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Contemplações: De dar um exemplo…

Vamos dar um exemplo?” Mas qual tipo de exemplo seria então?

Costumamos dizer que alguém tem que “dar um bom exemplo”, especialmente um professor. E sempre quando isto é falado, parece que todos estão entendendo o mesmo. Mas será? Será que um bom exemplo é sempre um bom exemplo, ou existe um bom exemplo de um mal exemplo também? E vice versa? E o que o exemplo tem a ver com a capoeira e o papel do professor?

Aprendizagem e desenvolvimento sem exemplos é difícil; para explicar algo precisamos um modelo, para aprender precisamos algo que serve como representação, e até há aquela inspiração de se desenvolver numa certa direção, de uma certa maneira.

Muitos vezes quando falamos do exemplo, isto é acompanhada com uma qualificação do valor . “Dar um bom exemplo” parece aqui ter uma significação dupla: ser uma boa explicação, ou representação, de algo que você quer que o outro entende – seja um movimento, idéia ou experiência. Mas também é algo alem disto: uma inspiração para algo que ainda não existe, mas que buscamos ser. Mais do que um alvo para aprender, o segundo se trata dum ideal para incorporar.

Assim também a avaliação do exemplo é diferente. No primeiro sentido da palavra isto é feito pelas critérios técnicos – um modelo mais ou menos verdadeiro com o original, uma explicação que ajuda mais ou menos para entender. No segundo sentido estamos a avaliar pelos critérios diferentes: falamos do bem e do mal em si. Um ideal que vale a pena ou não. Aí, o julgamento não é mais técnico, mas moral.

Porque moral? Podemos explicar isto através a etimologia duma palavra muitas vezes confundido com o moral, a ética. Ética vem da palavra Grego ethos, que significa ‘caráter’, ‘costume’ ou ‘modo do ser’.[1] Ethos indica então um tipo de comportamento propriamente humano que não é natural; o homem não nasce com ele, mas aquilo é “adquirido ou conquistado com habito.”[2]

Neste sentido, uma ética leva para um ideal: algo que ainda não foi realizada, mas que vale ser. Em contrasto, distingo aqui a moralidade como representante dos costumes e pensamentos do grupo dominante da sociedade; o que é visto como ‘moral comum’ – o que “pode e não pode.”

Então um exemplo é também avaliado na medida que o avaliador pensa que vai ajudar nós levar para aquele ideal ou não.

 

Qual será o ideal fica para cada um a decidir. Por isto não existe um professor que não é criticado. E como um chefe de cozinha não pode agradar todos clientes, há professores que não combinam com certos alunos, e vice versa.

Mas não é um vale tudo, tem um dinâmica da maioria aqui: quanto maior o número das pessoas que acham que alguém represente um bom exemplo, podemos supor que esta pessoa represente um ideal que muitos partilham. Se este ideal combina com o moral dominante, é outra questão.

 

Mas o que tudo isto tem a ver com o ensinamento, e a capoeira?

Quando a gente fala que um professor tem que dar um bom exemplo, ela/e é julgado pelo ética que segue, e pela maneira como faz. Claro que primeiramente, ele/a tem que dominar aquilo, explicar bem, usar modelos e metáforas úteis e compreensíveis, e corrigir o aluno se for necessário. A parte técnica. Mas se fica só por aí, o sentido do ‘bom’ parece cumprida pela metade. Aí surge o segundo sentido do exemplo: um bom professor também é aquele/a que dá direção, segue um ética, leva a um certo ideal.

Meu mestre sempre nós dizia que um mal professor é aquele que ensina o que não faz na roda. Depois muito tempo percebi que aquilo mostra exatamente a importância dos dois sentidos do exemplo: você pode até dar a melhor explicação técnica que seja, mas se não utiliza o movimento para si mesmo, aquilo não faz parte de um ‘bom exemplo completo’. Primeiramente porque não existe a experiência do movimento, o que é diferente do que a realização técnica. Mas também porque não leva a um modo de ser que ela/e segue para si mesmo. Aí, quer dizer que não é verdadeiro.

 

“Faça o que eu digo, não faça o que eu faço” é então a maior mentira pedagógica. É contrario à experiência: em termos de comportamento, a gente aprende o que vimos muito mais do que ouvimos. E quando alguém fala uma coisa, mas faz outra, chamamos isto hipocrisia. Que no moral dominante é julgado não tão bem.

 

A honestidade é muito valorizado na educação, e também no ensinamento da capoeira. Mesmo que a capoeira seja traiçoeira em si. Se não, como podemos confiar e acreditar em nosso mestre? Quer dizer que um professor tem que ser transparente, tem que ser ‘si mesmo’. Não é lá que um bom exemplo começa; ser verdadeiro? Mas o que acontece quando ser fiável a si mesmo não combina com o moral da sociedade? E como isto reflete na pedagogia? Será que o professor mostra ‘como deveria fazer’, ou ‘de como fazer e viver consigo mesmo’? Vamos pelo moral, ou pela ética?

