Acre: Uma proposta social de capoeira
21 Mar 2007

Acre: Uma proposta social de capoeira

Manifestação da cultura afro-brasileira como instrumento para a inclusão social e para uma vida saudável  Contemplado pela Lei Municipal de Incentivo à

21 Mar 2007
Manifestação da cultura afro-brasileira como instrumento para a inclusão social e para uma vida saudável
 
Contemplado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, o projeto “Uma Proposta Social de Capoeira”, realizado pelo Mestre Xandão, propõe a acesso a uma vida mais saudável e produtiva por meio da prática da capoeira. O projeto acontece a 15 anos, com uma história bem próxima à história da capoeira no Acre, construído em função de comunidades carentes, envolvendo principalmente adolescentes, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social. A Proposta Social de Capoeira consiste na promoção de aulas de capoeira, cursos, encontros e outros meios de formação a fim de difundir manifestações da cultura afro-brasileira e proporcionar aos envolvidos a capacitação para geração de renda a partir da cultura.
Segundo o realizador, o projeto exerce o papel de manter os atendidos longe da violência e dos perigos gerados pelo uso e/ou tráfico de drogas, livres do risco de contração de doenças geradas pelas condições sociais e econômicas desfavoráveis. “Prova disso é o fato que 15 dos instrutores que trabalham hoje na sede e nos núcleos existentes na cidade tiveram seu primeiro contato com a capoeira através dos projetos como esse”, explica Xandão.
 
Hoje, o espaço da Associação Cultural e Desportiva Cordão de Ouro – Acre / CDO-AC é uma referência para comunidades de baixíssima renda – a maioria absoluta de alunos é não-pagante. “Com isso buscamos continuamente meios para garantir o atendimento desse público cada vez mais crescente e que já se apropriou do lugar. A Lei Municipal de Incentivo à Cultura é uma alternativa para fortalecer o projeto”, diz.
 
Valorizando e preservando a cultura
 
O Mestre salienta que a capoeira e outras manifestações da cultura afro-brasileira, como os folguedos (maculelê, samba de roda, puxada de rede), as danças e os cantos, são cada vez mais usados como ferramentas sócio-educativas, para correção de males sociais perversos provocados pelas desigualdades, males esses que geram o preconceito, a intolerância, a violência, a exclusão. “A importância de nosso trabalho cresce por ter como eixo a promoção de ações que visam não só a inclusão social e o sucesso dos nossos alunos – desfavorecidos socialmente e em situação de vulnerabilidade social, mas também a preservação e a manutenção de bens materiais e imateriais da cultura afro-brasileira, cuidando para preservar suas características ideológicas, históricas e culturais por meio do uso do aprendizado e da valorização”.
 
As aulas e os ensaios acontecem nas terças e quintas-feiras, das 17h30 às 20horas e aos sábados, das 14h às 19horas, no espaço da Cordão de Ouro, localizado na Rua José de Melo, 448, no Bairro Bosque. Mais informações pelo telefone: 99780818.
 

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