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Curso gratuito de Formação Continuada de Capoeira no Cepeusp

Curso gratuito de Formação Continuada de Capoeira no Cepeusp

Estão abertas as inscrições para o II Curso de Formação Continuada de Capoeira do Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp), que será realizado nos dias 11 e 12 de fevereiro. Nesta edição, o tema central será a musicalidade na Capoeira: estratégias de ensino, ritualística e construção de instrumentos. Haverá oficinas, atividade com Instituto Tambor e roda de saberes.

O curso de Formação Continuada de Capoeira é um evento de formação, capacitação e atualização. Destina-se a profissionais e praticantes de Capoeira que buscam continuamente melhorar sua prática de ensino para poderem auxiliar na transformação dos praticantes, através do ensino empoderador e atualizado. O tema Musicalidade da Capoeira na Aquisição de Bem-Estar e Qualidade de Vida será abordado por Mestres renomados, aptos para contribuir com a melhora de sua percepção deste artifício tão importante durante a prática da Capoeira.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet até o dia 4 de março. O Centro de Práticas Esportivas da USP fica na Praça 2, Prof. Rubião Meira, 61, Cidade Universitária, em São Paulo.

 

 

Programa

Sábado – 11/03/2017

9:00 – 12:00 – Workshop: Professora Ana Paula Guimarães
Técnicas Vocais: Ferramentas para o ensino e melhora da Musicalidade da Capoeira.
(Aquecimento, respiração, ritmo, afinação e possibilidades do canto coral).
12:00 – 13:30 – Almoço – (Haverá almoço no restaurante do CEPEUSP, não incluído no valor da inscrição)
13:30 – 16:00 – Aula: Mestre Piter – Grupo Ninga-SP
A Orquestra de Berimbaus do Nzinga: Estratégias diferentes de ensino da musicalidade às novas e antigas gerações de alunos.
(Explorando Ritmos e variações).
16:00 – 16:30 – Coffee Break
16:30 – 17:30 – Oficina de Instrumentos: Mestre Artesão Luiz Poeira – Instituto Tambor-SP
O Processo de Construção dos Instrumentos de Capoeira e o Trabalho e Importância do Artesão em nossa Arte.
17:30 – 20:00 – Curso: Mestre Moraes – Grupo de Capoeira Angola Pelourinho-Salvador-BA
Ritualística e Fundamento da Musicalidade na Capoeira Angola.

Domingo – 12/03/2017

8:00 – 13:00 – Oficinas Simultâneas:
Contra Mestre Rafael Dia Lemba – Mbuntu-SP;
Capoeira e Musicalidade: O Antigo através da Visão da Nova Geração.

Professor Caverna – Escola de Capoeira Regional Filhos de Bimba/Fundação Mestre Bimba -SP (Discípulo de Mestre Nenel, Filho do Mestre Bimba);
Ritualística e Fundamento da Musicalidade na Capoeira Regional Tradicional: Ensino da Musicalidade na Regional de Mestre Bimba.

Minhoca – Casa Mestre Ananias
A Musicalidade e Linguagem Antiga e Popular da Capoeira: De Cachoeira-BA à Praça da República-SP – Viva Mestre Ananias!

8:00 – 9:30 – Oficina 1
Turma A – CM Rafael
Turma B – Prof Caverna
Turma C – Minhoca

9:30 – 11:00 – Oficina 2
Turma A – Minhoca
Turma B – CM Rafael
Turma C – Prof Caverna

11:00 – 12:30 – Oficina 3
Turma A – Prof Caverna
Turma B – Minhoca
Turma C – CM Rafael

12:30 – 14:00 – Almoço
14:00 – 15:30 – Roda de Saberes: O Canto e a Musicalidade na Visão do Mestre Pernalonga.
15:30 – 16:30 – Roda de Capoeira e Encerramento: Sob Comando do Mestre Pernalonga e dos Convidados.

Obrigatório trazer instrumento de Capoeira para participar dos Cursos. Instrumentos podem ser adquiridos com os artesãos/participantes do Evento (desde que solicitado com antecipação).

it-680x254Apoio Cultural Instituto Tambor   

Fonte: http://www.usp.br/

AS CHAMADAS OU PASSO A DOIS

AS CHAMADAS OU PASSO A DOIS

ALGUMAS COISAS NA CAPOEIRA, SĀO VISTAS COMO FUNDAMENTO.

MAIS NA VERDADE SĀO NORMAS OU PROCEDIMENTOS INTERNOS E/OU PESSOAIS, QUE TAMBEM DEVEM SER RESPEITADOS.

SENĀO VEJAMOS : SEMANA PASSADA FUI QUESTIONADO SOBRE O SEGUINTE.

SE ALGUEM QUE NĀO É MESTRE, ESTIVER JOGANDO COM UM MESTRE.

