Grupo de capoeiristas representa o Brasil e o mundo em show
17 Jul 2009

Grupo de capoeiristas representa o Brasil e o mundo em show

Foi seguindo a paixão pela capoeira – em 30 anos dedicados à meditação, respeito aos ensinamentos dos grandes mestres e, acima de

17 Jul 2009

Foi seguindo a paixão pela capoeira – em 30 anos dedicados à meditação, respeito aos ensinamentos dos grandes mestres e, acima de qualquer coisa, disciplina – que mestre Ralil Salomão tomou uma das maiores decisões de sua vida. Ao lado do mestre Edinho, que, como ele, dava aulas de capoeira em algumas academias de Brasília, os dois transformaram simples aulas em um grande projeto social que hoje reúne cerca de 8.500 pessoas no mundo inteiro: o Centro Cultural Raízes do Brasil. Nesta quinta-feira (16/07), mestre Ralil traz 100 artistas – integrantes do grupo e convidados de várias partes do país e do mundo – para mostrar aos brasilienses a ginga desse estilo de dança, luta e arte no show Brasil de raízes, marcado para a Sala Villa-Lobos, às 20h.

O evento, que faz parte da programação do 12º Encontro Europeu e das Américas de Cultura e Capoeira, integra também a exposição de outras manifestações populares, como xaxado, maculelê, puxada de rede e jongo, entre outros. “A gente não se prende apenas à capoeira porque o intuito do show é esse mesmo: mostrar a cultura do Brasil que hoje é vista no mundo inteiro, por meio dos projetos que realizamos nas sedes espalhadas em vários países”, explica mestre Raelli.

O destaque da noite é a Orquestra de Berimbaus, que traz no repertório a execução do Hino Nacional Brasileiro. “Serão 40 capoeiristas responsáveis por este espetáculo”, diz. Na abertura, outra surpresa: o grupo vai gingar trajando ternos de linho branco. “É uma tradição da década de 50, quando os capoeiristas mostravam suas habilidades gingando de terno e permanecendo com a roupa limpa até o final. Era o chamado ‘traje de gala’”, conta.

Homenagem do mestre

Os cenários selecionados para o Brasil de raízes foram todos preparados pelo carnavalesco Joãosinho Trinta. “Ele assistiu a uma apresentação nossa e achou muito interessante. No dia seguinte, nos ligou e disse que queria fazer o cenário de cada quadro do evento. Foi um presente que ele nos deu. Hoje, ele é presença constante no grupo”, comemora Ralil.

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