João Pessoa: Congresso de Mulheres Capoeiristas acontece na Capital
01 Mar 2007

João Pessoa: Congresso de Mulheres Capoeiristas acontece na Capital

O VI Congresso Badauê de Mulheres Capoeristas, na área de lazer do Sesc Centro, em João Pessoa, começa nesta quinta-feira, dia 1º.

01 Mar 2007
O VI Congresso Badauê de Mulheres Capoeristas, na área de lazer do Sesc Centro, em João Pessoa, começa nesta quinta-feira, dia 1º. O evento deve reunir entre 100 e 150 pessoas, de todas as regiões do Brasil, na sua maioria do sexo feminino.
 
A comissão responsável pelo congresso, composta pelos integrantes da organização não governamental Pérola Negra – Centro de Cultura Popular e Afro-Brasiliera, e do Grupo Cultural de Capoeira Badauê, visa integrar e conscientizar as participantes nas questões relevantes do cotidiano, como o papel da mulher na sociedade, as novas tendências na prática da capoeira e saúde feminina.
O evento faz arte do início das festividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher (8 de março) no estado da Paraíba, e contará com uma vasta programação que inclui oficinas com especialistas como mestra Janja (Rosângela Costa – Salvador/BA), mestra Carla Mara (Fortaleza/CE), professora Joana Algarves (São Luís/MA), professora Darlyane Cardoso (Fortaleza/CE), Contra-Mestra Paulinha (Fortaleza-CE), e jornalista Estelizabel Bezerra (João Pessoa/PB).
As oficinas oferecidas aos participantes são de Capoeira Regional; Danças Afro; Capoeira de Angola; Capoeira Miudinha; além de uma palestra “Saúde da mulher – plantas medicinais e suas indicações para o sistema genito urinário feminino”, e um debate enfocando “A liderança da mulher construindo uma nova sociedade”.
 
Para o representante da comissão organizadora do evento, contra-mestre Rafael Magnata, o congresso só prova que a participação feminina na capoeira é um fato em constante desenvolvimento. Ele cita um exemplo do já falecido mestre Pastinha: “capoeira é pra homem, menino e mulher. Só não aprende quem não quer”. Ele completa dizendo que “a capoeira tem elementos da cultura africana das quais foram transferidas para a brasileira, por isso é considerada afro-brasileira. Mesmo tendo a musicalidade do outro continente sua característica atual é toda na forma brasileira de ser. Ou seja, ela pode ser considerada uma arte nativa.
 
E as mulheres estão, a cada dia, mais integradas com a beleza e leveza que é jogar numa roda de capoeira, pois a difusão já existe em mais de 180 países distribuídos nos cinco continentes do planeta. Um exemplo disso é uma rede internacional de mulheres que praticam Capoeira Angola, a Rede Angoleira de Mulheres (RAM) que é liderada por uma de nossas palestrantes, mestra Janja, no qual estará indo logo após a realização do nosso evento para Atlanta/EUA organizar o encontro internacional no Dia da Mulher.
 
Além da programação normal do congresso, temos agendadas duas rodas de exibição para o público: uma no Parque Sólon de Lucena (Lagoa) centro da cidade, na sexta-feira pela manhã, e outra no domingo, também pela manhã, no Clube dos Oficiais da Polícia Militar da Paraíba, na praia do Bessa”, explica Magnata.
 

Apoio – O contramestre destacou o apoio recebido da Prefeitura da Capital, por meio da Coordenadoria de Política Públicas para as Mulheres (CPPM), bem como do Serviço Social do Comércio na Paraíba (Sesc-PB) e da 'Ótica 2 de Fevereiro'. As mulheres interessadas em participar do congresso devem entrar em contato com a comissão organizadora na área de lazer do Sesc Centro (Avenida Desembargador Souto Maior) ou no Teatro Lima Penante (Avenida João Machado), onde serão servidas as refeições e haverá alojamento para as participantes de outras localidades do País.
 
Leave a comment
Mais Artigos
comentários
Comentário

oito + 7 =