DURANTE O JOGO PODE FAZER UMA CHAMADA PARA O MESTRE ?

A CHAMADA OU PASSO A DOIS ESTA INCLUIDA EM UM JOGO SENDO UMA DAS CARACTERISTICA DA CAPOEIRA ANGOLA. PORTANTO SE ALGUEM ESTA JOGANDO COM UM MESTRE É POR TER CONDIÇOES DE ALI ESTAR… E SENDO A CHAMADA PARTE DO JOGO, LOGICO QUE PODE CHAMAR O MESTRE SIM.

MESTRE GENI

QUANDO EU AINDA NĀO ERA MESTRE E ALGUM MESTRE ME DAVA A HONRA DE JOGAR COM ELE, ESTE DE UM CERTO MODO, ME INCENTIVAVA A TAMBEM FAZER A CHAMADA.

POIS SE EU SOMENTE FOSSE CHAMADO NĀO APRENDERIA A MANEIRA CORRETA DE CHAMAR.

POIS O MESTRE ATENDENDO A CHAMADA, ESTARIA TAMBEM ME ENSINANDO COMO EU ATENDER DE MANEIRA CORRETA E SEGURA..

POREM SE ALGUM MESTRE OU NUCLEO DE CAPOEIRA DIZ QUE SOMENTE O MESTRE DEVE FAZER A CHAMADA É UM PROCEDIMENTO E NĀO UM FUNDAMENTO.

QUE TAMBEM DEVE SER RESPEITADO POIS CADA UM MANDA EM SUA CASA, ONDE DITA SUAS NORMAS E PROCEDIMENTOS !

Mestre Geni

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Baiano Lucas Ferreira, o Ratto, vence O Red Bull Paranauê

Baiano Lucas Ferreira, o Ratto, vence O Red Bull Paranauê

A final da competição Red Bull Paranauê aconteceu na tarde de ontem no Farol da Barra, Salvador – Bahia.

Quem disse que santo de casa não faz milagre? Sob os olhares da torcida e, por quê não, de todos os santos da Bahia, Lucas Dias “Ratto” provou todo seu talento e se consagrou “o capoeirista mais completo do mundo” no Red Bull Paranauê.  Ele superou outros 15 capoeiristas e levantou o troféu da competição em sua terra natal, Salvador (BA).

Dezesseis capoeiristas em busca de um título: ser o “mais completo do mundo”. Para vencer a primeira edição do Red Bull Paranauê, que aconteceu no Farol da Barra na tarde de ontem, não era preciso ser apenas um bom capoeirista, mas demonstrar que sabe jogar e tem ginga em três dos principais segmentos da luta: angola, regional e contemporânea. Para avaliar o estilo e precisão dos golpes dos participantes, seis mestres – dois especialistas em cada tipo de toque – foram convidados: Nenel, Itapuã, Jogo de Dentro, Vírgilio, Paulinho Sabiá e Capixaba.

A grande final

O último jogo foi entre Lucas Dias “Ratto” e o paulista Arthur Santos “Fiu”. Os toques escolhidos para os últimos jogos foram o de São Bento Grande, representando a capoeira Contemporânea, e o de Jogo de Dentro, representando a capoeira Angola.

“Acho que meu diferencial foi o toque São Bento Grande. Como sou da capoeira Contemporânea, esse era meu forte, principalmente pela minha rapidez e pela facilidade de fazer acrobacias no ar”, diz o campeão.

Mas, mesmo com Ratto levando o título do evento, todos os capoeiristas saíram com a sensação de que ganharam, principalmente, muita experiência e amizades no Red Bull Paranauê.

 

 

Foi maravilhoso. A experiência como um todo, as aulas, o campeonato, foi tudo muito bom. Tivemos praticamente uma aula particular com os Mestres, nem todas as pessoas têm a oportunidade de vivenciar isso. Pra quem vive de capoeira, como eu, isso não tem preço.

Arthur Santos Fiu

 

Sou suspeito para falar, passei os melhores dias da minha vida aqui. Todos do grupo que eu faço parte estava do meu lado dizendo que eu era capaz. Meu professor me disse, uma noite, “você vai ganhar”. Eu nem acreditava. E eu ganhei!

Lucas Dias Ratto

Na Platéia

E o público de baianos e turistas, que vibraram a cada movimento mais ousado, viram um soteropolitano, Lucas Ferreira, o “Ratto”, ser campeão. “É muito importante para mim ser primeiro vencedor do campeonato. Não me vejo como um campeão da capoeira, mas um campeão da competição”, disse o atleta de 31 anos.

A torcida, segundo Ratto, fez toda a diferença para a vitória dele. “Eu estava em casa, né? Meu apelido é rato porque sou um rato de roda. Estava aqui com meus amigos na plateia também e foi muito bom sentir essa energia”, comemorou.