Assim, o professor sempre fica na corda bamba, onde tem uma lição importante para aprender: Porque quem se envolve com ideais, tem que saber lidar-se com o desencanto.


[1] Os Romanos depois traduziram o ethos grego para o latim mos (mores no plural), que quer dizer “costume”, de onde vem a palavra moral. Disse então respeito a uma realidade humana que é construída histórica e socialmente a partir das relações coletivas dos seres humanos nas sociedades onde nascem e vivem.

[2] Vázquez, A.S. (1987) Ética. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira.

Bahia: Festival Internacional de Capoeiragem – CTE

Santo Antônio Além do Carmo recebe Festival Internacional de Capoeiragem

Evento será de 18 a 21 e terá participação da nação mundial da capoeira.
Atividades e oficinas gratuitas serão realizadas durante programação.

A Capoeira é hoje uma das mais importantes manifestações da cultura afro-brasileira. É para celebrar esse rico legado que o Instituto CTE Capoeiragem (Centro de Treinamento e Estudos da Capoeiragem) realiza a 6ª edição do ‘Festival Internacional de Capoeiragem’. Do dia 18 a 21 de janeiro de 2017, acontecerão diversas rodas de capoeira, apresentações, oficinas, vivências, bate-papo, oficina de percussão e espaço criança, com a participação de capoeiristas, mestres, pesquisadores e interessados de, mais de 20 países.

O local não poderia ser mais apropriado, Forte da Capoeira, no histórico bairro Santo Antônio Além do Carmo.

O evento, que reúne mestres renomados e capoeiristas de 20 nacionalidades, é promovido Instituto Centro de Treinamento e Estudos da Capoeiragem (CTE) em parceria com a Caderno 2 Produções.

“A capoeira está em mais de 170 países. Austrália,Estados Unidos, Bélgica, Alemanha são alguns deles”, afirma Ricardo Santos Carvalho, conhecido no mundo capoeira como Mestre Balão, idealizador e anfitrião do Festival.

“Salvador é a capital da capoeira. Os grandes mestres vieram daqui”, conta o mestre que luta capoeira há cerca de 32 anos.

 

As inscrições para as Oficinas de Capoeira, vivências e tour capoeirístico podem ser feitas por meio da internet. Parte do recurso arrecadado com as inscrições será revertido para as ações sociais do Instituto CTE Capoeiragem.

 

PROGRAMAÇÃO:

Dia 18/01 (quarta)
Abertura oficial do 6º Festival Internacional de Capoeiragem
Horário: 19h
Local: Forte da Capoeira

19/01 (quinta)
Oficina 1 – 16h às 17h30
Oficina 2 – 18h às 19h30
Mestres Oficineiros: Nenel e Paulinho Sabiá
Vivência “Os Mestres da Bahia e suas cantigas” – 20h às 21h30
Mestres: Pelé da Bomba, Gajé (Mercado Modelo) e Jairo (Terreiro de Jesus)
Local: Forte da Capoeira

Atividades gratuitas
Oficina de Percussão – 15h às 16h

Aulas para crianças “Espaço Criança” – 16h às 17h e 17h às 18h

20/01 (sexta)
Oficina 1 – 16h às 17h30
Oficina 2 – 18h às 19h30
Mestres Oficineiros: Nô e Balão
Vivência “A Capoeira e o Samba do Recôncavo” – 20h às 21h30
Mestres: Felipe e Nelito de Santo Amaro
Local: Forte da Capoeira

Atividades gratuitas
Oficina de Percussão – 15h às 16h
Aulas para crianças “Espaço Criança” – 16h às 17h e 17h às 18h

21/01 (sábado)
Tour Capoeirístico
Horário: 9h às 12h
Local: Centro Histórico de Salvador
*Ponto de encontro no Elevador Lacerda, saída às 9h.

Batizado/Troca de graduação/Formatura
Horário: 15h

Encerramento
Horário: 18h

Nas atividades como aulas de percussão, aulas para crianças no “Espaço Criança”, shows de abertura e encerramento, serão de acesso gratuito para maiores de idade ou menores devidamente acompanhados pelos responsáveis legais.

 

Fontes:

http://g1.globo.com/
http://atarde.uol.com.br/

https://www.facebook.com/FestivalCapoeiragem/

Repercussões: RED BULL PARANAUÊ

3 BONS MOTIVOS PARA VOCÊ APOIAR O RED BULL PARANAUÊ (e um para não apoiar)

RED BULL PARANAUÊ é bom pra Capoeira ou não? Vamos ao campeonato dos argumentos! Começou a seletiva!

