Limoeiro do Norte: Capoeiristas participam do Crescer Cidadão
19 Fev 2008

Limoeiro do Norte: Capoeiristas participam do Crescer Cidadão

EM LIMOEIRO DO NORTE, os jovens aprendem noções de cidadania ao mesmo tempo em que dominam os passos da capoeira O projeto

19 Fev 2008

EM LIMOEIRO DO NORTE, os jovens aprendem noções de cidadania ao mesmo tempo em que dominam os passos da capoeira
O projeto Crescer Cidadão é uma das iniciativas que recebem apoio da ONG Ashoka no Interior do Estado

Limoeiro do Norte. O empreendimento social vai além da busca de geração de renda, e um impacto social de boas ações pode refletir na promoção econômica de jovens da periferia. “Estudar para poder praticar” virou lema para grupos de jovens que participam de atividades esportivas paralelo à sala de aula. Jovens que praticam capoeira no Interior, em várias cidades, levando o mesmo nome da Fundação Arte Brasil de Capoeira, treinam por conta própria e têm dificuldade para arrumar equipamentos.

Tudo é do próprio suor, do berimbau às calças “boca-larga” típicas dos capoeiristas. Material simples e barato, mas que sai caro quando vem de jovens que, além de não terem emprego, são de famílias muito humildes, para quem o maior “luxo” é ter “o de comer todo dia”. Mas os capoeiristas fazem questão de dizer que a capoeira transforma a vida, “porque ajuda a dar mais responsabilidade e disciplina”, comenta Rafael Eduardo da Silva, o “Tição”, que coordena os capoeiristas do projeto Crescer Cidadão, idealizado por ele e aprovado por pessoas especialistas em empreendimentos social juvenil, em Fortaleza.

“Levamos o nosso projeto, foi bem aceito. A gente tem pouco apoio, apesar de a capoeira ter conquistado mais respeito. A grande vantagem é que, com o dinheiro do Geração Muda Mundo (GMM), poderemos comprar nossos abadas, nosso uniforme para as apresentações. O projeto deu um estímulo, a gente espera aumentar o número de integrantes (hoje são 50) e expandir o trabalho”, afirma, otimista, o capoeirista Rafael, autor do projeto Crescer Cidadão.

A dúvida do grupo é saber quando receberão os R$ 1.500 de “semente”, como define a Ashoka Empreendimentos Sociais. O ativista Marcelo Castro, um dos coordenadores do Centro de Estudos Aplicados da Juventude (Ceaj), esclarece que houve um pequeno atraso no repasse devido à prorrogação das reuniões dos projetos e pela mudança na forma de recebimento, que não será em cheque, mas em conta bancária.

“Sabemos que existem riscos, temos a preocupação de se os jovens farão realmente bom uso do dinheiro, por isso promovemos palestras, damos esclarecimentos. Só não podemos ficar parados. A intenção é justamente mostrar aos jovens que eles tem potencial, que podem fazer algo que dê certo”, explica a cientista social Bárbara Diniz, sobre os garotos cujos projetos pretendem “mudar o mundo”, mais do que a fronteira do bairro da comunidade, os limites das idéias e do empreendedorismo.

A demanda de projetos enviados da região jaguaribana tem ampliado os trabalhos do Ceaj, que realizou mais uma reunião com grupos aprovados no último sábado, em Limoeiro do Norte. E na mesma cidade lançará, na semana que vem, uma sede regional da associação. Ainda neste mês, os jovens empreendedores serão orientados sobre os próximos passos para receber o investimento.

Um pré-requisito é a existência de aliados, pessoas que se comprometam a apoiar o projeto, sendo incentivador e apoiador. É o caso do projeto “Em Busca do Tesouro Perdido”, que trabalhará a musicalidade com crianças no Interior. Terá como aliado o artista-educador Talvanes Moura, da Orquestra Carnaubeira de Arte e Educação, de Russas. Este grupo já tem uma tradição e o reconhecimento no trabalho com crianças e jovens do Estado.

O termo Ashoka significa, em sânscrito, “ausência de sofrimento”. Também foi o nome do imperador que dominou a Índia no século III a.C. e é lembrado como um dos maiores inovadores sociais do mundo. As empresas e organizações não governamentais que queiram apoiar os projetos da Ashoka devem preencher formulário que pode ser disponibilizado no site da ONG: www.ashoka.org.br

O Centro de Estudos Aplicados da Juventude (CEAJ) recebe idéias e projetos de jovens no Interior. Qualquer município pode participar.

SAIBA MAIS

Imperador

Valorização
O geração Muda Mundo, lançado no Brasil em 2006, é uma iniciativa da Ashoka com a intenção de valorizar o jovem entre 14 e 24 anos, que possam ter autonomia para concretizar idéias de impacto social.

Passos
Os trabalhos no Ceará existem há poucos meses e está concluindo a fase de avaliação-aprovação de projetos. Os próximos passos são o investimento financeiro e acompanhamento logístico.

Site
As empresas e organizações não governamentais que queiram apoiar os projetos da Ashoka devem preencher formulário no site da ONG: www.ashoka.org.br

Projetos
O Centro de Estudos Aplicados da Juventude, com sede em Fortaleza, recebe idéias e projetos de jovens de todos os municípios do Interior.

Leave a comment
Mais Artigos
comentários
Comentário

17 + eleven =