A turista catarinense Alessandra Espinola, 42 anos, não tinha um participante favorito, mas estava torcendo por todos.  “Soube pela internet do campeonato e vim para assitir. Gosto muito de capoeira e achei o evento bem massa. Acredito que esse tipo de evento é muito bom para divulgar a capoeira”.

Já o casal de  capoeiristas Erica Almeida e Edson Negrete compareceram ao evento com o filho Denen, de 3 anos, para torcer pela baiana Débora Pérola, única participante feminina da competição. “É importante ver a capoeira acontecendo no berço dela e ver ela ser levada para vários outros países. Como mulher, me senti representada por ela”, disse.

O campeonato Red Bull Paranauê contou com o apoio da Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo, a Saltur. “É muito  importante poder unir esse conteúdo que temos que é o patrimônio imaterial da capoeira  com a  ação de promoção da cidade”, declarou o presidente do órgão, Isaac Edington.

Mais de 3500 pessoas estiveram no Farol da Barra para assistir a Mestres renomados julgando alguns dos maiores capoeiristas do mundo na busca pelo mais completo de todos.

Impressões

“Através de toda a plataforma da Red Bull, temos uma cobertura internacional que ajuda a levar a imagem de Salvador para fora do Brasil. O evento foi uma ótima oportunidade de valorizar as iniciativas que fazem todo o sentido para nossa cultura e promover, ao mesmo tempo, a nossa cidade para o mundo”, completou Edington.

A curadoria do evento ficou por conta do Mestre Sabiá, com 30 anos de experiência em capoeira. “Na minha avaliação,  a grande campeã do Red Bull Paranauê é a própria capoeira. Ela  precisa ocupar novos espaços com um olhar diferenciado e esse evento cria essa possibilidade”, disse Sabiá.

“A capoeira é esporte, é arte, é dança, é cultura. Ela é muito complexa, com um universo muito grande, é difícil dizer quem é o melhor, mas é possível mostrar o mais completo”, explicou.  Segundo o Mestre, a expectativa é que o evento  continue acontecendo, com seletivas em diversas partes do mundo.

Tanto as seletivas quanto a grande final buscaram manter a essência da Capoeira e perpetuar os ensinamentos de grandes nomes como Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Mestre João Grande e outros. As regras e o conceito envolviam mostrar as habilidades dos participantes em três dos principais segmentos da Capoeira: Angola, Regional e Contemporânea.

Como prêmio pela vitória, Ratto ganhou três dias na academia do Mestre João Grande em Nova York (EUA).

SALVADOR: Cinco baianos garantem vaga em final de torneio global de Capoeira

A seletiva foi dividida em duas partes: a primeira definiu sete representantes da Bahia e de outros Estados do Brasil para a final; e a segunda escolheu quatro finalistas

O projeto ‘Red Bull Paranauê’, torneio de Capoeira que busca revelar o capoeirista mais completo do mundo, selecionou 11 finalistas entre baianos, outros brasileiros e estrangeiros para participarem da grande final do evento. Com mais de 100 inscritos, o concurso aconteceu nesta semana na casa do Projeto Mandinga, no Pelourinho. A decisão acontece no próximo sábado (28), com 16 capoeiristas, a partir das 14h30 no Farol da Barra, com entrada aberta ao público.

A seletiva foi dividida em duas partes: a primeira definiu sete representantes da Bahia e de outros Estados do Brasil para a final; e a segunda escolheu quatro finalistas, representando os capoeiristas estrangeiros ou brasileiros que vivem no exterior. Barcelona, na Espanha, São Paulo e Rio de Janeiro já receberam suas qualificatórias, classificando, no total, cinco competidores para o Red Bull Paranauê.

Stenio Almeida “Aranha”, Antônio da Silva “Black”, Eduardo Nunes “Africano” e Diop Baidy “Caribu”, este último da Bélgica, representarão a Capoeira que é praticada fora do Brasil – seja pelo belga Baidy ou pelos brasileiros que moram em outros países. Lucas Ferreira “Ratto”, Kleber Santos “Kbeção”, Marcus Vinícius “Anum”, Débora Santos de Almeira “Perolla” e Nahuel Mingote “Guaxini do Mar” são os finalistas baianos do evento. Alisson Vieira “Máscara”, residente de São Paulo, e Roberto Campos “Roliço”, do Amapá, completaram a lista de classificados.

As regras e o conceito são os mesmos para todas as etapas: os competidores terão que mostrar suas habilidades em três dos principais segmentos da Capoeira – Angola, Regional e Contemporânea.