Em breve haverá as seletivas para a escolha do “capoeirista mais completo do mundo”, no Red Bull Paranauê, seja lá o que isso significa… 😉

É um marco, porque, até onde eu sei, é a 1a vez na história que uma grande empresa  promove um evento de Capoeira. Promove, não somente patrocina ou apóia.

Tem gente torcendo contra, e apresentam argumentos inteligentes e coerentes. Tem gente achando o máximo, sem enxergar nenhum problema. Polêmicas a parte, o evento será grande e promete atrair muita gente!

Então vamos aos 3 motivos de por quê acho que se deve apoiar o evento e 1 para não apoiar!

Motivo1: Competição na Capoeira não é novidade!

– Capoeiristas como Mestre Bimba e alunos ou os alunos de Sinhozinho fizeram competição de vale-tudo entre si e contra outras lutas e isso ajudou a promover a Capoeira desde, pelo menos, a década de 1930.

– Mestre Gato Preto ganhou uma competição de berimbau contra Mestre Canjiquinha, e isso deu notoriedade a ele e a Capoeira.

– O grupo Senzala ganhou 3 vezes uma competição que ajudou a divulgar a Capoeira, dando notoriedade nos jornais do RJ, na década de 60.

-As federações esportivas fazem competições de Capoeira desde o tempo do ronca e quem vai negar a importância que elas tiveram para o crescimento da Capoeira em SP, por exemplo?

– O pessoal mais novo não conheceu, mas os JEBS, competições feitas nas Universidades, ajudaram muito a consolidar a Capoeira em muitos locais do Centro-Oeste e do Nordeste, principalmente.

Motivo 2: Sempre existe O MELHOR

Ser melhor é subjetivo, por isso o que é melhor para um, não é para outro. Da mesma forma, o que achamos melhor num dia, no outro já não é, mas todo dia, a cada instante, tomamos decisões baseadas em juízos subjetivos de valor: “o que é melhor neste momento? Café ou suco? Cinema ou livro?”. Se perguntarmos para as pessoas, no fim de uma roda: “qual foi o melhor jogo da roda, na sua opinião?”, provavelmente ouviremos respostas diferentes, mas cada um está julgando baseado no que viu e sentiu ser melhor, segundo seus critérios pessoais. O negócio é que a Capoeira é uma arte e apreciação de arte é sempre subjetiva.

Qual o problema de reconhecer o MELHOR?

Não devemos ter medo de dizer que consideramos alguém o melhor na sua área. Numa lista dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos, você tiraria Pelé? E numa lista dos grandes jogadores de Capoeira, alguém excluiria Mestre Cobra Mansa?

Assim como todos debatem sobre qual foi a MELHOR escola de samba do ano, ou o MELHOR filme que ganhou o Oscar, ou o MELHOR livro que ganha o PULITZER, haverá debate sobre quem foi o MELHOR ou mais completo Capoeira. Julgamento de arte, de qualquer arte, é sempre subjetivo! Mas ser melhor não é vergonha! Eu, capoeirista, tenho que reconhecer que tem muita gente que é melhor do que eu, em vários aspectos! Melhor de canto, melhor de jogo, melhor de toque… Que coisa boa! Posso aprender com eles! Não preciso ser o suprassumo das galáxias do berimbau quando tenho Rafael Xikarangoma para admirar como alguém melhor!

Motivo 3: A ancestralidade e o exemplo dos mais velhos.

Vários dos antigos estão lá no Red Bull Paranauê, começando por Mestre João Grande e Mestre Jair Moura, passando por Mestre Nenel e Mestre Itapuã, continuando com Mestre Jogo de Dentro, Mestre Virgílio, Mestre Lua Rasta e outros.

Julgar que os Mestres mais velhos estão sendo enganados ou que estão se vendendo é ignorar a inteligência, a visão de mundo e a capacidade crítica de nossos ancestrais culturais. Se eles estão lá, é porque apóiam a ideia e o conceito como algo positivo para a Capoeira em geral, mesmo não aplicando a mesma ideologia nos seus trabalhos.

 

Repercussões: RED BULL PARANAUÊ Notícias - Atualidades Portal Capoeira

 

 

RED BULL MANJA DOS PARANAUÊ?

O skate, o surf, o Jiu Jitsu, o MMA e até mesmo o samba, o rap, o hip-hop ou o rock são movimentos de massa que, ao serem midiatizados, anos atrás, tinham praticantes que se consideravam puristas, que afirmavam que a midiatização mataria a alma de suas artes. O que aconteceu? Justamente o contrário, uma projeção enorme, possibilitando o avanço dos artistas.

E a Capoeira com isso?

A Capoeira se projeta e carrega a todos em sua trajetória. Muitos criticaram quando do lançamento do filme “Esporte Sangrento”, do videogame Tekken, quando o Mestre Boneco vivia nos programas Globo ou mais recentemente, quando Mestres como Sabia ou Gege carregaram a tocha olímpica. Ainda assim, o crescimento proporcionado por estes fenômenos ajudou a Capoeira e consequentemente a todos os capoeiristas.

