05 Set 2005

APÓS AS CALÇAS, PETRÓPOLIS AGORA VAI EXPORTAR CAMISAS DE CAPOEIRA

A grife petropolitana Cola Colorida já prepara produção de camisas para o mercado português. Depois da remessa de mil calças de capoeira

05 Set 2005
A grife petropolitana Cola Colorida já prepara produção de camisas para o mercado português.

Depois da remessa de mil calças de capoeira para Portugal, a Cola Colorida – confecção do Pólo de Moda de Petrópolis agora também vai exportar camisas. O número de peças enviadas à Europa deverá ser dessa vez maior, uma vez que o produto segue agora também para o público em geral e não somente a capoeiristas. "O Brasil está na moda. O cliente europeu gosta do que estamos produzindo, das cores da nossa bandeira", diz orgulhosa Simone Gouvêa Silveira, proprietária da grife que há oito anos fabrica moda feminina teen em Petrópolis. A segunda e última remessa das calças chegou ao território português há exatos 10 dias através da parceria com a rede de 35 lojas portuguesa "Sport Zone".

A exportação foi firmada durante o evento Semana de Petrópolis em Lisboa, quando 20 empresários de moda da cidade tiveram a chance de realização de negócios nas cidades de Lisboa e Porto, em abril deste ano, organizados pelo Sebrae/RJ. Além da Cola Colorida, outra confecção, a Portrait, também enviou peças. Todo o desenvolvimento das calças e camisas foi feito pelo NAD – Núcleo de Apoio ao Design.

"Apresentamos três modelos diferentes, porém, sempre valorizando as cores da bandeira do Brasil. A modelagem é praticamente a mesma, mas oferecemos uma outra opção mais justa e com manga raglã. Uma pesquisa apontou que as calças foram muito bem aceitas no mercado português, até porque enviamos um produto com uma malha de qualidade, a poliamida, 100% helanca, muito boa e que não encolhe", explica Simone, ressaltando que a rentabilidade também foi positiva.

Ainda segundo a empresária, a exportação, agora desmitificada, colaborou para o aumento de 30% na produção e, para atender à demanda, além de ampliar o número de facções com as quais trabalha, a confecção está recebendo novas três máquinas. "Isso também representa novas contratações de mão-de-obra", acrescenta. Sob o comando de Simone e também da sócia Rita Fátima Ramos, a grife também foi a que mais vendeu durante a última realização do Fashion Business, no Museu de Arte Moderna, quando 10 confecções do Pólo de Petrópolis marcaram presença. Um total de mil e 800 peças comercializadas para todo o Brasil.

"Foi uma oportunidade excelente e conquistamos mais 16 clientes somente no evento. Agora, já sonhamos com contatos também na Espanha. A exportação deixou de ser um bicho de sete cabeças", considera a empresária. A grife possui um trabalho que valoriza a viscolycra e ainda muitos trabalhos artesanais. As peças misturam texturas como malhas e chiffon, renda, bordados e aplicações.

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