Para definir o campeão, o evento terá três toques da Capoeira, cada um representando um estilo específico: Toque Jogo de Dentro (Angola), Toque de Iúna (Regional) e Toque São Bento Grande Regional (Contemporânea). Dois capoeiristas se reunirão no centro e sortearão dois toques para serem jogados, com 40 segundos para cada um dos toques. O capoeirista mais completo do mundo, que será conhecido no dia 28 de janeiro, no Farol da Barra, ganhará três dias na academia do Mestre João Grande em Nova York (EUA).

Na final do Red Bull Paranauê, seis mestres brasileiros farão parte do corpo de jurados, com dois deles representando cada um dos estilos de Capoeira em jogo:

Mestre Nenel: Representando a Capoeira Regional

Mestre Itapuã: Representando a Capoeira Regional

Mestre Jogo de Dentro: Representando a Capoeira Angola

Mestre Virgílio: Representando a Capoeira Angola

Mestre Paulinho Sabiá: Representando a Capoeira Contemporânea

Mestre Capixaba: Representando a Capoeira Contemporânea

 http://www.ibahia.com/

Contemplações: De dar um exemplo…

Vamos dar um exemplo?” Mas qual tipo de exemplo seria então?

Costumamos dizer que alguém tem que “dar um bom exemplo”, especialmente um professor. E sempre quando isto é falado, parece que todos estão entendendo o mesmo. Mas será? Será que um bom exemplo é sempre um bom exemplo, ou existe um bom exemplo de um mal exemplo também? E vice versa? E o que o exemplo tem a ver com a capoeira e o papel do professor?

Aprendizagem e desenvolvimento sem exemplos é difícil; para explicar algo precisamos um modelo, para aprender precisamos algo que serve como representação, e até há aquela inspiração de se desenvolver numa certa direção, de uma certa maneira.

Muitos vezes quando falamos do exemplo, isto é acompanhada com uma qualificação do valor . “Dar um bom exemplo” parece aqui ter uma significação dupla: ser uma boa explicação, ou representação, de algo que você quer que o outro entende – seja um movimento, idéia ou experiência. Mas também é algo alem disto: uma inspiração para algo que ainda não existe, mas que buscamos ser. Mais do que um alvo para aprender, o segundo se trata dum ideal para incorporar.

Assim também a avaliação do exemplo é diferente. No primeiro sentido da palavra isto é feito pelas critérios técnicos – um modelo mais ou menos verdadeiro com o original, uma explicação que ajuda mais ou menos para entender. No segundo sentido estamos a avaliar pelos critérios diferentes: falamos do bem e do mal em si. Um ideal que vale a pena ou não. Aí, o julgamento não é mais técnico, mas moral.

Porque moral? Podemos explicar isto através a etimologia duma palavra muitas vezes confundido com o moral, a ética. Ética vem da palavra Grego ethos, que significa ‘caráter’, ‘costume’ ou ‘modo do ser’.[1] Ethos indica então um tipo de comportamento propriamente humano que não é natural; o homem não nasce com ele, mas aquilo é “adquirido ou conquistado com habito.”[2]

Neste sentido, uma ética leva para um ideal: algo que ainda não foi realizada, mas que vale ser. Em contrasto, distingo aqui a moralidade como representante dos costumes e pensamentos do grupo dominante da sociedade; o que é visto como ‘moral comum’ – o que “pode e não pode.”

Então um exemplo é também avaliado na medida que o avaliador pensa que vai ajudar nós levar para aquele ideal ou não.

 

Qual será o ideal fica para cada um a decidir. Por isto não existe um professor que não é criticado. E como um chefe de cozinha não pode agradar todos clientes, há professores que não combinam com certos alunos, e vice versa.

Mas não é um vale tudo, tem um dinâmica da maioria aqui: quanto maior o número das pessoas que acham que alguém represente um bom exemplo, podemos supor que esta pessoa represente um ideal que muitos partilham. Se este ideal combina com o moral dominante, é outra questão.

 

Mas o que tudo isto tem a ver com o ensinamento, e a capoeira?

Quando a gente fala que um professor tem que dar um bom exemplo, ela/e é julgado pelo ética que segue, e pela maneira como faz. Claro que primeiramente, ele/a tem que dominar aquilo, explicar bem, usar modelos e metáforas úteis e compreensíveis, e corrigir o aluno se for necessário. A parte técnica. Mas se fica só por aí, o sentido do ‘bom’ parece cumprida pela metade. Aí surge o segundo sentido do exemplo: um bom professor também é aquele/a que dá direção, segue um ética, leva a um certo ideal.

Meu mestre sempre nós dizia que um mal professor é aquele que ensina o que não faz na roda. Depois muito tempo percebi que aquilo mostra exatamente a importância dos dois sentidos do exemplo: você pode até dar a melhor explicação técnica que seja, mas se não utiliza o movimento para si mesmo, aquilo não faz parte de um ‘bom exemplo completo’. Primeiramente porque não existe a experiência do movimento, o que é diferente do que a realização técnica. Mas também porque não leva a um modo de ser que ela/e segue para si mesmo. Aí, quer dizer que não é verdadeiro.