Não importa quem vai ser o campeão do Festival. Ele vai continuar sendo um capoeirista igual, melhor ou pior que qualquer outro. O bom é que, independentemente do campeão, todo mundo vai sair ganhando, inclusive quem está criticando.

UM MOTIVO PARA NÃO APOIAR

A Red Bull é uma empresa que faz parte do mundo capitalista, cujo objetivo é somente gerar lucro e renda. Se você não quer viver a contradição de apoiar o capitalismo, não apoie o Red Bull! Mas lembre-se que patrocínio da Petrobras é advindo de dinheiro sujo de outra empresa capitalista. Que edital de apoio do Governo Federal está envolvido com a sujeira política de sempre. Que o seu smartphone foi construído com mão-de-obra semi-escrava em algum país asiático e que absolutamente tudo que você come ou veste foi produzido na lógica da exploração do homem pelo homem. Não se vive no mundo real sem cair em contradição, pois questões complexas não são resolvidas com respostas simples.

CONCLUSÃO

Não é porque eu não faço competição e não compartilho do paradigma da competitividade é que não quer dizer que não haja coisas positivas nele. As contradições fazem parte da Capoeira e é sempre bom dialogar e fazer pontes com todos que a estão defendendo, mesmo que eu discorde em muitos aspectos. Afinal, eu levo em conta que posso estar errado.

No mais, o Capoeirista mais completo é aquele que tem coração pra sentir amor pela Capoeira como um todo, e não somente pela parte que lhe toca.

Axé!

Ferradura

 

Fonte e Fotografia: http://www.capoeirariodejaneiro.com.br/

 

E você? Tem talvez 3 motivos para não apoiar e 1 para apoiar? Ou tem outras idéias a respeito? Comente e compartilhe para estarmos sempre debatendo e trocando ideias! Quem troca ideia sai com duas!

O menino que virou mestre de capoeira Pastinha

O menino que virou mestre de capoeira Pastinha

O livro, escrito por um jornalista, narra a história de mestre Pastinha (1889-1981), contextualizando-a no interior do contexto histórico da época. Fartamente ilustrado, além do texto escrito, o cenário do período também é reconstituído por meio de belas e elucidativas ilustrações.

A narrativa é lúdica, de fácil compreensão e muito fiel à biografia de Pastinha, como, por exemplo, quando descreve como o negro alforriado africano Benedito lhe ensinou a capoeira, o que mudaria para sempre a vida do menino Pastinha. Ele aprendeu que “na capoeira, a surpresa é um fundamento”. (p.16)

Ao final da obra, há o texto “A capoeira Angola”, aliás bastante didático, onde são mostrados os principais fundamentos da capoeira Angola, quais sejam: a ginga, a bateria de instrumentos, a importância do berimbau e sua origem, o ritual da roda, bem como os golpes e contragolpes.

Por fim, são apresentados os principais golpes desse jogo/luta/dança, como, por exemplo, a cabeçada e o rabo de arraia.

Como dizia mestre Pastinha: “Capoeirista é mesmo muito disfarçado, contra a força só isso mesmo”.

 

 

Barreto, José de Jesus. O menino que virou mestre de capoeira Pastinha; Cau Gomez, ilustrações. Salvador, BA: Solisluna Design Editora, 2011.

 

Por Letícia Vidor de Sousa Reis

 

MS: Aprovação da Lei 4.968 representa início de reparação histórica

Para capoeiristas de MS, aprovação da Lei 4.968 representa início de reparação histórica

Foi sancionada e publicada no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul no último dia 30 de dezembro a lei de autoria do deputado estadual João Grandão (PT/MS) que reconhece o caráter educacional e formativo da atividade de capoeira para que as escolas da educação básica, públicas e privadas possam celebrar parcerias com associações ou outras entidades que representem mestres e demais profissionais da capoeira no Estado.

A Lei, de número 4.968, coloca Mato Grosso do Sul como o primeiro e único Estado do Brasil a ter uma regulamentação específica que permite a integração da capoeira à proposta pedagógica das escolas públicas e privadas para que seja promovido o desenvolvimento cultural dos alunos.

Até por este motivo, os mestres e demais representantes da capoeira no Estado estão considerando a lei um “marco histórico”, tão importante quanto o reconhecimento da atividade, por parte do Iphan, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

“A Lei 4.968 é o início de uma reparação histórica em prol da capoeira, perseguida há séculos pelos governantes, desde 1889, na era joanina, saindo do código penal como atividade criminosa somente em 1932, no Governo Getúlio Vargas, porém marginalizada infelizmente até os dias de hoje”, explicou Lucimar Espíndola (Mestre Caiduro), coordenador-geral do Fórum da Capoeira de Mato Grosso do Sul.

