A Vila Cultural Brasil, que teve convênio prorrogado junto ao Programa Municipal de Incentivo à cultura (Promic) e continua recebendo os recursos municipais, promove, durante três dias da semana, rodas de capoeira Angola. As aulas contam com a participação de média de 15 pessoas, e são realizadas no local as segundas, quartas e sextas-feiras, das 19h às 21h30. “Temos um público fiel, mas o evento é aberto para toda a comunidade. O interessado pode entrar em contato com a vila e obter mais informações pelo telefone [43] 3324-8056, no período da manhã”, explicou o coordenador do espaço e professor de capoeira Angola, Marcelo Pinhatari.
Ele afirmou que, além dele, as aulas são ministradas pelo mestre baiano, da cidade de Salvador, João Pequeno. “A capoeira Angola existe em Londrina há oito anos e, é feita na Vila Cultural Brasil, há três deles”, comentou. Pinhatari ressaltou que o grupo recebe o treinamento durante a semana e participa, nos sábados, às 19h, das rodas de capoeira, também promovidas no espaço cultural. “É um espaço da modalidade para que os alunos possam se apresentar e interagir com a comunidade”, citou.
De acordo com o coordenador, a capoeira Angola é uma manifestação da cultura popular brasileira. “Ela guarda muito da história do Brasil que não foi contada na história oficial”, ressaltou Pinhatari. Segundo ele, por preservar uma história que não foi contada, a capoeira se torna um movimento de resistência e de resgate da cultura brasileira. “Nela encontramos elementos que condizem com a nossa realidade.”
Conforme o professor, a capoeira Angola manifesta a cultura e a história por meio da expressão corporal e da história passada “de mestre para discípulo”. “A maioria da população do Brasil é negra. A história da escravidão é algo que se manifesta na capoeira de angola porque cria uma identidade com esse povo. Por isso, o objetivo é preservar essa cultura que não está escrita em lugar algum, mas foi passada de geração para geração, de mestre para discípulo”, destacou.
Pinhatari é o precursor dessa modalidade de capoeira em Londrina. Em 2000, após morar três anos em Salvador, trouxe para o município o novo estilo. De lá para cá vem difundindo a cultura em Londrina com aulas e as oficinas anuais com gente de várias partes do Brasil. “A capoeira Angola é mais de raiz e promove o resgate cultural. É jogada mais no chão, rasteiro, além de ser mais lenta do que a tradicional. Procura preservar as origens da capoeira”, explicou.
Marcelo Pinhatari informou, ainda, que a Vila Cultural Brasil realizará apenas as aulas de capoeira durante este mês, para planejar as próximas atividades que estão por vir. “Vamos contatar os agentes culturais e começar a programar a agenda deste ano. O espaço promove um trabalho comunitário que beneficia significativamente as pessoas que participam das oficinas e dos cursos oferecidos”, enfatizou. (NC/PML)
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