 

“Faça o que eu digo, não faça o que eu faço” é então a maior mentira pedagógica. É contrario à experiência: em termos de comportamento, a gente aprende o que vimos muito mais do que ouvimos. E quando alguém fala uma coisa, mas faz outra, chamamos isto hipocrisia. Que no moral dominante é julgado não tão bem.

 

A honestidade é muito valorizado na educação, e também no ensinamento da capoeira. Mesmo que a capoeira seja traiçoeira em si. Se não, como podemos confiar e acreditar em nosso mestre? Quer dizer que um professor tem que ser transparente, tem que ser ‘si mesmo’. Não é lá que um bom exemplo começa; ser verdadeiro? Mas o que acontece quando ser fiável a si mesmo não combina com o moral da sociedade? E como isto reflete na pedagogia? Será que o professor mostra ‘como deveria fazer’, ou ‘de como fazer e viver consigo mesmo’? Vamos pelo moral, ou pela ética?

Assim, o professor sempre fica na corda bamba, onde tem uma lição importante para aprender: Porque quem se envolve com ideais, tem que saber lidar-se com o desencanto.


[1] Os Romanos depois traduziram o ethos grego para o latim mos (mores no plural), que quer dizer “costume”, de onde vem a palavra moral. Disse então respeito a uma realidade humana que é construída histórica e socialmente a partir das relações coletivas dos seres humanos nas sociedades onde nascem e vivem.

[2] Vázquez, A.S. (1987) Ética. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira.

Bahia: Festival Internacional de Capoeiragem – CTE

Santo Antônio Além do Carmo recebe Festival Internacional de Capoeiragem

Evento será de 18 a 21 e terá participação da nação mundial da capoeira.
Atividades e oficinas gratuitas serão realizadas durante programação.

A Capoeira é hoje uma das mais importantes manifestações da cultura afro-brasileira. É para celebrar esse rico legado que o Instituto CTE Capoeiragem (Centro de Treinamento e Estudos da Capoeiragem) realiza a 6ª edição do ‘Festival Internacional de Capoeiragem’. Do dia 18 a 21 de janeiro de 2017, acontecerão diversas rodas de capoeira, apresentações, oficinas, vivências, bate-papo, oficina de percussão e espaço criança, com a participação de capoeiristas, mestres, pesquisadores e interessados de, mais de 20 países.

O local não poderia ser mais apropriado, Forte da Capoeira, no histórico bairro Santo Antônio Além do Carmo.

O evento, que reúne mestres renomados e capoeiristas de 20 nacionalidades, é promovido Instituto Centro de Treinamento e Estudos da Capoeiragem (CTE) em parceria com a Caderno 2 Produções.

“A capoeira está em mais de 170 países. Austrália,Estados Unidos, Bélgica, Alemanha são alguns deles”, afirma Ricardo Santos Carvalho, conhecido no mundo capoeira como Mestre Balão, idealizador e anfitrião do Festival.

“Salvador é a capital da capoeira. Os grandes mestres vieram daqui”, conta o mestre que luta capoeira há cerca de 32 anos.

 

As inscrições para as Oficinas de Capoeira, vivências e tour capoeirístico podem ser feitas por meio da internet. Parte do recurso arrecadado com as inscrições será revertido para as ações sociais do Instituto CTE Capoeiragem.

 

PROGRAMAÇÃO:

Dia 18/01 (quarta)
Abertura oficial do 6º Festival Internacional de Capoeiragem
Horário: 19h
Local: Forte da Capoeira

19/01 (quinta)
Oficina 1 – 16h às 17h30
Oficina 2 – 18h às 19h30
Mestres Oficineiros: Nenel e Paulinho Sabiá
Vivência “Os Mestres da Bahia e suas cantigas” – 20h às 21h30
Mestres: Pelé da Bomba, Gajé (Mercado Modelo) e Jairo (Terreiro de Jesus)
Local: Forte da Capoeira

Atividades gratuitas
Oficina de Percussão – 15h às 16h

Aulas para crianças “Espaço Criança” – 16h às 17h e 17h às 18h

20/01 (sexta)
Oficina 1 – 16h às 17h30
Oficina 2 – 18h às 19h30
Mestres Oficineiros: Nô e Balão
Vivência “A Capoeira e o Samba do Recôncavo” – 20h às 21h30
Mestres: Felipe e Nelito de Santo Amaro
Local: Forte da Capoeira

Atividades gratuitas
Oficina de Percussão – 15h às 16h
Aulas para crianças “Espaço Criança” – 16h às 17h e 17h às 18h

21/01 (sábado)
Tour Capoeirístico
Horário: 9h às 12h
Local: Centro Histórico de Salvador
*Ponto de encontro no Elevador Lacerda, saída às 9h.