“Na capoeira a pessoa não aprende apenas dar pernada, mas a se sociabilizar, a respeitar o próximo, a obedecer hierarquia, aprende teatro, música, dança e principalmente a conhecer nossa identidade e a verdadeira história e cultura afro-brasileira. E o deputado João Grandão foi muito feliz ao pensar numa lei que trouxesse tudo isso e, ao mesmo tempo, envolvesse a educação”, acrescentou Caiduro, que garante que a prática da capoeira melhora ainda o desempenho e o comportamento dos alunos dentro da sala e na relação com os pais e familiares.

O presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Roberto Magno Botareli, também destacou a importância da Lei para a educação no Estado. “A educação pública de qualidade que sonhamos passa por conquistas como esta, pois o acesso ao esporte e à cultura são fundamentais para que os alunos tenham um aprendizado amplo e se formem verdadeiros cidadãos preparados para construir uma sociedade melhor e mais justa. A capoeira é cultura, é atividade física e é a nossa história”, disse.

Mais conhecido em Mato Grosso do Sul como Mestre Jaraguá, José Maria Viana Guedes diz que a nova lei vem resgatar também os capoeiristas, que não vinham recebendo seu devido valor, principalmente por parte dos governantes.

“Estou há 35 anos nesta atividade, andei esse País todo e nunca vi lei igual esta sancionada e aprovada em nenhum estado. O que ocorria, no máximo, eram alguns editais e, mesmo assim, passageiros. Nada como este, com força de lei, que abrirá aos capoeiristas um novo mercado de trabalho. E reconhecer o capoeirista, que sempre foi discriminado, como um educador, alguém que pode ensinar alguém”, disse ele, emocionado, lembrando que foi o deputado João Grandão também o responsável pelo título de utilidade pública estadual da Associação Camará Capoeira, de Ponta Porã, da qual é diretor.

“Sem dúvida, é o início da reparação de uma dívida histórica que o Brasil tem com a capoeira e com a cultura e história afro-brasileira. E digo Brasil pois esta lei ganhará repercussão nacional e certamente influenciará outros estados a seguir o mesmo exemplo”.

O deputado João Grandão celebrou a conquista e fez questão de reconhecer a importância de todos os envolvidos no processo. “Foi uma construção coletiva do nosso mandato, em reuniões e audiências públicas, juntamente com vários mestres e associações de capoeira. Quero reconhecer também o bom senso dos deputados, que aprovou por unanimidade o projeto, e a sensibilidade do governador Reinaldo Azambuja, que o sancionou”, disse o parlamentar.

 

Fonte: AgoraMS  – http://www.agorams.com.br/

AO PÉ DO BERIMBAU

AO PÉ DO BERIMBAU

AO AGACHARMOS AO PÉ DO BERIMBAU, JÁ COMEÇOU O JOGO !

Desabafo de Mestre Geni:

ALI ACONTEÇE TUDO, CONCENTRAÇĀO, CANTICOS, DESAFIOS, LOUVAÇÕES, ESTUDO, MANHA, MALÍCIA, MANDINGA, ENERGIA, AXÉ E MUITO MAIS…

PRINCÍPIOS, FUNDAMENTOS E TRADIÇÕES QUE VEEM SE PERDENDO AO LONGO DOS ANOS !

HOJE EM DIA, ABAIXA-SE AO PÉ DO BERIMBAU, POR ABAIXAR, ONDE SE FAZ ATÉ FILA E ALGUNS SENTAM AO CHĀO, NUM ATO DESRESPEITOSO E DESCABIDO !

CHORA BERIMBAU CHORA QUE NOSSAS TRADIÇÕES E FUNDAMENTOS TĀO INDO EMBORA!!!

Mestre Geni.

 

Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100004297996124

Red Bull Paranauê

Red Bull Paranauê: Conheça o evento que vai contemplar a capoeira e coroar o capoeirista mais completo do mundo

Ao longo dos séculos, a capoeira foi se transformando e hoje conhecemos três principais estilos direcionados por grandes mestres: Angola, Regional e Contemporânea. Milhares de capoeiristas ao redor do mundo se especializaram em cada estilo e o Red Bull Paranauê quer achar o capoeirista mais completo, aquele capaz de jogar e passear pelos principais segmentos de Capoeira.

Conheça o conceito

Vamos resgatar e manter vivo os ensinamentos de grandes mestres como Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Mestre João Grande e tantos outros, unindo a todos em torno de uma grande contemplação ao esporte, que acontece no dia 28 de janeiro, em Salvador (BA).

Com a ajuda das maiores referências da Capoeira como Mestre João Grande (Angola), Mestre Nenel (Regional), Mestre Lua Rasta, o cineasta e pesquisador Jair Moura, Mestre Sabiá e tantos outros vamos homenagear o esporte com uma semana de atividades na cidade, com aulas e palestras gratuitas que resgatam a essência da capoeira. Fique ligado por aqui para saber tudo que vai rolar na semana do evento!

