Rivalidade feminina nas rodas
16 Mai 2010

Rivalidade feminina nas rodas

Rivalidade e competitividade existem desde que o mundo é mundo e não é exclusividade feminina. Mas entre as mulheres a rivalidade normalmente

16 Mai 2010

Rivalidade e competitividade existem desde que o mundo é mundo e não é exclusividade feminina. Mas entre as mulheres a rivalidade normalmente é mais acirrada ou, pelo menos, mais perceptível.

Infelizmente é comum as mulheres se verem como oponentes ou inimigas uma das outras, e se posicionarem de tal modo como rivais que ganham a fama de fofoqueiras, invejosas e traiçoeiras.

Na capoeira não é diferente e, nas rodas, a rivalidade feminina também faz fama, causa desunião e, algumas vezes, acaba até em briga e puxões de cabelo.

Já me indignei com um campeonato onde o regulamento para as competições masculinas e femininas eram bem diferentes. Ao questionar, a explicação foi de que “as mulheres levam tudo para o lado pessoal”. Mesmo a contra-gosto, observando algumas mulheres nas rodas nos dias que se seguiram, fui obrigada a concordar.

Mas por que isso acontece?

Sem dúvida existe a herança dos tempos das cavernas, onde se destacar para conquistar um macho de qualidade era até mesmo questão de sobrevivência. Mas os tempos mudaram e, ao invés de largar a competição, ela foi levada para outras áreas da vida, como o trabalho, ou, no caso, as rodas.

É bom lembrar que, independente do sexo, querer se destacar, ser o melhor, faz parte da natureza humana e é até saudável pois estimula a superação.

O fundamental é reconhecer quando a rivalidade passa dos limites, pois assumir a vida como um jogo onde o outro é um adversário que precisa ser “vencido” costuma ser sintoma de imaturidade e baixa autoestima.

Nesta situação, o melhor remédio é reconhecer que todos têm seus pontos fracos e fortes e que, a melhor forma de evoluir, é através da ajuda mútua, e não da disputa.

E para quem foi eleita “a rival” de alguém, não há nada melhor do que um elogio sincero a algo que “a oponente” tenha de bom ou faça bem, pois conhecer as próprias qualidades é um ponto de partida para o resgate da autoestima e para o fim da necessidade de se auto promover passando por cima do outro.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

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