Batizado/Troca de graduação/Formatura
Horário: 15h

Encerramento
Horário: 18h

Nas atividades como aulas de percussão, aulas para crianças no “Espaço Criança”, shows de abertura e encerramento, serão de acesso gratuito para maiores de idade ou menores devidamente acompanhados pelos responsáveis legais.

 

Fontes:

http://g1.globo.com/
http://atarde.uol.com.br/

https://www.facebook.com/FestivalCapoeiragem/

Repercussões: RED BULL PARANAUÊ

3 BONS MOTIVOS PARA VOCÊ APOIAR O RED BULL PARANAUÊ (e um para não apoiar)

RED BULL PARANAUÊ é bom pra Capoeira ou não? Vamos ao campeonato dos argumentos! Começou a seletiva!

Em breve haverá as seletivas para a escolha do “capoeirista mais completo do mundo”, no Red Bull Paranauê, seja lá o que isso significa… 😉

É um marco, porque, até onde eu sei, é a 1a vez na história que uma grande empresa  promove um evento de Capoeira. Promove, não somente patrocina ou apóia.

Tem gente torcendo contra, e apresentam argumentos inteligentes e coerentes. Tem gente achando o máximo, sem enxergar nenhum problema. Polêmicas a parte, o evento será grande e promete atrair muita gente!

Então vamos aos 3 motivos de por quê acho que se deve apoiar o evento e 1 para não apoiar!

Motivo1: Competição na Capoeira não é novidade!

– Capoeiristas como Mestre Bimba e alunos ou os alunos de Sinhozinho fizeram competição de vale-tudo entre si e contra outras lutas e isso ajudou a promover a Capoeira desde, pelo menos, a década de 1930.

– Mestre Gato Preto ganhou uma competição de berimbau contra Mestre Canjiquinha, e isso deu notoriedade a ele e a Capoeira.

– O grupo Senzala ganhou 3 vezes uma competição que ajudou a divulgar a Capoeira, dando notoriedade nos jornais do RJ, na década de 60.

-As federações esportivas fazem competições de Capoeira desde o tempo do ronca e quem vai negar a importância que elas tiveram para o crescimento da Capoeira em SP, por exemplo?

– O pessoal mais novo não conheceu, mas os JEBS, competições feitas nas Universidades, ajudaram muito a consolidar a Capoeira em muitos locais do Centro-Oeste e do Nordeste, principalmente.

Motivo 2: Sempre existe O MELHOR

Ser melhor é subjetivo, por isso o que é melhor para um, não é para outro. Da mesma forma, o que achamos melhor num dia, no outro já não é, mas todo dia, a cada instante, tomamos decisões baseadas em juízos subjetivos de valor: “o que é melhor neste momento? Café ou suco? Cinema ou livro?”. Se perguntarmos para as pessoas, no fim de uma roda: “qual foi o melhor jogo da roda, na sua opinião?”, provavelmente ouviremos respostas diferentes, mas cada um está julgando baseado no que viu e sentiu ser melhor, segundo seus critérios pessoais. O negócio é que a Capoeira é uma arte e apreciação de arte é sempre subjetiva.

Qual o problema de reconhecer o MELHOR?

Não devemos ter medo de dizer que consideramos alguém o melhor na sua área. Numa lista dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos, você tiraria Pelé? E numa lista dos grandes jogadores de Capoeira, alguém excluiria Mestre Cobra Mansa?

Assim como todos debatem sobre qual foi a MELHOR escola de samba do ano, ou o MELHOR filme que ganhou o Oscar, ou o MELHOR livro que ganha o PULITZER, haverá debate sobre quem foi o MELHOR ou mais completo Capoeira. Julgamento de arte, de qualquer arte, é sempre subjetivo! Mas ser melhor não é vergonha! Eu, capoeirista, tenho que reconhecer que tem muita gente que é melhor do que eu, em vários aspectos! Melhor de canto, melhor de jogo, melhor de toque… Que coisa boa! Posso aprender com eles! Não preciso ser o suprassumo das galáxias do berimbau quando tenho Rafael Xikarangoma para admirar como alguém melhor!

Motivo 3: A ancestralidade e o exemplo dos mais velhos.

Vários dos antigos estão lá no Red Bull Paranauê, começando por Mestre João Grande e Mestre Jair Moura, passando por Mestre Nenel e Mestre Itapuã, continuando com Mestre Jogo de Dentro, Mestre Virgílio, Mestre Lua Rasta e outros.

Julgar que os Mestres mais velhos estão sendo enganados ou que estão se vendendo é ignorar a inteligência, a visão de mundo e a capacidade crítica de nossos ancestrais culturais. Se eles estão lá, é porque apóiam a ideia e o conceito como algo positivo para a Capoeira em geral, mesmo não aplicando a mesma ideologia nos seus trabalhos.

