O SAMBA DE RODA DE DALUA E MESTRE MAURÃO
11 Nov 2011

O SAMBA DE RODA DE DALUA E MESTRE MAURÃO

Em novo projeto de CD, o percussionista Dalua e o Mestre de capoeira Maurão (Mauro Porto da Rocha) resgatam a importância da

11 Nov 2011

Em novo projeto de CD, o percussionista Dalua e o Mestre de capoeira Maurão (Mauro Porto da Rocha) resgatam a importância da tradição oral, da musicalidade brasileira e de raiz.

No próximo dia 30 de novembro, às 22h30, o músico Dalua e o Mestre de capoeira Maurão lançam trabalho inédito no Estudio Emme, em noite organizada por Tutu Moraes.

 

O lançamento contará com participações especiais de Yaniel Matos (Pianista Cubano),

Nega Duda (Sambadeira de São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano), Leonardo Mendes ( Violonista de Santo Amaro da Purificação), e Cuca Teixeira ( Baterista de São Paulo e uma das maiores autoridades no assunto) e todos os integrantes do LADODALUA (www.ladodalua.com.br).

 

SOBRE O CD

O resgate da memória de um povo, seja por meio da música, das artes plásticas e dos rituais são os elementos que permitem com que a cultura renasça e se reinvente de tempos em tempos. Memória, ritual e pluralidade cultural são três conceitos que definem o novo projeto-álbum independente do percussionista brasileiro Dalua e o Mestre de capoeira Maurão, do Grupo Capoeira Mandinga.

 

“O Samba de roda de Dalua e Mestre Maurão”, com previsão de lançamento para o final de outubro em todo o país é um recorte das vozes e musicalidades de origens espontâneas que permitem ao Brasil um cenário único. Em dois CDs com um total de 24 faixas, domínios públicos, muitos ainda desconhecidos, ganham registro histórico. Em “Samba de Caboclo, Na minha viola”, “Na boca da mata “Chita do Brás”, “Vou tirar meu amor do samba” e “Dona da casa / Eu vi a pomba na areia”: o resgate da alegria e da característica musical que marcam os encontros de samba de roda.

 

Do desejo para a materialização foram dois anos de trabalho de pesquisa e de diálogo com os parceiros e com o produtor convidado, Guilherme Chiappetta. A percepção de que o canto, presente na tradição oral brasileira, era o protagonista dos trabalhos, fez com que Dalua, também produtor do álbum, optasse em gravar primeiro as bases (canto), e em seguida, com a participação de artistas convidados, traduzissem através de uma poética própria novas sonoridades, harmonias, melodias e ritmos. Este resultado pode ser conferido no primeiro álbum. Já no segundo, mantém-se o samba em seu estado bruto, sem a interferência de traduções ou linguagens. “Percebi, dentro da estrutura do samba de roda, uma série de novas possibilidades rítmicas, harmônicas e melódicas. Ousamos fazer isso. Novos arranjos e ilustres convidados escolhidos especialmente nos deram a honra de dividir o seu talento para realizarmos o CD 1”, aponta o músico Dalua, que também é Mestre de capoeira.

 

O projeto nasceu em 2009 durante os jogos de capoeira, onde ao final de cada encontro, Dalua e seu “tio-irmão”, o Mestre Maurão, “puxavam” com palmas os sambas para o encerramento.  A presença e a energia dos participantes resultavam em uma apresentação vivaz, digna de fazer surgir nos dois companheiros de trabalho, o desejo de mostrar ao público a simplicidade na riqueza deste universo da cultura popular brasileira.

 

Para ressaltar a multiculturalidade que define a obra, a participação especial do pianista cubano Yaniel Matos em “Samba de Caboclo”, permite um resultado sonoro surpreendente, ao utilizar o instrumento clássico com cantos africanos. Como contraponto, o lado rock in roll, com a presença de contrabaixos gravados pelo próprio Dalua nas faixas “Chita do Brás“, com participação de voz de Nega Duda e “Vou tirar meu amor do samba“. Para arrematar, o acordeon de Marcelo Jeneci em “Papai me bateu“ simboliza e celebra o encontro étnico e a diversidade presentes em nossa memória, e espalhadas ainda, pelos cantos do Brasil afora.

 

O UNIVERSO DE CORES E ESTÉTICA DA ÁFRICA

 

“Se olharmos de qualquer praia da costa litorânea brasileira, não avistaremos apenas a linha do horizonte, mas estaremos face a face com o continente africano”, define o produtor e músico Dalua, apontando o olhar e a simbologia que permeia o projeto gráfico do álbum.

 

Na capa e contracapa a imagem produzida pela fotógrafa Priscila Prade mostra o dorso de uma mulher e de um homem negro, semi mergulhados nas águas do mar, olhando na linha do horizonte e em busca das raízes étnicas brasileiras.

 

Sob a visão apurada do artista plástico e cenógrafo Gringo Cardia, o encarte é uma revisitação às cores, aos signos e à simbologia da estética de matriz africana. As ilustrações são estampas de tecidos trazidos pelo próprio artista durante suas inúmeras visitas ao continente.

 

O CD duplo “O Samba de roda de Dalua e Mestre Maurão” com gravadora independente e distribuído pela Trattore tem a previsão de chegada às lojas de CD´s e livrarias de todo o Brasil, a partir de novembro de 2011.

SERVIÇO:

SANTO FORTE PRODUÇÕES E ESTÚDIO EMME APRESENTAM:

 

TUTU RECEBE –  “O SAMBA DE RODA DE DALUA E MESTRE MAURÃO”

DJ TUTU MORAES

 

Ingressos

R$ 15, clientes Porto Seguro portadores da carteirinha;

R$ 20, com nome na listasantoforte@gmail.com;

R$ 30, na porta sem nome na lista.

 

Estúdio Emme – Av. Pedroso de Morais, 1036 – Pinheiros.

Abertura da Casa: 21h30

Início dos Shows: 22h30

Duração: 1h30

Capacidade da Casa: 600 pessoas.

Vallet no local.

Não recomendado para menores de 18 anos.
A casa aceita cartões e dispõe de chapelaria.

 

Ficha Técnica CD:

Produzido por: Dalua e Guilherme Chiappetta

Gravado, mixado e masterizado no estúdio Malakias, por

Guilherme Chiappetta, entre abril de 2009 a abril de 2011.

Valor Aconselhado: R$ 30,00

Gravadora: Independente

Distribuidora: Tratore

Projeto gráfico: Gringo Cardia

Fotos: Priscila Prade

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510+55 11 3482-6908

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