mora "O Brilho Maior"!
Acostumado a assistir do anonimato das galerias, às rodas e exibições do Centro Esportivo de capoeira angola, onde pontificavam as figuras de Pastinha e seus principais seguidores, desde logo aprendi a admirar o jogo expressivo dos dois "Joãos", diferenciados em "Grande" e "Pequeno’ em paralelo físico, apesar de idênticos na lisura, elegância, disciplina e beleza gestual.
João Pequeno, na realidade não era tão pequeno, o cognome sendo apenas relacionado ao físico avantajado do "Grande". No jogo ambos se agigantavam e equivaliam.
Calado, ele ensinava aos mais novos pela exibição de seus movimentos elegantes, desenvolvidos dentro do ritmo como exigido pelo ritual da capoeira, sempre mantendo o respeito pelo parceiro do jogo, seja no plano físico, seja no moral.
Cantando, falava a linguagem tradicional dos capoeiristas na roda, louvando a tradição, exaltando suas origens, acentuando as qualidades da terra e de seu povo, num jogo elegante e ritmado de frases poéticas.
Vivendo, transmitia um exemplo de humildade serena e liderança inconteste, impondo-se pelo carisma a todos que dele se aproximavam.
Na intimidade, revelava-se um pai extremoso, devotado à preservação dos valores espirituais da família e zeloso no provimento das necessidade materiais dos seus.
Ao completar a oitava década, continua o mesmo de sempre: calmo, humilde, apaixonado pela capoeira; jogando capoeira e liderando um dos grupos mais expressivos da nossa terra, embora cultuado como um dos monstros sagrados da nossa e reconhecido internacionalmente como um dos marcos mais importantes na história da nossa arte-e-manha de São Salomão.
A evolução da capoeira a partir de 1943 vem acompanhando o trajeto duma estrela gêmea, cujos focos são os dois mestre Maiores, Bimba e Pastinha, sob a luz dos quais temos que forçosamente examinar e entender os fatos.
Pólos opostos, porém complementares, os dois grandes lideres, se completam, unindo a modernidade à tradição.
Somente graças à visão de Pastinha, manifestada na sua adorada capoeira de Angola, pôde o verdadeiro jogo da capoeira conservar sua pureza original e sobreviver ao impacto da histórica tormenta desencadeada pela criação da luta Regional, antípoda do Jogo de capoeira, porta aberta para intromissão dos teóricos modernos e as conseqüentes deformações conceptuais da capoeira baiana original, "sempre elegante, bela e gentil com Deus a concebeu", nas suas palavras.
Pastinha proclamou nos seus manuscritos a estrita obediência aos três erres fundamentais do jogo capoeira : Ritmo, Ritual e Respeito, sem os quais a prática se transforma em luta feroz, de bestas ensandecidas.
João Pequeno, após o retorno do Velho mestre aos planos mais elevados, toma do cetro e vem dirigindo com serena humilde, o barco da tradição, de portaló aberto ao progresso e à evolução, sem perda de objetivo e rota.
Enfim, João Pequeno faz jus à frase do mestre Pastinha ... "o famoso o povo lhe diz" ...
Deus salve o mestre João Pequeno!
Oxalá o cubra com seu alá...
e resguarde das artimanhas dos exús...
nas encruzilhadas da vida!
Nota final:
Pessoalmente, desejo alcançar os "oitentinhas" assistindo suas brincadeiras e exibições de habilidade nas rodas da "Academia de João Pequeno de Pastinha do Centro Esportivo de capoeira angola".
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