 

Repercussões: RED BULL PARANAUÊ Notícias - Atualidades Portal Capoeira

 

 

RED BULL MANJA DOS PARANAUÊ?

O skate, o surf, o Jiu Jitsu, o MMA e até mesmo o samba, o rap, o hip-hop ou o rock são movimentos de massa que, ao serem midiatizados, anos atrás, tinham praticantes que se consideravam puristas, que afirmavam que a midiatização mataria a alma de suas artes. O que aconteceu? Justamente o contrário, uma projeção enorme, possibilitando o avanço dos artistas.

E a Capoeira com isso?

A Capoeira se projeta e carrega a todos em sua trajetória. Muitos criticaram quando do lançamento do filme “Esporte Sangrento”, do videogame Tekken, quando o Mestre Boneco vivia nos programas Globo ou mais recentemente, quando Mestres como Sabia ou Gege carregaram a tocha olímpica. Ainda assim, o crescimento proporcionado por estes fenômenos ajudou a Capoeira e consequentemente a todos os capoeiristas.

Não importa quem vai ser o campeão do Festival. Ele vai continuar sendo um capoeirista igual, melhor ou pior que qualquer outro. O bom é que, independentemente do campeão, todo mundo vai sair ganhando, inclusive quem está criticando.

UM MOTIVO PARA NÃO APOIAR

A Red Bull é uma empresa que faz parte do mundo capitalista, cujo objetivo é somente gerar lucro e renda. Se você não quer viver a contradição de apoiar o capitalismo, não apoie o Red Bull! Mas lembre-se que patrocínio da Petrobras é advindo de dinheiro sujo de outra empresa capitalista. Que edital de apoio do Governo Federal está envolvido com a sujeira política de sempre. Que o seu smartphone foi construído com mão-de-obra semi-escrava em algum país asiático e que absolutamente tudo que você come ou veste foi produzido na lógica da exploração do homem pelo homem. Não se vive no mundo real sem cair em contradição, pois questões complexas não são resolvidas com respostas simples.

CONCLUSÃO

Não é porque eu não faço competição e não compartilho do paradigma da competitividade é que não quer dizer que não haja coisas positivas nele. As contradições fazem parte da Capoeira e é sempre bom dialogar e fazer pontes com todos que a estão defendendo, mesmo que eu discorde em muitos aspectos. Afinal, eu levo em conta que posso estar errado.

No mais, o Capoeirista mais completo é aquele que tem coração pra sentir amor pela Capoeira como um todo, e não somente pela parte que lhe toca.

Axé!

Ferradura

 

Fonte e Fotografia: http://www.capoeirariodejaneiro.com.br/

 

E você? Tem talvez 3 motivos para não apoiar e 1 para apoiar? Ou tem outras idéias a respeito? Comente e compartilhe para estarmos sempre debatendo e trocando ideias! Quem troca ideia sai com duas!

O menino que virou mestre de capoeira Pastinha

O menino que virou mestre de capoeira Pastinha

O livro, escrito por um jornalista, narra a história de mestre Pastinha (1889-1981), contextualizando-a no interior do contexto histórico da época. Fartamente ilustrado, além do texto escrito, o cenário do período também é reconstituído por meio de belas e elucidativas ilustrações.

A narrativa é lúdica, de fácil compreensão e muito fiel à biografia de Pastinha, como, por exemplo, quando descreve como o negro alforriado africano Benedito lhe ensinou a capoeira, o que mudaria para sempre a vida do menino Pastinha. Ele aprendeu que “na capoeira, a surpresa é um fundamento”. (p.16)

Ao final da obra, há o texto “A capoeira Angola”, aliás bastante didático, onde são mostrados os principais fundamentos da capoeira Angola, quais sejam: a ginga, a bateria de instrumentos, a importância do berimbau e sua origem, o ritual da roda, bem como os golpes e contragolpes.

Por fim, são apresentados os principais golpes desse jogo/luta/dança, como, por exemplo, a cabeçada e o rabo de arraia.

Como dizia mestre Pastinha: “Capoeirista é mesmo muito disfarçado, contra a força só isso mesmo”.

 

 

Barreto, José de Jesus. O menino que virou mestre de capoeira Pastinha; Cau Gomez, ilustrações. Salvador, BA: Solisluna Design Editora, 2011.

 

Por Letícia Vidor de Sousa Reis

 

MS: Aprovação da Lei 4.968 representa início de reparação histórica

Para capoeiristas de MS, aprovação da Lei 4.968 representa início de reparação histórica

Foi sancionada e publicada no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul no último dia 30 de dezembro a lei de autoria do deputado estadual João Grandão (PT/MS) que reconhece o caráter educacional e formativo da atividade de capoeira para que as escolas da educação básica, públicas e privadas possam celebrar parcerias com associações ou outras entidades que representem mestres e demais profissionais da capoeira no Estado.

