Brasília DF: Violência e Morte – A Capoeira chora!!!
01 Set 2006

Brasília DF: Violência e Morte – A Capoeira chora!!!

Mais uma triste notícia envolvendo a capoeira nos jornais… Desta vez o berimbau chorou lá pelos bandas de Brasília, a capital de

01 Set 2006
Mais uma triste notícia envolvendo a capoeira nos jornais… Desta vez o berimbau chorou lá pelos bandas de Brasília, a capital de nosso país, onde o conceituado Jornal Correio Brasiliense, através de sua edição online noticiou a morte de Ivan da Costa, um promotor de Eventos de 29 anos de idade. Ivan foi violentamente atacado por MONSTROS pois acredito não poder usar o termo "capoeiristas" conforme cita o Jornal, pois nós sabemos que um verdadeiro capoeirista não iria tomar esta atitude!!!
 
É lamentável ver a capoeira envolvida e citada de forma tão triste nos jornais…  e ainda mais triste é ver que alguns dos acusados eram professores de capoeira (é preciso saber separar o joio do trigo! é preciso ressaltar o quanto é digna a nossa missão pois um verdadeiro PROFESSOR, UM VERDADEIRO CAPOEIRISTA é acima de tudo um EDUCADOR!!!)… mais o fato é que a violência esta ai, se fez presente e vitimou am jovem cidadão… que fique bem claro o nosso repúdio a toda e qualquer ação envolvendo a violência seja ela qual for…
Que este caso seja tratado pelas autoridades e que os acusados sejam tratados com todo o rigor da lei!!!
 
Luciano Milani
 
Segue a matéria publicada no Correio Brasiliense:

Agressores de Ivan da Costa mostram frieza na delegacia
Renato Alvez
Do Correio Braziliense – http://noticias.correioweb.com.br
Reprodução/Edilson Rodrigues/ Paulo de Oliveira/CB
01/09/2006 – 08h13: Em uma conversa com o delegado Antônio Coelho, titular da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), os capoeiristas Francisco Edilson Rodrigues de Sousa Júnior, 21 anos, e Fernando Marques Robias, 26, explicitaram o nível de brutalidade que levou à morte o promotor de eventos Ivan Rodrigo da Costa, 29. “Bati. Bati legal”, disse o primeiro, o Macumba (3). “Se pudesse, batia de novo”, afirmou o segundo, conhecido como Lacraia (2).
Segundo o delegado, três dos cinco acusados de agredir Ivan, contaram, ontem, os detalhes do espancamento sofrido pelo promotor de eventos na madrugada de 21 de agosto. A vítima morreu nove dias depois. “O que mais me impressionou foi a frieza do Francisco e do Fernando. Eles não demonstraram arrependimento”, afirmou Coelho.
 
Nenhum dos acusados, porém, aceitou depor formalmente. Orientados por três advogados, alegaram que só falarão em juízo. Os cinco são moradores do Cruzeiro Novo, colegas de infância. Quatro têm o nome como suspeito em ocorrências policias. Três são professores de capoeira (leia quadro). Todos estão presos. Serão indiciados por homicídio triplamente qualificado – ação em grupo que teve motivo fútil sem chance de defesa à vítima. Se condenados, poderão pegar até 30 anos de cadeia cada um.
 
A prisão preventiva dos cinco foi decretada pelo juiz Edilberto Martins de Oliveira, do Tribunal do Júri de Brasília, na noite de quarta-feira. Em sua decisão, o magistrado destaca que, para dificultar a ação da polícia, os suspeitos retiraram as fotografias do Orkut – site de relacionamento – no dia seguinte às agressões contra o promotor de eventos. “Por outro lado,o potencial de periculosidade revelado pelo comportamento impiedoso e brutal que se atribui aos indiciados, que, por motivo banal, espancaram uma das vítimas até que ela desfalecesse, faz com que se presuma o risco a que estará, aparentemente, submetido o corpo social, na hipótese de serem mantidos em liberdade”, destacou o juiz.
Socos e pontapés
 
O laudo de exame de corpo de delito de Ivan, assinado por dois peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) da Polícia Civil comprova que o jovem morreu de infecção generalizada e politraumatismo, decorrentes das agressões. Mostra que a vítima levou socos e pontapés na parte superior do corpo e teve ferimentos externos e internos (veja infografia).
Ivan, que tinha 1,71m e 79kg, foi agredido pelos cinco homens na saída da boate Fashion Club, no Setor Comercial Norte. Os acusados têm de 1,78m a 1,90m, de 85kg a 98kg. Eles haviam saído da boate depois que Ivan. O promotor de eventos, a namorada e o amigo Luiz Roberto Lopes, 23, trocavam o pneu do carro e acabaram surpreendidos por uma Parati que fazia manobras bruscas em marcha a ré no estacionamento. Luiz deu uma batida de alerta no vidro traseiro do veículo. Foi o suficiente para os cinco suspeitos descerem do carro e atacá-los com golpes de capoeira. As pancadas em Ivan provocaram ferimentos na cabeça e ruptura no intestino.
 
Os cinco agressores foram filmados pelo circuito interno de tevê da boate entrando e saindo juntos do estabelecimento. Eles teriam sido expulsos da casa noturna por causa de uma briga, segundo funcionários da Fashion Club. “As imagens não mostram isso. Vamos ouvir os seguranças da boate para saber o que houve realmente”, disse ontem Antônio Coelho.
 
Alexandre Nascimento e Edson Junior, os últimos a se entregarem à polícia – apareceram na 2ª DP às 14h30 de quarta-feira – passaram a madrugada , manhã e tarde de ontem na delegacia. No começo da noite, seguiram para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Sudoeste. Hoje devem ir para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde os outros três acusados estão desde quarta.
Seqüestro-relâmpago
 
Edson é o que tem o nome envolvido no crime mais grave, ocorrido antes da morte de Ivan. Ele é apontado como suspeito de seqüestro-relâmpago ocorrido em 5 de janeiro de 2004, no Sudoeste. Segundo a ocorrência 83/2004 da 3ª DP (Cruzeiro), Édson e um garoto de 16 anos na época, renderam um casal no estacionamento do Supermercado Bom Motivo, na Avenida Comercial do Sudoeste.
Dizendo ter uma arma sob a camisa, a dupla obrigou o homem e a mulher a entrar no carro e seguir até um caixa eletrônico, onde tiveram que sacar R$ 1 mil. As vítimas foram abandonadas perto da Granja do Torto. O caso ainda não foi julgado.

 

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