Angoleiras & Negritude
17 Ago 2005

Angoleiras & Negritude

Jornal do Capoeira – Edição 43: 15 a 21 de Agosto de 2005 EDIÇÃO ESPECIAL- CAPOEIRA & NEGRITUDE  O Jornal do Capoeira

17 Ago 2005
Jornal do Capoeira – Edição 43: 15 a 21 de Agosto de 2005
EDIÇÃO ESPECIAL- CAPOEIRA & NEGRITUDE
 
O Jornal do Capoeira sob a batuta do camarada Miltinho Astronauta, preparou esta semana uma edição especial! Protagonizando a Capoeira e a Negritude.
Confiram está matéria, dedicada especialmente as mulheres…
Luciano Milani 

Os princípios femininos, a resistência negra e a mulher angoleira
 
"O bom capoeirista nunca se exalta procura sempre estar calmo para poder refletir"
Mestre Pastinha
 
Vamos partir dessa grande colocação de Mestre Pastinha para abordar o tema a que nos colocamos dispostas a refletir aqui.
 
É sabido que dentro da História da humanidade já passamos por diversas revoluções (Agrícola, Industrial, do Conhecimento e da Informação) e que a maioria delas ficaram registradas como resultado de ações de homens, no sentido patriarcal do termo.
 
Desde a II Grande Guerra, entretanto, a mulher ocidental começou a retomar em muitos lugares o papel de gestão da vida social, papel esse próximo ao que a mulher representava no princípio do agrupamento humano, onde, para a preservação do grupo, a união em torno da matriarca era o ponto central na preservação da espécie.
 
 Passados 60 anos do final do Conflito Mundial o retrato que temos hoje em dia da mulher, numa realidade como a do Brasil, é muito diverso. Primeiro porque somos uma sociedade estratificada em camadas de acesso ao consumo, marcada essencialmente por um fator que condiciona a situação social atual: os mais de 300 anos de escravidão negra que contam boa parte de nossa História.
 
Dentro dessa diversidade de condições (sociais, econômicas, psicológicas) o que nos interessa nesse espaço é pensar sobre a contribuição da mulher, especialmente a mulher negra, nas formas de resistência à imposição do patriarcalismo, do preconceito e discriminação e das lutas a que estivemos dispostas a travar em prol de uma educação mais digna e zelosa dos princípios que conduzem a natureza feminina: subjetividade, ternura, cuidado, acolhida, nutrição, conservação, cooperação, sensibilidade, intuição, experiência do caráter sagrado e mistérios da vida e do mundo.
 
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