A Lei, de número 4.968, coloca Mato Grosso do Sul como o primeiro e único Estado do Brasil a ter uma regulamentação específica que permite a integração da capoeira à proposta pedagógica das escolas públicas e privadas para que seja promovido o desenvolvimento cultural dos alunos.

Até por este motivo, os mestres e demais representantes da capoeira no Estado estão considerando a lei um “marco histórico”, tão importante quanto o reconhecimento da atividade, por parte do Iphan, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

“A Lei 4.968 é o início de uma reparação histórica em prol da capoeira, perseguida há séculos pelos governantes, desde 1889, na era joanina, saindo do código penal como atividade criminosa somente em 1932, no Governo Getúlio Vargas, porém marginalizada infelizmente até os dias de hoje”, explicou Lucimar Espíndola (Mestre Caiduro), coordenador-geral do Fórum da Capoeira de Mato Grosso do Sul.

“Na capoeira a pessoa não aprende apenas dar pernada, mas a se sociabilizar, a respeitar o próximo, a obedecer hierarquia, aprende teatro, música, dança e principalmente a conhecer nossa identidade e a verdadeira história e cultura afro-brasileira. E o deputado João Grandão foi muito feliz ao pensar numa lei que trouxesse tudo isso e, ao mesmo tempo, envolvesse a educação”, acrescentou Caiduro, que garante que a prática da capoeira melhora ainda o desempenho e o comportamento dos alunos dentro da sala e na relação com os pais e familiares.

O presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Roberto Magno Botareli, também destacou a importância da Lei para a educação no Estado. “A educação pública de qualidade que sonhamos passa por conquistas como esta, pois o acesso ao esporte e à cultura são fundamentais para que os alunos tenham um aprendizado amplo e se formem verdadeiros cidadãos preparados para construir uma sociedade melhor e mais justa. A capoeira é cultura, é atividade física e é a nossa história”, disse.

Mais conhecido em Mato Grosso do Sul como Mestre Jaraguá, José Maria Viana Guedes diz que a nova lei vem resgatar também os capoeiristas, que não vinham recebendo seu devido valor, principalmente por parte dos governantes.

“Estou há 35 anos nesta atividade, andei esse País todo e nunca vi lei igual esta sancionada e aprovada em nenhum estado. O que ocorria, no máximo, eram alguns editais e, mesmo assim, passageiros. Nada como este, com força de lei, que abrirá aos capoeiristas um novo mercado de trabalho. E reconhecer o capoeirista, que sempre foi discriminado, como um educador, alguém que pode ensinar alguém”, disse ele, emocionado, lembrando que foi o deputado João Grandão também o responsável pelo título de utilidade pública estadual da Associação Camará Capoeira, de Ponta Porã, da qual é diretor.

“Sem dúvida, é o início da reparação de uma dívida histórica que o Brasil tem com a capoeira e com a cultura e história afro-brasileira. E digo Brasil pois esta lei ganhará repercussão nacional e certamente influenciará outros estados a seguir o mesmo exemplo”.

O deputado João Grandão celebrou a conquista e fez questão de reconhecer a importância de todos os envolvidos no processo. “Foi uma construção coletiva do nosso mandato, em reuniões e audiências públicas, juntamente com vários mestres e associações de capoeira. Quero reconhecer também o bom senso dos deputados, que aprovou por unanimidade o projeto, e a sensibilidade do governador Reinaldo Azambuja, que o sancionou”, disse o parlamentar.

 

Fonte: AgoraMS  – http://www.agorams.com.br/

AO PÉ DO BERIMBAU

AO PÉ DO BERIMBAU

AO AGACHARMOS AO PÉ DO BERIMBAU, JÁ COMEÇOU O JOGO !

Desabafo de Mestre Geni:

ALI ACONTEÇE TUDO, CONCENTRAÇĀO, CANTICOS, DESAFIOS, LOUVAÇÕES, ESTUDO, MANHA, MALÍCIA, MANDINGA, ENERGIA, AXÉ E MUITO MAIS…

PRINCÍPIOS, FUNDAMENTOS E TRADIÇÕES QUE VEEM SE PERDENDO AO LONGO DOS ANOS !

HOJE EM DIA, ABAIXA-SE AO PÉ DO BERIMBAU, POR ABAIXAR, ONDE SE FAZ ATÉ FILA E ALGUNS SENTAM AO CHĀO, NUM ATO DESRESPEITOSO E DESCABIDO !

CHORA BERIMBAU CHORA QUE NOSSAS TRADIÇÕES E FUNDAMENTOS TĀO INDO EMBORA!!!

Mestre Geni.

 

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