Toques do Red Bull Paranauê 2017

Esta primeira edição do evento focará em três Toques de Capoeira, cada um representando um estilo:

  • Toque São Bento Grande de Regional – Capoeira Contemporânea
  • Toque Jogo de Dentro – Capoeira Angola
  • Toque de Iúna – Capoeira Regional

Por exemplo, no toque de Iúna, criado pelo Mestre Bimba, deve-se obrigatoriamente executar o movimento de Balão-Cinturado. Para esse toque não há canto, nem puxada de palma. Como foi um toque criado para jogar apenas Mestres e Contra-Mestres, os alunos devem pedir permissão ao seu Mestre ou aos Mestres da roda para poder jogar.

Sorteio e Dinâmica

Ao subir no palco do evento, cada capoeirista irá sortear um toque e ambos devem jogar os 2 toques retirados (40 segundos para cada toque). Ao finalizar o jogo, os seis Mestres Jurados devem apontar o vencedor.

Os Mestres Jurados

  • Mestre Nenel e Mestre Itapuã representando a capoeira Regional.
  • Mestre Jogo de Dentro e Mestre Lua Rasta representando a capoeira Angola.
  • Mestre Paulinho Sabiá e Mestre Capixaba representando a capoeira Contemporânea.

Além disso, duas grandes personalidades da Capoeira estarão presentes como membros honorários desse primeiro evento:

  • Mestre João Grande
  • Historiador Jair Moura

Jogadores

Dezesseis capoeiristas selecionados em quatro seletivas que antecedem ao evento, mais uma vaga que foi destinada ao vencedor do evento VMV Barcelona (que ocorreu em Março de 2016, onde o ganhador foi o Capoeirista Chipa, da Calofórinia)

  • Seletiva Rio de Janeiro (2 Vagas)
  • Seletiva São Paulo (2 Vagas)
  • Seletiva Bahia (7 Vagas)
  • Seletiva Mundo (4 Vagas)
  • Vencedor do VMV Barcelona 2016 (Chipa – Califórnia/USA)

Todo capoeirista pode participar se inscrevendo em uma das seletivas que acontecem em três cidades do Brasil. A faixa etária é a partir de 18 anos e não há restrição de gêneros. Será permitido a participação de todos os Capoeiristas excetos Mestres.

Para se inscrever o Capoeirista deve enviar um e-mail para uma das seletivas que deseja participar contendo Nome Completo, Nome do Seu Mestre e Telefone com DDD. Corra, pois as seletivas terão vagas limitadas!

Inscreva-se para as seletivas

Seletiva Rio de Janeiro
12 de Janeiro 2017
Local: à definir
Horário: 18:00
E-mail para inscrição: paranaue.rio@redbull.com.br

Seletiva São Paulo
13 de Janeiro 2017
Local: Red Bull Station – Praça da Bandeira, 137, Centro – São Paulo/SP
Horário: 18:00
E-mail para inscrição: paranaue.sp@redbull.com.br

Seletiva Bahia
26 de Janeiro 2017
Local: Praça atrás do Projeto Mandinga – Rua das Laranjeiras, 27, Pelourinho – Salvador/BA
Horário: 16:00
E-mail para inscrição: paranaue.bahia@redbull.com.br

Seletiva Mundo (para capoeiristas de fora do Brasil)
26 de Janeiro 2017
Local: Praça atrás do Projeto Mandinga – Rua das Laranjeiras, 27, Pelourinho – Salvador/BA
Horário: 16:00
E-mail para inscrição: paranaue.bahia@redbull.com.br


Capoeira © Romina Amato/Red Bull Content Pool

Por Equipe Red Bull

Fonte: http://www.redbull.com/br/pt/stories/1331833301821/vem-a%C3%AD-red-bull-paranau%C3%AA

 

Contemplações: A primeira vez…

A primeira vez

 

Para tudo há uma primeira vez”, quantos vezes eu já não ouvi esta frase? E quantas “primeiras vezes” já não passavam em nossas vidas, muitas vezes sem ser mesmo notado? E quantas a gente nunca mais esqueçam: A primeira viagem sem pais, a primeira namorada, o primeiro beijo, a primeira vez que viu a capoeira…

Este aí, é a minha primeira vez, quer dizer; a minha primeira coluna para o Portal Capoeira. E como todas primeiras vezes, há uma mistura de expectação, incerteza, vontade, tensão, animação e esperança: será que vai dar certo mesmo?

