Encontro de Capoeira na Universidade de Aveiro
11 Jun 2007

Encontro de Capoeira na Universidade de Aveiro

Ao toque do berimbau O Núcleo de Capoeira da Universidade de Aveiro promoveu ontem a sétima edição do Workshop de Capoeira, um encontro

11 Jun 2007
Ao toque do berimbau
 
O Núcleo de Capoeira da Universidade de Aveiro promoveu ontem a sétima edição do Workshop de Capoeira, um encontro que junta anualmente alunos e mestres para promover a modalidade e trocar experiência. Do Brasil veio o mestre Corisco, o mais antigo elemento da linhagem deste grupo
O Núcleo de Capoeira da Universidade de Aveiro (UA) acolheu ontem a sétima edição do já habitual Workshop de Capoeira que, uma vez por ano, junta vários alunos e mestres para convívio e aprendizagem. Este ano, veio de S. Paulo, no Brasil, o mestre Corisco, o mais antigo elemento da linhagem do grupo Lagoa da Saudade, a que o Núcleo pertence. "Estão aqui mais de cinquenta praticantes, alguns da UA, muitos do Porto", explica Helder Albuquerque, coordenador do grupo. "Para além do mestre Corisco, veio também o contramestre Careca, de Valência, e Luciano Milani, editor de um portal sobre Capoeira", conta.
 
Ao longo do dia, o grupo dividiu-se e teve formação com os vários mestres. Depois do almoço, teve lugar um "bate-papo" sobre a modalidade, onde foram discutidas várias temáticas, nomeadamente a improtnância da Internet como meio de divulgação desta arte. Mais formação e prática e uma roda de capoeira encerraram o encontro.
 
Para Helder Albuquerque, o workshop serve para «promover a capoeira junto dos praticantes e passar conhecimentos». Para além disso, pretende dinamizar o espaço universitário e «convidar toda a comunidade a vir conhecer o grupo». O coordenador lembra que estamos no final do ano lectivo, mas que em Setembro que quiser pode inscrever-se, e que as aulas não são apenas para estudantes universitários.
 
Matéria do Jornal 

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De onde vem a Capoeira
 
Num Brasil de grandes senhores e muitos escravos, os negros criaram a capoeira para treinar o corpo para a fuga. A ginga e a dança não os denunciavam, permitindo o treino debaixo da vigilância dos capatazes.
 
Depois da fuga, a capoeira ajudava a escapar aos capitães de mato.
 
Com a abolição da escravatura, em 1888, os negros livres não eram aceites na sociedade, que se recusava a pagar por serviços que antes recebiam de forma gratuita. Daí que muitos negros libertos tenham optado pela capoeira como modo de subsistência através do roubo ou de trabalhos sujos, associando esta arte à figura do malandro e à vadiagem.
 
A capoeira foi então proibida e retomada livremente mais tarde, embora nunca tenha deixado de ser praticada.
 
Na luta por uma capoeira mais «limpa» destacaram-se os mestres Bimba e Pastinha, no início do século XX.
 
O mestre Bimba introduziu algumas piruetas e criou um método de ensino de capoeira fundando, em 1932, a primeira academia para o ensino desta prática
 
Fonte: Diário de Aveiro – Jornal Regional On-Line – www.diarioaveiro.pt/
 

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