Músicas do Mestre Toni Vargas
22 Jan 2005

Músicas do Mestre Toni Vargas

Mestre e Poeta Toni Vargas Berimbal tocou sereno na ladeira da lapinha e o pandeiro sussurrando me pediu uma ladainha foi se

22 Jan 2005

Mestre e Poeta Toni Vargas

Berimbal tocou sereno
na ladeira da lapinha
e o pandeiro sussurrando
me pediu uma ladainha
foi se embora um grande mestre
angoleiro de valor
trocou esse mundo triste
pelos campos do Senhor
foi buscar paz da inquietude
que a vida lhe roubou
Bahia chora e reclama
Bahia chora e Reclama
por esse Mestre que era nosso
hoje se chora de tristeza
quase que por um remorso
mas a morte é uma glória
e não é o fim da linha
a medalha da história
foi no peito de Pastinha
Ê, viva pastinha

A saudade
No coração do capoeira
é igual a uma rasteira
faz o berimbau parar
oi então vai
tocar o toque de angola
onde o capoeira chora
mesmo sem querer chorar
ai se vê
o lamento do guerreiro
sem rumo sem paradeiro
o poeta que aparece
ele se esquece
que é forte e perigoso
tira o lenço do pescoço
e joga um verso no ar
e diz amor espere um pouco
não vá me trocar por outro
eu vim aqui já volto já.

Antigamente,
Tudo era diferente,
No Rio a gente era gente,
Que beleza de lugar,
Ali na Lapa ,
Tinha toda a malandragem,
Do Samba e da capoeira,
Vale a pena recordar,
A malandragem,
Não era como hoje em dia,
Havia mais poesia,
No jeito de malandrar,
O bom malandro,
De branco era boa praça,
Cantava e fazia graça,
Era um tipo popular,
Mas respeitado,
Porque bom da capoeira,
Derrubava de rasteira,
Sem nem mesmo se sujar,
E de noitinha,
Embaixo dos lampiões,
Lindas moças ruquiões
Olhavam onde passar,
Lá pelos arcos,
Desenhando de beleza,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
Ê viva meu Deus
Iê viva meu Deus camará
Iê que me ajudou
Iê quem me ajudou camará
Iê viva meu Mestre
Iê viva meu Mestre camará

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