Para começar, gostaria de esclarecer algumas coisas: eu não sou Mestre de Capoeira, e então não tenho aquela autoridade que vem de combinação de conhecimento, experiência e o tempo. Minha proposta então é de falar sobre temas, conceitos e tópicos que surgem na minha experiência da capoeira e das minhas pesquisas sobre ela, e outras áreas em que trabalho. Meu alvo não é falar ‘como é que é’, tampouco de só informar, mas de dar incentivo para refletir, para pensar. Isto quer dizer que gostaria também ter feedback de vocês leitores; coisas que vocês dis/concordam, e temas sobre quais vocês querem ouvir mais.

Fora da capoeira, minha “áreas de especialização” são a filosofia, as ciências políticas e sociais e a educação. No momento estou fazendo um doutorado em filosofia, teoria política e educação, onde eu implico a capoeira também; deste trabalho surgem varias temas que vão ser refletido aqui na coluna.

Mas para não ficar só numa introdução, queria continuar na tema que já introduzi; a primeira vez. Na capoeira, depois o primeiro encontro, uma das mais importantes primeiras vezes é talvez a(s) primeira(s) aula(s) e o primeiro professor de capoeira. Já ouvi um mestre falar que “a verdadeira base do jogo e a técnica de um capoeirista é feito no primeiro 2-3 anos. Depois é quase impossível, o pelo menos muito difícil, de mudar o jogo e estilo de um(a) aluno/a.”

Então me perguntei: será que esta declaração tem alguma reflexão na ciência? Para isto olhei para a área de psicologia do desenvolvimento; como o nosso cérebro e a capacidade de aprender se desenvolve no ser humano. Na verdade, nosso cérebro consiste de vários partes, e uma destes é a memória. E o que a gente está treinando na aula de capoeira, é uma memória corporal; aprender e aperfeiçoar um movimento, até ele sai (quase) sem pensar como fazer-lhe, intuitivamente. Este tipo de memória chama se memória processual; o lugar dos nossos rotinas e automatismos. Habilidades que a gente aprendeu num certo momento, e muitas vezes com um monte de prática, muitas repetições.[1]

Mas não toda repetição tem o mesmo valor: as primeiras tem muito mais impacto do que os seguidas. Porque como a gente sabe, mudar de habito é uma coisa difícil; e na capoeira isto é devido ao memória processual. Então quando estamos na aula de capoeira, estamos a aprender (ou ensinar) de criar um habito, que são (o conjunto de) movimentos de capoeira. E esses movimentos a gente aprende com olhar e imitar, e com explicação e correção pelo um professor. E por isto a primeira vez, o primeiro professor, é tão importante: é lá onde os fundamentos do habito, da rotina, são feitos. Uma casa sem fundamento boa, cai. Um capoeirista com habito ‘ruim’, dificilmente se desenvolve até um nível mais alto de jogo.

Com crianças, há ainda uns fatores a mais para cuidar. Porque o nosso cérebro se desenvolve até uns 25 de idade; quer dizer que até lá, todos estímulos das pessoas, do ambiente e da experiência própria, tem uma influência maior no desenvolvimento do cérebro, e nas capacidades que desenvolvemos durante o resto da vida. Dentro isto, o mais importante são os primeiros 6 anos da vida, onde o cérebro desenvolve o ‘hardware’ dele, que determina as possibilidades de ‘softwares’ que pode desenvolver depois.

Isto quer dizer, que ensinar crianças é quase uma responsabilidade maior do que ensinar adultos: não só pelo lado pedagógica, mas então mais ainda da perspectiva do desenvolvimento do cérebro e as habilidades que surgem dele.

Aí, na capoeira tem alguma coisa particular: porque eu, como a maioridade dos professores de capoeira, aprenderam a dar aula com crianças. As primeiras aulas que a gente normalmente podem gerar sozinho, são aulas (ou oficinas) de crianças (ou iniciantes). Há vários razões para isto: crianças pequenas fazem de ti um bom professor – se sabes gerar um grupo de 30 crianças entre 5-8 anos de idade, com certeza sabe gerar um grupo de adultos. Também, um professor iniciante, as vezes ainda não tem suficiente experiência e ferramentas para desafiar um grupo de adultos mais experientes na capoeira. Tem que começar a ensinar a base. Etc.

Mas se olhamos pelo lado de aprendizagem, de desenvolvimento do corpo e mente, e a ligação com as nossas habilidades e capacidade, isto parece um pouco estranho: no lugar e no período mais delicada de aprendizagem, botamos muitas vezes os professores de capoeira menos experientes, iniciantes.[2] Mesmo quando sabemos que um tratamento errado duma criança, pode causar problemas para ele/a para o resto da vida. Então porque deixamos tanto ao sorte?

Falando disto, há uma outra coisa importante ligado nisto, que vou tratar na próxima, que é ‘o exemplo’.

 

[1] Aqui estou falando de treino corporal, porque com o treino de música, que também faz parte da capoeira, alguns outros aspectos de nosso cérebro são usadas também.

[2] A mesma coisa acontece na sistema educacional formal, onde para ser professor de primaria, precisa ter menos formação do que para um professor de secundaria, ou até universitária.

Mestre Ananias e “O Legado da Roda na Praça da República”

Mestre Ananias e “O Legado da Roda na Praça da República”

“…Aqui é Bahia rapaz”…

O ano de 2016 é um marco na Capoeira Paulistana, Mestre Ananias deixa esse plano em um momento político assustador. É muito simbólico pensar na sua história de resistência e o momento opressor em que vivemos. A saudade, que parece não ter fim, é a chama que mantém vivo seu significado e a sua Roda na Praça da República todo domingo.

Pouco tempo antes de fazer a passagem, questionado sobre como seria após a sua morte o Mestre responde em tom de braveza: (- Oh rapaiz, que conversa é essa, eu só vou morrer quando a capoeira acabar.) Não fazia sentido algum.

Agora faz! Somos todos Mestre Ananias.

Ananias Ferreira é uma figura emblemática da cultura afro-brasileira, que ao longo de uma vida extensa ─ com tenacidade e carisma ─ mantém viva a mais pura ancestralidade no moderno coração da maior cidade do Brasil.

 

 

Na Praça:

Esse ano estamos homenageando o Mestre Chita que completa 43 anos de capoeira somente na Praça. Nascido em Itabuna / BA em 31 de julho de 1952 e hoje com 64 anos, iniciou a capoeira com Mestre Miguel Machado. Junto ao Mestre Ananias e Mestre Joel, é o capoeirista que mais se fez presente desde o início da roda em 1953. Uma expressão singular na capoeiragem paulistana, traz o Samba na veia e a arte das Ruas nas mãos. Um Axé que, talvez, as próximas gerações não possam experimentar.

Roda de capoeira, fundada pelo mestre Ananias em 1953, volta ao seu horário matutino, 11 hs da manhã todos os domingos.

Mestre Ananias e "O Legado da Roda na Praça da República" Geral Portal Capoeira 1

Mais Informações:

https://www.facebook.com/capoeiradarepublica/

http://mestreananias.blogspot.com.br/

 

Presidente Prudente: Oficinas de Capoeira em praças da juventude e em polos

Cerca de 200 jovens concluem Oficinas de Capoeira em praças da juventude e em polos

O Governo de Presidente Prudente através da Coordenadoria da Juventude ‘Programa Estação Juventude’ concluiu nesta semana as Oficinas de Capoeira, que beneficiaram mais de 200 adolescentes.

As atividades ocorreram nos seguintes núcleos: Praças da Juventude do Ana Jacinta, Humberto Salvador, Parque Alvorada e com os parceiros no Lar Santa Filomena e nas escolas João Alfredo da Silva, em Eneida, e Celestino Teixeira Campos, em Floresta do Sul. As oficinas foram iniciadas no mês de agosto.

O trabalho é encerrado após quatro meses de intensas atividades e muitos ensinamentos ministrados pelos professores Valeria Boni, Alex, Cristiano e Levi. De acordo com a Coordenadoria da Juventude, o principal objetivo das aulas foi o desenvolvimento juvenil, bem como, a evolução de seus praticantes através da resistência, reflexo, equilíbrio e raciocínio. A oficina também mostra a história da dança, desenvolve habilidades, fomenta a manifestação de expressões e promove a amizade entre os lutadores.

De acordo com o professor Cristiano, da Praça CEU, “ A participação dos alunos e o desenvolvimento dos mesmos foram positivas. Eles tiveram boa evolução no aprendizado e não tivem nenhum problema relacionado a indisciplina. Muitos deles foram fiéis ao curso”, revela.

Já o professor Levi acrescenta: “Este ano trabalhei dentro da historia da cultura negra envolvendo a capoeira, também trabalhamos dentro dos fundamentos da capoeira angola e regional, toques de berimbau e outros instrumentos referentes ao esporte. Todos os alunos aceitaram bem e se saíram de forma surpreendente”.

Por fim, a professora Valeria Boni, da Praça da Juventude, no Ana Jacinta, agradeçeu a todos que participaram deste projeto maravilhoso e proporcionaram essa possibilidade como o prefeito Milton Carlos de Mello ‘Tupã’. Segundo ela, o encerramento na Praça do Ana Jacinta foi marcado com o aulão Abadá Capoeira. “O público se mostrou muito participativo e o resultado foi super positivo”, finalizou.

As oficinas foram viabilizadas através de recursos oriundos do Programa ‘Estação Juventude’, desenvolvido pela Coordenadoria da Juventude do Governo de Presidente Prudente. A ação conta ainda com a parceria com a Secretaria Nacional de Juventude do Governo Federal. (Colaboração Gabriel Lanza).

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação – http://www.presidenteprudente.sp.gov.br/